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  • SNIEAB 11:28 on 18/02/2019 Permalink | Responder
    Tags: DAPAR,   

    Roda de Diálogo “Meu Corpo, Minha Fé: violências e abusos da religião” em Londrina/PR 

    Prezada família IEAB!

    Dia 16/02/19, aconteceu, aqui em Londrina/PR, uma Roda de Diálogo em torno do Tema: Meu Corpo, Minha Fé: violências e abusos da religião. Tive a oportunidade de participar desse evento, enquanto palestrante e organizadora.


    Devo esclarecer que a ação é do coletivo Evangélicas pela Igualdade de Gênero (EIG) e a 1ª Roda de Diálogo ocorreu em São Paulo (02/02/19), e dentre as facilitadoras estava a conhecida e reconhecida teóloga Ivone Gebara.

    Desafiadas pelo coletivo EIG, trouxemos o evento para Londrina. Aqui, conseguimos apoiadores que nos ajudaram a tratar o tema com a seriedade que ele merece. Nossos apoiadores foram: Secretaria Municipal de Políticas Para as Mulheres da Prefeitura Municipal de Londrina, OAB subseção Londrina, Caixa de Assistência dos Advogados do Paraná, Comissão de Promoção de Igualdade Racial e das Minorias da OAB além do coletivo EIG.


    Para conduzir a temática, contamos com: Sueli Galhardi – gerente de proteção especial à mulher da Secretaria Municipal de Políticas para a Mulher / PML; Larissa Ferraz de Barros – advogada criminalista, secretária da Comissão de Promoção de Igualdade Racial e das Minorias da OAB, membro da Frente Feminista de Londrina; Sara Alexius – assistente social e teóloga; Vanessa Carvalho de Mello – teóloga, mestre em psicologia social, pesquisadora sobre as questões de gênero, docente e Selma Rosa - teóloga, mestre em educação, docente e clériga anglicana. Cada uma – a partir da própria área de conhecimento, atuação e experiencia – apresentou breves e importantes informações e reflexões sobre o assunto proposto.


    No dia seguinte, 17/02/19, das 8h às 10h, participamos do Programa NEM MAIS, NEM MENOS, rádio Brasil Sul – quando tivemos a oportunidade de continuar dialogando sobre a temática, contando com a interação do/as ouvintes. Experiência muito  enriquecedora!

    Dentre o/as participantes da Roda de Diálogo estavam líderes de denominações religiosas e representantes de ongs e de outros coletivos.

    Segundo alguns depoimentos de participantes, o tema foi tratado com seriedade, coerência, respeito e profundidade, o que muito nos alegrou e animou. No dia 26/02 haverá (com apoio da Secretaria de Políticas para a Mulher) uma Oficina de Cartazes – uma ação conjunta, tendo em vista a manifestação que ocorrerá no dia 8 de março/2019 Dia Internacional da Mulher.

    A temática, sem dúvida, é densa, tensa, provocadora e transgressora. Assim, houve cuidado em abordá-la de forma ética, cristã, humana, sem ofensas ao sexo masculino. Entretanto, houve o mesmo cuidado em tratá-la de forma clara, denunciadora e conscientizadora, e isso por meio de dados estatísticos, Leis, pesquisas, depoimentos, relatos de vida e uma perspectiva teológica e bíblica libertadora.

    Verificamos que as violências e abusos da religião ocorrem não apenas de forma física mas também de forma emocional e espiritual. Na gênese desse terrível problema estão questões históricas, sociais, econômicas, políticas e, infelizmente e com grande força, questões religiosas.  Os espaços sagrados, que deveriam ser lugares de reconstrução de vidas, muitas vezes tornam-se motivo de dores e sofrimentos, gerando patologias e morte.

    A partir de tudo que se ouviu no evento, é pertinente o alerta: Estejamos atentos e atentas: abusos e violências religiosas são cometidas por líderes (de ambos os sexos) quando esses violam os corpos de outros e de outras,  e também quando oprimem, constrangem, desqualificam,  calam seus pares. Práticas assim deformam as relações humanas e comunitárias.  Essas situações não podem ocorrer pois são exercícios distorcidos do poder religioso.

    Que Deus esteja sobre nós, dando-nos a cada dia a clareza necessária sobre nosso papel e as condições necessárias para executá-lo.

    Em Cristo!


    Revda. Selma Almeida Rosa

    Diácona da Diocese Anglicana do Paraná – DAPAR

     
  • SNIEAB 10:23 on 09/12/2018 Permalink | Responder
    Tags: , DAPAR   

    DESCONSTRUINDO O SISTEMA DO PATRIARCADO 

    Falar dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, é um momento doloroso. Por que doloroso? Porque é fazer memória de tantas violências cometidas contra nós mulheres: nossas mães, avós e muitas gerações antes de nós, que se quer poderiam falar, nem ao menos pensar ou saber, que isso era uma construção social de dominação de gênero.

    Mas não basta saber o que é violência de gênero, é necessário conhecer suas várias formas. É necessário perguntar pelas causas. Ivone Gebara faz estas perguntas “Por que nosso corpo de mulher se torna alvo dos desejos violentos, dos desejos de vinganças, de posse, de conquista e de exclusão?”

    Particularmente, me é difícil fazer memória, olhar para dentro de mim mesma e perceber que minha educação foi machista, como a de muitas de nós. Fui preparada para servir ao patriarcado. Fui criada para pensar e agir de maneira como a sociedade patriarcal pensa, age e elabora teorias. Venho de família com origem Italiana, segunda geração, essa origem agrava muito a discriminação e preconceito em relação à mulher. Dentro desta cultura preservada nos grupos desta etnia no Brasil, para o homem socialmente construído dentro do sistema patriarcal, toda liberdade de expressão, gestos, comportamentos, trabalho e poder do mando; para as mulheres, repressão, limitação em gestos, comportamento, modo de falar, em fim, obediência total.

    Escrevo isso para me expor? Não, claro que não! Escrevo para trazer à memória do quanto precisamos lutar para desconstruirmos em nós mesmas as atitudes machistas, patriarcalistas e sexistas que moram em nós. Muitas de nós ainda não percebemos, ou ainda não temos a consciência, não nos damos conta do quanto nossas ações e teorias estão carregadas de todos estes conceitos e preconceitos, que moram dentro de nosso ser, bem guardadinhos. Em nossas ações, reside ainda muito deste sistema. Precisamos desconstruir teorias milenares que foram introjetadas em nós de geração em geração. Minha mãe é culpada de ter educado suas filhas desta forma? Não, ela foi tão vítima tanto quanto nós somos. Minha mãe não teve nem a oportunidade de passar por essas reflexões de gêneros e construção de gênero! Por quebras de paradigmas de tantas irmãs nossas, à custa de muitos sofrimentos e até doando suas vidas, hoje podemos estar refletindo e desconstruindo conceitos e culturas de dominação.

    A ideia de que homens devem controlar a vida das mulheres está muito arraigada em nossa sociedade.

    A diferença biológica culturalizada gerou, de certa maneira, também uma diferença social e política, como também formas de dominação e formas de manutenção de uma hierarquia social e sexual masculina. Assim institucionalizada, a diferença obrigou as mulheres a assumir certos encargos e comportamentos, como fazendo parte do seu destino biológico. (Ivone Gebara, 2000, p.124)

    Se a normatização das diferenças biológicas foram se construindo e se tornando padrões de comportamento e hierarquia, gerando desigualdades e gerando violências, estas relações podem ser descontruídas, e é necessário que as desconstruamos. Como vamos fazer isso? Construindo novas relações, não na ingenuidade. Será necessário ainda muitas lutas e parcerias, não permitindo que este modelo construído continue. Precisamos ser firmes, primeiro em nossas desconstruções e ações entre nós mulheres, sermos sororais em nossas relações, formar grupos de desconstruções do patriarcado, machismos, sexismos. Não podemos permitir, que por conta da força física, “homens joguem mulheres pela janela em um momento de fúria”. Exemplo de não sermos sorelas, mulheres irmãs, foi esta eleição. O Presidente eleito deu provas de ser um homem machista, sexista… mas muitas mulheres votaram nele, tanto que foi eleito presidente do País. Precisamos trazer, em parceria, homens sensíveis que já fizeram este processo de desconstrução do patriarcado, ou estão em processo, abertos a aprender novas relações; ou homens que foram educados de outra maneira, por mães que já haviam feito a desconstrução do patriarcado e caminhar como pessoas, independente de gêneros, buscando novo modelo de sociedade de iguais.

    Revda. Lucia Dal Pont – Diocese Anglicana do Paraná

     
  • SNIEAB 13:15 on 10/09/2018 Permalink | Responder
    Tags: , DAPAR, ordenações diaconais   

    Ordenações diaconais na DAPAR 

    Duas ordenações diaconais foram realizadas no primeiro e segundo domingos de setembro na Diocese Anglicana do Paraná – DAPAR, presididas pelo Revmo. Bispo Naudal Alves Gomes, Primaz da IEAB e Diocesano do Paraná.

    Foram ordenados ao diaconato, a Revda. Volnice e o Revdo. Gregório:

     
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