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  • SNIEAB 9:25 on 05/12/2018 Permalink | Responder
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    Relato 9 – Campanha dos 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres 

    Dia 25 de novembro iniciou a campanha mundial dos 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, no Congresso Nacional,  foi marcada com a leitura do novo relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), onde  mostra que todos os dias, 137 mulheres no mundo são mortas pelas pessoas mais próximas: os próprios companheiros e membros da família. Senadores e senadoras falaram sobre o desafio de mudar esse tipo de estatística.

    — O que vem nos dar o documento da ONU? A constatação de que a violência contra as mulheres — e destacadamente a violência doméstica contra as mulheres — não é um “mimimi”, mas sim um fenômeno mundial que desperta a atenção do Estado, em todo o mundo, para a elaboração de leis e políticas públicas capazes de dar conta de uma violência evitável, localizada e plenamente combatível — disse a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), procuradora especial da Mulher do Senado.

    O relatório Estudo Global de Homicídios: Feminicídio de Mulheres e Meninas foi divulgado no domingo (25), Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher. De acordo com o relatório, o feminicídio, homicídio de mulheres especificamente relacionado ao gênero, continua a ser um grave problema em todo o mundo. Apesar de haver mais homens assassinados, esses homicídios são praticados por desconhecidos, diferentemente do que ocorre com as mulheres.

    “Enquanto a ampla maioria das vítimas de homicídio é de homens assassinados por estranhos, as mulheres têm muito mais probabilidade de morrer pelas mãos de conhecidos. Mulheres mortas por parceiros íntimos ou membros da família representam 58% de todas as vítimas de homicídio do sexo feminino registradas globalmente no último ano”, diz o texto.

    Números

    Esse índice, registrado em 2017, mostra um aumento expressivo com relação a 2012, quando o percentual de mulheres mortas intencionalmente por parceiros ou membros de família foi de 47% do total das mulheres vítimas de homicídio. Apesar de o maior número absoluto (20 mil casos) ter sido registrado na Ásia, o percentual relativo é maior na África, onde, segundo o relatório, as mulheres têm o maior risco de serem mortas por pessoas próximas. Lá o índice é de 3,1 casos a cada 100 mil mulheres. O continente americano ocupa a segunda pior posição no ranking, com índice de 1,6.

    O texto aponta que esses casos de homicídio de mulheres dentro da família estão, muitas vezes, ligados ao papel e status da mulher. Os feminicídios cometidos por companheiros, aponta o texto, geralmente não resultam de atos aleatórios ou espontâneos, mas sim de uma escalada de atos anteriores de violência relacionada ao gênero. Entre os motivos, o texto cita ciúme e medo de que a mulher termine a relação.

    Apesar dos números negativos, o relatório da Unodc traz relatos de iniciativas adotadas em várias partes do mundo e uma lista de países que implementaram uma legislação específica para definir e criminalizar o feminicídio. O Brasil está na lista, com a Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006) e a Lei do Feminicídio (Lei 13.104, de 2015).

    Mobilização

    Em todo o mundo, a campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres  iniciada no dia 25 de novembro e vai até 10 de dezembro, quando se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, de acordo com a Procuradoria Especial da Mulher do Senado, a campanha ocorre desde 2003 e é chamada 16+5 Dias de Ativismo, pois incorporou o Dia da Consciência Negra.

    Para Regina Sousa, o debate não pode incluir somente as mulheres. É preciso conscientizar os homens e incluí-los na mobilização para mudar uma concepção construída ao longo de séculos. A discussão nas escolas, com orientações às crianças, também é essencial na visão da senadora.

    Fonte: Agência Senado

     
  • SNIEAB 9:14 on 05/12/2018 Permalink | Responder
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    DAB: Vídeo sobre a Campanha dos 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres 

    O Bispo Mauricio Andrade  – DAB, aderiu a Campanha dos 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres!!!

    Organização: Diocese Anglicana de Brasília



     
  • SNIEAB 11:32 on 03/12/2018 Permalink | Responder
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    GT Juventude lança consulta nacional aos jovens da IEAB!!! 


    O Grupo de Trabalho da Juventude lança consulta nacional aos jovens da IEAB. A consulta tem como objetivo ouvir os jovens de todas as comunidades, de todas as dioceses e do Distrito missionário.
    A consulta será disponibilizada via link de formulário do Google, com questões referentes a: quais ações, temas e atividades devem ser priorizadas no trabalho com a juventude nacional nos próximos quatro anos. Por isso, contamos com a participação de todas e todos.
    Todos os jovens anglicanos poderão participar desta consulta, solicitamos ampla participação e Divulgação!  A consulta estará disponível até o dia 31 de dezembro!


    ACESSE O FORMULÁRIO DE PESQUISA por meio deste link:

     
  • SNIEAB 10:54 on 30/11/2018 Permalink | Responder
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    ANGLICANOS SEM FRONTEIRAS NO CORAÇÃO DA AMAZÔNIA 

    Iuri Lima[1]

    Indé se pia pura[2]

    Ao pensar em Amazônia, muitos brasileiros não imaginam que exista no coração da maior floresta tropical do mundo, na confluência do Rio Negro com o Rio Solimões, uma grande metrópole que figura como a maior e mais populosa do norte, sendo a sétima cidade mais populosa do Brasil, e contando com o sétimo maior Produto Interno Bruto nacional por conta de sua Zona Franca que concentra um grande parque industrial. Manaus é uma cidade com grande riqueza concentrada nas mãos do empresariado nacional e estrangeiro conjugado com um cenário de grande desigualdade social que não favorece os nativos da região, condenando de modo veemente a invisibilidade e a indigência sua população indígena e cabocla amazônica. A título de informação, Manaus é a capital com maior diversidade indígena urbana do Brasil, são 34 etnias, vivendo em 51 bairros da cidade, que falam 19 línguas, segundo o levantamento feito em 2015 pela Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (COPIME).


    É neste chão amazonense sagrado e sofredor que faz parte do território da Diocese Anglicana da Amazônia, que até então concentrava sua presença e ação pastoral no vizinho estado do Pará, que ocorreu a primeira visita pastoral da Bispa Marinez Bassotto junto com o Deão da Catedral Santa Maria, Reverendo Cláudio Miranda, nos dias 23 e 24 de novembro, na cidade de Manaus, com o intuito de animar e reativar a presença missionária anglicana na região e dialogar com a realidade indígena, através de suas organizações sociais. Toda a visita ocorreu num clima de amor serviço que foi ao encontro dos mais vulneráveis. Na manhã do dia 23, a convite do professor Iuri Lima, docente de Ensino Religioso, como parte do projeto de diálogo inter confessional, ocorreu no auditório do Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, uma palestra proferida pela Bispa Marinez, a um público de mais de 200 estudantes, onde se refletiu sobre o Ethos Anglicano e a Diversidade Religiosa no contexto Amazônico. Em seguida, foi visitado o primeiro centro de medicina indígena do Brasil, “Bahserikowi’i”, que é organizado por indígenas do Alto Rio Negro; na oportunidade se conheceu o regime de economia solidária que esta instituição desenvolve junto aos povos indígenas da região, de modo especial com as mulheres indígenas do Alto Rio Negro, além de se dialogar com o Kumú (especialista em medicina indígena), Sr. Ovídio Tukano.


    No período da tarde deste mesmo dia, a expressão do teólogo espanhol José Antonio Pagola que enunciava que o Deus anunciado por Jesus Cristo é o “Deus dos que não têm nada” ressoou com uma grande concretude nas visitas a periferia manauara nas residências das mulheres indígenas associadas da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (AMARN). Acompanhados pelo Prof. Gilson Dias e pelas coordenadoras da AMARN, a Sra. Madalena Tukano e Joana Desano, a Bispa Marinez junto com o Reverendo Cláudio visitaram algumas famílias chefiada por mulheres indígenas, cujo principal fonte de sustento é o artesanato. Foram momentos de escuta afetiva que passavam desde os dramas pessoais até relatos de violência contra mulher. Houve inclusive uma pequena aula de tecer cestaria de palha dada a bispa por uma associada. Mas, também houveram momentos de muita emoção, como numa casa a beira de um esgoto a céu aberto habitada somente por mulheres tukano, em que a dona de casa e artesã Sra. Juscelinda Tukano, relatou os dramas e desafios de chefiar uma família que vivia unicamente pela Providência Divina e por sua luta diária no trabalho com o artesanato.  O dia finalizou com uma cena muito forte e evangélica, a pedido da Sra. Madalena, a comitiva foi visitar seu pai que se encontra muito doente por problemas cardíacos e que recentemente chegou do Alto Rio Negro, ele por muitos anos foi o kumú que cuidava da saúde espiritual de sua comunidade, e recebeu com muito carinho a oração em favor de sua saúde proferida pela Bispa Marinez, um encontro entre dois curadores de vida tal como o ministério de Jesus que tratava a vida como esse “mínimo que é o máximo dom de Deus”, como gostava de proferir Dom Oscar Romero em suas homílias.


    A última parte da visita pastoral ocorreu na manhã do dia seguinte na sede administrativa da Associação de Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro, por sinal esta entidade tem mais de 32 anos de caminhada e foi a primeira do pais a lutar pelos direitos das mulheres indígenas. Foi um momento aberto que contou com a presença das associadas e da comunidade, regado pela língua tukana e pela língua portuguesa, seja nas brincadeiras e cantos entoados pelos curumins (crianças) ou nos momentos de terna escuta respeitosa, que transparecia a missiva evocada na carta pastoral do último Concilio Diocesano em Belém ocorrido em agosto que aconselhava “…acolher a diversidade expressa nos muitos jeitos e muitas faces deste Cristo no qual cremos…”. Num primeiro momento, houve o depoimento de uma das fundadoras da AMARN, Sra. Deolinda Desano, que partilhou um pouco dos anos de luta e defesa das mulheres indígenas sublinhando que a associação é um porto seguro para muitas delas se encontrarem e fortalecerem sua cultura. Sendo seguida pelas falas da coordenação da entidade que pontuou os trabalhos na área da economia solidária através da confecção de artesanato e na educação de crianças indígenas na língua tukana. Somado a isso, por parte dos visitantes, o Reverendo Cláudio Miranda, expos o histórico de tentativas de implantação de uma comunidade anglicana e que isto se liga a uma opção preferencial pelos mais pobres, de modo especial pelos povos originários da Amazônia, enfatizando que “Deus é insistente, e Ele espera uma resposta…”, uma resposta afetiva e efetiva de apoio a resistência dos povos desta região. Por fim, a Bispa Marinez Bassotto, finalizou este momento de diálogo, dando uma acentuação especial na importância de fazer da Igreja ser um lugar em que se viva relações horizontais, recordando as visitas as casas em que as lideranças são das mulheres e sua valiosa contribuição na preservação de sua família e de sua cultura. A Bispa Marinez arrematou que “agora é o Kairós, é o tempo propício de recomeço da Igreja Anglicana aqui… Uma proclamação de inclusão e de respeito…”, se colocando desse modo para somar a outras iniciativas tanto da associação quanto de pessoas que seja de outras igrejas num testemunho cristão de respeito e partilha nessa região.


    Por fim, ocorreu um gesto simbólico muito forte e significativo, entoado por um hino cristológico em tukano, são CONSAGRADOS PELO POVO E PARA O POVO! A Bispa Marinez Bassotto e Reverendo Claudio recebem das mãos do povo indígena o sinal da autoridade do serviço: a estola. Uma “nova unção” Diaconal, Presbiteral e Episcopal. A tamanha ternura desse gesto somente enfatiza a vocação missionária e a disposição de colocar no coração da oração de toda a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, esta humilde presença anglicana que ressoa como mensagem que Deus nos ama sem fronteiras e nos envia a sermos testemunhas de que um outro mundo é possível bem no coração da Amazônia.




    [1] Cristão Leigo Anglicano e Docente da SEDUC-AM.

    [2] Ditado na Lingua Nheengatú da Etnia Desano do Alto Rio Negro cuja tradução significa “Você vem e já estar dentro de meu coração”. Estas palavras foram proferidas como boas vindas a Bispa Marinez Bassotto e ao Reverendo Cláudio Miranda por alunos de escola pública de Manaus.

     
  • SNIEAB 10:13 on 29/11/2018 Permalink | Responder
    Tags: ieab, Thursdays in Black   

    QUINTA-FEIRA, VISTA PRETO!!! 

    Em todos os países, a violência baseada no gênero é uma realidade trágica. Essa violência é frequentemente escondida, e as vítimas são muitas vezes silenciadas, temendo o estigma e mais violência. Todos nós temos a responsabilidade de falar contra a violência, para garantir que mulheres e homens, meninos e meninas, estejam protegidos contra estupro e violência em casas, escolas, trabalho, ruas – em todos os lugares em nossas sociedades.

    Quintas-feiras em preto: resistência e resiliência

    A campanha é simples, mas profunda. Use preto às quintas-feiras. Use um distintivo para declarar que você faz parte do movimento global que resiste a atitudes e práticas que permitem o estupro e a violência. Mostre seu respeito pelas mulheres que são resilientes diante da injustiça e da violência. Incentive os outros a se juntarem a você. Muitas vezes o preto tem sido usado com conotações raciais negativas. Nesta campanha, o preto é usado como uma cor de resistência e resiliência.

    O que é a Campanha  quinta-feira  de preto?

    As Quintas de Preto surgiram da Década das Igrejas de Solidariedade com as Mulheres (1988-1998) do Conselho Mundial de Igrejas, em que as histórias de estupro como arma de guerra, injustiça de gênero, abuso, violência e muitas tragédias que cresceram onde violência se tornou ainda mais visível. Mas o que também se tornou visível foi a resiliência, e os esforços pessoais das mulheres para resistir a tais violações.

    A campanha foi inspirada por:

    • As Mães dos Desaparecidos em Buenos Aires, Argentina, que às quintas-feiras protestaram na Plaza de Mayo, contra o desaparecimento de seus filhos durante a violenta ditadura.

    • As mulheres de preto em Israel e na Palestina, que até agora protestam contra a guerra e a violência.

    • Mulheres em Ruanda e Bósnia que protestavam contra o uso de estupro como arma de guerra durante o genocídio.

    • Movimento da Faixa Negra na África do Sul, protestando contra o apartheid e seu uso de violência contra os negros.

    Participe desse movimento de pessoas e organizações e façamos  a diferença para indivíduos, comunidades e fóruns políticos nacionais e internacionais.

    Texto: CMI

     
  • SNIEAB 9:55 on 28/11/2018 Permalink | Responder
    Tags: , , Encontro Regional de Primazes, ieab,   

    Líderes anglicanos das Américas se reúnem em Toronto para o encontro regional de Primazes 

    Os líderes de oito províncias anglicanas cujas igrejas cobrem os territórios de Cabo Horn ao Ártico estão se reunindo em Toronto (Canadá) para um encontro regional de primazes. Sete Primazes e um Bispo representante da Igreja da Província das Índias Ocidentais, onde no momento há uma vacância de primazia, estão reunidos para discutir a Conferência de Lambeth 2020 e outras questões, incluindo os instrumentos de diálogo e das mais diversas realidades regionais da Comunhão Anglicana no Continente Americano.

    O encontro reúne o Bispo Primaz Naudal Alves Gomes da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; O arcebispo Julio Murray Thompson, da Igreja Anglicana da América Central; Primaz Bispo Francisco Moreno da Igreja Anglicana do México; Bispo Greg Venables, presidente da Igreja Anglicana da América do Sul; Bispo Michael Curry, presidente da Igreja Episcopal dos EUA; O arcebispo Tito Zavala, da Igreja Anglicana do Chile; e o anfitrião da reunião, o Arcebispo Fred Hiltz, da Igreja Anglicana do Canadá. O Bispo das Ilhas de Barlavento, Leopold Friday, representou a Igreja da Província das Índias Ocidentais.

    Também estão presentes o Arcebispo de Canterbury, Justin Welby, o Secretário Geral da Comunhão Anglicana, Dr. Josiah Idowu-Fearon, e o Chefe Executivo da Conferência de Lambeth, Phil George.

    Texto e Foto: ACNS

     
  • SNIEAB 9:39 on 22/11/2018 Permalink | Responder
    Tags: ieab, , língua portuguesa,   

    Dia da Rede Lusófona da Comunhão Anglicana – Festa de Cristo Rei (25/11/2018) 

    Em novembro do ano passado foi realizado na Cidade do Porto, em Portugal, o III Encontro da Rede Lusófona da Comunhão Anglicana, que possui representações de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal, países de mesma língua e que também possuem membresia anglicana e episcopal. Neste último encontro, foi definido que dia 25 de Novembro de 2018 – Festa de Cristo Rei, será celebrado o Dia da Rede Lusófona, primeira oportunidade para que as dioceses desses países possam celebrar em conjunto.


    Para isso, a Igreja Lusitana dispõe de um recurso litúrgico para que as comunidades possam orar em rede, nesse mesmo propósito.

    Link para download >>> Orações para o Dia da Rede Lusófona da Comunhão Anglicana

    Quer saber mais sobre a Rede Lusófona da Comunhão Anglicana? Acesse o site e a página oficial do Facebook !

    Foto: RLCA

    Texto: SNIEAB

     
  • SNIEAB 8:58 on 14/11/2018 Permalink | Responder
    Tags: ieab,   

    Boletim da Rede Internacional de Mulheres Anglicanas/Episcopais 

    Compartilhando esse boletim, esperamos que ajude sempre a contribuir para a organização e animação do ministério das mulheres na Igreja, para que ela seja cada vez mais uma parábola do Reino em nosso mundo tão desajustado.


    FAÇA O DOWNLOAD DO BOLETIM >>> IAWN_Boletim_PT

    SAIBA MAIS NO SITE OFICIAL DA IAWN >>> https://iawn.anglicancommunion.org/

    Tradução: Paulo Ueti – Anglican Alliance

     
  • SNIEAB 12:18 on 05/11/2018 Permalink | Responder
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    TRINITY WALL STREET – ENCONTRO DE PARCERIAS PARA AMÉRICA LATINA E CARIBE 

    De 25 a 30 de outubro, a Trinity Wall Street, da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, realizou o Encontro de Parcerias para América Latina e Caribe em Cartagena, Colômbia, com a participação também de Portugal e Espanha. A IEAB esteve representada por cerca de 30 pessoas, entre bispos e bispa, coordenadores teológicos, pessoas responsáveis por gestão financeira e lideranças em suas dioceses, para discutir parcerias para liderança e capacidade financeira.

    A Trinity vem estimulando parcerias, fortalecendo laços na Comunhão Anglicana e promovendo a capacitação e sustentabilidade das Igrejas para a missão de Deus no mundo. Desta forma, realiza encontros e provê fundos para apoiar projetos de capacitação de lideranças e de sustentabilidade financeira.

    Segundo o Rev. Dr. William Lupfer, reitor da Trinity, não se encontra em livros as respostas prontas para questões relacionadas a esse tema, por isso é importante o encontro, é preciso colocar as pessoas juntas, as mentes próximas, para se fazer perguntas, pensar e responder às questões de como formar lideranças e construir capacidade financeira.

    Rev. Dr. William Lupfer, reitor da Trinity Wall Street

    Liderança, desenvolvimento e capacitação de lideranças, formação de líderes, liderança de mulheres na Igreja, espiritualidade, coragem e liderança, construção de capacidade financeira, geração de renda, estudos de caso, sustentabilidade, justiça social. Estes foram os assuntos em pauta no encontro, também permeado por estudos bíblicos enfocando o “dai vocês mesmos de comer” e “onde está a água da vida?”. Porque, como foi dito, é preciso pensar na formação e na administração de nossos recursos financeiros, mas nunca perder a conexão fundamental de tudo com a espiritualidade.

    Muitas pessoas da nossa delegação serviram como apresentadores e dirigiram momentos devocionais. Foram apresentados exemplos de ideias já colocadas em prática e que proporcionam sustentabilidade para igrejas, utilizando o que se tem como patrimônio, por exemplo, no Brasil e em Portugal, e alguns projetos que foram viabilizados com financiamento da Trinity.

    Ainda durante o encontro, para pensarmos juntos, tivemos uma boa parte do tempo para nos reunirmos em grupos, e escutar, saber sobre as realidades, refletir, opinar, partilhar experiências e identificar prioridades dentro da nossa realidade e necessidades.

    Sentimos a calorosa acolhida dos irmãos e irmãs da Colômbia, principalmente nas comunidades anglicanas de Cartagena, que nos acolheram afetuosamente e com muita alegria no domingo, dia 28, nas suas celebrações cheias de vida e significados.

    Também sentimos a solidariedade das pessoas que conosco estiveram naqueles dias críticos diante do resultado da eleição em nosso país. Oramos juntos em vigília e recebemos os abraços carinhosos que nos confortaram em meio às nossas preocupações com a segurança e integridade das pessoas mais vulneráveis da nossa sociedade.

    Este foi o terceiro encontro desta natureza realizado pela Trinity para a América Latina e Caribe. Os anteriores foram o de 2016, realizado no Panamá, e o de 2017, em Montego Bay, Jamaica.

    O próximo encontro promovido pela Trinity terá como hospedeira a Diocese do Paraná, em Curitiba, em outubro de 2019.

    Que possamos continuar a reflexão, o planejamento e a execução do que nos ficou como tarefa, para a capacitação de lideranças e a sustentabilidade de nossas igrejas, para levar adiante a missão de Deus confiada a nós.

    Texto: Revda. Carmen Kawano

    Diocese Anglicana de São Paulo – DASP

    Fotos: Paulo Bassotto

    Diocese Anglicana da Amazônia – DAA

     
  • SNIEAB 17:54 on 15/10/2018 Permalink | Responder
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    PRONUNCIAMENTO DA CÂMARA EPISCOPAL NO MOMENTO HISTÓRICO BRASILEIRO DIANTE DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES 

    Não há medo no amor,

    Ao contrário: o perfeito amor lança fora todo o medo (1Jo 4:18ª)

    Ai de mim se eu não anunciar boas notícias” (1Cor 9:16). A Câmara Episcopal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil vem a público conclamar as pessoas que participam de nossa igreja e a sociedade brasileira para uma séria reflexão sobre o segundo turno das eleições presidenciais e para governadores e governadoras nos estados. Vivemos um momento em que comportamentos agressivos, intolerantes e a disseminação de notícias falsas por si só violam frontalmente princípios de fé inegociáveis. Seguidores e seguidoras de Jesus não podem ignorar o quanto, nosso Senhor Jesus Cristo, exaltou quem é mansa, as pacificadoras, as pessoas perseguidas por causa da justiça (Mt 5.9). Pois, a verdadeira religião é a prática do amor, amar a bondade e a prática do direito e da justiça para todas as pessoas (cf Jr 9.23; Mq 6.8; Tg 1.9).

    A questão não é que haja conflito na sociedade. Todas as sociedades humanas, em todos os tempos e lugares, convivem com o conflito. Ele expressa, em termos elementares, o inconformismo com a injustiça, a violação de direitos, a opressão econômica, a discriminação. O que nos preocupa como pastores e pastoras é a incitação ao mesmo pela negação ao debate e ao diálogo, pelo ódio a quem pensa diferente e pelo uso da mentira como arma para demonizar pessoas e projetos.

    A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil faz parte da Comunhão Anglicana presente em mais de 150 países do mundo e que, através de seus documentos de reflexão teológica e de posicionamentos públicos, tem se colocado sem reservas ao lado dos direitos humanos e do respeito a instituições públicas que os assegurem, por meio de ações concretas de promoção da justiça e da paz. É uma comunhão de igrejas que respeita e mesmo acolhe o dissenso, a pluralidade de visões sobre a fé e as opções sociais e políticas de seus membros. É uma igreja que se esforça por construir um caminho de acolhimento, de convivência plural pacífica, em meio às diferenças doutrinárias, éticas e de condição social de todas as pessoas. Preocupa-nos quando irmãos e irmãs de nossa igreja se fecham ao chamado que lhe faz sua própria tradição de fé ao discernimento sério do caminho a seguir.

    Não podemos concordar com o uso de linguagem que agride, xinga, mente e desrespeita como caminho para o enfrentamento das diferenças políticas e ideológicas; que glorifica e incita a violência como caminho para a solução de problemas sociais, políticos ou econômicos; que expressa claro descompromisso com padrões mundialmente aceitos de proteção social e garantia de direitos dos pobres, das mulheres e das minorias. O momento que vivemos em nosso país demanda de nós que saibamos reconhecer a árvore pelos seus frutos, que não esqueçamos, num país de maioria cristã, as consequências de manifestarem o que creem ser o legado da tradição ou a verdade bíblica, de que sem conhecimento o povo cai e é desencaminhado, sem lideranças sábias e justas a desagregação e a destruição do futuro sobrevêm, sem a verdade não há como construir a paz e a justiça almejadas.

    Reconhecemos que as igrejas e a sociedade brasileira estão divididas, mas apelamos ao discernimento, através da reflexão e oração, com vistas à convivência harmônica das grandes maiorias e respeitando as minorias, com vistas à construção de políticas públicas que enfrentem os problemas brasileiros em clima de absoluto e incondicional respeito às instituições democráticas. Avaliar seriamente programas, não minimizar ou ignorar os sinais que nos chegam de todos os lados – das pessoas agredidas por causa de sua forma de ser ou de pensar, da opinião pública internacional alarmada com os rumos do Brasil, dos intelectuais e ativistas sociais que estudam a fundo nossa realidade e atuam no dia-a-dia das comunidades e nas redes nacionais e internacionais de ação social e de lideranças religiosas que nos admoestam que, tendo Jesus como modelo, precisamos de palavras e ações que produzam solidariedade, curem, cuidem e transformem para o bem comum.

    Aos cristãos e cristãs deste país, desafiamos a que leiam de forma profunda e em oração a sua Bíblia, confrontando as mensagens que claramente se opõem ao Evangelho de Jesus, evitando usar o nome de Deus em vão, sacralizando propostas anticristãs e antidemocráticas ou julgando sumariamente como se fossem Deus. Da escolha que vamos fazer neste momento estarão em jogo muito mais do que os próximos quatro anos de um governo. Todos os sinais apontam para o incremento da violência e a discriminação gerando grave risco à liberdade, à justiça e à paz. Que façamos nossa escolha guiadas/os por essas três referências. Só assim dignificaremos nossa identidade anglicana e cristã, só assim provaremos nossos compromissos democráticos. Oremos juntos/as o Salmo 146 (145).

    Curitiba,15 de Outubro de 2018

    Bispo Naudal Alves Gomes – Diocese Anglicana do Paraná – Primaz da IEAB

    Bispo Maurício Andrade – Diocese Anglicana de Brasília

    Bispo Renato Raatz – Diocese Anglicana de Pelotas

    Bispo Francisco de Assis da Silva – Diocese Sul Ocidental

    Bispo João Câncio Peixoto – Diocese Anglicana do Recife

    Bispo Humberto Maiztegui – Diocese Meridional

    Bispo Eduardo Coelho Grillo – Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

    Bispa Marinez Rosa dos Santos Bassotto – Diocese Anglicana da Amazônia

    Bispo Clovis Erly Rodrigues – Emérito

    Bispo Almir dos Santos – Emérito

    Bispo Celso de Oliveira Franco – Emérito

    Bispo Jubal Pereira Neves – Emérito

    Bispo Orlando Santos de Oliveira – Emérito

    Bispo Filadelfo Oliveira Neto – Emérito

    Bispo Saulo de Barros – Emérito

     
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