A IEAB no Encontro de Oficiais Ecumênicos da América Latina e do Caribe 

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil enviou-me como membro da Comissão Nacional de Relações Ecumênicas para o Encontro de Oficiais Ecumênicos do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) da América Latina e Caribe (Argentina, Brasil, Chile,  Colômbia, Curaçao, El Salvador, Jamaica, Nicaragua, Peru, Trinidad e Tobago e Uruguai).

De 18 a 20 de outubro, em Buenos Aires/Argentina, estive representando nossa Igreja com outras 21 pessoas, clérigas e leigas evangélicas e evangélicos de Igrejas: Batistas, Luteranas, Metodistas, Presbiterianas, Discípulos de Cristo, Cristã Bíblica, Pentecostal, Valdence, Moraviana e Episcopal Anglicana. Do Brasil, éramos quatro pessoas, sendo eu a única episcopal anglicana presente, numa plenária que assegurou equidade de gênero na composição.

Foram dias de intensa agenda, com a partilha de experiências do que tem acontecido em nossas igrejas, com a exposição sobre o que é o CMI e de como funciona, com enfoque na Peregrinação por Justiça e Paz na América Latina e no Caribe; com uma síntese, em vídeo, do que foram as dez assembleias realizadas a cada sete anos, durante o período de 1948 a 2013 (a 8ª assembleia foi realizada em Porto Alegre/RS); e a estratégia de comunicação do CMI, que está sob a responsabilidade do luterano Dr. Marcelo Schneider (recomendo acessar o link: https://www.oikoumene.org/pt/news/ecumenical-officers-from-latin-america-and-the-caribbean-gather-in-argentina, para ver a notícia escrita por Schneider).

Pontos altos do Encontro:

-  Oportunizou uma visão panorâmica do que tem sido realizado pelas igrejas que colaboram para a peregrinação do CMI por justiça e paz, com destaque nas experiências da Igreja Presbiteriana de Colômbia, Fundación Hora de Obrar (Argentina), Igreja Presbiteriana de Trinidad e Tobago;

-  Apresentou um relato sobre o Programa de Acompanhamento Ecumênico do CMI na Palestina e Israel;

-  Reuniu pessoas comprometidas com: a promoção de ações de enfrentamento à violência contra meninas; contra o feminicídio; contra o racismo e a xenofobia; e com a luta pelo acesso à água, pelo direito à terra e o combate à fome;

-  Promoveu uma articulação regional de lideranças comprometidas com o ecumenismo a partir de suas bases.

Participar do Encontro foi uma oportunidade ímpar de aprendizado e de fortalecimento. Tornar-me uma oficial ecumênica é um privilégio e uma responsabilidade que assumo como responsabilidade evangélica de serviço/poder que transforma vidas.

Texto: Revda. Dra. Lilian Conceição da Silva