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  • SNIEAB 9:30 on 10/12/2015 Permalink | Responder
    Tags: câmara dos bispos, , impeachment   

    EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DA JUSTIÇA SOCIAL E CONTRA O IMPEACHMENT DA PRESIDENTA DILMA ROUSSEF 

    “O fruto da justiça será paz; o resultado da justiça será tranquilidade e confiança para sempre”. Isaías 32:17

    Nós, Bispos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, vemos com preocupação a crise política que tem se instaurado no país envolvendo a busca do impeachment da Presidente Dilma Rousseff, baseada nas chamadas “pedaladas fiscais” praticadas, da mesma forma, por todos os governos anteriores. Como pano de fundo deste movimento, é colocada a crise econômica, que não é apenas recorrente no Brasil, mas também presente em países da União Europeia, nos EUA, e em outros países tanto desenvolvidos quanto em desenvolvimento sendo, portanto, uma crise do sistema capitalista que domina a economia mundial.

    Vemos com alegria que nunca, desde a redemocratização do Brasil, houve tão intenso combate a corrupção, inclusive com prisão de dirigentes de grandes empresas e detentores de cargos públicos. Sabemos que há muito mais a ser revelado neste processo de transparência, que a cada dia se faz mais necessário acabar com o financiamento das campanhas por pessoa jurídicas que claramente institucionaliza a cultura da troca de favores tão nocivos ao interesse da sociedade. O processo de aperfeiçoamento da democracia exige a correção de outras tantas falhas no sistema político e econômico do Brasil e que tem facilitado a corrupção e a manipulação da “coisa pública” em favor de benefícios privados (como mostra a tragédia de Mariana em Minas Gerais).

    Preocupa, desta forma, que o processo de impeachment, seja defendido por pessoas, partidos políticos, e agentes políticos que defendem abertamente um projeto neo-liberal que foram eleitoralmente  derrotados na eleição do ano passado. Muitos deles também envolvidos em processos de corrupção que já foram ou começam a ser denunciados, e conhecidos defensores de setores empresariais que historicamente tem se beneficiado com o uso do dinheiro público. Vemos que por trás da derrocada de um governo democraticamente eleito, há indicativos de frear o combate a corrupção, devolver privilégios a empresas privadas, e acabar com políticas públicas que (mesmo não sendo perfeitas em sua condução atual) tem ajudado a diminuir índices históricos de miséria extrema, aumentado a escolaridade, e garantido o acesso de milhões de pessoas a melhores condições de vida.

    Assim, assumimos, sem receio algum, à Luz do Evangelho do Senhor Jesus Cristo, a agenda de todos os movimentos, organizações e partidos políticos que colocam o bem maior da nação brasileira acima de interesses mesquinhos, atitudes excludentes e manobras golpistas. É de fundamental importância a garantia dos direitos sociais conquistados e o respeito à ordem democrática!

    Dom Francisco de Assis da Silva, Bispo Primaz e Diocesano da Sul Ocidental

    Dom Naudal Gomes, Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba

    Dom Filadelfo Oliveira, Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

    Dom Mauricio Andrade, Bispo da Diocese Anglicana de Brasilia

    Dom Saulo Barros, Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia

    Dom Renato Raatz, Bispo da Diocese Anglicana de Pelotas

    Dom Flavio Irala, Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo

    Dom Humberto Maiztegui, Bispo da Diocese Meridional

    Dom João Peixoto, Bispo da Diocese Anglicana do Recife

    Dom Clovis Rodrigues, Emérito

    Dom Almir dos Santos, Emérito

    Dom Celso Franco, Emérito

    Dom Jubal Neves, Emérito

    Dom Orlando Santos de Oliveira, Emérito

    Dom Sebastião Gameleira, Emérito

     
  • SNIEAB 0:54 on 01/03/2014 Permalink | Responder
    Tags: câmara dos bispos,   

    Retiro e Reunião da Câmara dos Bispos da IEAB em São Paulo 

    Oração e retiro ocuparam a maior parte da reunião da Câmara dos Bispos da IEAB, realizada em São Paulo, entre os dias 24 e 26 de fevereiro. Com o apoio de uma equipe de liturgia e com a assessoria do monge Marcelo Barros, os bispos tiveram a oportunidade de refletir sobre a natureza do ministério pastoral, especialmente nos desafios que se enfrenta nos dias de hoje.

    A partilha ministerial, vivida num clima de colegialidade, oportunizou momentos de oração e abraço fraterno na dimensão de que o ministério episcopal precisa ser vivido cada vez mais em interdependência.

    Um momento especial foi vivido na acolhida calorosa que a Câmara recebeu na Paróquia São Lucas, em Vila Maria, onde a Eucaristia foi celebrada junto com a comunidade, seguida de momento de confraternização. Foi visível a emoção daquela comunidade que expressou publicamente o seu agradecimento à Câmara pelo apoio pastoral recebido durante a crise cismática ocorrida na Diocese. Conforme afirmou o bispo Primaz, Dom Francisco, a Câmara fica agradecida pelo reconhecimento do cuidado pastoral mas que como bispos, a tarefa da Câmara é garantir a fé e a unidade da Igreja e cuidar com carinho do rebanho de Deus confiado aos cuidados de seus bispos.

    A vivência litúrgica foi rica e dela se apreendeu a importância do ministério episcopal como um ministério de serviço, de nutrição na fé e de cuidado pastoral com o rebanho confiado à responsabilidade de cada bispo, não somente como Igreja local, mas igualmente numa dimensão universal.

    A Câmara intercedeu constantemente pela Diocese do Rio de janeiro, vez que Dom Filadelfo não pode se fazer presente por razões de tratamento médico. Ao final do encontro, cada bispo escolheu dentre os círios de cada diocese que foram acesos na oração matutina da quarta-feira, um círio de uma diocese distinta da sua para levar consigo e orar por ela.

    Os desafios pastorais da IEAB foram discutidos pelos bispos e todos foram unanimes em assumir o compromisso de conduzir a Igreja no processo de diálogo e reflexão em torno do tema da família e das sexualidade humanas. Este é um processo recomendado expressamente no Sínodo de novembro passado e que contará com a facilitação metodológica do Centro de Estudos Anglicanos.

    Outro ponto importante a destacar foi a interação dos clérigos e leigos das dioceses através das redes sociais, com mensagens e orações pelos seus bispos durante a reunião, numa demonstração de carinho.

    Mais que uma reunião dos bispos, o encontro foi um grande sinal da colegialidade, de fortalecimento de laços comuns e de sonhos a se realizarem através da IEAB nos caminhos de Missão.

     
  • SNIEAB 10:18 on 21/11/2013 Permalink | Responder
    Tags: câmara dos bispos, Carta Pastoral 2013 ieab   

    Carta da Câmara dos Bispos da IEAB SÍNODO 2013 

    CARTA PASTORAL DA CÂMARA DOS BISPOS
    DA IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL

    Perseverai no amor fraterno! (…) O Deus da paz, que ressuscitou dos mortos o grande pastor das ovelhas no sangue do eterno testamento,  o Nosso Senhor Jesus, vos disponha para todo bem, para fazerdes a sua vontade, cumprindo em vós o que é agradável em sua presença, por Jesus Cristo, para quem seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém. (Hb 13:1, 20-21)

    Queridas irmãs, queridos irmãos, clero e laicato de nossa amada IEAB, por motivo da missão que nos incumbe como bispos da Igreja de Deus, temos a alegria de saudar a todas e todos com a paz de Cristo. Sejamos bem vindas e bem vindos a esta 32a. Assembleia Sinodal, ocasião privilegiada de reencontro de todas as regiões do país, celebração maior de nossa unidade fraterna.

    Sínodo é fazer caminho em conjunto, é convergir e querer prosseguir em conjunto no caminho da Missão. Cada vez mais com o compromisso de partilhar o mesmo pão, vivenciando o companheirismo, que quer dizer “com-pão”, pão comum. Não é isto mesmo o sacramento maior de nossa fé?

    Como lideranças da Igreja, temos o desafio de fazer brilhar a unidade na legítima e sadia diversidade tendo em conta a firme regra das relações na Igreja de Cristo: “Nas coisas secundárias, liberdade; no essencial, unidade; em tudo, porém, caridade, para que não saiamos do amor, para não sairmos de Deus”.

    1. Boas Novas que brotam do chão da vida

    Desde o últimos Sínodo, “grandes coisas tem operado o Senhor em nosso favor”, mesmo em meio da nossa precariedade e do pecado que nos limita.

    - O Distrito Missionário tem sido um sinal claro do compromisso missionário da Igreja.

    - O Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD) tem sido um sinal claro do compromisso da Igreja com o serviço ao mundo.

    - A transferência da sede provincial para São Paulo, aprovada pela Câmara dos Bispos e pelo Conselho Executivo, representa o anseio de maior eficácia do serviço da Igreja.

    - As Áreas Provinciais estão se consolidando mais e mais.

    - A eleição de novos bispos aponta para o caminho da renovação das lideranças da Igreja. Inclusive como parte deste processo, o Sínodo elegerá um novo bispo para a Igreja.

    - A JUNET tem trabalhado intensamente na nova proposta de estrutura da educação teológica da Província, buscando fortalecer nossa identidade eclesial.

    - A IEAB continua afirmando seu compromisso interanglicano e ecumênico, e marcando sua presença nas instâncias da sociedade civil.

    - Esse testemunho é corroborado por tantos admiráveis gestos escondidos, de generosidade, dedicação, fé, esperança e amor, na vida de inumeráveis irmãos e irmãs em nossas comunidades.

    Por todas estas vitórias da Cruz, demos graças a Deus!

    2. Grandes Desafios

    A Missão de Deus nos desafia. A Igreja está no mundo e sua tarefa é ser fermento, luz e sal em meio à sociedade para que se dissipem as trevas e Cristo nos revele o Reinado de Deus.

    - A realidade social, política, cultural e religiosa se acha em acelerado  ritmo de mutação. Diante disto, escutamos o chamado para testemunhar a presença de Cristo no mundo.

    - Sabemos também que há um consenso em toda a Igreja da necessidade de adequar nossa Constituição e Cânones à realidade que vivemos. Por isso comprometemo-nos a produzir uma profunda discussão sobre o assunto, mediante um processo que envolva todas as instâncias da Igreja, culminando num Sínodo Extraordinário Constituinte.

    - Entre os muitos desafios teológicos, pastorais, canônicos e organizacionais, chama-nos a atenção a questão da união de pessoas homoafetivas. Diante disso, a Câmara dos Bispos já se manifestou duas vezes, por meio de cartas pastorais, nas quais se afirmou a legitimidade, seriedade e relevância pastoral do tema. Também ao longo dos últimos anos, diversos materiais foram produzidos. O que nos falta é um processo de reflexão pastoral amplo, que envolva todas as instâncias, oferecendo a oportunidade de que o tema seja apropriado, refletido e decidido desde a base da Igreja.

    3. Nossas Esperanças

    Que este Sínodo seja pleno da consciência de que só cumpriremos nossa missão de mãos dadas, numa  caminhada em que leigos e leigas, clérigos e clérigas, e bispos assumamos nossa responsabilidade como dispenseiros e dispenseiras da fé.

    Que, além de ser uma assembleia organizacional, este Sínodo seja, sobretudo, a vivência autêntica do Corpo de Cristo, que, composto por diversos membros, ora, reflete e atua em sincronia e comunhão.

    Que a Trindade Bendita nos guie e ilumine na caminhada!

    Rio de Janeiro, 15 de novembro de 2013, A.D

    Dom Maurício Andrade Bispo Primaz e Brasília

    Dom Naudal Alves Gomes Curitiba

    Dom Filadelfo Oliveira Rio de Janeiro

    Dom Saulo Maurício de Barros Belém

    Dom Renato da Cruz Raatz Pelotas

    Dom Francisco de Assis da Silva Santa Maria

    Dom Humberto Maiztegui Porto Alegre

    Dom Flavio Irala São Paulo

    Dom Clóvis Erly Rodrigues Emérito

    Dom Almir dos Santos Emérito

    Dom Jubal Pereira Neves Emérito

    Dom Celso Franco de Oliveira Emérito

    Dom Orlando Oliveira Emérito

    Dom Sebastião Armando Gameleira Soares Emérito

     
  • SNIEAB 10:33 on 05/04/2012 Permalink | Responder
    Tags: câmara dos bispos, Páscoa IEAB   

    Mensagem Episcopal de Páscoa. 

    Quem rolará para nós a pedra da boca do sepulcro?

    (Marcos 16:3)

    Páscoa é inicio de novo tempo, é marca da caminhada cristã e é tempo (kairos) de renovação da fé e esperança.

    No  Domingo da Paixão, momento de gritar Hosana nas alturas! Momento de sentir o caminho do compromisso, já não há tempo para recuar, já não existe oportunidade para desistir, o tempo é de assumir o que Cristo tem nos chamado: quem quiser seguir-me negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e me siga (Mateus 16,24).

    O exemplo do Cristo define as condições para ser discípulo. Não há preço, negar a si mesmo, é fugir do egoísmo e viver o caminho do Cristo, que é de serviço, de paz, de justiça e de amor.

    As três mulheres saíram bem cedo de suas casas naquele Domingo, se encontraram e foram caminhando para o sepulcro onde o corpo lacerado de Jesus foi posto às pressas na sexta-feira.

    Embora o Evangelho não descreva nada, não é difícil decifrar os pensamentos das três mulheres. Cada uma respeitava, para não dizer amava, Jesus de seu próprio modo. Nos poucos meses que o conheceram, elas admiravam seus ensinamentos e sua maneira de ser. Sem dúvida, Ele era o Senhor delas e possivelmente elas acreditavam que Ele era o Messias prometido. Mas isto foi antes de sexta-feira.

    Agora Ele estava morto e a única coisa que restava para elas era preparar aquele corpo torturado e rasgado para um sepultamento digno. Era a única homenagem que elas poderiam prestar ao seu Mestre e Senhor.

    De repente, elas se lembravam daquela pedra gigante que selava a abertura do sepulcro. Quem tiraria aquela pedra para que elas pudessem entrar? Era pesada demais para elas. Seu desespero foi aumentando até que chegaram ao tumulo e viram que a pedra já havia sido retirada da entrada.

    Quem tirou a pedra? Nós não sabemos, mas uma coisa está clara e válida até os dias de hoje, é que nada pode nos separar do amor de Deus (Romanos 8:39). Da mesma forma que Deus não permitiu que uma pedra pudesse separar as mulheres de seu Senhor e Salvador, Deus não permite que as pedras deste mundo possam nós separar do seu amor.

    Vivemos tempos de desafios para a IEAB e para a sociedade brasileira. Temos muitas pedras que precisam ser removidas. Inclusive nos nossos próprios corações. Talvez a qualidade de nosso amor ao Cristo ainda seja insuficiente para crermos que se vamos ao seu encontro as pedras serão removidas. É hora de renovação da nossa fé. É hora de sairmos “antes do amanhecer” e irmos ao encontro de quem é a razão e o fundamento de nossa própria vida.

    Sair bem cedo para encontrarmos o Cristo significa anteciparmos o tempo. Significa fazer além do estritamente necessário. Significa termos o foco na necessidade de sermos uma comunidade relevante para a vida de nossa Nação, vivendo a solidariedade e proclamando a justiça para uma sociedade que ainda precisa avançar e muito no enfrentamento da pobreza, da destruição do meio ambiente e na superação  de uma cultura consumista e individualista.

    Portanto, nesta Páscoa, vamos procurar o túmulo de nosso Senhor nas profundezas de nossas almas e, como as mulheres, descobrirmos que o túmulo está aberto e vazio, porque nosso Senhor ressuscitou. Aleluia.

    Com os olhos no caminho da Cruz irrompendo a manhã da Ressurreição que nos trará de novo a esperança:

    “Ressuscita-nos da morte da esperança

    Ressuscita-nos da morte da compaixão

    Ressuscita-nos da morte da Alegria

    Ressuscita-nos da morte da fé

    Ressuscita-nos da morte do amor

    Acompanhe-nos, todos os dias,

    A Benção da Esperança

    A Benção da Compaixão

    A Benção da Alegria

    A Benção da Fé,

    A Benção do Amor.”[1]

    Brasilia, 05 de abril de 2012.

    Dom Mauricio Andrade, Primaz e Brasilia- DF

    Dom Orlando Santos de Oliveira, Porto Alegre, RS

    Dom Naudal Alves Gomes, Curitiba, PR

    Dom Sebastião Armando Soares Gameleira, Recife , PE

    Dom Filadelfo Oliveira, Rio de Janeiro, RJ

    Dom Saulo Mauricio Barros, Belém, PA

    Dom Renato Raatz, Pelotas, RS

    Dom Roger Bird, São Paulo, SP

    Dom Francisco de Assis da Silva, Santa Maria, RS

    Dom Clovis Erly Rodrigues, Emérito

    Dom Glauco Soares de Lima, Emérito

    Dom Celso Franco, Emérito

    Dom Almir dos Santos, Emérito

    Dom Jubal Pereira Neves, Emérito


    [1] Benção da Ressurreição, Luiz Carlos Ramos.

     
  • SNIEAB 10:32 on 24/11/2011 Permalink | Responder
    Tags: , câmara dos bispos   

    Carta da Camara dos Bispos para o Advento 

     

    Carta Pastoral do Advento 2011

    Queridos irmãos e irmãs, nós bispos e pastores da Igreja, queremos trazer à Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, uma mensagem de esperança neste novo tempo que se avizinha no Calendário Cristão. O Advento tem um caráter preparatório, apontando e nos preparando para  celebrar o mistério da encarnação, em Cristo Jesus. Os eventos resgatados neste período nos falam de um Deus que acompanha bem de perto a jornada da humanidade, “Deus conosco” (Mateus 1:23).

    Apresentando essa mesma perspectiva, uma narrativa do Êxodo nos conta que Deus disse: “Eu tenho visto como o meu povo está sendo maltratado no Egito; tenho ouvido o seu pedido de socorro por causa de seu feitores. Sei que estão sofrendo. Por isso desci para libertá-los do poder dos egípcios e para levá-los do Egito para uma terra grande e boa” (Êxodo 3:7-8). Esse trecho das Escrituras nos mostra um Deus sensível, comovido com o sofrimento humano, que está disposto a descer das alturas das montanhas para cuidar da sua criação.

    Essa imagem deveria guiar sempre a atuação daqueles e daquelas que se dedicam ao pastoreio do povo de Deus. Olhos atentos ao contexto no qual estamos inseridos, ouvidos sensíveis para escuta do clamor das pessoas que sofrem, dispostas a experimentar o desafio da alteridade, se colocando no lugar do outro, movidas pela compaixão, reviradas nas entranhas. Nesse diálogo com o outro a pastoral vai adquirindo sentido. Apesar dos limites humanos, como bispos da Igreja temos procurado refletir essa prática em nossas vidas, por isso tantas vezes temos nos lançado na defesa de grupos e pessoas injustiçadas e marginalizadas pela sociedade, os “pequeninos” mencionados por Jesus de Nazaré (Mateus 10:42; 25:40; Lucas 10:21). Por causa dos desafios assumidos, acolhendo demandas que nenhuma outra ousou encampar, por causa da mudança de alguns paradigmas éticos, sabemos que a nossa Igreja tem pago um alto preço.

    Na condição de pastores precisamos estar atentos ao consenso de fé dos fiéis, sensus fidelium, pois a Igreja não é apenas uma instituição social, mas uma comunhão de discípulos e discípulas de Jesus Cristo. Dentro dessa comunhão existe uma pluralidade de opiniões, valores, comportamentos, que precisam ser considerados e respeitados com o propósito de “que todos sejam um” (João 17:21). Temos consciência de que existe uma série de assuntos em debate na comunhão anglicana que precisam ser considerados com muita seriedade, todavia precisamos evitar o voluntarismo dos vanguardismos e procurar caminhar juntos, a narrativa dos discípulos na estrada de Emaús é a certeza do Cristo que “segue ao lado” (Lucas 24:13-31). Precisamos seguir em frente na nossa jornada com paciência e suportando-nos uns ao outros em amor, como ensina o apóstolo Paulo (Efésios 4:2).

    Quando discípulos de João Batista procuraram Jesus para saber se ele era realmente o Messias, o prometido de Deus, não teve como resposta outra coisa senão os elementos reveladores da vida: Ide, e contai a João o que tendes visto e ouvido: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho” (Lucas 7:22). Da mesma forma, ficamos felizes ao constatar que muitas das nossas comunidades enfrentam sem alarde a prática de acolhimento das diferenças, transformando-se assim em novos espaços de relações onde se realizam as propostas do reino de Deus.

    Que o Espírito Santo continue a produzir no nosso meio “o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade” (Gálatas 5:22-23), nos conduzindo a toda verdade, nos levando a práticas concretas que manifestem o reino divino e nos preparando adequadamente para receber em nossos corações o menino Deus que não se prendeu a sua divindade, mas esvaziou a si mesmo, assumindo a condição humana (Filipenses 2:7).

    São Paulo, 24 de novembro de 2011

    Dia Nacional de Ação de Graças

     

    Dom Mauricio Andrade, Primaz, Brasília

    Dom Orlando Santos de Oliveira, Porto Alegre

    Dom Naudal Alves Gomes, Curitiba

    Dom Sebastião Armando, Recife

    Dom Filadelfo Oliveira, Rio de Janeiro

    Dom Saulo de Barros, Belém

    Dom Renato Raatz, Pelotas

    Dom Roger Bird, São Paulo

    Dom Francisco de Assis da Silva, Santa Maria

    Dom Clóvis Erly Rodrigues, Emérito

    Dom Glauco Soares de Lima, Emérito

    Dom Celso Franco, Emérito

    Dom Almir dos Santos, Emérito

    Dom Jubal Pereira Neves, Emérito

     
  • SNIEAB 21:47 on 21/04/2011 Permalink | Responder
    Tags: câmara dos bispos, ,   

    Carta Pastoral de Páscoa da Câmara dos Bispos 

    Segue Carta Pastoral para todo o povo da IEAB, elaborada pela Câmara dos Bispos.

    Páscoa, início de um novo tempo, um marco na caminhada cristã, época em que no Cristo Ressuscitado renovamos a nossa fé e nossa esperança. Nestas últimas semanas vivenciamos a experiência das palavras do evangelho que nos convida ao arrependimento na certeza do perdão que nos é garantido na morte e ressurreição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

    Nesta perspectiva, escrevemos está carta ainda sob o impacto dos tristes acontecimentos na Escola Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro. O que aconteceu em Realengo pode até ser considerado um ato imprevisível de uma mente doentia, todavia não podemos desassociá-lo completamente do momento em que vivemos em nossa sociedade, marcada fortemente pela perda dos valores éticos e morais que até recentemente norteavam nossas vidas. Já no seu tempo, o apóstolo Paulo exortava os cristãos: “não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimentais qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).

    Não adianta criticarmos a situação atual se não buscarmos a nossa própria transformação e a mudança do mundo ao nosso redor. “Canta, cantai, cantemos, saiamos de nosso espanto, de nossa dor e lamento, das nossas perdas e danos… A mesa está preparada e Cristo já nos espera” (Simei Monteiro). A realidade da sociedade atual ou a realidade que vivemos e experimentamos atualmente, nos convidam a vivermos esta Páscoa de maneira mais profunda e intensificar a nossa espiritualidade, de conhecermos melhor o nosso Senhor Jesus Cristo e de estarmos unidos intimamente a Ele.

    Que ao recitarmos no Domingo da Ressurreição: “Verdadeiramente o Senhor ressuscitou”, não o façamos da boca para fora, mas que nasça em nós o desejo ardente de que o Ressuscitado seja realmente o centro de nossa existência e que possamos afirmar, com os olhos iluminados: “Eu te conhecia só de ouvir falar, mas agora os meus olhos te vêem” (Jo 42:5). Só assim poderemos trabalhar para que os reinos deste mundo se convertam no Reino de nosso Senhor Jesus Cristo, sonho acalentado insistentemente em nossa oração Eucarística.

    O aprofundamento do nosso relacionamento com Deus traz inúmeras conseqüências, uma das quais não podemos nos esquecer, pois carrega consigo forte conseqüência para nossa relação com o outro e para com a criação divina, é o que chamamos de simplicidade. Nosso Senhor Jesus Cristo disse aos seus primeiros seguidores: “sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10:16). Muitos movimentos cristãos, ao longo da história, adotaram a simplicidade como parte fundamental de sua mística.

    A simplicidade deve permear todos os aspectos da nossa vida, a nossa relação com o Ressuscitado e também assim nossas instituições eclesiásticas. Precisamos transformar as estruturas da nossa Igreja de tal maneira que possam ser realmente um instrumento da missão de Deus em nossa terra, servindo ao Evangelho do Amor com amor. Afinal, a Igreja é o povo de Deus que caminha na construção de seu reino.

    Que o milagre desta Páscoa possa tocar nossos corações, animar nossas almas e transformar nossas vidas para que possamos proclamar com persistência, simplicidade e amor as Boas Novas do nosso Senhor Ressurreto e promover a justiça e paz para todo ser humano respeitando a dignidade de todas as pessoas ao nosso redor bem como de toda a Criação de Deus.

    Nas palavras da bênção: “Que o amor de Deus nos una; a alegria de Deus nos inspire; a paz de Deus nos envolva; a coragem de Deus nos sustente; e a Bênção de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, repouse sobre nós nesta Páscoa e para sempre.” Amém.
    Brasília, 20 de abril de 2011.

    Dom Maurício Andrade, Primaz e Brasília, DF
    Dom Orlando Santos de Oliveira, Porto Alegre, RS
    Dom Naudal Alves Gomes, Curitiba, Curitiba, PR
    Dom Sebastião Armando Gameleira Soares, Recife, PE
    Dom Filadelfo de Oliveira Neto, Rio de Janeiro, RJ
    Dom Saulo Maurício Barros, Belém, PA
    Dom Renato da Cruz Raatz, Pelotas, RS
    Dom Roger Bird, São Paulo, SP
    Dom Francisco de Assis da Silva, Santa Maria, RS
    Dom Clóvis Erly Rodrigues, Emérito Recife, PE
    Dom Almir dos Santos, Emérito Brasília, DF
    Dom Glauco soares de Lima, Emérito de São Paulo, SP

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    Rev. Arthur Cavalcante

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 10:35 on 29/11/2004 Permalink | Responder
    Tags: câmara dos bispos,   

    Câmara dos Bispos Reúne-se em Itaára 

    De 21 a 23 de novembro de 2004, em Santa Maria, no Centro Diocesano de Conferências (CDC), da Diocese Sul-Ocidental, esteve reunida a Câmara dos Bispos da IEAB.

    Estiverem presentes Dom Orlando S. de Oliveira (Primaz), Dom Jubal Pereira Neves (Diocese Sul-Ocidental), Dom Naudal Alves Gomes (Diocese de Curitiba), Dom Sebastião Gameleira (Diocese de Pelotas), Dom Hiroshi Ito (Diocese de São Paulo), Dom Celso Franco (Diocese do Rio de Janeiro), Dom Maurício Andrade (Diocese de Brasília), Dom Filadelfo Oliveira Neto (Sufragâneo da Diocese de Recife), Dom Almir dos Santos (Distrito Missionário do Oeste) e Dom Luiz Prado (Deão do Seminário Teológico Dom Egmont Machado Krischke – SETEK).

    O Encontro teve grandes momentos.

    A celebração festiva da Santa Eucaristia na Catedral do Mediador, com a congregação da catedral, alguns dos clérigos da cidade e a presença da imprensa (dois jornais e uma emissora de TV local). Foi uma manhã particularmente inspiradora para a reafirmação de nosso pertencimento recíproco na comunhão da vida provincial.

    No restante do domingo e durante toda a segunda-feira, a Câmara realizou a experiência conhecida na Comunhão Anglicana como Tempo Quieto, destinado à meditação, estudo e oração. O Deão do SETEK atuou como capelão para os demais colegas. Todos tiveram a oportunidade da contemplação, da meditação quieta, da troca de experiências e discernimentos sobre o episcopado, suas dificuldades e bênçãos.

    Na terça-feira, dia 22, a Câmara trabalhou o dia todo com a agenda usual de desafios, avaliação, problemas, decisões e planejamento. A Sra. Christina T. Winnischofer, Secretária-Geral da IEAB, esteve acompanhando todos trabalhos e encaminhamentos da Câmara.

    Ao final do dia, os bispos foram convidados para um jantar no salão paroquial da Catedral. Na ocasião, Dom Celso Franco, que é também psicólogo clínico, falou aos leigos, clérigos e demais bispos, sobre sua área da atuação na psicologia, com o foco específico no relacionamento entre casais.

    O tempo vivido pelos bispos, sendo hospedados por Dom Jubal no CDC, em Itaára, alcançou notável possibilidade de convívio, renovação e retomada de trabalhos, em meio às tensões naturais à vocação Anglicana de unidade na diversidade. Todos os bispos são imensamente gratos pela oportunidade e pela hospedagem recebida. O CDC da Sul-Ocidental efetivamente é um projeto bonito, animado por uma intenção de acolhida cristã, com uma localização ambiental privilegiada e com excelente serviços de hospedagem.

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    Revmo. Luiz Osório Pires Prado

    Câmara dos Bispos da IEAB

     
  • SNIEAB 12:11 on 23/01/2004 Permalink | Responder
    Tags: câmara dos bispos, ,   

    IEAB Perde um dos Seus Grandes Mestres 

    É com grande pesar que informamos o falecimento de Dom Sumio Takatsu na madrugada do dia de hoje, 23 de janeiro, em São Paulo. Dom Sumio estava internado por algumas semanas, com a saúde muito debilitada.

    De acordo com a informação obtida junto à Secretaria Diocesana, o velório está acontecendo na Paróquia São João, sito Rua Coropés, 108, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, onde, às 19h, será celebrada eucaristia e procedidos os ritos fúnebres. O enterro será realizado amanhã, 24 de janeiro, no Cemitério Horto Florestal, às 10h.

    Pedimos as orações de todos pela família de Dom Sumio Takatsu.

    Biografia – Dom Sumio Takatsu nasceu na cidade de Sapporo, Hokkaido, Japão, e cresceu em São Paulo, Brasil. Fez pré-teológico no Curso José Manoel da Conceição, Jandira, SP, estudou no Seminário Teológico da IEAB, no Seminário de Virginia (STM) e no Seminário Unido de Nova Iorque (STM). Recebeu Doutor Honoris Causa em Teologia do Seminário de Virginia, em 1979. Foi eleito e sagrado bispo da Diocese Anglicana de São Paulo (DASP) em 1977. Resignou em 1990.

    Foi membro do Conselho Consultivo Anglicano de 1983 até 1998. Participou das Conferências de Lambeth de 1978, 1988, como bispo diocesano, e a de 1998, como membro do Conselho Consultivo Anglicano.

    Era bispo emérito da DASP e integrava o quadro de assessores do Centro de Estudos Anglicanos (CEA) e do Seminário Teológico Dom Egmont Machado Krischke (SETEK).

    Foi um grande colaborador junto a IEAB, em geral, e ao Departamento de Comunicação da IEAB, na produção de artigos e materiais para diversas publicações.

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    Christina Takatsu Winnischofer

    Secretária Geral da IEAB

     
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