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  • SNIEAB 11:08 on 27/09/2017 Permalink | Responder
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    Primavera para a Vida 2017 

    “Quero ver o direito brotar como fonte, e correr a justiça qual riacho que não seca”. – Am 5, 24

    “O poder público e as empresas estão trabalhando para mandar essa riqueza para fora do país. E para a gente, nada. Para a gente só fica a tragédia”. (Douglas Krenak-liderança Krenak- aldeia indígena, onde o Rio Doce foi também atingido pela lama da Samarco)

    Queridas irmãs e irmãos!

    Com a chegada da Primavera, a CESE renova o seu compromisso ecumênico como serviço das igrejas de apoio à luta por direitos no Brasil. No próximo dia 30 de setembro, estará lançando sua Campanha Primavera para a Vida 2017 com o tema: “Mineração Aqui Não: O clamor dos povos e da terra ferida”. Com este tema queremos trazer a discussão do modelo mineral no Brasil, e como ele produz injustiças sociais e ambientais.

    Preparamos um material que irá ajudar a refletir sobre o tema:

    1) Carta explicativa sobre a escolha do tema  – para download: Sobre a escolha do tema

    2) O material com reflexões que poderão ser utilizados nos estudos bíblicos e encontros das igrejas - para download:  Vida Bíblia e Mineração e O ouro dessa terra é bom

    3) Lista de vídeos – para download: Sugestões de videos

    4) Proposta de liturgia – para download: Liturgia – versão final

    5)  Vídeo: Pai Nosso dos Mártires – assista aqui

    Esperamos que vocês se animem a refletir sobre este tema na sua igreja, no seu grupo e que a primavera seja propícia para reafirmar o nosso compromisso com a nossa oikoumene!


    Sônia Mota

    Diretora Executiva – CESE

     
  • SNIEAB 15:39 on 18/07/2017 Permalink | Responder
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    Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher – UNCSW 

    Leia o relato de Odete Liber, Assessora de Projetos do SADD que representou a IEAB no UNCSW – Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher, neste ano em Nova York:

    Tive a honra de representar a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil na Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher (UNCSW – ww.uncsw.org), nos dias 09 a 24 de março, na cidade de Nova York. Nesse evento, foram ao todo 20 mulheres anglicanas de vários paises que se somaram a milhares de outras mulheres que lá estavam na UNCSW.  Nós, irmãs anglicanas, nos reunimos para compartilhamos experiências do que acontece com as mulheres em seus respectivos países. No evento havia muitas outras mulheres com quais, em alguns momentos, nos somamos (eventos paralelos) para sermos impactadas pelos testemunhos e relatos de experiências e fé de muitas mulheres. O evento principal da CSW foi sobre o “empoderamento econômico das mulheres no mundo do trabalho em mudança”, além dos eventos paralelos que abordaram temas como a justiça de gênero, através de vários olhares, focos: tráfico humano, direitos indígenas, violência baseada no gênero, crises humanitárias, iniciativas locais, imigração e impacto ambiental, etc.

    Os dias foram permeados por reuniões, palestras, painéis, grupos para discussão e feedback, celebração/culto, e outras atividades, além de alguns momentos de lazer e cultura. Fomos chamad@s a deliciar-nos na continuação desse trabalho e missão e convida@s a refletir:  1- O que a capacitação econômica e o empoderamento econômico das mulheres parece comigo, com a igreja da qual venho?  2- O que o empoderamento econômico das mulheres tem a ver com a igreja hoje? Isso é importante? Como a igreja vê o empoderamento da mulher? 3- Como igreja, podemos re-imaginar o modelo de empoderamento econômico de uma forma que dest aque direitos e igualdade para todo o povo de Deus? 4- Como partilharmos e abraçarmos a voz profética, um modelo em que possamos viver nossos votos batismais?  5- Se levarmos seriamente a nossa aliança de respeitar a dignidade de cada ser humano, como colocaremos em prática os direitos de nossas irmãs e irmãos em toda parte? 6- Como nos afastamos do ‘status quo’ contemporâneo para uma economia baseada nos direitos e na dignidade?  Tais perguntas tentei responder e também as trago para a IEAB.  Eis o desafio: o que iremos fazer? Com certeza como igreja teremos muito a fazer aqui no Brasil. E que no próximo ano, nossa IEAB, nesse mesmo evento, possa relatar muitas vitórias, apesar dos inóspitos caminhos que ainda devemos trilhar.

    Side by Side: Lado a Lado

    No dia 17 de março aconteceu a atividade de lançamento formal do Side By Side durante a reunião do UNCSW. Vale citar que o movimento global que já tem dois anos de existência, formado por  pessoas de fé que desejam ver a justiça de gênero se tornar uma realidade em todo o mundo.

    A Revda. Terrie Robinson apresentou o movimento, citou que este está presente no Brasil, Zimbábue, Colômbia, Ruanda, Burundi, Escócia, Quênia e Etiópia. Em seguida, falaram os quatro painelistas: Javier M. Acostas (Father and Director of the Social Pastoral Secretariat of the Colombiam Bishops Conference –SEPAS- in the Diocese  of Montelibano, Córdoba);  Maggie Sandilands (Tearfund); Walter Vengesai (Acting Director od Padare; a men’s gender forum based  in Zimbabwe) e Kikala Isobel Thomas (Mother’s Union Community Development Coordinator an Savings whit Education Program Coordinator for the Anglican Diocese of Angola). Kikala disse que é uma sobrevivente e agora luta por outras pessoas. Walter Vengesai  enfatizou a importância de trabalhar com homens e meninos, pois em seu país cresce o índice de casamentos de homens com meninas, e é preciso parar com isto. Sarah Roure (Brasil), Charles Opoyo (Quênia) e Fiona Buchanan (Escócia) relataram como, em seus respectivos países, líderes religiosos e organizações religiosas estavam trabalhando-  em conjunto para aumentar a capacidade e melhorar a defesa da justiça de gênero. Karri Whipple (Associação Mundial para a Comunicação Cristã – WACC), falou sobre o pedido de ação da organização para acabar com o sexismo dos meios de comunicação até 2020, bem como o WACC pode interagir com o movimento Side by Side.

    Tod@s @s participantes foram convidados a refletir sobre o que precisa acontecer em cada contexto em particular para mais líderes religiosos se tornem defensores da justiça de gênero. Com todas as falas, pode-se dizer que é preciso empoderar a mulher, lutar para que existam espaços de igualdade de fato. A mulher precisa estudar, o homem precisa participar de momentos de fala sobre gênero, justiça e equidade, fazer estudos bíblicos voltados para a valorização da mulher, com uma hermenêutica ‘da’ e ‘para’ a mulher. Mais uma vez, nós como igreja IEAB e SADD participando ativamente e vislumbrando um mundo onde todos: mulheres e homens, meninos e meninas são valorizados igualmente.


     
  • SNIEAB 14:22 on 23/05/2017 Permalink | Responder
    Tags: ieab, , SOUC2017   

    SOUC 2017 

    A busca da unidade ao longo de todo o ano
    Promovida mundialmente pelo Conselho Pontífice para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.

    No hemisfério norte, o período tradicional para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) é de 18 a 25 de janeiro. Essas datas foram propostas em 1908, por Paul Watson, pois cobriam o tempo entre as festas de São Pedro e São Paulo, e tinham, portanto, um significado simbólico.
    No hemisfério Sul, por sua vez, as Igrejas geralmente celebram a Semana de Oração no período de Pentecostes (como foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem, em 1926), que também é um momento simbólico para a unidade da Igreja. No Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) lidera e coordena as iniciativas para a celebração da Semana em diversos estados.
    Levando em conta essa flexibilidade no que diz respeito à data, estimulamos a todos os cristãos, ao longo do ano, a expressar o grau de comunhão que as Igrejas já atingiram e a orar juntos por uma unidade cada vez mais plena, que é desejo do próprio Cristo. (Jo 17:21)

    Semana de Oração (SOUC), edição 2017

    cartaz souc 2017 dest pequeno

    Tem início, no dia 28 de maio, a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC). Com o tema “Reconciliação: é o amor de Cristo que nos move – Celebração do 500° Aniversário da Reforma”, a ideia da SOUC para este ano é conclamar cristãos e cristãs, de todas as denominações, à unidade.


    Brasil e Alemanha unidos na produção dos Cadernos
    O material da SOUC foi preparado pela Comissão Ecumênica Alemã, país considerado um dos berços da Reforma. A Comissão Ecumênica Alemã definiu dois destaques para a SOUC: 1) deveria haver uma celebração do amor e da graça de Deus, a “justificação da humanidade somente pela graça”, refletindo a ideia principal das Igrejas marcadas pela Reforma. 2) deveria ser reconhecida a dor das subsequentes e profundas divisões que afligiram a Igreja, assumindo abertamente as culpas e ofertando oportunidades para dar passos na direção da reconciliação. Depois, no Brasil, quem adaptou o material foi o regional do CONIC no Rio Grande do Sul.
    Oferta da Semana de Oração
    A oferta da SOUC simboliza o comprometimento das pessoas com o ecumenismo. É uma forma concreta de mostrar que acreditamos realmente na unidade dos cristãos (João 17:21). Os frutos das ofertas doadas ao longo da Semana são distribuídos, anualmente, da seguinte maneira: 40% para a representação regional do CONIC (onde houver), que é destinado a subsidiar reuniões e atividades ecumênicas locais, e 60% para o CONIC Nacional, para projetos de maior alcance.
    Vale lembrar que a oferta faz parte da celebração, logo, reserve um momento da liturgia para realizá-la. É um momento de gratidão pelas coisas boas que recebemos de Deus. Ofertas também poderão ser recolhidas nos encontros temáticos, durante a Semana.
    Conta para depósito da coleta:

    Banco Bradesco
    Agência: 0606-8
    Conta Poupança: 112.888-4

    Sempre que possível, faça depósito identificado: CNPJ: 00.721.266/0001-23.

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    Semana de Oração, edição 2013:
     
  • SNIEAB 11:28 on 16/05/2017 Permalink | Responder
    Tags: Diocese de Pelotas, ieab, Revda. Dilce   

    CONVITE 

     
  • SNIEAB 15:26 on 26/04/2017 Permalink | Responder
    Tags: , Dom Saulo, , ieab   

    Processo de Eleição Episcopal – DAA 

    Belém-PA, 20 de abril de 2017.
    Aos irmãos da IEAB:
    Bispos, Reverendas e Reverendos, Ministras Leigas e Leigos
    Ao povo em Comunhão,
    A Paz e o Bem de nosso Deus!

    Como é do conhecimento da IEAB, nosso Bispo Saulo Maurício de Barros solicitou resignação e foi concedida pela Câmara Episcopal e iniciamos o processo de Eleição para Bispa ou Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia. Assim, durante o 11o Concílio Diocesano fora criado o Grupo de Trabalho, constituído pelo Conselho Diocesano e mais seis pessoas presentes no Concílio. Essa equipe reuniu-se recentemente para a elaboração do documento, em anexo, que norteará o processo.

    Com a ajuda de Deus, Luz que ilumina a caminhada pastoral da nossa Diocese, contamos com a participação de vocês com orações e, ao mesmo tempo, com a divulgação desse documento a toda Província, de modo oferecer a oportunidade aos chamados ao ministério episcopal de apresentarem seus currículos, ou mesmo às comunidades de fazerem sugestões de possíveis candidatos. Também estamos abertos a sua colaboração através de sugestões, ideias e proposições, pois somos a Diocese caçula da Província brasileira, sendo esse processo uma etapa desafiadora para a nossa caminhada.

    Enfim, nesse Tempo Pascal que se inicia, serão cinquenta dias em que a Igreja fará memória atualizante do Cristo Ressuscitado em meio às incertezas do mundo: a vida persiste e a morte é vencida pela fé, pela esperança e pelo amor. Como o “discípulo amado” (cf João 20:8): ver e crer é uma tarefa constante em nossa vida de discipulado; é Testemunhar com alegria o que nos é ensinado por nossa Tradição. A Igreja caminha porque crê e crendo anuncia a verdade do Evangelho de Jesus Cristo.

    Ver e Crer, como “discípulas e discípulos amados de nosso Senhor Jesus Cristo”, nos torna aptos e corajosos para anunciar com amor, em terras amazônidas, a mensagem libertadora do Reino de Deus.

    Feliz e abençoado Tempo Pascal!
    Abraço fraterno,

    Revdo. Claudio Corrêa de Miranda – Presidente do Conselho Diocesano

    Revdo. Sérgio Augusto Santos da Silva – Secretário do Conselho Diocesano
     
  • SNIEAB 13:26 on 18/04/2017 Permalink | Responder
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    66º Concílio da Diocese Sul-Ocidental 

     
  • SNIEAB 13:18 on 18/04/2017 Permalink | Responder
    Tags: , , ieab   

    125º Concílio da Diocese Meridional 

    Programação para download disponível abaixo:

    Programacao do 125 Concílio DM.

     
  • SNIEAB 10:14 on 28/11/2016 Permalink | Responder
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    Encontro Ecumênico de Mulheres do CONIC (São Paulo, Novembro de 2016) 

    Muitas vezes durante o Encontro Ecumênico de Mulheres, me emocionei, com as histórias de vida e luta de muitas mulheres, de diversas comunidades; uma cigana que disse simplesmente: “Meu lar é o céu”. As mulheres camponesas, especialmente uma senhora que aos seus 62 anos concluiu o curso de pedagogia, e compartilhou: “Consegui fazer graças um plano do Governo”, vi mulheres dos Movimentos de Trabalhadores Sem Terra, do Movimento de Mulheres Refugiadas, cada história ia misturando-se com a minha.


    Quando voltei pra casa e quis postar as fotos que são uma reflexão de momentos, sentimentos, e vivências inesquecíveis, pensei  num cântico:  “Iguais, tenho irmãos, tenho irmãs aos milhões, em outras religiões. Pensamos diferente, louvamos diferente, oramos diferente, mas numa coisa nós somos iguais: buscamos o mesmo Deus, amamos o mesmo Pai, queremos o mesmo céu, choramos os mesmos ais”, pensei num texto bíblico do Salmo 173: 1 “Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos lembrando-nos de Sião”

    Os testemunhos de mulheres refugiadas, o desprendimento de tudo o que deixaram para trás, tentando viver entre esses mundos, que pela minha experiência, é viver no Brasil, país que tem me acolhido como Pátria amada, e sigo sentindo saudades da minha amada terra.

    Tudo isto me leva como clériga do Distrito Missionário, como mulher estrangeira assumir, ainda mais, meu compromisso de lutar pelos direitos das pessoas que sofrem não somente da violência doméstica, as muitas famílias que hoje mesmo sofrem fome, são estigmatizadas por serem pobres, negras, indígenas e muitos dos casos de jovens que consomem substâncias entorpecentes. Pensei muito no caminho de volta, nas famílias que entram a cada instante nas fronteiras de Roraima, fugindo da situação econômica da Venezuela, sem mencionar todos os refugiados que entram no Brasil.

    Muito grata à Província Anglicana no Brasil (IEAB), pela oportunidade que tem me oferecido de participar deste evento, e saber que nem tudo está perdido, que as mulheres continuam a lutar já que “um mundo melhor é possível”. Não podemos esquecer as muitas mulheres que antes de nós trilharam este caminho, por isso estamos aqui hoje. Muito orgulhosa de ver os nomes de mulheres líderes, com as quais, algumas delas conviveram, me disponho a continuar a escrever esta história de mulheres e homens que buscam o bem, a dignidade a paz de todas e todos.

    Revda. Maytée de la torre Díaz.

     
  • SNIEAB 9:22 on 25/11/2016 Permalink | Responder
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    16 Dias de Ativismo (25/11 a 10/12) pelo Fim da Violência contra as Mulheres 

    25 de novembro de 2016

    Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres

    “Nós percebemos a importância da nossa voz quando somos silenciado(a)s”

    Malala Yousafzai

    E Jesus afirmou-lhe: “Minha filha, a tua fé te salvou! Vai-te em paz e estejas liberta do teu sofrimento”.

    Evangelho de Marcos 5, 34

    Vivemos dias difíceis no Brasil, com o recrudescimento de uma onda de conservadorismo político, religioso e social, no qual as conquistas da sociedade desde a democratização no final dos anos 80 estão sendo revertidas de forma rápida e autoritária.

    Dentro desse espectro, temos uma séria reversão de valores, tais como a equidade de gênero e a banalização da violência contra as mulheres. As mulheres brasileiras têm construído a duras penas seu processo de empoderamento para enfrentar uma cultura que lhes atribui papéis de subserviência na família, no trabalho, nas igrejas e na sociedade. Avanços foram conseguidos com muita luta a partir dos diversos movimentos de mobilização que elas têm organizado. Políticas públicas muito recentemente no Brasil foram construídas mesmo com a resistência de uma elite machista, preconceituosa e preocupada apenas com seus interesses.

    A deposição da primeira mulher Presidenta da história do Brasil foi realizada por um conluio branco-rico-machista que alimenta hoje um governo ilegítimo que muito rapidamente está destruindo direitos, dignidade e a igualdade de gênero. A questão da dignidade da mulher e de seus direitos plenos a uma cidadania realmente paritária com os homens está sob constante risco e, mais impressionante ainda, com o estímulo de políticos de índole machista, racista e xenófobo.

    Mais do que nunca, a palavra chave é resistir e inovar. Somente se poderá evitar a destruição de direitos adquiridos se nos juntarmos em torno de uma plataforma comum e resistir por todos os meios qualquer tentativa de passos na direção de um passado que oprime as pessoas pobres, as indígenas, as negras e, claro, as mulheres. São elas que pagam o preço da discriminação e da desigualdade. Não somente tem seus corpos apropriados pela cultura do estupro, mas também suas almas pela repressão ideológica da religiões fundamentalistas.

    Ao lado das mulheres, segmentos como as pessoas LGBTI, tem sido vitimas constantes da homofobia, que lhes retira direitos e as expõem ao risco da violência física injustificada e perigosamente desconsiderada pela sociedade. Neste sentido, nossa Igreja está somando esforços aos grupos organizados defesa de direitos, como a ABRAFH – Associação Brasileira de Famílias Homo afetivas, para fazermos eventos ecumênicos em diversas capitais, inclusive alguns deles acolhidos em paróquias anglicanas no dia 10 de dezembro.

    No contexto apresentado, desafio a todas as pessoas fiéis, lideranças e comunidades para a construção de uma pastoral da “Igreja Segura”, uma proposta nascida da 15ª Reunião do Conselho Consultivo Anglicano (AAC Resolução 16.25, ano 2012): “As Igrejas só serão santuários, se conscientemente tornarem-se lugares confiáveis e de segurança para cada pessoa que atravessa seus limites, especialmente os membros das comunidades mais vulneráveis”.

    Homens e mulheres são chamados a construir um novo paradigma de sociedade. Um paradigma de respeito, gentileza, cumplicidade. Conclamo nossas  comunidades de fé se juntarem em oração e ação contra todo tipo de violência, sendo um chamado de Deus e missão da igreja para dignificar a vida humana e construir uma cultura de paz e equidade.

    Contra a cultura do estupro!
    Contra o machismo institucional!
    Contra a opressão dirigida às pessoas pobres!
    Por uma sociedade justa e solidária!

    Do vosso Primaz

    Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 14:35 on 22/11/2016 Permalink | Responder
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    Mensagem do Bispo Primaz pelo Dia de Ação de Graças 

    “Vamos à presença dele com ações de graças;
    vamos aclamá-lo com cânticos de louvor.
    Pois o Senhor é o grande Deus,
    o grande Rei acima de todos os deuses”.
    Salmos 95:2-3

    Irmãos e Irmãs,
    Comemoramos na próxima quinta-feira o Dia Nacional de Ação de Graças e conclamo a todo o povo da IEAB a reservarem este dia para celebrar com alegria este momento. A festa se reveste de significado especial porque nos chama ao agradecimento pela vida, pela justiça e pela dignidade de todas as pessoas. A festa é também ocasião de agradecimento a Deus por tudo aquilo que temos recebido de sua maravilhosa compaixão. Ao mesmo tempo que agradecemos, pedimos a Deus que continue a cuidar com carinho e prover as necessidades de toda a Criação e a inspirar cada um de nós a ampliar a nossa consciência de cuidado entre nós mesmos e para com o mundo.
    Num mundo com tantas diferenças e tantos conflitos de diversos matizes, o sentimento de gratidão a Deus nos desloca adequadamente da autossuficiência, tão alimentado hoje pela cultura que nos cerca, para o reconhecimento de que somos totalmente dependentes do amor divino. Nos faz recuperar o sentimento de interdependência em relação ao nosso semelhante e em relação meio ambiente, tornando-nos mais humildes, sensíveis e dispostos a desenvolver nossa alteridade. Podemos despertar também uma leitura diferente das relações de poder, desde o novel micro até ao novel macro, porque entendemos melhor o significado da presença de Deus em nossas vidas.
    Um coração agradecido nos afasta de um vida de fé que só se preocupa consigo mesmo, fazendo de Deus quase que um servo de nossos próprios desejos e intenções. Nossa Comissão Nacional de Liturgia, ciente da importância do Dia de Ação de graças, elaborou um rico subsídio para ser usado pelas comunidades de nossa IEAB e também adequada para a oração individual e também em famílias. Uma oportunidade impar para se passar este dia em espirito de oração e celebração de nossa gratidão a Deus por todos os benefícios que nos tem dado com amor.
    Recomendo que seja usado pelos irmãos e irmãs e que acrescentem em suas orações o desejo de uma Igreja que seja testemunha corajosa do amor de nosso Deus materno para a sociedade brasileira. Vivemos tempos difíceis mas a oração sincera por tempos de justiça e dignidade para o povo brasileiro certamente encontrará guarida no coração amoroso de Deus. Celebremos com alegria as bençãos recebidas da mão generosa de Deus e nos tornemos generosos como Ele todos os dias de nossa vida.

    ++ Francisco
    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
     
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