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  • SNIEAB 12:48 on 19/02/2019 Permalink | Responder
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    Bispo Primaz do Brasil e Comitiva Brasileira em visita à Londres 

    O Bispo Primaz cumpriu extensa agenda em Londres, articulada pelo teólogo e biblista Paulo Ueti, da Aliança Anglicana e por Richard Bartlet da USPG nos dias 9 a 15 de fevereiro. Também estavam presentes a Sra. Carmen Regina Duarte Gomes, assessora pedagógica da JUNET/CEA e membro da Comissão Nacional de Diaconia e Desenvolvimento e a Bispa Marinez Bassoto, Diocesana da Diocese Anglicana da Amazônia.


    A comitiva brasileira teve reunião com a Dra. Eva John, uma das coordenadoras do grupo de trabalho que prepara texto bíblico, teológico pastoral para ajudar a Igreja da Inglaterra na sua reflexão sobre sexualidade humana. Foi uma oportunidade de partilharmos nossa experiência como IEAB do processo ocorrido em nossa igreja que culminou com a decisão do casamento igualitário.


    Foram recebidos de forma calorosa e fraterna pelo Arcebispo de Cantuária, no Palácio de Lambeth, para almoço com a Sra. Carolin, sua esposa. Ocorreu reunião privada com o Arcebispo Justin, especialmente sobre a realidade brasileira, a realidade da Comunhão Anglicana e a preparação para Lambeth 2020.

    Tiveram contato com a organização CAFOD, a Caritas inglesa, por especial interesse da Bispa Marinez com referência à questão climática e o Sínodo da Amazônia, da Igreja Católica Romana, que é um tema e região que interessa não só a sociedade brasileira, como também a comunidade internacional. Aconteceu outro momento de reunião e partilha com a Sra. Rachel, Diretora da Aliança Anglicana, sobre o trabalho da Aliança e o trabalho da IEAB e das possibilidades de aprofundarmos ainda mais nosso companheirismo na missão e serviço do Reino em favor das pessoas vulneráveis de nossa sociedade.

    Em outro momento, ocorreu uma conversa importante com a equipe da Christian Aid, liderada por John Plant, que está colaborando na preparação da Conferencia de Lambeth. O diálogo inicial foi sobre a realidade atual do Brasil com retrocessos em vários aspectos, especialmente, nas questões referentes aos direitos humanos, as questões ambientais, a nova regulação para o uso de armas, o aumento da violência das pessoas vulneráveis, foi observado como pode a Christian Aid apoiar nossas lutas e mobilizar apoios internacionais para tanto.


    Ainda teve um encontro com a diretora da Christian Aid e sua equipe. A qual reafirmou apoio as demandas da igreja e de nosso país e como será possível aprofundar nosso companheirismo e parceria em diversas áreas. A Diretora Amanda, reafirmou a importância do escritório brasileiro da Christian Aid para o próprio Brasil e para América Latina e Caribe.


    Momento marcante com o Bispo Primaz da Escócia, Bispo Mark Strange, conhecido da IEAB pois foi visitante quando da realização de nossa conferência de Lideranças e Sínodo Provincial no ano passado. Ele se sente amigo do Brasil, tem amizade com vários membros da Câmara Episcopal da IEAB, o Bispo Mark deseja que reafirmemos nosso propósito de estreitarmos relações que possam levar a parcerias na missão.


    Outros momentos de reunião com diversos diretores e diretoras de departamentos da Comunhão Anglicana e ainda aconteceu uma mesa redonda, onde foi possível expor a realidade brasileira e de que forma a Comunhão Anglicana poderia ser parceira em nossas demandas. O Bispo Primaz, apresentou a IEAB e as resoluções e desafios vindos da Conferência de Lideranças e do Sínodo Provincial, Bispa Marinez apresentou sua Diocese e seu trabalho nas relações Ecumênicas, a Sra. Carmen Regina Duarte Gomes expôs sobre a Educação Teológica, como está sendo desenvolvida no Brasil, sua assessoria na construção do Plano Nacional de Educação Teológica.

    Bispa Marinez reuniu-se ainda com o Seaferer, que é o Ministério aos Marinheiros, pois em sua diocese, assim como em outras, que tem portos, há parceria para o trabalho Pastoral de Capelania aos Marinheiros, buscando fortalecer essas parcerias na IEAB. Sra. Carmen Regina e Bispa Marinez reuniram-se com a autal diretora da Mothers Union Organização das Mulheres, na Inglaterra e África, principalmente.


    O Primaz do Brasil concedeu entrevistas para o Departamento de Comunicação da Comunhão Anglicana sobre três temas: a IEAB, sua missão e prioridades; sobre a reunião Regional dos Primazes das Américas, realizada em Toronto, e sobre a Conferência de Lambeth. Na Christian Aid, foi entrevistado pelo The Guardian e pelo departamento de comunicação da própria Christian Aid.


    A comitiva brasileira foi acolhida e se reuniu ainda com amigos fraternos, amigos pessoais e da IEAB, foram eles, o Reverendo Nicholas Wheeler, Reverendo Joabe Cavalcante e Bispo David Hamid, Bispo da Diocese da Europa.


    Para essa viagem foi fundamental o apoio da Trinity Wall Street, da USPG, que providenciaram as hospedagens. Agradece-se ainda ao Reverendo Richard Bartlet, da USPG, e ao Teólogo Paulo Ueti, da Aliança Anglicana, que prepararam a agenda da semana e foram incansáveis companheiros nos diversos deslocamentos e companhia em reuniões. Ressaltando a importante e necessária tradução que Paulo Ueti proporcionou.

    Texto: Com colaboração do Bispo Primaz

    Fotos: Sra. Carmen Regina Duarte

     
  • SNIEAB 11:28 on 18/02/2019 Permalink | Responder
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    Roda de Diálogo “Meu Corpo, Minha Fé: violências e abusos da religião” em Londrina/PR 

    Prezada família IEAB!

    Dia 16/02/19, aconteceu, aqui em Londrina/PR, uma Roda de Diálogo em torno do Tema: Meu Corpo, Minha Fé: violências e abusos da religião. Tive a oportunidade de participar desse evento, enquanto palestrante e organizadora.


    Devo esclarecer que a ação é do coletivo Evangélicas pela Igualdade de Gênero (EIG) e a 1ª Roda de Diálogo ocorreu em São Paulo (02/02/19), e dentre as facilitadoras estava a conhecida e reconhecida teóloga Ivone Gebara.

    Desafiadas pelo coletivo EIG, trouxemos o evento para Londrina. Aqui, conseguimos apoiadores que nos ajudaram a tratar o tema com a seriedade que ele merece. Nossos apoiadores foram: Secretaria Municipal de Políticas Para as Mulheres da Prefeitura Municipal de Londrina, OAB subseção Londrina, Caixa de Assistência dos Advogados do Paraná, Comissão de Promoção de Igualdade Racial e das Minorias da OAB além do coletivo EIG.


    Para conduzir a temática, contamos com: Sueli Galhardi – gerente de proteção especial à mulher da Secretaria Municipal de Políticas para a Mulher / PML; Larissa Ferraz de Barros – advogada criminalista, secretária da Comissão de Promoção de Igualdade Racial e das Minorias da OAB, membro da Frente Feminista de Londrina; Sara Alexius – assistente social e teóloga; Vanessa Carvalho de Mello – teóloga, mestre em psicologia social, pesquisadora sobre as questões de gênero, docente e Selma Rosa - teóloga, mestre em educação, docente e clériga anglicana. Cada uma – a partir da própria área de conhecimento, atuação e experiencia – apresentou breves e importantes informações e reflexões sobre o assunto proposto.


    No dia seguinte, 17/02/19, das 8h às 10h, participamos do Programa NEM MAIS, NEM MENOS, rádio Brasil Sul – quando tivemos a oportunidade de continuar dialogando sobre a temática, contando com a interação do/as ouvintes. Experiência muito  enriquecedora!

    Dentre o/as participantes da Roda de Diálogo estavam líderes de denominações religiosas e representantes de ongs e de outros coletivos.

    Segundo alguns depoimentos de participantes, o tema foi tratado com seriedade, coerência, respeito e profundidade, o que muito nos alegrou e animou. No dia 26/02 haverá (com apoio da Secretaria de Políticas para a Mulher) uma Oficina de Cartazes – uma ação conjunta, tendo em vista a manifestação que ocorrerá no dia 8 de março/2019 Dia Internacional da Mulher.

    A temática, sem dúvida, é densa, tensa, provocadora e transgressora. Assim, houve cuidado em abordá-la de forma ética, cristã, humana, sem ofensas ao sexo masculino. Entretanto, houve o mesmo cuidado em tratá-la de forma clara, denunciadora e conscientizadora, e isso por meio de dados estatísticos, Leis, pesquisas, depoimentos, relatos de vida e uma perspectiva teológica e bíblica libertadora.

    Verificamos que as violências e abusos da religião ocorrem não apenas de forma física mas também de forma emocional e espiritual. Na gênese desse terrível problema estão questões históricas, sociais, econômicas, políticas e, infelizmente e com grande força, questões religiosas.  Os espaços sagrados, que deveriam ser lugares de reconstrução de vidas, muitas vezes tornam-se motivo de dores e sofrimentos, gerando patologias e morte.

    A partir de tudo que se ouviu no evento, é pertinente o alerta: Estejamos atentos e atentas: abusos e violências religiosas são cometidas por líderes (de ambos os sexos) quando esses violam os corpos de outros e de outras,  e também quando oprimem, constrangem, desqualificam,  calam seus pares. Práticas assim deformam as relações humanas e comunitárias.  Essas situações não podem ocorrer pois são exercícios distorcidos do poder religioso.

    Que Deus esteja sobre nós, dando-nos a cada dia a clareza necessária sobre nosso papel e as condições necessárias para executá-lo.

    Em Cristo!


    Revda. Selma Almeida Rosa

    Diácona da Diocese Anglicana do Paraná – DAPAR

     
  • SNIEAB 14:26 on 04/02/2019 Permalink | Responder
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    Consulta Internacional de Liturgia Anglicana (IALC) – Encontro de 2019 em Hong Kong – Comunicado 

    Encontro de 2019 em Hong Kong – Comunicado


    A Consulta Internacional de Liturgia Anglicana reuniu-se em Hong Kong, de 21 a 25 de janeiro de 2019. A Consulta foi calorosamente recebida pela Hong Kong Sheng Kung Hui e agradece pelas instalações colocadas à sua disposição pela Catedral de São João Teólogo da Diocese da Ilha de Hong Kong, na pessoa do reitor, o Revmo. Matthias Tze Wo Der. A reunião também agradece o apoio e assistência dos seminaristas da Faculdade de Teologia Ming Hua. O Escritório da Comunhão Anglicana foi representado na reunião pelo Rev. Neil Vigers, Executivo do Programa para Unidade, Fé e Ordem. Havia membros representantes de 21 Igrejas da Comunhão. Esta foi a primeira reunião completa da IALC desde que a decisão de Montreal 2015 quanto a não mais coincidir suas reuniões com os congressos da sociedade ecumênica internacional Societas Liturgica.


    Foi, portanto, um prazer reconhecer que mais da metade das Igrejas da Comunhão Anglicana enviou representação à reunião. Também foi importante notar que metade dos participantes estavam se juntando à Consulta pela primeira vez. A IALC pôde apoiar a participação de alguns membros através do fundo de bolsas. Serão necessárias doações significativas de bolsas para assegurar essa participação em futuras reuniões.

    Durante a semana, o ofício diário foi oficiado por equipes das várias regiões da Comunhão. A Consulta teve a honra de ser convidada pelo Primaz, Arcebispo Paul Kwong, para uma celebração da Eucaristia presidida por ele. O ofício celebrou a memória da Rev. Florence Li Tim-oi, na véspera do aniversário de sua ordenação, em 25 de janeiro de 1944. Ela foi a primeira mulher a ser ordenada ao sacerdócio na Comunhão Anglicana. A reunião também teve o prazer de se juntar à congregação da Catedral de São João e à comunidade cristã mais ampla de Hong Kong em uma liturgia para a semana de oração pela unidade das pessoas cristãs.

    Relatórios das Igrejas e Províncias

    Os relatórios provinciais indicaram um movimento significativo em várias províncias no tocante à revisão de livros de oração, hinários e textos litúrgicos, que enfatizaram a importância da IALC em relação ao compartilhamento de conhecimento, recursos e processos. No contexto da revisão de calendários, várias províncias têm considerado maneiras de incorporar santos, santas e mártires locais e indígenas.

    Várias Igrejas relataram sobre o trabalho que estavam realizando em relação a referências de gênero para Deus, particularmente em textos em línguas neolatinas. A partir desses relatos de contextos muito diferentes, reconheceu-se que as questões levantadas pela linguagem inclusiva e pelas linguagens de gênero exigiam respostas cuidadosas e contextualmente apropriadas sobre as quais trabalho adicional seria necessário.

    A Consulta também recebeu um relatório da Rede Litúrgica Anglicana da Ásia Oriental, que havia sido estabelecida em 2017 na Coréia e se reuniu para sua primeira conferência em 2018 no Japão.

    Trabalho quanto a orações pela unidade na Comunhão

    A pedido do Grupo de Trabalho dos Primazes, a reunião se empenhou em preparar recursos e material litúrgico relative ao conceito de unidade da Comunhão Anglicana. Esse trabalho foi realizado durante a semana de oração pela unidade das pessoas cristãs, reconhecendo que, como anglicanos(as), nossos próprios ‘laços afetivos’ foram testados nas últimas décadas.

    Nossa unidade, no entanto, não pode significar uniformidade, já que nossas muitas culturas, idiomas e formas de incorporar e ampliar as tradições anglicanas que herdamos, crescem cada vez mais diversificadas. O Grupo de Trabalho dos Primazes pediu à IALC material que pudesse ser incluído tanto na celebração eucarística como nos ofícios da palavra. A reunião não forneceu ofícios completos de nenhum tipo.


    Declarações anteriores da IALC, especialmente as de Praga e Dublin, oferecem diretrizes para a estrutura litúrgica e para elementos típicos que podem ser incluídos em liturgias eucarísticas e outras. Em vez disso, a reunião desenvolveu uma série de recursos litúrgicos de diferentes tipos, havendo também a sugestão de leituras bíblicas e sentenças das Escrituras para uso em liturgias onde a unidade, e a unidade da Comunhão em particular, é o tema.

    Formação litúrgica e educação teológica

    Na Consulta de Montreal, em 2015, os relatórios das províncias expressaram preocupação com o treinamento e formação litúrgica inadequados do clero e lideranças leigas, e que a educação litúrgica não era mais vista como prioridade em muitos seminários e esquemas de treinamento ministerial. Levando em consideração essas preocupações, uma parte significativa do trabalho em Hong Kong foi destinada a fim de considerar os elementos centrais e o contexto da formação litúrgica para o ministério.

    A Consulta começou seu trabalho em ouvir os diferentes contextos em que a formação litúrgica está ocorrendo. A partir desses diferentes contextos, a reunião identificou as principais competências teológicas e práticas que são essenciais em todas as Igrejas da Comunhão Anglicana. Parte deste trabalho está sendo relatado para a Educação Teológica para a Comunhão Anglicana (TEAC), uma vez que eles dão mais atenção a requisitos das grades de várias formas de ministério e discipulado cristão nas Igrejas da Comunhão Anglicana.

    Levar a palavra adiante

    O trabalho da reunião foi agora passado ao Comitê Diretivo, que apresentará declarações completas para apresentação ao Conselho Consultivo Anglicano (ACC) em sua reunião em Hong Kong no final deste ano.

    Reunião Diretiva

    A reunião aceitou uma resolução do Comitê Diretivo a fim de clarificar regras da rede e confirmar que o Comitê Diretivo pode cooptar indivíduos para ajudar em temas específicos de trabalho, ou na coordenação e planejamento de uma reunião da Consulta. A reunião também aceitou uma resolução adicional que obriga o(a) Presidente(a) que está no final de seu mandato da IALC a continuar, ex-officio, como membro do Comitê Diretivo por um curto período de tempo, a fim de garantir que o trabalho realizado em uma reunião seja concluído e relatado. A reunião também elaborou uma resolução para o ACC sobre o compartilhamento de material litúrgico entre as Igrejas da Comunhão. A reunião elegeu quatro novos membros para o Comitê Diretor.


    Os membros integrais do Comitê de Direção nomeado para servir a IALC a partir desta reunião são:

    Christine Benoit (nova) – Igreja Anglicana do Oceano Índico

    Luiz Coelho (novo) – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Dane Courtney – Igreja Anglicana da Austrália

    Keith Griffiths – Igreja Anglicana do Sul da África

    Simon Jones (novo) – Igreja da Inglaterra

    Chun Wai Lam (novo) – Hong Kong Sheng Kung Hui

    Lizette Larson-Miller – Igreja Anglicana do Canadá (ex-officio)

    Cynthia Botha – Igreja Anglicana do Sul da África (Secretária)

    Neil Vigers- Escritório da Comunhão Anglicana

    Participantes da Consulta

    Fereimi Cama – Igreja Anglicana em Aotearoa, Nova Zelândia e Polinésia

    Chris Chataway – Igreja Anglicana da Austrália

    Doug Morrison-Cleary – Igreja Anglicana da Austrália

    Elizabeth Smith – Igreja Anglicana da Austrália

    Dane Courtney – Igreja Anglicana da Austrália

    Luiz Coelho – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Douglas Fenton – Igreja Anglicana do Canadá

    Lizette Larson-Miller – Igreja Anglicana do Canadá

    Brighton Malasa – Igreja da Província da África Central

    Lakshman Daniel – Igreja do Ceilão

    Harvey Howlett – Igreja da Inglaterra

    Simon Jones – Igreja da Inglaterra

    Chun Wai Lam – Hong Kong Sheng Kung Hui

    Christine Benoit – Igreja Anglicana do Oceano Índico

    Gilbert Rateloson – Igreja Anglicana do Oceano Índico

    Gerald Field – Igreja da Irlanda

    Alan Rufli – Igreja da Irlanda

    Nak-Hyon Joseph Joo – Igreja Anglicana da Coréia

    Stephen Ofo-Ob – Igreja Episcopal nas Filipinas

    Shintaro Ichihara – Nippon Sei Ko Kai (Comunhão Anglicana no Japão)

    Ryo Nagatani – Nippon Sei Ko Kai (Comunhão Anglicana no Japão)

    Saya Ojiri Nippon – Sei Ko Kai (Comunhão Anglicana no Japão)

    John Davies – Igreja Episcopal Escocesa

    Moses Chin – Igreja da Província do Sudeste Asiático

    Bismark Avokaya – Igreja Episcopal do Sudão do Sul

    Cynthia Botha – Igreja Anglicana do Sul da África

    Keith Griffiths – Igreja Anglicana do Sul da África

    Daniel Musa – Igreja Episcopal do Sudão

    Bruce Jenneker – Igreja Episcopal

    Jason Lucas – Igreja Episcopal

    Ruth Meyers – Igreja Episcopal

    Catherine Haynes – Igreja no País de Gales

    Neil Vigers  – Escritório da Comunhão Anglicana


     
  • SNIEAB 10:56 on 29/01/2019 Permalink | Responder
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    IEAB participa de encontros interreligiosos em favor dos Direitos Humanos e da Liberdade Religiosa 

    O ano de 2019 iniciou-se com um forte desejo de diálogo e unidade, por isso, a IEAB se fez presente no dia 21/01 nos encontros com as mais diversas confissões cristãs e tradições religiosas para celebrar o amor e o respeito, pedindo por liberdade religiosa e o fim da intolerância e violência por motivos religiosos no Brasil. Também declarou sua missão de defender os Direitos Humanos para todas as pessoas.

    Em Porto Alegre/RS, com a representação do Bispo Humberto Maiztegui da Diocese Meridional

    Crédito das Fotos – Matriz Africana

    Em Salvador/BA, com a representação de Revda. Bianca Daebs e Revdo. Bruno Almeida do Arcediagado da Bahia, da Diocese Anglicana do Recife.

    Crédito das fotos – Focolare Bahia

     
  • SNIEAB 9:10 on 29/01/2019 Permalink | Responder
    Tags: , , ieab, Palestina   

    Encontro entre representantes de igrejas brasileiras e palestinas acontece em Brasília 

    Aconteceu em Brasília/DF no dia 28/01, o encontro entre representantes de igrejas brasileiras e palestinas. A atividade foi realizada na sede da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Brasília – EQS 405/406 – Asa Sul.


    Temas como a possível transferência da Embaixada brasileira de Israel para Jerusalém, o fortalecimento das relações entre igrejas do Brasil e da Palestina e a questão das peregrinações à Terra Santa estiveram na pauta.


    Após o encontro, no mesmo local, os participantes ficaram à disposição para uma coletiva de imprensa sobre os temas ali tratados, com o suporte de tradutores. A Revda. Deã Tatiana Ribeiro, da Catedral Anglicana de Brasília (DAB) representou a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB.

    Texto: CONIC (com adaptações do SNIEAB)

    Fotos: CONIC


     
  • SNIEAB 13:39 on 08/01/2019 Permalink | Responder
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    Comunicado da Comissão InterAnglicana para Unidade, Fé e Constituição – IASCUFO 

    Crédito da foto: ACO/ Neil Vigers

    A Comissão Interanglicana para Unidade, Fé e Constituição se encontrou na Catedral de Durham, Inglaterra, santuário de Santo Cuthbert, de 7 a 12 de dezembro, no território da Diocese de Durham, na Província de York da Igreja da Inglaterra. O encontro foi fortalecido e enriquecido pela participação na oração diária da catedral, incluindo celebrações da Eucaristia, oração da manhã (laudes) e tarde (vésperas). A Comissão se alegrou em dar as boas vindas ao Bispo Michael Lewis, Bispo em Chipre e Golfo (consultor da comissão), David White (Chefe Executivo do escritório da Comunhão Anglicana-ACO), o Revdo Canon Dr. Stephen Spencer (Diretor para a Educação Teológica no Escritório da Comunhão Anglicana-ACO) e a Srta. Lucy Cowpland (Assistente Administrativa para a Comissão para Unidade, Fé e Constituição e Depto de Comunicações do Escritório da Comunhão-ACO).

    A Comissão foi generosamente acolhida pela Catedral de Durham, seu deão Revdo. Andrew Tremlett e equipe, particularmente o Revdo. Canon Professor Simon Oliver (ele mesmo membro desta Comissão). A Comissão também apreciou deveras a hospitalidade do Bispo de Durham, sua Reverendíssima Paul Butler, no Castelo de Auckland e em sua residência. As pessoas da Comissão ficaram felizes em interagir com alguns membros do Departamento de Teologia e Religião da Universidade de Durham. Esta universidade oferece validação para instituições de educação teológica em toda a Igreja da Inglaterra. Os membros da Comissão apreciaram a oportunidade de visitar a histórica biblioteca da Catedral. Elas/es tiveram uma profunda experiência espiritual através da peregrinação a velas pela igreja da Catedral dirigida pelo Canon Oliver.

    O mandato da Comissão Executiva InterAnglicana para Unidade, Fé e Ordem define e direciona seu trabalho. A Comissão tem como responsabilidade:

    • Promover o aprofundamento da Comunhão entre as Igrejas da Comunhão Anglicana, e entre essas Igrejas e as outras igrejas e tradições da oikoumene cristã;
    • Aconselhar as Províncias e os Instrumentos de Comunhão em toda as questões de engajamento ecumênico, propostas para acordos ecumênicos em nível nacional, regional ou internacional e esquemas de cooperação e unificação, bem como em questões que tocam a Fé e Ordem (doutrina) anglicanas;
    • Rever e analisar os desenvolvimentos nas áreas da fé, ordem ou unidade na Comunhão Anglicana e entre parceiros ecumênicos, e dar conselhos para as Igrejas da Comunhão Anglicana ou para os Instrumentos de Comunhão sobre as mesmas áreas, com a intenção de promover a mútua compreensão, consistência e convergência tanto nos assuntos da Comunhão Anglicana quanto nos seus engajamentos ecumênicos;
    • Dar assistência a qualquer Província na avaliação de novas propostas de Unidade, Fé e Ordem se e quando requerida.

    O Canon Spencer apresentou o trabalho do Departamento de Educação Teológica da Comunhão Anglicana, provocando um grande espaço de discussão sobre a mesma na Comunhão. IASCUFO foi animada pelo renovado compromisso em apoiar a educação teológica, oferecer recursos e fortalecer a capacidade de fazer teologia em toda a Comunhão. IASCUFO reconhecer como muito válida a proposta de que as instituições de educação teológica deveriam formar parcerias como um jeito criativo de compartilhar e ampliar o trabalho de educação. Os membros da IASCUFO trabalharão em conjunto com Dr. Spencer e a equipe do Departamento para produzir recursos educacionais a partir dos documentos ecumênicos da Comunhão para continuar explorando questões teológica e doutrinais.

    Caminhando no caminho: aprendendo a ser Igreja – Documento em Inglês e Comentários Anglicano e Católico Romano em Inglês (2017), Declaração conjunta da Comissão Internacional Anglicano-Católica Romana (ARCIC III), foi apresentada pelo Revdo. Canon Dr. John Gibaut (ACO) e pelo Professor Paul Murray (Universidade de Durham), os quais tiveram um papel importante na elaboração da mesma. IASCUFO estava particularmente interessada no uso da metodologia adotada pela Comissão para a Recepção de Acordos Ecumênicos. Esta Declaração foi recomendado para o próximo encontro do Conselho Consultivo Anglicano (CCA) que acontecerá em Hong Kong em abril de 2019 (ACC17). IASCUFO também recebeu e recomendou para o encontro do ACC17 a Declaração Conjunta A procedência e o ministério do Espírito Santo – Documento em Inglês (2017), resultado dos trabalhos da Comissão Internacional Anglicano-Ortodoxa Oriental. Como pedido, IASCUFO respondeu as propostas vindas das discussões entre a Igreja Episcopal dos Estados Unidos da América (TEC) e a Igreja Evangélica Luterana na Bavária (Alemanha). Ainda, IASCUFO considerou e endossou recomendações para clarificar e melhorar os atuais procedimentos para que a Comunhão Anglicana formalmente receba, através de processos de estudo e análise, relatórios e declarações que chegam dos diálogos ecumênicos.

    No contexto do seu trabalho sobre a vida da Comunhão, IASCUFO propôs ao Comitê Executivo que os ritos litúrgicos, particularmente os que referem às liturgias de iniciação, eucaristia e ordenação, sejam incluídos entre os elementos que são considerados quando o pedido de uma nova província chega, junto com os aspectos de sustentabilidade e organização provincial, seus cânones e sua perspectiva em termos de missão.

    IASCUFO continua a estudar as questões de antropologia teológica, considerando nossa humanidade comum como pessoas criadas a imagem e semelhança de Deus. Entender a imagem de Deus em termos de chamado divino e dom divino aprofunda nossa compreensão do que significa participar na mesma bem como incarnar a missão da igreja para um mundo quebrantado e ferido. IASCUFO espera completar seu trabalho no que tange ao documento de antropologia teológica no seu próximo encontro em 2019 para compartilhar com toda a Comunhão.

    Os membros da IASCUFO desejam expressar sua profunda gratidão ao Canon Gibaut, Revdo. Neil Vigers e Srta Lucy Cowpland pelo seu apoio excelente e minucioso para que o trabalho não só da Comissão, mas de toda as outras dimensões da vida da Comunhão e de suas relações ecumênicas.

    Presentes:

    Sua Reverendíssima Professor Stephen Pickard (Igreja Anglicana da Austrália – Presidente interino)

    Revdo. Canon Dr Steven Abbarow (Província da Ásia Sul-Oriental)

    Sua Reverendíssima Dr Victor Atta-Baffoe (Província da África Ocidental)

    Revdo. Professor Paul Avis (Igreja da Inglaterra)

    Sua Reverendíssima Dr Howard Gregory (Província de West Indies)

    Sua Reverendíssima Kumara Illangasinghe (Igreja do Ceilão)

    Revdo. Nak-Hyon Joo (Consulta Internacional de Liturgia Anglicana)

    Sua Reverendíssima Michael Lewis (Província de Jerusalém e Oriente Médio)

    Sua Reverendíssima Victoria Matthews (Igreja Anglicana em Aotearoa, Nova Zelândia e Polinésia)

    Revda. Canon Professor Charlotte Methuen (Igreja da Inglaterra)

    Revdo. Canon Professor Simon Oliver (Igreja da Inglaterra)

    Professor Andrew Pierce (Igreja da Irlanda)

    Deã Revda. Dr Sarah Rowland Jones (Igreja do País de Gales)

    Professor Paulo Ueti (Anglican Alliance)

    Revdo. Professor Jeremiah Yang (Igreja Anglicana da Corea)

    Visitantes do Escritório da Comunhão Anglicana ACO:

    Revdo. Canon Dr. Stephen Spencer (TEAC)

    Sr. David White (Chefe Executivo)

    Equipe do Escritório da Comunhão Anglicana:

    Revdo. Canon Dr. John Gibaut (Diretor para Unidade, Fé e Constituição)

    Srta. Lucy Cowpland

    Revdo. Revd Neil Vigers

    Justificativas recebidas pela ausência:

    Revdo. Dr. William Adam (Lambeth Palace)

    Sua Reverendíssima William Mchombo (Província da África Central)

    Crédito da foto: ACO/ Neil Vigers

    IASCUFO se encontrará na próxima vez entre 5–12 dezembro 2019.

     
  • SNIEAB 9:25 on 05/12/2018 Permalink | Responder
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    Relato 9 – Campanha dos 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres 

    Dia 25 de novembro iniciou a campanha mundial dos 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, no Congresso Nacional,  foi marcada com a leitura do novo relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), onde  mostra que todos os dias, 137 mulheres no mundo são mortas pelas pessoas mais próximas: os próprios companheiros e membros da família. Senadores e senadoras falaram sobre o desafio de mudar esse tipo de estatística.

    — O que vem nos dar o documento da ONU? A constatação de que a violência contra as mulheres — e destacadamente a violência doméstica contra as mulheres — não é um “mimimi”, mas sim um fenômeno mundial que desperta a atenção do Estado, em todo o mundo, para a elaboração de leis e políticas públicas capazes de dar conta de uma violência evitável, localizada e plenamente combatível — disse a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), procuradora especial da Mulher do Senado.

    O relatório Estudo Global de Homicídios: Feminicídio de Mulheres e Meninas foi divulgado no domingo (25), Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher. De acordo com o relatório, o feminicídio, homicídio de mulheres especificamente relacionado ao gênero, continua a ser um grave problema em todo o mundo. Apesar de haver mais homens assassinados, esses homicídios são praticados por desconhecidos, diferentemente do que ocorre com as mulheres.

    “Enquanto a ampla maioria das vítimas de homicídio é de homens assassinados por estranhos, as mulheres têm muito mais probabilidade de morrer pelas mãos de conhecidos. Mulheres mortas por parceiros íntimos ou membros da família representam 58% de todas as vítimas de homicídio do sexo feminino registradas globalmente no último ano”, diz o texto.

    Números

    Esse índice, registrado em 2017, mostra um aumento expressivo com relação a 2012, quando o percentual de mulheres mortas intencionalmente por parceiros ou membros de família foi de 47% do total das mulheres vítimas de homicídio. Apesar de o maior número absoluto (20 mil casos) ter sido registrado na Ásia, o percentual relativo é maior na África, onde, segundo o relatório, as mulheres têm o maior risco de serem mortas por pessoas próximas. Lá o índice é de 3,1 casos a cada 100 mil mulheres. O continente americano ocupa a segunda pior posição no ranking, com índice de 1,6.

    O texto aponta que esses casos de homicídio de mulheres dentro da família estão, muitas vezes, ligados ao papel e status da mulher. Os feminicídios cometidos por companheiros, aponta o texto, geralmente não resultam de atos aleatórios ou espontâneos, mas sim de uma escalada de atos anteriores de violência relacionada ao gênero. Entre os motivos, o texto cita ciúme e medo de que a mulher termine a relação.

    Apesar dos números negativos, o relatório da Unodc traz relatos de iniciativas adotadas em várias partes do mundo e uma lista de países que implementaram uma legislação específica para definir e criminalizar o feminicídio. O Brasil está na lista, com a Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006) e a Lei do Feminicídio (Lei 13.104, de 2015).

    Mobilização

    Em todo o mundo, a campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres  iniciada no dia 25 de novembro e vai até 10 de dezembro, quando se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, de acordo com a Procuradoria Especial da Mulher do Senado, a campanha ocorre desde 2003 e é chamada 16+5 Dias de Ativismo, pois incorporou o Dia da Consciência Negra.

    Para Regina Sousa, o debate não pode incluir somente as mulheres. É preciso conscientizar os homens e incluí-los na mobilização para mudar uma concepção construída ao longo de séculos. A discussão nas escolas, com orientações às crianças, também é essencial na visão da senadora.

    Fonte: Agência Senado

     
  • SNIEAB 9:14 on 05/12/2018 Permalink | Responder
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    DAB: Vídeo sobre a Campanha dos 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres 

    O Bispo Mauricio Andrade  – DAB, aderiu a Campanha dos 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres!!!

    Organização: Diocese Anglicana de Brasília



     
  • SNIEAB 11:32 on 03/12/2018 Permalink | Responder
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    GT Juventude lança consulta nacional aos jovens da IEAB!!! 


    O Grupo de Trabalho da Juventude lança consulta nacional aos jovens da IEAB. A consulta tem como objetivo ouvir os jovens de todas as comunidades, de todas as dioceses e do Distrito missionário.
    A consulta será disponibilizada via link de formulário do Google, com questões referentes a: quais ações, temas e atividades devem ser priorizadas no trabalho com a juventude nacional nos próximos quatro anos. Por isso, contamos com a participação de todas e todos.
    Todos os jovens anglicanos poderão participar desta consulta, solicitamos ampla participação e Divulgação!  A consulta estará disponível até o dia 31 de dezembro!


    ACESSE O FORMULÁRIO DE PESQUISA por meio deste link:

     
  • SNIEAB 10:54 on 30/11/2018 Permalink | Responder
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    ANGLICANOS SEM FRONTEIRAS NO CORAÇÃO DA AMAZÔNIA 

    Iuri Lima[1]

    Indé se pia pura[2]

    Ao pensar em Amazônia, muitos brasileiros não imaginam que exista no coração da maior floresta tropical do mundo, na confluência do Rio Negro com o Rio Solimões, uma grande metrópole que figura como a maior e mais populosa do norte, sendo a sétima cidade mais populosa do Brasil, e contando com o sétimo maior Produto Interno Bruto nacional por conta de sua Zona Franca que concentra um grande parque industrial. Manaus é uma cidade com grande riqueza concentrada nas mãos do empresariado nacional e estrangeiro conjugado com um cenário de grande desigualdade social que não favorece os nativos da região, condenando de modo veemente a invisibilidade e a indigência sua população indígena e cabocla amazônica. A título de informação, Manaus é a capital com maior diversidade indígena urbana do Brasil, são 34 etnias, vivendo em 51 bairros da cidade, que falam 19 línguas, segundo o levantamento feito em 2015 pela Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (COPIME).


    É neste chão amazonense sagrado e sofredor que faz parte do território da Diocese Anglicana da Amazônia, que até então concentrava sua presença e ação pastoral no vizinho estado do Pará, que ocorreu a primeira visita pastoral da Bispa Marinez Bassotto junto com o Deão da Catedral Santa Maria, Reverendo Cláudio Miranda, nos dias 23 e 24 de novembro, na cidade de Manaus, com o intuito de animar e reativar a presença missionária anglicana na região e dialogar com a realidade indígena, através de suas organizações sociais. Toda a visita ocorreu num clima de amor serviço que foi ao encontro dos mais vulneráveis. Na manhã do dia 23, a convite do professor Iuri Lima, docente de Ensino Religioso, como parte do projeto de diálogo inter confessional, ocorreu no auditório do Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, uma palestra proferida pela Bispa Marinez, a um público de mais de 200 estudantes, onde se refletiu sobre o Ethos Anglicano e a Diversidade Religiosa no contexto Amazônico. Em seguida, foi visitado o primeiro centro de medicina indígena do Brasil, “Bahserikowi’i”, que é organizado por indígenas do Alto Rio Negro; na oportunidade se conheceu o regime de economia solidária que esta instituição desenvolve junto aos povos indígenas da região, de modo especial com as mulheres indígenas do Alto Rio Negro, além de se dialogar com o Kumú (especialista em medicina indígena), Sr. Ovídio Tukano.


    No período da tarde deste mesmo dia, a expressão do teólogo espanhol José Antonio Pagola que enunciava que o Deus anunciado por Jesus Cristo é o “Deus dos que não têm nada” ressoou com uma grande concretude nas visitas a periferia manauara nas residências das mulheres indígenas associadas da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (AMARN). Acompanhados pelo Prof. Gilson Dias e pelas coordenadoras da AMARN, a Sra. Madalena Tukano e Joana Desano, a Bispa Marinez junto com o Reverendo Cláudio visitaram algumas famílias chefiada por mulheres indígenas, cujo principal fonte de sustento é o artesanato. Foram momentos de escuta afetiva que passavam desde os dramas pessoais até relatos de violência contra mulher. Houve inclusive uma pequena aula de tecer cestaria de palha dada a bispa por uma associada. Mas, também houveram momentos de muita emoção, como numa casa a beira de um esgoto a céu aberto habitada somente por mulheres tukano, em que a dona de casa e artesã Sra. Juscelinda Tukano, relatou os dramas e desafios de chefiar uma família que vivia unicamente pela Providência Divina e por sua luta diária no trabalho com o artesanato.  O dia finalizou com uma cena muito forte e evangélica, a pedido da Sra. Madalena, a comitiva foi visitar seu pai que se encontra muito doente por problemas cardíacos e que recentemente chegou do Alto Rio Negro, ele por muitos anos foi o kumú que cuidava da saúde espiritual de sua comunidade, e recebeu com muito carinho a oração em favor de sua saúde proferida pela Bispa Marinez, um encontro entre dois curadores de vida tal como o ministério de Jesus que tratava a vida como esse “mínimo que é o máximo dom de Deus”, como gostava de proferir Dom Oscar Romero em suas homílias.


    A última parte da visita pastoral ocorreu na manhã do dia seguinte na sede administrativa da Associação de Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro, por sinal esta entidade tem mais de 32 anos de caminhada e foi a primeira do pais a lutar pelos direitos das mulheres indígenas. Foi um momento aberto que contou com a presença das associadas e da comunidade, regado pela língua tukana e pela língua portuguesa, seja nas brincadeiras e cantos entoados pelos curumins (crianças) ou nos momentos de terna escuta respeitosa, que transparecia a missiva evocada na carta pastoral do último Concilio Diocesano em Belém ocorrido em agosto que aconselhava “…acolher a diversidade expressa nos muitos jeitos e muitas faces deste Cristo no qual cremos…”. Num primeiro momento, houve o depoimento de uma das fundadoras da AMARN, Sra. Deolinda Desano, que partilhou um pouco dos anos de luta e defesa das mulheres indígenas sublinhando que a associação é um porto seguro para muitas delas se encontrarem e fortalecerem sua cultura. Sendo seguida pelas falas da coordenação da entidade que pontuou os trabalhos na área da economia solidária através da confecção de artesanato e na educação de crianças indígenas na língua tukana. Somado a isso, por parte dos visitantes, o Reverendo Cláudio Miranda, expos o histórico de tentativas de implantação de uma comunidade anglicana e que isto se liga a uma opção preferencial pelos mais pobres, de modo especial pelos povos originários da Amazônia, enfatizando que “Deus é insistente, e Ele espera uma resposta…”, uma resposta afetiva e efetiva de apoio a resistência dos povos desta região. Por fim, a Bispa Marinez Bassotto, finalizou este momento de diálogo, dando uma acentuação especial na importância de fazer da Igreja ser um lugar em que se viva relações horizontais, recordando as visitas as casas em que as lideranças são das mulheres e sua valiosa contribuição na preservação de sua família e de sua cultura. A Bispa Marinez arrematou que “agora é o Kairós, é o tempo propício de recomeço da Igreja Anglicana aqui… Uma proclamação de inclusão e de respeito…”, se colocando desse modo para somar a outras iniciativas tanto da associação quanto de pessoas que seja de outras igrejas num testemunho cristão de respeito e partilha nessa região.


    Por fim, ocorreu um gesto simbólico muito forte e significativo, entoado por um hino cristológico em tukano, são CONSAGRADOS PELO POVO E PARA O POVO! A Bispa Marinez Bassotto e Reverendo Claudio recebem das mãos do povo indígena o sinal da autoridade do serviço: a estola. Uma “nova unção” Diaconal, Presbiteral e Episcopal. A tamanha ternura desse gesto somente enfatiza a vocação missionária e a disposição de colocar no coração da oração de toda a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, esta humilde presença anglicana que ressoa como mensagem que Deus nos ama sem fronteiras e nos envia a sermos testemunhas de que um outro mundo é possível bem no coração da Amazônia.




    [1] Cristão Leigo Anglicano e Docente da SEDUC-AM.

    [2] Ditado na Lingua Nheengatú da Etnia Desano do Alto Rio Negro cuja tradução significa “Você vem e já estar dentro de meu coração”. Estas palavras foram proferidas como boas vindas a Bispa Marinez Bassotto e ao Reverendo Cláudio Miranda por alunos de escola pública de Manaus.

     
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