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  • SNIEAB 15:39 on 18/07/2017 Permalink | Responder
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    Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher – UNCSW 

    Leia o relato de Odete Liber, Assessora de Projetos do SADD que representou a IEAB no UNCSW – Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher, neste ano em Nova York:

    Tive a honra de representar a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil na Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher (UNCSW – ww.uncsw.org), nos dias 09 a 24 de março, na cidade de Nova York. Nesse evento, foram ao todo 20 mulheres anglicanas de vários paises que se somaram a milhares de outras mulheres que lá estavam na UNCSW.  Nós, irmãs anglicanas, nos reunimos para compartilhamos experiências do que acontece com as mulheres em seus respectivos países. No evento havia muitas outras mulheres com quais, em alguns momentos, nos somamos (eventos paralelos) para sermos impactadas pelos testemunhos e relatos de experiências e fé de muitas mulheres. O evento principal da CSW foi sobre o “empoderamento econômico das mulheres no mundo do trabalho em mudança”, além dos eventos paralelos que abordaram temas como a justiça de gênero, através de vários olhares, focos: tráfico humano, direitos indígenas, violência baseada no gênero, crises humanitárias, iniciativas locais, imigração e impacto ambiental, etc.

    Os dias foram permeados por reuniões, palestras, painéis, grupos para discussão e feedback, celebração/culto, e outras atividades, além de alguns momentos de lazer e cultura. Fomos chamad@s a deliciar-nos na continuação desse trabalho e missão e convida@s a refletir:  1- O que a capacitação econômica e o empoderamento econômico das mulheres parece comigo, com a igreja da qual venho?  2- O que o empoderamento econômico das mulheres tem a ver com a igreja hoje? Isso é importante? Como a igreja vê o empoderamento da mulher? 3- Como igreja, podemos re-imaginar o modelo de empoderamento econômico de uma forma que dest aque direitos e igualdade para todo o povo de Deus? 4- Como partilharmos e abraçarmos a voz profética, um modelo em que possamos viver nossos votos batismais?  5- Se levarmos seriamente a nossa aliança de respeitar a dignidade de cada ser humano, como colocaremos em prática os direitos de nossas irmãs e irmãos em toda parte? 6- Como nos afastamos do ‘status quo’ contemporâneo para uma economia baseada nos direitos e na dignidade?  Tais perguntas tentei responder e também as trago para a IEAB.  Eis o desafio: o que iremos fazer? Com certeza como igreja teremos muito a fazer aqui no Brasil. E que no próximo ano, nossa IEAB, nesse mesmo evento, possa relatar muitas vitórias, apesar dos inóspitos caminhos que ainda devemos trilhar.

    Side by Side: Lado a Lado

    No dia 17 de março aconteceu a atividade de lançamento formal do Side By Side durante a reunião do UNCSW. Vale citar que o movimento global que já tem dois anos de existência, formado por  pessoas de fé que desejam ver a justiça de gênero se tornar uma realidade em todo o mundo.

    A Revda. Terrie Robinson apresentou o movimento, citou que este está presente no Brasil, Zimbábue, Colômbia, Ruanda, Burundi, Escócia, Quênia e Etiópia. Em seguida, falaram os quatro painelistas: Javier M. Acostas (Father and Director of the Social Pastoral Secretariat of the Colombiam Bishops Conference –SEPAS- in the Diocese  of Montelibano, Córdoba);  Maggie Sandilands (Tearfund); Walter Vengesai (Acting Director od Padare; a men’s gender forum based  in Zimbabwe) e Kikala Isobel Thomas (Mother’s Union Community Development Coordinator an Savings whit Education Program Coordinator for the Anglican Diocese of Angola). Kikala disse que é uma sobrevivente e agora luta por outras pessoas. Walter Vengesai  enfatizou a importância de trabalhar com homens e meninos, pois em seu país cresce o índice de casamentos de homens com meninas, e é preciso parar com isto. Sarah Roure (Brasil), Charles Opoyo (Quênia) e Fiona Buchanan (Escócia) relataram como, em seus respectivos países, líderes religiosos e organizações religiosas estavam trabalhando-  em conjunto para aumentar a capacidade e melhorar a defesa da justiça de gênero. Karri Whipple (Associação Mundial para a Comunicação Cristã – WACC), falou sobre o pedido de ação da organização para acabar com o sexismo dos meios de comunicação até 2020, bem como o WACC pode interagir com o movimento Side by Side.

    Tod@s @s participantes foram convidados a refletir sobre o que precisa acontecer em cada contexto em particular para mais líderes religiosos se tornem defensores da justiça de gênero. Com todas as falas, pode-se dizer que é preciso empoderar a mulher, lutar para que existam espaços de igualdade de fato. A mulher precisa estudar, o homem precisa participar de momentos de fala sobre gênero, justiça e equidade, fazer estudos bíblicos voltados para a valorização da mulher, com uma hermenêutica ‘da’ e ‘para’ a mulher. Mais uma vez, nós como igreja IEAB e SADD participando ativamente e vislumbrando um mundo onde todos: mulheres e homens, meninos e meninas são valorizados igualmente.


     
  • SNIEAB 10:09 on 12/03/2014 Permalink | Responder
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    Uma porta entreaberta 

    Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

    Apocalipse 3:20

    Está chegando ao fim o período determinado pela ONU para que os países atendam as Oito Metas do Milênio. Com isso, a 58ª Reunião do Status da Mulher das Nações Unidas, está discutindo o levantamento do que já foi atingido até o momento e o que ainda está por ser feito. O consenso é de que não será possível atingirmos as metas. Com isso, as mulheres ecumênicas estão reunidas com o objetivo de oferecer aos embaixadores da ONU temas que deverão ser incluídos na agenda das decisões futuras.

    Uma porta entreaberta no altar, na celebração de abertura, chamou a atenção das participantes do Encontro de Mulheres Ecumênicas nas Nações Unidas, que neste ano ressalta “A Fé e a questão de Gênero na igreja tendo como base a agenda da ONU”. A reflexão do dia estava centrada nas portas que ainda estão fechadas para as mulheres. E na nossa responsabilidade em procurar abrir essas portas, para que todas possam entrar com gratidão e cânticos de louvores a Deus, conforme palavras do Salmo 100, versículo 4.

    A sul africana e Diretora Executiva para Mulher da ONU, Phumzile Mlambo-Ngcuka, ao dar as boas vindas ao nosso grupo, falou da importância em nos comprometermos em valorizar a mulher e colocá-la como prioridade em todos os nossos projetos, tendo em vista que o fortalecimento das mulheres reduzirá a pobreza no mundo, promoverá a paz, além de fortalecer a educação e a saúde das crianças. Grandes passos ainda precisam ser dados em direção aos direitos das mulheres. Só as mulheres poderão abrir os caminhos para outras mulheres, porque a maioria dos homens se retrai e fica em silêncio, e um bom homem em silêncio é um homem violento, pois não vai em direção a mudar a situação das mulheres afetadas pela violência e miséria.

    Na realidade ainda precisa ser aprofundado o levantamento do que aconteceu nessa década em direção ao desenvolvimento, em especial quanto a questão de gênero. Ainda precisamos aprender com boas práticas que tem acontecido em igrejas e organismos sociais. A vulnerabilidade da mulher e a justiça de gênero são temas que precisam entrar na pauta das igrejas, organismos sociais e governos.

    Esse é um momento histórico. Em 2015 serão adotadas novas metas e estamos avaliando o que fizemos e o que ainda tem por ser feito. O positivo dos MDGs é que o mundo esteve com um objetivo comum, o desenvolvimento de todas as nações. E a prioridade dessa reunião é estabelecer novas metas, tendo a mulher como o foco principal. Assim, as Mulheres Ecumênicas estão de acordo que as novas metas devem conter:

    1. O fim da Pobreza e da Fome – ainda tem muito o que ser feito para que esses objetivos sejam atingidos;
    2. Igualdade de Gênero – homens e mulheres precisam que ter acessos iguais a educação, ao trabalho e nas tomadas de decisões. Acesso a oportunidades, dando condições das mulheres serem autossuficientes. Ter influência nos processos decisórios;
    3. Saúde – Muito já foi feito em direção a melhores condições de saúde, mas é preciso assegurar melhores condições de saúde para mulheres e meninas, especialmente na saúde sexual e reprodutiva;
    4. O fim da Violência contra Mulheres e Meninas – esse tema ainda é um grande desafio para os países ricos e pobres. Muito ainda precisa ser feito para o fim da violência de gênero. Não permitir que as crianças sejam dadas como esposas. Essa pode ser considerada uma das maiores violências contra as meninas.

    Cabe a cada uma de nós oferecer  nossos esforços para acolher e lutar em favor das mulheres em nossas nações. Como diz o hino cantado no final do culto de abertura do encontro: Aqui estou Senhor, eu ouvi o seu chamado. Estou disposta a colocar o seu povo no meu coração. (Here I am Lord).

    Que a nossa querida IEAB possa se oferecer para abrir portas para as mulheres no nosso país. Que de norte a sul possamos juntas e juntos oferecer as mulheres brasileiras força e coragem para recriarem suas vidas e reconstruírem suas histórias.

    Sandra Andrade

    Coordenadora do SADD

     
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