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  • SNIEAB 9:22 on 25/11/2016 Permalink | Responder
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    16 Dias de Ativismo (25/11 a 10/12) pelo Fim da Violência contra as Mulheres 

    25 de novembro de 2016

    Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres

    “Nós percebemos a importância da nossa voz quando somos silenciado(a)s”

    Malala Yousafzai

    E Jesus afirmou-lhe: “Minha filha, a tua fé te salvou! Vai-te em paz e estejas liberta do teu sofrimento”.

    Evangelho de Marcos 5, 34

    Vivemos dias difíceis no Brasil, com o recrudescimento de uma onda de conservadorismo político, religioso e social, no qual as conquistas da sociedade desde a democratização no final dos anos 80 estão sendo revertidas de forma rápida e autoritária.

    Dentro desse espectro, temos uma séria reversão de valores, tais como a equidade de gênero e a banalização da violência contra as mulheres. As mulheres brasileiras têm construído a duras penas seu processo de empoderamento para enfrentar uma cultura que lhes atribui papéis de subserviência na família, no trabalho, nas igrejas e na sociedade. Avanços foram conseguidos com muita luta a partir dos diversos movimentos de mobilização que elas têm organizado. Políticas públicas muito recentemente no Brasil foram construídas mesmo com a resistência de uma elite machista, preconceituosa e preocupada apenas com seus interesses.

    A deposição da primeira mulher Presidenta da história do Brasil foi realizada por um conluio branco-rico-machista que alimenta hoje um governo ilegítimo que muito rapidamente está destruindo direitos, dignidade e a igualdade de gênero. A questão da dignidade da mulher e de seus direitos plenos a uma cidadania realmente paritária com os homens está sob constante risco e, mais impressionante ainda, com o estímulo de políticos de índole machista, racista e xenófobo.

    Mais do que nunca, a palavra chave é resistir e inovar. Somente se poderá evitar a destruição de direitos adquiridos se nos juntarmos em torno de uma plataforma comum e resistir por todos os meios qualquer tentativa de passos na direção de um passado que oprime as pessoas pobres, as indígenas, as negras e, claro, as mulheres. São elas que pagam o preço da discriminação e da desigualdade. Não somente tem seus corpos apropriados pela cultura do estupro, mas também suas almas pela repressão ideológica da religiões fundamentalistas.

    Ao lado das mulheres, segmentos como as pessoas LGBTI, tem sido vitimas constantes da homofobia, que lhes retira direitos e as expõem ao risco da violência física injustificada e perigosamente desconsiderada pela sociedade. Neste sentido, nossa Igreja está somando esforços aos grupos organizados defesa de direitos, como a ABRAFH – Associação Brasileira de Famílias Homo afetivas, para fazermos eventos ecumênicos em diversas capitais, inclusive alguns deles acolhidos em paróquias anglicanas no dia 10 de dezembro.

    No contexto apresentado, desafio a todas as pessoas fiéis, lideranças e comunidades para a construção de uma pastoral da “Igreja Segura”, uma proposta nascida da 15ª Reunião do Conselho Consultivo Anglicano (AAC Resolução 16.25, ano 2012): “As Igrejas só serão santuários, se conscientemente tornarem-se lugares confiáveis e de segurança para cada pessoa que atravessa seus limites, especialmente os membros das comunidades mais vulneráveis”.

    Homens e mulheres são chamados a construir um novo paradigma de sociedade. Um paradigma de respeito, gentileza, cumplicidade. Conclamo nossas  comunidades de fé se juntarem em oração e ação contra todo tipo de violência, sendo um chamado de Deus e missão da igreja para dignificar a vida humana e construir uma cultura de paz e equidade.

    Contra a cultura do estupro!
    Contra o machismo institucional!
    Contra a opressão dirigida às pessoas pobres!
    Por uma sociedade justa e solidária!

    Do vosso Primaz

    Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 10:47 on 08/06/2016 Permalink | Responder
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    Mensagem do Primaz pela Semana das pessoas Pioneiras da IEAB 

    “Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome”.
    Irmãos e Irmãs,
    Com a celebração de hoje, em nosso Calendário Cristão, da vida e ministério de Vicente Brande, encerramos o setenário de homenagem e reverência pelos pioneiros da IEAB. Nas igrejas do Canadá e dos Estados Unidos, também se celebrou esta semana que evoca a memória, o espírito missionário e a dedicação de homens e mulheres responsáveis pela presença de uma Igreja Anglicana nacional, durante estes 126 anos.
    Foi muito animador receber mensagens de muitos amigos pela passagem dessa semana. Aqui em nossa Província, muitas comunidades celebraram este Setenário com alegria e refletiram sobre os desafios que temos como IEAB na continuidade da obra missionária.
    Estamos nos aproximando de nosso Sínodo Extraordinário, que começa no dia 16 de Junho. Um Sínodo que tratará da aprovação de nossos novos Cânones e Constituição. Não se trata apenas de uma mudança de legislação, tornando-a mais adequada aos novos tempos, depois de 22 anos desde o último Sínodo Extraordinário; trata-se de repensar nossa forma de fazer missão.
    Precisamos seguir a trilha de nossos pioneiros e pioneiras: amor a Cristo, amor às pessoas e amor ao serviço. Sem estes pilares, nossa incidência será apenas um ativismo sem propósito. A conjuntura de crise de valores que vivemos hoje exige que redobremos nossa dedicação para fazer a nossa Igreja ser um espaço de acolhimento, de oração e de corajoso testemunho à exemplo daqueles que plantaram as sementes.
    A nossa árvore pode não ser uma das maiores da floresta. Mas é uma árvore que dá flores e frutos de raríssima beleza. Aliás, os botânicos têm a habilidade de identificar, no meio de selvas densas, flores de indizível beleza. Somos estas flores e somos belos e nosso perfume é agradável. Porque este perfume não é nosso: é de Cristo!
    Parabéns IEAB pelo seu aniversário. Parabéns pela coragem – mesmo contra a corrente conservadora e retrógrada que parece ressuscitar nestes dias de crise política e social. E vamos seguir adiante na construção de uma sociedade democrática e justa.
    Que cada um de nós possa seguir o exemplo de nossos irmãos e irmãs que dedicaram  as suas vidas a construir comunidades de fé que fizeram e fazem a diferença, desde o Oiapoque ao Chuí! A Deus demos graças!


    Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 16:39 on 08/03/2016 Permalink | Responder
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    CONVITE 

    O Bispo Primaz do Brasil, Dom Francisco de Assis da Silva, estará presente na cerimônia de Instalação do novo Deão da Catedral Nacional da Santíssima Trindade, Rev. Jerry Andrei dos Santos e da Instituição como Cônega da Rev. Marinez Rosa dos Santos Bassotto em Porto Alegre (RS).

    Sua presença e orações são esperadas!

     
  • SNIEAB 9:55 on 20/10/2015 Permalink | Responder
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    Bispo Primaz às mulheres: “São vocês que fazem a Igreja!”. 

    Foto de Vera Machado



    Dos dias 09 a 12 deste mês, foi realizado no Centro de Formação Sagrada Família em São Paulo, o encontro de nível nacional da União de Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil (UMEAB). Na celebração eucarística de encerramento do evento, estiveram presentes Dom Flávio Irala, Bispo Diocesano de São Paulo, Dom Filadelfo de Oliveira, Bispo Diocesano do Rio de Janeiro, Rev. Arthur Cavalcante, Secretário Geral da IEAB com a  presidência de Dom Francisco de Assis da Silva, Bispo Primaz da IEAB.

    Bênção de envio missionário

    Também estiveram presentes clérigas do país todo além das visitantes de Portugal, Angola, e Moçambique juntamente do clero local. Na homilia feita pelo Primaz, um momento de reflexão e ação de graças por todo o trabalho do engajamento das mulheres na ação evangelizadora da igreja, pelo serviço prestado às comunidades episcopais anglicanas espalhadas pelo Brasil, e pelo dom do sacerdócio feminino na IEAB que completou em 2015, 30 anos.

    Em tom de agradecimento disse: “São vocês que fazem a Igreja, são vocês que trabalham (…) fazem o trabalho que muitas vezes ninguém quer fazer!”. Mencionou também a necessidade do testemunho cristão na sociedade para com os menos favorecidos e que a intenção do encontro é fazer com que retornassem para casa na intenção de ampliar cada vez mais a acolhida fraterna para todos e todas.

    Logo após a celebração, houve uma confraternização entre os presentes para troca de experiências e despedidas do evento, mas sempre na certeza de que a caminhada das mulheres na IEAB sempre se perpetuará.

    Saiba mais aqui e aqui.

    Veja a homilia do Bispo Primaz na íntegra aqui.



     
  • SNIEAB 15:51 on 25/06/2012 Permalink | Responder
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    Um olhar sobre a Cúpula dos Povos e Rio+20 

    Parece que a natureza está respondendo simbolicamente ao clima de frustração presente no Rio de Janeiro exatamente quando se inicia a Conferencia com os chefes de Estado na Rio+20. Depois de dias luminosos e de muita dinâmica na Cúpula dos Povos e nos pavilhões do Rio Centro, o céu está cinzento e carregadas nuvens se sobrepõem à cidade. Aqui, no aeroporto embarcando de volta para o sul, repasso um pouco do que vi nestes dias de intensa movimentação.

    Dois movimentos distintos. De um lado a Cúpula dos Povos com sua multifacetada imagem, reunindo movimentos sociais, ONGs, Igrejas e tantos outros atores que seria impraticável nominar todos aqui. Gestos, vozes, cânticos e danças compuseram uma fotografia colorida e viva, cheia de energia e de sonhos que pulsavam em toda a área do aterro do Flamengo. Neste contexto, minha participação foi em alguns pontos da programação, como por exemplo na vigília de domingo à noite. Ali, sob a inspiração do Criador, religiões proclamaram a necessidade de se afirmar direitos como elemento fundante de uma sociedade que precisa cuidar da criação e das criaturas. Pudemos interagir ali como nossos irmãos e irmãs de diversas matrizes espirituais e na sequência pude interagir com os mesmos em dois momentos reflexivos em painéis. Atores como o CONIC, Conselho Mundial de Igrejas, CLAI e ACT Alliance se revezaram em oficinas que discutiam acima de tudo a contribuição concreta das igrejas e religiões para a construção de um mundo justo e sustentável.

    Neste contexto, a IEAB se destacou por uma delegação que esteve sempre interagindo para fora e para dentro de si mesma. Um aguerrido grupo de 16 anglicanos (até mais se contarmos com as presenças ocasionais) sob a liderança do nosso Primaz, d. Mauricio, se uniram a outras forças para afirmar o sonho de um mundo mais solidário, mais humano e mais sustentável.

    Ao todo, pude participar oficialmente de três momentos de painéis e um momento de lançamento da publicação da Christian Aid sobre desigualdades no Brasil e na América Latina. E pude assistir outros dois painéis, todos dentro da agenda ecumênica da Tenda Religiões por Direitos. No Rio Centro, onde acontecia a agenda chamada de oficial, pude interagir no painel conjunto ACT Alliança e parceiros alemães sobre o sério problema da emissão de carbono na atmosfera e a postulação de um modelo econômico com baixo carbono – aliás assunto ainda ignorado pelos países ricos e por alguns países em desenvolvimento.

    Ainda hoje, antes de embarcar de volta, pude ter um encontro conjunto ACT Aliança e Conselho Mundial de Igrejas com importante figura da incidência pública ambiental internacional: a ex- Presidente da Finlandia, Sra. Tarja Halonen.

    Na medida em que a Conferencia caminha para seu final, me sinto um pouco frustrado com o que pode vir a ser mais um documento oficial que acabará não obrigando ninguém a nada. E mais uma vez os poderosos deste mundo preferiram pensar em seus próprios interesses e nos interesses das grandes corporações e de seus arquitetos do financismo do que assumir um compromisso de mudança.

    É evidente o divórcio entre sociedade civil e governos e não sei como isso se resolverá. Talvez, como foi dito em um dos painéis, isso só se resolva com uma radical reforma política (se referindo ao Brasil). Enquanto isso não acontece fica a esperança de que o mundo acorde antes que seja tarde para se sustentar e garantir às futuras gerações uma sociedade menos predatória e autofágica. Da Cúpula dos povos fica o exemplo de que os sonhos continuam pulsando.

    Do ponto de vista da IEAB, creio ter sido mais uma presença e testemunho eficaz. A presença anglicana na Rio+20, mesmo com as dificuldades de articulação entre as esferas internacional e nacional, teve no SADD/Anglican Alliance um grande ator. Foi muito bom conviver e ser acolhido pela DARJ e pela comunidade da Christ Church. Foi bom perceber que a IEAB se faz mais uma vez destacar na articulação ecumênica mais ampla. Foi bom estarmos bispos, clérigos e leigos articulados numa incidência pública. Repetimos assim o que tem sido nosso compromisso de articulação ecumênica e inter-religiosa, desde os fóruns sociais mundiais. Fica o desafio de melhor articular no futuro uma presença articulada também a nível internacional. Lamento que isso ainda seja um desafio a enfrentar. Talvez o exemplo de AA/SADD/ACEN sirva-nos de modelo para as nossas próximas incidências!

    Meu abraço e minhas orações!

    + Francisco de Assis da Silva

    Bispo da Diocese Sul Ocidental

     
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