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  • SNIEAB 10:48 on 13/12/2013 Permalink | Responder
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    Declaração da Comissão Incidência Pública da IEAB sobre Prêmio de Direitos Humanos CONIC 

    Curitiba, 13 de dezembro de 2013

    Estimada Pastora Romi Márcia Bencke e demais irmãos/as e Igrejas membros do CONIC

    Paz e Bem!

    Desejamos expressar nossa grande alegria e júbilo pelo recebimento de tão importante comenda com referência aos Direitos Humanos. Como Igreja co-irmã e co-fundadora do CONIC nos sentimos honrados por esse ato que representa toda responsabilidade que nossa instituição tem tido no cuidado com o direito, a justiça e a dignidade humana.

    Graças a Deus que seu divino Espírito tem nos guiado no caminho do discipulado consciente e responsável, levando-nos a viver uma religião que procura encarnar o próprio Cristo na experiência de vida expressando-se no testemunho profético – de anúncio e denúncia -, na defesa dos pequeninos, na defesa da criação e de todas as suas criaturas sem exceção, sem exclusão.

    Nos sentimos honrados e felizes porque neste ano tão especial de atuação da Comissão da Verdade, com intenso envolvimento do CONIC e outros organismos ecumênicos e inter-religiosos, no contexto do Fórum Mundial dos Direitos Humanos, e celebrações de mais um aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com os quais estamos comprometidos como Igrejas Cristãs, nosso CONIC se destaca por sua atuação.

    Esse reconhecimento público aumenta nossa responsabilidade como cidadãos/ãs e como cristãos. Responsabilidade de continuarmos atentos a realidade deste mundo “amado por Deus”, responsabilidade de, “a tempo e fora de tempo”, anunciarmos nosso compromisso com a paz e com a justiça para todas as pessoas.

    Que a atuação do CONIC, através de sua Secretaria Executiva, da sua Diretoria, das Igrejas membros, que respaldam  suas ações, continue de forma determinada e perseverante na busca da utopia e sonho de Deus para toda a humanidade, “onde já não haverá mais guerra, as nações viverão em paz. Das suas espadas fabricarão enxadas e de suas lanças fabricarão foices…”(Is. 2) “Pois Deus vai criar um novo céu e uma nova terra…” (Is. 65.17) Até que “os reinos deste mundo se transformem no reino de nosso Senhor Jesus Cristo”.

    Com nosso abraço fraternal em Jesus Cristo nosso Salvador e Libertador.

    +Naudal Alves Gomes

    Presidente da Comissão de Incidência Pública da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil/IEAB

    (Direitos Humanos & Combate ao Racismo e Todas as Formas de Discriminações)

     
  • SNIEAB 12:20 on 24/01/2013 Permalink | Responder
    Tags: , , Incidência Pública Igreja, , Teologia Leiga, Teologia Pública,   

    Incidência Pública do Serviço Anglicano em Rondônia 

    Violência de gênero: qual o papel da comunidade de fé?

    A cada 15 segundos, uma mulher é espancada no Brasil. Segundo a Fundação Perseu Abramo, 70% dos casos de violência contra as mulheres acontecem dentro de casa e o autor dessa violência é uma pessoa com quem ela mantém ou manteve algum vínculo de afeto. Pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão em 2006, afirma que 51% da população brasileira conhece uma mulher que é ou foi vítima de algum tipo de violência  pelo companheiro.

    Diante dessa realidade, a Casa de apoio Noeli dos Santos em parceria com Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD) e o Ministério Público de Rondônia (MPRO) promoveram, nos dias de 22 a 24 de novembro de 2012, o III Seminário de Capacitação Contra a Violência Domestica, onde aconteceu o curso Violências contra as Mulheres: Diálogos, Direitos e Enfretamento. O objetivo era fortalecer a rede de apoio e enfrentamento às violências contra mulheres da cidade de Ariquemes-RO.

    Frente à complexidade do fenômeno da violência, deparamo-nos com a relevância da rede de apoio e serviços no processo de ruptura das violências e a dimensão de sua existência.  A rede deve integrar as instituições que a compõem, com a finalidade de manter o vínculo por meio de ações ou trabalhos conjuntos no enfrentamento às violencias contra as mulheres.

    Nas redes estão envolvidas as Unidades de Saúde do SUS (Pronto Atendimento, Setores de Emergência e da Assistência Hospitalar; Serviços de Saúde Mental) o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o Ministério Público, e o Conselho Municipal dos Direitos a Secretarias de Governo (Secretarias de Ação Social e da Mulher, por exemplo),  Delegacia da Mulher, Casa de Apoio e Centros de Referência.

    A rede de Ariquemes, contudo, existe e apresenta um perfil muito particular. Mapiar e identificar seus/suas ator@s foi um dos resultados desse trabalho: são pessoas, grupos e instituições e todos e todas participaram ativamente do curso, conforme discriminado abaixo:

    Atores sociais Instituições
    Equipe Técnica Casa Noeli dos Santos
    Cabos, Tenentes, Sargentos e agentes penitenciários Policia Civil e Militar
    Secretarias:

    SEMDES – Secretaria de Desenvolvimento Social,

    SEMED – Secretária de Educação,

    SESAU – Secretaria de Saúde

    Poder Executivo: Secretarias Municipais
    Delegada da DDM e Delegado Regional Secretaria Estadual de Segurança Pública
    Diretora Hospital Regional
    Agente de Saúde UBSs – Unidade Básica de Saúde (setor 2, 9 e 10 – estratégia da família e referência em Hanseníase. Tuberculose, leishemaniose, e os testes rápidos de HIV/Sífilis/Hepatite)
    Psicólogas, assistentes sociais e coordenadoras. CRAS – Centro de Referência de Ação Social

    CREAS - Centro de Referência Especializada de Ação Social

    CAPES - Centro de Apoio Psicossocial

    Alunas Faculdade Unopar
    Coordenadora PRONATEC – Programa Nacional de Jovem Aprendiz
    Professoras Escolas Estadual e Municipal
    Lideranças religiosas Protestantes e Católicas
    Assistente Social da equipe psicossocial do Fórum e Promotor de Justiça, Poder Judiciário (Fórum, Ministério Público )
    Assessoras do presidente da Câmara de Vereadores Poder Legislativo

    As palestrantes de diferentes profissões e regiões do país – norte, sudeste e nordeste – abordaram os temas de forma participativa, com exposições dialogadas e trabalhos em grupos.

    Promotora de justiça Priscila Matzembacher – Expôs a lei Maria da Penha: o histórico, seus principais artigos e medidas protetivas que asseguram a integridade e os direitos das mulheres.

    Assistente Social Ester Leite Lisboa (leiga e membro da Diocese Anglicana de São Paulo) – Fez um resgate histórico da compreensão de gênero, desde a Idade Média, e das lutas e vitórias das mulheres que marcaram e construíram a história. Apresentou questões relativas à diversidade, as relações e equidade de gênero, os papéis sociais e a heteronormatividade, permitindo uma reflexão sobre direitos humanos.

    Psicóloga Ilcélia Alves Soares (leiga e membro da Diocese Anglicana do Recife)– Falou sobre as violências contra as Mulheres – Diálogos e Enfrentamentos -  através dos conceitos e formas de violência de gênero, aspectos psicossociais e impactos das violências na vida das mulheres e de suas famílias, possibilidades de rupturas das violências. Apresentou ainda a rede de enfretamento e seus serviços e políticas de atendimento às mulheres de Ariquemes.

    Esse curso é fruto de dois anos de trabalho da Reverenda Elineide Ferreira Oliveira, Reverendo Hugo Armando Sanchez, juntamente com Lúcia e Rejanne Sanchez e outras representantes da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), resultado de ações constituídas cotidianamente para estabelecer uma cultura de paz em Ariquemes.

    Respeitando a laicidade do Estado, Elineide e Hugo, representando a Igreja Episcopal Anglicana local, vinculada ao Distrito Missionário Anglicano, têm dialogado com o Poder Público, a rede de atendimento às mulheres, Secretarias Municipais, instituições e sociedade civil com o desejo de pensar e realizar trabalhos pautados na justiça e equidade para todos e todas.

    Casa de Apoio e Acolhimento Noeli dos Santos


    A ideia da casa de apoio surgiu em uma conversa entre o reverendo Hugo Sanchez e a jornalista Cássia Bardi, na época, coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social. Cássia recomendou um espaço de acolhimento a mulheres que viviam em situação de violência. A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil aceitou o desafio e juntamente com a Associação Anglicana Desmond Tutu criaram a Casa de Apoio e Acolhimento Noeli Dos Santos, única no estado de Rondônia.

    A Casa de Apoio Noeli dos Santos acolhe as mulheres que vivem em situação de violência de gênero, viabiliza o atendimento psicológico, clinico e social dessas mulheres, realiza encaminhamentos jurídicos aos órgãos competentes, e capacita profissionalmente as mulheres para o mercado de trabalho. Promove também conscientização de seus direitos e reinserção na sociedade. A Reverenda Elineide Ferreira Oliveira coordena a casa que tem capacidade de acolher mulheres com seus filhos por um período mínimo de um dia e máximo de 90 dias. Esses prazos também são resultados da humanização do trabalho.

    Por fim, pedimos licença ao poeta para reafirmar que essa caminhada também tem sua canção e que todas as Marias/Mulheres “É a dose mais forte e lenta de uma gente que rí quando deve chorar. E não vive, apenas aguenta” - hoje, não mais caladas, elas rompem o silêncio e acreditam: que “…é preciso ter manha”. É preciso ter graça, É preciso ter sonho sempre, Quem traz na pele essa marca, Possui a estranha mania, De ter fé na vida”.

    Por Ilcélia Alves Soares


     
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