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  • SNIEAB 9:33 on 21/12/2017 Permalink | Responder
    Tags: Clérigas, ieab, , Postulantes   

    Carta das Clérigas e Postulantes da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil 

    Porto Alegre, 12 de dezembro de 2017.

    Retiro de Clérigas e Postulantes da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB).

    À Câmara dos Bispos da IEAB

    Ao Conselho Executivo da IEAB

    Ao Clero da IEAB

    Ao Povo da IEAB

    “Eu lhes asseguro que onde quer que o evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado para que ninguém se esqueça dela.” Mc 14: 9

    Saudações em Cristo!

    Nós, mulheres ordenadas e postulantes às Sagradas Ordens da IEAB, reunidas em Retiro, nos dias 11 e 12 de dezembro de 2017, nas dependências do Seminário Teológico Egmont Machado Krischke – SETEK, em Porto Alegre/Rio Grande do Sul, com o objetivo de partilhar e compartilhar nossas vidas e ministérios na perspectiva da oração, em benefício mútuo e em prol do Reino de Deus e da IEAB, igreja à qual servimos e amamos, vimos, por meio deste documento, declarar que as muitas histórias e experiências de vidas partilhadas evidenciaram que as reverendas têm exercido seus ministérios com muita eficácia e total dedicação. Essa ação tem ocorrido nas bases, nas esferas do serviço, mas com pouca presença nos espaços decisórios da Igreja, o que tem contribuído para uma situação de violação da equidade de gênero na IEAB.

    Diante dessa realidade, entendemos ser necessário e urgente fazer à IEAB as seguintes recomendações:

    1. Equidade de gênero nas composições das representações: que as comissões da Igreja sejam formadas de maneira equânime – 50% sexo masculino e 50% sexo feminino – e que essa recomendação seja submetida ao Sínodo que ocorrerá em Brasília, de 30 de maio a 03 de junho de 2018;

    2. Publicidade nas decisões: que na agenda provincial, os critérios de escolha e indicações para representações da igreja, em eventos nacionais e internacionais, sejam sempre públicos e disponibilizados no http://sn.ieab.org.br, com base nos critérios de visibilidade e transparência que devem reger os atos da IEAB;

    3. Formação: que seja implementado/adotado um programa de formação continuada que possibilite ao clero da igreja, de modo equânime, o acesso a cursos de extensão, acadêmicos ou não, e pós-graduação lato e stricto sensu, que sirvam como ferramenta para atualização do conhecimento e aperfeiçoamento da prática ministerial.

    4. Maior participação de lideranças femininas: que ocorra maior valorização das capacidades e potencialidades ministeriais e acadêmicas das mulheres clérigas, postulantes e leigas; que elas também tenham a oportunidade de realizar intercâmbios, sejam convidadas para proferir sermões, ministrar cursos, atuar como assessoras em eventos na igreja, realizar partilhas, enfim, atuar de modo a edificar a igreja e serem por ela edificadas;

    5. Saúde: que haja maior apoio às reverendas tanto na dimensão emocional-pastoral quanto médica e que as possíveis debilidades – comum a homens e mulheres e decorrentes do dia a dia pastoral – não lhes sejam imputadas como fragilidade ou fraqueza. Entendemos ser necessário cuidar de quem cuida a fim de que a igreja se mantenha, também, sadia;

    6. Enfrentamento à misoginia: que não seja admitido, em hipótese alguma, que a vida íntima de nossas irmãs reverendas e leigas sejam questionadas e expostas, sobretudo, quando tal atitude for uma clara tentativa de descredenciá-las e desqualifica-las para impedi-las de ocupar qualquer cargo na estrutura orgânica da IEAB, sob pena de nos manifestarmos pública e juridicamente contra tais fatos, que afetam diretamente a nossa dignidade enquanto mulheres;

    7. Atenção à agenda Feminista: que A IEAB não se cale, mas exerça profeticamente o anuncio de um novo tempo a partir da denúncia da perda de direito das mulheres em nossa sociedade, principalmente no que tange à violência de gênero que, de muitos modos, mata mulheres e meninas, e desrespeita sistematicamente seus corpos e suas almas, a exemplo do que ocorreu com a aprovação do texto principal do Projeto de Emenda Constitucional – PEC 181, clara violação dos direitos humanos e perda de direitos uma vez que a lei em vigência no Brasil permite o aborto legal em caso de estupro, de risco de morte da gestante e no caso de gravidez de feto anencéfalo. Assim, importa-nos que a IEAB assuma o aprofundamento das discussões de Gênero, por entendermos ser uma questão estruturante para a desconstrução dessas culturas.

    8. Enfrentamento à violência de gênero contra as mulheres: que a Casa Noeli dos Santos, único equipamento de nossa IEAB, da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres em todo o Brasil, seja apoiada de forma mais efetiva – tanto pastoral quanto financeiramente – pela IEAB e que suas ações sejam amplamente divulgadas para que possam seguir sendo exemplos de nosso compromisso com o Evangelho de Jesus Cristo, que promove vida plena a todas as pessoas.

    Certas de que seremos ouvidas pela igreja da qual somos parte, e à qual dedicamos nossas vidas e onde exercemos nossos ministérios, aguardaremos e acompanharemos os passos da IEAB na busca urgente de caminhos que viabilizem os pleitos aqui apresentados.

    Que a Ruah Divina sopre sobre a Igreja os ventos de justiça, paz, justiça e misericórdia e nos sustente em nossas lidas cotidianas.

    Em Cristo!

    Revd. Carmem Etel Alves Gomes

    Revd. Dilce Regina Paiva de Oliveira

    Revd. Meriglei Borges Simin

    Revd. Marinez Santos Bassotto

    Revd. Magda Cristina Guedes Pereira

    Revd. Inamar Corrêa de Souza

    Revd. Lílian Pereira da Costa Linhares

    Revd. Lucia Borges

    Revd. Lilian Conceição da Silva Pessoa de Lira

    Revd. Lucia Dal Pont Sirtoli

    Revd. Tatiana Ribeiro

    Revd. Selma Rosa

    Revd. Marinez Oliveira

    Revd. Elaine Nascimento

    Revd. Elineide Ferreira Oliveira

    Revd. Claudia Prates

    Revd. Maytee de La Paz

    Revd. Bianca Daebs

    Post. Volnice Almeida

    Post. Carmen Suzana Gonçalves Bayon

    Nivia Ivette Núñez de la Paz – teóloga

    PARA DOWNLOAD: Carta Clérigas e Postulantes IEAB

     
  • SNIEAB 8:52 on 12/12/2017 Permalink | Responder
    Tags: Câmara Episcopal, ieab,   

    Nota de Repúdio da Câmara Episcopal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil contra a violência policial dirigida às Universidades 

    Santa Maria, 11 de Dezembro de  2017

    E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre. Isaías 32:17

    Uma das instituições que tem sido alvo de um perigoso processo de intimidação na conjuntura brasileira deste governo ilegítimo é a Universidade.

    Por um lado se percebe a sistemática construção de um desmonte orçamentário que compromete indubitavelmente a execução orçamentária de programas de pesquisa e, inclusive a manutenção de serviços básicos nas instituições de ensino superior.

    Além disso, tem sido visível a remoção por critérios políticos de quadros dirigentes que se opõem a este desmonte, em um processo que só encontra similaridade com idênticos processos utilizados no período da ditadura militar.

    Por último, o próprio poder judiciário e a Polícia Federal, sob a justificativa de combate à corrupção, promove espetáculos cinematográficos de condução coercitiva de dirigentes de Universidade sem nenhuma justificativa plausível, em meio a processos investigatórios correndo dentro de uma absoluta normalidade processual.

    Este último episódio ocorrido com dirigentes da UFMG nos preocupa porque há pouco tempo tivemos o cometimento de suicídio de reitor de uma universidade no estado de Santa Catarina devido ao abuso de autoridade cometido pela Polícia Federal em situação de investigação e sem a devida formação de culpa comprovada contra o acusado.

    Nos preocupa a sistemática adoção de práticas que ferem o Estado democrático de Direito que redundam em coerção e quebra do princípio da autonomia das Universidades, que se aplicadas indiscriminadamente criam o precedente para que outras instituições venham ser alvo de de perseguição dos aparelhos investigativos do Estado.

    Pautamos nosso protesto pela defesa dos princípios da racionalidade, impessoalidade, ampla defesa e estrita obediência à garantia da integridade física e psicológica de todas as pessoas, inclusive aquelas que sejam alvos de investigação sem que a formação da culpa esteja materialmente e legalmente concluída.

    O Estado de Direito pressupõe instituições sólidas, livres e onde a justiça seja praticada e aplicada com o predomínio da objetividade, clareza e materialidade. Quando a justiça depender mais de performance midiática de seus agentes estamos toda a sociedade em sério risco.


    Dom Francisco de Assis da Silva, Diocese Sul Ocidental – Primaz da IEAB

    Dom Naudal Alves Gomes, Diocese de Curitiba

    Dom Mauricio Andrade, Diocese de Brasília

    Dom João Câncio Peixoto, Diocese do Recife

    Dom Eduardo Grillo, Diocese do Rio de Janeiro

    Dom Clovis Erly Rodrigues, Emérito

    Dom Almir dos Santos, Emérito

    Dom Celso Franco, Emérito

    Dom Jubal Pereira Neves, Emérito

    Dom Orlando Santos, Emérito

    Dom Filadelfo Oliveira Neto, Emérito

    Dom Saulo Barros, Emérito

     
  • SNIEAB 17:13 on 24/11/2017 Permalink | Responder
    Tags: ieab, Missão Ecumênica   

    Missão Ecumênica 2017: Marabá e Redenção 

    Representei a IEAB e a Comissão de Incidências Públicas na Missão Ecumênica em Marabá e em Redenção, sul do Pará, entre os dias oito e onze de novembro deste ano. Havia participado da primeira delas que aconteceu em dois mil e quinze, no cone sul matogrossense, nas cidades de Campo Grande e Dourados, em solidariedade ao Povo Guarani Kaiowá e ao CIMI (Conselho Indigenista Missionário) que era alvo de uma CPI estadual.

    A Comissão Pastoral da Terra (CPT) entendeu ser necessária também a solidariedade ecumênica aos acampados e assentados da região sul do Pará que enfrentam uma série de mandados de reintegrações de posse, e cujas vidas estão à mercê de pistoleiros e de policiais.

    É uma das regiões mais violentas do país. Ali ocorreram chacinas como as de Eldorado dos Carajás e Pau D’Arco que vitimaram muitos trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra.

    A Missão Ecumênica organizada pelo Fórum Ecumênico Brasil, Processo de Articulação e Diálogo Internacional, CEBI CESE, CONIC, KOINONIA, CPT, Comitê Brasileiro de Defensores e Defensoras de DH, Diocese de Marabá, Diocese de Conceição do Araguaia contou com a presença de representantes das Igrejas Presbiteriana Unida, Aliança Batista, Luterana, Católica Roma e Anglicana. Também houve representatividade das religiões de Matriz Africana, na pessoa de um Ogam (sacerdote) de Candomblé.

    Na manhã do dia oito de novembro nos reunimos na casa de encontros da Diocese Católica Romana de Marabá para uma celebração de abertura.  Os quatro elementos da natureza (a terra, a água, o fogo e o ar), o indígena, o negro, o camponês sem terra, a Bíblia, a resistência e a solidariedade deram vazão a uma rica liturgia motivadora e comprometedora… Na sequência todos e todas se apresentaram dizendo o nome, a organização, o movimento, a pastoral ou a igreja que estava representando. Militantes da CPT, do MST e de outras organizações que atuam na região contextualizaram a realidade local onde predomina a concentração de terras, a grilagem, a extração mineral em grande escala, a exploração da mão-de-obra, uma considerável presença de acampados e assentados, algumas  aldeias indígenas, pistolagem, policiais a serviço dos poderosos, chacinas, assassinatos de lideranças camponesas, ameaças de morte e muita impunidade…

    Após o almoço nos deslocamos de Marabá para Redenção. Foram seis ou sete horas de viagem em um micro-ônibus. Fomos diretamente para a Câmara Municipal onde aconteceria um ato político/religioso com a presença dos missionários ecumênicos, o Bispo Católico Romano de Conceição do Araguaia, padres e leigos ligados à CPT, outras organizações e movimentos, parentes das vítimas de Pau D’Arco e outras pessoas que fazem parte da Igreja Católica local.

    Na manhã do dia nove de novembro um novo deslocamento agora para o Acampamento Jane Júlia da Liga Camponesa dos Pobres, onde ocorreu a chacina de Pau D’Arco.

    Durante o trajeto uma parada na “Curva do S”, junto ao monumento dos sem terra que tombaram em Eldorado dos Carajás.

    Uma sobrevivente do massacre, militante do MST, fez um breve relato do que aconteceu naquele fatídico dia em que dezenove camponeses sem terra foram assassinados por policiais militares. A comoção se fez presente quando o nome de cada uma das vitimas ia sendo lembrado.

    Em Pau D’Arco fomos acolhidos sob uma cobertura de folhas de buriti por famílias acampadas no local. São quase trezentas famílias que ocupam uma extensa área que já poderia ter sido negociada pelo INCRA, antes mesmo da chacina. Os acampados falaram da dura realidade que enfrentam no dia-a-dia: o medo de novos assassinatos, a impunidade dos assassinos, a insegurança por causa da reintegração de posse em andamento… Porém, expressaram o quanto são resistentes na luta por um pedaço de chão.

    O momento marcante da visita foi junto ao local onde aconteceu a chacina. Um lugar de difícil acesso, em meio a um matagal. Um dos sobreviventes fez um relato do que aconteceu naquele dia. “Nós estávamos em uma área que entendíamos segura. Chovia bastante, vários homens e uma única mulher, a Jane Julia. Estávamos sob a proteção de uma lona preta. Eis que de repetente um grupo de policiais militares e civis de Redenção se aproximou e começou a atirar com armas de grosso calibre. Alguns conseguiram escapar porque perceberam o perigo e correram para o mato. De longe ouvíamos os tiros e os gritos das pessoas que eram executadas. Também ouvíamos os policiais que gritavam muito e xingavam os sem terra”.

    Perfurações de balas nas cabeças e em órgãos vitais provaram que foram execuções à queima roupa. Tais provas só foram possíveis porque coube à Polícia Federal periciar os corpos, examinar o local e levar adiante as investigações.

    Sob algumas árvores, onde estavam os acampados, um par de botinas, um farolete quebrado, restos de roupas, escovas de dente e outros pertences das vítimas…

    Novamente a comoção tomou conta de todos e de todas, e não poderia ser diferente, haja vista a violência desmedida contra os pobres camponeses sem terra.

    Durante a tarde uma audiência na Defensoria Pública do Estado do Pará com dois jovens defensores públicos que acompanham o caso de Pau D’Arco.  Foram eles que intermediaram a vinda de um delegado e equipe especializada da Polícia Federal.

    Por solicitação da Defensoria os policiais envolvidos na chacina foram transferidos para Belém, e dos dezessete acusados, quinze continuam presos e devem ir a júri popular. “É preciso, disseram os Defensores, chegar aos mandantes. Não é tarefa das mais fáceis”.

    Manifestaram certa preocupação quanto à celeridade das investigações, dos julgamentos e das condenações dos réus. Poucos Defensores e uma demanda enorme de questões. Retirada da equipe da Polícia Federal por ordens superiores. Demora na tramitação dos processos.

    Bem de manhã, no dia dez, tomamos o caminho de volta a Marabá. Como era previsto, passamos pelo Acampamento Hugo Chávez, do MST.

    Mais de trezentas famílias ocupam desde dois mil e quatorze uma extensa área de terra que no passado havia sido um imenso castanhal. Sendo de domínio público foi concedido o direito de exploração comercial a um poderoso latifundiário da região. Em não havendo titulação da terra, apenas concessão de exploração, a mesma não poderia ser comercializada (vendida a outras pessoas). O castanhal desapareceu, e a área acabou sendo sucessivamente vendida a vários latifundiários.

    O Acampamento está bem estruturado. Escola fundamental do campo, galpões, horta comunitária e uma produção diferenciada de alimentos orgânicos como o arroz, o feijão, o milho, a mandioca, a abóbora, o açaí…

    Fomos acolhidos em um dos galpões por crianças, adolescentes, jovens, adultos e pessoas já em idade avançada. Como é de praxe em acampamentos do MST, uma mística bem elaborada deu conteúdo àquele momento tão importante de solidariedade e de comprometimento com a luta pela terra.

    O hino do MST, o “grito de guerra” dos sem terrinha e dos sem terra, os relatos dos acampados e as manifestações de solidariedade dos visitantes de lugares tão distantes e diversos ecoaram como um sinal de resistência e de esperança frente ao mandado de reintegração de posse. Ocupar, resistir e produzir…

    O almoço preparado com produtos orgânicos produzidos pelos próprios acampados foi servido lá pelas quatorze horas, e em seguida rumamos para Marabá.

    À noite, antes do jantar de confraternização dos que compuseram a Missão Ecumênica e membros da CPT local, uma avaliação das nossas muitas atividades nestes dias de Missão. O que vimos e o que ouvimos dos acampados e assentados, os encaminhamentos que precisam ser feitos para que a Missão produza algum resultado benéfico para a luta dessa gente que anseia por um pedaço de chão.

    À CPT do Pará, lideranças religiosas próximas e defensores dos Direitos Humanos coube a responsabilidade de acompanhamento das questões que dizem respeito às reintegrações de posse, as ameaças de morte que pesam sobre camponeses (as), Advogados e outras pessoas e sobre as investigações da chacina do Pau D’Arco.

    À CESE, ao CONIC, KOINONIA e outras organizações da Missão Ecumênica o encaminhamento de denúncias junto às organizações internacionais que são solidárias para com a luta dos camponeses(as) sem terra do Brasil.

    Quanto a nós, IEAB, que a nossa solidariedade para com os que lutam por um pedaço de chão, por soberania alimentar, por dignidade, justiça e paz se intensifique ainda mais.  Que informemos às Igrejas que fazem parte da Comunhão Anglicana, particularmente aquelas com as quais mantemos uma maior aproximação, a triste realidade fundiária brasileira que favorece a concentração de terras nas mãos de umas poucas famílias e de grupos econômicos nacionais e internacionais.

    Em Cristo,

    Rev. Luiz Carlos Gabas

    Cascavel, novembro de 2017.

     
  • SNIEAB 11:08 on 27/09/2017 Permalink | Responder
    Tags: , , ieab   

    Primavera para a Vida 2017 

    “Quero ver o direito brotar como fonte, e correr a justiça qual riacho que não seca”. – Am 5, 24

    “O poder público e as empresas estão trabalhando para mandar essa riqueza para fora do país. E para a gente, nada. Para a gente só fica a tragédia”. (Douglas Krenak-liderança Krenak- aldeia indígena, onde o Rio Doce foi também atingido pela lama da Samarco)

    Queridas irmãs e irmãos!

    Com a chegada da Primavera, a CESE renova o seu compromisso ecumênico como serviço das igrejas de apoio à luta por direitos no Brasil. No próximo dia 30 de setembro, estará lançando sua Campanha Primavera para a Vida 2017 com o tema: “Mineração Aqui Não: O clamor dos povos e da terra ferida”. Com este tema queremos trazer a discussão do modelo mineral no Brasil, e como ele produz injustiças sociais e ambientais.

    Preparamos um material que irá ajudar a refletir sobre o tema:

    1) Carta explicativa sobre a escolha do tema  – para download: Sobre a escolha do tema

    2) O material com reflexões que poderão ser utilizados nos estudos bíblicos e encontros das igrejas - para download:  Vida Bíblia e Mineração e O ouro dessa terra é bom

    3) Lista de vídeos – para download: Sugestões de videos

    4) Proposta de liturgia – para download: Liturgia – versão final

    5)  Vídeo: Pai Nosso dos Mártires – assista aqui

    Esperamos que vocês se animem a refletir sobre este tema na sua igreja, no seu grupo e que a primavera seja propícia para reafirmar o nosso compromisso com a nossa oikoumene!


    Sônia Mota

    Diretora Executiva – CESE

     
  • SNIEAB 15:39 on 18/07/2017 Permalink | Responder
    Tags: ieab, ,   

    Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher – UNCSW 

    Leia o relato de Odete Liber, Assessora de Projetos do SADD que representou a IEAB no UNCSW – Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher, neste ano em Nova York:

    Tive a honra de representar a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil na Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher (UNCSW – ww.uncsw.org), nos dias 09 a 24 de março, na cidade de Nova York. Nesse evento, foram ao todo 20 mulheres anglicanas de vários paises que se somaram a milhares de outras mulheres que lá estavam na UNCSW.  Nós, irmãs anglicanas, nos reunimos para compartilhamos experiências do que acontece com as mulheres em seus respectivos países. No evento havia muitas outras mulheres com quais, em alguns momentos, nos somamos (eventos paralelos) para sermos impactadas pelos testemunhos e relatos de experiências e fé de muitas mulheres. O evento principal da CSW foi sobre o “empoderamento econômico das mulheres no mundo do trabalho em mudança”, além dos eventos paralelos que abordaram temas como a justiça de gênero, através de vários olhares, focos: tráfico humano, direitos indígenas, violência baseada no gênero, crises humanitárias, iniciativas locais, imigração e impacto ambiental, etc.

    Os dias foram permeados por reuniões, palestras, painéis, grupos para discussão e feedback, celebração/culto, e outras atividades, além de alguns momentos de lazer e cultura. Fomos chamad@s a deliciar-nos na continuação desse trabalho e missão e convida@s a refletir:  1- O que a capacitação econômica e o empoderamento econômico das mulheres parece comigo, com a igreja da qual venho?  2- O que o empoderamento econômico das mulheres tem a ver com a igreja hoje? Isso é importante? Como a igreja vê o empoderamento da mulher? 3- Como igreja, podemos re-imaginar o modelo de empoderamento econômico de uma forma que dest aque direitos e igualdade para todo o povo de Deus? 4- Como partilharmos e abraçarmos a voz profética, um modelo em que possamos viver nossos votos batismais?  5- Se levarmos seriamente a nossa aliança de respeitar a dignidade de cada ser humano, como colocaremos em prática os direitos de nossas irmãs e irmãos em toda parte? 6- Como nos afastamos do ‘status quo’ contemporâneo para uma economia baseada nos direitos e na dignidade?  Tais perguntas tentei responder e também as trago para a IEAB.  Eis o desafio: o que iremos fazer? Com certeza como igreja teremos muito a fazer aqui no Brasil. E que no próximo ano, nossa IEAB, nesse mesmo evento, possa relatar muitas vitórias, apesar dos inóspitos caminhos que ainda devemos trilhar.

    Side by Side: Lado a Lado

    No dia 17 de março aconteceu a atividade de lançamento formal do Side By Side durante a reunião do UNCSW. Vale citar que o movimento global que já tem dois anos de existência, formado por  pessoas de fé que desejam ver a justiça de gênero se tornar uma realidade em todo o mundo.

    A Revda. Terrie Robinson apresentou o movimento, citou que este está presente no Brasil, Zimbábue, Colômbia, Ruanda, Burundi, Escócia, Quênia e Etiópia. Em seguida, falaram os quatro painelistas: Javier M. Acostas (Father and Director of the Social Pastoral Secretariat of the Colombiam Bishops Conference –SEPAS- in the Diocese  of Montelibano, Córdoba);  Maggie Sandilands (Tearfund); Walter Vengesai (Acting Director od Padare; a men’s gender forum based  in Zimbabwe) e Kikala Isobel Thomas (Mother’s Union Community Development Coordinator an Savings whit Education Program Coordinator for the Anglican Diocese of Angola). Kikala disse que é uma sobrevivente e agora luta por outras pessoas. Walter Vengesai  enfatizou a importância de trabalhar com homens e meninos, pois em seu país cresce o índice de casamentos de homens com meninas, e é preciso parar com isto. Sarah Roure (Brasil), Charles Opoyo (Quênia) e Fiona Buchanan (Escócia) relataram como, em seus respectivos países, líderes religiosos e organizações religiosas estavam trabalhando-  em conjunto para aumentar a capacidade e melhorar a defesa da justiça de gênero. Karri Whipple (Associação Mundial para a Comunicação Cristã – WACC), falou sobre o pedido de ação da organização para acabar com o sexismo dos meios de comunicação até 2020, bem como o WACC pode interagir com o movimento Side by Side.

    Tod@s @s participantes foram convidados a refletir sobre o que precisa acontecer em cada contexto em particular para mais líderes religiosos se tornem defensores da justiça de gênero. Com todas as falas, pode-se dizer que é preciso empoderar a mulher, lutar para que existam espaços de igualdade de fato. A mulher precisa estudar, o homem precisa participar de momentos de fala sobre gênero, justiça e equidade, fazer estudos bíblicos voltados para a valorização da mulher, com uma hermenêutica ‘da’ e ‘para’ a mulher. Mais uma vez, nós como igreja IEAB e SADD participando ativamente e vislumbrando um mundo onde todos: mulheres e homens, meninos e meninas são valorizados igualmente.


     
  • SNIEAB 14:22 on 23/05/2017 Permalink | Responder
    Tags: ieab, , SOUC2017   

    SOUC 2017 

    A busca da unidade ao longo de todo o ano
    Promovida mundialmente pelo Conselho Pontífice para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.

    No hemisfério norte, o período tradicional para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) é de 18 a 25 de janeiro. Essas datas foram propostas em 1908, por Paul Watson, pois cobriam o tempo entre as festas de São Pedro e São Paulo, e tinham, portanto, um significado simbólico.
    No hemisfério Sul, por sua vez, as Igrejas geralmente celebram a Semana de Oração no período de Pentecostes (como foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem, em 1926), que também é um momento simbólico para a unidade da Igreja. No Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) lidera e coordena as iniciativas para a celebração da Semana em diversos estados.
    Levando em conta essa flexibilidade no que diz respeito à data, estimulamos a todos os cristãos, ao longo do ano, a expressar o grau de comunhão que as Igrejas já atingiram e a orar juntos por uma unidade cada vez mais plena, que é desejo do próprio Cristo. (Jo 17:21)

    Semana de Oração (SOUC), edição 2017

    cartaz souc 2017 dest pequeno

    Tem início, no dia 28 de maio, a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC). Com o tema “Reconciliação: é o amor de Cristo que nos move – Celebração do 500° Aniversário da Reforma”, a ideia da SOUC para este ano é conclamar cristãos e cristãs, de todas as denominações, à unidade.


    Brasil e Alemanha unidos na produção dos Cadernos
    O material da SOUC foi preparado pela Comissão Ecumênica Alemã, país considerado um dos berços da Reforma. A Comissão Ecumênica Alemã definiu dois destaques para a SOUC: 1) deveria haver uma celebração do amor e da graça de Deus, a “justificação da humanidade somente pela graça”, refletindo a ideia principal das Igrejas marcadas pela Reforma. 2) deveria ser reconhecida a dor das subsequentes e profundas divisões que afligiram a Igreja, assumindo abertamente as culpas e ofertando oportunidades para dar passos na direção da reconciliação. Depois, no Brasil, quem adaptou o material foi o regional do CONIC no Rio Grande do Sul.
    Oferta da Semana de Oração
    A oferta da SOUC simboliza o comprometimento das pessoas com o ecumenismo. É uma forma concreta de mostrar que acreditamos realmente na unidade dos cristãos (João 17:21). Os frutos das ofertas doadas ao longo da Semana são distribuídos, anualmente, da seguinte maneira: 40% para a representação regional do CONIC (onde houver), que é destinado a subsidiar reuniões e atividades ecumênicas locais, e 60% para o CONIC Nacional, para projetos de maior alcance.
    Vale lembrar que a oferta faz parte da celebração, logo, reserve um momento da liturgia para realizá-la. É um momento de gratidão pelas coisas boas que recebemos de Deus. Ofertas também poderão ser recolhidas nos encontros temáticos, durante a Semana.
    Conta para depósito da coleta:

    Banco Bradesco
    Agência: 0606-8
    Conta Poupança: 112.888-4

    Sempre que possível, faça depósito identificado: CNPJ: 00.721.266/0001-23.

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    Semana de Oração, edição 2013:
     
  • SNIEAB 11:28 on 16/05/2017 Permalink | Responder
    Tags: Diocese de Pelotas, ieab, Revda. Dilce   

    CONVITE 

     
  • SNIEAB 15:26 on 26/04/2017 Permalink | Responder
    Tags: , Dom Saulo, , ieab   

    Processo de Eleição Episcopal – DAA 

    Belém-PA, 20 de abril de 2017.
    Aos irmãos da IEAB:
    Bispos, Reverendas e Reverendos, Ministras Leigas e Leigos
    Ao povo em Comunhão,
    A Paz e o Bem de nosso Deus!

    Como é do conhecimento da IEAB, nosso Bispo Saulo Maurício de Barros solicitou resignação e foi concedida pela Câmara Episcopal e iniciamos o processo de Eleição para Bispa ou Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia. Assim, durante o 11o Concílio Diocesano fora criado o Grupo de Trabalho, constituído pelo Conselho Diocesano e mais seis pessoas presentes no Concílio. Essa equipe reuniu-se recentemente para a elaboração do documento, em anexo, que norteará o processo.

    Com a ajuda de Deus, Luz que ilumina a caminhada pastoral da nossa Diocese, contamos com a participação de vocês com orações e, ao mesmo tempo, com a divulgação desse documento a toda Província, de modo oferecer a oportunidade aos chamados ao ministério episcopal de apresentarem seus currículos, ou mesmo às comunidades de fazerem sugestões de possíveis candidatos. Também estamos abertos a sua colaboração através de sugestões, ideias e proposições, pois somos a Diocese caçula da Província brasileira, sendo esse processo uma etapa desafiadora para a nossa caminhada.

    Enfim, nesse Tempo Pascal que se inicia, serão cinquenta dias em que a Igreja fará memória atualizante do Cristo Ressuscitado em meio às incertezas do mundo: a vida persiste e a morte é vencida pela fé, pela esperança e pelo amor. Como o “discípulo amado” (cf João 20:8): ver e crer é uma tarefa constante em nossa vida de discipulado; é Testemunhar com alegria o que nos é ensinado por nossa Tradição. A Igreja caminha porque crê e crendo anuncia a verdade do Evangelho de Jesus Cristo.

    Ver e Crer, como “discípulas e discípulos amados de nosso Senhor Jesus Cristo”, nos torna aptos e corajosos para anunciar com amor, em terras amazônidas, a mensagem libertadora do Reino de Deus.

    Feliz e abençoado Tempo Pascal!
    Abraço fraterno,

    Revdo. Claudio Corrêa de Miranda – Presidente do Conselho Diocesano

    Revdo. Sérgio Augusto Santos da Silva – Secretário do Conselho Diocesano
     
  • SNIEAB 13:26 on 18/04/2017 Permalink | Responder
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    66º Concílio da Diocese Sul-Ocidental 

     
  • SNIEAB 13:18 on 18/04/2017 Permalink | Responder
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    125º Concílio da Diocese Meridional 

    Programação para download disponível abaixo:

    Programacao do 125 Concílio DM.

     
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