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  • SNIEAB 15:51 on 25/06/2012 Permalink | Responder
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    Um olhar sobre a Cúpula dos Povos e Rio+20 

    Parece que a natureza está respondendo simbolicamente ao clima de frustração presente no Rio de Janeiro exatamente quando se inicia a Conferencia com os chefes de Estado na Rio+20. Depois de dias luminosos e de muita dinâmica na Cúpula dos Povos e nos pavilhões do Rio Centro, o céu está cinzento e carregadas nuvens se sobrepõem à cidade. Aqui, no aeroporto embarcando de volta para o sul, repasso um pouco do que vi nestes dias de intensa movimentação.

    Dois movimentos distintos. De um lado a Cúpula dos Povos com sua multifacetada imagem, reunindo movimentos sociais, ONGs, Igrejas e tantos outros atores que seria impraticável nominar todos aqui. Gestos, vozes, cânticos e danças compuseram uma fotografia colorida e viva, cheia de energia e de sonhos que pulsavam em toda a área do aterro do Flamengo. Neste contexto, minha participação foi em alguns pontos da programação, como por exemplo na vigília de domingo à noite. Ali, sob a inspiração do Criador, religiões proclamaram a necessidade de se afirmar direitos como elemento fundante de uma sociedade que precisa cuidar da criação e das criaturas. Pudemos interagir ali como nossos irmãos e irmãs de diversas matrizes espirituais e na sequência pude interagir com os mesmos em dois momentos reflexivos em painéis. Atores como o CONIC, Conselho Mundial de Igrejas, CLAI e ACT Alliance se revezaram em oficinas que discutiam acima de tudo a contribuição concreta das igrejas e religiões para a construção de um mundo justo e sustentável.

    Neste contexto, a IEAB se destacou por uma delegação que esteve sempre interagindo para fora e para dentro de si mesma. Um aguerrido grupo de 16 anglicanos (até mais se contarmos com as presenças ocasionais) sob a liderança do nosso Primaz, d. Mauricio, se uniram a outras forças para afirmar o sonho de um mundo mais solidário, mais humano e mais sustentável.

    Ao todo, pude participar oficialmente de três momentos de painéis e um momento de lançamento da publicação da Christian Aid sobre desigualdades no Brasil e na América Latina. E pude assistir outros dois painéis, todos dentro da agenda ecumênica da Tenda Religiões por Direitos. No Rio Centro, onde acontecia a agenda chamada de oficial, pude interagir no painel conjunto ACT Alliança e parceiros alemães sobre o sério problema da emissão de carbono na atmosfera e a postulação de um modelo econômico com baixo carbono – aliás assunto ainda ignorado pelos países ricos e por alguns países em desenvolvimento.

    Ainda hoje, antes de embarcar de volta, pude ter um encontro conjunto ACT Aliança e Conselho Mundial de Igrejas com importante figura da incidência pública ambiental internacional: a ex- Presidente da Finlandia, Sra. Tarja Halonen.

    Na medida em que a Conferencia caminha para seu final, me sinto um pouco frustrado com o que pode vir a ser mais um documento oficial que acabará não obrigando ninguém a nada. E mais uma vez os poderosos deste mundo preferiram pensar em seus próprios interesses e nos interesses das grandes corporações e de seus arquitetos do financismo do que assumir um compromisso de mudança.

    É evidente o divórcio entre sociedade civil e governos e não sei como isso se resolverá. Talvez, como foi dito em um dos painéis, isso só se resolva com uma radical reforma política (se referindo ao Brasil). Enquanto isso não acontece fica a esperança de que o mundo acorde antes que seja tarde para se sustentar e garantir às futuras gerações uma sociedade menos predatória e autofágica. Da Cúpula dos povos fica o exemplo de que os sonhos continuam pulsando.

    Do ponto de vista da IEAB, creio ter sido mais uma presença e testemunho eficaz. A presença anglicana na Rio+20, mesmo com as dificuldades de articulação entre as esferas internacional e nacional, teve no SADD/Anglican Alliance um grande ator. Foi muito bom conviver e ser acolhido pela DARJ e pela comunidade da Christ Church. Foi bom perceber que a IEAB se faz mais uma vez destacar na articulação ecumênica mais ampla. Foi bom estarmos bispos, clérigos e leigos articulados numa incidência pública. Repetimos assim o que tem sido nosso compromisso de articulação ecumênica e inter-religiosa, desde os fóruns sociais mundiais. Fica o desafio de melhor articular no futuro uma presença articulada também a nível internacional. Lamento que isso ainda seja um desafio a enfrentar. Talvez o exemplo de AA/SADD/ACEN sirva-nos de modelo para as nossas próximas incidências!

    Meu abraço e minhas orações!

    + Francisco de Assis da Silva

    Bispo da Diocese Sul Ocidental

     
  • SNIEAB 17:28 on 16/05/2012 Permalink | Responder
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    Recursos Litúrgicos da Igreja Anglicana para Rio+20 



    ACESSE OS RECURSOS LITÚRGICOS DA ANGLICAN ALLIANCE PARA RIO + 20


    Abertura Pacote Litúrgico Rio + 20


    Água Pacote Litúrgico Rio + 20


    Alimento e Meio Ambiente Pacote Litúrgico Rio + 20


    Justiça Climática Pacote Litúrgico Rio + 20

     
  • SNIEAB 15:53 on 03/05/2012 Permalink | Responder
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    Carta do Bispo Primaz da IEAB sobre a Rio+20 

    A Igreja Anglicana e a Rio+20

    “Tomou, pois, o Senhor Deus a humanidade

    e a colocou no Jardim do Éden

    para cultivar/servir e guardar”

    (Gênesis 2:15)


    No contexto  da reflexão sobre o cuidado com o planeta, diante do gemido da natureza  e na certeza de que cada pessoa, em sua diferente realidade, precisa se envolver e desenvolver ações concretas de cuidado com a Criação, convido a Comunhão Anglicana a comprometer-se rumo à Rio +20 – Conferência da Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável –  através da participação na Cúpula dos Povos, entre os dias 13 a 22 de junho, na cidade do Rio de Janeiro/Brasil.

    A Rio+20  fechará  um importante ciclo iniciado na Eco-92. A Cúpula dos Povos, movimento da sociedade civil organizada, poderá proporcionar um reencontro com o centro da fé cristã, expresso no amor incondicional do Criador para com a Criação, através de um presente e um futuro justo, ético, transformado e sustentável. Ou simplesmente, poderá passar ao largo das nossas vidas, mantendo a hegemonia daqueles que querem o lucro fácil à custa da sangria da natureza e dos povos empobrecidos e excluídos.

    É importante perceber o que está envolvido nessa  Conferência, se vamos seguir adiante com esse modelo de produção e consumo insustentável, privilegiador de um pequeno grupo, ou se iniciaremos uma transformação para outros modelos, como já afirmou a Eco-92 e tantas outras conferências da ONU que infelizmente os governos e as corporações transnacionais negam-se cumprir com suas responsabilidades.

    Somos testemunhas que a civilização humana enfrenta uma crise multidimensional abrangendo aspectos econômicos, sociais, ambientais, culturais e por que não dizer, espirituais. Em nosso modo de ver, uma crise de valores que anuncia o ocaso da velha civilização. Igualmente poderá significar a aurora de um novo tempo para todos nós, irmãos e irmãs que habitamos a mesma casa comum. Nesse sentido, nos inspiremos  no exemplo daquele que “acreditou contra toda esperança” (Rom 4:18) e colaborou  para que a vida da humanidade fosse mais abundante.

    A palavra profética de Gênesis 2:15, nos convoca a uma responsabilidade impar de cuidar e de zelar nosso jardim comum, como obra da Criação, continuação da revelação do Deus da Misericórdia e da Justiça.

    Nós continuamos a Missio Dei que deve ser a Missio Ecclesia, ou seja: dizer uma palavra e criar, mas não destruir; apresentar-se e libertar e não escravizar ou privatizar; encarnar-se e solidarizar-se e jamais imperializar-se;  gerar a vida e o cuidado e sem abandonar ou silenciar. Assim, somos desafiados a  “lutar pela salvaguarda da integridade da criação, sustento e renovação da terra”, uma das Cinco Marcas da Missão do Conselho Consultivo Anglicano.

    Nosso planeta geme e chora esperando pela redenção. Nossos povos clamam porque a mão dos opressores pesa sobre eles. Precisamos ouvir, como Deus escutou o clamor do oprimido, conheceu seu sofrimento e desceu para libertar. Escutar como fez Jesus com os discípulos no caminho de Emaús, andando com eles, lhes dando coragem e energia para testemunhar que outro mundo é possível.

    É com esperança, ousadia e fé renovada convoco a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e a Comunhão Anglicana a assumirem seu dever profético de “cuidar da Criação”, apoiar as iniciativas da sociedade civil organizada e apelar aos governos para assumirem sua responsabilidade para com a vida do planeta.

    Esse momento deve ser de denúncia do modelo economicista e excludente, e que possamos buscar a construção da Justiça Social e Ambiental, da defesa dos direitos dos povos e da natureza, do fortalecimento da consciência ecológica nas religiões e tradições espirituais, do início da transição de um modelo de civilização insustentável para uma nova civilização, justa, fraterna, pacífica, ética e sustentável.

    Encorajo às Províncias Anglicanas a assumirem suas responsabilidades, orientando suas dioceses, o clero e as comunidades a participarem ativamente do processo da Rio+20, incluindo as iniciativas da Cúpula dos Povos e do espaço Religiões por Direitos.

    Na certeza de que este será o caminho para vivermos a plenitude da vida (cf. Jo10:10),

    Brasília, 03 de maio de 2012

    + Dom Mauricio Andrade

    Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB)


     
  • SNIEAB 18:49 on 11/04/2012 Permalink | Responder
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    Paulo Ueti Começa seu Trabalho como o Novo Facilitador Regional da Aliança Anglicana para América Latina e Caribe 

    Sua primeira prioridade será coordenar as atividades ao redor da Rio +20, a Conferência das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável. Todas as atividades acontecerão entre os dias 14 a 22 de junho de 2012. Ele vai trabalhar de perto com o grupo de coordenação da Aliança no Brasil, através da liderança da Sra. Sandra Andrade, também coordenadora do SADD.

    Paulo, que está em Brasília, traz para a Aliança uma trajetória formidável de trabalho com organizações ecumênicas e sociais e é membro da Catedral da Ressurreição, da Diocese Anglicana de Brasília-DF. Estudou teologia e desenvolvimento, especialmente trabalhando com elaboração, monitoramento e avaliação de projetos sociais, e já viajou por América Latina, Europa e África. Pode comunicar-se fluentemente português, espanhol e inglês.

    Sua experiência prática em desenvolvimento inclui trabalhos com programas ligados às populações do campo e da floresta, especialmente a população da reforma agrária e na Amazonia, programas de alfabetização de adultos, especialmente de mulheres,  programas de saúde. Participou ativamente da construção das Políticas Públicas de Saúde para a População do Campo e da Floresta, sendo membro do Grupo da Terra do Ministério da Saúde durante o período. Ele estava envolvido nas discussões para o estabelecimento da Aliança ACT em América Latina e tem uma larga experiência trabalhando com organizações ecumênicas. Também é membro há mais de duas décadas do CEBI – Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, no grupo de assessoria e coordenando o Serviço de Intercâmbio Internacional.

    Paulo trabalhará com a Igreja Anglicana em toda a América Latina e Caribe nas questões de desenvolvimento, assistência e incidência pública, garantindo que todas as regiões possam estar informadas e engajadas nas atividades da Aliança Anglicana.

    Paulo é o segundo facilitador regional da Aliança Anglicana. O primeiro, Emmanuel Olatunji, é de Nairobi, Quênia (África), que começou ano passado. Há planos para haver facilitadoras/es na região do Pacífico e Ásia também.

    Adaptação do Texto em Inglês: http://www.anglicanalliance.org/news/item/?n=15018

     
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