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  • SNIEAB 15:39 on 18/07/2017 Permalink | Responder
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    Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher – UNCSW 

    Leia o relato de Odete Liber, Assessora de Projetos do SADD que representou a IEAB no UNCSW – Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher, neste ano em Nova York:

    Tive a honra de representar a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil na Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher (UNCSW – ww.uncsw.org), nos dias 09 a 24 de março, na cidade de Nova York. Nesse evento, foram ao todo 20 mulheres anglicanas de vários paises que se somaram a milhares de outras mulheres que lá estavam na UNCSW.  Nós, irmãs anglicanas, nos reunimos para compartilhamos experiências do que acontece com as mulheres em seus respectivos países. No evento havia muitas outras mulheres com quais, em alguns momentos, nos somamos (eventos paralelos) para sermos impactadas pelos testemunhos e relatos de experiências e fé de muitas mulheres. O evento principal da CSW foi sobre o “empoderamento econômico das mulheres no mundo do trabalho em mudança”, além dos eventos paralelos que abordaram temas como a justiça de gênero, através de vários olhares, focos: tráfico humano, direitos indígenas, violência baseada no gênero, crises humanitárias, iniciativas locais, imigração e impacto ambiental, etc.

    Os dias foram permeados por reuniões, palestras, painéis, grupos para discussão e feedback, celebração/culto, e outras atividades, além de alguns momentos de lazer e cultura. Fomos chamad@s a deliciar-nos na continuação desse trabalho e missão e convida@s a refletir:  1- O que a capacitação econômica e o empoderamento econômico das mulheres parece comigo, com a igreja da qual venho?  2- O que o empoderamento econômico das mulheres tem a ver com a igreja hoje? Isso é importante? Como a igreja vê o empoderamento da mulher? 3- Como igreja, podemos re-imaginar o modelo de empoderamento econômico de uma forma que dest aque direitos e igualdade para todo o povo de Deus? 4- Como partilharmos e abraçarmos a voz profética, um modelo em que possamos viver nossos votos batismais?  5- Se levarmos seriamente a nossa aliança de respeitar a dignidade de cada ser humano, como colocaremos em prática os direitos de nossas irmãs e irmãos em toda parte? 6- Como nos afastamos do ‘status quo’ contemporâneo para uma economia baseada nos direitos e na dignidade?  Tais perguntas tentei responder e também as trago para a IEAB.  Eis o desafio: o que iremos fazer? Com certeza como igreja teremos muito a fazer aqui no Brasil. E que no próximo ano, nossa IEAB, nesse mesmo evento, possa relatar muitas vitórias, apesar dos inóspitos caminhos que ainda devemos trilhar.

    Side by Side: Lado a Lado

    No dia 17 de março aconteceu a atividade de lançamento formal do Side By Side durante a reunião do UNCSW. Vale citar que o movimento global que já tem dois anos de existência, formado por  pessoas de fé que desejam ver a justiça de gênero se tornar uma realidade em todo o mundo.

    A Revda. Terrie Robinson apresentou o movimento, citou que este está presente no Brasil, Zimbábue, Colômbia, Ruanda, Burundi, Escócia, Quênia e Etiópia. Em seguida, falaram os quatro painelistas: Javier M. Acostas (Father and Director of the Social Pastoral Secretariat of the Colombiam Bishops Conference –SEPAS- in the Diocese  of Montelibano, Córdoba);  Maggie Sandilands (Tearfund); Walter Vengesai (Acting Director od Padare; a men’s gender forum based  in Zimbabwe) e Kikala Isobel Thomas (Mother’s Union Community Development Coordinator an Savings whit Education Program Coordinator for the Anglican Diocese of Angola). Kikala disse que é uma sobrevivente e agora luta por outras pessoas. Walter Vengesai  enfatizou a importância de trabalhar com homens e meninos, pois em seu país cresce o índice de casamentos de homens com meninas, e é preciso parar com isto. Sarah Roure (Brasil), Charles Opoyo (Quênia) e Fiona Buchanan (Escócia) relataram como, em seus respectivos países, líderes religiosos e organizações religiosas estavam trabalhando-  em conjunto para aumentar a capacidade e melhorar a defesa da justiça de gênero. Karri Whipple (Associação Mundial para a Comunicação Cristã – WACC), falou sobre o pedido de ação da organização para acabar com o sexismo dos meios de comunicação até 2020, bem como o WACC pode interagir com o movimento Side by Side.

    Tod@s @s participantes foram convidados a refletir sobre o que precisa acontecer em cada contexto em particular para mais líderes religiosos se tornem defensores da justiça de gênero. Com todas as falas, pode-se dizer que é preciso empoderar a mulher, lutar para que existam espaços de igualdade de fato. A mulher precisa estudar, o homem precisa participar de momentos de fala sobre gênero, justiça e equidade, fazer estudos bíblicos voltados para a valorização da mulher, com uma hermenêutica ‘da’ e ‘para’ a mulher. Mais uma vez, nós como igreja IEAB e SADD participando ativamente e vislumbrando um mundo onde todos: mulheres e homens, meninos e meninas são valorizados igualmente.


     
  • SNIEAB 12:52 on 11/05/2016 Permalink | Responder
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    SADD lança nova publicação 

    O Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento – SADD, organizou uma revista, que impulsionará o debate sobre Gênero, Sexualidades e Direitos em todos os âmbitos da IEAB.

    Você pode adquirir este trabalho por meio da Livraria Anglicana, custa  apenas R$ 10,00!

    Mais informações para a aquisição da revista:

    Secretaria Geral da IEAB

    (11) 3667-8161

    sec.geral@ieab.org.br

    Para conhecer mais sobre o trabalho do SADD

    Não deixe de curtir a página do facebook!

     
  • SNIEAB 12:20 on 24/01/2013 Permalink | Responder
    Tags: , , , SADD, Teologia Leiga, Teologia Pública,   

    Incidência Pública do Serviço Anglicano em Rondônia 

    Violência de gênero: qual o papel da comunidade de fé?

    A cada 15 segundos, uma mulher é espancada no Brasil. Segundo a Fundação Perseu Abramo, 70% dos casos de violência contra as mulheres acontecem dentro de casa e o autor dessa violência é uma pessoa com quem ela mantém ou manteve algum vínculo de afeto. Pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão em 2006, afirma que 51% da população brasileira conhece uma mulher que é ou foi vítima de algum tipo de violência  pelo companheiro.

    Diante dessa realidade, a Casa de apoio Noeli dos Santos em parceria com Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD) e o Ministério Público de Rondônia (MPRO) promoveram, nos dias de 22 a 24 de novembro de 2012, o III Seminário de Capacitação Contra a Violência Domestica, onde aconteceu o curso Violências contra as Mulheres: Diálogos, Direitos e Enfretamento. O objetivo era fortalecer a rede de apoio e enfrentamento às violências contra mulheres da cidade de Ariquemes-RO.

    Frente à complexidade do fenômeno da violência, deparamo-nos com a relevância da rede de apoio e serviços no processo de ruptura das violências e a dimensão de sua existência.  A rede deve integrar as instituições que a compõem, com a finalidade de manter o vínculo por meio de ações ou trabalhos conjuntos no enfrentamento às violencias contra as mulheres.

    Nas redes estão envolvidas as Unidades de Saúde do SUS (Pronto Atendimento, Setores de Emergência e da Assistência Hospitalar; Serviços de Saúde Mental) o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o Ministério Público, e o Conselho Municipal dos Direitos a Secretarias de Governo (Secretarias de Ação Social e da Mulher, por exemplo),  Delegacia da Mulher, Casa de Apoio e Centros de Referência.

    A rede de Ariquemes, contudo, existe e apresenta um perfil muito particular. Mapiar e identificar seus/suas ator@s foi um dos resultados desse trabalho: são pessoas, grupos e instituições e todos e todas participaram ativamente do curso, conforme discriminado abaixo:

    Atores sociais Instituições
    Equipe Técnica Casa Noeli dos Santos
    Cabos, Tenentes, Sargentos e agentes penitenciários Policia Civil e Militar
    Secretarias:

    SEMDES – Secretaria de Desenvolvimento Social,

    SEMED – Secretária de Educação,

    SESAU – Secretaria de Saúde

    Poder Executivo: Secretarias Municipais
    Delegada da DDM e Delegado Regional Secretaria Estadual de Segurança Pública
    Diretora Hospital Regional
    Agente de Saúde UBSs – Unidade Básica de Saúde (setor 2, 9 e 10 – estratégia da família e referência em Hanseníase. Tuberculose, leishemaniose, e os testes rápidos de HIV/Sífilis/Hepatite)
    Psicólogas, assistentes sociais e coordenadoras. CRAS – Centro de Referência de Ação Social

    CREAS - Centro de Referência Especializada de Ação Social

    CAPES - Centro de Apoio Psicossocial

    Alunas Faculdade Unopar
    Coordenadora PRONATEC – Programa Nacional de Jovem Aprendiz
    Professoras Escolas Estadual e Municipal
    Lideranças religiosas Protestantes e Católicas
    Assistente Social da equipe psicossocial do Fórum e Promotor de Justiça, Poder Judiciário (Fórum, Ministério Público )
    Assessoras do presidente da Câmara de Vereadores Poder Legislativo

    As palestrantes de diferentes profissões e regiões do país – norte, sudeste e nordeste – abordaram os temas de forma participativa, com exposições dialogadas e trabalhos em grupos.

    Promotora de justiça Priscila Matzembacher – Expôs a lei Maria da Penha: o histórico, seus principais artigos e medidas protetivas que asseguram a integridade e os direitos das mulheres.

    Assistente Social Ester Leite Lisboa (leiga e membro da Diocese Anglicana de São Paulo) – Fez um resgate histórico da compreensão de gênero, desde a Idade Média, e das lutas e vitórias das mulheres que marcaram e construíram a história. Apresentou questões relativas à diversidade, as relações e equidade de gênero, os papéis sociais e a heteronormatividade, permitindo uma reflexão sobre direitos humanos.

    Psicóloga Ilcélia Alves Soares (leiga e membro da Diocese Anglicana do Recife)– Falou sobre as violências contra as Mulheres – Diálogos e Enfrentamentos -  através dos conceitos e formas de violência de gênero, aspectos psicossociais e impactos das violências na vida das mulheres e de suas famílias, possibilidades de rupturas das violências. Apresentou ainda a rede de enfretamento e seus serviços e políticas de atendimento às mulheres de Ariquemes.

    Esse curso é fruto de dois anos de trabalho da Reverenda Elineide Ferreira Oliveira, Reverendo Hugo Armando Sanchez, juntamente com Lúcia e Rejanne Sanchez e outras representantes da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), resultado de ações constituídas cotidianamente para estabelecer uma cultura de paz em Ariquemes.

    Respeitando a laicidade do Estado, Elineide e Hugo, representando a Igreja Episcopal Anglicana local, vinculada ao Distrito Missionário Anglicano, têm dialogado com o Poder Público, a rede de atendimento às mulheres, Secretarias Municipais, instituições e sociedade civil com o desejo de pensar e realizar trabalhos pautados na justiça e equidade para todos e todas.

    Casa de Apoio e Acolhimento Noeli dos Santos


    A ideia da casa de apoio surgiu em uma conversa entre o reverendo Hugo Sanchez e a jornalista Cássia Bardi, na época, coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social. Cássia recomendou um espaço de acolhimento a mulheres que viviam em situação de violência. A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil aceitou o desafio e juntamente com a Associação Anglicana Desmond Tutu criaram a Casa de Apoio e Acolhimento Noeli Dos Santos, única no estado de Rondônia.

    A Casa de Apoio Noeli dos Santos acolhe as mulheres que vivem em situação de violência de gênero, viabiliza o atendimento psicológico, clinico e social dessas mulheres, realiza encaminhamentos jurídicos aos órgãos competentes, e capacita profissionalmente as mulheres para o mercado de trabalho. Promove também conscientização de seus direitos e reinserção na sociedade. A Reverenda Elineide Ferreira Oliveira coordena a casa que tem capacidade de acolher mulheres com seus filhos por um período mínimo de um dia e máximo de 90 dias. Esses prazos também são resultados da humanização do trabalho.

    Por fim, pedimos licença ao poeta para reafirmar que essa caminhada também tem sua canção e que todas as Marias/Mulheres “É a dose mais forte e lenta de uma gente que rí quando deve chorar. E não vive, apenas aguenta” - hoje, não mais caladas, elas rompem o silêncio e acreditam: que “…é preciso ter manha”. É preciso ter graça, É preciso ter sonho sempre, Quem traz na pele essa marca, Possui a estranha mania, De ter fé na vida”.

    Por Ilcélia Alves Soares


     
  • SNIEAB 10:44 on 08/02/2012 Permalink | Responder
    Tags: , SADD   

    Aliança Anglicana Escolherá Facilitador (a) para América Latina e Caribe 

    A Aliança Anglicana (AA) irá escolher um (a) facilitador (a) temporário (a) para atender América Latina e Caribe.  O processo seletivo final dependerá da avaliação do escritório da AA em Londres.

    As pessoas pré-selecionadas  serão entrevistadas no dia 24 de fevereiro na sede da Secretaria Geral da IEAB. Candidatos (as) fora da cidade de São Paulo terão que arcar com todas as despesas de viagem, estadia e alimentação.

    A Secretária Geral da IEAB, através do Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD), dará todo apoio operacional. Mais informações através do site:

    http://www.ieab.org.br/sad/

     
  • SNIEAB 10:24 on 21/01/2012 Permalink | Responder
    Tags: Christian Aid, , SADD   

    Church Times: Christian Aid e as Razões para Apoiar Projetos no Brasil 

    O governo inglês pretende transformar em lei o seu compromisso de destinar 0,7% do PIB nacional para auxiliar outros países, o que gerou uma série de críticas nas páginas de jornais, principalmente do Daily Mail. A ajuda do Reino Unido à Índia foi o primeiro alvo. Apesar de um terço da população mais pobre do mundo estar entre seus 1,2 bilhão de habitantes, o país possui um programa espacial e é classificado como uma nação de renda média. Por que eles deveriam continuar recebendo doações às custas dos pesados impostos pagos pelos cidadãos ingleses?

    A notícia de que o Brasil, outro destino do auxílio oferecido pelo Departamento Britânico de Desenvolvimento Internacional, foi classificado como uma economia maior que a do Reino Unido causou ainda mais revolta. “A Grã-Bretanha deve colocar os seus necessitados em primeiro lugar”, exigiu o jornal em seu comentário sobre o assunto. O The Sun, por sua vez, adotou um tom mais ameno. “A população brasileira é de 190 milhões”, segundo um porta-voz do Centre for the Economics and Business Research (“Centro de Pesquisas Econômicas e Empresariais”, em tradução livre). “A economia deles pode ser maior, mas o padrão de vida aqui (no Reino Unido) é muito superior ao de lá.” Esse é o cerne da questão. Não tenho a intenção de minimizar a luta diária dos pobres e necessitados nesse país. Contudo, uma visita recente aos projetos da Christian Aid no Brasil me permitiu ver com meus próprios olhos que a riqueza econômica e a pobreza extrema podem caminhar lado a lado.

    A cara da pobreza global vem mudando nos últimos anos. Vinte ou trinta anos atrás, a maior parte da população pobre do mundo era encontrada em países pobres, enquanto atualmente 75% daqueles que vivem em condições extremas de miséria (menos de US$1 por dia) estão em países de renda média. Apesar de seu crescente poder econômico, o Brasil continua sendo uma das nações mais desiguais do mundo: lá, 3% de sua população é dona de dois terços das terras cultiváveis, por exemplo. Milhões não possuem acesso à terra e um terço da população não dispõe de água potável. Entre os motivos para esse quadro tão desigual, destaca-se uma política tributária regressiva. Em 2005, o Brasil recolheu quase 34% do seu PIB em impostos, mas investiu apenas 9,5% desse montante em serviços primordiais como educação, saúde, habitação e saneamento básico. Essa situação é criada pela combinação da pesada dívida brasileira com o fato de que o FMI exige que o país mantenha um superávit de pelo menos 4%.

    Um dos parceiros do Christian Aid visitados por mim, o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, trabalha com os sem-teto no centro de São Paulo, a maior cidade do hemisfério sul. A evidente riqueza econômica da cidade contrasta fortemente com as condições de vida de quem mora nas ruas ou em cortiços.

    Estive em um dos projetos em um centro de reciclagem de lixo, no qual as pessoas aprendem a confeccionar e comercializar produtos feitos em material reciclável. Outro parceiro, o MST (Movimento dos Sem Terra) já conseguiu o assentamento de 400 mil famílias em áreas por todo o país.

    Também tive a oportunidade de viajar área serrana no Rio de Janeiro, onde testemunhei a devastação deixada pelas enchentes de 2010, nas quais pelo menos mil pessoas morreram. A ajuda do governo para áreas remotas é ínfima. A Koinonia, outra parceira, fornece cobertores e refeições para seis mil pessoas, além de ajudar os necessitados a reconstruir suas vidas.

    Abandonar países como o Brasil nesse estágio de desenvolvimento seria uma atitude equivocada. Nos países em desenvolvimento, o crescimento econômico não é suficiente. Naturalmente, ele é essencial para ajudar as pessoas a saírem da linha de miséria, mas com frequência acontece às custas dos pobres.

    Artigo publicado originalmente em Church Times.

    Saiba mais sobre a Parceria entre Christian Aid e a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

     
  • SNIEAB 11:02 on 21/12/2011 Permalink | Responder
    Tags: , SADD, Serviço de Diaconia   

    Presença do SADD em Encontro Internacional na Cidade do México 

    Educação Para Uma Economia Comunitária


    Ocorreu na Cidade do México nos dias 12 a 16 de dezembro de 2011, o curso de capacitação para “formação de grupo em poupança com educação na America Latina”. Promovido pelo Episcopal Relief & Development-  ERD e executado pelo Freedom from Hunger México e a Oxfam – America. Foi um encontro multicultural, onde os participantes dialogaram sobre a “ economia com educação” em suas três   línguas nativas: Espanhol, Português e Kiche´,Idioma Indigena Del pueblo K iche´, em Guatemala.

    O Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento – SADD,  convidado  para fazer parte da equipe se fez presente através  da Senhora Sandra Andrade, coordenadora do SADD e dos Contatos Diocesanos do Brasil:  DAB – Aroldo Silva, Diocese Sul Ocidental- Rev. Marinez Oliveira, DRJ – Fabiano Nunes e a DAR – Ilcélia Soares.  Também participaram  do encontro representantes, clérig@s e leig@s de países como Uruguai, Columbia, Costa Rica, Honduras, Guatemala, México e diversas instâncias  da Igreja Episcopal da América Latina e Caribe.

    O referido curso teve como propósito apresentar um método que possibilita a formação, implementação, surgimento e monitoramento de grupos de economia comunitária;  fazendo-nos perceber que juntos, podemos descobrir de que maneira iremos incorporar  esses conteúdos nos programas diocesanos existentes e/ou construir outros projetos que favoreçam o surgimento dos grupos de apoio mútuo com economia comunitária  nos países da America Latina e Caribe.

    A “Economia com Educação” foi a temática principal do curso. É um programa fundamentado em poupar com a capacidade de réplica, através da formação dos grupos, tendo como base o auto gerenciamento de seus próprios membr@s, que aprendem a gerar e administrar suas economias e seu negocio. Esse serviços de micro financiamento è oferecido a população que sofre de extrema pobreza, que vive em comunidades rurais e especialmente mulheres da América Latina e Caribe.

    No decorrer do treinamento os/as participantes reafirmaram o compromisso com a justiça, a solidariedade e a esperança, e certificaram junto@s que é possível fazer um mundo melhor.  Compartilharam ainda as experiências  que estão sendo executados em comunidades  de seus países e afirmaram a importância deste curso falando que:

    “El Centro Diocesano de Proyectos de Desarrollo de la Iglesia Episcopal de Guatemala aborda la gestión del desarrollo poblacional a partir de un análisis integral de las comunidades, El nuevo programa de ahorro con educación abrirá oportunidades en las comunidades de las regiones en donde tiene injerencia la iglesia, generando  oportunidades de desarrollo tanto comunal como personal, esto permitirá que las personas mejoren su calidad de vida, mejoren sus ingresos y que aprendan a administrar de una mejor manera sus recursos.” (Mildred Medina)

    “Tomando en cuenta, que Guatemala es un país multicultural, multilingüe y pluricultural como sacerdote de la Iglesia Episcopal de Guatemala, veo con  oportunidad que las comunidades Indigenas tengan un espacio en  fortalecer las ensenazas y conocimientos de nuestras abuelas y abuelos con la forma de ayudar mutuamente, llamado PAQ´UCH en nuestro idioma maya Quiche. Rmal u´j k´ia achil´xi´k u´j c´o p´ari tinamit ixim ulew,  in k´in k´ik´otik rimal kuya k´i tik´ri etambal rix k´i ya kano´k ri q´tit q´mam, ubi PAQ´UCH, j´as le kín bi´j chechala´j rimal in´k mal b´e.” ( R.P Miguel Salanic Diocesis de Guatemala.)

    “Fundación Trinity Church es una Organización Humanitaria que lucha contra el hambre, la pobreza, el temor y la discriminación en el marco de los Derechos Humanos y los Objetivos del Milenio  porque creemos en la Vida Digna con Justicia y Equidad antes y después de la muerte. El Programa de Ahorro, Capacitación y Crédito será para el pueblo empobrecido y violentado de Colombia una oportunidad que  nos ayudara a sentir y a dar testimonio de que la Vida es posible en cada esfuerzo de hombres y mujeres que luchan y caminan solidariamente construyendo caminos de  esperanza y paz….. Esta es la Buena Noticia que nos anuncia que Dios está con nosotros……  y en nombre de su Hijo Jesucristo con la fuerza del Espíritu Santo nos bendice hoy y siempre.”  (Rev. Antonis de J. Calvo.)

    “En estos días he compartido junto con varias personas este curso de entrenamiento y ha sido de mucha importancia para mi porque me da  mas herramientas para poder hacer eficiente el trabajo que estoy realizando a favor de las mujeres pobres de la ciudad de Tijuana (Mexico)  Es de gran importancia que nuestra iglesia anglicana este realizando esta clase de proyectos de una manera organizada. Espero que todos los que estamos recibiendo este entrenamiento tengamos grandes éxitos aplicándolo en nuestro lugar de procedencia.”” (Pbro. Adeli C. Garcia CH.)

    Iglesia Anglicana de Mexico AR Diocesis del Sureste.- Este taller es muy significativo y un gran reto para llevarlos a nuestras comunidades rurales. Creemos y tenemos grandes espectactivas porque valoramos mucho todos los programas que van acompañado con educación. Tenemos la fe y la confianza de que las personas mas vulnerables y sin acceso financiero se verán beneficiadas aprendiendo a ahorrar y hacer trabajar sus propios recursos económicos.(Ing. Olivia Lorenzo   Coordinadora de Proyectos Diocesanos.)

    El programa de Ahorro con Educaciõn esta pensado en poblaciones que viven en pobreza, principalmente pretende fomentar el empoderamiento de las mujeres, a través del manejo de una metodología accesible de manejo de las finanzas grupales y el trabajo en grupo con el fin de resolver problemas comunitarios y crear lazos de solidaridad y confianza entre las integrantes de los grupos.  Como organización creadora de esta propuesta metodológica, tenemos grandes expectativas de aplicación por parte de los miembros de este grupo de capacitación, porque creemos que ellos atienden a la población meta para la que fue creado este programa, además de contar con la experiencia, el compromiso y el carisma de ayuda a quien mas lo necesita, por todo ello, nosotras creemos firmemente que el programa de Ahorro con Educacion esta en muy buenas manos.” (Maria del Rocio Egremy, Gerente de Capacitacion de Freedom from Hunger – Alcance en Mexico.)


    “Creio que o programa de Economia com Educação, vai proporcionar as comunidades onde for aplicado, a possibilidade de aprendizado para educação financeira e ajuda mútua. A idéia de fazer uma poupança comunitária para gerar renda em benefício da própria comunidade, pode trazer uma mudança significativa na vida das pessoas menos favorecidas. Tendo em vista que o programa possibilita que as decisões do que fazer com os valores poupados são tomadas pelo próprio grupo, entendemos que promoverá dignidade, segurança e confiança nas ações propostas. O programa possibilita educar a comunidade a poupar o seu próprio dinheiro e tomar decisões para aplicar esses valores em benefícios dos mais necessitados do próprio grupo. Nosso desejo é que possamos usufruir dos benefícios desse programa nos nossos projetos diocesanos.” (Sandra Andrade – Coordenadora do SADD)

    Por Ilcélia Soares

    Diocese Anglicana do Recife

     
  • SNIEAB 21:01 on 17/11/2011 Permalink | Responder
    Tags: , , SADD   

    Consulta Propõe Ampla Acolhida as Pessoas Vivendo e Convivendo com HIV/AIDS 

    Uma atitude pessoal e pastoral de ampla acolhida as pessoas que vivem e convivem com HIV/AIDS e com outras doenças foi proposta aos cristãos e, particularmente, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), em São Paulo, de 2 a 6 de novembro, pelos participantes da Consulta sobre esse tema, promovida pela IEAB, através do Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD) com o apoio da Christian Aid. Essa tarefa inclusiva foi apontada como sendo o maior desafio para os cristãos e para as Igrejas no século XXI ainda marcado por profundas desigualdades sociais e econômicas e por uma cultura do preconceito, que atinge todas as áreas da coexistência humana.

    O Escritório da Secretaria Geral convidou instâncias representativas da IEAB: Bispos Diocesanos, Conselho Executivo, Comissão Nacional de Direitos Humanos, Comissão Nacional de Combate ao Racismo, União das Mulheres Anglicanas do Brasil (UMEAB), União da Juventude Anglicana do Brasil (UJAB) e Contatos Diocesanos do SADD.

    A Consulta ocorreu na Casa La Salle, em Vila Guilhermina, Zona Leste de São Paulo, e contou com os seguintes temas e palestrantes:

    Panorama Sobre Direitos Humanos: Dr Pedro Montenegro- anglicano, advogado e especialista em Direitos Humanos

    Sistema Único de Saúde (SUS): Sr Cláudio Monteiro- católico romano, sociólogo, assessor sociocultural da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e Mestre em Infectologia e Saúde Pública.

    HIV/AIDS e Mulher: Sra. Ester Lisboa- anglicana, assistente social e Coordenadora Programa Saúde e Direitos de KOINONIA Presença Ecumenica e Serviço

    Violencia contra Criança e o Adolescente: Sra. Ilcélia Soares- anglicana, psicóloga, Mestre em Psicologia, Ativista em HIV/AIDS e especialista em Violencia  Doméstica.

    Para cada palestra proferida foi contemplado um espaço para o compartilhamento de uma ação concreta da IEAB:

    Movimento Sem Terra no Paraná e a Pastoral: Reverendo Luiz Carlos Gabas da Diocese Anglicana de Curitiba

    Pastoral da Saúde: Reverenda Dilce Regina da Diocese Anglicana de Pelotas

    Casa A+ sobre HIV/AIDS: Sr.Aroldo Carlos da Diocese Anglicana de Brasília

    Casa de Apoio Noeli dos Santos para Mulheres Vítimas de Violencia: Reverendo Hugo Sanchez do Distrito Missionário Anglicano.

    Na abertura da Consulta, o Secretário Geral, Reverendo Arthur Cavalcante fez a saudação a todos e em especial, agradeceu a presença da Sra. Ana Rocha, Programme Officer da Christian Aid Brasil e destacou a importância da articulação da IEAB com a agencia ecumênica europeia.

    No dia 05 de novembro, após a série de palestras e de intensos debates,  os representantes das Áreas Provinciais foram convidados para elaborarem em conjunto um projeto o qual terá apoio financeiro do SADD. Ficando assim distribuído:

    Projeto Área 1 (Diocese Pelotas, Diocese Meridional e Diocese Sul Ocidental)- Formação na Área de Direitos Humanos, Políticas Públicas e Violencia Doméstica

    Projeto Área 2 (Diocese Curitiba, Diocese São Paulo e Diocese Rio de Janeiro)- Capacitação de lideranças para desenvolver trabalhos em Direitos Humanos

    Projeto Área 3 (Diocese Amazônia, Diocese Recife, Diocese Brasília e Distrito Missionário)- elaboração de um caderno sobre Direitos Humanos.

    A Consulta Nacional foi encerrada no dia 06 com uma celebração dominical e um almoço comunitário na Paróquia da Santíssima Trindade, no centro de São Paulo,  onde atualmente funciona o Escritório da Secretaria Geral da IEAB.

    DEPOIMENTOS DE QUEM ESTEVE NA CONSULTA NACIONAL

    Na opinião do Bispo Primaz de IEAB, Dom Mauricio Andrade, a Consulta Anglicana sobre Saúde e Direitos Humanos realizada em São Paulo:

    “[...] alcançou seus objetivos traçados pela coordenação, pois  os três temas, Direitos Humanos, Saúde e Violência acompanhado pelas ações concretas da Igreja partilhada entre nós mostra que estamos aprofundando a expressão do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, na área de direitos humanos, ouvimos a  partilha da experiência da Pastoral Anglicana da Terra que está sendo desenvolvida no Oeste do Paraná, a experiência  da Pastoral da Saúde, em Pelotas – RS, a CASA A+ que acolhe pessoas vivendo com HIV/AIDS, em Palmas e , a Casa de Passagem que acolhe mulheres em situação de violência doméstica em Ariquemes – RO. Minha avaliação é que os resultados desta consulta deverão repercutir em nossas ações pastorais e de serviço.

    Neste caminho é preciso reforçar que os Direitos Humanos precisa ser uma referência de prática e ação concreta em nosso planejamento pastoral e missionário, ou seja, não pode ser um tema transversal, precisa sim ser um tema estratégico e profético na vida da Igreja. Penso que precisamos aprofundar alguns temas aqui refletidos como violência doméstica e  AIDS, temas importantes na construção de direitos. Finalmente digo que precisaremos levar esses temas para nossas comunidades e multiplicar esses temas como desafios de nossa missão. Esta consulta de Saúde e direitos precisa ser compreendida como um ponto de partida para o aprofundamento dos temas de Direitos Humanos na vida da Igreja”.

    A referência central das palestras e dos debates foi o tema dos Direitos Humanos, compreendido como “um caminho para reforçar a intimidade do ser humano com Deus, seu Criador”, como afirma Dom Francisco Assis da Silva, bispo da Diocese Sul-Ocidental. Em sua opinião, os direitos humanos constituem “uma importante codificação ética, jurídica e política a ser concretizada urgentemente na luta contra as injustiças e todo tipo de opressão e violência”.

    A consulta não somente provocou o debate e a reflexão sobre direitos humanos, mas principalmente desafiou a todos a assumirem o compromisso com ações concretas na defesa e promoção destes direitos.  É muito importante – disse – que possamos partilhar nas diversas comunidades da IEAB toda a reflexão e o compromisso que aqui assumimos. São ações aparentemente simples, mas que se todos nós fizermos e motivarmos outros a fazer juntos, estaremos realizando um belo trabalho, proclamando o amor de Deus.

    Por sua vez, o Secretário Geral da IEAB Reverendo Arthur Cavalcante, disse que os resultados positivos da Consulta representaram o aprofundamento do compromisso da Igreja com os Direitos Humanos, em favor da vida e contra todo tipo de violência. Acrescentou que a Consulta foi coerente com as propostas da última Confelíder e Sínodo Geral da IEAB, realizado em Embu Guaçu – SP, em junho de 2010.

    Para a Srª Selma Rosa, Presidente da Câmara de Clérigos e Leigos, a consulta desafiou a todas as pessoas acerca do protagonismo de cada um em defesa da vida. Trouxe conhecimento, informações e consciência sobre a realidade e a situação na qual o povo brasileiro esta inserido e desafiou-nos, enquanto igreja, a ação como cidadãos e ao trabalho como povo anglicano e povo de Deus.

    Já a Srª Sandra Andrade, Coordenadora do SADD (Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento), a consulta atingiu os objetivos traçados pela Comissão Nacional de Diaconia.

    “[...] Houve um envolvimento muito grande das pessoas presentes e os apresentadores dos painéis foram muito felizes em suas abordagens, provocando reflexões significativas para as ações futuras para a igreja. As pessoas que partilharam o relato de experiências concretas, dentro dos temas dos Direitos Humanos, nos deram exemplos claros de como podemos atuar na defesa dos mesmos. A nossa intenção e de que tenhamos projetos de ações concretas para as dioceses e comunidades da IEAB, com vistas à formação dos membros da igreja no tema de Direitos Humanos e a partir dessa formação tenhamos ações concretas nas políticas publicas”.

    “Como cristãos” – destacou – “devemos ser os defensores dos Direitos Humanos. Precisamos assumir o nosso papel de profetas denunciando todo e qualquer tipo de injustiça e violação dos direitos de todas as pessoas. A missão da igreja deve estar voltada para atender as necessidades do nosso próximo.”

    Na visão de Dom Orlando S. Oliveira, bispo da Diocese Meridional,” [...] em um mundo e um país cada vez mais violento, o encontro promovido pelo SADD nos parece ter atingido os seus objetivos de proporcionar o debate sobre os vários tipos de violência que enfrentamos. Ficou claro que o nosso compromisso pastoral e político de nos posicionarmos e lutarmos contra todo o tipo de discriminação e violência não é uma opção, mas uma exigência que o evangelho de Cristo faz”. Disse também desejar que “ao sairmos deste encontro, o nosso debate e os desafios se tornem numa ação concreta na vida de nossa igreja, em todo o Brasil”.

    Já o bispo da Diocese Anglicana do Recife, Dom Sebastião Gameleira, afirmou que,” [...] na consulta, tivemos uma ampla troca de informações e de reflexões muito pertinentes quanto ao tema. Além de algo importantíssimo que são as experiências que já existem na Igreja. Com alegria, sentimos que temos avançado na compreensão de que a diaconia social e política tem de estar no centro da missão evangelizadora e pastoral da Igreja. Dizer Direitos Humanos é referir-se a dignidade, solidariedade, justiça, cuidado com a vida, em vista da paz – que são os valores básicos do Reino de Deus”.

    Segundo o Bispo, a tarefa primária “[...] é educar-nos na Igreja para perceber que a Fé Cristã exige de nós a ruptura com qualquer sistema de opressão e sentir a provocação irrecusável de levar a presença daqueles valores aonde quer que estejamos – na família, na profissão, na vida em sociedade. Tudo na Igreja, desde a espiritualidade, a leitura da Bíblia, a liturgia e o jeito de ser de comunidade, tem de estar atravessado por esta opção pelos Direitos Humanos. Na verdade, a Igreja é luta coletiva pela promoção da vida, inspirada pela mística do Reino de Deus e seguindo o exemplo de Jesus. É muito mais que sentimento e prática religiosa”.

    Na avaliação de Dom Saulo Barros, bispo da Diocese da Amazônia, “[...] a consulta foi muito importante para nossa caminhada por muitas razões, mas principalmente por que mostrou o quanto a Igreja Anglicana avançou em suas ações concretas em favor dos Direitos Humanos e também na preparação e engajamento de parte de suas lideranças; também por mover (sacudir) a igreja para assumir de forma mais ampla o tema, esperando que os participantes sejam multiplicadores, conscientizando suas comunidades sobre a importância de se envolver concretamente na defesa dos direitos humanos.

    Tenho pensado – afirmou – constantemente no trabalho em nível micro e não no atacado em nossas comunidades, círculos de estudo bíblico, turmas de confirmação, escola dominical, levando as pessoas a uma reflexão sobre o tema e a realização de ações concretas no seu próprio contexto.

    Isso sem desmerecer as ações mais amplas, envolvendo parceiros ecumênicos e da sociedade civil. Porém, isso deve ser trabalhado de forma dialética com as questões locais. A região amazônica, infelizmente, nos coloca constantemente diante de situações em que e preciso reagir. Informou também que a Catedral Anglicana de Santa Maria, em Belém, há uns 2 anos realizou um trabalho com crianças e adolescentes sobre violência sexual. Apesar do receio inicial de alguns pais, os educadores responsáveis realizaram um trabalho muito bom que repercutiu positivamente na vida dos participantes”.

    Na opinião do músico e membro do Conselho Executivo do Sínodo da IEAB, Xico Esvael, de São Paulo,” os objetivos desta Consulta foram atingidos principalmente por causa da presença representativa das lideranças da igreja e dos palestrantes qualificados que abordaram a temática com precisão e com didática adequada”. Disse esperar que estes “momentos sirvam para alavancar o trabalho pastoral da igreja no envolvimento de nossas comunidades numa perspectiva de mudanças em nossa sociedade”.

    Já a Deã da Catedral de Santa Maria em Belém, Reverendíssima Carmen Etel e para a pedagoga Sra Carmem Regina Gomes da Equipe da Coordenação SADD, “[...] a Consulta possibilitou discussão de direitos já constituídos e que precisam ser efetivados na prática da comunidade e da vida. Inquietou-nos o silencio da igreja há tempos, diante de questões proféticas que envolvem a vida de crianças, de jovens, negros (as), mulheres, indígenas e homossexuais .

    A Consulta nos impulsionou a construir programas de formação e de resgate dos direitos humanos a partir das realidades locais. E de assumirmos o compromisso de sermos comunidades terapêuticas. A realização de uma auto-avaliação de nossa pratica na igreja. A formação e capacitação de agentes de pastoral para acompanhar ouvir e orientar pessoas que sofrem violência e também os agressores. Formação pastoral para leigos e clérigos construírem comunidades terapêuticas”.

    “Como cristão anglicano e como fundador do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH)” – afirmou o jornalista Dermi Azevedo – que congrega cerca de 500 Ongs, no Brasil – “considera que a Consulta de São Paulo atingiu plenamente seus objetivos. Este resultado pode ser medido pela qualidade dos informações e proposta apresentadas. O fundamental, no meu ponto de vista, e que coloquemos em pratica a pedagogia de Jesus: – todas as suas palavras foram precedidas por gestos concretos de solidariedade e quebra de preconceitos. E interessante observarmos que Jesus não fez mega relatos sobre o significado de sua missão. Ele exerceu a missão, na pratica, e nos deu pistas para interpretarmos e para seguirmos as suas atitudes. Por outra parte, considero que a consulta abriu caminhos para vários conceitos que se incorporam a pratica da família anglicana: a consideração da violência como um problema de saúde publica; a visão integral da saúde, incluindo todas as formas de violência como a primeira das doenças; o crescente empoderamento das mulheres (tema no qual a IEAB atua como pioneira); e a promoção da vida em todas as suas dimensões.

    Por ultimo,disse, entender que a consulta “contribui para apresentar os Direitos Humanos não como mera retórica (como fazem as grandes potencias do mundo), mas como um conjunto de princípios e de normas conquistados pelos homens e mulheres de todo o planeta”.

    Para a psicóloga pernambucana Ilcélia Soares, Especialista em violência domestica, destaca “diante da intolerância religiosa em que vive a nossa sociedade, a IEAB da um passo à frente quando realiza uma Consulta Nacional sobre saúde e direitos humanos, em primeiro lugar porque ela convida clérigos, clérigas, leigos e leigas para dialogar sobre temáticas como HIV/AIDS, violência domestica contra a mulher, exploração sexual comercial das crianças e adolescentes. Em segundo, quando esses temas estão vinculados a uma realidade social cultural e política apontando projetos sociais que discutem essas temáticas no seu dia-a-dia. Em terceiro quando esse dialogo e pautado pelos direitos humanos fundamentais reafirmando a os valores liberdade,  diversidade, alteridade e a equidade.

    Nesse contexto, e fundamental a compreensão e a reafirmação da laicidade do Estado,  isso não significa que a igreja deva ser omissa, pelo contrário; ela pode dialogar, promover ações afirmativas pautadas no respeito à diversidade, e participar das redes sociais de apoio e proteção as pessoas em situação de violência. Pode também engajar-se em movimentos sociais que garantam a defesa de direitos de homens, mulheres, crianças e adolescentes”.

    Por sua vez Sr. Aroldo Carlos da Silva, militante social da Diocese Anglicana de Brasília, avaliou que “a Consulta fez um balanço das ações em diaconia implementadas pela IEAB. Tratou-se de um auto-exame das ações, dos projetos e dos gestos solidários”.  Destacou que evento ajudou na troca de informações e de indicadores, o que facilitara o aperfeiçoamento de todo o trabalho realizado.  Sugeriu que a igreja se faça presente junto as ONGs, movimentos sociais, conselhos e redes, levando sempre consigo a mensagem de Jesus Cristo. Propôs por ultimo a realização de campanhas nacionais e mundiais de promoção dos Direitos Humanos”.

    Escritório da Secretaria Geral da IEAB

    &

    Dermi Azevedo, de São Paulo-SP

    Jornalista

     
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