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  • SNIEAB 16:08 on 05/09/2016 Permalink | Responder
    Tags: , cese, , Primavera   

    Campanha Primavera para a Vida 2016 

    Quando entrar setembro

    E a boa nova andar nos campos….

    Amigas e amigos da CESE!

    É com muita alegria que fazemos contato para apresentar a Campanha Primavera para a Vida 2016.

    Desde o ano 2000 realizamos esta Campanha que já se tornou uma tradição. Durante todos esses anos, os temas abordados expressaram o nosso compromisso de estimular e contribuir com as igrejas em suas reflexões e posicionamentos em favor da afirmação e defesa da Justiça, Paz e Integridade da Criação. Lá se vão 16 anos! E para refrescar a memória, apresentamos os temas já trabalhados:

    ·       2000 Vamos Juntos Semear Justiça

    ·       2001 Semear Solidariedade e Paz

    ·       2002 Pão e Paz

    ·       2003 Juventude e Paz

    ·       2004 Cidade de Paz

    ·      2005  Mulheres e homens construindo cidades de paz

    ·      2006 Direitos e Justiça para a Paz

    ·       2007 Direitos e Justiça: uma Ação para Crianças.

    ·       2008 Direitos e Justiça

    ·       2009 Cuidar da nossa Casa Comum a Terra

    ·       2010 Justiça ambiental

    ·       2011 Justiça ambiental na perspectiva de direitos

    ·       2012 Direitos humanos, desenvolvimento e Justiça

    ·       2013 Direitos humanos, desenvolvimento e Justiça

    ·       2014 O bem que você faz muita gente compartilha

    ·       2015 Eu respeito a diversidade religiosa. E você?

    No lançamento da Campanha do ano passado, realizamos uma Roda de Conversa sobre o tema na própria CESE. Em conjunto com o CEBI lançamos uma publicação abordando a temática. De lá para cá o tema perpassou o Programa de Pequenos Projetos e foram apoiados 14 projetos com esta temática.. E o nosso compromisso com o tema continua, pois as intolerâncias persistem.

    Para este ano, o tema escolhido é: Direito à vida da juventude. Por que decidimos trabalhar com este tema? Porque, apesar do Brasil possuir uma lei que reconhece a juventude como protagonista de direitos, o Estatuto da Juventude, a existência dessa legislação não assegurou políticas públicas que contribuíssem para uma transformação significativa da situação vivida pela juventude brasileira, sobretudo, no que diz respeito ao acesso à educação de qualidade, à segurança, ao trabalho, ao lazer e à participação nos processos sociais e políticos. O dado mais gritante e desafiador para toda a sociedade é o elevado índice de violência contra jovens negros, vítimas de extermínio nas periferias urbanas.

    Neste momento de tantas dúvidas e questionamentos, uma certeza nos acompanha: é impossível construir um projeto de nação sem o protagonismo das juventudes! Com este compromisso em mente, convidamos a REJU – Rede Ecumênica da Juventude para participar desta Campanha trazendo a reflexão, a voz, as lutas, os enfrentamentos, os sonhos e conquistas das juventudes. Já temos, agora, um rico material que está disponível para a reflexão das igrejas.

    Vocês estão recebendo, junto com esta carta, o material com as reflexões feitas pela juventude de diversas matrizes religiosas e também de diversos lugares do país. Informamos que o CEBI- Centro de Estudos Bíblicos, parceiro nesta Campanha, tem este material à venda em forma de livro (no valor de R$ 12,70). É um material excelente para grupos de jovens que pode ser solicitado através da página do CEBI (http://www.cebi.org.br). O material também tem um modelo de liturgia que pode ser usada na sua igreja ou no seu grupo, além de depoimentos escritos e gravados com jovens que tiveram projetos apoiados pela CESE, que podem ser usados como subsídios para a discussão do tema.

    Além de pautar um tema, a Campanha da Primavera também tem por objetivo mobilizar recursos para o Fundo de Pequenos Projetos da CESE. Toda a arrecadação  deste ano destina-se a apoiar projetos com a juventude. Somente teremos êxito se tivermos o apoio firme e decidido das Igrejas-membros e dos grupos apoiados pelos projetos. Contamos com você para que inclua a Campanha na programação de sua igreja ou grupo local durante o período da primavera, de 21 de setembro até dezembro.

    Além de discutir o tema, faça também uma ação em prol de um projeto: realize uma celebração e envie a coleta para a CESE. Contamos com o seu apoio! Também nos colocamos à disposição para dialogar, compartilhar experiências e esclarecer dúvidas. Nosso endereço para contato é cesecomunica@cese.org.br

    Sejamos semeadores e semeadoras de sementes de justiça, paz e solidariedade, a fim de que possamos colher uma sociedade mais justa e fraterna, onde todos e todas tenham acesso aos seus direitos fundamentais. Vamos acolher em nossos corações e compartilhar em nossos espaços de celebração essa Campanha da CESE, e façamos eco a todas as pessoas que já abraçaram a Primavera para a Vida.

    A todas as pessoas que contribuíram para a elaboração deste material a nossa gratidão e carinho.

    Durante seus 43 anos de existência, a CESE, inspirada no Evangelho de Jesus Cristo, tem apoiado projetos para a defesa de direitos em todo o Brasil. Já são mais de 11 mil projetos apoiados.  Somos gratos/as a Deus pelas muitas bênçãos e alegrias que Ele nos tem proporcionado, permitindo que, graças às muitas parcerias que temos, continuemos apoiando projetos que transformam vidas e que estão comprometidos com a defesa de direitos.

    Na certeza de que podemos contar com seu importante apoio e solidariedade, despedimo-nos desejando muitas alegrias e bênçãos –  e uma bela primavera!


    Pe. Marcus Barbosa - Presidente/ Sônia Gomes Mota – Diretora Executiva

    O QUECampanha Primavera para a Vida, promovida pela CESE

    QUANDO: Durante toda a primavera

    VALOR: Qualquer valor é bem-vindo

    DEPOSITE: Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CNPJ: 13.589.270/0001-21

    Banco do Brasil
    Agência: 3459-2
    Conta: 19.756-4

    Bradesco
    Agência: 0592-4
    Conta: 42.144-8

    SE PREFERIR, DOE DE FORMA RECORRENTE POR MEIO DO SEU CARTÃO DE CRÉDITO: https://www.cese.org.br/ajudeagora/




    Para dowload:

    Subsídios para a reflexão -Direito à Vida da Juventude

    Depoimentos – Juventude

    CARTAZ PPV_2016_DIREITO A VIDA DE JUVENTUDE

    Liturgia final.docx

     
  • SNIEAB 10:50 on 05/04/2013 Permalink | Responder
    Tags: cese   

    IEAB Presente no Encontro de Comunicadores de Igrejas e Jornalistas da CESE 

    Em 13 de junho de 1973, reunidos em Salvador/BA, representantes da Igreja Católica Apostólica Romana, representada pela CNBB, da Igreja Episcopal Brasileira (atual IEAB), Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil para Cristo, Igreja Metodista e da Missão Presbiteriana do Brasil Central, com apoio do Conselho Mundial de Igrejas, fundaram a CESE- Coordenadoria Ecumênica de Serviço.

    Nascido em plena ditadura militar, a CESE é fruto da preocupação com a defesa dos direitos humanos, com este foco na época , não era saudável muita divulgação.

    Hoje a CESE é formado pelas igrejas IEAB, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Presbiteriana Independente do Brasil, Presbiteriana Unida do Brasil e Católica Apostólica Romana, através da CNBB. Os tempos mudaram e não somente é saudável, como importante a maior divulgação da CESE, bem como os temas relativos aos Direitos Humanos.

    Com este foco, reuniram-se hoje (4/04/2013) em São Paulo, representantes da CESE, CMI, CNBB, Christian AID, KOINONIA, Focolares e das igrejas IEAB, IPI e ICAR, para discutir como estes organismos e igrejas trabalham na divulgação dos temas relacionados aos Direitos Humanos, quais os pontos fortes na comunicação, os desafios, dificuldades e para construção de uma proposta a fim de conseguir maior abrangência e eficácia na comunicação.

    Completando este ano 40 anos de atuação, mais de 10 mil projetos atendidos a CESE quer continuar a mobilizar recursos, e dar visibilidade as ações que visem a priorização dos Direitos Humanos.

    Vários desafios foram discutidos, por exemplo, como dar um testemunho cristão em um mundo multi-religioso e as dificuldades de diálogo.

    Marcelo Schneider do Conselho Mundia de Igrejas, destacou a importância da comunicação por direitos, ou seja a maior divulgação dos fatos e problemas que afetam a plena implantação dos Direitos Humanos, e as ações que estão sendo e devem ser implementadas.

    Entre as dificuldades levantadas pelos participantes, destacou-se a capacidade limitada para a geração de conteúdo em comunicação, devido as equipes reduzidas. Assim firmou-se acordo de cooperação para maior troca de informações, com este compromisso firmado, acredita-se que poderemos dar a enfase que o tema merece, nos meios de comunicação das igrejas, entidades e organismos presentes.

    O Encontro CESE com Jornalistas foi coordenado por Diego Lobo.

    Por Paulo Sanda

    Seminarista da Diocese Anglicana de São Paulo

     
  • SNIEAB 13:51 on 04/04/2007 Permalink | Responder
    Tags: cese, ,   

    Igrejas e Organismos discutem Incidência 

    Com a presença do Bispo Primaz e do Secretário Geral, convidados pela CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço, realizou-se entre os dias 27 e 29 de março a Consulta sobre Incidência Pública, reunindo os líderes das Igrejas e Organismos Ecumênicos latino-americanos.

    A Consulta teve por finalidade discutir o papel das Igrejas e Organismos Ecumênicos como promotoras dos direitos fundamentais dos cidadãos e cidadãs, especialmente no que diz respeito às políticas públicas.

    A questão da incidência pública tem sido construída em meio a muitas indagações a respeito do papel do Estado e de suas ações econômicas, sociais e culturais que afetam a vida de todas as pessoas. A Consulta teve um aporte bíblico-teológico que foi partilhado pelo nosso Primaz e pelo atual Presidente do CONIC, Pastor Carlos Moller, os quais enfatizaram o imperativo bíblico do profetismo, e da incidência da Igreja. Segundo D. Maurício, parafraseando o Arcebispo William Temple, “a Igreja é a única sociedade do mundo que existe para as pessoas que não são membros dela”.

    E acrescentou: “Caminhos e desafios abrem-se pelas transformações das relações sociais. Pessoas vinculam-se não só à comunidade geograficamente próxima, mas também a outras formas de comunidades: profissional, esportiva, educativa, civil, política e de modo mais marcante as comunidades virtuais. Estes também são lugares de Missão”.

    Com a chamada redução do Estado dentro das estratégias neo-liberais, o poder econômico se tornou o regulador quase absoluto da vida dos cidadãos e cidadãs, os quais necessitam explicitar de forma mais concreta seus anseios. Para tanto, se valem das organizações não–governamentais e dos movimentos sociais para pressionar os governos na direção de políticas verdadeiramente emancipatórias.

    A incidência pública das Igrejas e Organismos representa o fortalecimento da Sociedade Civil e a expansão do controle social. Representa também a possibilidade de um protagonismo político, não partidário, capaz de mobilizar a base da sociedade diante das conseqüências nefastas de políticas depredatórias do meio-ambiente e da cada vez mais excludente variável econômica.

    A Consulta foi promovida por CESE e pelo CREAS – Centro Regional Ecumênico de Assessoria e Serviço e contou com a presença de representantes da América Latina. Aliás, esta foi a quarta etapa de um processo de diálogo já realizado no Peru, Colômbia e Argentina.

    Ao final do evento, ficou evidente a necessidade de se articular concretamente uma rede latino-americana de Igrejas e Organismos na busca de um protagonismo realmente incidente sobre a dinâmica conjuntura de nosso continente.

    -

    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 19:24 on 15/09/2005 Permalink | Responder
    Tags: cese, ,   

    5ª Edição da Campanha Tem o Lema Cidade de Paz 

    Reunir manifestações de solidariedade em favor da paz e mostrar o trabalho de comunidades que querem viver em uma cidade justa, democrática e socialmente inclusiva. Em todo o Brasil, é o que pretende a Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE com a 5 a edição de sua Campanha Primavera para a Vida. Cidade de Paz é o lema desta 5ª edição da Campanha.

    Iniciativa de caráter nacional, a Primavera para a Vida pretende estimular a mobilização de recursos para projetos populares que representam a construção de soluções comunitárias para os diversos problemas sociais que afligem a maioria da população brasileira. A abertura das atividades acontece no dia 18/9, às 10h, com um culto ecumênico no auditório do Colégio 2 de Julho, reunindo fiéis e clérigos das Igrejas associadas da CESE.

    No dia 23/9, a Avenida Sete será mais uma vez o palco de uma grande caminhada de grupos apoiados pela CESE em Salvador, com apresentações de música, percussão, dança e teatro popular de rua, com saída às 15h do Campo Grande. Na última caminhada, em 2004, a organização reuniu mais de 6 mil pessoas segundo os cálculos da Polícia Militar.

    Em 32 anos de atividade, a CESE já apoiou, com recursos financeiros e técnicos, mais de 7 mil projetos de organizações do movimento popular, beneficiando, diretamente, cerca de 6,5 milhões de pessoas. Organismo ecumênico constituído por seis igrejas cristãs – Igreja Católica Apostólica Romana, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil, Metodista e as Igrejas Presbiterianas Unida e Independente do Brasil  a CESE tem atuação em todo o País.

    Maiores informações no site http://www.cese.org.br

    -

    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 19:20 on 15/09/2005 Permalink | Responder
    Tags: cese,   

    CESE Divulga Versão Final do Documento Ética na Política 

    ÉTICA NA POLÍTICA
    PELO FIM DA IMPUNIDADE, POR JUSTIÇA PARA TODOS E TODAS

    Surdos, escutem; cegos, olhem e vejam! Quem é cego senão meu servo? Quem é surdo, senão o mensageiro que eu mandei? Você viu muitas coisas, e nada percebeu; abriu os ouvidos e nada ouviu. Por causa de sua própria justiça, Javé queria engrandecer e glorificar a sua lei; mas o seu povo é um povo espoliado, esgotado e roubado, todos presos em cavernas, trancados em prisões. Era saqueado, e ninguém o libertava; despojado, e ninguém dizia: Devolvam isso. Quem de vocês vai escutar isso tudo e prestar atenção para ouvir daqui por diante? – Is. 42, 18-23

    Representantes das Igrejas Associadas da Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC, em conjunto com a Cáritas Brasileira, a Secretaria Regional para o Brasil do Conselho Latino Americano de Igrejas (CLAI-Brasil), a Igreja Batista Nazareth, Igreja Ortodoxa Bielorrussa Eslava, Diaconia Sociedade Civil de Ação Social, Centro Ecumênico de Evangelização, Capacitação e Assessoria (CECA), Koinonia – Presença Ecumênica e Serviço, Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), Grupo de Trabalho Missionário Evangélico (GTME), Comissão Ecumênica dos Direitos da Terra (CEDITER), Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEP), Fundação Luterana de Diaconia (FLD), Aliança Evangélica Brasileira (AEVB), Comissão Ecumênica Nacional de Combate ao Racismo (CENACORA), Visão Mundial e Ação dos Cristãos para a Abolição da Tortura – ACAT – Brasil vêm a público manifestar uma vez mais sua preocupação com uma das mais graves crises por que passam as instituições que sustentam a ainda jovem democracia deste País.

    A par disto, querem, ainda, alertar a sociedade brasileira para que, de modo organizado, aproveite a oportunidade para promover uma ampla e profunda reforma política, única maneira de robustecer os lastros da democracia e impedir a continuidade dos procedimentos ilícitos que estão vindo à tona com a revelação dos fatos que têm deixado perplexa a população.

    As denúncias de uso de fontes ilegais de recursos para o financiamento de campanhas eleitorais, desvios de fundos públicos e tantas outras suspeitas de corrupção que têm sido veiculadas pela grande mídia vêm despertando indignação cada vez maior nessa decepcionada gente brasileira.

    Entretanto, a descrença na ação política, provocada pela não implementação das mudanças que a população brasileira tanto aguardava nos últimos anos, é dos mais perversos resultados da atual crise político-institucional. É indispensável que todos e todas reassumam sua convicção de que a política a serviço da justiça e do bem comum é instrumento essencial para a afirmação da democracia e da ética na sociedade brasileira.

    A crise compromete, ainda mais, as possibilidades de realização do modelo atual de democracia representativa e instiga a sociedade a se posicionar, cada vez mais freqüentemente, na construção de mecanismos de democracia participativa e direta. Democratizar a comunicação também passa a integrar, de maneira mais pronunciada, a agenda da sociedade civil organizada, uma vez evidenciado o perverso poder das mídias monopolizadas a serviço dos interesses dominantes, que buscam criminalizar, de toda forma e sem reconhecer limites, os movimentos sociais e as ONGs.

    Mais uma vez, se afirma: dois anos já se passaram desde que Luis Inácio Lula da Silva foi eleito presidente pelo voto de 53 milhões de eleitores, traduzindo as esperanças do povo brasileiro num governo enfim comprometido com a justiça social e a dignidade humana. Hoje, contudo, vive-se um nítido mal-estar na vida democrática do País provocado pela imposição progressiva da agenda neoliberal nas entranhas do Governo que se expressa em muitos aspectos das reformas realizadas ou em curso. Manifesta-se na prevalência do agro-negócio sobre a agricultura familiar e na lentidão da Reforma Agrária; no desmonte da máquina governamental que poderia dar início ao processo necessário de Reforma Urbana (o Ministério das Cidades); na aceitação – como principio – do livre comércio em vez do comércio justo e solidário; na adoção do modelo produtivista de crescimento acelerado em detrimento de um desenvolvimento sócio-ambiental sustentável e no pouco caso com os recursos hídricos; na aceitação passiva dos mecanismos do endividamento público, sem qualquer restrição à especulação financeira; e, ainda, na opção por políticas compensatórias insuficientes porque desacompanhadas de medidas de caráter estrutural e universal, segundo uma perspectiva atualizada de conquista, ampliação e defesa de direitos.

    No plano institucional, a avalanche de fatos utilizados de modo inescrupuloso pela grande imprensa vai constituindo uma realidade sufocante de nomes e siglas partidárias, de funcionários públicos, pessoas e órgãos denunciados por corrupção ativa e passiva. Isso causa enorme desalento e alimenta a descrença nas instituições democráticas quanto à sua capacidade de preservar o Estado de Direito. A confluência de um grande número de denúncias de corrupção envolvendo instâncias públicas e interesses privados, por parte da Policia Federal e Ministério Público, revela um grave quadro de injustiça e impunidade que, ademais, agrava a falta de recursos e inviabiliza políticas públicas que atendam as necessidades básicas da população, mantendo-a sob sofrimento cotidiano.

    É bem verdade que parte da imprensa, dos parlamentares, dos juízes, do Ministério Público e de instâncias administrativas, estão tentando cumprir honestamente seu papel, dando provas de que um outro país é possível. Muitas investigações estão em andamento e deve-se encorajar este processo. Mas uma verdadeira Nação quer muito mais: quer que a ética passe a limpo imediatamente e por inteiro o País.

    Enquanto o povo organizado reinventa a democracia ocupando novos espaços públicos de participação, criando alternativas de vida e de respeito às relações de gênero e raça, as elites brasileiras radicalizam uma cultura predatória de sucateamento do patrimônio público e de desmoralização das instituições. Certamente, muitos dos constrangimentos recentes vividos pela Nação brasileira apontam para a urgência de uma reforma político-eleitoral e do Estado, capaz de criar uma nova cultura política que supere o patrimonialismo vigente e fortaleça a perspectiva emancipável de agentes políticos transformadores. Entre os grandes desafios da reforma política está o de incutir no cidadão comum a valorização e o resgate da vida partidária enquanto espaço de vivência e de construção da democracia.

    As parcelas dominantes da sociedade brasileira tiram proveito da profunda crise ética que perpassa o País – crise que se manifesta na confusão entre o público e privado, e que fornece o substrato capaz de legitimar, muitas vezes, a corrupção nas esferas do poder constituído. Deste modo, servem-se dessas ocasiões para propagar sua razão cínica – que enuncia: todos são essencialmente corruptos em potencial, basta haver oportunidade para a corrupção ocorrer – e tentar inviabilizar a curto, médio e longo prazos, a construção de uma sociedade justa e democrática, porque igualitária, perpetuando seus privilégios espúrios e aprofundando o fosso terrível que separa poucos cada vez mais ricos de cada vez maior número de empobrecidos – fosso onde prolifera a violência a cada dia mais agudizada, e que faz parecer que a inclusão seja a revanche dos excluídos e não, propriamente, o fim da exclusão, e, assim, tenhamos, interminavelmente, violência produzindo mais e mais violência.

    Este não é um país de criminosos nem de pessoas criminalizáveis. Este País pode, sim, ser um outro País de todas as pessoas que nele vivem, trabalham, sofrem e se alegram. São poucos os que ainda promovem e se aproveitam da desigualdade e vivem ostensivamente acima da lei, se aproveitando da ocasião em que podem se apropriar do que é bem público, bem comum, em detrimento da imensa maioria da nossa gente sofrida e trabalhadora. A apuração rigorosa dos crimes de colarinho branco em diversos organismos estatais, órgãos públicos e dentro do Congresso Nacional é uma exigência de governabilidade e não pode nem deve ser alvo da exploração político-eleitoreira. Esperamos do governo Lula, do Parlamento, do Judiciário e do Ministério Público todo o empenho para identificação e punição de todos os responsáveis, de sorte que as instituições saiam fortalecidas e acreditadas pelo povo brasileiro.

    Confiando que os governantes escutem nosso Clamor como Igrejas, Organismos Ecumênicos e Organizações Evangélicas que é o próprio clamor do povo sofredor subscrevemo-nos, com esperança de uma sociedade onde reinará a Justiça e a Paz!

    Guarulhos, agosto de 2005.

    CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço
    Dom Gilio Felicio (CNBB / ICAR) – Presidente
    Eliana Rolemberg – Diretora Executiva

    CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
    Bispo Adriel de Souza Maia (IM) – Presidente
    Pastor Ervino Schmidt – Secretário Executivo

    CNBB / ICAR – Igreja Católica Apostólica Romana
    Dom André de Witte

    IEAB – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
    Bispo Primaz Dom Orlando Santos de Oliveira

    IECLB – Igreja Evangélica de Confissão Luterana
    Pastor Nestor Paulo Friedrich

    IM – Igreja Metodista
    Bispo João Alves de Oliveira Filho – Presidente do Colégio Episcopal
    Bispa Marisa de Freitas Ferreira Coutinho – Presidente da REMNE

    IPIB – Igreja Presbiteriana Independente do Brasil
    Rev. Nenrod Douglas Oliveira Santos

    IPU – Igreja Presbiteriana Unida do Brasil
    Rev. Gerson Antônio Urban

    ICOSB – Igreja Católica Ortodoxa Siriana Do Brasil
    Dom Leolino Gomes Neto – Presidente

    Igreja Batista Nazareth
    Pastor Djalma Rosa Torres

    IOBE – Igreja Ortodoxa Bielorrussa Eslava
    Mons. Athanasio Luiz Antonio Nascimento – Arcebispo Metropolita

    Cáritas Brasileira
    José Magalhães de Souza – Diretor Executivo

    CLAI-BRASIL – Secretaria Regional para o Brasil do Conselho Latino Americano de Igrejas
    Rev. Luiz Caetano Grecco Teixeira – Secretário Regional

    DIACONIA Sociedade Civil de Ação Social
    Waldyr Hoffmann – Presidente do Conselho Diretor

    CECA – Centro Ecumênico de Evangelização, Capacitação e Assessoria
    Francisco de Assis da Silva – Secretário Executivo

    Koinonia – Presença Ecumênica e Serviço
    Rafael Soares de Oliveira – Secretário Executivo

    CEBI – Centro de Estudos Bíblicos
    Dom Sebastião Armando Gameleira Soares – IEAB
    José Edmilson Schinelo – Diretor

    GTME – Grupo de Trabalho Missionário Evangélico
    Silas da Silva Moraes – Coordenador Executivo

    CEDITER – Comissão Ecumênica dos Direitos da Terra
    Pastor João Dias Araújo – Diretor de Relações Públicas

    CESEP – Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular
    Pe. José Oscar Beozzo – Coordenador Geral

    FLD – Fundação Luterana de Diaconia
    Gilberto Stolz – Presidente da Diretoria Executiva

    AEVB – Aliança Evangélica Brasileira
    Rev. Key Yuasa – Presidente
    Rev. Luiz Mattos – Diretor Executivo Nacional

    CENACORA – Comissão Ecumênica Nacional de Combate ao Racismo
    Rev. Antônio Olímpio de Sant’Ana – Secretário Executivo

    VISÃO MUNDIAL
    Rev. Welinton Pereira da Silva – Assessor de Relações Eclesiásticas

    ACAT – Brasil – Ação dos Cristãos para a Abolição da Tortura
    Pe. Bernard Hervy – coordenação

    -

    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
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