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  • SNIEAB 12:18 on 06/09/2018 Permalink | Responder
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    Carta Pastoral do Bispo Mauricio Andrade à 35ª Reunião Conciliar da Diocese Anglicana de Brasília da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, reunida na Paróquia da SSª Trindade, Paranoá-DF, nos dias 01 e 02 de setembro de 2018 

    1. Irmãs e Irmãos em Cristo reunidas nesta reunião conciliar da Diocese Anglicana de Brasília, desejo que este seja mais um momento de encontro, partilha, diálogo e decisões no caminho da unidade e na perspectiva da mudança a que somos chamadas e chamados a viver a cada momento de nossas vidas em Cristo.

    2. Sim, porque seguir a Cristo requer de cada uma e cada um de nós mudanças. E essas são constantes. Seguir a Cristo exige assumir que estaremos na contracultura, mas também que estaremos exercendo e expressando o amor que vem de Deus e nos motiva a amar sem medo e com toda força.

    3. Nessa chegada ao Concílio, somos acolhidas e acolhidos, com muita alegria e fraterna hospitalidade, pela Paróquia da SSª Trindade, que, neste mês de setembro, celebra 26 anos da presença Anglicana no Paranoá. Tempo de muitas lutas e também de alegrias e glórias, para honra de nosso Senhor Jesus Cristo.

    4. E, nesse contexto de festa na Paróquia da SSª Trindade, não poderíamos deixar de trazer à memória o testemunho de perseverança do Rev. Côn. Josias Alves Conserva, que serviu com grande determinação e foi para nós um exemplo de quem resistiu e nunca desistiu da missão, porque a Missão é de Deus.

    5. Hoje celebramos o ministério de liderança e serviço do Rev. Denilson Olivato, juntamente com o povo da Trindade. Vamos adiante meu povo! “Temos muito ainda por fazer, apenas começamos” (Renato Russo).

    6. Nosso Concílio se envolve na moldura de três grandes referências para nossa espiritualidade na missão. Começamos a semana celebrando o testemunho e vida de Dom Helder Câmara. Seu pensamento e testemunho é uma inspiração para meu episcopado, e continuarei sempre sonhando que um novo mundo é possível: “nas bem-aventuranças de Jesus falta uma, ou está implícita em todas: bem-aventurados os que sonham, porque correrão o doce risco de ver os seus sonhos realizados”.

    7. A semana continuou trazendo a memória de Santo Agostinho de Hipona, um dos mais importantes teólogos e filósofo dos primeiros anos do Cristianismo. Suas obras influenciaram o pensamento cristão. Cito, em especial, os livros “Confissões” e “Cidade de Deus”, que marcam o seu cuidado com aquilo que é essencial: “nas coisas essenciais, a unidade, nas coisas não essenciais, a liberdade, e em todas as coisas, o amor”.

    8. Na sexta-feira, 31 de agosto, foi dia de recordar Santo Aidan. Ele foi Bispo de Lisdisfarne. Conhecido como apóstolo da Nortumbria, foi o responsável pela restauração do Cristianismo naquela região. Como um bispo missionário, no ano de 631, ele caminhou a pé pelas aldeias conversando e inspirando as pessoas pobres.

    9. Aqui, quero expressar em Concílio as boas-vindas ao nosso irmão Rev. Izaias Torquato, que no último interregno conciliar, mais precisamente em setembro de 2017, foi acolhido e instalado Ministro Encarregado na Paróquia São Felipe e depois também na Missão da Reconciliação. Oferecemos as boas-vindas também ao Rev. Geraldo Magela, que vem cedido pela Diocese Anglicana do Recife e aqui, por este tempo, assume os deveres e direitos de clérigo da Diocese Anglicana de Brasília.

    10. Na inspiração destes pais da Igreja, quero hoje expressar minha gratidão a Deus, a minha família e ao clero e povo desta Diocese por chegar ao décimo quinto ano de episcopado pela vontade de Deus e eleição do povo. Muito obrigado pelo caminhar de serviço. E vamos adiante!

    11. Este Concílio seguirá a inspiração do que moveu toda a Igreja na preparação e chegada da Confelíder e do Sínodo: “Ora, vocês são o corpo de Cristo, e são membros dele, cada qual a sua maneira”. Foi enorme a nossa alegria ao acolher o povo da Igreja em Brasília naquela bela festa.

    12. Quero lançar uma motivação para nosso caminhar diocesano que vem baseada na teologia de João, a qual nos traz a ênfase na encarnação: “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1,14) e no amor. O amor que se transforma na chave da vida cristã, porque foi por amor que Deus nos salvou: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho para nos salvar” (João 3,16). É pelo amor que poderemos experimentar a mais profunda comunhão com Deus “nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (I João 3, 16).

    13. É nesta trilha que ofereço, com muita energia, o tema para nossa inspiração diocesana “o perfeito amor lança fora o medo” (I João 4,18).

    14. Para viver essa experiência de que o amor é a chave do nosso ser e fazer cristãos, é indispensável se perceber no “andar” no entendimento e na sabedoria: “a sabedoria edificou a sua casa (…) andai pelo caminho do entendimento” (Proverbios 9, 1-6). O imperativo do convite é: “andai no entendimento”.

    15. Certamente, andar no entendimento exige de cada uma e cada um de nós muito mais do que o senso comum. Porque, frequentemente, o senso comum é discriminatório, preconceituoso, reducionista, simplista, e, na maioria das vezes, flerta com a ideologia dominante. Por isso o senso comum é ostentado pela maioria.

    16. De outro lado, o bom senso, requer discernimento, visão, leitura crítica, autonomia de pensamento e coragem. Pois o bom senso caminha na contramão da ideologia dominante.

    17. Muitas vezes, o novo não leva à certeza de que será melhor. Contudo, o novo nos coloca na possibilidade da mudança, e nos desafia a aprofundar e fortalecer nosso entendimento da vida.

    18. Como Igreja, somos chamados a ser “uma parábola de amor” (Paulo Ueti). E ser essa parábola é estarmos prontas e prontos a acolher a todas as pessoas.

    19. O Concilio Diocesano é um espaço de encontro e de partilha. Nessa experiência, cada qual de nós temos a plena liberdade de nos expressar a partir do entendimento individual a respeito de cada tema a ser refletido, dialogado e decidido. Por isso, o Concilio é uma oportunidade de diálogo, reflexão e conversa na busca da unidade. Na busca de nos mantermos juntos na missão nos diferentes cantos de nossa Diocese.

    20. Muito especialmente, neste Concilio desejo que sejamos Guiados pelo amor a viver a Parábola do amor. O amor que é paciente, que não busca seus próprios interesses, que vive em comunidade.

    21. Guiados pelo amor estaremos também sendo guiados para a justiça.

    22. Muito especialmente, neste Concilio estará em nossa pauta o tema da mudança canônica que foi aprovado pelo Sínodo Geral da Igreja. E é importante recordar que o tema da sexualidade humana tem sido abordado na Igreja desde 1997, com a publicação da Carta Pastoral da Câmara Episcopal. Ao longo desses 21 anos, o diálogo, a reflexão e as conversas foram sendo construídas. E hoje temos um Cânon aprovado que acolhe o casamento para todas as pessoas.

    23. Aqui, exorto para que, guiados pelo amor, possamos exercer a nossa liberdade de diálogo, compreendo a decisão de cada qual, sempre garantindo o respeito.

    24. Os caminhos são construídos por passos. E, a cada passo, se constrói um novo caminhar.

    25. Não é demais recordar a palavra sábia do provérbio africano: “se você que ir rápido, vá sozinho. Mas se quiser ir longe, vá em grupo”.

    26. Neste Concílio, também estaremos mergulhando e aprofundando as ações do PLAD 2018-2022, o qual começamos a revisar em novembro de 2017.

    27. Reafirmamos nossa Missão: “Ser uma Igreja missionária, instrumento do anúncio e testemunho do Reino de Deus, por atos e palavras. Viver, na diversidade e inclusividade, o nosso jeito de ser Anglicano”.

    28. Reafirmamos nossa Visão: “Ser uma Igreja ousada e dinâmica no testemunho do Evangelho, na ação missionária e na promoção da vida, servindo no amor, na fidelidade e na solidariedade”.

    29. E reafirmamos o nosso Objetivo Geral: “Fortalecer as comunidades atuais, tornando-as missionárias, buscando a formação de novas comunidade, de forma que a Igreja seja inclusiva e terapêutica.”

    30. A partir dessa base, construímos quatro eixos de ação: • Multiplicar os dons e talentos existentes em cada comunidade; • Qualificar as comunidades para atender as pessoas violadas em seus direitos; • Divulgar e fortalecer o Ethos Anglicano; • Fortalecer o canal de comunicação direito e exclusivo com o público interno ativo.

    31. E ainda, unido ao PLAD, recordo os desafios da Carta Pastoral do ano passado, os quais ainda devemos seguir: • Formar grupos de estudo bíblico e formação para o discipulado intencional; • Aprofundar e construir ações para que nossas comunidades se tornem espaços seguros, comprometidos com o bem-estar físico, emocional e espiritual para as pessoas que sofrem abusos e discriminações.

    32. Por fim, e não por último, quero trazer à memória que estamos em ano de eleições gerais. Viver e ser guiados pelo amor é também demonstrar nossa indignação com a situação de crise ética, politica, econômica e institucional que passa o nosso país. E precisamos buscar votar em pessoas que se pautam pelos princípios que envolvem: a paz, a solidariedade às pessoas empobrecidas, a paixão pelo servir. Devemos eleger pessoas que estejam comprometidas com as causas da justiça e promoção social.

    33. E nunca é demais recordar que nosso compromisso se concretiza nas Marcas da Missão:

    • Proclamar as boas novas do Reinado de Deus; • Ensinar, batizar e nutrir os novos crente;

    • Responder às necessidades humanas com amor;

    • Procurar a transformação das estruturas injustas da sociedade, desafiar toda espécie de violência e buscar a paz e a reconciliação;

    • Lutar para salvaguardar a integridade da Criação, sustentar e renovar a vida na terra.

    Que estejamos unidos no caminhar, guiados pelo amor e, sendo parábola do amor de Deus, servindo e transformando vidas.

    Que o Amor de Deus nos Una.

    Amém.

    Mauricio Andrade +

    Bispo Diocesano


     
  • SNIEAB 11:58 on 06/09/2018 Permalink | Responder
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    No caminho a gente se entende, mas caminhar é preciso: 35º Concílio da Diocese Anglicana de Brasilia, Paranoá/DF 

    1 e 2 de Setembro de 2018

    “Grava-me como um selo em teu coração,

    Como um selo em teu braço;

    Pois o amor é forte, é como a morte!

    Cruel como o abismo é a paixão;

    Suas chamas são chamas de fogo

    Uma faísca divina.” (Ct 8:6)

    A Diocese Anglicana de Brasília dá testemunho do seu compromisso de ser o sacramento do Cristo em meio a uma sociedade violentada e carente de amor e solidariedade, escutando os clamores do povo e da natureza para continuar sendo comunhão (koinonia) e serviço (diaconia) em direção ao Reinado de Deus.

    O 35º Concílio da Igreja local, que aconteceu em Setembro de 2018, cumpriu seu objetivo de congregar o povo de Deus, sob a orientação da Ruah Divina (o Espírito perturbador de Deus, cf At 2:1-13), para ouvir a Palavra de Deus e obedecer o mandamento de permanecer no amor, através da oração, diálogo e cuidado (pastoral/diaconia). Amar não é uma tarefa fácil. E sim, amar é uma tarefa, uma ação que afeta você mesma/o e a outras pessoas. E amar implica em permanecer no desejo de dialogar e caminhar juntas/os. E não, continua não sendo fácil.

    O Concílio foi longamente preparado, sob a orientação do Espírito Santo, em oração, estudo e escuta do que Deus quer de nós e para nós (para o mundo). Em meio a tantas estatísticas de violência, empobrecimento, desigualdades crescentes, assassinatos e adoecimento (mental, físico, espiritual) a or(a)ção é um caminho transformador e sustentador da fé e do compromisso com a Missão de Deus que quer que “todas as pessoas sejam salvas e cheguem ao conhecimento de Deus” (cf. 1Timóteo 2:4).

    O Sínodo Geral da Igreja do Brasil precedeu nossa reunião conciliar. Um sínodo é o momento em que a igreja escuta seus membros, escuta a Palavra de Deus, celebra a comunhão/eucaristia como sacramento (já é, mas ainda não) do Reinado de Deus e decido “syn odos” (sinodar – caminhar junta, na mesma perspectiva). Esse sínodo deixou-nos algumas lições importantes que precisamos sublinhar: escutar até o fim, permanecer no amor e na tolerância, concordar em discordar, discordar na caridade e no testemunho fiel do Cristo ressuscitado, continuar com os pés, o coração e a teologia na realidade, sendo uma Igreja profética, ousada e aberta ao novo.

    Como resultado do ser igreja juntas e juntos, na saúde e na doença, na tristeza e na alegria, no dialogo e na diversidade realizamos nosso concílio nesse mesmo espírito e dedicação ao Reinado de Deus. Celebramos o Concílio no marco dos 15 anos de serviço de Maurício que para nós é o Bispo Diocesano e conosco é nosso irmão na caminhada.

    Em nosso Concílio então:

    Foram reafirmados os compromissos da Igreja de Cristo com a missão que transforma o mundo e a humanidade. A missão é identitária (não é qualidade nem muito menos opção) de nossa comunidade religiosa. Somos pessoas chamadas para a presença de Deus, do Cristo, para sermos enviadas ao mundo, não para nos conformarmos com ele (em suas maldades e desigualdades) mas para transformá-lo (Cf. Romanos 12:2). Queremos ser uma Igreja sempre reformada (Ecclesia semper reformata, Karl Barth, citando Sto Agostinho) ou seja, uma igreja que para continuar sendo fiel ao mandato de Jesus de amar, inclusive aos inimigos, e bendizer sempre, inclusive aos que nos desejam mal, tem sempre que reexaminar a si mesma, sua doutrina e teologias, estar disposta a mudanças para que o serviço (diaconia) ao mundo (pessoas e natureza) sejam sempre fiéis e retas. Jesus fez isso com sua religião e nos ensina a fazer isso com a nossa. Como compromisso concreto a Igreja Nacional e portanto nossa Diocese está alinhada na colaboração com a execução dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) focando nos seguintes: Fome e Pobreza, Igualdade de Gênero, Desigualdades, Paz e Justiça. Também se percebeu uma consciência e sensibilidade maior para as questões de Justiça Climática e cuidado com o Meio Ambiente. Essa área de ação precisa ser mais desenvolvida e ganhar corpo em nossa igreja local, ficou o desafio.

    Foram reafirmados os compromissos da igreja com a missão integral (holística).O mandato de Jesus para ir ao mundo e batizar em nome da Trindade revela o objetivo e o método com os quais devemos trabalhar. Somos enviadas/os a batizar. Batizar é um verbo que significa (no idioma origina do Novo Testamento) “fazer mergulhar, envolver, conectar”. Ou seja, nossa missão é envolver mais pessoas no projeto de Jesus, no caminho da solidariedade e da profecia. Nossos ouvidos precisam ouvir mais claramente o clamor que sobre daquelas pessoas em situação de vulnerabilidade e insegurança (em todos os níveis). Nosso chamado é para ir ao encontro de quem precisa, olhar, prestar atenção, cuidar, compartilhar nossos recursos (financeiros inclusive), acompanhar e garantir que situações de violência não aconteçam de novo (cf Lucas 10:25-37). Ajudamos primeiro, depois perguntamos, se é que perguntamos. Nossa missão é desenvolver teologias e dizer palavras (discursos: pregações, meditações, orações) que congreguem, curem, “ajuntem” e incluam todas as pessoas, pois TODAS (e todas são sempre TODAS) são Imago Dei – imagem e semelhança de Deus. E é em nome da Trindade, uma expressão divina e um recado direto para todas nós que a comunidade, a capacidade de permanecer juntas/os e o desafio de amar sempre são a “maneira, o método, o jeito” pelo qual as pessoas crentes devem atuar, pensar e falar.

    Foram reafirmados os compromissos da igreja com a sua natureza: missionária, diversa, plural e inclusiva – espaço seguro e parábola do Reino. A igreja é o sacramento primeiro da presença real de Jesus Crucificado e Ressuscitado entre nós. Ela é o corpo de Cristo que foi oferecido por nós e por nossa salvação para a remissão dos pecados, para que a gente não entre em caminhos errados e que nos afastem do coração misericordioso de Jesus. Através e como resultado de muita oração, meditação e reflexão reconhecemos que somos uma igreja plural, reconhecemos e celebramos que essa diversidade é dom e graça de Deus, revisitamos nossas teologias e nossas doutrinas para que continuem sendo fieis a Deus e ao seu chamado de amor e misericórdia. No espírito de testemunho do amor de Deus que acolhe, abençoa e fortalece toda a gente, a Igreja diocesana aprovou por maioria a celebração eclesial, espiritual e litúrgica do santo matrimônio cristão estendido a TODAS as pessoas que o desejarem. O Livro de Oração Comum já está preparado para acolher a união de PESSOAS em santo matrimônio e isso marca um profético e ousada posição de uma igreja cristã em nossos contextos. Reconhecemos que o caminho e as decisões tomadas necessitam ainda de muita oração e acompanhamento, necessita de insistência e persistência para irmos mais longe e na direção certa do Reinado de Deus, que já está aqui e agora, mas ainda está por construir no dia-a-dia de nosso trabalho missionário.

    Acompanhados pelo provérbio africano que diz que “se queremos ir rápido, devemos viajar sozinhos, mas se queremos ir longe, devemos ir juntas/os”, o Concílio celebrou seu companheirismo com outras organizações nacionais, internacionais e da família Episcopal Anglicana, especialmente: USPG, Anglican Alliance, Diocese de  Indianápolis (USA), Paróquia de Punta Gorda (Flórida, USA), relações na Convenção Geral da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, com a família ecumênica nacional (CONIC, CEBI, Diaconia, CESE, entre outras). Essas alianças permitem que a Diocese se abra para outras experiências, bem como permite que outras localidades aprendam de nosso jeito de ser igreja e de como juntas/os podemos transformar vidas e estruturas injustas. Foi reafirmado o compromisso da Diocese de cultivar essas relações e abrir-se a outras possíveis no caminho de fé e missão.

    O Concílio também foi o momento de escutarmos sobre nosso ministério na Diocese, pararmos para ouvir atentamente o que o Espírito diz as Igrejas (Ap 2:7) através das nossas comissões e serviços diocesanos. Escutamos as atividades que foram realizadas, as avaliações e propostas de continuidade. Compartilhamos nossa vida econômica (administração e finanças) de nossas comunidades, ações sociais e escritório diocesano, a partir do princípio da transparência e do constante apelo ao compromisso de cada membro da igreja de contribuir com seu trabalho e também com seus recursos financeiros e profissionais com a vida da igreja local. Esse é sempre um apelo de Deus e da realidade para que nossa “responsabilidade” cristã seja cada vez mais forte e constante, a fim de que a Igreja de Jesus possa continuar sendo um sacramento dele no mundo e para o mundo, a fim de transformá-lo para que o Reinado de Deus seja realidade mais e mais.

    Reafirmamos nossa visão e missão:

    Missão: “Ser uma igreja missionária, instrumento do anuncio e testemunho do Reino de Deus, por atos e palavras. Viver na diversidade e Inclusividade o nosso jeito de ser anglicano, inseridas e inseridos no contexto sociocultural das comunidades.”

    Visão: “Ser uma igreja ousada e dinâmica no testemunho do evangelho e na ação missionária na promoção da vida, servindo no amor, fidelidade e solidariedade.”

    Na celebração final desta reunião de graça e misericórdia, de escuta e diálogo, de tolerância e permanência, porque o Amor de Deus é para todas/os nós, tivemos a grata pregação/provocação de nosso irmão e companheiro de caminhada que hoje trabalha na USPG Rev. Canon Richard Bartlett. Ele nos exortou a quatro grandes reflexões que nos deve levar a uma profunda or(a)ção interior e em direção ao mundo: Que declaração de fé fazemos? E nosso chamado de ser uma igreja PRESENTE, PROCLAMADORA E PROFÉTICA. Aqui algumas reflexões sobre o que isso significa, para além do sermão do nosso irmão Richard, mas a partir dele.

    • Que significa nosso Credo Apostólico e Niceno-Constantinopolitano: qual é a nossa declaração de fé? Em que acreditamos? Em qual Deus pomos nossa confiança? Nosso Deus é o Deus de…? As respostas a todas essas questões sempre estão na ponta da língua e, como Paulo e sua tradição que chegou até nós, nós proclamamos (ou deveríamos pelo menos) o Cristo Crucificado e Ressuscitado que nos redimiu e nos presenteou com a salvação, por amor incondicional. Nosso modelo é Jesus, a Trindade que expressa a verdadeira comunidade e modelo de vida, pastoral e teologias. Mas, isso é um compromisso muito grande, pois é necessário realmente conhecer Jesus, seu ministério, suas palavras (teologias) e seus compromissos políticos para que possamos seguir seus passos e refazer seu caminho hoje e sempre. Fica o desafio.
    • Somos uma igreja PRESENTE: Estamos neste contexto, no cerrado, na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, na Família Episcopal/Anglicana mundial, na Família Ecumênica. Estamos em diferentes contextos tentando fazer a diferença e anunciar que o Reinado de Deus já está no meio de vocês. Somos presentes em lugares de necessidades econômicas e onde a necessidade espiritual também nos convoca. Estamos tecendo uma rede de carinho, compromisso e principalmente solidariedade para com as pessoas mais vulneráveis que podemos atingir. E somos do CERRADO, presença “torta”, resiliente, diversa e cuidadora, assim como a natureza de nossa região. Somos de diversos cheiros e sabores e procuramos ser alimento e motivação para todas as pessoas e organizações com as quais temos relação.
    • Somos uma igreja PROCLAMADORA: É nosso dever proclamar as boas novas do Reinado de Deus (5 Marcas da Missão – Lucas 4:18-19). Essa proclamação se da na oração e no trabalho (ministério, diaconia), inspiradas na tradição bíblica e da nossa igreja, bem como enraizada na espiritualidade beneditina (ora et labora e nada antepor ao amor de Cristo, Regra SB). E o conteúdo da proclamação deve ser baseado no amor, na solidariedade e no compromisso com os valores e as estruturas do Reino de Deus. Proclamar que Jesus é o Senhor de nossas vidas é comprometer-se com seu caminho, suas ações, sua ideo-teologia, sua religião que esta focada nos mais pequeninos, nos que sofrem, nos que tem jugos pesados, nos que são excluídos da sociedade e da religião tradicional, nas pessoas que estão sedentas de sentido, de beleza e de pão cotidiano. Celebramos o ministério de nosso Bispo Diocesano e do corpo da igreja de Cristo aqui no Cerrado que sempre pede a Deus ‘que a dor, a injustiça, a guerra, a mentira e o futuro’ não nos sejam indiferentes (Eu só peço a Deus, cantada por Beth Carvalho) e que se lança para outras margens, proclama que todas as pessoas são bem vindas porque todos e todas somos o Corpo de Cristo, cada um à sua maneira (cf. Coríntios 12) e que continuar a mensagem que de o “perfeito amor lança fora todo o medo” (1João 4:18).
    • Somos uma igreja PROFÉTICA: em nome de Jesus proclamamos os valores do Reino e os requerimentos para que ele seja revelado, pois ele já está no meio de nós (cf Marcos 1:15). Somos convidadas/os à ousadia e à coragem de avançar e continuar nosso ministério interno e externo no espírito da transformação e da sustentabilidade. Nossa liturgia, teologias, ministérios são alimentados pelo desejo de justiça, dignidade e segurança de todas as pessoas e do planeta. Continuamos trabalhando para uma igreja que seja lugar seguro para todas as pessoas, uma igreja que seja o lugar de aprender que a justiça e o direito são o coração do ministério de Jesus, é a religião que Deus gosta, bem como a oração e o encontro íntimo com Deus são necessidades de todo crente para alimentar uma mente e um coração abertos ao novo e ao Espírito Santo, fogo ardente e vento impetuoso, que desinstala nos tirando de nosso lugar confortável. Somos PROFECIA, uma palavra de Deus que proclama de Deus é o Deus do Êxodo, da libertação, da alegria e da igualdade. É sempre bom lembrar o conteúdo da profecia para alinhar nossas comunidades com ela. Desafio constante em nosso dia-a-dia.

    Como não pode ser diferente e porque “a festa sempre continua” (moto do nosso Bispo) terminamos nosso concílio com uma grande refeição comunitária. Comer juntas/os é uma das partes mais fundamentais de nossa tradição cristã, o ágape, para nos lembrar do quanto devemos partilhar e o quanto isso é importante na proclamação do Reino. Agradecidas/os à todas as pessoas que estiveram ministrando na cozinha para que nossas refeições estivessem prontas e bem servidas, bem como a todas/os participantes do Concílio encerramos com a certeza de termos cumprido nossa tarefa de nos escutar mutuamente, orar como igreja diversa mas unida e estar abertas/os ao Senhor que nos envia ao mundo pois a necessidade é grande e a messe ainda pequena.

    A bênção do Deus de Sara, Abraão e Agar,
    a bênção do Filho, nascido de Maria,
    a bênção do Santo Espírito de amor,
    que cuida com carinho, qual mãe cuida da gente,
    esteja sobre todas nós. Amém!

    Texto: Diocese Anglicana de Brasília – DAB

     
  • SNIEAB 0:31 on 04/04/2011 Permalink | Responder
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    Deus chama a Igreja para uma nova Missão 

    No segundo dia da visita da revda Glenda McQueen e Revd Michael Barlowe em Brasilia como parte da experiência de imersão na realidade de missão e cultura brasileira antes da reunião plena que ocorrerá em Porto Alegre, de 04 a 07 de abril nas dependências da Casa Vila Betânia, os dois visitaram a Catedral da Ressurreição.

    Glenda e Michael foram acolhidos pela Deã Revda Magda Guedes que convidou Glenda para pregar e Michael para presidir a eucaristia.

    Em seu sermão a Revda Glenda chamou a atenção para o chamado de Deus para uma nova missão. Muitas vezes estamos acomodados e presos a ações que não nos desafiam. Deixar o passado é difícil e resistimos ao novo. Usando a parábola doEevangelho, Glenda nos alerta que em muitas ocasiões estamos cegos e não queremos ver o que está diante de nós. “É tempo de uma nova missão e Deus é o nosso pastor durante essa Missão. Nossas ações devem produzir frutos que revelem a esperança de Deus. Somos agentes da paz e profetas da esperança de Cristo.”

    Neste momento, membros da Comissão Bilateral IEAB/TEC encontram-se em três diferentes dioceses. Outro grupo, representando a Sociedade da Rosa dos Ventos (da Comunhão Anglicana) está visitando as dioceses do Rio de Janeiro e da Amazônia. É possível acompanhar sua jornada através do link http://rosadosventos.ieab.org.br.

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    Sandra Andrade

    Diocese Anglicana de Brasília

     
  • SNIEAB 17:20 on 02/04/2011 Permalink | Responder
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    Diocese de Brasília recebe visitantes da Comissão Bilateral – IEAB/TEC 

    Aproximadamente 50 crianças, do Projeto SAME (Serviço de Apoio ao Menor Estudante), na Missão de Pentecostes – Novo Gama – GO, receberam os membros da Comissão Bilateral, a Revda Glenda McQueen, o Revdo. Cônego Michael Barlowe e a Sra. Sandra Andrade. Dom Maurício apresentou os visitantes e as crianças conversaram e cantaram com os mesmos.

    A Comissão Bilateral é composta de cinco representantes da IEAB e cinco representantes da TEC.

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    Sandra Andrade

    Diocese Anglicana de Brasília

     
  • SNIEAB 10:00 on 16/01/2011 Permalink | Responder
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    Área Provincial III sedia encontro de jovens 

    Nos dias 13 a 16 de janeiro de 2010, a Diocese Anglicana de Brasília recebeu jovens da Área Provincial III, a qual abrange as dioceses do Recife, Brasília, Amazônia e do Distrito Missionário. Além disso, também foram convidados representantes das demais dioceses nacionais. O evento está sendo coordenado por Pedro Andrade, coordenador da Juventude da Área III e auxiliado pela Revda. Tatiana Ribeiro e pela seminarista Tatiane Vidal, representantes da Comissão de Integração Nacional da Juventude Anglicana do Brasil.

    O programa incluiu temáticas como “Juventude Brasileira e Relações Sociais”, apresentada por Gabriel Medina (Presidente do Conselho Nacional de Juventude) e “Envolvimento da Juventude das Campanhas Sociais”, coordenada por Morgana Boostel (Rede FALE). Além disso, também serviram como apresentadores Daniel Souza, da Rede Ecumênica da Juventude, a própria Revda. Tatiana Ribeiro, que falou sobre a Participação da Juventude Anglicana nos Movimentos Sociais e outras lideranças da IEAB, como a Revda. Lúcia Dal Pont Sirtoli, apresentando o tema “Juventude e Bíblia” e Tatiane Vidal, que liderou uma reflexão sobre a juventude anglicana. O Bispo-Primaz da IEAB, Dom Maurício Andrade, também participou ativamente do encontro.

    Nesta tarde, haverá a Eucaristia de encerramento do evento, contando com o Primaz como pregador e a Revda. Tatiana Ribeiro como celebrante.

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    Luiz Coelho

    Membro do GT-Comunicação

     
  • SNIEAB 12:08 on 26/03/2010 Permalink | Responder
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    Diocese Anglicana de Brasília: há 25 anos na caminhada da Missão e do serviço 

    A Diocese Anglicana de Brasília (DAB) também tem diversos motivos para celebrar o ano de 2010. Além dos aniversários de 200 anos do anglicanismo no Brasil e dos 120 anos da IEAB, a DAB partilha com as mulheres ordenadas seu vigésimo-quinto aniversário.  Esse relativamente pequeno tempo de caminhada, contudo, é compensado com sua participação crescente na vida eclesial da IEAB, bem como em inúmeros organismos ecumênicos.

    E foi nesse clima de festa que o concílio diocesano ocorreu neste último fim de semana, de 19 a 21 de março. Tal evento teve convidados ilustres. O primeiro deles foi o Rev. Cônego Francisco de Assis Silva, Secretário Geral da IEAB, o qual ressaltou os frutos que a DAB tem colhido no plano nacional da Igreja, tendo sido a primeira diocese missionária a oferecer um bispo diocesano para o primado da província, além de diversos outros membros de comissões e cargos em nível nacional.

    Também se fez presente o Rev. Cônego Edgar Ruddock, Secretário de Relações Internacionais da Sociedade Unida de Propagação do Evangelho (United Society for the Propagation of the Gospel – USPG). Ele está em sua segunda visita ao Brasil, mas conhecendo a DAB pela primeira vez.  O Cônego Ruddock ressaltou as recentes mudanças no perfil missionário, ressaltando que a USPG deseja adaptar-se para construir relações entre as igrejas e os agentes da missão ao redor do globo.  Ele ainda elogiou a DAB por contar com ativa participação de jovens nas atividades conciliares, sinal de renovação e vigor na vida diocesana.

    Também esteve presente o Revmo. Sephen Carlsten, Deão da Catedral de Cristo em Indianápolis, EUA. Sua presença serviu para fortalecer os laços de amizades entre as duas dioceses. A DAB possui um companheirismo tríplice com a Diocese de Indianápolis e com a Diocese de Bor, no Sudão. As três partilham experiências e viagens missionárias, com o intuito de crescimento mútuo e fortalecimento em Cristo.

    Outros convidados ilustres foram o Pastor Sinodal Carlos Müller, Presidente do CONIC, bem como Dom Almir dos Santos, atual bispo encarregado do Distrito Missionário do Oeste e segundo bispo de Brasília. Com eles, todos nós celebramos o sólido ministério da Diocese de Brasília e desejamos que sua atuação na transformação deste mundo e no fortalecimento do Reino de Deus persista por muito mais aniversários como este último.

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    Luiz Coelho

    Membro do GT-Comunicação da IEAB

     
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