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  • SNIEAB 11:13 on 05/10/2017 Permalink | Responder
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    Encontro dos Primazes: Evangelismo, Discipulado e Reconciliação 

    O segundo e terceiro dias foram bem distintos em termos de agenda. A difícil pauta da reunião de 2016 desta vez se reduziu a praticamente duas horas de conversa a partir do relato da Igreja da Escócia sobre a decisão de aprovar a possibilidade canônica de matrimônio entre pessoas de mesmo sexo.

    As reações vieram praticamente das mesmas fontes: Primazes do Sul global. A ausência de seis primazes – alguns dos quais mais radicais – representou uma pequena mudança no tom e nem provocou debate acirrado entre os presentes. O arcebispo de Cantuária, por questão de coerência, apenas reafirmou (com o apoio dos colegas do Sul global) que as mesmas consequências que foram experimentadas pela TEC e pelo Canadá se aplicariam igualmente à Escócia. O próprio Primaz da Igreja Episcopal da Escócia afirmou que a Província já estava consciente disso é que entende que seria injusto tratar de forma diferente Igrejas que assumiram o risco de alterarem seus cânones sobre a matéria.

    A partir daí, a agenda da reunião tomou o rumo que se espera que a Comunhão tome: discutir o futuro da comunhão e seu testemunho no mundo através do anúncio do Evangelho, da renovação da espiritualidade e a pratica efetiva do serviço.

    John Kafwanka, apresentou o projeto Discipulado Intencional. Um projeto que deve ser executado pelos próximos dez anos dentro da Comunhão. Algumas províncias tem feito adaptações locais para esta proposta. Um grupo internacional foi constituído para coordenar este projeto (o Brasil está representado pela Revda Tatiane Ribeiro).

    Uma outra importante iniciativa, chamada de Venha o Teu Reino, tem a finalidade de convidar toda a Comunhão Anglicana a compartilhar de forma efetiva a pessoa de Jesus Cristo ao mundo. E, ao mesmo tempo, ser ocasião de renovação da vida e da espiritualidade devocional.

    Muitas diferentes experiências foram partilhadas pelos distintos primazes da África, da Ásia e de Oceania. A conclusão a que se chega é de que o futuro da Comunhão passa pela adoção de uma forma mais concreta e envolvente de anunciar o projeto de Jesus.


    Por isso é muito importante trabalharmos em união, sem o que o testemunho não gerará efeitos. Em outras palavras, o desejo de se caminhar juntos a despeito das diferenças permanece intocável.

    Uma longa sessão foi vivenciada no dia de hoje sobre o tema da reconciliação. Relatos muito fortes e emocionantes da experiência das Províncias no Oriente Médio, na África, no Canadá e no Oriente revelam o quanto a Comunhão Anglicana pode ser instrumento de Deus para realizar o que é central no Evangelho: promover o reconciliação! Onde quer que o conflito que opõe pessoas entre si, povos, religiões e onde a exploração das pessoas pelas outras avilta a criação de Deus, a igreja é chamada a promover a justiça e a reconciliação.

    Na noite da terça-feira, os Primazes foram liderados pelo Deão da Catedral de Cantuária em uma peregrinação de luzes pelos pontos mais significativos da Catedral. Foi uma jornada que lembrou tempos imemoriais desta linda Catedral e que concluiu em frente à Capela dos Santos e Mártires, lembrando aos Primazes que o martírio é parte do testemunho sacrificial que tem em Jesus mesmo o mais líquido exemplo.


    O Encontro dos Primazes será concluído na sexta-feira próxima é um comunicado será feito à toda a Comunhão.

    ++ Dom Francisco de Assis da Silva

    Primaz do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 9:55 on 20/10/2015 Permalink | Responder
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    Bispo Primaz às mulheres: “São vocês que fazem a Igreja!”. 

    Foto de Vera Machado



    Dos dias 09 a 12 deste mês, foi realizado no Centro de Formação Sagrada Família em São Paulo, o encontro de nível nacional da União de Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil (UMEAB). Na celebração eucarística de encerramento do evento, estiveram presentes Dom Flávio Irala, Bispo Diocesano de São Paulo, Dom Filadelfo de Oliveira, Bispo Diocesano do Rio de Janeiro, Rev. Arthur Cavalcante, Secretário Geral da IEAB com a  presidência de Dom Francisco de Assis da Silva, Bispo Primaz da IEAB.

    Bênção de envio missionário

    Também estiveram presentes clérigas do país todo além das visitantes de Portugal, Angola, e Moçambique juntamente do clero local. Na homilia feita pelo Primaz, um momento de reflexão e ação de graças por todo o trabalho do engajamento das mulheres na ação evangelizadora da igreja, pelo serviço prestado às comunidades episcopais anglicanas espalhadas pelo Brasil, e pelo dom do sacerdócio feminino na IEAB que completou em 2015, 30 anos.

    Em tom de agradecimento disse: “São vocês que fazem a Igreja, são vocês que trabalham (…) fazem o trabalho que muitas vezes ninguém quer fazer!”. Mencionou também a necessidade do testemunho cristão na sociedade para com os menos favorecidos e que a intenção do encontro é fazer com que retornassem para casa na intenção de ampliar cada vez mais a acolhida fraterna para todos e todas.

    Logo após a celebração, houve uma confraternização entre os presentes para troca de experiências e despedidas do evento, mas sempre na certeza de que a caminhada das mulheres na IEAB sempre se perpetuará.

    Saiba mais aqui e aqui.

    Veja a homilia do Bispo Primaz na íntegra aqui.



     
  • SNIEAB 12:53 on 09/09/2015 Permalink | Responder
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    Impressões do ENUJAB 2015 – Parte II – Presenças internacionais 

    Dos dias 04 a 7 de Setembro o ENUJAB 2015 movimentou a juventude episcopal anglicana em nível nacional mas também recebeu convidados do mundo todo e representações de instituições amigas. Esse encontro com pessoas de outros países ocasionou um intercâmbio cultural belíssimo e alegre, gerando um legado de companheirismo que não terminou por lá, mas que ainda tem muito pra frutificar entre todos nós.

    No decorrer das atividades, o SNIEAB (Serviço de Notícias da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil) esteve conversando com a maioria deles e conectando suas impressões e histórias de vida. A Diocese Anglicana de Brasília, neste período de evento hospedou as presenças de Gana, Estados Unidos, Inglaterra, Honduras, República Dominicana, Portugal, Angola e Moçambique.

    Leslie Penny Petkoff Nikoi, da Igreja Anglicana de Gana partilha sua experiência de fé nos estudos bíblicos

    Rachel Perry, é inglesa e da US, conta suas experiências no Brasil e a felicidade por ser bem acolhida pela IEAB

    Rachel McDaniel é missionária da The Episcopal Church – TEC e está no Brasil para  trabalhar na IEAB, no momento estava junto do Bispo Primaz e sua esposa Talita

    No jantar

    A Igreja Lusitana (Província da Comunhão Anglicana em Portugal) também encaminhou sua correspondente, a jovem Diana Melo,  que o SNIEAB entrevistou:

    SNIEAB: Conversamos com Diana Melo, que é da Igreja Lusitana, também pertencente à Comunhão Anglicana em todo o mundo, e é muito bom poder conhecê-la aqui em nosso país! É sua primeira visita ao Brasil?

    Diana Melo: É sim, a minha primeira vinda ao Brasil!

    SNIEAB: O que você vai levar de mensagem daqui, pra Portugal?

    Diana Melo: Ah! (sorrindo) Muitas memórias, novos amigos! Novas ideias, também nos desafios de trabalhar com os jovens dentro da igreja, de não desistir de levar uma esperança, que esse encontro dá uma esperança para quem trabalha com jovens, de que realmente com empenho as coisas acontecem!

    SNIEAB: Teve como notar alguma semelhança do clero da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil com o clero da Igreja Lusitana?

    Diana Melo: Sim, existe (…) O que eu percebo é que aqui no Brasil há uma maior diversidade nas pessoas do clero.

    SNIEAB: Num dos painéis, foi comentado que o Brasil possui muitos problemas sociais… Então existem muitas necessidades espalhadas no nosso território nacional e a IEAB se faz presente com trabalhos de relevância pública. Na sua opinião, esse caminho é importante para a Comunhão Anglicana?

    Diana Melo: É a missão de todas as Igrejas Anglicanas espalhadas pelo mundo! É muito importante, aqui no Brasil é claro perceber isso!

    SNIEAB: Foi comentado também que a IEAB acabou de lançar o Livro de Oração Comum numa Edição Comemorativa de 125 anos da Igreja e 30 anos de ordenação feminina, tivemos um esforço imenso da Comissão Nacional de Liturgia, estamos nos preparando pra em breve lançar a Edição Regular, enviamos o LOC do Brasil para muitos países de língua portuguesa, e para nós, lusófonos isso é um patrimônio fundamental. O Bispo Primaz do Brasil, concedeu a bênção na Celebração Eucarística de Abertura do ENUJAB conforme uma das orações da Igreja Lusitana e foi muito bonito, muitos dos  participantes se emocionaram. O que você, como portuguesa sentiu naquele momento ao ver que seu país foi representado aqui através da oração?

    Diana Melo: Eu me senti muito agradecida, gostei muito! Tudo me fez sentir acolhida!  Foi um dos temas deste encontro, falar de acolhida. Eu fiquei sensibilizada!

    SNIEAB: Diana, foi um prazer imenso conversar contigo, pra finalizar o que você poderia falar para os jovens portugueses que não estão presentes no ENUJAB?

    Diana Melo: Foi um momento fantástico, de muita aprendizagem e de muito conhecimento! De muita alegria! As pessoas aqui são muito boas, me fizeram sempre sentir acompanhada, vou sentir as formas como se relacionam aqui no Brasil, uns com os outros são muito bons, gostei muito! Espero que no próximo ENUJAB possamos ter muito mais jovens portugueses aqui, para partilhar deste encontro!

    SNIEAB: Com certeza, Diana! Queremos muito! Obrigado! Venha mais vezes para o Brasil!

    Paulo Ueti, da Christian Aid, Anglican Alliance ministrou Oficina sobre a Bíblia

    Delegação de Gana, fala de sua cultura e fé em Noite Cultural

    Após noite de talentos, onde todas as Dioceses e o Distrito Missionário apresentaram temas marcantes de sua história e cultura, a delegação de Gana encantou todos os participantes com a sua energia, o SNIEAB esteve presente e conferiu o número de dança dos jovens e cantos tradicionais da igreja africana, os convidou para uma entrevista:

    *todos os membros da delegação conversaram com o SNIEAB, abaixo consta a conversa geral representado somente como delegação.

    SNIEAB: Vocês são de Gana, na África!

    Delegação: Sim, nós somos! E você é do Brasil! (risos de ambas as partes)

    SNIEAB: Como é a Igreja Anglicana em Gana?

    Delegação: É muito interessante, nós achamos! É uma igreja que vem crescendo, não é velha! Como a do Brasil…

    SNIEAB: Hoje vocês viram muitas tradições brasileiras, comidas típicas, brincadeiras com danças e músicas, tem algo parecido aqui com o seu país?

    Delegação: Na verdade, como as músicas, a gente tem quase o mesmo ritmo, a mesma dança, conhecemos um pouco da língua e aprendemos um pouco enquanto falamos, mas quando a gente chegou pra cá, só fazem seis meses e estamos falando o português! Gostamos muito!

    SNIEAB: E está perfeito! Aprenderam muito bem! (muitos risos e palmas entre todos) Do que gostaram mais até agora?

    Delegação: Do churrasco e do chimarrão! (risos) Nós estamos sob a acolhida dos brasileiros e aqui tem muito amor entre as famílias, entre as pessoas, as mulheres são muito bonitas! (risos)

    SNIEAB: Qual é a mensagem de vocês, jovens ganeses para os jovens do Brasil? O que gostariam de falar até o momento e ainda não tiveram a oportunidade? O que o Brasil pode aprender com Gana?

    Delegação: Achamos que neste encontro, é onde estão fazendo as coisas pra crescer (…) Vocês estão tentando fazer uma movimentação entre vocês, nós tivemos experiências destas coisas, compartilharemos isso com vocês. Hoje a gente está olhando o que vocês estão fazendo, mas depois podemos combinar algo ainda maior entre nós e vocês, mas gostamos muito! Todos vocês são animados, todos têm um coração bom, quiseram que a gente fizesse as coisas e nós fizemos. Foi muito gentil!

    SNIEAB: Foi incrível a nossa conversa, as portas da IEAB sempre estarão abertas pra cada um de vocês!

    Todas as presenças internacionais amigas da IEAB


     
  • SNIEAB 10:46 on 31/12/2013 Permalink | Responder
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    Partilha da Mensagem de Fim de Ano: Bispo Francisco de Assis 

    Levantemo-nos, e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem. (Neemias 2:18)

    * Mensagem extraída do Blog “Reflexões de um bispo pensador”- Bispo Primaz Dom Francisco de Assis da Silva
    Que dizer de 2013? Certamente esta resposta depende do ângulo que olhemos um ano intenso de desafios para o Brasil. Não foi diferente no Mundo. Resolvi fazer uma modesta leitura que dirijo aos meus irmãos e irmãs anglicanos e aos meus amigos e amigas das organizações ecumênicas e de serviço nas quais me sinto incluído.
    Neste ano, o mundo assistiu a continuidade de conflitos indesejáveis em várias regiões. Levantes, protestos violentos e até uma guerra química encheram as manchetes. Economicamente foi um ano de esforços para salvar a crise financeira da Europa e Estados Unidos, bem como por aqui também. Esta salvação, no entanto foi uma subida no cavalo pelo lado errado. Priorizou-se a macro-economia e se descuidou das soluções micro, ou seja, aquelas que dizem respeito à vida das pessoas em suas necessidades básicas. Parece que a lógica do sistema está apenas preocupada com o edifício, sem se preocupar com seus moradores.
    Em nosso país, vimos uma onda de protestos reivindicatórios que poucos resultados alcançou. Um Congresso manietado por seus próprios interesses corporativos, salvo algumas exceções, não ouviu com sinceridade as vozes da rua. Mesmo mantendo políticas sociais, o governo não avançou na política de desconcentração fundiária, mantendo a permanente tensão no campo e ficou indeciso entre a pressão política do agronegócio e dos setores que defendem a sustentabilidade do meio ambiente. Adiamentos para o futuro foram visíveis e o futuro imediato é o eleitoral, onde desfilarão mais uma vez as promessas e propostas dignas do país de Alice.
    Ouviremos ainda por muito tempo o lamento das vítimas do descaso, dos que esperam com suas dores o atendimento mínimo de seus direitos fundamentais.

    Lamentos dos que estão na fila do INSS ou dos hospitais. Lamento dos indígenas que veem sua terra violada por interesses escusos de minorias e por projetos faraônicos lesivos ao meio ambiente. O lamento das periferias, cada vez mais empurradas para longe, expulsas de suas ocupações de tantos anos, para dar lugar a projetos imobiliários que não se destinam a elas. O lamento das famílias que tiveram seus filhos sacrificados no altar do consumismo da diversão sob os olhos complacentes com o não cumprimento de regras de segurança pública. Enfim, não tenho aqui a pretensão de listar todas as mazelas que sofremos como cidadãos do mundo, mas servem estes exemplos apenas como demonstração de que muito temos que fazer até que a sociedade imponha a sua agenda àqueles que tem a obrigação de respeitá-la! Tanto aqui como alhures!
    Mas, como homem de fé, visualizo sinais de esperança para o ano que está às portas. E esses sinais vem da Igreja. Isso mesmo, da Igreja, que queira ou não, ainda tem um profundo papel pedagógico na consciência das pessoas. Temos um novo Papa que traz ventos novos e que traz de volta para a agenda da Igreja Católica o tema do serviço aos menos favorecidos do mundo. Temos um novo Arcebispo de Cantuária que traz para a agenda da Igreja Anglicana o tema da Justiça e da Ética para uma sociedade que só se preocupa com o lucro. Tivemos uma Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas que afirmou o compromisso com a Justiça e a Paz, retomando uma agenda se aproxima mais autenticamente do Evangelho.
    A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil experimentou uma radical mudança no método de abordagem de suas prioridades, iniciando um profundo processo de escuta das bases através da metodologia do Indaba, culminando num Sínodo que traduziu um desejo de renovar o compromisso com a Missão.
    Por tudo isso, dou graças a Deus, sabendo que temos um ano novo no qual só depende de nós realizar o que Deus espera que façamos. Normalmente, desejamos que o Ano Novo nos traga conquistas. Talvez caiba aqui dizer o inverso: Desejo aos irmãos e irmãs que conquistemos 2014. Que possamos potencializar o tempo e os dons que Deus continua nos dando e usufruir todo o banco de horas, dias e meses que temos pela frente para transformar os reinos deste mundo no Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo!

    ++Francisco

     
  • SNIEAB 12:06 on 30/12/2013 Permalink | Responder
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    Mensagem do Bispo Primaz Solidariedade com as vítimas das enchentes em MG e ES 

    Santa Maria, 30 de Dezembro, 2013

    “… a Ti dirijo minha prece! No tempo favorável responde-me por teu grande amor, pela verdade da tua salvação!” (Sl. 69:14)

    A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) expressa sua solidariedade, carinho e compromisso com as vítimas das enchentes, especialmente nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais. Que o “Espírito do Senhor seja contigo” é nosso desejo e oração. É dever humano estar em solidariedade mas é exigência ética e espiritual para quem se declara cristão colocar-se em ação para ajudar as pessoas atingidas por essa catástrofe. “Tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Era forasteiro e me recolhestes. Estive nu e me vestistes, doente e me visitastes, preso e vieste ver-me… cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25:35-36.40). A Igreja é chamada a sempre ser um “edifício espiritual”, espaço de cuidado e hospitalidade, especialmente para os que não tem lugar neste momento (cf. 1Pd). Deve-se ir ao encontro das vítimas, abaixar-se, tocar, acolher, recolher e levar para um lugar seguro e oferecer recursos financeiros para que a vida se restabeleça (Lc 10: 29-37).

    A IEAB, o mesmo tempo, demonstra preocupação com essa situação que se tornou corriqueira no Brasil. As enchentes e os resultados das mesmas não são simplesmente fenômenos naturais que atingem a população e o território aleatoriamente. Sabe-se que a intervenção humana, ou mais precisamente a falta da mesma em termos de prevenção e de políticas públicas ambientais e de habitação, além da corrupção na qual vivemos, é um elemento importante a considerar na ocorrência de enchentes nas cidades, provocando doenças, mobilidade forçada e fatalidades.

    Levantamos nossa voz para pedir urgência no atendimento as vítimas e transparência na administração dos recursos, provindos da solidariedade humano mas também dos cofres públicos. E continuaremos em observação ativa para que situações como essas possam acontecer cada vez com menos frequência até que não aconteça jamais. Seguimos lutando e nos juntamos as vozes de anjos e santos (movimentos sociais, igrejas, pessoas de fé, governos e pessoas de boa vontade) que se fazem presentes e atuantes no cuidado e na insistência ativa para que justiça seja feita e a vida continue sempre (cf. Lc 18:1-8).

    São Bento recorda no prólogo de sua Regra que “se desejamos a paz, vamos buscá-la”, ou seja, movimentar-se e sair ao encontro. Que Deus da vida e Ternura seja sempre com todos e acenda em nossas vidas o desejo insaciável de encontra-lo, especialmente nas vítimas desta tragédia que clamam por comida, água, moradia, justiça, cuidado e políticas que sejam permanentes.

    ++ Francisco de Assis da Silva

    Primaz do Brasil e Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 10:59 on 26/11/2013 Permalink | Responder
    Tags: Bispo Primaz da IEAB, , Religião e Violência de Gênero   

    Primeiro Pronunciamento do Novo Bispo Primaz: “[…] assumimos o compromisso profético de denunciarmos a injustiça, a opressão e a violência […]“ 

    Santa Maria, 25 de novembro de 2013.

    Dia Internacional de Não Violência Contra as Mulheres.

    Tu vens, tu vens. Eu já escuto os teus sinais. (Alceu Valença).

    Queridas irmãs, queridos irmãos, clero e laicato de nossa amada IEAB: Graça e Paz!

    A IEAB e a Campanha dos 16 Dias de Ativismo

    pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

    Aproximando-nos do Advento, Tempo de Preparação para celebrarmos o Mistério da Encarnação do Deus que se fez criança, nascida de Mulher e veio habitar conosco. Este é um tempo de renovação de nosso compromisso com os valores do Reino amoroso de Cristo, como o celebramos neste domingo. A Câmara dos Bispos se manifestou recentemente em nosso Sínodo reafirmando a tarefa primordial da Igreja nos seguintes termos: A Igreja está no mundo e sua tarefa é ser fermento, luz e sal em meio à sociedade para que se dissipem as trevas e Cristo nos revele o Reinado de Deus.” Fiel e este mandato, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil tem assumido, através do seu Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD), a necessária e urgente tarefa de promover ações de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres, por entender que este pecado aflige a Deus em seu próprio Corpo.

    Reafirmando nossa fé em Deus Pai e Mãe que ama, acolhe, protege, assumimos o compromisso profético de denunciarmos a injustiça, a opressão e a violência, e anunciarmos a vida plena de dignidade para todas as mulheres, assim como para todas as pessoas, de todas as gerações, em sua diversidade étnico-racial e de identidades de gênero.

    Por esta razão, enquanto Província da Comunhão Anglicana, temos assumido o compromisso com a Campanha Mundial dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

    Há 22 anos, numa reunião do Center for Women’s Global Leadership – CWGL, 23 mulheres de diferentes países, deram início a Campanha dos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Os 16 dias compreendem:

    • dia 25 de novembro - declarado pelo I Encontro Feminista da América Latina e Caribe, em 1981, como o Dia Internacional de Não Violência Contra as Mulheres.
    • dia 1º de dezembro Dia Mundial de Luta contra a Aids – declarado pela Assembleia Mundial de Saúde com o apoio da ONU, e, consequentemente, Dia de Enfrentamento ao Fenômeno da Feminização da Aids.
    • dia 06 de dezembro, Campanha Laço Branco – Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher, iniciada em 1989, a partir do assassinato de 14 jovens mulheres por serem estudantes de engenharia no Canadá, algo inadmissível ao assassino Marc Lepine. Uma oportunidade especial para nós homens dizermos que não compactuamos com esta violência e nos irmanarmos pela não violência contra as mulheres.
    • dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, para celebrar a publicação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948, pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

    Aqui no Brasil, em alguns lugares a Campanha inclui também o Dia 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, para nos chamar a atenção a um fato agora comprovado estatisticamente: As Mulheres Negras são vítimas de mais de 60% dos assassinatos de mulheres no país, conforme pesquisa recente do IPEA.

    Enquanto discípulas e discípulos de Jesus Cristo que somos, queremos assim sermos reconhecidas/os por ações amorosas de serviço às pessoas. Reafirmemos nosso compromisso profético de diaconia social e política: Que nossas dioceses e comunidades locais reflitam, orem e realizem atividades especiais nestes dias somando-nos assim às iniciativas semelhantes em várias parte da Comunhão Anglicana.

    Vamos na Paz de Cristo, tenhamos coragem e força no testemunho do Evangelho entre

    todas as pessoas, e sirvamos a Deus, Pai e Mãe, com alegria!

    No poder do Espírito Santo! Amém!

    Fraternalmente,

    Vosso Irmão e Primaz

    ++ Francisco de Assis da Silva

     
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