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  • SNIEAB 21:18 on 08/12/2018 Permalink | Responder
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    Em busca de nossos Direitos 

    Muito se fala sobre direitos e deveres nos dias atuais. Na escola aprendemos os direitos e deveres que devemos ter para uma boa convivência com outras pessoas, mas nem sempre se consegue cumprir os mesmos e daí “não dá nada” como dizem os adolescentes.

    No próximo dia 10 de dezembro, a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos. Com certeza foi um grande avanço para a proteção à vida humana. No seu primeiro artigo diz o seguinte: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.

    Já a Constituição Federal de 1988, nos fala no seu artigo terceiro: “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação” e no artigo quinto: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

    Por que trazer para nossa reflexão a Declaração dos Direitos Humanos e a Constituição Federal de 1988? Trazemos na intenção de enfatizar que há muito tempo temos direitos garantidos por lei que não são cumpridos. Ainda existe muita discriminação e preconceito. Ainda existe muita violação pelo direito à vida. Se observarmos os noticiários nos deparamos com muitas formas de violência contra as crianças, mulheres, LGBTIs, idosos e até mesmo homens, mas com mais frequência a violência doméstica, muitas vezes silenciada e não divulgada pela mídia.

    Estamos em constante busca pelos nossos Direitos. Como dissemos acima, muitas mulheres perdem a coragem de denunciar a violência a qual estão sofrendo por medo de maiores represálias dos agressores, que em geral são seus companheiros. Falta mais apoio da sociedade para discutir e estar junto às mulheres que sofrem com a violência.

    Logo pensamos em violência física, mas quantas mulheres sofrem diariamente violência verbal ou assédio moral e muitas se sujeitam a essa situação porque precisam do trabalho ou são dependentes de seus companheiros. A lei é clara quando diz que toda pessoa é igual e possui os mesmos direitos, mas quantas vezes vemos as mulheres sendo menos privilegiadas em relação aos homens tendo que submeter a coisas que não queriam ou deveriam se submeter?

    Devemos acreditar que o nosso país ainda pode vencer essa violação aos direitos das mulheres e que as mesmas possam ter coragem para denunciar as opressões que vivem diariamente. Para concluir, o Pastor Henrique Vieira no programa “Amor e Sexo”, da Rede Globo, que falava sobre Felicidade emocionou as pessoas com a “Oração da Felicidade”, a qual está transcrita a seguir:

    “Que todas as crenças religiosas sejam respeitadas e até mesmo a não crença religiosa

    Que possamos comungar na crença da humanidade e da diversidade, do bem comum

    Que seja declarada justa toda forma de amor

    Que nenhuma mulher seja alvo do machismo estrutural

    Que a juventude negra não seja alvo do extermínio

    Que Marias Eduardas não sejam assassinadas dentro da escola

    Que Marquinhos da Maré não sejam assassinados indo para a escola

    Que Marielles possam chegar em segurança nas suas próprias casas

    Que todo agricultor tenha uma terra para plantar

    Que todo sem teto tenha uma casa para morar

    Que os indígenas sejam respeitados nas suas crenças

    Que as fronteiras acabem e as armas caiam no chão

    Que a felicidade venha sobre nós, respeitando toda a dor e consolando toda a lágrima

    Porque felicidade de verdade só é possível sob a benção da comunhão

    Amém

    Axé

    E o que de mais universal existe

    Amor”.

    Que possamos pedir a Deus orientação para lutarmos contra todas as formas de violência, em especial nestes 16 dias de ativismo para que todas as mulheres sintam o amor de Deus e tenham coragem de procurar ajuda, mas que também possamos lembrar de todas as pessoas que sofrem com o preconceito e a discriminação para que sejam respeitadas do jeito que são.

    Texto: Carmen Andréa Blaas Rodrigues – Diocese Anglicana de Pelotas

     
  • SNIEAB 10:29 on 06/12/2018 Permalink | Responder
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    Mudar o foco, estratégia possível? 

    Penso ser muito importante a igreja integrar-se à campanha mundial dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres. Sem dúvida, a religião é importante instituição de controle social, pois leva e reitera cotidianamente mensagens de paz, amor, cuidado – enfim de comportamentos socialmente aceitos. Porém, desafiada a escrever sobre o assunto, tive muitas dificuldades para decidir no que focar, já que o texto deveria ser curto. Quando tinha decidido sobre o que falar, eis que tive a atenção desviada por manchete da GZH, no lado direito da tela do meu computador: “Morre mulher esfaqueada dentro de ônibus em Porto Alegre”. São 9h28 min do dia 05.12.2018 e a notícia relata mais um crime que veio engrossar as tristes estatísticas sobre a violência contra a mulher no Brasil, onde as pesquisas oficiais apontam que uma a cada três brasileiras com 16 anos ou mais foi espancada, xingada, ameaçada, agarrada, perseguida, esfaqueada, empurrada ou chutada nos últimos 12 meses. Nosso País, infelizmente, está entre os cincos mais violentos do mundo neste campo de análise e o índice de Feminicídio é alarmante, com muitas mulheres sendo assassinadas a cada hora.

    A proposta da Coordenação do SADD prevê que devemos fazer ouvir nossa voz, partilhar nossas dores, frustrações, tristezas e decepções e denunciar as violências que temos sofrido na sociedade ou testemunhamos nas nossas comunidades. Tarefa muito difícil e, de certo ângulo de análise, utópica, pois a violência contra a mulher, regra geral, ocorre no seio da família. O agressor é “pessoa querida”, com quem a mulher mantém vínculo afetivo. Vigora no caso a lei do silêncio. A vergonha se sobrepõe ao grito de socorro. O medo enclausura. Silencia e mata também, aos poucos. Quando disse que a proposta de testemunho, desabafo, relato escrito é utópica, não o faço como crítica, porque sei que a utopia serve muito. Para quê?  Para que não se deixe de caminhar, como ensina o filósofo Eduardo Galeano. A propósito, a canção Utopia, de Zé Vicente, foi a canção-tema de um recente Festival de Música, o 16º Clave de Fé, na minha Paróquia, a Santíssima Trindade, em Pelotas. Nosso Festival é temático. O ano passado falamos de paz. Neste, de esperança. Ainda ouço os acordes e ouço a conclamação; Sim, vamos esperançar! Alegrai-vos, na esperança – Rm 12:12.

    Termino, voltando ao início. Mudar o foco, estratégia possível? Não há mais dúvidas, pois as estatísticas comprovam, que a violência contra a mulher faz parte de nosso cotidiano. Porém, os estudos, artigos, reflexões, estratégias de combate, em geral, emanam de grupos femininos. Sou de opinião que se deva mudar o foco. Pensar nos homens, dirigir-se para os homens. Conjugar verbos na voz ativa e não passiva!  Estamos reproduzindo estratégias (válidas, por óbvio, numa fase inicial) de chamar a atenção para as vítimas. Não seria o caso de voltar-se para os grupos dos responsáveis pela violência? Mulheres, não podemos também ser vítimas de nossas próprias estratégias! Qualquer proposta que vise reduzir esse tipo de violência deve incluir homens. Faço parte de uma Associação de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ). Por meio desta, ouvi falar de uma iniciativa vinda do Tribunal de Justiça de Goiás. Foram criados,  e os resultados são animadores, “Grupos reflexivos voltados a autores de violência doméstica”. Não seria o caso de criarmos, ou indicarmos, grupos reflexivos de homens para estudar o assunto? Repito, precisamos usar a voz ativa! Quem sabe poderia, por eles próprios, ser preparada uma lista de pequenas coisas que os homens podem fazer para diminuir a violência doméstica? E nosso Clero, já pensou como tratar esse assunto no âmbito da Confissão? Qual a recomendação da Câmara Episcopal? Mudar o foco, é uma estratégia possível?

    Texto: Ceres da Silva Meireles – Diocese Anglicana de Pelotas

     
  • SNIEAB 11:18 on 04/12/2018 Permalink | Responder
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    Nossa força, nosso grito 

    Falar sobre violência contra a mulher nos diferentes contextos da vida cotidiana tem sido cada vez mais importante e cada vez mais difícil nos últimos tempos. A relevância deste tema atinge a todas as pessoas, independente do gênero, mexe com estruturas, toca em feridas e desacomoda quem está acostumado ao sistema patriarcal em que vivemos.

    É hora de cessar o silêncio com um grito de “Basta!” para todo e qualquer tipo de agressão, seja ela física, psicológica, simbólica etc. Entretanto, durante o processo de discussão sobre gênero na igreja, foi possível reconhecer alguns obstáculos na busca da construção de um mundo mais igualitário.

    Um destes grandes obstáculos foi o não reconhecimento das violências existentes. Grande parte das pessoas não consegue ou não quer identificar os reais problemas que envolvem as questões de gênero. Aqueles que possuem seus direitos respeitados, não admitem, muitas vezes seus privilégios, não conseguem olhar com empatia para as situações do dia-a-dia, acreditando, deste modo, que todas as outras pessoas têm as mesmas oportunidades e condições.

    Os estudos sobre gênero perpassam uma reflexão profunda sobre o funcionamento da sociedade, suas classes, etnias, gêneros, contextos históricos e sociais, bem como a compreensão da subjetividade de cada indivíduo.  Ainda assim, nada disso é suficiente quando não se tem o principal mandamento de Cristo respeitado: “ama teu próximo como a ti mesmo”, este é o princípio da empatia e da solidariedade, o amor.

    Quando somos capazes de amar as pessoas e refletir de fato sobre suas reais condições de vida e oportunidades, livre de preconceitos e discriminações, podemos ir além em nosso trabalho, fazendo de fato o que aquela pessoa necessita, pensa-se em cada detalhe do que fazer para que estas se sintam melhor. Escrevo isto lembrando-me de um manual simples que dava dicas aos homens sobre como fazer para que as mulheres não se sentissem constrangidas ou com medo no dia-a-dia, coisas como atravessar a rua ao invés de andar alguns passos atrás dela, não interromper sua fala, entre outros pequenos gestos.

    A luta contra a violência começa com estes pequenos gestos de amor ao próximo. Colocar-se  disponível a novas posturas é de suma importância para redirecionar esta triste história de uma sociedade machista e patriarcal. O homem que se coloca ao nosso lado nesta luta, estando disposto mudar pequenas posturas e ser conosco denunciador de agressões é muito bem-vindo.

    Porém, o grito é nosso! Nós, mulheres fortes e inconformadas, iremos fazer a real diferença. Precisamos nos unir nesta luta e não nos desanimar com estes que não reconhecem seus privilégios. “Não me vejo na palavra Fêmea: alvo de caça, conformada vítima. Prefiro queimar o mapa, traçar de novo a estrada, ver cores nas cinzas e a vida reinventar” (Francisco, El Hombre)

    Vamos seguir lutando por um mundo melhor e mais igualitário, em que as diferenças de gênero não sejam usadas como opressão das mulheres, e nenhum tipo de violência seja tolerado.

    Texto: Jessica Aline Leal da Rosa – Diocese Anglicana de Pelotas
     
  • SNIEAB 0:00 on 01/01/2007 Permalink | Responder
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    Deão da Catedral do Redentor (Pelotas, RS) é o novo Bispo eleito da DAP 

    O Deão da Catedral do Redentor, Rev. Renato Raatz, 55 anos, foi eleito bispo da Diocese Anglicana de Pelotas, em reunião do Concílio Extraordinário, realizada no dia 13 de janeiro, na Catedral, sob a presidência de Dom Orlando Santos de Oliveira, bispo da Diocese Meridional, Porto Alegre. O bispo eleito recebeu 8 votos do clero e 25 dos leigos. A Revda. Ilaine Marizete Zschornack, reitora da Paróquia da Santíssima Trindade, Pelotas, indicada por sua paróquia recebeu 2 votos do clero e 9 dos leigos. Na delegação clerical houve 3 votos em branco e 1 voto em branco na delegação leiga.

    Após ter sido declarado eleito pelo presidente, o Rev. Renato manifestou sua aceitação pela escolha do povo diocesano, ressaltando que as palavras gratidão, compromisso e confiança sintetizavam muito bem o momento especial vivido pela Diocese. Gratidão a Deus, Senhor da Igreja, ao povo da Catedral do Redentor que indicou seu nome, aos delegados que votaram em sua indicação, aos que optaram por outro nome e também àqueles que votaram em branco. “Isto revela a diversidade e a liberdade da Diocese”, salientou. Compromisso foi outra palavra usada. “Esta eleição não pode ter sabor de conquista, vitória, reconhecimento pelo ministério até aqui realizado”, ponderou. Deve significar, sim, compromisso sério em continuar as coisas boas que a Diocese tem. Educação Cristã, Serviço, Expansão, busca da Unidade, evangelismo, cuidado pastoral, responsabilidade cristã (isto é, partilha de tempo, talento e tesouro). Segundo o bispo eleito estes são alguns sinais positivos que devem ser preservados, fortalecidos e ampliados. “Trata-se de compromisso não só do bispo eleito, mas de toda a Diocese, de todo o povo diocesano”. Destacou, por fim, ser necessário confiança. Confiança em Deus – o Senhor da Igreja, na ação do Espírito Santo, que capacita e encoraja a Igreja e confiança no Cristo Ressuscitado, que prometeu: “Estarei convosco sempre, até o fim dos tempos”. Assim, “é preciso ter confiança para que juntos, com fidelidade, zelo e perseverança, possamos contribuir para a vida e a vitalidade tanto da Diocese quanto da comunidade maior”.

    O bispo eleito é natural de Canguçu, RS. Cursou teologia no Seminário de Porto Alegre. Ordenado diácono em dezembro de 1979 e presbítero em julho de 1980. Exerceu seu pastorado nas Paróquias da Bênção Divina, em São Francisco de Paula, Paróquia da Ascensão, Porto Alegre e Paróquia da Trindade, em São Leopoldo. Desde 1999 está à frente da Catedral do Redentor. Por dez anos serviu no Departamento de Comunicação da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, na função de editor do Estandarte Cristão. Atuou junto ao Seminário Teológico onde foi secretário e professor. Preside também a Associação Amar: Criança e Família. Coordena o NECTAR (Núcleo de Estudos e Capacitação Teológica da Catedral Anglicana do Redentor). Oblato da Ordemde São Bento. É casado com Alice Maria Dutra Raatz. Tem três filhos: Cristiano, Barbara e Jonatas; e os netos Matheus e Bruno.

    A cerimônia de sagração está prevista para 15 de abril de 2007.

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 1:35 on 22/11/2006 Permalink | Responder
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    Primaz e Secretário Geral Visitam DAP 

    Em razão da vacância diocesana, motivada pela instituição de Dom Sebastião Gameleira como Bispo Diocesano de Recife, o Primaz, Dom Maurício Andrade, e o Rev. Francisco de Assis realizaram visita à Diocese Anglicana de Pelotas entre os dias 17 e 20 p.p.

    O Primaz, em razão da praxe canônica, assume as funções pastorais nas dioceses que estejam com Sé vacante.

    Ambos se reuniram com o Conselho Diocesano para discutir o processo de eleição do novo(a) Bispo(a), cujo Concilio Extraordinário está marcado para o dia 13 de janeiro de 2007.

    Como parte da visita, o Primaz e o Secretário-Geral mantiveram reuniões com o clero diocesano e com as lideranças leigas para compartilhar com todos a importância desse processo. Há um clima de grande otimismo e de escuta sincera entre o povo e o clero daquela querida Diocese.

    No domingo, Dom Maurício Andrade realizou um total de 22 confirmações em duas das comunidades da área rural, na Missões de Santo André (Coxilha dos Campos) e no Ponto de Evangelização Santo Agostinho (Estância Figueira).

    O Secretário-Geral pregou e celebrou nas Paróquias do Salvador (Canguçu) e Santíssima Trindade (Pelotas). Foi visitada ainda a Paróquia Divino Salvador, em Rio Grande.

    O sentimento ao final da visita foi de grande alegria e confiamos que o processo de escolha do(a) novo(a) Bispo(a) seja uma importante manifestação da maturidade do povo e clero da Diocese. O Primaz e o Secretário-Geral agradecem a Deus pela rica experiência de hospitalidade demonstrada naqueles dias.

    -

    Rev. Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
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