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  • SNIEAB 9:10 on 29/01/2019 Permalink | Responder
    Tags: , , ieab, Palestina   

    Encontro entre representantes de igrejas brasileiras e palestinas acontece em Brasília 

    Aconteceu em Brasília/DF no dia 28/01, o encontro entre representantes de igrejas brasileiras e palestinas. A atividade foi realizada na sede da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Brasília – EQS 405/406 – Asa Sul.


    Temas como a possível transferência da Embaixada brasileira de Israel para Jerusalém, o fortalecimento das relações entre igrejas do Brasil e da Palestina e a questão das peregrinações à Terra Santa estiveram na pauta.


    Após o encontro, no mesmo local, os participantes ficaram à disposição para uma coletiva de imprensa sobre os temas ali tratados, com o suporte de tradutores. A Revda. Deã Tatiana Ribeiro, da Catedral Anglicana de Brasília (DAB) representou a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB.

    Texto: CONIC (com adaptações do SNIEAB)

    Fotos: CONIC


     
  • SNIEAB 13:39 on 08/01/2019 Permalink | Responder
    Tags: , IASCUFO, ieab,   

    Comunicado da Comissão InterAnglicana para Unidade, Fé e Constituição – IASCUFO 

    Crédito da foto: ACO/ Neil Vigers

    A Comissão Interanglicana para Unidade, Fé e Constituição se encontrou na Catedral de Durham, Inglaterra, santuário de Santo Cuthbert, de 7 a 12 de dezembro, no território da Diocese de Durham, na Província de York da Igreja da Inglaterra. O encontro foi fortalecido e enriquecido pela participação na oração diária da catedral, incluindo celebrações da Eucaristia, oração da manhã (laudes) e tarde (vésperas). A Comissão se alegrou em dar as boas vindas ao Bispo Michael Lewis, Bispo em Chipre e Golfo (consultor da comissão), David White (Chefe Executivo do escritório da Comunhão Anglicana-ACO), o Revdo Canon Dr. Stephen Spencer (Diretor para a Educação Teológica no Escritório da Comunhão Anglicana-ACO) e a Srta. Lucy Cowpland (Assistente Administrativa para a Comissão para Unidade, Fé e Constituição e Depto de Comunicações do Escritório da Comunhão-ACO).

    A Comissão foi generosamente acolhida pela Catedral de Durham, seu deão Revdo. Andrew Tremlett e equipe, particularmente o Revdo. Canon Professor Simon Oliver (ele mesmo membro desta Comissão). A Comissão também apreciou deveras a hospitalidade do Bispo de Durham, sua Reverendíssima Paul Butler, no Castelo de Auckland e em sua residência. As pessoas da Comissão ficaram felizes em interagir com alguns membros do Departamento de Teologia e Religião da Universidade de Durham. Esta universidade oferece validação para instituições de educação teológica em toda a Igreja da Inglaterra. Os membros da Comissão apreciaram a oportunidade de visitar a histórica biblioteca da Catedral. Elas/es tiveram uma profunda experiência espiritual através da peregrinação a velas pela igreja da Catedral dirigida pelo Canon Oliver.

    O mandato da Comissão Executiva InterAnglicana para Unidade, Fé e Ordem define e direciona seu trabalho. A Comissão tem como responsabilidade:

    • Promover o aprofundamento da Comunhão entre as Igrejas da Comunhão Anglicana, e entre essas Igrejas e as outras igrejas e tradições da oikoumene cristã;
    • Aconselhar as Províncias e os Instrumentos de Comunhão em toda as questões de engajamento ecumênico, propostas para acordos ecumênicos em nível nacional, regional ou internacional e esquemas de cooperação e unificação, bem como em questões que tocam a Fé e Ordem (doutrina) anglicanas;
    • Rever e analisar os desenvolvimentos nas áreas da fé, ordem ou unidade na Comunhão Anglicana e entre parceiros ecumênicos, e dar conselhos para as Igrejas da Comunhão Anglicana ou para os Instrumentos de Comunhão sobre as mesmas áreas, com a intenção de promover a mútua compreensão, consistência e convergência tanto nos assuntos da Comunhão Anglicana quanto nos seus engajamentos ecumênicos;
    • Dar assistência a qualquer Província na avaliação de novas propostas de Unidade, Fé e Ordem se e quando requerida.

    O Canon Spencer apresentou o trabalho do Departamento de Educação Teológica da Comunhão Anglicana, provocando um grande espaço de discussão sobre a mesma na Comunhão. IASCUFO foi animada pelo renovado compromisso em apoiar a educação teológica, oferecer recursos e fortalecer a capacidade de fazer teologia em toda a Comunhão. IASCUFO reconhecer como muito válida a proposta de que as instituições de educação teológica deveriam formar parcerias como um jeito criativo de compartilhar e ampliar o trabalho de educação. Os membros da IASCUFO trabalharão em conjunto com Dr. Spencer e a equipe do Departamento para produzir recursos educacionais a partir dos documentos ecumênicos da Comunhão para continuar explorando questões teológica e doutrinais.

    Caminhando no caminho: aprendendo a ser Igreja – Documento em Inglês e Comentários Anglicano e Católico Romano em Inglês (2017), Declaração conjunta da Comissão Internacional Anglicano-Católica Romana (ARCIC III), foi apresentada pelo Revdo. Canon Dr. John Gibaut (ACO) e pelo Professor Paul Murray (Universidade de Durham), os quais tiveram um papel importante na elaboração da mesma. IASCUFO estava particularmente interessada no uso da metodologia adotada pela Comissão para a Recepção de Acordos Ecumênicos. Esta Declaração foi recomendado para o próximo encontro do Conselho Consultivo Anglicano (CCA) que acontecerá em Hong Kong em abril de 2019 (ACC17). IASCUFO também recebeu e recomendou para o encontro do ACC17 a Declaração Conjunta A procedência e o ministério do Espírito Santo – Documento em Inglês (2017), resultado dos trabalhos da Comissão Internacional Anglicano-Ortodoxa Oriental. Como pedido, IASCUFO respondeu as propostas vindas das discussões entre a Igreja Episcopal dos Estados Unidos da América (TEC) e a Igreja Evangélica Luterana na Bavária (Alemanha). Ainda, IASCUFO considerou e endossou recomendações para clarificar e melhorar os atuais procedimentos para que a Comunhão Anglicana formalmente receba, através de processos de estudo e análise, relatórios e declarações que chegam dos diálogos ecumênicos.

    No contexto do seu trabalho sobre a vida da Comunhão, IASCUFO propôs ao Comitê Executivo que os ritos litúrgicos, particularmente os que referem às liturgias de iniciação, eucaristia e ordenação, sejam incluídos entre os elementos que são considerados quando o pedido de uma nova província chega, junto com os aspectos de sustentabilidade e organização provincial, seus cânones e sua perspectiva em termos de missão.

    IASCUFO continua a estudar as questões de antropologia teológica, considerando nossa humanidade comum como pessoas criadas a imagem e semelhança de Deus. Entender a imagem de Deus em termos de chamado divino e dom divino aprofunda nossa compreensão do que significa participar na mesma bem como incarnar a missão da igreja para um mundo quebrantado e ferido. IASCUFO espera completar seu trabalho no que tange ao documento de antropologia teológica no seu próximo encontro em 2019 para compartilhar com toda a Comunhão.

    Os membros da IASCUFO desejam expressar sua profunda gratidão ao Canon Gibaut, Revdo. Neil Vigers e Srta Lucy Cowpland pelo seu apoio excelente e minucioso para que o trabalho não só da Comissão, mas de toda as outras dimensões da vida da Comunhão e de suas relações ecumênicas.

    Presentes:

    Sua Reverendíssima Professor Stephen Pickard (Igreja Anglicana da Austrália – Presidente interino)

    Revdo. Canon Dr Steven Abbarow (Província da Ásia Sul-Oriental)

    Sua Reverendíssima Dr Victor Atta-Baffoe (Província da África Ocidental)

    Revdo. Professor Paul Avis (Igreja da Inglaterra)

    Sua Reverendíssima Dr Howard Gregory (Província de West Indies)

    Sua Reverendíssima Kumara Illangasinghe (Igreja do Ceilão)

    Revdo. Nak-Hyon Joo (Consulta Internacional de Liturgia Anglicana)

    Sua Reverendíssima Michael Lewis (Província de Jerusalém e Oriente Médio)

    Sua Reverendíssima Victoria Matthews (Igreja Anglicana em Aotearoa, Nova Zelândia e Polinésia)

    Revda. Canon Professor Charlotte Methuen (Igreja da Inglaterra)

    Revdo. Canon Professor Simon Oliver (Igreja da Inglaterra)

    Professor Andrew Pierce (Igreja da Irlanda)

    Deã Revda. Dr Sarah Rowland Jones (Igreja do País de Gales)

    Professor Paulo Ueti (Anglican Alliance)

    Revdo. Professor Jeremiah Yang (Igreja Anglicana da Corea)

    Visitantes do Escritório da Comunhão Anglicana ACO:

    Revdo. Canon Dr. Stephen Spencer (TEAC)

    Sr. David White (Chefe Executivo)

    Equipe do Escritório da Comunhão Anglicana:

    Revdo. Canon Dr. John Gibaut (Diretor para Unidade, Fé e Constituição)

    Srta. Lucy Cowpland

    Revdo. Revd Neil Vigers

    Justificativas recebidas pela ausência:

    Revdo. Dr. William Adam (Lambeth Palace)

    Sua Reverendíssima William Mchombo (Província da África Central)

    Crédito da foto: ACO/ Neil Vigers

    IASCUFO se encontrará na próxima vez entre 5–12 dezembro 2019.

     
  • SNIEAB 9:25 on 05/12/2018 Permalink | Responder
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    Relato 9 – Campanha dos 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres 

    Dia 25 de novembro iniciou a campanha mundial dos 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, no Congresso Nacional,  foi marcada com a leitura do novo relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), onde  mostra que todos os dias, 137 mulheres no mundo são mortas pelas pessoas mais próximas: os próprios companheiros e membros da família. Senadores e senadoras falaram sobre o desafio de mudar esse tipo de estatística.

    — O que vem nos dar o documento da ONU? A constatação de que a violência contra as mulheres — e destacadamente a violência doméstica contra as mulheres — não é um “mimimi”, mas sim um fenômeno mundial que desperta a atenção do Estado, em todo o mundo, para a elaboração de leis e políticas públicas capazes de dar conta de uma violência evitável, localizada e plenamente combatível — disse a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), procuradora especial da Mulher do Senado.

    O relatório Estudo Global de Homicídios: Feminicídio de Mulheres e Meninas foi divulgado no domingo (25), Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher. De acordo com o relatório, o feminicídio, homicídio de mulheres especificamente relacionado ao gênero, continua a ser um grave problema em todo o mundo. Apesar de haver mais homens assassinados, esses homicídios são praticados por desconhecidos, diferentemente do que ocorre com as mulheres.

    “Enquanto a ampla maioria das vítimas de homicídio é de homens assassinados por estranhos, as mulheres têm muito mais probabilidade de morrer pelas mãos de conhecidos. Mulheres mortas por parceiros íntimos ou membros da família representam 58% de todas as vítimas de homicídio do sexo feminino registradas globalmente no último ano”, diz o texto.

    Números

    Esse índice, registrado em 2017, mostra um aumento expressivo com relação a 2012, quando o percentual de mulheres mortas intencionalmente por parceiros ou membros de família foi de 47% do total das mulheres vítimas de homicídio. Apesar de o maior número absoluto (20 mil casos) ter sido registrado na Ásia, o percentual relativo é maior na África, onde, segundo o relatório, as mulheres têm o maior risco de serem mortas por pessoas próximas. Lá o índice é de 3,1 casos a cada 100 mil mulheres. O continente americano ocupa a segunda pior posição no ranking, com índice de 1,6.

    O texto aponta que esses casos de homicídio de mulheres dentro da família estão, muitas vezes, ligados ao papel e status da mulher. Os feminicídios cometidos por companheiros, aponta o texto, geralmente não resultam de atos aleatórios ou espontâneos, mas sim de uma escalada de atos anteriores de violência relacionada ao gênero. Entre os motivos, o texto cita ciúme e medo de que a mulher termine a relação.

    Apesar dos números negativos, o relatório da Unodc traz relatos de iniciativas adotadas em várias partes do mundo e uma lista de países que implementaram uma legislação específica para definir e criminalizar o feminicídio. O Brasil está na lista, com a Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006) e a Lei do Feminicídio (Lei 13.104, de 2015).

    Mobilização

    Em todo o mundo, a campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres  iniciada no dia 25 de novembro e vai até 10 de dezembro, quando se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, de acordo com a Procuradoria Especial da Mulher do Senado, a campanha ocorre desde 2003 e é chamada 16+5 Dias de Ativismo, pois incorporou o Dia da Consciência Negra.

    Para Regina Sousa, o debate não pode incluir somente as mulheres. É preciso conscientizar os homens e incluí-los na mobilização para mudar uma concepção construída ao longo de séculos. A discussão nas escolas, com orientações às crianças, também é essencial na visão da senadora.

    Fonte: Agência Senado

     
  • SNIEAB 9:14 on 05/12/2018 Permalink | Responder
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    DAB: Vídeo sobre a Campanha dos 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres 

    O Bispo Mauricio Andrade  – DAB, aderiu a Campanha dos 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres!!!

    Organização: Diocese Anglicana de Brasília



     
  • SNIEAB 11:32 on 03/12/2018 Permalink | Responder
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    GT Juventude lança consulta nacional aos jovens da IEAB!!! 


    O Grupo de Trabalho da Juventude lança consulta nacional aos jovens da IEAB. A consulta tem como objetivo ouvir os jovens de todas as comunidades, de todas as dioceses e do Distrito missionário.
    A consulta será disponibilizada via link de formulário do Google, com questões referentes a: quais ações, temas e atividades devem ser priorizadas no trabalho com a juventude nacional nos próximos quatro anos. Por isso, contamos com a participação de todas e todos.
    Todos os jovens anglicanos poderão participar desta consulta, solicitamos ampla participação e Divulgação!  A consulta estará disponível até o dia 31 de dezembro!


    ACESSE O FORMULÁRIO DE PESQUISA por meio deste link:

     
  • SNIEAB 10:54 on 30/11/2018 Permalink | Responder
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    ANGLICANOS SEM FRONTEIRAS NO CORAÇÃO DA AMAZÔNIA 

    Iuri Lima[1]

    Indé se pia pura[2]

    Ao pensar em Amazônia, muitos brasileiros não imaginam que exista no coração da maior floresta tropical do mundo, na confluência do Rio Negro com o Rio Solimões, uma grande metrópole que figura como a maior e mais populosa do norte, sendo a sétima cidade mais populosa do Brasil, e contando com o sétimo maior Produto Interno Bruto nacional por conta de sua Zona Franca que concentra um grande parque industrial. Manaus é uma cidade com grande riqueza concentrada nas mãos do empresariado nacional e estrangeiro conjugado com um cenário de grande desigualdade social que não favorece os nativos da região, condenando de modo veemente a invisibilidade e a indigência sua população indígena e cabocla amazônica. A título de informação, Manaus é a capital com maior diversidade indígena urbana do Brasil, são 34 etnias, vivendo em 51 bairros da cidade, que falam 19 línguas, segundo o levantamento feito em 2015 pela Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (COPIME).


    É neste chão amazonense sagrado e sofredor que faz parte do território da Diocese Anglicana da Amazônia, que até então concentrava sua presença e ação pastoral no vizinho estado do Pará, que ocorreu a primeira visita pastoral da Bispa Marinez Bassotto junto com o Deão da Catedral Santa Maria, Reverendo Cláudio Miranda, nos dias 23 e 24 de novembro, na cidade de Manaus, com o intuito de animar e reativar a presença missionária anglicana na região e dialogar com a realidade indígena, através de suas organizações sociais. Toda a visita ocorreu num clima de amor serviço que foi ao encontro dos mais vulneráveis. Na manhã do dia 23, a convite do professor Iuri Lima, docente de Ensino Religioso, como parte do projeto de diálogo inter confessional, ocorreu no auditório do Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, uma palestra proferida pela Bispa Marinez, a um público de mais de 200 estudantes, onde se refletiu sobre o Ethos Anglicano e a Diversidade Religiosa no contexto Amazônico. Em seguida, foi visitado o primeiro centro de medicina indígena do Brasil, “Bahserikowi’i”, que é organizado por indígenas do Alto Rio Negro; na oportunidade se conheceu o regime de economia solidária que esta instituição desenvolve junto aos povos indígenas da região, de modo especial com as mulheres indígenas do Alto Rio Negro, além de se dialogar com o Kumú (especialista em medicina indígena), Sr. Ovídio Tukano.


    No período da tarde deste mesmo dia, a expressão do teólogo espanhol José Antonio Pagola que enunciava que o Deus anunciado por Jesus Cristo é o “Deus dos que não têm nada” ressoou com uma grande concretude nas visitas a periferia manauara nas residências das mulheres indígenas associadas da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (AMARN). Acompanhados pelo Prof. Gilson Dias e pelas coordenadoras da AMARN, a Sra. Madalena Tukano e Joana Desano, a Bispa Marinez junto com o Reverendo Cláudio visitaram algumas famílias chefiada por mulheres indígenas, cujo principal fonte de sustento é o artesanato. Foram momentos de escuta afetiva que passavam desde os dramas pessoais até relatos de violência contra mulher. Houve inclusive uma pequena aula de tecer cestaria de palha dada a bispa por uma associada. Mas, também houveram momentos de muita emoção, como numa casa a beira de um esgoto a céu aberto habitada somente por mulheres tukano, em que a dona de casa e artesã Sra. Juscelinda Tukano, relatou os dramas e desafios de chefiar uma família que vivia unicamente pela Providência Divina e por sua luta diária no trabalho com o artesanato.  O dia finalizou com uma cena muito forte e evangélica, a pedido da Sra. Madalena, a comitiva foi visitar seu pai que se encontra muito doente por problemas cardíacos e que recentemente chegou do Alto Rio Negro, ele por muitos anos foi o kumú que cuidava da saúde espiritual de sua comunidade, e recebeu com muito carinho a oração em favor de sua saúde proferida pela Bispa Marinez, um encontro entre dois curadores de vida tal como o ministério de Jesus que tratava a vida como esse “mínimo que é o máximo dom de Deus”, como gostava de proferir Dom Oscar Romero em suas homílias.


    A última parte da visita pastoral ocorreu na manhã do dia seguinte na sede administrativa da Associação de Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro, por sinal esta entidade tem mais de 32 anos de caminhada e foi a primeira do pais a lutar pelos direitos das mulheres indígenas. Foi um momento aberto que contou com a presença das associadas e da comunidade, regado pela língua tukana e pela língua portuguesa, seja nas brincadeiras e cantos entoados pelos curumins (crianças) ou nos momentos de terna escuta respeitosa, que transparecia a missiva evocada na carta pastoral do último Concilio Diocesano em Belém ocorrido em agosto que aconselhava “…acolher a diversidade expressa nos muitos jeitos e muitas faces deste Cristo no qual cremos…”. Num primeiro momento, houve o depoimento de uma das fundadoras da AMARN, Sra. Deolinda Desano, que partilhou um pouco dos anos de luta e defesa das mulheres indígenas sublinhando que a associação é um porto seguro para muitas delas se encontrarem e fortalecerem sua cultura. Sendo seguida pelas falas da coordenação da entidade que pontuou os trabalhos na área da economia solidária através da confecção de artesanato e na educação de crianças indígenas na língua tukana. Somado a isso, por parte dos visitantes, o Reverendo Cláudio Miranda, expos o histórico de tentativas de implantação de uma comunidade anglicana e que isto se liga a uma opção preferencial pelos mais pobres, de modo especial pelos povos originários da Amazônia, enfatizando que “Deus é insistente, e Ele espera uma resposta…”, uma resposta afetiva e efetiva de apoio a resistência dos povos desta região. Por fim, a Bispa Marinez Bassotto, finalizou este momento de diálogo, dando uma acentuação especial na importância de fazer da Igreja ser um lugar em que se viva relações horizontais, recordando as visitas as casas em que as lideranças são das mulheres e sua valiosa contribuição na preservação de sua família e de sua cultura. A Bispa Marinez arrematou que “agora é o Kairós, é o tempo propício de recomeço da Igreja Anglicana aqui… Uma proclamação de inclusão e de respeito…”, se colocando desse modo para somar a outras iniciativas tanto da associação quanto de pessoas que seja de outras igrejas num testemunho cristão de respeito e partilha nessa região.


    Por fim, ocorreu um gesto simbólico muito forte e significativo, entoado por um hino cristológico em tukano, são CONSAGRADOS PELO POVO E PARA O POVO! A Bispa Marinez Bassotto e Reverendo Claudio recebem das mãos do povo indígena o sinal da autoridade do serviço: a estola. Uma “nova unção” Diaconal, Presbiteral e Episcopal. A tamanha ternura desse gesto somente enfatiza a vocação missionária e a disposição de colocar no coração da oração de toda a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, esta humilde presença anglicana que ressoa como mensagem que Deus nos ama sem fronteiras e nos envia a sermos testemunhas de que um outro mundo é possível bem no coração da Amazônia.




    [1] Cristão Leigo Anglicano e Docente da SEDUC-AM.

    [2] Ditado na Lingua Nheengatú da Etnia Desano do Alto Rio Negro cuja tradução significa “Você vem e já estar dentro de meu coração”. Estas palavras foram proferidas como boas vindas a Bispa Marinez Bassotto e ao Reverendo Cláudio Miranda por alunos de escola pública de Manaus.

     
  • SNIEAB 10:13 on 29/11/2018 Permalink | Responder
    Tags: ieab, Thursdays in Black   

    QUINTA-FEIRA, VISTA PRETO!!! 

    Em todos os países, a violência baseada no gênero é uma realidade trágica. Essa violência é frequentemente escondida, e as vítimas são muitas vezes silenciadas, temendo o estigma e mais violência. Todos nós temos a responsabilidade de falar contra a violência, para garantir que mulheres e homens, meninos e meninas, estejam protegidos contra estupro e violência em casas, escolas, trabalho, ruas – em todos os lugares em nossas sociedades.

    Quintas-feiras em preto: resistência e resiliência

    A campanha é simples, mas profunda. Use preto às quintas-feiras. Use um distintivo para declarar que você faz parte do movimento global que resiste a atitudes e práticas que permitem o estupro e a violência. Mostre seu respeito pelas mulheres que são resilientes diante da injustiça e da violência. Incentive os outros a se juntarem a você. Muitas vezes o preto tem sido usado com conotações raciais negativas. Nesta campanha, o preto é usado como uma cor de resistência e resiliência.

    O que é a Campanha  quinta-feira  de preto?

    As Quintas de Preto surgiram da Década das Igrejas de Solidariedade com as Mulheres (1988-1998) do Conselho Mundial de Igrejas, em que as histórias de estupro como arma de guerra, injustiça de gênero, abuso, violência e muitas tragédias que cresceram onde violência se tornou ainda mais visível. Mas o que também se tornou visível foi a resiliência, e os esforços pessoais das mulheres para resistir a tais violações.

    A campanha foi inspirada por:

    • As Mães dos Desaparecidos em Buenos Aires, Argentina, que às quintas-feiras protestaram na Plaza de Mayo, contra o desaparecimento de seus filhos durante a violenta ditadura.

    • As mulheres de preto em Israel e na Palestina, que até agora protestam contra a guerra e a violência.

    • Mulheres em Ruanda e Bósnia que protestavam contra o uso de estupro como arma de guerra durante o genocídio.

    • Movimento da Faixa Negra na África do Sul, protestando contra o apartheid e seu uso de violência contra os negros.

    Participe desse movimento de pessoas e organizações e façamos  a diferença para indivíduos, comunidades e fóruns políticos nacionais e internacionais.

    Texto: CMI

     
  • SNIEAB 9:55 on 28/11/2018 Permalink | Responder
    Tags: , , Encontro Regional de Primazes, ieab,   

    Líderes anglicanos das Américas se reúnem em Toronto para o encontro regional de Primazes 

    Os líderes de oito províncias anglicanas cujas igrejas cobrem os territórios de Cabo Horn ao Ártico estão se reunindo em Toronto (Canadá) para um encontro regional de primazes. Sete Primazes e um Bispo representante da Igreja da Província das Índias Ocidentais, onde no momento há uma vacância de primazia, estão reunidos para discutir a Conferência de Lambeth 2020 e outras questões, incluindo os instrumentos de diálogo e das mais diversas realidades regionais da Comunhão Anglicana no Continente Americano.

    O encontro reúne o Bispo Primaz Naudal Alves Gomes da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; O arcebispo Julio Murray Thompson, da Igreja Anglicana da América Central; Primaz Bispo Francisco Moreno da Igreja Anglicana do México; Bispo Greg Venables, presidente da Igreja Anglicana da América do Sul; Bispo Michael Curry, presidente da Igreja Episcopal dos EUA; O arcebispo Tito Zavala, da Igreja Anglicana do Chile; e o anfitrião da reunião, o Arcebispo Fred Hiltz, da Igreja Anglicana do Canadá. O Bispo das Ilhas de Barlavento, Leopold Friday, representou a Igreja da Província das Índias Ocidentais.

    Também estão presentes o Arcebispo de Canterbury, Justin Welby, o Secretário Geral da Comunhão Anglicana, Dr. Josiah Idowu-Fearon, e o Chefe Executivo da Conferência de Lambeth, Phil George.

    Texto e Foto: ACNS

     
  • SNIEAB 9:39 on 22/11/2018 Permalink | Responder
    Tags: ieab, , língua portuguesa,   

    Dia da Rede Lusófona da Comunhão Anglicana – Festa de Cristo Rei (25/11/2018) 

    Em novembro do ano passado foi realizado na Cidade do Porto, em Portugal, o III Encontro da Rede Lusófona da Comunhão Anglicana, que possui representações de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal, países de mesma língua e que também possuem membresia anglicana e episcopal. Neste último encontro, foi definido que dia 25 de Novembro de 2018 – Festa de Cristo Rei, será celebrado o Dia da Rede Lusófona, primeira oportunidade para que as dioceses desses países possam celebrar em conjunto.


    Para isso, a Igreja Lusitana dispõe de um recurso litúrgico para que as comunidades possam orar em rede, nesse mesmo propósito.

    Link para download >>> Orações para o Dia da Rede Lusófona da Comunhão Anglicana

    Quer saber mais sobre a Rede Lusófona da Comunhão Anglicana? Acesse o site e a página oficial do Facebook !

    Foto: RLCA

    Texto: SNIEAB

     
  • SNIEAB 8:58 on 14/11/2018 Permalink | Responder
    Tags: ieab,   

    Boletim da Rede Internacional de Mulheres Anglicanas/Episcopais 

    Compartilhando esse boletim, esperamos que ajude sempre a contribuir para a organização e animação do ministério das mulheres na Igreja, para que ela seja cada vez mais uma parábola do Reino em nosso mundo tão desajustado.


    FAÇA O DOWNLOAD DO BOLETIM >>> IAWN_Boletim_PT

    SAIBA MAIS NO SITE OFICIAL DA IAWN >>> https://iawn.anglicancommunion.org/

    Tradução: Paulo Ueti – Anglican Alliance

     
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