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  • SNIEAB 11:29 on 20/03/2012 Permalink | Responder
    Tags: Episcopal Church in Brazil, , Mission, New Communities   

    Representante da Diocese Anglicana de Curitiba no Encontro ‘New Communities’ em San Diego/CA 

    New Community Conference

    A cidade de San Diego hospedou, de 29 de Fevereiro à 4 de Março de 2012, os membros das 9 províncias que formam a TEC (The Episcopal Church), juntamente com convidados de outras províncias da Comunhão Anglicana, que se reuniram para uma experiência multicultural de diálogo, aprendizagem, partilha e networking. A conferência foi promovida pelas secretarias dos Ministérios Étnicos da Sociedade Missionária Nacional e Internacional (DFMS), anteriormente conhecida como Church Center ou 815.

    No Brasil encontramos uma considerável homogeneidade linguística e tendemos a nos identificar como um grande grupo chamado “brasileiro”, apesar das diferenças regionais e nossa imensa diversidade cultural e étnica. Está realidade não é uma regra compartilhada ao redor da Comunhão Anglicana e, especialmente nos Estados Unidos, a diferenciação de grupos-étnicos se postou como um desafio para a Igreja Episcopal. Em uma época em que a igreja Norte-Americana era predominantemente europeia-caucasiana e anglófona, as minorias étnicas formavam comunidades a parte com celebrações e atividades próprias dando destaque as suas línguas e culturas nativas.

    Estas pequenas comunidades sofreram grandes transformações em seus propósitos, proporções e realidade ao longo dos últimos anos, assim como toda a igreja. Com o tema “Recuperando nossa Missão; Reinterpretando Nossos Contextos e Renovando Nossas Comunidades” o evento promoveu um grande intercâmbio de experiências e desafios entre as comunidades afro, nativas, latinas e asiáticas vivendo em um contexto anglo-americano.

    Suas experiências em muito se assemelham, apesar da diversidade de cores e tons que suas histórias desenham. Isto evidenciou a semelhança entre a natureza dos problemas vividos pelas Novas Comunidades com os enfrentados no Brasil. A falta de interesse das novas gerações de episcopais, a forte presença cultural do meio dominante, os conflitos internos entre as diferentes tendências presentes dentro da igreja e a postura da mesma perante os desafios deste século são alguns dos pontos que encontram ressonância em nossa terra.

    A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB)  se fez representar oficialmente, através do Ministro Leigo Marcel Pereira, da Diocese Anglicana de Curitiba.

    Mais informações, bem como parte da entrevista dada por Marcel Pereira ao Serviço de Notícias Episcopais (ENS) podem ser encontradas no seguinte link: http://episcopaldigitalnetwork.com/ens/2012/03/06/historic-new-community-gathering-unites-episcopal-ethnic-ministries/.

    Segue abaixo a tradução de parte da matéria:

    ‘Encontro New Communities’ une os Minsitérios Étnicos da Igreja Episcopal

    [Episcopal News Service] Histórias de fé e testemunhos pessoais animaram a histórica “Reunião das Novas Comunidades”, entre dias 29 de Fevereiro e 3 de Março, em San Diego, Califórnia de cerca de 300 clérigos e leigos asiáticos, negros e latinos de toda a Igreja Episcopal.

    Envolvimento na comunidade, foco na missão e colaboração foram o centro da agenda do evento, com o tema “Recuperando a nossa Missão, Reinterpretando nossos contextos e renovado nossas comunidades”

    Organizado pelas Secretarias dos Ministérios Étnicos da Igreja Episcopal, a reunião desafiou os entusiasmados participantes – bem como a igreja maior – a abraçar a renovação através da missão criativa, compartilhando recursos e honrando o contexto étnico e comunitário.

    “Havia um sentimento de que era o tempo certo para este encontro histórico”, disse o reverendo Winfred Vergara, missionário para o Ministério Episcopal Asiático (EAM). ”É simplesmente um tempo de partilhar alegrias, esperanças e possibilidades de repensar.”

    “Precisamos encontrar ressonância nas experiências uns dos outros porque temos sentimos a hostilidade, e porque temos a capacidade de acolher e abraçar”, disse ele. ”O Espírito está aqui, dizendo que podemos entender uns aos outros através de nossas experiências comuns de dor e visão comum de esperança.”

    Todos eram bem-vindos a reunião, embora o foco fosse multiculturalismo. A ideia do evento surgiu dos festivais multiétnicos da Convenção Geral e conferências de discernimento vocacional para jovens adultos de cor, mas foi o primeiro evento de desenvolvimento de liderança de seu tipo, acrescentou Vergara.

    A Bispa Presidente, Katharine Jefferts Schori, saudou os participantes no dia 1º. de Março via Skype diretamente de Taiwan, enquanto a Presidente da Câmara dos Deputados, Bonnie Anderson dirigiu-se ao participantes no dia 3 de Março, durante a sessão plenária de vocação leiga e discernimento. O Bispo Stacy Sauls, Chefe de Operações da Igreja Episcopal, celebrou um culto comissionado e os presentes incluíram o Muito Reverendo Michael da Raleigh, do PeaceBattle Institute, Inc. da Carolina do Norte e Dr. Rodger Nishioka, professor adjunto de educação cristã do Seminário Teológico da Columbia, em Decatur, Geórgia.

    A Rev. Angela Ifill, missionária da Igreja Episcopal para o Ministério Afro-Americano, disse esperar que os participantes continuem a usar os insights desta reunião e aproveitem oportunidades futuras para “juntos compreendermos uns aos outros a partir de nossas comunidades e apreciarmos as perspectivas uns dos outros… e a compreensão de que isto é bom e que precisamos continuar a fazer isto. ”

    Marcel Pereira, 31, da Diocese de Curitiba no Brasil, participou da reunião e descobriu que “os problemas enfrentados nos Estados Unidos são muito semelhantes aos vivenciados no Brasil.

    “O mundo multicultural em que vivemos e como abraçar a diversidade sem se tornar outra coisa, são apenas destes desafios”, disse ele.

    “As soluções que apontadas para as Novas Comunidades servem para outras partes da igreja”, acrescentou. ”Eles são problemas comuns do século 21, acolher a todos de forma radical, adequando linguagem e cultura e também as tecnologias. Nós seguíamos uma lógica verbal-textual, mas agora estamos em um mundo orientado por imagens e temos que compreender como abraçar essa cultura “.

    Para o Rev. Mauai Brandon, 27, a interligação das histórias de partilha de recursos e levou para a conferência de San Diego.

    “Todos nós temos histórias diferentes que sobre nossas origens que mostram nossa diversidade. Eu tenho descendência asiática, nativo-americano e polinésia “, disse Mauai, que atua como ministro da juventude na reserva indígena de Standing Rock na Dakota do Sul. ”Minha experiência é a experiência filipina no Havaí e isto ajuda a compartilhar nossas histórias uns com os outros e com a Igreja Episcopal”, disse ele.

    “Isso ajuda a nutrir a fé, a esperança e amor, pois vivemos isto todos os dias e nos ajuda a mostrar aos outros, gerando um efeito cascata”, especialmente entre os jovens da reserva que precisam desesperadamente de sentir que há esperança. ”

    Bispo Dave Bailey disse que a conferência representa mais um passo ao longo da jornada através de “auto-consciência para a auto-determinação” na Diocese de Navajoland, bem como outras comunidades que lutam.

    “É importante para nós neste encontro nos unirmos como a Nova Comunidade apoiando uns aos outros de forma vivificante, reconhecendo que não devemos competir, mas confirmar a nossa comunhão e apreciar a nossa singularidade”, disse.

    “Acredito que este é um novo começo para a vida da igreja e, em muitos aspectos pode ser vivificador para muitas dioceses que se encontram estagnadas.”

    A Bispa sufragânea, Diane Bruce de Los Angeles, chama o encontro de “o novo rosto da Igreja.” Ela veio “para aprender e para apoiar a conferência. Este é apenas o começo”, disse ela. ”Estou ansiosa para mais dessas conferências e contando com mais e os seus bispos.”

    Foi uma reunião de acompanhamento para Bernadette Wyche da Igreja Episcopal Africana de St. Thomas, na Filadélfia e Bryan Trevor II da São Lucas, Nova Orleans, cujas duas congregações estão fazendo parcerias por meio do “New Visions Initiative” da Secretaria do Ministério Afro-Americano.

    “Estou orgulhosa de minha equipe de missionários étnicos que foram proféticos ao estabelecer os alicerces desta conferência sobre a formação cristã continua, garantindo este evento como um momento de transformação e de renovação. A benção da água e sálvia pela Diácona Anciã Reynelda James (Paiute) com as mulheres indígenas foi um momento sagrado de cura para o círculo de parentes reunidos. ”

    Outros seminários apresentados foram: missão e advocacia; evangelismo; Jubileu e da justiça social; Linha Escola-Prisão; a Doutrina da Descoberta; ministério dos batizados; formação ambiental; tecnologia no ministério, e mordomia.

    Longkee Vang, 24, da Igreja dos Santos Apóstolos, na St. Paul, Minnesota, que tem a maior da Igreja Episcopal da população Hmong, disse que se sentiu obrigado a assistir à reunião, porque “eu quero mudança.

    “Eu vim para mostrar que eu estou disposto a ajudar a fazer a mudança, para estar entre pessoas que se sentem da mesma maneira que eu, para estar entre os que movem e abalam e as pessoas que fazem diferença na igreja.

    “Eu quero ver que a verdadeira mudança acontece, o que sempre sonhamos. Esta é uma oportunidade para se conectar com outras pessoas que querem mudanças também.”

    - A reverenda Pat McCaughan é correspondente do Serviço de Notícias Episcopal. Ela é baseada em Los Angeles.

    *Por Marcel Pereira- texto de abertura e tradução para o português

    Ministro Leigo da Comunidade São Pedro, Curitiba

     
  • SNIEAB 9:33 on 23/12/2011 Permalink | Responder
    Tags: Episcopal Church in Brazil, , , Primaz Anglicano   

    Mensagem de Natal do Bispo Primaz da IEAB 

    “No principio era o Verbo,

    e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”

    São João 1,1

    “E é tão bonito quando a gente entende
    Que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá”

    Gonzaguinha.

    O Natal chegou. É tempo de experimentar o sentimento da encarnarção de Deus no mundo, de viver o desafio de ser Luz e anunciar a boa nova: Cristo está no meio de nós transformando nossa vida.

    O Natal chegou. É tempo de viver a Luz, “este veio como testemunha para que testificasse a respeito da Luz” (cf Jo,1,7).

    O Natal chegou. É tempo de solidariedade, “consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus” (cf Is 40,1).

    Rogo a Deus que, quando estivermos celebrando esta grande festa, possamos trazer em nossa memória as necessidades do mundo, do sofrimento, de guerras, da morte na cidade e no campo, da vida faminta, e da tristeza da perda.  Contudo, estes sinais  serão sempre transformados pela certeza da encarnação de Deus entre nós; pela luz  que ilumina o caminho, e a solidariedade que sustenta a vida.

    O Natal chegou. Vamos viver a novidade de vida expressa no amor de Deus, vamos nos colocar no caminho da vida.  “Não tenho um caminho novo. O que eu tenho de novo é um jeito de caminhar” (Thiago de Mello).

    Desejo que o vosso Natal seja santo, de luz e solidariedade, e que o ano novo seja abençoado e com novos sonhos de vida.

    Do vosso Primaz

    Dom Mauricio Andrade

     
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