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  • SNIEAB 17:44 on 21/08/2015 Permalink | Responder
    Tags: Ariquemes, Distrito Missionário Anglicano, ,   

    Phileon e Santíssima Trindade realizam o Encontro de Mulheres, no Distrito Missionário Anglicano 

    Paroquianas da Phileon e Santíssima Trindade reuniram-se, no mês de julho, para debaterem as atividades desenvolvidas por elas, respectivamente, em Porto Velho e Ariquemes, no Estado de Rondônia. De acordo com a reverenda, Elineide Ferreira Oliveira, da Santíssima Trindade, o resultado do encontro foi motivacional. “Este foi o primeiro evento realizado no Distrito Missionário para as Mulheres e entendo que cada participante teve a oportunidade do autoconhecimento e de se fortalecer na caminhada missionária”, declarou.

    Ela ainda destacou que as técnicas e as abordagens utilizadas durante o encontro permitiu às participantes “esse momento de respirar e compreender o cotidiano da vida na Igreja”.

    Segundo Aline Nascimento Gouveia, a possibilidade de compartilhar as experiências vividas foi um momento de conscientização dos direitos e deveres de mulheres e homens. “Vimos como cada qual pode respeitar os limites diante da liberdade que nos é dada”, disse. A ministra leiga, Rubency Luz Silva, da Phileon, comentou sobre a unidade dos trabalhos das mulheres nas paróquias de Rondônia.

    “O encontro foi muito importante, primeiro porque uniu todos os trabalhos das mulheres das paróquias de Rondônia e suas missões e para o empodeiramento delas, isto é, fortalecê-las para que se sintam capazes de estar à frente do trabalho já realizado”, esclareceu Rubency Luz. Ao avaliarem, de modo geral este evento, elas foram unânimes em dizer que as atividades desenvolvidas mexeram muito com a espiritualidade, sentindo-se seguras com os trabalhos que lhes forem atribuídos; estando elas organizadas, o futuro do Distrito será de união e fortalecimento.

    Texto – Geison Silva e Carlos Eduardo de Lima

    Fotos – Missionária Heidi Schimidt

     
  • SNIEAB 10:39 on 14/04/2014 Permalink | Responder
    Tags: Distrito Missionário Anglicano, , Missão Monte Moriá   

    Visita Pastoral do Primaz a Rondônia 

    Santa Maria, 14 de abril de 2014

    Palavra do Primaz sobre a visita a Porto Velho e Ariquemes

    Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia (Mt 5,7)

    Irmãos e Irmãs

    Entre os dias 07 e 11 deste mês estive visitando o Distrito Missionário Anglicano para levar ajuda humanitária às vítimas das enchentes do Rio Madeira que afetaram Porto Velho. O quadro que encontrei naquela cidade é desolador. São cerca de 20 mil desabrigados. Bairros alagados, casas debaixo da água, perdas materiais incalculáveis e um sentimento de impotência por parte das autoridades.

    As regiões ribeirinhas foram as mais atingidas, onde o povo perdeu tudo que tinha, sem tempo de resgatar seus bens pela velocidade com que a água subiu. Encontrei famílias acampadas no meio da mata, vivendo em condições deploráveis, obrigadas a viver em barracas improvisadas de lonas e sem condições sanitárias dignas, muitas delas só com a roupa do corpo.

    O atendimento da Defesa Civil não atende as condições mínimas a ponto de receber a cada 15 dias água potável que só dá para duas pessoas em um dia.

    Parte dos desabrigados está espalhadas em 37 escolas públicas, sem perspectivas de retorno ainda por muitos dias. Estes desabrigados que estão nas escolas e em um acampamento fornecido pela Defesa Civil são, na maioria, moradores dos bairros da capital de Rondônia. Os ribeirinhos em sua maioria estão em picadas abertas na mata por eles mesmos e nas péssimas condições mencionadas acima.

    A situação agora se apresenta com a expectativa do recuo das águas. E isto é preocupante também porque as águas estão contaminadas e o risco de epidemia de leptospirose e outras doenças aumenta. Pude sentir um mal cheiro intenso nas áreas onde as águas estão represadas, pois o refluxo não consegue ser total.

    Em minha visita fui acompanhado pelos irmãos e irmãs da Paróquia Phileon e tivemos o apoio dos irmãos e irmãs da Missão Moriá. Entregamos cestas básicas a cerca de 30 famílias e outras foram entregues nos acampamentos neste sábado pelos irmãos das comunidades nossas. Não pude visitar todas as comunidades porque tivemos fortes chuvas na quarta-feira e o acesso ficou impossível.

    Reunimo-nos com o prefeito da cidade de Porto Velho e procuramos saber das medidas de emergência adotadas em conjunto com a Defesa Civil e com o apoio das autoridades do Estado e do Governo Federal. Percebi que o processo de enfrentamento da calamidade caminha com muitas deficiências e lentidão.

    Aproveitando a viagem, estendi minha visita à Ariquemes onde visitamos a Casa Noeli Santos e a Paróquia da SS Trindade. Foram oportunidades de contato com as reverendas Elineide e Maytee, bem como com as lideranças da comunidade. Na visita à Casa Noeli Santos pude ver o esforço da Reverenda Elineide e da Psicóloga Lucimere em organizar a casa e as limitações materiais da casa. Sinais positivos se abrem agora com a assinatura de convênio com a Prefeitura, assinado na quarta-feira passada.

    Diante do quadro que encontrei, das enormes necessidades dos desabrigados, reafirmo meu apelo à IEAB que continuem em oração pelo povo de Rondônia e conclamo nossos parceiros internacionais a atender nosso apelo por apoio concreto no enfrentamento dessa situação. Apelo a todas as comunidades da Igreja que queiram ajudar a enviarem suas contribuições para atender as necessidades mais básicas de tantas famílias  que perderam tudo e estão sobrevivendo unicamente através da solidariedade das pessoas.

    Em meio a tudo isso, o meu coração está apertado e nossa Igreja é desafiada a assumir, nesta semana santa as dores de nossos irmão e irmãs, que a exemplo de Jesus, sofrem as conseqüências de um sistema injusto, insensível e excludente.

    Meus sinceros agradecimentos ao povo de Porto Velho, ao Reverendo Robert, aos ministros leigos e ao povo das comunidades Phileon e Moriá pela coragem de enfrentar o desafio de levar carinho, solidariedade e apoio concreto aos desabrigados.

    Solicito aos bispos, clero e povo da IEAB que se mobilizem para atender esta emergência. Qualquer ajuda é bem vinda. Se qualquer irmão ou irmã quer ajudar concretamente, peço a gentileza de contactar a Secretaria Geral da IEAB ou o Primaz, para que encaminhemos as orientações para o envio da ajuda.

    Que o amor de Deus nos motive a demonstrar nossa solidariedade com os que sofrem!

    Que o amor de Deus seja derramado em nossos corações para servimos a Ele na vida dos necessitados!

    Vosso irmão e Primaz,

    ++Francisco

     
  • SNIEAB 12:20 on 24/01/2013 Permalink | Responder
    Tags: Distrito Missionário Anglicano, , , , Teologia Leiga, Teologia Pública,   

    Incidência Pública do Serviço Anglicano em Rondônia 

    Violência de gênero: qual o papel da comunidade de fé?

    A cada 15 segundos, uma mulher é espancada no Brasil. Segundo a Fundação Perseu Abramo, 70% dos casos de violência contra as mulheres acontecem dentro de casa e o autor dessa violência é uma pessoa com quem ela mantém ou manteve algum vínculo de afeto. Pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão em 2006, afirma que 51% da população brasileira conhece uma mulher que é ou foi vítima de algum tipo de violência  pelo companheiro.

    Diante dessa realidade, a Casa de apoio Noeli dos Santos em parceria com Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD) e o Ministério Público de Rondônia (MPRO) promoveram, nos dias de 22 a 24 de novembro de 2012, o III Seminário de Capacitação Contra a Violência Domestica, onde aconteceu o curso Violências contra as Mulheres: Diálogos, Direitos e Enfretamento. O objetivo era fortalecer a rede de apoio e enfrentamento às violências contra mulheres da cidade de Ariquemes-RO.

    Frente à complexidade do fenômeno da violência, deparamo-nos com a relevância da rede de apoio e serviços no processo de ruptura das violências e a dimensão de sua existência.  A rede deve integrar as instituições que a compõem, com a finalidade de manter o vínculo por meio de ações ou trabalhos conjuntos no enfrentamento às violencias contra as mulheres.

    Nas redes estão envolvidas as Unidades de Saúde do SUS (Pronto Atendimento, Setores de Emergência e da Assistência Hospitalar; Serviços de Saúde Mental) o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o Ministério Público, e o Conselho Municipal dos Direitos a Secretarias de Governo (Secretarias de Ação Social e da Mulher, por exemplo),  Delegacia da Mulher, Casa de Apoio e Centros de Referência.

    A rede de Ariquemes, contudo, existe e apresenta um perfil muito particular. Mapiar e identificar seus/suas ator@s foi um dos resultados desse trabalho: são pessoas, grupos e instituições e todos e todas participaram ativamente do curso, conforme discriminado abaixo:

    Atores sociais Instituições
    Equipe Técnica Casa Noeli dos Santos
    Cabos, Tenentes, Sargentos e agentes penitenciários Policia Civil e Militar
    Secretarias:

    SEMDES – Secretaria de Desenvolvimento Social,

    SEMED – Secretária de Educação,

    SESAU – Secretaria de Saúde

    Poder Executivo: Secretarias Municipais
    Delegada da DDM e Delegado Regional Secretaria Estadual de Segurança Pública
    Diretora Hospital Regional
    Agente de Saúde UBSs – Unidade Básica de Saúde (setor 2, 9 e 10 – estratégia da família e referência em Hanseníase. Tuberculose, leishemaniose, e os testes rápidos de HIV/Sífilis/Hepatite)
    Psicólogas, assistentes sociais e coordenadoras. CRAS – Centro de Referência de Ação Social

    CREAS - Centro de Referência Especializada de Ação Social

    CAPES - Centro de Apoio Psicossocial

    Alunas Faculdade Unopar
    Coordenadora PRONATEC – Programa Nacional de Jovem Aprendiz
    Professoras Escolas Estadual e Municipal
    Lideranças religiosas Protestantes e Católicas
    Assistente Social da equipe psicossocial do Fórum e Promotor de Justiça, Poder Judiciário (Fórum, Ministério Público )
    Assessoras do presidente da Câmara de Vereadores Poder Legislativo

    As palestrantes de diferentes profissões e regiões do país – norte, sudeste e nordeste – abordaram os temas de forma participativa, com exposições dialogadas e trabalhos em grupos.

    Promotora de justiça Priscila Matzembacher – Expôs a lei Maria da Penha: o histórico, seus principais artigos e medidas protetivas que asseguram a integridade e os direitos das mulheres.

    Assistente Social Ester Leite Lisboa (leiga e membro da Diocese Anglicana de São Paulo) – Fez um resgate histórico da compreensão de gênero, desde a Idade Média, e das lutas e vitórias das mulheres que marcaram e construíram a história. Apresentou questões relativas à diversidade, as relações e equidade de gênero, os papéis sociais e a heteronormatividade, permitindo uma reflexão sobre direitos humanos.

    Psicóloga Ilcélia Alves Soares (leiga e membro da Diocese Anglicana do Recife)– Falou sobre as violências contra as Mulheres – Diálogos e Enfrentamentos -  através dos conceitos e formas de violência de gênero, aspectos psicossociais e impactos das violências na vida das mulheres e de suas famílias, possibilidades de rupturas das violências. Apresentou ainda a rede de enfretamento e seus serviços e políticas de atendimento às mulheres de Ariquemes.

    Esse curso é fruto de dois anos de trabalho da Reverenda Elineide Ferreira Oliveira, Reverendo Hugo Armando Sanchez, juntamente com Lúcia e Rejanne Sanchez e outras representantes da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), resultado de ações constituídas cotidianamente para estabelecer uma cultura de paz em Ariquemes.

    Respeitando a laicidade do Estado, Elineide e Hugo, representando a Igreja Episcopal Anglicana local, vinculada ao Distrito Missionário Anglicano, têm dialogado com o Poder Público, a rede de atendimento às mulheres, Secretarias Municipais, instituições e sociedade civil com o desejo de pensar e realizar trabalhos pautados na justiça e equidade para todos e todas.

    Casa de Apoio e Acolhimento Noeli dos Santos


    A ideia da casa de apoio surgiu em uma conversa entre o reverendo Hugo Sanchez e a jornalista Cássia Bardi, na época, coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social. Cássia recomendou um espaço de acolhimento a mulheres que viviam em situação de violência. A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil aceitou o desafio e juntamente com a Associação Anglicana Desmond Tutu criaram a Casa de Apoio e Acolhimento Noeli Dos Santos, única no estado de Rondônia.

    A Casa de Apoio Noeli dos Santos acolhe as mulheres que vivem em situação de violência de gênero, viabiliza o atendimento psicológico, clinico e social dessas mulheres, realiza encaminhamentos jurídicos aos órgãos competentes, e capacita profissionalmente as mulheres para o mercado de trabalho. Promove também conscientização de seus direitos e reinserção na sociedade. A Reverenda Elineide Ferreira Oliveira coordena a casa que tem capacidade de acolher mulheres com seus filhos por um período mínimo de um dia e máximo de 90 dias. Esses prazos também são resultados da humanização do trabalho.

    Por fim, pedimos licença ao poeta para reafirmar que essa caminhada também tem sua canção e que todas as Marias/Mulheres “É a dose mais forte e lenta de uma gente que rí quando deve chorar. E não vive, apenas aguenta” - hoje, não mais caladas, elas rompem o silêncio e acreditam: que “…é preciso ter manha”. É preciso ter graça, É preciso ter sonho sempre, Quem traz na pele essa marca, Possui a estranha mania, De ter fé na vida”.

    Por Ilcélia Alves Soares


     
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