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	<title>SNIEAB &#187; Igreja Episcopal Anglicana do Brasil</title>
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	<description>Serviço de Notícias da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil</description>
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		<title>Church Times: Christian Aid e as Razões para Apoiar Projetos no Brasil</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 13:24:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SNIEAB</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Christian Aid]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O governo inglês pretende transformar em lei o seu compromisso de destinar 0,7% do PIB nacional para auxiliar outros países, o que gerou uma série de críticas nas páginas de jornais, principalmente do <em><em>Daily Mail</em></em>. A ajuda do Reino Unido à Índia foi o primeiro alvo. Apesar de um terço da população mais pobre do mundo estar entre seus 1,2 bilhão de habitantes, o país possui um programa espacial e é classificado como uma nação de renda média. Por que eles deveriam continuar recebendo doações às custas dos pesados impostos pagos pelos cidadãos ingleses?</p>
<p><img class="aligncenter" title="Christian Aid Brazil " src="http://parishaction.org/images/christian%20aid%20logo.jpg" alt="" width="640" height="282" /></p>
<p>A notícia de que o Brasil, outro destino do auxílio oferecido pelo Departamento Britânico de Desenvolvimento Internacional, foi classificado como uma economia maior que a do Reino Unido causou ainda mais revolta. “A Grã-Bretanha deve colocar os seus necessitados em primeiro lugar”, exigiu o jornal em seu comentário sobre o assunto. O <em><em>The Sun</em></em>, por sua vez, adotou um tom mais ameno. “A população brasileira é de 190 milhões”, segundo um porta-voz do <em><em>Centre for the Economics and Business Research</em></em> (“Centro de Pesquisas Econômicas e Empresariais”, em tradução livre). “A economia deles pode ser maior, mas o padrão de vida aqui (no Reino Unido) é muito superior ao de lá.” Esse é o cerne da questão. Não tenho a intenção de minimizar a luta diária dos pobres e necessitados nesse país. Contudo, uma visita recente aos projetos da Christian Aid no Brasil me permitiu ver com meus próprios olhos que a riqueza econômica e a pobreza extrema podem caminhar lado a lado.</p>
<p>A cara da pobreza global vem mudando nos últimos anos. Vinte ou trinta anos atrás, a maior parte da população pobre do mundo era encontrada em países pobres, enquanto atualmente 75% daqueles que vivem em condições extremas de miséria (menos de US$1 por dia) estão em países de renda média. Apesar de seu crescente poder econômico, o Brasil continua sendo uma das nações mais desiguais do mundo: lá, 3% de sua população é dona de dois terços das terras cultiváveis, por exemplo. Milhões não possuem acesso à terra e um terço da população não dispõe de água potável. Entre os motivos para esse quadro tão desigual, destaca-se uma política tributária regressiva. Em 2005, o Brasil recolheu quase 34% do seu PIB em impostos, mas investiu apenas 9,5% desse montante em serviços primordiais como educação, saúde, habitação e saneamento básico. Essa situação é criada pela combinação da pesada dívida brasileira com o fato de que o FMI exige que o país mantenha um superávit de pelo menos 4%.</p>
<p>Um dos parceiros do Christian Aid visitados por mim, o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, trabalha com os sem-teto no centro de São Paulo, a maior cidade do hemisfério sul. A evidente riqueza econômica da cidade contrasta fortemente com as condições de vida de quem mora nas ruas ou em cortiços.</p>
<p>Estive em um dos projetos em um centro de reciclagem de lixo, no qual as pessoas aprendem a confeccionar e comercializar produtos feitos em material reciclável. Outro parceiro, o MST (Movimento dos Sem Terra) já conseguiu o assentamento de 400 mil famílias em áreas por todo o país.</p>
<p>Também tive a oportunidade de viajar área serrana no Rio de Janeiro, onde testemunhei a devastação deixada pelas enchentes de 2010, nas quais pelo menos mil pessoas morreram. A ajuda do governo para áreas remotas é ínfima. A Koinonia, outra parceira, fornece cobertores e refeições para seis mil pessoas, além de ajudar os necessitados a reconstruir suas vidas.</p>
<p>Abandonar países como o Brasil nesse estágio de desenvolvimento seria uma atitude equivocada. Nos países em desenvolvimento, o crescimento econômico não é suficiente. Naturalmente, ele é essencial para ajudar as pessoas a saírem da linha de miséria, mas com frequência acontece às custas dos pobres.</p>
<p><em><em> </em></em></p>
<p><em><em>Artigo publicado originalmente em </em></em><a href="http://www.churchtimes.co.uk/index.asp?id=123148">Church Times</a>.</p>
<p>Saiba mais sobre a Parceria entre <a href="http://sn.ieab.org.br/tag/diaconia/">Christian Aid e a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil </a></p>
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