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  • SNIEAB 21:47 on 21/04/2011 Permalink | Responder
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    Carta Pastoral de Páscoa da Câmara dos Bispos 

    Segue Carta Pastoral para todo o povo da IEAB, elaborada pela Câmara dos Bispos.

    Páscoa, início de um novo tempo, um marco na caminhada cristã, época em que no Cristo Ressuscitado renovamos a nossa fé e nossa esperança. Nestas últimas semanas vivenciamos a experiência das palavras do evangelho que nos convida ao arrependimento na certeza do perdão que nos é garantido na morte e ressurreição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

    Nesta perspectiva, escrevemos está carta ainda sob o impacto dos tristes acontecimentos na Escola Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro. O que aconteceu em Realengo pode até ser considerado um ato imprevisível de uma mente doentia, todavia não podemos desassociá-lo completamente do momento em que vivemos em nossa sociedade, marcada fortemente pela perda dos valores éticos e morais que até recentemente norteavam nossas vidas. Já no seu tempo, o apóstolo Paulo exortava os cristãos: “não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimentais qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).

    Não adianta criticarmos a situação atual se não buscarmos a nossa própria transformação e a mudança do mundo ao nosso redor. “Canta, cantai, cantemos, saiamos de nosso espanto, de nossa dor e lamento, das nossas perdas e danos… A mesa está preparada e Cristo já nos espera” (Simei Monteiro). A realidade da sociedade atual ou a realidade que vivemos e experimentamos atualmente, nos convidam a vivermos esta Páscoa de maneira mais profunda e intensificar a nossa espiritualidade, de conhecermos melhor o nosso Senhor Jesus Cristo e de estarmos unidos intimamente a Ele.

    Que ao recitarmos no Domingo da Ressurreição: “Verdadeiramente o Senhor ressuscitou”, não o façamos da boca para fora, mas que nasça em nós o desejo ardente de que o Ressuscitado seja realmente o centro de nossa existência e que possamos afirmar, com os olhos iluminados: “Eu te conhecia só de ouvir falar, mas agora os meus olhos te vêem” (Jo 42:5). Só assim poderemos trabalhar para que os reinos deste mundo se convertam no Reino de nosso Senhor Jesus Cristo, sonho acalentado insistentemente em nossa oração Eucarística.

    O aprofundamento do nosso relacionamento com Deus traz inúmeras conseqüências, uma das quais não podemos nos esquecer, pois carrega consigo forte conseqüência para nossa relação com o outro e para com a criação divina, é o que chamamos de simplicidade. Nosso Senhor Jesus Cristo disse aos seus primeiros seguidores: “sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10:16). Muitos movimentos cristãos, ao longo da história, adotaram a simplicidade como parte fundamental de sua mística.

    A simplicidade deve permear todos os aspectos da nossa vida, a nossa relação com o Ressuscitado e também assim nossas instituições eclesiásticas. Precisamos transformar as estruturas da nossa Igreja de tal maneira que possam ser realmente um instrumento da missão de Deus em nossa terra, servindo ao Evangelho do Amor com amor. Afinal, a Igreja é o povo de Deus que caminha na construção de seu reino.

    Que o milagre desta Páscoa possa tocar nossos corações, animar nossas almas e transformar nossas vidas para que possamos proclamar com persistência, simplicidade e amor as Boas Novas do nosso Senhor Ressurreto e promover a justiça e paz para todo ser humano respeitando a dignidade de todas as pessoas ao nosso redor bem como de toda a Criação de Deus.

    Nas palavras da bênção: “Que o amor de Deus nos una; a alegria de Deus nos inspire; a paz de Deus nos envolva; a coragem de Deus nos sustente; e a Bênção de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, repouse sobre nós nesta Páscoa e para sempre.” Amém.
    Brasília, 20 de abril de 2011.

    Dom Maurício Andrade, Primaz e Brasília, DF
    Dom Orlando Santos de Oliveira, Porto Alegre, RS
    Dom Naudal Alves Gomes, Curitiba, Curitiba, PR
    Dom Sebastião Armando Gameleira Soares, Recife, PE
    Dom Filadelfo de Oliveira Neto, Rio de Janeiro, RJ
    Dom Saulo Maurício Barros, Belém, PA
    Dom Renato da Cruz Raatz, Pelotas, RS
    Dom Roger Bird, São Paulo, SP
    Dom Francisco de Assis da Silva, Santa Maria, RS
    Dom Clóvis Erly Rodrigues, Emérito Recife, PE
    Dom Almir dos Santos, Emérito Brasília, DF
    Dom Glauco soares de Lima, Emérito de São Paulo, SP

    -

    Rev. Arthur Cavalcante

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 18:46 on 21/04/2011 Permalink | Responder
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    Mensagem de Páscoa do Secretário Geral da IEAB 

    Caros irmãos e irmãs,

    Aproxima-se a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Aproxima-se o tempo de recomeços! Aproxima-se o tempo de apostas! Aproxima-se o tempo de Ressurreição. Mesmo que atravessamos momentos difíceis precisamos acreditar em novos tempos. Jesus Cristo está conosco e nos convida a não ter medo. Vamos transmitir com júbilo a mensagem da Ressurreição ao nosso Povo.

    Com alegria que apresentamos a todos e todas, o Lema e o versículo bíblico 2011 que irá inspirar os trabalhos. Tudo foi fruto da contribuição de representantes de nossas Dioceses e Distrito Missionário. Coube a Secretaria Geral facilitar a comunicação entre as instâncias provinciais e buscar um texto que refletisse o desejo comum. Assim apresentamos:

    TEXTO BÍBLICO: “E não se conformem com o sistema deste mundo, mas deixem-se transformar radicalmente em seus sentimentos e mentalidade, para que experimentem qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

    Romanos 12.2 (Adaptação Coletiva do Texto Bíblico)

    LEMA: Fortalecendo nossa Espiritualidade e Missão a Serviço da Transformação da Vida!

    Em nome da Secretaria Geral queremos desejar uma Páscoa repleta da presença do Cristo Vivo em cada núcleo que representa a IEAB.

    Aleluia! Cristo Ressuscitou!

    -

    Rev. Arthur Cavalcante

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 23:18 on 03/04/2010 Permalink | Responder
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    Feliz Páscoa! 

    O Serviço de Notícias da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil deseja a todos os nossos leitores e assinantes uma Feliz Páscoa.

    Rafaello Sanzio (Rafael). Ressurreição de Cristo. Óleo sobre madeira, 52 X 44 cm, 1499-1502. Acervo do Museu de Arte de São Paulo

    Aleluia! Cristo ressuscitou.

    Verdadeiramente ressuscitou. Aleluia!

    -

    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 16:11 on 01/04/2010 Permalink | Responder
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    Mensagem de Páscoa do Arcebispo de Cantuária 

    Em sua Carta Pascal ecumênica aos colegas líderes eclesiais, o Arcebispo de Cantuária insta as pessoas que residem em ambientes politicamente seguros a oferecer apoio prático e orações aos cristãos que sofrem ao redor do mundo, particularmente em Zimbábue, em Mosul, no Egito e na Nigéria:

    “Precisamos manter nossos próprios receios em perspectiva. É muito fácil se consumir de ansiedade sobre o futuro da Igreja e da sociedade. Precisamos dar um testemunho corajoso e claro, mas não com raiva ou medo; precisamos mostrar que cremos no que dizemos sobre a Senhoria do Cristo Ressurreto e sua fidelidade ao mundo que veio resgatar”.

    O texto completo de sua mensagem encontra-se a seguir, e é de tradução de William Steinmetz, membro da equipe de tradutores da IEAB.

    Quando São João nos conta que os discípulos se encontraram a portas trancadas no primeiro dia de Páscoa (John 20.19), ele nos lembra que nunca foi fácil ou seguro ser associado a Jesus Cristo. Hoje, isso fica evidente em uma ampla variedade de situações – seja na terrível violência comunal que aflige partes da Nigéria, na carnificina e intimidação dos cristãos em Mosul nas semanas recentes, nos ataques aos fiéis coptas no Egito, ou no assédio constante das congregações anglicanas em Zimbábue.
    Enquanto observamos o trigésimo aniversário do martírio do Arcebispo Oscar Romero em El Salvador, reconhecemos que os cristãos nunca estarão seguros em um mundo de injustiça e receio inconsciente, porque os cristãos sempre defenderão a esperança de um mundo diferente, em que os poderosos tenham que abrir mão de privilégios e redescobrir-se na qualidade de servos e os pobres sejam erguidos em alegria e liberdade.

    Esta esperança está arraigada na ressurreição do Senhor Jesus. Seu ressurgimento dos mortos mostra ao mundo que a morte não tem a última palavra – seja morte do amor, morte da segurança, até a morte do próprio corpo. No primeiro dia da semana, o primeiro dia da nova criação, Deus anda mais uma vez no jardim e começa a remoldar por completo o mundo das nossas experiências e nossas possibilidades; o Segundo Adão acorda sob a árvore da cruz e promete vida nova, liberdade e perdão a todo os seres humanos.

    Por onde quer que prevaleça o medo, esta promessa será vista como perigosa. Mas as pessoas ainda têm a coragem de se identificarem como cristãos porque sabem que a ressurreição demonstra que Jesus fica além de todo poder e violência humanos, que ‘todo o poder no céu e na terra’ é dado a Ele (Mateus 28.18). O cristão pode sofrer e morrer enquanto testemunha esta verdade, mas a morte em si não poderá extinguir o poder constante de Cristo de transformar e renovar; o mártir sabe disso
    e fixa seus olhos naquela alegre visão.

    Nós, que moramos em ambientes mais confortáveis, precisamos ficar com duas coisas em mente. Uma é que os irmãos cristãos, sob pressão, que vivem diariamente entre ameaças e assassinatos, precisam das nossas orações e apoio tangível – por meio de contato pessoal e de lembranças constantes aos nossos governos e à mídia desses fatos. Para um cristão que vive estas ameaças, é mais importante do que a maioria de nós poderia imaginar simplesmente saber que não estão sozinhos nem esquecidos. Mas o segundo ponto a lembrar é que precisamos manter nossos próprios medos em perspectiva. É muito fácil, mesmo nas sociedades confortáveis e em situação relativa de paz, nos consumirmos de ansiedade sobre o futuro da Igreja e da sociedade. Precisamos dar um testemunho corajoso e claro, mas não com raiva ou medo; precisamos mostrar que cremos no que dizemos sobre a Senhoria do Cristo Ressurreto e sua fidelidade ao mundo que veio resgatar.

    O mundo não será salvo pelo medo, mas sim pela esperança e a alegria. O milagre da alegria demonstrada pelos mártires e confessores da fé é um dos testemunhos que mais levam ao evangelho de Jesus. Devemos, na forma que nos é possível, procurar comunicar esta alegria, por mais escuro ou incerto que pareça o céu. Toda autoridade pertence a Jesus, e nas mãos machucadas dele é colocado o futuro de todas as coisas no céu e na terra.

    A Ele seja a glória para sempre.

    Rowan Cantuar +

    -

    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 12:11 on 07/04/2006 Permalink | Responder
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    Fermento Novo na Massa do Mundo 

    Vivemos o tempo Pascal. A Páscoa de nosso Senhor Jesus Cristo tem alcance universal. O anúncio desta Boa Nova atinge ou deveria atingir a todo o universo. Ninguém e nada deve ficar sem ser “fermentado” pelo Evangelho.

    São Paulo nos lembra, na sua epístola aos Colossenses, que, celebrando a Páscoa, devemos ser fermento novo na massa do mundo. Todas as dimensões da vida humana e da existência precisam ser tocadas e transformadas pela força do Cristo ressuscitado.

    É daí que surge o compromisso de todo cristão ou cristã com a construção de um mundo novo, de uma sociedade nova. Somos presença (fermento) no meio da realidade. Não podemos nos ausentar das grandes questões, das grandes causas da vida, sob pena de reduzirmos a obra da Redenção a uma “simples salvação da alma”. É a vida inteira em sua diversidade e, dentro dela, o ser humano inteiro em sua diversidade, que precisam ser salvos.

    Cada um de nós e todos, juntos, somos responsáveis por salvar a humanidade e a nossa terra da destruição. Mas não precisamos sair com o “Greenpeace” impedindo a caça das baleias ou abraçando uma árvore centenária na Amazônia. Nossas atitude diárias, simples, de respeito à vida, à natureza, às pessoas, já significarão muito na construção de um mundo novo.

    Será que podemos perceber os sinais da Ressurreição hoje? Como levar as pessoas a crerem na Ressurreição, se o que mais se vê é corrupção, destruição e morte? Onde está a vida nova? Se tudo isso nos inquieta, devemos ter sempre presente que a vida nova começa dentro de nós.

    É pela renovação das nossas mentes que nos transformamos e passamos a ser agentes da transformação à nossa volta.

    A Luz do Cristo ressuscitado se expande no mundo pelas nossas pequenas e pobres “velas”, que não são dispensáveis.

    Celebrar o Cristo Ressuscitado é também ter olhos novos para ver o novo acontecendo onde a vida está brotando: a esperança que volta a um coração desanimado, a entrega ao serviço amoroso ao próximo, o crescimento de uma maior consciência da responsabilidade de todos na paz, na justiça, na luta pela integridade de toda a criação.

    Tudo isso ganha importância quando é um compromisso cristão com a vida que vence a morte.

    Portanto, irmãos e irmãs, celebrar a Páscoa é comprometer-se de novo, e de forma nova, com o resgate da vida em todas as suas dimensões, onde estamos cercados de tantos sinais de morte.

    Uma Feliz e abençoada Festa da Ressurreição!

    -

    Orlando Santos de Oliveira

    Bispo Primaz da IEAB

     
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