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  • SNIEAB 11:58 on 06/09/2018 Permalink | Responder
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    No caminho a gente se entende, mas caminhar é preciso: 35º Concílio da Diocese Anglicana de Brasilia, Paranoá/DF 

    1 e 2 de Setembro de 2018

    “Grava-me como um selo em teu coração,

    Como um selo em teu braço;

    Pois o amor é forte, é como a morte!

    Cruel como o abismo é a paixão;

    Suas chamas são chamas de fogo

    Uma faísca divina.” (Ct 8:6)

    A Diocese Anglicana de Brasília dá testemunho do seu compromisso de ser o sacramento do Cristo em meio a uma sociedade violentada e carente de amor e solidariedade, escutando os clamores do povo e da natureza para continuar sendo comunhão (koinonia) e serviço (diaconia) em direção ao Reinado de Deus.

    O 35º Concílio da Igreja local, que aconteceu em Setembro de 2018, cumpriu seu objetivo de congregar o povo de Deus, sob a orientação da Ruah Divina (o Espírito perturbador de Deus, cf At 2:1-13), para ouvir a Palavra de Deus e obedecer o mandamento de permanecer no amor, através da oração, diálogo e cuidado (pastoral/diaconia). Amar não é uma tarefa fácil. E sim, amar é uma tarefa, uma ação que afeta você mesma/o e a outras pessoas. E amar implica em permanecer no desejo de dialogar e caminhar juntas/os. E não, continua não sendo fácil.

    O Concílio foi longamente preparado, sob a orientação do Espírito Santo, em oração, estudo e escuta do que Deus quer de nós e para nós (para o mundo). Em meio a tantas estatísticas de violência, empobrecimento, desigualdades crescentes, assassinatos e adoecimento (mental, físico, espiritual) a or(a)ção é um caminho transformador e sustentador da fé e do compromisso com a Missão de Deus que quer que “todas as pessoas sejam salvas e cheguem ao conhecimento de Deus” (cf. 1Timóteo 2:4).

    O Sínodo Geral da Igreja do Brasil precedeu nossa reunião conciliar. Um sínodo é o momento em que a igreja escuta seus membros, escuta a Palavra de Deus, celebra a comunhão/eucaristia como sacramento (já é, mas ainda não) do Reinado de Deus e decido “syn odos” (sinodar – caminhar junta, na mesma perspectiva). Esse sínodo deixou-nos algumas lições importantes que precisamos sublinhar: escutar até o fim, permanecer no amor e na tolerância, concordar em discordar, discordar na caridade e no testemunho fiel do Cristo ressuscitado, continuar com os pés, o coração e a teologia na realidade, sendo uma Igreja profética, ousada e aberta ao novo.

    Como resultado do ser igreja juntas e juntos, na saúde e na doença, na tristeza e na alegria, no dialogo e na diversidade realizamos nosso concílio nesse mesmo espírito e dedicação ao Reinado de Deus. Celebramos o Concílio no marco dos 15 anos de serviço de Maurício que para nós é o Bispo Diocesano e conosco é nosso irmão na caminhada.

    Em nosso Concílio então:

    Foram reafirmados os compromissos da Igreja de Cristo com a missão que transforma o mundo e a humanidade. A missão é identitária (não é qualidade nem muito menos opção) de nossa comunidade religiosa. Somos pessoas chamadas para a presença de Deus, do Cristo, para sermos enviadas ao mundo, não para nos conformarmos com ele (em suas maldades e desigualdades) mas para transformá-lo (Cf. Romanos 12:2). Queremos ser uma Igreja sempre reformada (Ecclesia semper reformata, Karl Barth, citando Sto Agostinho) ou seja, uma igreja que para continuar sendo fiel ao mandato de Jesus de amar, inclusive aos inimigos, e bendizer sempre, inclusive aos que nos desejam mal, tem sempre que reexaminar a si mesma, sua doutrina e teologias, estar disposta a mudanças para que o serviço (diaconia) ao mundo (pessoas e natureza) sejam sempre fiéis e retas. Jesus fez isso com sua religião e nos ensina a fazer isso com a nossa. Como compromisso concreto a Igreja Nacional e portanto nossa Diocese está alinhada na colaboração com a execução dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) focando nos seguintes: Fome e Pobreza, Igualdade de Gênero, Desigualdades, Paz e Justiça. Também se percebeu uma consciência e sensibilidade maior para as questões de Justiça Climática e cuidado com o Meio Ambiente. Essa área de ação precisa ser mais desenvolvida e ganhar corpo em nossa igreja local, ficou o desafio.

    Foram reafirmados os compromissos da igreja com a missão integral (holística).O mandato de Jesus para ir ao mundo e batizar em nome da Trindade revela o objetivo e o método com os quais devemos trabalhar. Somos enviadas/os a batizar. Batizar é um verbo que significa (no idioma origina do Novo Testamento) “fazer mergulhar, envolver, conectar”. Ou seja, nossa missão é envolver mais pessoas no projeto de Jesus, no caminho da solidariedade e da profecia. Nossos ouvidos precisam ouvir mais claramente o clamor que sobre daquelas pessoas em situação de vulnerabilidade e insegurança (em todos os níveis). Nosso chamado é para ir ao encontro de quem precisa, olhar, prestar atenção, cuidar, compartilhar nossos recursos (financeiros inclusive), acompanhar e garantir que situações de violência não aconteçam de novo (cf Lucas 10:25-37). Ajudamos primeiro, depois perguntamos, se é que perguntamos. Nossa missão é desenvolver teologias e dizer palavras (discursos: pregações, meditações, orações) que congreguem, curem, “ajuntem” e incluam todas as pessoas, pois TODAS (e todas são sempre TODAS) são Imago Dei – imagem e semelhança de Deus. E é em nome da Trindade, uma expressão divina e um recado direto para todas nós que a comunidade, a capacidade de permanecer juntas/os e o desafio de amar sempre são a “maneira, o método, o jeito” pelo qual as pessoas crentes devem atuar, pensar e falar.

    Foram reafirmados os compromissos da igreja com a sua natureza: missionária, diversa, plural e inclusiva – espaço seguro e parábola do Reino. A igreja é o sacramento primeiro da presença real de Jesus Crucificado e Ressuscitado entre nós. Ela é o corpo de Cristo que foi oferecido por nós e por nossa salvação para a remissão dos pecados, para que a gente não entre em caminhos errados e que nos afastem do coração misericordioso de Jesus. Através e como resultado de muita oração, meditação e reflexão reconhecemos que somos uma igreja plural, reconhecemos e celebramos que essa diversidade é dom e graça de Deus, revisitamos nossas teologias e nossas doutrinas para que continuem sendo fieis a Deus e ao seu chamado de amor e misericórdia. No espírito de testemunho do amor de Deus que acolhe, abençoa e fortalece toda a gente, a Igreja diocesana aprovou por maioria a celebração eclesial, espiritual e litúrgica do santo matrimônio cristão estendido a TODAS as pessoas que o desejarem. O Livro de Oração Comum já está preparado para acolher a união de PESSOAS em santo matrimônio e isso marca um profético e ousada posição de uma igreja cristã em nossos contextos. Reconhecemos que o caminho e as decisões tomadas necessitam ainda de muita oração e acompanhamento, necessita de insistência e persistência para irmos mais longe e na direção certa do Reinado de Deus, que já está aqui e agora, mas ainda está por construir no dia-a-dia de nosso trabalho missionário.

    Acompanhados pelo provérbio africano que diz que “se queremos ir rápido, devemos viajar sozinhos, mas se queremos ir longe, devemos ir juntas/os”, o Concílio celebrou seu companheirismo com outras organizações nacionais, internacionais e da família Episcopal Anglicana, especialmente: USPG, Anglican Alliance, Diocese de  Indianápolis (USA), Paróquia de Punta Gorda (Flórida, USA), relações na Convenção Geral da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, com a família ecumênica nacional (CONIC, CEBI, Diaconia, CESE, entre outras). Essas alianças permitem que a Diocese se abra para outras experiências, bem como permite que outras localidades aprendam de nosso jeito de ser igreja e de como juntas/os podemos transformar vidas e estruturas injustas. Foi reafirmado o compromisso da Diocese de cultivar essas relações e abrir-se a outras possíveis no caminho de fé e missão.

    O Concílio também foi o momento de escutarmos sobre nosso ministério na Diocese, pararmos para ouvir atentamente o que o Espírito diz as Igrejas (Ap 2:7) através das nossas comissões e serviços diocesanos. Escutamos as atividades que foram realizadas, as avaliações e propostas de continuidade. Compartilhamos nossa vida econômica (administração e finanças) de nossas comunidades, ações sociais e escritório diocesano, a partir do princípio da transparência e do constante apelo ao compromisso de cada membro da igreja de contribuir com seu trabalho e também com seus recursos financeiros e profissionais com a vida da igreja local. Esse é sempre um apelo de Deus e da realidade para que nossa “responsabilidade” cristã seja cada vez mais forte e constante, a fim de que a Igreja de Jesus possa continuar sendo um sacramento dele no mundo e para o mundo, a fim de transformá-lo para que o Reinado de Deus seja realidade mais e mais.

    Reafirmamos nossa visão e missão:

    Missão: “Ser uma igreja missionária, instrumento do anuncio e testemunho do Reino de Deus, por atos e palavras. Viver na diversidade e Inclusividade o nosso jeito de ser anglicano, inseridas e inseridos no contexto sociocultural das comunidades.”

    Visão: “Ser uma igreja ousada e dinâmica no testemunho do evangelho e na ação missionária na promoção da vida, servindo no amor, fidelidade e solidariedade.”

    Na celebração final desta reunião de graça e misericórdia, de escuta e diálogo, de tolerância e permanência, porque o Amor de Deus é para todas/os nós, tivemos a grata pregação/provocação de nosso irmão e companheiro de caminhada que hoje trabalha na USPG Rev. Canon Richard Bartlett. Ele nos exortou a quatro grandes reflexões que nos deve levar a uma profunda or(a)ção interior e em direção ao mundo: Que declaração de fé fazemos? E nosso chamado de ser uma igreja PRESENTE, PROCLAMADORA E PROFÉTICA. Aqui algumas reflexões sobre o que isso significa, para além do sermão do nosso irmão Richard, mas a partir dele.

    • Que significa nosso Credo Apostólico e Niceno-Constantinopolitano: qual é a nossa declaração de fé? Em que acreditamos? Em qual Deus pomos nossa confiança? Nosso Deus é o Deus de…? As respostas a todas essas questões sempre estão na ponta da língua e, como Paulo e sua tradição que chegou até nós, nós proclamamos (ou deveríamos pelo menos) o Cristo Crucificado e Ressuscitado que nos redimiu e nos presenteou com a salvação, por amor incondicional. Nosso modelo é Jesus, a Trindade que expressa a verdadeira comunidade e modelo de vida, pastoral e teologias. Mas, isso é um compromisso muito grande, pois é necessário realmente conhecer Jesus, seu ministério, suas palavras (teologias) e seus compromissos políticos para que possamos seguir seus passos e refazer seu caminho hoje e sempre. Fica o desafio.
    • Somos uma igreja PRESENTE: Estamos neste contexto, no cerrado, na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, na Família Episcopal/Anglicana mundial, na Família Ecumênica. Estamos em diferentes contextos tentando fazer a diferença e anunciar que o Reinado de Deus já está no meio de vocês. Somos presentes em lugares de necessidades econômicas e onde a necessidade espiritual também nos convoca. Estamos tecendo uma rede de carinho, compromisso e principalmente solidariedade para com as pessoas mais vulneráveis que podemos atingir. E somos do CERRADO, presença “torta”, resiliente, diversa e cuidadora, assim como a natureza de nossa região. Somos de diversos cheiros e sabores e procuramos ser alimento e motivação para todas as pessoas e organizações com as quais temos relação.
    • Somos uma igreja PROCLAMADORA: É nosso dever proclamar as boas novas do Reinado de Deus (5 Marcas da Missão – Lucas 4:18-19). Essa proclamação se da na oração e no trabalho (ministério, diaconia), inspiradas na tradição bíblica e da nossa igreja, bem como enraizada na espiritualidade beneditina (ora et labora e nada antepor ao amor de Cristo, Regra SB). E o conteúdo da proclamação deve ser baseado no amor, na solidariedade e no compromisso com os valores e as estruturas do Reino de Deus. Proclamar que Jesus é o Senhor de nossas vidas é comprometer-se com seu caminho, suas ações, sua ideo-teologia, sua religião que esta focada nos mais pequeninos, nos que sofrem, nos que tem jugos pesados, nos que são excluídos da sociedade e da religião tradicional, nas pessoas que estão sedentas de sentido, de beleza e de pão cotidiano. Celebramos o ministério de nosso Bispo Diocesano e do corpo da igreja de Cristo aqui no Cerrado que sempre pede a Deus ‘que a dor, a injustiça, a guerra, a mentira e o futuro’ não nos sejam indiferentes (Eu só peço a Deus, cantada por Beth Carvalho) e que se lança para outras margens, proclama que todas as pessoas são bem vindas porque todos e todas somos o Corpo de Cristo, cada um à sua maneira (cf. Coríntios 12) e que continuar a mensagem que de o “perfeito amor lança fora todo o medo” (1João 4:18).
    • Somos uma igreja PROFÉTICA: em nome de Jesus proclamamos os valores do Reino e os requerimentos para que ele seja revelado, pois ele já está no meio de nós (cf Marcos 1:15). Somos convidadas/os à ousadia e à coragem de avançar e continuar nosso ministério interno e externo no espírito da transformação e da sustentabilidade. Nossa liturgia, teologias, ministérios são alimentados pelo desejo de justiça, dignidade e segurança de todas as pessoas e do planeta. Continuamos trabalhando para uma igreja que seja lugar seguro para todas as pessoas, uma igreja que seja o lugar de aprender que a justiça e o direito são o coração do ministério de Jesus, é a religião que Deus gosta, bem como a oração e o encontro íntimo com Deus são necessidades de todo crente para alimentar uma mente e um coração abertos ao novo e ao Espírito Santo, fogo ardente e vento impetuoso, que desinstala nos tirando de nosso lugar confortável. Somos PROFECIA, uma palavra de Deus que proclama de Deus é o Deus do Êxodo, da libertação, da alegria e da igualdade. É sempre bom lembrar o conteúdo da profecia para alinhar nossas comunidades com ela. Desafio constante em nosso dia-a-dia.

    Como não pode ser diferente e porque “a festa sempre continua” (moto do nosso Bispo) terminamos nosso concílio com uma grande refeição comunitária. Comer juntas/os é uma das partes mais fundamentais de nossa tradição cristã, o ágape, para nos lembrar do quanto devemos partilhar e o quanto isso é importante na proclamação do Reino. Agradecidas/os à todas as pessoas que estiveram ministrando na cozinha para que nossas refeições estivessem prontas e bem servidas, bem como a todas/os participantes do Concílio encerramos com a certeza de termos cumprido nossa tarefa de nos escutar mutuamente, orar como igreja diversa mas unida e estar abertas/os ao Senhor que nos envia ao mundo pois a necessidade é grande e a messe ainda pequena.

    A bênção do Deus de Sara, Abraão e Agar,
    a bênção do Filho, nascido de Maria,
    a bênção do Santo Espírito de amor,
    que cuida com carinho, qual mãe cuida da gente,
    esteja sobre todas nós. Amém!

    Texto: Diocese Anglicana de Brasília – DAB

     
  • SNIEAB 10:13 on 31/08/2018 Permalink | Responder  

    NOTA DE APOIO AO POVO GUARANI KAIOWÁ DO CONE SUL MATOGROSSENSE 


    “Fazei justiça à pessoa fraca e à órfã, procedei retamente com a aflita e a desamparada.

    Socorrei a fraca e a necessitada; tirai-as das mãos das pessoas ímpias”. (Salmo 82:3-4)

    A Comissão de Incidência Pública, Direitos Humanos e Combate ao Racismo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, vem a público manifestar sua solidariedade ao Povo Guarani Kaiowá do Cone Sul Matogrossense, que vem enfrentando desse muito tempo uma crescente e violenta opressão que lhe é imposta pelo capital: o agronegócio, as organizações classistas e os meios de comunicação que exercem grande influência na vida das pessoas, e tudo sob a tutela do estado em suas diferentes instâncias.

    Repudiamos e denunciamos a violenta e arbitrária ação policial que aconteceu no último dia vinte e seis de agosto contra as Tekorás Guarani Kaiowá de Amambaí Pegua I e Guapoy, em Caaropó, Mato Grosso do Sul.

    Seis indígenas foram alvejados por balas de borracha, outros agredidos fisicamente e três deles atropelados por veículos da Polícia Militar. Ambrósio Alcebiades, de setenta anos, continua encarcerado.

    Um número expressivo de militares, viaturas e até mesmo um helicóptero foram usados na violenta e desproporcional ação militar. Mulheres, crianças, pessoas idosas e doentes viveram momentos de muita tensão e pânico.

    Lembramos que as Tekorás são fundamentais para que o Povo Guarani Kaiowá possa continuar preservando suas milenares tradições, a cultura, a mística, a religiosidade e a língua.

    Assim, conclamamos os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado do Mato Grosso do Sul a que cumpram a Constituição Brasileira, respeitem os Tratados Internacionais e garantam ao Povo Guarani Kaiowá o direito à uma vida plena em dignidade.

    Em Cristo Libertador,

    Cascavel, 31 de agosto de 2018.

    Independência de Trinadad e Tobago, 1962.

    3.500 famílias do MST ocupam a Fazenda Santa Mônica, em Corumbá/GO, de suposta propriedade do senador Eunício de Oliveira, 2014.

    Sr. Daniel Souza, Diocese Anglicana de São Paulo/SP

    Bispo Humberto Maiztegui, Diocese Meridional, Porto Alegre/RS

    Revda. Lilian Conceição da Silva, Diocese Anglicana do Recife/PE

    Revdo. Luis Carlos Gabas, Diocese Anglicana do Paraná/PR

    Sr. Pedro Montenegro, Diocese Anglicana de Brasília/DF

     
  • SNIEAB 10:07 on 31/08/2018 Permalink | Responder  

    NOTA DE APOIO À PASTORA LUSMARINA CAMPOS GARCIA E AO PASTOR INÁCIO LEMKE, DA IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL – IECLB 

    “Bem-aventuradas serão vocês quando por minha causa lhes insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês. Alegrem-se e se regozijem, porque grande é a recompensa de vocês nos céus, pois da mesma forma perseguiram profetas que viveram antes de vocês”. (Mateus 5:11-12)

    A Comissão de Incidência Pública, Direitos Humanos e Combate ao Racismo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, vem, por meio desta, expressar sua solidariedade a Pastora Lusmarina Campos Garcia e Pastor Inácio Lemke, as duas pessoas da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), que, por causa de suas atitudes proféticas e generosas vem recebendo ameaças e ataques dentro da sua própria igreja, quanto de setores que promovem a intolerância, o desrespeito, a violência e o medo como meio de impor suas convicções.

    Apoiamos o posicionamento da Presidência da IECLB, na pessoa do Pr. Dr. Nestor P. Friedrich, que em recente nota manifestou que “reações de agressão e de difamação à opinião divergente são inaceitáveis”, tanto “por vivermos em um país democrático” quanto por “nossa fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo”.

    A Pra. Lusmarina, como afirma também a carta de Mulheres Ordenadas da IEAB em seu apoio, assumiu sua voz profética ao se colocar ao lado das mulheres, em especial as mulheres pobres – em sua maioria negra – que morrem por abortos realizados sem a mínima segurança, sendo ainda criminalizadas pela lei, e pelo direito de todas as mulheres a decidirem sobres seus próprios corpos.

    O Pr. Inácio é um lutador social de muitas décadas que, como o fez nosso Bispo Primaz Naudal Alves Gomes, foi visitar o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva que, conforme foi manifestado em Carta da Câmara Episcopal e de Mulheres Ordenadas da IEAB, se encontra preso injustamente e de forma claramente política, com a intenção de impedir sua candidatura e possível eleição à Presidência da República. Quando do outro lado há pessoas religiosas apoiando candidatos com plataformas política que incitam a violência, a LGBTfobia, a desigualdade de gênero e o racismo, alguns dos quais nitidamente envolvidos em atos de corrupção, mas contra as quais o poder judiciário não se mobiliza.

    Por um Brasil laico, democrático e respeitoso dos Direitos Humanos.

    Em Cristo Libertador,

    Porto Alegre, 30 de agosto de 2018.

    Independência de Trinadad e Tobago, 1962.

    3.500 famílias do MST ocupam a Fazenda Santa Mônica, em Corumbá/GO,

    de suposta propriedade do senador Eunício de Oliveira, 2014.

    Sr. Daniel Souza, Diocese Anglicana de São Paulo/SP

    Bispo Humberto Maiztegui, Diocese Meridional, Porto Alegre/RS

    Revda. Lilian Conceição da Silva, Diocese Anglicana do Recife/PE

    Revdo. Luis Carlos Gabas, Diocese Anglicana do Paraná/PR

    Sr. Pedro Montenegro, Diocese Anglicana de Brasília/DF

     
  • SNIEAB 12:30 on 29/08/2018 Permalink | Responder
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    Projeto de Formação Continuada tem início na Diocese Anglicana do Recife 


    Teve início na manhã do sábado (25 de agosto), na Paróquia Anglicana Jesus de Nazaré, situada na R. São Miguel, 15 – Carmo – Olinda/PE, o primeiro módulo do projeto “Consolidando a Identidade Anglicana no Nordeste do Brasil”, com o tema “Anglicanismo: História e Identidade”. O módulo foi ministrado pelo Revdo. Eduardo Henrique.


    O projeto conta com seis (06) módulos: “Anglicanismo: História e Identidade”, “Anglicanismo no Brasil: a História da IEAB”, “Anglicanismo: identidade, missão e serviço”, “Missão e responsabilidade sócio-política na realidade brasileira atual”, “Missão, cultura e questões étnico-raciais” e “Missão, gênero e sexualidade”. Os módulos serão gravados e posteriormente disponibilizados para a formação continuada do clero e lideranças leigas.


    O projeto “Consolidando a Identidade Anglicana no Nordeste do Brasil”, é financiado pela CETALC (Comisión de Educación Teológica para a América Latina y el Caribe) e promovido pelo SAET (Seminário Anglicano de Estudos Teológicos – CET/D.A.R.).

    Fotos e texto: Diocese Anglicana do Recife – DAR

     
  • SNIEAB 16:56 on 27/08/2018 Permalink | Responder
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    UM NOVO JEITO DE SER IGREJA – Visita Episcopal do Primaz ao DMA 

    Ainda em sua Visita Pastoral ao Distrito Missionário Anglicano, o Revmo. Bispo Primaz, Naudal Alves Gomes esteve acompanhado de sua esposa, Sra. Carmen Regina Duarte Gomes,  do Revmo. Bispo Maurício Andrade, Diocesano de Brasília, a Secretária Geral da IEAB, Revda. Magda Guedes e também a Comissão Nacional de Diaconia (CND) e JUNET (Junta Nacional de Educação Teológica) e Centro de Estudos Anglicanos (CEA), tendo a presença das Reverendas, Lucia Dal Pont Sirtoli, Carmen Etel, Lilian Conceição e Dilce Paiva. Na agenda desse último final de semana, aconteceram reuniões com lideranças, a ordenação ao presbiterado da Revda. Mayte de La Torre e acompanhamento pastoral e confirmações na Missão São Pedro e São Paulo na Linha 50/Ariquemes-RO.

    Seguem as fotos:

    Reunião com a prefeitura de Ariquemes/RO  tendo participação da Comissão Nacional de Diaconia (CND), Secretaria Geral e Primaz da IEAB.


    Ordenação Presbiteral da Revda. Mayte de La Torre – 25/08/2018

    Visita Episcopal do Primaz da IEAB, Revmo. Bispo Naudal e do Revmo. Bispo Maurício Andrade, Bispo Diocesano de Brasília, na Linha 50/Ariquemes – RO, acompanhados da Junta Nacional de Educação Teológica – JUNET para a celebração da eucaristia e confirmações dos jovens.



     
  • SNIEAB 15:07 on 24/08/2018 Permalink | Responder
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    Primaz da IEAB prossegue com Visita Pastoral pelo DMA 

    Desde o dia 22/08, o Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Revmo. Bispo Naudal Alves Gomes está em visita pastoral pelas comunidades anglicanas em Ariquemes/RO e Campo Verde/MT acompanhado de sua esposa, Sra. Carmen Regina Duarte Gomes, foram recepcionados pelos os membros das comunidades e as clérigas, Revda. Elineide Ferreira e Revda. Mayte Torre, esta que será ordenada presbítera dia 25/08 pelo Primaz da IEAB. A Secretária Geral da IEAB, Revda. Magda Guedes e as clérigas, Revda. Dilce Paiva, Revda. Lucia Dal Pont, Revda. Lilian Conceição e Revda. Carmen Etel, também estão presentes para acompanhar o Primaz em sua primeira visita nesta região do Distrito Missionário Anglicano.

    Seguem algumas fotos:

     
  • SNIEAB 16:21 on 22/08/2018 Permalink | Responder
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    Carta Pastoral da Bispa Marinez Bassotto ao povo da Diocese Anglicana da Amazônia 

    Carta Pastoral à 13ª reunião do Concílio da Diocese Anglicana da Amazônia, reunida na Catedral de Santa Maria, em Belém/PA, de 17 a 19 de agosto de 2018. AD.


    Muitas faces, muitos jeitos um só Cristo.

    “Ora, vocês são o corpo de Cristo e são membros dele, cada qual a sua maneira”

    (1º Coríntios 12:27)

    Ao Povo de Deus na Diocese Anglicana da Amazônia no ano de 2018 AD.

    Que a graça e a paz de Deus Pai, Mãe, a força libertadora de nosso Senhor Jesus Cristo, e a inspiração transformadora da Ruáh Divina, Espírito Santo de amor estejam com vocês!

    Sob a inspiração do tema e do lema conciliar: “Muitas faces, muitos jeitos, um só Cristo”, e “Ora, vocês são o corpo de Cristo e são membros dele, cada qual a sua maneira” (1ª Co 12.27) queremos partilhar a nossa Carta Pastoral. O Concílio é sempre uma oportunidade de partilha, avaliação, renovação e tomada de novos rumos para    a vida da Igreja diocesana. Este ano tem sido, para mim, um ano de adaptações,  tempo de aprendizado, de escuta e de profundas mudanças na minha vida pessoal e familiar.

    Assim como para mim, também para a vida da Diocese Anglicana da Amazônia é tempo de novidade, estamos iniciando uma nova caminhada, experenciando como diocese e como IEAB os significados do ministério episcopal feminino e nos “experimentando” mutuamente. É, portanto, tempo de expectativa, mas principalmente tempo de caminhada e de oração. Neste concílio, meu primeiro como Mãe e Pastora do rebanho que Deus me confiou, que são vocês, quero com fé, amor e alegria no coração desafiá-los em primeiro lugar, a refletir e compreender os muitos jeitos de Cristo expressos nas muitas faces daquelas pessoas que caminham conosco, chama- los(as) a conjuntamente renovarmos nossa fidelidade à missão de Deus no mundo / Missio Dei e a redobrarmos a disposição e a coragem para participar ativamente nesta missão.

    A Igreja, que somos nós, tem de ser fiel ao Evangelho, anunciando o amor transformador de Deus em Cristo. Por isso nesse Concilio, somos chamados(as) a fortalecer a Igreja, a refletir sobre nossa responsabilidade como discípulos e discípulas de Cristo para com a missão e o crescimento desta Igreja e sua presença transformadora na realidade em que vivemos. A centralidade da missão para a existência da Igreja e sua ação no mundo nunca pode deixar de ser enfatizada. Das mais variadas tradições Cristãs vem a mensagem clara de que a Igreja é missionária em sua essência. Ela existe para dar testemunho das Boas Novas do Reino. A dimensão missionária é parte da própria natureza da Igreja, é parte essencial da vida da Igreja, é sua razão de ser. Por isso desejamos que este Concílio seja um momento de renovação do Povo de Deus no compromisso com o Senhor e o seu Reino e possa ajudar-nos a dar novos passos em direção a vivência desta fé missionária no poder do Espírito Santo.

    Missão e Evangelização caminham unidas, tomar consciência de que a Missão é de Deus, acolher a diversidade expressa nos muitos jeitos e muitas faces deste Cristo no qual cremos, e acolher com alegria a ação renovadora e transformadora do Espírito Santo são os meios eficazes para tornar efetiva a ação evangelizadora da Igreja. Tudo isso precisa acontecer a partir de nossas paróquias/Missões/Pontos Missionários. A redescoberta do Reino de Deus como Boas Novas que anunciamos é a chave para a renovação da missão e assim, também para a evangelização que contempla a mensagem da salvação pessoal, mas também do serviço, da compaixão e da transformação social como o próprio Cristo fez.

    O segundo desafio que proponho é o de que compreendamos que precisamos ser mais do que apenas uma “instituição”, precisamos ser COMUNIDADE. Precisamos tomar consciência de que somos CORPO, membros do corpo do próprio Cristo, que fazemos parte deste corpo do jeito que somos, e que essa ligação intrínseca com Cristo nos compromete com a sua missão. E isto significa que somos chamados(as) a desencadear em nossas comunidades uma expansão da nossa presença missionária, em fidelidade ao chamado apostólico de testemunhar a fé, a justiça, a paz e o amor onde a nossa sociedade vive a violência, a injustiça, o medo, a exclusão e a dor. Fazer missão e evangelizar não significa fazer “prosélitos(as)”. O proselitismo é apenas uma forma de fazer as pessoas sentarem nos bancos das igrejas. Cristo nos envia a palmilharmos os caminhos de nosso mundo como um sinal de sua presença redentora. Cristo nos chama para mudarmos a vida, pois o Reino de Deus está chegando. Nossa missão é um consagrar-nos à vontade de Deus. Jesus Cristo, encarnação plena de Deus em nosso mundo, é o princípio e o fim de nossa ação na sociedade, princípio e modelo da missão ( Jo 20.21-22). É em nome de Cristo e na força do Espírito Santo que somos enviados(as) (Jo 17.16-22).

    Foi necessário que o próprio Deus se fizesse “carne”, “gente” como nós, e assim vivesse uma vida de perfeito serviço e entrega para nos dar o exemplo e nos mostrar que o nosso papel como Igreja Evangelizadora e Missionária é sermos acolhedores(as) e servidores(as). A missão e evangelização devem ser entendidas como serviço as outras pessoas, jamais como conquista e dominação, assim sendo, uma Igreja Missionária deve acolher o diferente / as diferenças com admiração e respeito, pois nele / nelas o Deus de Jesus se faz presente. E deve ir ao encontro das pessoas nos diversos níveis, lugares e circunstâncias, pois também hoje, Cristo revela-se na história e nos espaços concretos da vida humana.

    A partir destes dois desafios (a compreensão dos muitos jeitos de Cristo expressos nas muitas faces daquelas pessoas que caminham conosco e a consciência de que somos parte do Corpo do próprio Cristo), e tendo como foco a missão e evangelização, quero chama-los(as) a engajarem-se no que hoje a Comunhão Anglicana denomina Discipulado Intencional. O discipulado é uma experiência ativa com o reino de Deus, um caminho de fé que revela a presença de Cristo entre nós. Os primeiros discípulos deixaram as redes, pai, mãe, os companheiros(as) de trabalho, casa, família, amigos e amigas, para acompanharem Jesus. As pessoas que se colocaram aos pés de Jesus foram por ele chamadas de família, experimentaram a comunhão física com o Filho encarnado e amado de Deus e se tornaram a extensão de seu próprio corpo, de seu agir no mundo. Mas isso exigiu um deslocamento, um movimento visível, que incluiu gestos, ações, ensinamentos e práticas em comunhão com Jesus.

    O discipulado do qual nos fala a Comunhão Anglicana, é intencional – ou seja – é opção, escolha consciente, e acontece também através da comunhão estreita com Jesus Cristo. Não mais uma comunhão física, direta, mas experimentada pela fé e pela participação no corpo de Cristo (que é a Igreja). Uma comunhão que, assim como ocorria anteriormente à morte e ressurreição de Jesus, inclui gestos, práticas, ações, ensinamentos que se articulam através da vivência da Palavra, da prática da Diaconia, do testemunho público e de cidadania, da vivência comunitária, da formação e da graça vivida nos sacramentos. O corpo de Cristo é o lugar visível onde o chamado de Jesus ecoa e o discipulado expressa-se e toma forma de rede que salva vidas. Assim como no tempo de Jesus, o discipulado hoje exige um rompimento com a sociedade cheia de preconceitos, intolerâncias, discriminações e violências. Esse discipulado abre nossas vidas, amplia nossos horizontes, alarga nossa visão, transforma nosso coração – porque o próprio Cristo vem morar e ter comunhão conosco. No batismo, acontece o chamado de Jesus e, a partir dele, a comunhão com o Corpo de Cristo.

    Queridos irmãos e irmãs, hoje, agora, neste Concílio, e a partir dele – como Igreja Diocesana – nós estamos sendo convocados e convocadas a assumirmos nosso discipulado intencional, sendo novamente chamados e chamadas a tomar parte na família de Cristo, a encontrar nosso lugar no Corpo de Cristo, desafiados e desafiadas a assumir de fato o compromisso de inclusão e acolhimento dos muitos jeitos e muitas faces que expressam a diversidade contida no próprio Cristo. Tudo isso nos desacomoda, por vezes até nos desagrada… Não é fácil assumir a Missão segundo os critérios de Cristo – e não segundo os nossos critérios. Mas o Espírito de Deus está sobre nós, e Ele é o nosso fôlego e a nossa coragem. Desde os primeiros tempos do cristianismo o Espírito de Deus capacitou a Igreja, mas mais do que isso – desacomodou a Igreja. E é por isso que ouvir a voz do Espírito não é fácil… e não está sendo hoje, mas desde o princípio aquelas pessoas que temiam foram encorajadas; aquelas que se escondiam foram descobertas (quiseram se mostrar); aquelas que não acreditavam foram convertidas, as que se sentiam intimidadas foram impulsionadas, as que não entendiam foram esclarecidas, e todas, sem exceção, foram transformadas.

    Eu acredito na ação do Espírito Santo e sei que a partir dela tudo na vida da Igreja Primitiva mudou: as portas trancadas se abriram, as línguas caladas se soltaram, a Igreja amedrontada e escondida saiu para pregar em praça pública. Portanto sei que desde os primórdios do cristianismo a Igreja sempre foi e é marcada por transformação e compromisso – e estou segura de que estes dias de Concílio certamente mostrarão isso, porque Espírito Santo de Deus não restringiu a sua ação apenas aos tempos antigos, não estava somente sobre os nossos(as) antepassados(as), Ele hoje está sobre nós, está dentro de nós, Ele está conosco e é Ruáh, vento renovador, fogo transformador que impulsiona, encoraja e compromete.

    Que esse novo tempo que estamos inaugurando nos anime a renovar a devoção em nossas Paróquias/Missões/Pontos Missionários, a renovar nosso compromisso com o Corpo de Cristo (que é a Igreja), renovar a vivência de nossa fé em comunidade, renovar nossa ação na sociedade, renovar nossas esperanças, de modo que nossa adoração e ministérios sejam expressão de um Discipulado Intencional e compromissado.

    Como Diocese temos grandes desafios, mas onde há desafios há oportunidades. Nossas comunidades precisam ser verdadeiros centros da missão. Portanto, oremos e peçamos a Deus que transforme as vidas humanas por sua profunda e poderosa ação, começando pelas nossas. Que tenhamos a coragem de aceitar o chamado do discipulado, o chamado para ser Corpo de Cristo, para ser Igreja Missionária e desta forma sintamos fluir em nós e a través de nós a maravilhosa e poderosa vontade de Deus. Que assim seja!

    Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

    + Marinez Bassotto

    Belém, 17 de agosto de 2018. AD.

     
  • SNIEAB 16:00 on 22/08/2018 Permalink | Responder
    Tags: Bispo Humberto, , DAA. Bispa Marinez, ,   

    Chimarrão e Açaí: Cuias que unem Norte e Sul no Concílio da DAA 

    O XIII Concílio da Diocese Anglicana da Amazônia foi marcado por momentos ricos de convivência, partilha e decisões. Sendo conduzido pela primeira vez por nossa Bispa Marinez Bassotto, o Concílio favoreceu reflexões sobre a temática da Confelíder Nacional: Muitas faces, muitos jeitos, um só cristo. Ora, vocês são o corpo de Cristo e são membros dele cada qual a sua maneira (1 Coríntios 12.27), além, claro, dos encaminhamentos comuns dos Concílios: avaliações de relatórios, nomeações, eleições de cargos e funções, entre outros assuntos. Como decisão do último Sínodo de nossa Igreja em Brasília – DF, foi colocado sobre a mesa a discussão e votação sobre o casamento igualitário; alguns conciliares – clericais e laicos – se manifestaram e em seguida foi feita a votação, a maioria votou a favor, porém o número de abstenções foi alto e por isso a matéria ficou sobre a mesa para decisão no mês de abril de 2019 no Concílio Extraordinário que tratará sobre a adequação dos cânones diocesanos conforme os novos Cânones Gerais da IEAB.

    Três pontos marcantes do Concílio: a presidência (pela primeira vez na história da IEAB) de uma Bispa, a assinatura de companheirismo entre a Diocese mais antiga com a mais nova da IEAB – Diocese Meridional e Diocese Anglicana da Amazônia – e a primeira Confirmação da Bispa Marinez a uma jovem da Diocese. Esses momentos marcantes nos convidam a continuar insistindo como uma Diocese Missionária, que nos desafia a ir ao encontro dos mais pobres da Amazônia e a testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo nos pontos de missão da área urbana e rural, como bem enfatizou a Bispa em sua Carta Pastoral. A Diocese mais jovem da IEAB é a mais densa em território e com poucas comunidades; certamente a complexa realidade desafia o pastoreio da Bispa Marinez e de seu povo, porém “embora sendo poucos, somos muitos formando um só corpo em Cristo, cada qual à sua maneira” (cf 1 Coríntios 12,7).

    No encerramento do XIII Concílio, na celebração, como marca de nossa cultura, o Bispo Humberto e a Bispa Marinez tomaram açaí na cuia decorada com grafismos marajoara como símbolo de ambos abraçarem o companheirismo e se comprometerem de fortalecer o anúncio do Evangelho de Jesus Cristo em terras distantes. As cuias de chimarrão e de açaí aproximaram ainda mais as regiões norte e sul e estão mais juntas do que nunca.


    Revdo. Cláudio Corrêa de Miranda

    Coordenador da Comissão Diocesana de Comunicação da DAA

     
  • SNIEAB 11:34 on 20/08/2018 Permalink | Responder
    Tags: , Paróquia da Inclusão, , Visita Pastoral   

    Primaz da IEAB inicia Visita Pastoral no DMA 

    O Primaz da IEAB, Revmo. Bispo Naudal Alves Gomes realizou uma série de atividades no Distrito Missionário Anglicano – DMA nesta última semana. Acompanhado de sua esposa, Sra. Carmen Regina Duarte Gomes, visitaram a Paróquia da Inclusão em Campo Grande/MS e também os Pontos de Missão, para uma ordenação diaconal, instituição de ministros leigos e cuidado pastoral com o povo, além de dialogar com lideranças religiosas de outras confissões.



    Ordenação Diaconal do Ir. Victor Hugo, OASB – 19/08/2018 às 10h00


    Instituição de Ministros Leigos e Confirmações – 18/08 às 18h00



    Visita inter-religiosa – Umbanda – 18/08 na parte da tarde






     
  • SNIEAB 10:45 on 17/08/2018 Permalink | Responder  

    Convite para as ordenações no Distrito Missionário Anglicano 

    A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB (19ª Província da Comunhão Anglicana) tem a alegria de convidar todas as pessoas queridas, para as ordenações que acontecerão ainda nesse mês no Distrito Missionário Anglicano, em ocasião da visita do Revmo. Bispo Primaz, Naudal Alves Gomes, às comunidades de Campo Grande (MS) e Ariquemes (RO).

    No dia 19/8, Bispo Naudal conferirá a ordem diaconal ao Ir. Victor Hugo, OASB (Oblatos Anglicanos de São Bento) na Paróquia da Inclusão em Campo Grande/MS às 10h e no dia 25/8 conferirá a ordem presbiteral para a Revda. Maytee Diaz  às 19h na Paróquia da Santíssima Trindade em Ariquemes/RO.

    Contamos com as orações de todas as pessoas!

     
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