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  • SNIEAB 1:45 on 20/10/2006 Permalink | Responder
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    DAR Tem Novo Bispo Diocesano 

    As quase 400 pessoas que testemunharam a investidura de D. Sebastião Armando Gameleira Soares, no último dia 11 de outubro, na cidade do Recife, como novo Bispo Diocesano da Diocese Anglicana do Recife, são uma demonstração de que aquela querida diocese vive um novo momento.

    Passados os traumas de dois cismas e de muito sofrimento experimentado por toda a IEAB, sentimos que a hora é de reconciliação.

    Uma bonita cerimônia, presidida pelo Primaz, D. Mauricio Andrade, e partilhada por mais quatro bispos, além do clero e povo de várias partes da diocese, deu o tom de uma verdadeira celebração de ação de graças.

    A presença de inúmeros representantes de outras Igrejas e organismos ecumênicos indica que a Diocese está em sintonia profunda com a oikoumene brasileira.

    Também se destacou a presença da Comissão Bilateral ECUSA-IEAB, cuja reunião ocorreu naquela semana na capital pernambucana, oportunizando aos irmãos e irmãs da Igreja Episcopal dos Estados Unidos testemunharem a qualidade e o vigor do povo que permaneceu fiel à IEAB. Mesmo em meio a tanta dor e adversidade, o clero e o povo demonstrou sua capacidade de continuar trilhando os caminhos da missão.

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    Rev. Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 11:06 on 30/07/2006 Permalink | Responder
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    Emissários da Comunhão Anglicana Visitarão a DAR 

    Os bispos Patrick Harris e William Godfrey, que participaram da trigésima reunião sinodal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, viajarão, amanhã, para a Diocese Anglicana do Recife.

    Segundo o Bispo Harris, eles vieram com a missão de visitar e escutar a Igreja em relação à situação da Diocese do Recife. Ele deixou bem claro que isso não é uma intervenção, mas, que eles estão aqui para atuarem como observadores pastorais do Arcebispo de Cantuária, eles vêm numa missão pastoral.

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    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 18:13 on 24/11/2005 Permalink | Responder
    Tags: , carta, , recife   

    Carta Aberta da Câmara dos Bispos da IEAB ao Arcebispo de Cantuária 

    À Sua Graça Reverendíssima, Dr. Rowan Williams, Arcebispo de Cantuária
    Palácio de Lambeth, Londres, UK

    Como Câmara dos Bispos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB, queremos expressar nossa solidariedade ao nosso Primaz quanto a todos os acontecimentos que têm causado tanto dano à nossa Comunhão Anglicana.

    1. O caso de Robinson Cavalcanti passou por um longo processo de julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça de nossa Província. Esse Tribunal considerou inúmeros atos de desacato aos colegas bispos e outros setores da IEAB, inclusive ao nosso Primaz, além de se envolver irregularmente na jurisdição de outras Províncias (Confirmações clandestinas). Temos comprovações de vários casos envolvendo situações que violam seus votos de ordenação. Inclusive denúncias referentes ao seu comportamento moral, o que, intencionalmente, deixamos de arrolar ao processo, visando proteger a sua pessoa e a própria, IEAB. A Câmara dos Bispos, em diversas reuniões, em espírito de oração e discernimento, acatou e homologou unanimemente a decisão do Tribunal, que agiu de acordo com nossos Cânones e Constituição-Geral.

    É a primeira vez na história da IEAB que isso acontece. Lamentamos muito os resultados, e reafirmamos que o pano de fundo do processo nunca foi de caráter ideológico ou teológico, mas disciplinar, pois que na nossa Província temos, graças a Deus, clérigos e leigos de todas as tendências ideológicas e teológicas. Nunca foi cortada a possibilidade de defesa de Robinson Cavalcanti.

    Quanto aos 32 clérigos que foram alegadamente condenados sem julgamento prévio, alertamos para o fato de que nossos Cânones Provinciais prevêem o abandono da comunhão da Igreja. Houve várias tentativas de diálogo e chamado; todos receberam por escrito manifestação da Autoridade Eclesiástica solicitando que se manifestassem quanto à conformidade a doutrina, culto e disciplina da IEAB, conforme a Promessa de Ordenação, devidamente assinada. Finalmente, foi concedido um prazo legal para sua manisfestação.. Recebemos uma resposta coletiva de que todos estavam solidários com a atitude de Robinson Cavalcanti.

    2. De parte do Arcebispo da Província Anglicana do Cone Sul, Gregory Venables, ficamos sabendo de sua ingerência na Província do Brasil recebendo Robinson Cavalcanti e os 32 clérigos dissidentes, de forma unilateral. Isso contraria o princípio católico da territorialidade das Províncias. É uma tentativa de estruturar a Comunhão Anglicana em bases ideológicas e não territoriais. E viola o princípio Anglicano, trabalhado por Richard Hooker, da soberania de cada Igreja (Província) Anglicana.

    3. Da Sociedade da Missão para a América do Sul – GB, recebemos correspondência oficial onde a entidade se posiciona de maneira a interferir na vida da nossa Província, querendo impor-nos a re-aceitação de Robinson Cavalcanti à Província. Esse não é o papel de uma agência missionária, e lembra muito certos fatos da História da Humanidade, quando da interferência de potências européias nas decisões das ex-colônias.

    4. Realizou-se em outubro p.p. o 3º South to South Encounter, no Egito. Trata-se de um evento sugerido pela Conferência Anglicana de Missão de 1986, em Brisbane. Aprovado pelas instâncias maiores da Comunhão Anglicana, vem se realizando desde o início da década de 90, também com recursos do Conselho Consultivo Anglicano – ACC. Em agosto p.p. o Arcebispo Peter Akinola enviou correspondência à IEAB nos excluindo de participação no evento. O Arcebispo de Cantuária lá compareceu, como convidado oficial, e certamente que lá encontrou Robinson Cavalcanti e Miguel Uchôa, em nome da IEAB. E aqui pensamos encontrar a maior razão para termos sido excluídos, embora membros do Sul, e participantes da organização do I Encontro em Limuru, Quênia e do II Encontro em Kuala Lumpur, Malásia. Não podemos compreender por que nosso Arcebispo de Cantuária nada comentou publicamente em relação a nossa arbitrária exclusão, tendo ainda, com sua presença e fala, legitimado todas aquelas declarações que pretendem re-inventar a Comunhão Anglicana, fazendo com que se torne uma federação de igrejas através da assinatura de uma declaração confessional. Expressamos nosso profundo lamento pela descaracterização do nosso Ethos.

    5. Temos buscado contato com Sua Graça, esperando de sua parte um juízo a respeito disso tudo, desde que nos sentimos vilipendiados e desrespeitados como Província Anglicana do Brasil (1965). Mas observamos a ausência de uma atitude firme quanto à integridade da nossa Comunhão, bem como de nossa autonomia provincial. Há, pelo contrário, procedimentos parciais, como o recebimento em audiência especial do bispo deposto, não tendo nós, até hoje, a marcação de uma data para uma audiência pessoal com três representantes desta Casa de Bispos, solicitada há quase trinta dias.

    Pelo contrário, recebemos a informação de que essa situação alegada por Robinson Cavalcanti e grupos que o apóiam está sendo enviada equivocadamente ao Painel de Referência, e a nós se oferece o envio de um mediador, o que consideramos totalmente equivocado.

    6. Frente a isso, nossa Câmara dos Bispos manifesta a todas as instâncias da Comunhão Anglicana nossa unânime solidariedade ao nosso Primaz, Dom Orlando Santos de Oliveira. Já os 26 bispos latino-americanos, presentes ao Congresso de Teologia do Panamá, solidarizaram-se conosco, com plena aprovação da assembléia de 150 pessoas oriundas da América Afrolatíndia, (América Latina e Caribe), clérigos e leigos de quase trinta dioceses anglicanas, conforme a Declaração amplamente distribuída ao mundo anglicano, na primeira quinzena de outubro p.p., com a reativação do CALA (Conselho Anglicano Latino Americano).

    7. Esta Província respeita o Quadrilátero de Lambeth, e procura continuar parte integrante da Comunhão Anglicana, através de laços de afeição que se expressam pelo comungar juntos, e juntos permanecer apesar das diferenças. E o maior sinal e instrumento de nossa comunhão é Sua Graça, o Arcebispo de Cantuária.

    Nossa atitude se coloca sob o julgamento de Deus, e desejamos toda a sua imparcialidade e coerência com os princípios Anglicanos, dos quais comungamos há tantos séculos.

    Brasília, 14 de novembro de 2005.

    Assinam:

    Dom Orlando Santos de Oliveira, Primaz;
    Dom Edmundo Knox Sherrill;
    Dom Clovis Erly Rodrigues;
    Dom Luiz Osório Pires Prado;
    Dom Almir dos Santos;
    Dom Glauco Soares de Lima;
    Dom Jubal Pereira Neves;
    Dom Celso Franco de Oliveira;
    Dom Naudal Alves Gomes;
    Dom Sebastião Armando Gameleira Soares;
    Dom Filadelfo Oliveira Neto;
    Dom Hiroshi Ito;
    Dom Maurício Andrade

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    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 18:38 on 17/10/2005 Permalink | Responder
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    Declaração do Primaz da IEAB ao Primaz da Província do Cone Sul 

    Revmo. Bispo
    Gregory Venables
    DD. Primaz da Província Anglicana do Cone Sul
    Buenos Aires, Argentina

    Porto Alegre, 12 de outubro de 2005.

    Caro irmão Bispo:

    Saudações em Cristo Jesus!

    Lamento profundamente vossa carta, reconhecendo e acolhendo para supervisão o bispo deposto e um grupo de clérigos depostos que pertenceram à Diocese Anglicana do Recife. Lamento essa atitude tomada, mesmo após termos tido várias oportunidades, pessoalmente e por telefone, de explicar-lhe a verdade sobre este assunto. Numa dessas ocasiões, passei-lhe às mãos vários documentos esclarecedores sobre a verdade dos fatos. Coisa que fiz, também, pessoalmente, ao Arcebispo de Cantuária e ao Secretário-Geral, bem assim como documentos foram enviados ao Painel de Referência.

    Pareceu-me ter ficado bem claro que os fatos referentes à Província Anglicana do Brasil, foram acontecimentos que precederam Mineápolis, que somente desencadeou e fez recrudescer o que já vinha correndo. E, portanto, matéria que não se referia ao Painel de Referência ou a qualquer outra instância. Volto a frisar que as questões referentes ao Brasil são disciplinares, devidamente amparadas pelos Cânones Gerais da Igreja, e não, como tem sido propagado pela Comunhão Anglicana, é uma guerra santa entre evangélicos e liberais; esse tratamento é ofensivo à nossa inteligência e à verdade dos fatos. A acusação de perseguição a evangélicos e ortodoxos(?) é uma versão que foi ardilosamente construída e alimentada pelo bispo deposto, com apoio de algumas instâncias dentro e paralelas à Comunhão Anglicana.

    Não nos alegramos com a realidade atual na Comunhão Anglicana. Muito menos com as ações de províncias, grupos, redes e pessoas, que estão nessa crise e divisão, cruzando fronteiras provinciais, diocesanas e paroquiais, numa total e agressiva atitude de desrespeito à nossa autonomia como Província. Infelizmente, como bem disse Sua Graça Dr. Rowan Williams:

    Um ponto central para algumas pessoas que professam a fé cristã é a afirmação de que Deus criou um mundo no qual Ele não se intromete para resolver problemas. Deus criou o mundo de tal maneira que as opções de maldade e ódio não podem ser simplesmente frustrados ou abortados (pois assim Ele teria de intervir a cada instante na história), mas, sim, eles têm de ser confrontados, sofridos, curados, e isso em meio a um processo complexo que é a história humana, sempre em colaboração com o que fazemos, dizemos ou rezamos – (Writing in the Dust, p.12).

    Não estamos desrespeitando os Primazes, o Arcebispo de Cantuária ou o Painel de Referência, como V. Revma afirma, indevidamente, pois, para exercermos a disciplina legítima e contida em nossos cânones, não necessitamos de instâncias externas. O que parte da Comunhão Anglicana não entende, ou intencionalmente não quer entender, é que os fatos no Brasil são matéria de tratamento disciplinar canônico, de alguém que desrespeitou as leis eclesiásticas, na qual as pessoas legalmente constituídas zelam pelas mesmas e pela comunhão e unidade da Província brasileira. O bispo deposto, Robinson Cavalcanti, foi afastado do ministério ordenado da Igreja, não por um ato sumário do Primaz, mas após um longo processo canônico e trabalho de uma Comissão de Investigação dos fatos; foi condenado pelo Tribunal Superior Eclesiástico, constituído por três (3) bispos canonicamente eleitos pelo Sínodo provincial e referendado unanimemente pela Câmara dos Bispos. Em nenhum momento do processo, o acusado, usando do direito de defesa, contestou o conteúdo das denúncias a ele imputadas, mas, sim, ateve-se a discorrer, segundo ele, sobre problemas formais do processo.

    Nós seguimos a tradição anglicana, que intencionalmente parece não interessar a muitos hoje, reconhecendo o direito de cada província agir conforme os seus Cânones para exercer a disciplina, sem que tal decisão afete a vida e as decisões das outras Províncias. A Vossa ação, sim, foi a de interferência na jurisdição da Província brasileira, sem qualquer contato prévio com o seu Primaz, conforme promessa feita pessoalmente a mim inúmeras vezes. Lamentamos e refutamos esta ação de vossa parte.

    Em nome e por solicitação da Câmara dos Bispos e dos Clérigos e Leigos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, oficialmente protestamos e repudiamos essa ação de ingerência em nossa jurisdição. Em todo esse tempo de crise, temos respeitado as posições e decisões da Província do Cone Sul e das demais Províncias da Comunhão Anglicana. Como bem disse Vossa Reverendíssima, ações têm semeado confusão e dor, como foi a vossa ingerência no Brasil.

    Que o Senhor Deus Todo-poderoso tenha misericórdia e ilumine a Igreja e a todo o Povo de Deus.

    Em Cristo Senhor,

    Dom Orlando Santos de Oliveira
    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

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    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 18:47 on 04/10/2005 Permalink | Responder
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    Simulacros e Simulação em Recife 

    Estamos vivendo em nosso país o tempo dos simulacros e da simulação. O resultado da simulação são os simulacros. Simulação significa fingir ser o que não se é e fingir ter o que não se tem. A população brasileira está assistindo pela TV o espetáculo dos simulacros. Os ladrões e bandidos que ocupam cargos, que nós lhes confiamos pelo voto, afirmam contra todas as evidências que são honestos e bons e que nada sabem a respeito das propinas indecentes, da compra de apoio e da lavagem de dinheiro. Dizem sem pestanejar que nada viram, nada ouviram e nada sabem. O partido que se elegeu graças às promessas de mudanças sociais e morais, acabou enlameado como todos nós estamos vendo. A simulação, no entanto, tem seus poderes, e ainda há muita gente que não se convence da onda de corrupção que nos assola e, talvez por causa de seus compromissos ideológicos, prefere acreditar na teoria da conspiração da direita. Tudo não passaria de armação e de vingança.

    Correndo paralelamente a esse espetáculo de simulação na vida nacional desenrolam-se tragicomicamente as ações comandadas pelo sr. Robinson Cavalcanti, ex-bispo anglicano da antiga diocese de Recife, acompanhado de seus ingênuos colaboradores, também ex-clérigos anglicanos. Littré observou certa vez, no campo patológico, que “aquele que finge uma doença pode simplesmente meter-se na cama e fazer crer que está doente”. Robinson foi deposto das ordens sacras pelas autoridades sacramentais que lhe haviam conferido essas mesmas ordens. Seus colaboradores, porque resolveram acreditar na “doença” de seu ex-bispo, recusando-se a reconhecer a instituição que lhes dera o poder do ministério, também foram suspensos de suas funções na Província Anglicana do Brasil. Robinson Cavalcanti faz de conta que continua sendo o legítimo bispo de Recife e por causa disso, por causa dessa simulação, finge não saber o que sabe, isto é que está deposto. Foi baseado nessa ”crença” que tentou impedir a realização do concílio da Diocese, “que era dele”, ocultando da justiça civil que na verdade ele não era mais a autoridade diocesana, coisa que bem poderia ser configurada como crime de falsidade ideológica. A justiça anulou a ação e o XXIX concílio foi devidamente realizado e o bispo designado pelo Primaz da Província realizou os atos episcopais com proteção legal.

    A simulação não termina aí. O bispo deposto faz de conta que as razões que levaram o Primaz e a Câmara dos Bispos a anular suas ordens são outras que ele inventa. Trata-se neste caso de processo de dissimulação. Finge não ter o que tem. Isto é, finge não ter cometido os delitos que claramente estão expostos no decreto de seu afastamento da liderança de sua antiga igreja. E proclama ao mundo que as razões foram outras, embora essas outras razões aduzidas por ele jamais tenham constado do processo em pauta. Tomado por paranóica homofobia, vê propaganda de homoerotismo em todos os atos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, mesmo sabendo que jamais encontrará nenhuma decisão oficial da Província Brasileira em favor de práticas homossexuais entre os membros do clero. Por detrás da “doença” que o aflige está a rejeição explícita das Províncias dos Estados Unidos e do Canadá porque, essas sim, aceitaram de certa forma o direito dos homossexuais, no caso dos Estados Unidos, reconhecendo a ordenação de um bispo gay e, do Canadá, da bênção de uniões de pessoas do mesmo sexo. A atitude da Igreja Brasileira seguiu a tradição anglicana do reconhecimento do direito de cada Província agir segundo seus cânones sem que tal ação afete a vida e as decisões de outras províncias. O bispo deposto queria que os anglicanos brasileiros fizessem como os africanos, isto é, que condenassem os atos dessas duas Províncias irmãs e quebrassem a comunhão com elas. Fomos acusados, por isso, de liberais e hereges.

    No meio desses simulacros e simulações, com suas decorrentes dissimulações, começam a surgir novas causas de divisão entre os anglicanos com a aceitação, na Inglaterra, de parcerias de pessoas do mesmo sexo, mesmo entre membros do clero daquela Província.

    Não sei se por causa disso, mas Peter Akinola, arcebispo da Província da Nigéria, acaba de modificar a constituição (com a aprovação de seu sínodo ou órgão equivalente) de sua igreja com pelo menos duas mudanças significativas: a eliminação da menção ao Arcebispo de Cantuária como símbolo de unidade dos anglicanos e a afirmação do direito dessa igreja de estabelecer relacionamento apenas com Províncias ou grupos anglicanos que se mantenham fiéis à ortodoxia bíblica (leia-se interpretação fundamentalista das escrituras), aos 39 Artigos de Religião e ao Livro de Oração Comum de 1662. O mesmo Akinola está convocando uma reunião de anglicanos do Sul-Sul e, por causa de suas posições autoritárias, avisou que não deseja a presença de nosso Primaz nesse encontro, por causa de suas idéias liberais e por ter deposto o bispo que se afina com suas posições draconianas. Akinola também incorre na moda da simulação de nossa época. Fará de conta que seus asseclas, que se reunirão no Egito, representam o Sul-Sul global, como se o Brasil estivesse agora no hemisfério norte. Os anglicanos desse encontro fingirão ser o que não são: o sul global.

    Já celebrei cinqüenta anos de ordenação sacerdotal na Igreja de Deus, segundo os ritos anglicanos. Sou clérigo aposentado da Diocese Anglicana de São Paulo e sempre achei que o anglicanismo, na forma como foi estabelecido pela primeira conferência de Lambeth, era a alternativa mais sadia existente ao exercício do evangelho e do amor de Deus expresso no evangelho e na ação do Espírito Santo. Fui duas vezes assessor teológico das últimas conferências de Lambeth, membro do Conselho Consultivo Anglicano, membro da Comissão Anglicana Internacional de Teologia e Doutrina, e, por fim, membro da Comissão Internacional de Diálogo com a Igreja Católica Romana. Sempre mantive diálogo com os conservadores, embora me mantendo fiel à tradição católica visível e atuante em diversos setores da Comunhão Anglicana. Aprendi a dialogar com os diferentes de mim. Por causa disso trabalhei no Conselho Mundial de Igrejas por mais de vinte anos na Comissão de Fé e Ordem e ajudei a produzir inúmeros documentos ecumênicos. Nunca tive medo de comungar com os evangélicos, com os adventistas, com os pentecostais, com os presbiterianos e, entre outros, com os metodistas, com os quais trabalho há 36 anos na Universidade Metodista de São Paulo. Considero-os todos meus irmãos.

    Os conservadores acusam os liberais de estarem se vendendo para a pós-modernidade. Não sei bem se sabem o que estão dizendo. A pós-modernidade não é uma agência nem um centro de poder. É um espírito, uma condição (como diz Lyotard), uma tendência (como eu prefiro dizer). É a tendência à fragmentação que contraria o pensamento único, o autoritarismo e o dogmatismo. Está mais para os lados da atividade do Espírito Santo que sopra onde quer e como quer. Para se classificar quem é ortodoxo é preciso que haja alguém infalível que faça a catalogação. Será que o arcebispo da Nigéria vai pedir ajuda à Cúria Romana, que entende melhor do que ninguém dessas coisas? Estou convencido de que os que querem certezas absolutas não precisam perder tempo com todas essas dissimulações. Já existe no cristianismo um centro de referência infalível, ortodoxo e imutável: a Igreja Católica Apostólica Romana. Os que trabalham nessa organização eclesiástica fazem esse serviço com perfeição. E se a questão em causa é numérica, é o grupo cristão maior do mundo. De longe. Além disso, no meu convívio com bispos, padres e freiras dessa grande igreja, percebo que, apesar de tudo, se pode respirar aí certa liberdade que os fundamentalistas e conservadores evangélicos desconhecem.

    Para aumentar a galeria de simulacros temos agora mais uma simulação. O primaz do Cone Sul (sediado na Argentina) acaba de acolher o ex-bispo, como se o ato de ex-comunhão de uma autoridade eclesiástica anglicana nada valesse. Recebeu também, de uma só vez, todo o clero deposto da Diocese de Recife, sem nem ao menos procurar avaliar os acontecimentos que levaram a essa deposição. Será que por um golpe de magia, a ex-diocese anglicana de Recife vai se tornar a mais nova diocese da Província Anglicana do Cone Sul? Buenos Aires, afinal, passaria a ser, como alguns americanos pensam, a capital do Brasil. Já há cerca de quarenta grupos dissidentes da Sé de Cantuária que continuam a se autodenominar “anglicanos”. Akinola já disse que sua Província só manterá comunhão com os que se alinharem a sua crença, que ele pensa ser “a verdadeira crença anglicana”. Terá se revestido de infalibilidade doutrinária? Começa a despontar uma nova (?) comunhão anglicana, desta vez sem o arcebispo de Cantuária. Podemos, certamente, indagar, se as Províncias fiéis a essa tradição, continuarão formando a Comunhão Anglicana, segundo os princípios que nortearam a sua formação na primeira Conferência de Lambeth?

    Esse estado desarvorado de coisas mostra claramente que o tantas vezes manifesto desejo de inclusividade (comprehensiveness) é muito difícil de ser vivido no dia-a-dia da igreja e do mundo. É mais fácil construir-se muros de separação do que alianças que celebrem a aceitação dos inaceitáveis. A glória da Comunhão Anglicana foi, por muito tempo, essa possibilidade do diálogo e da prática da hospitalidade.

    Por Jaci Maraschin, presbítero da Diocese Anglicana de São Paulo e professor titular da Faculdade de Filosofia e Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo. É doutor em Ciências da Religião pela Universidade de Strasbourg, França, com pós-doutoramento no Union Theological Seminary e na Columbia University de Nova York, Estados Unidos.

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    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 19:30 on 15/09/2005 Permalink | Responder
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    Justiça Frustra Novamente Tentativa de Robinson Cavalcanti Prejudicar a DAR e a IEAB 

    Segundo o boletim de notícias da Diocese Anglicana do Recife, a 31a Vara Civil do Recife, no dia 12 de setembro p.p, rejeitou o pedido de suspensão do XXIV Concílio Diocesano, convocado pela autoridade eclesiástica da DAR, Dom Filadelfo de Oliveira Neto, feito pelo auto-denominado bispo diocesano Sr. Robinson Cavalcanti, que se esqueceu de informar ao juiz que ele tinha sido deposto de suas sagradas ordens pela Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e de que ele não é mais o representante da Diocese Anglicana do Recife.

    Segundo o Dr. Senomar Teixeira, advogado e membro da IEAB no Recife, essa não foi a primeira vez que Cavalcanti apela à Justiça (e perde) no sentido de obstruir a ação legítima da Igreja Brasileira de seguir com suas atividades. Referindo-se à recente tentativa, disse que ele (Robinson Cavalcanti) agiu com má fé e falsidade ideológica, omitindo de mencionar à Corte as decisões que o depuseram de suas funções episcopais. Bispo Filadelfo Neto é a autoridade diocesana legítima e tem poder de convocar um Concílio. Todas decisões, reformas canônicas e de ordenações que aconteceram naquele Concílio, no final de semana passado, estão confirmadas.

    A seguir, o texto integral que foi enviado pela Diocese Anglicana do Recife à Secretaria Geral, em versões português e inglês:

    Notícias da Diocese Anglicana do Recife

    A Corte agiu com agilidade. Em uma decisão expedida por um juiz da 31a Vara Civil do Recife, o pedido apresentado por Robinson Cavalcanti com a intenção de suspender o XXIV Concílio da Diocese Anglicana do Recife, foi releitado na segunda-feira passada, dia 12 de setembro. Cavalcanti esqueceu de informar ao juiz que ele tinha sido deposto como bispo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e desde então não representava a Diocese Anglicana do Recife.

    Essa não é a primeira vez que o auto-intitulado bispo apela à Justiça no sentido de obstruir a Igreja Brasileira de seguir com suas atividades. Robinson deixou de mencionar ao magistrado as precedentes e preventivas decisões judiciais do juiz distrital da 16a jurisdição da capital, na ação judicial do processos número 001.2005.004782-6, e do Juiz da Suprema Corte da 4a Vara Civil do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Juiz Eloy DAlmeida Lins, na ação judicial registrada da apelação número 122540-5, que atesta sua suspensão e sua deposição das suas funções episcopais e de representante da Diocese Anglicana do Recife.

    Segundo Rev. Senomar Teixeira, membro e advogado da IEAB, ele (Robinson Cavalcanti agiu com má fé e falsidade ideológica, omitindo de mencionar à Corte as decisões que o depuseram de suas funções episcopais. Bispo Filadelfo Neto é a autoridade diocesana legítima e tem poder de convocar um Concílio. Todas decisões, reformas canônicas e de ordenações que aconteceram naquele Concílio, no final de semana passado, estão confirmadas.

    Fica claro para a Igreja e para a Justiça que Robinson não é mais um bispo anglicano. Ele não representa a Igreja Anglicana e, tendo perdido todas as suas prerrogativas canônicas, por ela foi deposto de suas sagradas ordens. Ao participar de atividades apresentando-se como um bispo da Igreja Anglicana do Recife, ele está tentando enganar aqueles que desconhecem os fatos e as decisões da IEAB, que têm sido reconhecidas pela Justiça brasileira.

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    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 19:27 on 15/09/2005 Permalink | Responder
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    IEAB Sofre Boicote e lhe É Retirado o Direito de Participar do III Encontro Anglicano do Sul Global 

    Através de carta emitida pelo Primaz da Nigéria, Peter Akinola, ao primaz brasileiro, a IEAB foi notificada de que não é mais bem-vinda ao III Encontro Anglicano do Sul Global, que reúne as províncias anglicanas do Hemisfério Sul, e que deve se retratar por declarações feitas pelo bispo Jubal Neves, da Diocese Sul-Ocidental, que, em seu relatório episcopal apresentado no último Concílio Diocesano (disponível no site da Diocese), fez críticas ao grupo conservador, que tem acirrado seu lobby em todas as instâncias da Comunhão Anglicana, na defesa de uma Nova Comunhão Anglicana  fato que se torna evidente diariamente, como podemos constatar ao lermos os mais variados meios de comunicação na internet, como por exemplo em http://www.ekklesia.co.uk/content/news_syndication/article_050911afr.shtml).

    Além disso, o presidente do comitê organizador do Encontro, Dom Akinola, afirmou que a deposição de Robinson Cavalcanti foi precipitada e que, somada às afirmações de Dom Jubal, tais fatos seriam fatores que gerariam uma crise entre as nossas relações (entre Brasil e Nigéria) e divergem dos compromissos teológicos da Comunhão Anglicana e de outras províncias do Sul Global.

    Dom Orlando Oliveira, em sua resposta ao primaz nigeriano, com cópia para o Arcebispo de Cantuária e ao Secretário-Geral da Comunhão Anglicana, afirmou que A IEAB está sendo julgada e discriminada pela organização do Encontro.  …me parece que o Comitê Organizador do Encontro Sul Global não quer nos ouvir; me parece que eles querem somente ouvir uma maneira de se pensar. Me parece que os participantes e o conteúdo teológico do Encontro terá somente uma perspectiva teológica, e não é aberta pastoral e teologicamente à diversidade, que é a base da Comunhão Anglicana. A Igreja no Brasil nunca cortou relações com nenhuma província da Comunhão Anglicana, embora não concordasse com todas as posições e atitudes adotadas por parte de algumas.

    Sobre o as afirmações de Dom Jubal Neves, diz: …cada bispo diocesano tem a liberdade de se expressar, sejam quais forem suas opiniões que não representam necessariamente, ao mesmo tempo, uma voz autoritária do Brasil. Antes de qualquer afirmação, lembro-lhe de que Dom Jubal Neves é um dos nossos bispos mais antigos da Câmara dos Bispos, e merece nossa consideração e respeito, quer concordemos ou não com seus pronunciamentos.

    Sobre a deposição de Robinson Cavalcanti, que foi considerada precipitada pelo primaz da Nigéria, Dom Orlando alertou: …eu acredito que isso não é tarefa de nenhum bispo, clérigo ou leigo da Comunhão Anglicana fazer tal julgamento sobre a IEAB. Isso se deve pelo fato deles não conhecerem a real situação de algo que é um assunto interno da Igreja brasileira. Bispo Cavalcanti foi deposto por problemas disciplinares, éticos e morais. Ele foi o único que quebrou comunhão com a Igreja Brasileira, e ele ofendeu e desrespeitou o Primaz, a Câmara dos Bispos, o clero e o povo de toda a província.

    Antes de finalizar a sua carta, o primaz brasileiro, em nome da IEAB, lamentou a decisão do comitê organizador do Encontro Anglicano do Sul Global. Nós manifestamos nossa tristeza e surpresa que um encontro oficial da Comunhão Anglicana, pela primeira vez, é planejado de maneira autoritária e discriminatória.

    E complementou: A Província do Brasil não tem que se desculpar por suas ações e declarações, no sentido de que em todas as nossas manifestações temos procurado ser respeitosos com todos os nossos irmãos e irmãs em Cristo. Agora, isso não significa que nós temos que sempre concordar com o critério de seleção imposto para ser participante do Encontro do Sul Global, porque o comitê organizador, em sua maneira de agir, tem sido autoritário, incontestavelmente.

    O Primaz brasileiro tem recebido manifestações de apoio por parte de muitas personalidades do mundo anglicano, que também lamentam a atitude e que consideram absurdas as criticas feitas à IEAB.

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    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 19:57 on 30/08/2005 Permalink | Responder
    Tags: , dar, , recife   

    Clérigos são Excluídos da DAR por Abandono de Comunhão com a IEAB 

    DECRETO DIOCESANO Nº 01 de 2005

    A Autoridade Eclesiástica da Diocese Anglicana de Recife, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, nomeado pelo bispo Primaz da IEAB e referendado pela Câmara dos Bispos, no uso de suas atribuições canônicas, oriundas do art. 3º e seu parágrafo único, do Cânon 5, do Capítulo IV, dos Cânones Gerais da IEAB, e tendo em vista as razões relatadas na Exposição de Motivos dirigida aos bispos da Igreja (vide texto após a listagem)

    DECRETA:

    Art. 1º – Ficam excluídos da Comunhão da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e, conseqüentemente, das Sagradas Ordens, os clérigos a seguir mencionados:

    Rev. Antônio Costa de Oliveira
    Rev. Cézar Romero Leal Vieira
    Rev. Daniel Barbosa da Silva
    Rev. Décio da Silva
    Rev. Elias Leôncio de Brito Filho
    Rev. Estevão Menezes Chiappetta
    Rev. Evilásio Tenório da Silva Junior
    Rev. Fernando Acosta Rodriguez
    Rev. Fred de Melo Souto Lima
    Rev. Geison Sávio de H. Vasconcellos
    Rev. Henrique César de Almeida Lacerda
    Rev. Ian Meldrum
    Rev. Josias Pereira de Souza Júnior
    Revda. Juciara Maria R. do Nascimento
    Revmo. Deão Luiz Souza de França
    Rev. Manoel Nunes da Silva Neto
    Rev. Manoel S. Moraes de Almeida
    Ven. Maria Gorete Correia M. Silva
    Rev. Márcio Medeiros Meira
    Rev. Marconi Alves de Oliveira
    Rev. Marcus Throup
    Rev. Maurício Roberto Fernandes Coelho
    Rev. Miguel Ângelo de A. Uchôa Cavalcanti
    Revda. Nadja Maria Lins da Silva
    Rev. Quintino José Orengo da Silva
    Rev. Raniere Almeida de Oliveira
    Revda. Siméa de Souza Meldrum
    Revda. Solange Cristina Pereira
    Rev. Tibério Marques da Silva
    Revda. Veralúcia Lins Silva
    Revda. Vera Lúcia Melo do Nascimento
    Rev. Washington Santos Franco

    Art. 2º – Revogam-se todas as disposições em contrário.

    Recife, 23 de agosto de 2005.

    Dom Filadelfo de Oliveira Neto
    Autoridade Eclesiástica da DAR

    ______________________________________________

    Carta de Exposição de Motivos aos Bispos da IEAB

    À Sua Graça Revma. Dom Orlando Santos de Oliveira
    e, demais bispos da Câmara de Bispos da IEAB

    Recife, 23 de agosto de 2005.

    Saudações em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo!

    Venho por meio desta, na qualidade de Autoridade Eclesiástica Diocesana, da Diocese Anglicana do Recife, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, devidamente nomeado pelo Bispo Primaz e referendado pela Câmara dos Bispos, expor e ao final comunicar, na forma do que preceitua o parágrafo único, do artigo 3º, cânon 5, do Capítulo IV, dos Cânones Gerais da IEAB, que decreta a exclusão dos clérigos da Diocese Anglicana do Recife, por abandono de Comunhão, arrolados em anexo. (Doc. 1).

    EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

    Já ha algum tempo, os clérigos da Diocese Anglicana do Recife, conforme nomeados no anexo I, vêm afirmando, reiteradas manifestações de desacato, desobediência e, como eles mesmos afirmam suspensão de relacionamento com o estamento de poder que dirige a IEAB.

    Em 4 de julho do ano em curso, este expositor de motivos, no uso da sua autoridade eclesiástica, convocou por carta (anexo II), os clérigos citados no anexo 1, para prestarem esclarecimentos quanto ao vínculo deles com a IEAB, em razão de tais manifestações.

    Os clérigos não atenderam à convocação e declararam, via carta (anexo III), resposta que: continuamos a honrar os nossos votos de ordenação, mantendo plena comunhão com o bispo diocesano Revmo. Dom Edward Robinson Cavalcanti,…

    A declaração de plena Comunhão com o bispo destituído de suas ordens e, por via de conseqüência, do cargo de Bispo Diocesano, constitui, clara e insofismavelmente, uma declaração firmada de abandono da doutrina, culto e disciplina da IEAB, estabelecido no artigo 1º, do Cânon 5, do Capítulo IV, dos Cânones Gerais da IEAB.

    A vista do exposto, esgotadas as tentativas de diálogo e de demover ditos clérigos de suas manifestações intransigentes e rebeldes, o expositor decidiu adotar as seguintes providências canônicas de sua competência, conforme DECRETO DIOCESANO em anexo.

    Em Cristo, o Príncipe da Paz,

    Dom Filadelfo de Oliveira Neto
    Autoridade Eclesiástica da DAR

    -

    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 20:09 on 17/06/2005 Permalink | Responder
    Tags: , , recife   

    Robinson Cavalcanti é Deposto da IEAB 

    PROCESSO CANÔNICO Nº 001/2005 DO BISPO EDWARD ROBINSON DE BARROS CAVALCANTI

    O BISPO PRIMAZ DA IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL, na presença da Câmara dos Bispos reunida extraordinariamente na cidade de Porto Alegre, no dia 10 de junho do ano de dois mil e cinco, Anno Domini, na forma dos Cânones Gerais da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, vem dizer o seguinte:

    DOS FATOS

    Tendo em vista a denúncia apresentada, dentro das normas canônicas, pelo Procurador Eclesiástico, e por decisão do Tribunal Superior Eclesiástico a ele encaminhada tribunal, após verificação da procedência da denuncia e do parecer do Tribunal Superior Eclesiástico contra o Bispo Edward Robinson de Barros Cavalcanti, considerando os seguintes fatos:

    1. O acusado transgrediu os Cânones Gerais da Igreja, conforme o estipulado no Capítulo IV, Cânon 1, Artigo 1º, parágrafos 1º , letras “f” e “i”. Na letra “f” o cânon fala do “não cumprimento dos votos de ordenação”. A letra “i” fala sobre a “violação deliberada da Constituição, dos Cânones Gerais da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e dos cânones da Diocese Anglicana do Recife, a qual está canonicamente vinculado”.

    2. O acusado, de forma deliberada, fez declarações unilaterais de suspensão do relacionamento da Diocese Anglicana do Recife com a Província do Brasil, proclamando a Diocese Anglicana de Recife como uma Diocese autônoma da Comunhão Anglicana, sem mais vínculos com a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil conforme carta de sua autoria, datada de 25 de janeiro de 2005.

    3. O bispo acusado também fez alteração do selo original da Diocese Anglicana do Recife, de onde retirou a referência à Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

    4. Ainda transgredindo os Cânones da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, neste mesmo parágrafo e alíneas, o acusado tomou atitudes de indisciplina grave por não só não acatar convocações provinciais, como publicamente usar linguagem ofensiva contra o Bispo Primaz e a Câmara dos Bispos, conforme pode se verificar em seus sucessivos e vários pronunciamentos.

    5. O acusado, além disso, participou em Confirmações na diocese de Ohio, da Igreja Episcopal dos Estados Unidos da América (ECUSA), nos Estados Unidos, sem o conhecimento do bispo diocesano local, bem como do Bispo Primaz e da Câmara dos Bispos da igreja brasileira, em março de 2004, o que implica em quebra ostensiva da colegialidade dos bispos em nossa Província.

    6. O acusado, apesar da inibição do exercício de sua jurisdição, realizou um Concílio Diocesano, apesar da proibição do Bispo Primaz, em dezembro de 2004.

    7. Além disso, o acusado moveu uma ação junto a Tribunais da Justiça Civil contra a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil para preservar seus direitos como titular da Diocese Anglicana do Recife, sem que a Província do Brasil tivesse tomado qualquer iniciativa para retirar-lhe tais direitos. Tal ação foi julgada improcedente em 1ª e 2ª instâncias nos Tribunais da Justiça Civil, conforme sentença lavrada em 1ª e 2ª instâncias, em 15 de abril de 2005.

    8. Atendendo ao que reza o parágrafo 2º, do Artigo 3º, do Cânon 1, Capítulo IV dos Cânones Gerais da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, que diz que “no caso de transgressão disciplinar de um Bispo, o Bispo Primaz deve agir pastoralmente, podendo ouvir a Câmara dos Bispos”, o Bispo Primaz procurou diálogo não só por via epistolar, como por via pessoal, conforme Ata da Câmara dos Bispos, e os seguintes registros: De 26 a 28 de agosto de 2004, o Bispo visitou o Seminário Teológico Provincial de Recife (SAET) e aproveitando a sua viagem agendou, previamente, e realizou uma entrevista pastoral com Dom Robinson, no seu Escritório Diocesano. Em novembro de 2004, Dom Robinson foi convocado para o retiro dos bispos, em Santa Maria, RS, de 20 a 23, e para as reuniões do Conselho Executivo do Sínodo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (26 a 27), mas não compareceu, estas datas já estavam previamente marcadas desde de março de 2004. Ele declinou de sua presença em carta enviada ao Primaz datada de 10 de novembro de 2004. Em 17 de novembro de 2004, o bispo Primaz convoca uma reunião para 17 de dezembro de 2004, na cidade de Recife, com Dom Robinson e seus assessores diretos, para diálogo com o Primaz, com o Bispo Sufragâneo e o Bispo Supervisor Interino. Não compareceram, nem o acusado, nem seus assessores. Em 19 de novembro Dom Robinson, respondeu a carta convocatória, aceitando a reunião sob condições que foram acolhidas pelo Primaz. Em 9 de dezembro de 2004, o bispo Primaz envia nova correspondência para confirmar a reunião marcada para 17 de dezembro, apesar dos fatos ocorridos da suspensão do Concílio Diocesano e a desobediência a esta suspensão, bem como das decisões tomadas no concílio realizado e proibido, de carta de Dom Robinson ao Arcebispo de Cantuária e aos Primazes solicitando o desligamento da diocese Anglicana do Recife da Província brasileira. Tal reunião não aconteceu devido ao não comparecimento de Dom Robinson e seus representantes. Em 17 de janeiro de 2005, o Primaz enviou carta a Dom Robinson e a todos o clero da Diocese Anglicana do Recife para um encontro de diálogo em Recife, no dia 2 de fevereiro de 2005, visando possível reconciliação. Os clérigos que se mantiveram com o Bispo Diocesano, bem como Dom Robinson, não compareceram e enviaram carta ao Primaz com alegações sobre o não comparecimento.

    9. Em 26 de maio de 2005, o Arcediago Rev. Miguel Uchoa Cavalcanti, representando conforme sua expressão “toda a Diocese Anglicana do Recife”, conseqüentemente o seu Bispo Diocesano, Dom Robinson, profere palestra na reunião de um entidade da Inglaterra chamada “Anglican Mainstream”, onde profere acusações e ofensas a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, ao Bispo Primaz, afirmando não aceitar “a supervisão do Bispo Primaz tendo em vista que o mesmo age ilegalmente e aprova prática não bíblicas e contra o ensino da Comunhão Anglicana”.

    DO EXPOSTO

    Tendo em vista os fatos articulados acima, e que o Tribunal Superior Eclesiástico, por unanimidade de seus membros, reconhece a culpabilidade do Bispo Dom Edward Robinson de Barros Cavalcanti, o Bispo Primaz decreta, na forma do Capítulo IV, Cânon 4, Artigo 1º, alínea D, dos Cânones Gerais da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a sua deposição do exercício do ministério ordenado desta Igreja. Em decorrência do que cessam todos os seus vínculos canônicos, sacramentais, pastorais e litúrgicos, bem assim com seus direitos, prerrogativas e deveres do ministério ordenado da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

    Dado e passado sob nosso selo e assinatura, na cidade de Porto Alegre, no dia 10 de junho de 2005, Anno Domini.

    D. Orlando Santos de Oliveira
    Bispo Primaz

    -

    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 0:46 on 25/02/2005 Permalink | Responder
    Tags: , , recife   

    Resolução Diocesana da DAR 001/2005 

    O Bispo da IEAB, Dom Filadelfo de Oliveira Neto, Autoridade Eclesiástica da Diocese Anglicana de Recife, no uso de suas atribuições legais, que lhe confere o art. 21, Parágrafo Único, Capítulo IX, da Constituição da IEAB, e nas resoluções 001/2005 e 002/2005 emitidas pelo Bispo Primaz da IEAB,

    RESOLVE:

    Declarar nulo de fato e de direito qualquer decisão, deliberação e atos normativos e administrativos emanados do Concílio Extraordinário convocado para ser realizado no dia 26 de fevereiro de 2005, na Cidade de Recife, pelo Bispo Robinson Cavalcanti, que se encontra suspenso do Ofício e do Ministério. A participação por parte de qualquer clérigo ou delegado leigo da DAR neste Concílio constitui ato de insubordinação gravíssima, passível das sanções canônicas cabíveis.

    Recife, 25 de Fevereiro de 2005.

    Dom Filadelfo Oliveira Neto – Bispo da IEAB
    Autoridade Eclesiástica da Diocese Anglicana de Recife

    Resgistre-se
    Publique-se
    E intime-se

    -

    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
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