Tagged: anglicanismo RSS

  • SNIEAB 11:14 on 12/06/2013 Permalink | Responder
    Tags: anglicanismo, Centro de Estudos Anglicanos, , , , Seminário Anglicano, Teologia Anglicana   

    Novo Site do Centro de Estudos Anglicanos CEA 

    Já está no ar o novo site do Centro de Estudos Anglicanos (CEA) http://www.centroestudosanglicanos.com.br/portal/ . O novo site tentou recuperar todo o valioso do site anterior, mas tem um formato mais bonito e dinâmico, e também mais informativo e com novas seções que esperamos seja aceito e apreciado por todos.

    Colocar no ar o novo site significou um árduo trabalho de muitos meses de toda a Equipe CEA, mas particularmente de Dom Saulo Barros, que é responsável da Área de Publicações da Equipe CEA. Esperamos que o novo site seja um valioso canal de comunicação e informações do CEA para toda a IEAB.No entanto, o site está ainda em construção e sujeito a ajustes e aprimoramentos; portanto,  agradecemos e pedimos sua compreensão, sugestões, críticas e esperamos seus comentários.

    Divulguem o novo endereço do site em nossas dioceses!

    Pela Equipe CEA

    Rev. Dr. Pedro Triana

    Coordenador de Formação Permanente e da Área II CEA/IEAB

     
  • SNIEAB 15:44 on 29/02/2012 Permalink | Responder
    Tags: anglicanismo, ,   

    100 anos de Anglicanismo na Amazônia 

     
  • SNIEAB 17:54 on 23/08/2011 Permalink | Responder
    Tags: anglicanismo, dioceses   

    Presença do Primaz em Concílio da DASP 

    Entre os dias19 e 21 de agosto ocorreu o Concílio da Diocese Anglicana de São Paulo (DASP). A Paróquia de São João, localizada no bairro de Pinheiros, sediou e cuidou da hospedagem dos delegados e das delegadas de todas as paróquias do estado de São Paulo. A cerimônia de abertura foi dirigida pelo Bispo Diocesano Dom Roger Bird, auxiliado pelo Reverendo Francisco César, reitor da paróquia.

    Eleição Episcopal

    Em seu sermão, Dom Roger Bird, fez uma breve avaliação do seu episcopado e da proximidade de sua aposentadoria e anunciou o processo eleitoral para escolha do próximo bispo diocesano. Uma Comissão de Eleição Episcopal composta por 01 bispo, 03 clérigos e 03 leigos, foi especialmente escolhida pelo diocesano para preparar o processo de eleição marcado para 08 de setembro de 2012. 

    Visita do Primaz

    Destacamos a participação de  Dom Maurício Andrade  pela primeira vez no papel de Primaz da IEAB. O Bispo Maurício fez sua saudação a DASP, falou sobre as atividades missionárias e o processo de transição do escritório da Secretaria Geral da IEAB de Porto Alegre para a cidade de São Paulo.

    Ordenações Diaconais e Crescimento na DASP

    No encerramento do Concílio, o bispo diocesano, Dom Roger Bird, ordenou ao diaconato três seminaristas do Instituto Anglicano de Estudos Teológicos (IAET). A cerimônia no templo da São João contou com um grande número de fiéis e transcorreu tranquilamente.

    Segundo os relatórios estatísticos apresentados no Concílio Diocesano,  a diocese anglicana se encontra com um aumento significativo de sua membresia em suas paróquias e em especial, a Catedral Anglicana de São Paulo, através da liderança pastoral do Reverendíssimo Deão Aldo Quintão. Acesse as  FOTOS DO CONCÍLIO DIOCESANO

    Reverendo Arthur Cavalcante

    Secretário Geral IEAB

     
  • SNIEAB 14:14 on 16/12/2009 Permalink | Responder
    Tags: anglicanismo, , ,   

    IEAB emite documento contra homofobia em Uganda 

    “Clareza de mente significa igualmente clareza de paixão. Por causa disso uma grande e clara mente ama ardentemente distinguindo claramente aquilo que ama” (Blaise Pascal)

    A sociedade internacional tem ao longo de sua história conquistado novos estágios de consciência e liberdade e superado gradativamente diversas formas de exclusão de seres humanos por razões de raça, situação econômica, cultura, crença e sexualidade. Entendemos esse processo como decorrente do amor de Deus por toda a humanidade. A Igreja, como parte desse processo, tem a responsabilidade de defender corajosamente o avanço do respeito a todas as pessoas, baseado na lei do amor.
    Ela mesma no passado foi conivente com formas de discriminação e em muitos casos promoveu a exclusão de pessoas, revelando sua incapacidade de responder às demandas de seu tempo. O Espírito de Deus, no entanto, tem desafiado a Igreja a compreender que a ninguém é dado o direito de agir, ou consentir que se aja, em desfavor de qualquer pessoa. Nesse processo de gradativa iluminação espiritual, a Igreja tem conseguido integrar aqueles e aquelas que até em passado recente eram discriminados por sua cor, opinião, gênero e sexualidade.

    Expressamos, à luz do Evangelho , nosso profundo desacordo com as medidas legais que estão sendo estudadas em Uganda para oficializar uma inaceitável perseguição às pessoas homossexuais. Primeiramente, pelo fato de que essas medidas representam o retorno a uma época de barbárie e ignorância. É um recuo gravíssimo no campo dos direitos humanos, inaceitável em nosso tempo. E, em segundo lugar, porque a nenhum cristão é permitido perseguir ou mesmo ameaçar seus semelhantes por razões de divergência quanto à vivência de sua sexualidade. Divergir, é legítimo, perseguir, é abominável.

    A possível aprovação dessas medidas exige um claro e eloqüente testemunho contra a imposição de um estado policial e na defesa de que cada pessoa seja livre para viver plenamente sua condição pessoal, incluindo a sexualidade, dentro dos critérios do amor, do respeito mútuo e do compromisso com a vida. Em um mundo onde a pobreza e a fome matam mais que as guerras, a preocupação dos governos deve voltar-se para fomentar uma sociedade onde não haja pessoas excluídas por quaisquer razões. Leis que venham a promover discriminação e exclusão, inclusive por condição sexual, além de serem abomináveis por contrárias aos direitos humanos, só mascaram e não resolvem nem de longe os reais problemas que a sociedade ugandense necessita enfrentar.

    Concluímos este documento lembrando que o maior desejo de Deus é que vivamos em amor. Nossa fé nos diz que “não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher, pois todos sois um só em Jesus Cristo” (Gl 3, 28). A Lei já foi cumprida por Jesus e agora resta-nos manifestar a graça divina presente no mundo através de um amor ardente e compassivo por todos os seres humanos.

    “O Senhor ama o direito e a justiça. A Terra está cheia do seu infalível amor” (Salmo 33:5)

    -

    Revmo. Dom Maurício Andrade

    Bispo Primaz da IEAB

     
  • SNIEAB 17:02 on 24/11/2009 Permalink | Responder
    Tags: anglicanismo, , pacto   

    IEAB se pronuncia sobre o Pacto Anglicano 

    A IEAB publicou nesta terça-feira documento oficial em resposta à consulta encaminhada pelo Conselho Consultivo Anglicano a respeito da secção quatro do proposto Pacto Anglicano.
    Um processo longo e profundo de consulta foi liderado pela Comissão Especial do Bispo Primaz, envolvendo bispos e lideranças leigas da Provincia.
    O representante brasileiro no Conselho Consultivo Anglicano, Prof. Dr. Joanildo Burity apresentou à Comissão os subsídios da discussão sobre o Pacto na reunião do ACC ( Conselho Consultivo Anglicano) na Jamaica.
    A IEAB reconhece em seu documento que as três primeiras secções do Pacto vem ao encontro do que historicamente é a compreensão do Anglicanismo a respeito de sua fé e da natureza da Igreja. Essas secções afirmam o que já está sobejamente expresso nos principais documentos históricos da Igreja.
    Já em relação à seção quatro, a IEAB expressa sua preocupação com alguns conceitos dubios e com um caráter jurídico pouco comum na história do Anglicanismo. Se praticamente todas as Provincias conseguiram um consenso em relação ao que chamariamos de valores que a comunhão afirma nas três primeiras secções porque haveria a necessidade de uma seção quatro que trata exatamente de um controle sobre o cumprimento ou não das seções anteriores?. É como se existisse uma certa contradição entre o que se afirma e o que se espera cumprir, criando mecanismos de controle sobre iguais, coisa absolutamente estranha à nossa tradição.
    Os documentos podem ser lidos nos seguintes links em português: (http://www.ieab.org.br/documentos/Pacto%20Anglicanorevisadofinal.pdf) e inglês:(http://www.ieab.org.br/documentos/Pacto-IEAB-Efinal.pdf)
    Importante notar que a posição da Igreja do Brasil evoluiu na direção de consenso com a maioria da Comunhão, vez que sua primeira posição oficial, tomada em 2008, foi de negar a necessidade de um Pacto. O processo de aperfeiçoamento e a compreensão de que outras provincias também evoluiram nesta direção, levam a IEAB a considerar que as três primeiras seções do Pacto podem ser subscritas sem reserva. Permanece, no entanto a restrição à seção quatro por suas evidentes inadequações à tradição de nossa Comunhão. A Igreja brasileira entende que a verdadeira comunhão se dá por laços de afeição muito mais do que por laços jurídicos.
    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva
    Secretário Geral da IEAB

    A IEAB publicou nesta terça-feira documento oficial em resposta à consulta encaminhada pelo Conselho Consultivo Anglicano a respeito da secção quatro do proposto Pacto Anglicano.

    Um processo longo e profundo de consulta foi liderado pela Comissão Especial do Bispo Primaz, envolvendo bispos e lideranças leigas da Provincia.

    O representante brasileiro no Conselho Consultivo Anglicano, Prof. Dr. Joanildo Burity apresentou à Comissão os subsídios da discussão sobre o Pacto na reunião do ACC ( Conselho Consultivo Anglicano) na Jamaica.

    A IEAB reconhece em seu documento que as três primeiras secções do Pacto vem ao encontro do que historicamente é a compreensão do Anglicanismo a respeito de sua fé e da natureza da Igreja. Essas secções afirmam o que já está sobejamente expresso nos principais documentos históricos da Igreja.

    Já em relação à seção quatro, a IEAB expressa sua preocupação com alguns conceitos dubios e com um caráter jurídico pouco comum na história do Anglicanismo. Se praticamente todas as Provincias conseguiram um consenso em relação ao que chamariamos de valores que a comunhão afirma nas três primeiras secções porque haveria a necessidade de uma seção quatro que trata exatamente de um controle sobre o cumprimento ou não das seções anteriores?. É como se existisse uma certa contradição entre o que se afirma e o que se espera cumprir, criando mecanismos de controle sobre iguais, coisa absolutamente estranha à nossa tradição.

    Os documentos podem ser lidos nos seguintes links em português: (http://www.ieab.org.br/documentos/Pacto%20Anglicanorevisadofinal.pdf) e inglês:(http://www.ieab.org.br/documentos/Pacto-IEAB-Efinal.pdf)

    Importante notar que a posição da Igreja do Brasil evoluiu na direção de consenso com a maioria da Comunhão, vez que sua primeira posição oficial, tomada em 2008, foi de negar a necessidade de um Pacto. O processo de aperfeiçoamento e a compreensão de que outras provincias também evoluiram nesta direção, levam a IEAB a considerar que as três primeiras seções do Pacto podem ser subscritas sem reserva. Permanece, no entanto a restrição à seção quatro por suas evidentes inadequações à tradição de nossa Comunhão. A Igreja brasileira entende que a verdadeira comunhão se dá por laços de afeição muito mais do que por laços jurídicos.

    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 16:25 on 07/11/2009 Permalink | Responder
    Tags: anglicanismo, , ,   

    IEAB se manifesta sobre Provisão do Vaticano 

    O anúncio feito em 20 de outubro pelo Vaticano, de criar uma provisão constitucional especial para acolher anglicanos descontentes com a ordenação feminina e de pessoas homoafetivas, certamente representa um novo e inesperado patamar nas relações entre a Comunhão Anglicana e a Igreja Católica Apostólica Romana.

    Ao longo de 40 anos, as duas Comunhões mantiveram um franco e profícuo diálogo desde a iniciativa do Papa Paulo VI e do Arcebispo Michael Ramsey de quebrar séculos de silêncio entre as duas partes. Viviam-se os ventos resultantes do Concílio Vaticano II, como uma era de avanço no diálogo e superação de indiferenças. Esse processo continuou ao longo das últimas décadas com a produção de documentos e a criação, em nível de Províncias (como a do Brasil), de comissões nacionais de diálogo anglicano-católico romano.

    Damos graças a Deus por todo o trabalho construído em meio a muitas dificuldades, mas igualmente de mútuo respeito. Para isso contribuiu a capacidade de nos enxergarmos como irmãos que confessam o mesmo Cristo e a mesma fé credal, sempre buscado construir uma compreensão comum em torno de suas identidades teológicas. Neste espírito se produziram os documentos Autoridade na Igreja I (1976), Autoridade na Igreja II (1981), Comunhão Eclesial (1990), Vida em Cristo: Moral, Comunhão e a Igreja (1993), O Dom da Autoridade (1998), Maria: Graça e esperança em Cristo (2004) e Crescer Juntos na Unidade e Missão (2007).

    Todas estas Declarações, e as ações conjuntas decorrentes delas, apontavam na direção de que cada vez mais nos aproximávamos do ideal da unidade que tanto Cristo desejou. Somos hoje parte de inúmeros organismos ecumênicos e nos aceitamos reciprocamente no Batismo – conforme Declaração Conjunta assinada no Brasil em 2007.

    Ao dizermos que a iniciativa do Vaticano define um novo e inesperado patamar no diálogo bilateral, queremos afirmar que ela não tem direta relação com o processo acumulado ao longo dos últimos 40 anos, indicado acima, mas representa uma iniciativa unilateral, que certamente merecerá uma análise mais profunda. Indicativamente, enumeramos aqui dois elementos que merecem cuidadosa atenção:

    1. Os mais recentes documentos oficiais da Igreja Católica Romana têm reafirmado sucessivamente, não a sua identidade apenas como Igreja universal, mas sua singularidade como sinal verdadeiro e original da presença de Cristo entre os povos. Isso implica em uma auto-compreensão de exclusividade eclesiológica e organizacional que dificulta o avanço do diálogo entre as duas Igrejas;

    2. O substrato teológico para a iniciativa do Vaticano se baseia na compreensão de que a unidade da Igreja se dá tendo como referência o postulado do ministério petrino. Tal postulado necessita ser compreendido na conjugação entre sua dimensão teológica e a realidade histórica da sé de Roma e até esse momento não é ponto pacífico no diálogo anglicano-católico romano.
    Evidente que estas questões precisam ser confrontadas com honestidade e amplo diálogo que, sempre, de nossa parte, marcaram comprometida e respeitosa atitude.

    Expressamos nossa preocupação com a iniciativa desencadeada por Roma, levando em conta aspectos como seu método e conteúdo.

    Lamentamos que nenhuma instância oficial da Comunhão Anglicana tenha participado do processo de construção da provisão anunciada pelo Vaticano. Inclusive, para surpresa de muitos, a própria Congregação para a Unidade dos Cristãos não participou do processo interno, em Roma, sequer para o anúncio da iniciativa.

    Um assunto conduzido assim, privadamente e sob a coordenação da Congregação para Doutrina e Fé, ou seja, tratado no nível especificamente doutrinal e sem nenhuma relação com a sua dimensão ecumênica exigiria, no mínimo, a transparência que seria de se esperar entre duas Igrejas que dialogam ecumenicamente.

    Se a provisão fosse destinada às pessoas que já saíram da Comunhão Anglicana por razões de divergência teológica, certamente isso seria entendido como acolhimento pastoral a quem já não seria pastoralmente mais de nossa responsabilidade. Mas, na medida que se destina a pessoas e comunidades que ainda estão dentro da Comunhão, mesmo que em dissenso, a provisão representa um problema ético de interferência em assuntos internos de outra Igreja irmã.

    Esperamos, com muita honestidade, que essa interferência não venha se constituir em empecilho para o futuro de nosso diálogo e que possamos em tempo conhecer o teor da referida provisão – que ainda não é pública – e aplicar, quando possível, o princípio do respeito à autonomia interna de nossas Igrejas. A conversa que haverá entre o Arcebispo de Cantuária e o Papa Bento XVI nos próximos dias, em Roma, poderá apontar contornos mais claros para essa iniciativa. Aguardaremos essa conversa que representará o primeiro diálogo face a face entre os representantes máximos das duas Igrejas.

    Em nosso contexto no Brasil, temos recebido e acolhido clérigos oriundos da Igreja Católica Romana, e temos acolhido essas pessoas como irmãos que desejam responder a sua vocação e chamado na missão, que é de Deus. A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil mantém um Cânone específico para esse acolhimento e reconhecemos as Ordens Sagradas de cada um, sem nenhum novo processo de ordenação.

    Esperamos que esse assunto seja discutido com muita autenticidade dentro das instâncias de diálogo internacionais e locais de nossas duas Igrejas, e restaurando-se o teor do processo já trilhado, na busca de se superar mal entendidos e retomar o caminho da busca da Unidade tão desejada por Cristo e sonhada por todos nós!

    Brasília, 04 de novembro de 2009
    William Temple (1881-1944)

    -

    Revmo. Dom Maurício Andrade

    Bispo Primaz da IEAB

     
  • SNIEAB 17:11 on 20/10/2009 Permalink | Responder
    Tags: anglicanismo, ,   

    Vaticano publica provisão especial para acolher anglicanos descontentes 

    Em uma inesperada decisão, a Igreja Católica Romana tornou público hoje uma provisão especial do Papa para acolher anglicanos em dissenso com sua Igreja por razões de ordenação de mulheres e de pessoas homoafetivas.
    A provisão especial permitirá que anglicanos entrem em plena comunhão com Roma mantidas particularidades da tradição e teologia anglicanas, incluído o estado matrimonial dos clérigos – exceto os bispos.
    Em entrevista coletiva, o Arcebispo de Cantuária declarou não entender esse provisão de Roma como uma ingerência nos assuntos internos da Comunhão Anglicana.
    Em uma declaração conjunta com o Arcebispo católico Romano de Westminster, Rowan Williams enfatizou que essa medida representou a superação de muitas incertezas para anglicanos e católicos romanos, tornando-se uma solução para um anseio de grupos anglicanos que vinham solicitando a Roma a aceitação como membros em plena comunhão.
    A grande interrogação em torno da medida é se essa provisão se destina aos anglicanos que abandonaram a comunhão da Igreja por razões de dissenso ou se vale também para os anglicanos que, embora ainda dentro da Igreja, desejarem aderir a Roma sob essa provisão.
    De qualquer modo, essa inesperada ação da Sé de Roma representará um questionamento a respeito da longa caminhada de diálogo ecumênico entre anglicanos e católicos romanos que existe há mais de 40 anos.
    Já começam a se construir muitas teses de apoio e de questionamento a partir de teólogos dos dois lados. Certamente essa é uma medida que terá seus impactos no futuro das relações entre as duas Igrejas.
    -
    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva
    Secretário-Geral da IEAB

    Em uma inesperada decisão, a Igreja Católica Romana tornou público hoje uma provisão especial do Papa para acolher anglicanos em dissenso com sua Igreja por razões de ordenação de mulheres e de pessoas homoafetivas.

    A provisão especial permitirá que anglicanos entrem em plena comunhão com Roma mantidas particularidades da tradição e teologia anglicanas, incluído o estado matrimonial dos clérigos – exceto os bispos.

    Em entrevista coletiva, o Arcebispo de Cantuária declarou não entender esse provisão de Roma como uma ingerência nos assuntos internos da Comunhão Anglicana.

    Em uma declaração conjunta com o Arcebispo católico Romano de Westminster, Rowan Williams enfatizou que essa medida representou a superação de muitas incertezas para anglicanos e católicos romanos, tornando-se uma solução para um anseio de grupos anglicanos que vinham solicitando a Roma a aceitação como membros em plena comunhão.

    A grande interrogação em torno da medida é se essa provisão se destina aos anglicanos que abandonaram a comunhão da Igreja por razões de dissenso ou se vale também para os anglicanos que, embora ainda dentro da Igreja, desejarem aderir a Roma sob essa provisão.

    De qualquer modo, essa inesperada ação da Sé de Roma representará um questionamento a respeito da longa caminhada de diálogo ecumênico entre anglicanos e católicos romanos que existe há mais de 40 anos.

    Já começam a se construir muitas teses de apoio e de questionamento a partir de teólogos dos dois lados. Certamente essa é uma medida que terá seus impactos no futuro das relações entre as duas Igrejas.

    -

    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário-Geral da IEAB

     
    • Yamil Dutra 15:00 on 21/10/2009 Permalink | Responder

      A igreja de Roma passaria a ter dois tipos de padres, casados e solteiros. Isso seria revolucionário e tornaria, aos pouco, a questão do celibato um assunto ainda mais explosivo na igreja de Roma. Somado este aspecto à introdução da teologia, tradição e outras particularidades anglicanas no seio da igreja de Roma, as duas Igrejas estariam cada vez menos diferenciadas e sobrariam as questões (de tensa discussão dentro da igreja de Roma e de absoluta aceitação no mundo civil) da ordenação feminina e da homoafetividade para serem solucionadas, o que permitiria, no futuro, uma potencial reunificação das duas Igrejas. Fica bem claro qual a orientação vitoriosa nestes últimos séculos: a Anglicana.

      • Valdir A. C. 13:02 on 03/11/2009 Permalink | Responder

        Paz e Bem! Ouso postar aqui porque o assunto diz respeito a Igreja Católica Apostólica Romana!
        Ao Sr. Yamil imponho dois questionamentos:
        1- Os que poderão entrar em plena comunhão com a Santa Sé serão, exatamente, aqueles que não aceitam os absurdos defendidos pelo Sr. dentro do Anglicanismo. Não serão anglicanos dentro do catolicismo e sim católicos com um rito, digamos, anglicano (livre daquilo que contraria a Sã Doutrina), como os Melquitas, Ambrosianos, Orientais… etc.
        2- Em hipótese alguma os defensores de tais abusos absurdos encontrarão apoio ou comunhão na Igreja Católica em qualquer tempo. Nem em sonho!!!

        Em Jesus, com Maria… Sempre!

    • Silvio 22:15 on 25/10/2009 Permalink | Responder

      Dentro da Igreja Católica Romana já existem padres casados. São aqueles dos ritos orientais. Tal como acontecerá com os anglicanos que voltarem para a Igreja de Roma, lá também os bispos tem que ser celibatários. De outro lado, concordo que está na hora de Roma rever o celibato obrigatório. Certamente se hoje ela abrisse uma janela para tal, aumentaria sobremaneira o número de sacerdotes ativos, com o retorno dos mesmos ao seio eclesial, hoje afastados.

    • Pe. Antônio Ramalho Neto 0:28 on 31/10/2009 Permalink | Responder

      Creio que esse foi um grande avanço para a união das Igreja Romana e Anglicana , uma teria que fazer uma proposta e assim fazendo como fez a Igreja Romana esperamos nossos irmãos anglicanos de braços abertos. Bem Vindos.

    • Rodrigo 23:48 on 24/03/2011 Permalink | Responder

      Bom pra IEAB rever algumas posturas tímidas que tinha em tempos recentes com grupos que supostamente se dizem “fiéis à sã doutrina”, que, o que fazem na verdade é contra-atacar o desafio que o evangelho de Jesus fazia ao evangelho imperial, assimilando a retórica do evangelho cristão à racionalidade do evangelho imperial romano…

  • SNIEAB 11:25 on 13/10/2009 Permalink | Responder
    Tags: anglicanismo,   

    Comissão Anglicana de Meio Ambiente emite documento 

    Como preparação para a próxima Conferência das nações Unidas sobre mudanças climáticas, a ser realizada em Copenhagen, no mês de dezembro, a Comissão Inter-anglicana de Meio Ambiente emitiu um documento de três páginas destacando as consequências morais da smudanças climáticas no Mundo.

    A Comissão, composta de dezenove representantes de diversas partes da Comunhão afirmaram suas esperanças em um futuro onde haja uma maior sustentabilidade da justiça e um uso mais ético do meio ambiente.

    O título do Documento, Esperança que Partilhamos rumo a Copenhagen, sintetiza a preocupação com a necessidade de os líderes mundiais buscarem adotar práticas de desenvolvimento que preservem a mãe terra e não nos leve como humanidade a um colapso.

    A versão original do documento pode ser lida aqui: http://acen.anglicancommunion.org/_userfiles/File/copenhagen_ACEN.pdf

    O documento representa uma visão anglicana, à luz inclusive de nossas marcas da missão, que deve ser aprofundado e assumido desde os níveis provinciais até o nível das comunidades locais. É preciso que o povo de Deus tenha uma visão adequada de como o uso dos recursos naturais, como sinal de sua responsabilidade com a Criação. A pressão da sociedade moderna em seu afã por consumo e desenvolvimento podem, ao invés de melhorar a qualidade de vida, degradá-la ainda mais e comprometer o futuro da humanidade.

    -

    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário-Geral da IEAB

     
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