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  • SNIEAB 10:50 on 08/10/2018 Permalink | Responder
    Tags: , Educação Teológica, ,   

    Encontro Latino-Americano e Caribenho sobre Educação Teológica 

    Entre os dias 1º e 6 de outubro a CETALC (Comissão de Educação Teológica para a América Latina e o Caribe), um organismo de províncias da Comunhão Anglicana, realizou o Segundo Encentro de Diretores (as) de Seminários e Centros Teológicos e Bispos e Bispas na Cidade de Panamá. O encontro abordou o tema “Educação Teológica e Efetividade Ministerial: Aportes da América Latina e Caribe.

    A conferência de abertura com o tema geral do encontro foi com o Reverendo Carmelo Álvarez. Reverendo Pedro Triana também deu uma conferência sobre a experiência da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, através do CEA (Centro de Estudos Anglicanos) com o uso das redes sociais na educação teológica, especialmente o curso de Imersão ao Anglicanismo através da plataforma Moodle. E na mesma linha, o Reverendo Canónigo Anthony falou sobre a experiência do Ministério Latino nos EUA e a Drª. Nidia Fonseca apresentou experiências da Universidade Bíblica Latino-americana.


    O presidente da CETALC, bispo Julio César Holguín, apresentou resgate histórico sobre a contribuição da CETALC para a educação teológica na região. E a parte de formação foi concluída com oficina sobre o uso prático das redes sociais como apoio na educação teológica, pelo Reverendo Edgar Giraldo.

    O Comitê organizador destacou a beleza e a animação das liturgias brasileiras, como uma boa contribuição da IEAB nos momentos místicos e devocionais.

    A celebração de encerramento foi presidida pela bispa brasileira, Marinez dos Santos Bassotto, sendo concelebrada pelas clérigas da América Latina e Caribe.


    Entre conferências e oficinas que focaram na temática do encontro, também teve encaminhamentos práticos sobre as relações da CETALC com as províncias e dioceses. Mas, uma grande parte do tempo foi tomada com análises, diálogos e proposições para a construção de um currículo, com parâmetros, plano de estudos em comum para a educação teológica nas dioceses episcopais anglicanas da América Latina e Caribe.

    Este trabalho foi encaminhado a partir de um texto base com propostas que foram construídas desde o primeiro encontro de diretores e diretoras de seminários da CETALC, em 2016. O texto utilizado para o trabalho deste encontro contempla uma ampla consulta em todos os currículos de cursos de teologia nas dioceses episcopais anglicanas da região. O plano de estudos (Pensum) foi trabalhado por províncias e grupos temáticos. Após debates em pequenos grupos e atividades em plenário, a equipe de trabalho do “Pensum Homologado” reuniu todas as novas propostas para uma reformulação final.

    Este plano de estudos servirá como parâmetros para a educação teológica nas dioceses e províncias episcopais anglicanas presentes na América Latina e no Caribe. Cada curso de teologia em seminários ou centros de estudos organizará seu currículo com base neste plano comum com sua proposta de visão, missão e valores para qualificar a educação teológica no continente. Na estrutura do plano estão contemplados os eixos que delineiam o programa: saber ser, saber conhecer, saber fazer e saber conviver. As áreas de estudo estão relacionadas aos valores que orientam seus objetivos específicos.

    Acreditamos que, desta forma, a CETALC cumpre o papel de ser uma comissão de alcance continental, comprometida com as necessidades e desafios da educação teológica nas dioceses e províncias, bem como as adversidades da sociedade latino-americana, caribenha e mundial. E seu comprometimento com a educação teológica deve garantir que o exercício da liderança religiosa seja de comprometimento com a identidade episcopal anglicana e com a Missão de Deus, promovendo transformações social e ambiental, superando todas as formas de injustiça e exclusão.

    Representação brasileira:

    Diocese da Amazônia:

    Bispa Marinez Rosa dos Santos Bassotto

    Revdo. Marcos Fernando Barros de Souza

    Diocese de Brasília:

    Bispo Mauricio Jose Araújo de Andrade

    Revda. Tatiana Fatima Ribeiro

    Diocese Meridional:

    Bispo Humberto Maiztegui Goncalves

    Revdo. Pilato Pereira

    Diocese do Paraná:

    Bispo Naudal Alves Gomes (Primaz da IEAB)

    Diocese de Pelotas:

    Bispo Renato da Cruz Raatz

    Revdo. Edison Eulálio Mattos da Rosa

    Diocese de Recife:

    Bispo João Câncio Peixoto

    Revdo. Gustavo Gilson Souza de Oliveira

    Diocese do Rio de Janeiro:

    Bispo Eduardo Coelho Grillo

    Revdo. Mário Ferreiras Ribas

    Diocese de São Paulo:

    Revda. Carmen Akemi Kawano

    Diocese Sul Ocidental:

    Bispo Francisco de Assis da Silva

    Revdo. Silvio Barboza Freitas

    Na equipe de trabalho e/ou convidados (as):

    Revda. Magda Pereira Guedes

    Revdo. Pedro Julio Triana

    Srª. Carmem Regina Duarte Gomes

    Texto: Revdo. Pilato Pereira – Coordenador do CEAT

    (Centro de Estudos Anglicanos de Teologia) da Diocese Meridional

     
  • SNIEAB 10:30 on 27/09/2018 Permalink | Responder  

    Presidente do Conselho e Diretora-Executiva da CAID visitam São Paulo 

    Foto: BBC Radio
    O presidente do Conselho da Christian Aid (CAID) e ex-arcebispo de Cantuária, Dr. Rowan Williams, e a Diretora-Executiva da Christian Aid, Amanda Khozi Mukwashi, verão por si mesmos os efeitos devastadores das desigualdades do Brasil em uma viagem especial à América Latina e ao Caribe.
    A visita acontece em um momento em que a Christian Aid convoca as comunidades de fé para a que se comprometam e se manifestem contra as questões sistêmicas que levam à desigualdade, discriminação e violência na região.
    A viagem incluirá uma visita a uma ONG local, Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos,  com sede no centro da cidade de São Paulo, que trabalha com os grupos mais vulneráveis ​​da cidade. É uma organização enraizada na Teologia da Libertação e seu nome homenageia o padre espanhol Gaspar Garcia Laviana, assassinado durante as lutas populares na Nicarágua.
    Em um mundo onde a linguagem da fé é às vezes usada para justificar políticas que excluem ao invés de acolher, que ignoram aqueles que vivem na pobreza extrema e que causam desigualdades que levam a níveis extremos de violência em comunidades ao redor do mundo, agora é a hora dos líderes religiosos recuperarem a sua sede de justiça e permanecer com aqueles que são oprimidos.
    A visita a São Paulo acontece dias antes da participação do Dr. Williams e da Sra. Mukwashi no Fórum Inter-Religioso do G20 e no quarto Diálogo de Alto Nível sobre Ética e Economia, que acontece de 26 a 28 de setembro em Buenos Aires, Argentina.
    A América Latina e o Caribe é uma região na qual as desigualdades baseadas em identidade, gênero, situação econômica ou localização geográfica são profundas e difundidas. O crescente impacto das mudanças climáticas e a situação política instável na região também exacerbam os desafios à redução da desigualdade estrutural.
    Embora os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) tenham colocado firmemente a questão da desigualdade no centro do discurso de desenvolvimento, questões como a quantidade desproporcional de poder das multinacionais globais tornam ainda mais desafiador melhorar as vidas dessas comunidades na América Latina. e o Caribe – e também em muitas regiões do mundo – que enfrentam os desafios cotidianos dessas desigualdades.
    Sarah Roure, representante da Christian Aid no Brasil, afirma: “Apesar de seu perfil crescente no cenário mundial, o Brasil continua sendo uma das sociedades mais desiguais do planeta, com apenas 1% da população detendo 13% da renda total do país. Estamos ansiosos para receber o Dr. Williams e nossa Diretora-Chefe Amanda Khozi Mukwashi na região para destacar a importancia da solidariedade internacional para com os mais marginalizados no Brasil.”
    Com base nas conclusões do relatório da Christian Aid “O Escândalo da Desigualdade na América Latina e no Caribe”, a organização destaca que as mulheres são as que mais sofrem com as desigualdades na região. Elas são mais frequentemente vítimas de violência; os sistemas fiscais são enviesados contra elas; elas são os mais afetados pelas mudanças climáticas e têm menos oportunidades de encontrar trabalho decente.
    “As múltiplas faces da desigualdade nas sociedades latino-americanas e caribenhas continuam sendo um ultraje, com as mulheres suportando o peso da discriminação”, disse Amanda Khozi Mukwashi. “Como uma organização baseada na fé, não podemos mais aceitar que as profundas e difusas desigualdades enfrentadas pelas sociedades latino-americanas e caribenhas sejam um fato da vida. Precisamos garantir que as instituições religiosas e outras organizações baseadas na fé não sejam cúmplices dos sistemas estruturais que afetam a vida das pessoas em situação de pobreza”.
    O Dr. Rowan Williams afirmou: “A América Latina e o Caribe têm uma longa história de líderes religiosos, como Oscar Romero, que se manifestaram contra a pobreza, a opressão e a violência e pagaram o preço final. Deles é uma visão de um mundo radicalmente transformado e no qual cada um de nós é obrigado a falar quando vemos a subjugação de outro.
    “Com mais de oito em cada dez pessoas no mundo se identificando com um grupo religioso, os líderes religiosos que compartilham uma visão de um mundo justo devem reconhecer o papel fundamental que desempenham na condenação da maneira como os pobres e marginalizados são tratados em suas comunidades e trabalhar incansavelmente para a restauração de relacionamentos justos”.
    Este é o quinto evento anual de uma série de Fóruns inter-religiosos do G20 e o quarto Diálogo de Alto Nível sobre Ética e Economia, ambos realizados antes da 13ª Cúpula do G20, que acontecerá em Buenos Aires, em novembro.

    Fonte: CAID
     
  • SNIEAB 10:01 on 21/09/2018 Permalink | Responder
    Tags: América Latina, , Referentes Ecumênicos   

    A IEAB no Encontro de Oficiais Ecumênicos da América Latina e do Caribe 

    A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil enviou-me como membro da Comissão Nacional de Relações Ecumênicas para o Encontro de Oficiais Ecumênicos do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) da América Latina e Caribe (Argentina, Brasil, Chile,  Colômbia, Curaçao, El Salvador, Jamaica, Nicaragua, Peru, Trinidad e Tobago e Uruguai).

    De 18 a 20 de outubro, em Buenos Aires/Argentina, estive representando nossa Igreja com outras 21 pessoas, clérigas e leigas evangélicas e evangélicos de Igrejas: Batistas, Luteranas, Metodistas, Presbiterianas, Discípulos de Cristo, Cristã Bíblica, Pentecostal, Valdence, Moraviana e Episcopal Anglicana. Do Brasil, éramos quatro pessoas, sendo eu a única episcopal anglicana presente, numa plenária que assegurou equidade de gênero na composição.

    Foram dias de intensa agenda, com a partilha de experiências do que tem acontecido em nossas igrejas, com a exposição sobre o que é o CMI e de como funciona, com enfoque na Peregrinação por Justiça e Paz na América Latina e no Caribe; com uma síntese, em vídeo, do que foram as dez assembleias realizadas a cada sete anos, durante o período de 1948 a 2013 (a 8ª assembleia foi realizada em Porto Alegre/RS); e a estratégia de comunicação do CMI, que está sob a responsabilidade do luterano Dr. Marcelo Schneider (recomendo acessar o link: https://www.oikoumene.org/pt/news/ecumenical-officers-from-latin-america-and-the-caribbean-gather-in-argentina, para ver a notícia escrita por Schneider).

    Pontos altos do Encontro:

    -  Oportunizou uma visão panorâmica do que tem sido realizado pelas igrejas que colaboram para a peregrinação do CMI por justiça e paz, com destaque nas experiências da Igreja Presbiteriana de Colômbia, Fundación Hora de Obrar (Argentina), Igreja Presbiteriana de Trinidad e Tobago;

    -  Apresentou um relato sobre o Programa de Acompanhamento Ecumênico do CMI na Palestina e Israel;

    -  Reuniu pessoas comprometidas com: a promoção de ações de enfrentamento à violência contra meninas; contra o feminicídio; contra o racismo e a xenofobia; e com a luta pelo acesso à água, pelo direito à terra e o combate à fome;

    -  Promoveu uma articulação regional de lideranças comprometidas com o ecumenismo a partir de suas bases.

    Participar do Encontro foi uma oportunidade ímpar de aprendizado e de fortalecimento. Tornar-me uma oficial ecumênica é um privilégio e uma responsabilidade que assumo como responsabilidade evangélica de serviço/poder que transforma vidas.

    Texto: Revda. Dra. Lilian Conceição da Silva

     
  • SNIEAB 14:22 on 19/09/2018 Permalink | Responder
    Tags: , Comissão por uma Igreja Segura da Comunhão Anglicana, ,   

    Sobre a Comissão por uma Igreja Segura da Comunhão Anglicana 

    PARA FAZER O DOWNLOAD DA CARTA >>>>  Carta pela Segurança do Povo nas Igrejas da Comunhão Anglicana

    Em resposta a abusos cometidos contra crianças e pessoas vulneráveis no contexto das igrejas da Comunhão Anglicana surgiram diversas iniciativas locais com o objetivo de acolher sobreviventes e prevenir que novos abusos ocorressem. A partir de 2005 estas iniciativas locais começaram a se organizar como rede até serem reconhecidas em 2012 pelo Conselho Consultivo Anglicano formando o que hoje é conhecido como a Rede por uma Igreja Segura e, naquele mesmo ano, foi aprovada a Carta pela Segurança do Povo nas Igrejas da Comunhão Anglicana. Com o objetivo consolidar e expressar os compromissos que a igreja vinha assumindo, em alinhamento com sua missão, ao longo das últimas décadas, a carta estabelece princípios a serem observados e defendidos por todas igrejas anglicanas.

    Em 2016 o Conselho Consultivo decidiu estabelecer uma comissão com os objetivos de identificar políticas e procedimentos adotados nas províncias da Comunhão Anglicana; desenvolver orientações para fortalecer a segurança de todas as pessoas, especialmente crianças, jovens e adultos vulneráveis nas igrejas da para ser apreciado e pelo Conselho Consultivo; e desenvolver recursos para a implementação efetiva dessas orientações.

    A Comissão por uma Igreja Segura foi estabelecida em 2017 e desde então já se reuniu presencialmente duas vezes e tem se reunido on-line periodicamente para rever diretrizes, teologia e liturgia para promover uma igreja segura. Em seu primeiro encontro em Londres, em outubro de 2017, a Comissão encontrou com vítimas de abuso e com uma representante da Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores da Igreja Católica Romana, a baronesa Sheila Hollins, que além de ser uma das idealizadoras dessa comissão, é uma ativista reconhecida pela defesa de crianças e pessoas vulneráveis.

    No encontro seguinte, na África do Sul, a Comissão reviu as diretrizes e recursos teológicos a luz do depoimento de mulheres que foram vítimas de tráfico humano e ativistas. A Comissão se reunirá novamente em Kuala Lumpur, na Malásia, em novembro de 2018 para finalizar a proposta que apresentará ao Conselho Consultivo em 2019.

    A Comissão conta com membros de Fiji, Brasil, Zimbábue, Ruanda, África do Sul, Gana, Canada, Inglaterra, Estados Unidos, Gales, Coréia e Malásia. Além de participar da Comissão, como única representante da América Latina, a Província do Brasil tem a sua frente a missão de consolidar as práticas e valores que tem adotado na forma de políticas e procedimentos, bem como fortalecer a educação teológica e pastoral de seu clero e leigos para que de fato possamos ter uma igreja livre de abusos e de fato segura.

    VEJA O VÍDEO NO YOUTUBE (em inglês, com legendas em português) SOBRE O TRABALHO DA COMISSÃO >>>> https://www.youtube.com/watch?v=o3XaJi5KzY8

    Texto: Marcel Cesar, membro da Diocese Anglicana do Paraná – DAPAR

    e da Comissão por uma Igreja Segura da Comunhão Anglicana

     
  • SNIEAB 15:43 on 17/09/2018 Permalink | Responder  

    Acadêmicas/os envolvidas/os com o Segundo Testamento se reunirão para começar a desenvolver os fundamentos bíblicos da próxima Conferência de Lambeth 

    Professora Jennifer Strawbridge coordenará reunião de biblistas vindos de várias partes do mundo para o seminário Santo Agostinho

    Crédito da foto: Chichester Cathedral

    Já está iniciado os trabalhos para estabelecer os fundamentos bíblicos para a próxima Conferência de Lambeth. Em novembro deste ano 35 acadêmicas/os do Novo Testamento de diferentes denominações vão se reunir no Palácio de Lambeth, através de uma iniciativa do Seminário St. Agostinho. Ao redor de 800 bispas e bispos da Comunhão Anglicana se reunirão na Universidade de Kent em Cantuária, Inglaterra, de 27 de julho a 4 de agosto de 2020. Como parte desse tempo juntas/os, as/os bispas/os estarão envolvidas/os em uma série de estudos bíblicos ao redor da Primeira Carta de Pedro (1Pedro) e o este evento começará a preparar os materiais para os estudos durante a conferência.

    Cerca de 35 biblistas, ligados aos estudos do Novo Testamento, virão para o encontro. Elas/es vêm da Austrália, Botswana, Brasil (Paulo Ueti da Aliança Anglicana Global e também da Diocese Anglicana de Brasília – nota do tradutor), Canadá, China, Colômbia, Egito, Índia, Irlanda, Quênia, Nigéria, Filipinas, Singapura, África do Sul, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos da América. As pessoas que virão são de diferentes igrejas da Comunhão Anglicana e também de outras denominações, incluindo Metodistas, Presbiterianos, Igrejas Unidas da Austrália, Igreja Católica Romana, Igreja Pentecostal e Igrejas Ortodoxas da Armênia.

    O Seminário será coordenado pela Professora Jennifer Strawbridge, Professora Associada dos Estudos de Novo Testamento do Mansfield College na Universidade de Oxford. O grupo vai trabalhar o texto de 1Pedro e colaborar para, de forma crítica, desenhar os Estudos Bíblicos e outros aspectos da Conferência de Lambeth. Depois desse primeiro encontro em novembro, um grupo menor vai ser reunir novamente no Palácio de Lambeth em maio de 2019 para continuar o trabalho.

    O Arcebispo de Cantuária, Justin Welby, disse: “Eu estou ansiosamente esperando pelo Seminário St. Agostinho em novembro. Este encontro terá um papel significativo na medida em que buscamos a sabedoria de Deus no desenvolvimento e definição dos temas para a próxima Conferência de Lambeth.

    “O livro de 1 Pedro é um dos meus favoritos. Há tanto nele que é pertinente para a Igreja, para o mundo, para os tempos em que estamos vivendo e para nós enquanto buscamos orientação e direção para a Comunhão Anglicana nos anos que virão.

    “Os conhecimentos e ideias das/os teólogas/os que se reunirão será vital para conformar o pensamento em áreas como as exposições bíblicas, os grupos de estudos bíblicos e as homilias. Eu estou orando para que seja um tempo entusiástico e estimulador juntas/os.”

    Professora Strawbridge descreveu sua participação no Seminário St Agostinho como “uma honra em absoluto”, acrescentando: “Eu tenho admirado o trabalho de muitas/os que estarão participando do evento; e eu estou muito entusiasmada de ver o que acontecerá quando tanta gente incrível, convicta e de coração e mentes fiéis são colocadas juntas para discutir as Escrituras Sagradas e a Igreja.

    “Um dos focos da Conferência será sobre colegialidade e minha esperança é que este seminário ajude a “modelar” precisamente esse aspecto na medida em que usamos as lentes das Escrituras Sagradas para explorar o que significa caminhar juntas/os num mundo conectado, mas nem sempre relacional. Mais do que isso, minha esperança é que este grupo ajude a pensar criativamente sobre diferentes maneiras de se fazer os estudos bíblicos, incluindo jeitos de concordar em discordar sobre os significados dos textos.

    O seminário trabalhará arduamente sobre 1 Pedro, como uma grande moldura para o tema da Conferência de Lambeth: A Igreja de Deus para o Mundo de Deus: caminho, testemunho e escuta. As pessoas que virão ao seminário irão refletir teologicamente e a partir dos diferentes contextos sobre 1 Pedro. Isto estará em sintonia com os outros grandes temas que vem da carta de Pedro como nosso chamado em Cristo, nossa comunhão em Cristo, a proclamação do Cristo e a exortação de pastorear o reganho com humildade”.

    Texto de autoria do ACNS-Anglican Communion News Service traduzido por Paulo Ueti

     
  • SNIEAB 11:18 on 12/09/2018 Permalink | Responder
    Tags: ACT Alliance, , , Tempo da Criação   

    Convite dos líderes religiosos à participação do Tempo da Criação 

    Faça o download do material do “Tempo da Criação”:  TEMPO-DA-CRIAÇÃO

    Veja o vídeo do Arcebispo de Cantuária, Justin Welby falando sobre o Tempo da Criação: https://www.youtube.com/watch?v=bovWrpqWcqY

    Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

    “Pergunta, pois, aos animais e eles te ensinarão; às aves do céu e elas te instruirão. Fala (aos répteis) da terra, e eles te responderão, e aos peixes do mar, e eles te darão lições. Entre todos esses seres quem não sabe que a mão de Deus fez tudo isso?” (Jó 12:7-9)

    Um vez por ano, de 1º de setembro a 4 de outubro, os membros da família de Cristo reservam um tempo para aprofundar seu relacionamento com o Criador, com o próximo e toda a criação. Estamos falando do Tempo da Criação, que teve início em 1989 com o primeiro reconhecimento do dia de oração pela criação por parte do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, mas que agora é celebrado por toda a família cristã.

    Durante o Tempo da Criação, nos unimos para celebrar a boa dádiva da criação e refletir sobre o cuidado que dispensamos a ela. Essa é uma oportunidade preciosa que temos para interromper nossas rotinas diárias a fim de contemplar a teia de vida que nos une.

    À medida que a crise ambiental se aprofunda, nós cristão somos chamados a dar testemunho de nossa fé, tomando medidas ousadas para preservar a dádiva que partilhamos. Como canta o salmista: “Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém, a órbita terrestre e todos os que nela habitam” (Salmo 24:1). Durante o Tempo da Criação, devemos nos perguntar: Será que nossas ações honram ao Senhor como Criador? Existe alguma forma de aprofundar nossa fé, protegendo nossos irmãos e irmãs mais vulneráveis, que sofrem as consequências diretas da degradação ambiental?

    Nós o convidamos a juntar-se a nós numa jornada de fé que nos desafia e recompensa com novas perspectivas e laços mais profundos de amor. Unidos por um desejo sincero de proteger a criação e todos que a partilham, damos nossas mãos como irmãos e irmãs em Cristo, independentemente de nossas denominações. Neste Tempo da Criação, caminharemos juntos para desempenhar melhor nosso papel como guardiões da criação. 4 Convite dos líderes religiosos à participação do Tempo da Criação.

    “Bendize, ó minha alma, o Senhor! Senhor, meu Deus, vós sois imensamente grande! De majestade e esplendor vos revestis, envolvido de luz como de um manto. Vós estendestes o céu qual pavilhão.” (Salmo 104:1-2)

    Com você, damos graças pela comunidade de cristãos em todo o mundo que tem levado o amor para o Tempo da Criação, e louvamos ao Criador pelas dádivas que recebemos.

    Na graça de Deus,

    Arcebispo Job de Telmessos, Representante Permanente do Patriarcado Ecumênico ao Conselho Mundial de Igrejas, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I

    V. Em.ª Justin Welby, Arcebispo de Canterbury

    Cardeal Peter K.A. Turkson, Presidente do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral

    Dr. Olav Fykse Tveit, Secretário Geral do Conselho Mundial de Igrejas

    Bispo Efraim Tendero, Secretário Geral da Aliança Mundial Evangélica

    Dr. Martin Junge, Secretário Geral da Federação Luterana Mundial

    Rudelmar Bueno de Faria, Secretário Geral da ACT Alliance

     
  • SNIEAB 13:15 on 10/09/2018 Permalink | Responder
    Tags: , DAPAR, ordenações diaconais   

    Ordenações diaconais na DAPAR 

    Duas ordenações diaconais foram realizadas no primeiro e segundo domingos de setembro na Diocese Anglicana do Paraná – DAPAR, presididas pelo Revmo. Bispo Naudal Alves Gomes, Primaz da IEAB e Diocesano do Paraná.

    Foram ordenados ao diaconato, a Revda. Volnice e o Revdo. Gregório:

     
  • SNIEAB 12:49 on 10/09/2018 Permalink | Responder  

    Comissão de Incidência Pública da IEAB elabora material para período eleitoral 

    Este material busca apoiar a reflexão neste momento eleitoral, ajudando as pessoas a discernir os discursos e atitudes das pessoas que se apresentam como candidatas aos diversos níveis de governo. Mas também quer ser uma contribuição da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil para capacitar melhor as pessoas cristãs na participação política que constrói uma sociedade autenticamente democrática, na qual a participação política seja instrumento do serviço/poder que promove libertação.

    PARA FAZER O DOWNLOAD DO MATERIAL: Eleições 2018 IEAB


    Membros da Comissão de Incidência Pública, Direitos Humanos e Combate ao Racismo:

    Sr. Daniel Souza, Diocese Anglicana de São Paulo/SP

    Bispo Humberto Maiztegui, Diocese Meridional, Porto Alegre/RS

    Revda. Lilian Conceição da Silva, Diocese Anglicana do Recife/PE

    Revdo. Luiz Carlos Gabas, Diocese Anglicana do Paraná

    Sr. Pedro Montenegro, Diocese Anglicana de Brasília/DF

     
  • SNIEAB 12:18 on 06/09/2018 Permalink | Responder
    Tags: , , ,   

    Carta Pastoral do Bispo Mauricio Andrade à 35ª Reunião Conciliar da Diocese Anglicana de Brasília da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, reunida na Paróquia da SSª Trindade, Paranoá-DF, nos dias 01 e 02 de setembro de 2018 

    1. Irmãs e Irmãos em Cristo reunidas nesta reunião conciliar da Diocese Anglicana de Brasília, desejo que este seja mais um momento de encontro, partilha, diálogo e decisões no caminho da unidade e na perspectiva da mudança a que somos chamadas e chamados a viver a cada momento de nossas vidas em Cristo.

    2. Sim, porque seguir a Cristo requer de cada uma e cada um de nós mudanças. E essas são constantes. Seguir a Cristo exige assumir que estaremos na contracultura, mas também que estaremos exercendo e expressando o amor que vem de Deus e nos motiva a amar sem medo e com toda força.

    3. Nessa chegada ao Concílio, somos acolhidas e acolhidos, com muita alegria e fraterna hospitalidade, pela Paróquia da SSª Trindade, que, neste mês de setembro, celebra 26 anos da presença Anglicana no Paranoá. Tempo de muitas lutas e também de alegrias e glórias, para honra de nosso Senhor Jesus Cristo.

    4. E, nesse contexto de festa na Paróquia da SSª Trindade, não poderíamos deixar de trazer à memória o testemunho de perseverança do Rev. Côn. Josias Alves Conserva, que serviu com grande determinação e foi para nós um exemplo de quem resistiu e nunca desistiu da missão, porque a Missão é de Deus.

    5. Hoje celebramos o ministério de liderança e serviço do Rev. Denilson Olivato, juntamente com o povo da Trindade. Vamos adiante meu povo! “Temos muito ainda por fazer, apenas começamos” (Renato Russo).

    6. Nosso Concílio se envolve na moldura de três grandes referências para nossa espiritualidade na missão. Começamos a semana celebrando o testemunho e vida de Dom Helder Câmara. Seu pensamento e testemunho é uma inspiração para meu episcopado, e continuarei sempre sonhando que um novo mundo é possível: “nas bem-aventuranças de Jesus falta uma, ou está implícita em todas: bem-aventurados os que sonham, porque correrão o doce risco de ver os seus sonhos realizados”.

    7. A semana continuou trazendo a memória de Santo Agostinho de Hipona, um dos mais importantes teólogos e filósofo dos primeiros anos do Cristianismo. Suas obras influenciaram o pensamento cristão. Cito, em especial, os livros “Confissões” e “Cidade de Deus”, que marcam o seu cuidado com aquilo que é essencial: “nas coisas essenciais, a unidade, nas coisas não essenciais, a liberdade, e em todas as coisas, o amor”.

    8. Na sexta-feira, 31 de agosto, foi dia de recordar Santo Aidan. Ele foi Bispo de Lisdisfarne. Conhecido como apóstolo da Nortumbria, foi o responsável pela restauração do Cristianismo naquela região. Como um bispo missionário, no ano de 631, ele caminhou a pé pelas aldeias conversando e inspirando as pessoas pobres.

    9. Aqui, quero expressar em Concílio as boas-vindas ao nosso irmão Rev. Izaias Torquato, que no último interregno conciliar, mais precisamente em setembro de 2017, foi acolhido e instalado Ministro Encarregado na Paróquia São Felipe e depois também na Missão da Reconciliação. Oferecemos as boas-vindas também ao Rev. Geraldo Magela, que vem cedido pela Diocese Anglicana do Recife e aqui, por este tempo, assume os deveres e direitos de clérigo da Diocese Anglicana de Brasília.

    10. Na inspiração destes pais da Igreja, quero hoje expressar minha gratidão a Deus, a minha família e ao clero e povo desta Diocese por chegar ao décimo quinto ano de episcopado pela vontade de Deus e eleição do povo. Muito obrigado pelo caminhar de serviço. E vamos adiante!

    11. Este Concílio seguirá a inspiração do que moveu toda a Igreja na preparação e chegada da Confelíder e do Sínodo: “Ora, vocês são o corpo de Cristo, e são membros dele, cada qual a sua maneira”. Foi enorme a nossa alegria ao acolher o povo da Igreja em Brasília naquela bela festa.

    12. Quero lançar uma motivação para nosso caminhar diocesano que vem baseada na teologia de João, a qual nos traz a ênfase na encarnação: “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1,14) e no amor. O amor que se transforma na chave da vida cristã, porque foi por amor que Deus nos salvou: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho para nos salvar” (João 3,16). É pelo amor que poderemos experimentar a mais profunda comunhão com Deus “nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (I João 3, 16).

    13. É nesta trilha que ofereço, com muita energia, o tema para nossa inspiração diocesana “o perfeito amor lança fora o medo” (I João 4,18).

    14. Para viver essa experiência de que o amor é a chave do nosso ser e fazer cristãos, é indispensável se perceber no “andar” no entendimento e na sabedoria: “a sabedoria edificou a sua casa (…) andai pelo caminho do entendimento” (Proverbios 9, 1-6). O imperativo do convite é: “andai no entendimento”.

    15. Certamente, andar no entendimento exige de cada uma e cada um de nós muito mais do que o senso comum. Porque, frequentemente, o senso comum é discriminatório, preconceituoso, reducionista, simplista, e, na maioria das vezes, flerta com a ideologia dominante. Por isso o senso comum é ostentado pela maioria.

    16. De outro lado, o bom senso, requer discernimento, visão, leitura crítica, autonomia de pensamento e coragem. Pois o bom senso caminha na contramão da ideologia dominante.

    17. Muitas vezes, o novo não leva à certeza de que será melhor. Contudo, o novo nos coloca na possibilidade da mudança, e nos desafia a aprofundar e fortalecer nosso entendimento da vida.

    18. Como Igreja, somos chamados a ser “uma parábola de amor” (Paulo Ueti). E ser essa parábola é estarmos prontas e prontos a acolher a todas as pessoas.

    19. O Concilio Diocesano é um espaço de encontro e de partilha. Nessa experiência, cada qual de nós temos a plena liberdade de nos expressar a partir do entendimento individual a respeito de cada tema a ser refletido, dialogado e decidido. Por isso, o Concilio é uma oportunidade de diálogo, reflexão e conversa na busca da unidade. Na busca de nos mantermos juntos na missão nos diferentes cantos de nossa Diocese.

    20. Muito especialmente, neste Concilio desejo que sejamos Guiados pelo amor a viver a Parábola do amor. O amor que é paciente, que não busca seus próprios interesses, que vive em comunidade.

    21. Guiados pelo amor estaremos também sendo guiados para a justiça.

    22. Muito especialmente, neste Concilio estará em nossa pauta o tema da mudança canônica que foi aprovado pelo Sínodo Geral da Igreja. E é importante recordar que o tema da sexualidade humana tem sido abordado na Igreja desde 1997, com a publicação da Carta Pastoral da Câmara Episcopal. Ao longo desses 21 anos, o diálogo, a reflexão e as conversas foram sendo construídas. E hoje temos um Cânon aprovado que acolhe o casamento para todas as pessoas.

    23. Aqui, exorto para que, guiados pelo amor, possamos exercer a nossa liberdade de diálogo, compreendo a decisão de cada qual, sempre garantindo o respeito.

    24. Os caminhos são construídos por passos. E, a cada passo, se constrói um novo caminhar.

    25. Não é demais recordar a palavra sábia do provérbio africano: “se você que ir rápido, vá sozinho. Mas se quiser ir longe, vá em grupo”.

    26. Neste Concílio, também estaremos mergulhando e aprofundando as ações do PLAD 2018-2022, o qual começamos a revisar em novembro de 2017.

    27. Reafirmamos nossa Missão: “Ser uma Igreja missionária, instrumento do anúncio e testemunho do Reino de Deus, por atos e palavras. Viver, na diversidade e inclusividade, o nosso jeito de ser Anglicano”.

    28. Reafirmamos nossa Visão: “Ser uma Igreja ousada e dinâmica no testemunho do Evangelho, na ação missionária e na promoção da vida, servindo no amor, na fidelidade e na solidariedade”.

    29. E reafirmamos o nosso Objetivo Geral: “Fortalecer as comunidades atuais, tornando-as missionárias, buscando a formação de novas comunidade, de forma que a Igreja seja inclusiva e terapêutica.”

    30. A partir dessa base, construímos quatro eixos de ação: • Multiplicar os dons e talentos existentes em cada comunidade; • Qualificar as comunidades para atender as pessoas violadas em seus direitos; • Divulgar e fortalecer o Ethos Anglicano; • Fortalecer o canal de comunicação direito e exclusivo com o público interno ativo.

    31. E ainda, unido ao PLAD, recordo os desafios da Carta Pastoral do ano passado, os quais ainda devemos seguir: • Formar grupos de estudo bíblico e formação para o discipulado intencional; • Aprofundar e construir ações para que nossas comunidades se tornem espaços seguros, comprometidos com o bem-estar físico, emocional e espiritual para as pessoas que sofrem abusos e discriminações.

    32. Por fim, e não por último, quero trazer à memória que estamos em ano de eleições gerais. Viver e ser guiados pelo amor é também demonstrar nossa indignação com a situação de crise ética, politica, econômica e institucional que passa o nosso país. E precisamos buscar votar em pessoas que se pautam pelos princípios que envolvem: a paz, a solidariedade às pessoas empobrecidas, a paixão pelo servir. Devemos eleger pessoas que estejam comprometidas com as causas da justiça e promoção social.

    33. E nunca é demais recordar que nosso compromisso se concretiza nas Marcas da Missão:

    • Proclamar as boas novas do Reinado de Deus; • Ensinar, batizar e nutrir os novos crente;

    • Responder às necessidades humanas com amor;

    • Procurar a transformação das estruturas injustas da sociedade, desafiar toda espécie de violência e buscar a paz e a reconciliação;

    • Lutar para salvaguardar a integridade da Criação, sustentar e renovar a vida na terra.

    Que estejamos unidos no caminhar, guiados pelo amor e, sendo parábola do amor de Deus, servindo e transformando vidas.

    Que o Amor de Deus nos Una.

    Amém.

    Mauricio Andrade +

    Bispo Diocesano


     
  • SNIEAB 11:58 on 06/09/2018 Permalink | Responder
    Tags: , , Diocese Anglicana de Brasília,   

    No caminho a gente se entende, mas caminhar é preciso: 35º Concílio da Diocese Anglicana de Brasilia, Paranoá/DF 

    1 e 2 de Setembro de 2018

    “Grava-me como um selo em teu coração,

    Como um selo em teu braço;

    Pois o amor é forte, é como a morte!

    Cruel como o abismo é a paixão;

    Suas chamas são chamas de fogo

    Uma faísca divina.” (Ct 8:6)

    A Diocese Anglicana de Brasília dá testemunho do seu compromisso de ser o sacramento do Cristo em meio a uma sociedade violentada e carente de amor e solidariedade, escutando os clamores do povo e da natureza para continuar sendo comunhão (koinonia) e serviço (diaconia) em direção ao Reinado de Deus.

    O 35º Concílio da Igreja local, que aconteceu em Setembro de 2018, cumpriu seu objetivo de congregar o povo de Deus, sob a orientação da Ruah Divina (o Espírito perturbador de Deus, cf At 2:1-13), para ouvir a Palavra de Deus e obedecer o mandamento de permanecer no amor, através da oração, diálogo e cuidado (pastoral/diaconia). Amar não é uma tarefa fácil. E sim, amar é uma tarefa, uma ação que afeta você mesma/o e a outras pessoas. E amar implica em permanecer no desejo de dialogar e caminhar juntas/os. E não, continua não sendo fácil.

    O Concílio foi longamente preparado, sob a orientação do Espírito Santo, em oração, estudo e escuta do que Deus quer de nós e para nós (para o mundo). Em meio a tantas estatísticas de violência, empobrecimento, desigualdades crescentes, assassinatos e adoecimento (mental, físico, espiritual) a or(a)ção é um caminho transformador e sustentador da fé e do compromisso com a Missão de Deus que quer que “todas as pessoas sejam salvas e cheguem ao conhecimento de Deus” (cf. 1Timóteo 2:4).

    O Sínodo Geral da Igreja do Brasil precedeu nossa reunião conciliar. Um sínodo é o momento em que a igreja escuta seus membros, escuta a Palavra de Deus, celebra a comunhão/eucaristia como sacramento (já é, mas ainda não) do Reinado de Deus e decido “syn odos” (sinodar – caminhar junta, na mesma perspectiva). Esse sínodo deixou-nos algumas lições importantes que precisamos sublinhar: escutar até o fim, permanecer no amor e na tolerância, concordar em discordar, discordar na caridade e no testemunho fiel do Cristo ressuscitado, continuar com os pés, o coração e a teologia na realidade, sendo uma Igreja profética, ousada e aberta ao novo.

    Como resultado do ser igreja juntas e juntos, na saúde e na doença, na tristeza e na alegria, no dialogo e na diversidade realizamos nosso concílio nesse mesmo espírito e dedicação ao Reinado de Deus. Celebramos o Concílio no marco dos 15 anos de serviço de Maurício que para nós é o Bispo Diocesano e conosco é nosso irmão na caminhada.

    Em nosso Concílio então:

    Foram reafirmados os compromissos da Igreja de Cristo com a missão que transforma o mundo e a humanidade. A missão é identitária (não é qualidade nem muito menos opção) de nossa comunidade religiosa. Somos pessoas chamadas para a presença de Deus, do Cristo, para sermos enviadas ao mundo, não para nos conformarmos com ele (em suas maldades e desigualdades) mas para transformá-lo (Cf. Romanos 12:2). Queremos ser uma Igreja sempre reformada (Ecclesia semper reformata, Karl Barth, citando Sto Agostinho) ou seja, uma igreja que para continuar sendo fiel ao mandato de Jesus de amar, inclusive aos inimigos, e bendizer sempre, inclusive aos que nos desejam mal, tem sempre que reexaminar a si mesma, sua doutrina e teologias, estar disposta a mudanças para que o serviço (diaconia) ao mundo (pessoas e natureza) sejam sempre fiéis e retas. Jesus fez isso com sua religião e nos ensina a fazer isso com a nossa. Como compromisso concreto a Igreja Nacional e portanto nossa Diocese está alinhada na colaboração com a execução dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) focando nos seguintes: Fome e Pobreza, Igualdade de Gênero, Desigualdades, Paz e Justiça. Também se percebeu uma consciência e sensibilidade maior para as questões de Justiça Climática e cuidado com o Meio Ambiente. Essa área de ação precisa ser mais desenvolvida e ganhar corpo em nossa igreja local, ficou o desafio.

    Foram reafirmados os compromissos da igreja com a missão integral (holística).O mandato de Jesus para ir ao mundo e batizar em nome da Trindade revela o objetivo e o método com os quais devemos trabalhar. Somos enviadas/os a batizar. Batizar é um verbo que significa (no idioma origina do Novo Testamento) “fazer mergulhar, envolver, conectar”. Ou seja, nossa missão é envolver mais pessoas no projeto de Jesus, no caminho da solidariedade e da profecia. Nossos ouvidos precisam ouvir mais claramente o clamor que sobre daquelas pessoas em situação de vulnerabilidade e insegurança (em todos os níveis). Nosso chamado é para ir ao encontro de quem precisa, olhar, prestar atenção, cuidar, compartilhar nossos recursos (financeiros inclusive), acompanhar e garantir que situações de violência não aconteçam de novo (cf Lucas 10:25-37). Ajudamos primeiro, depois perguntamos, se é que perguntamos. Nossa missão é desenvolver teologias e dizer palavras (discursos: pregações, meditações, orações) que congreguem, curem, “ajuntem” e incluam todas as pessoas, pois TODAS (e todas são sempre TODAS) são Imago Dei – imagem e semelhança de Deus. E é em nome da Trindade, uma expressão divina e um recado direto para todas nós que a comunidade, a capacidade de permanecer juntas/os e o desafio de amar sempre são a “maneira, o método, o jeito” pelo qual as pessoas crentes devem atuar, pensar e falar.

    Foram reafirmados os compromissos da igreja com a sua natureza: missionária, diversa, plural e inclusiva – espaço seguro e parábola do Reino. A igreja é o sacramento primeiro da presença real de Jesus Crucificado e Ressuscitado entre nós. Ela é o corpo de Cristo que foi oferecido por nós e por nossa salvação para a remissão dos pecados, para que a gente não entre em caminhos errados e que nos afastem do coração misericordioso de Jesus. Através e como resultado de muita oração, meditação e reflexão reconhecemos que somos uma igreja plural, reconhecemos e celebramos que essa diversidade é dom e graça de Deus, revisitamos nossas teologias e nossas doutrinas para que continuem sendo fieis a Deus e ao seu chamado de amor e misericórdia. No espírito de testemunho do amor de Deus que acolhe, abençoa e fortalece toda a gente, a Igreja diocesana aprovou por maioria a celebração eclesial, espiritual e litúrgica do santo matrimônio cristão estendido a TODAS as pessoas que o desejarem. O Livro de Oração Comum já está preparado para acolher a união de PESSOAS em santo matrimônio e isso marca um profético e ousada posição de uma igreja cristã em nossos contextos. Reconhecemos que o caminho e as decisões tomadas necessitam ainda de muita oração e acompanhamento, necessita de insistência e persistência para irmos mais longe e na direção certa do Reinado de Deus, que já está aqui e agora, mas ainda está por construir no dia-a-dia de nosso trabalho missionário.

    Acompanhados pelo provérbio africano que diz que “se queremos ir rápido, devemos viajar sozinhos, mas se queremos ir longe, devemos ir juntas/os”, o Concílio celebrou seu companheirismo com outras organizações nacionais, internacionais e da família Episcopal Anglicana, especialmente: USPG, Anglican Alliance, Diocese de  Indianápolis (USA), Paróquia de Punta Gorda (Flórida, USA), relações na Convenção Geral da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, com a família ecumênica nacional (CONIC, CEBI, Diaconia, CESE, entre outras). Essas alianças permitem que a Diocese se abra para outras experiências, bem como permite que outras localidades aprendam de nosso jeito de ser igreja e de como juntas/os podemos transformar vidas e estruturas injustas. Foi reafirmado o compromisso da Diocese de cultivar essas relações e abrir-se a outras possíveis no caminho de fé e missão.

    O Concílio também foi o momento de escutarmos sobre nosso ministério na Diocese, pararmos para ouvir atentamente o que o Espírito diz as Igrejas (Ap 2:7) através das nossas comissões e serviços diocesanos. Escutamos as atividades que foram realizadas, as avaliações e propostas de continuidade. Compartilhamos nossa vida econômica (administração e finanças) de nossas comunidades, ações sociais e escritório diocesano, a partir do princípio da transparência e do constante apelo ao compromisso de cada membro da igreja de contribuir com seu trabalho e também com seus recursos financeiros e profissionais com a vida da igreja local. Esse é sempre um apelo de Deus e da realidade para que nossa “responsabilidade” cristã seja cada vez mais forte e constante, a fim de que a Igreja de Jesus possa continuar sendo um sacramento dele no mundo e para o mundo, a fim de transformá-lo para que o Reinado de Deus seja realidade mais e mais.

    Reafirmamos nossa visão e missão:

    Missão: “Ser uma igreja missionária, instrumento do anuncio e testemunho do Reino de Deus, por atos e palavras. Viver na diversidade e Inclusividade o nosso jeito de ser anglicano, inseridas e inseridos no contexto sociocultural das comunidades.”

    Visão: “Ser uma igreja ousada e dinâmica no testemunho do evangelho e na ação missionária na promoção da vida, servindo no amor, fidelidade e solidariedade.”

    Na celebração final desta reunião de graça e misericórdia, de escuta e diálogo, de tolerância e permanência, porque o Amor de Deus é para todas/os nós, tivemos a grata pregação/provocação de nosso irmão e companheiro de caminhada que hoje trabalha na USPG Rev. Canon Richard Bartlett. Ele nos exortou a quatro grandes reflexões que nos deve levar a uma profunda or(a)ção interior e em direção ao mundo: Que declaração de fé fazemos? E nosso chamado de ser uma igreja PRESENTE, PROCLAMADORA E PROFÉTICA. Aqui algumas reflexões sobre o que isso significa, para além do sermão do nosso irmão Richard, mas a partir dele.

    • Que significa nosso Credo Apostólico e Niceno-Constantinopolitano: qual é a nossa declaração de fé? Em que acreditamos? Em qual Deus pomos nossa confiança? Nosso Deus é o Deus de…? As respostas a todas essas questões sempre estão na ponta da língua e, como Paulo e sua tradição que chegou até nós, nós proclamamos (ou deveríamos pelo menos) o Cristo Crucificado e Ressuscitado que nos redimiu e nos presenteou com a salvação, por amor incondicional. Nosso modelo é Jesus, a Trindade que expressa a verdadeira comunidade e modelo de vida, pastoral e teologias. Mas, isso é um compromisso muito grande, pois é necessário realmente conhecer Jesus, seu ministério, suas palavras (teologias) e seus compromissos políticos para que possamos seguir seus passos e refazer seu caminho hoje e sempre. Fica o desafio.
    • Somos uma igreja PRESENTE: Estamos neste contexto, no cerrado, na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, na Família Episcopal/Anglicana mundial, na Família Ecumênica. Estamos em diferentes contextos tentando fazer a diferença e anunciar que o Reinado de Deus já está no meio de vocês. Somos presentes em lugares de necessidades econômicas e onde a necessidade espiritual também nos convoca. Estamos tecendo uma rede de carinho, compromisso e principalmente solidariedade para com as pessoas mais vulneráveis que podemos atingir. E somos do CERRADO, presença “torta”, resiliente, diversa e cuidadora, assim como a natureza de nossa região. Somos de diversos cheiros e sabores e procuramos ser alimento e motivação para todas as pessoas e organizações com as quais temos relação.
    • Somos uma igreja PROCLAMADORA: É nosso dever proclamar as boas novas do Reinado de Deus (5 Marcas da Missão – Lucas 4:18-19). Essa proclamação se da na oração e no trabalho (ministério, diaconia), inspiradas na tradição bíblica e da nossa igreja, bem como enraizada na espiritualidade beneditina (ora et labora e nada antepor ao amor de Cristo, Regra SB). E o conteúdo da proclamação deve ser baseado no amor, na solidariedade e no compromisso com os valores e as estruturas do Reino de Deus. Proclamar que Jesus é o Senhor de nossas vidas é comprometer-se com seu caminho, suas ações, sua ideo-teologia, sua religião que esta focada nos mais pequeninos, nos que sofrem, nos que tem jugos pesados, nos que são excluídos da sociedade e da religião tradicional, nas pessoas que estão sedentas de sentido, de beleza e de pão cotidiano. Celebramos o ministério de nosso Bispo Diocesano e do corpo da igreja de Cristo aqui no Cerrado que sempre pede a Deus ‘que a dor, a injustiça, a guerra, a mentira e o futuro’ não nos sejam indiferentes (Eu só peço a Deus, cantada por Beth Carvalho) e que se lança para outras margens, proclama que todas as pessoas são bem vindas porque todos e todas somos o Corpo de Cristo, cada um à sua maneira (cf. Coríntios 12) e que continuar a mensagem que de o “perfeito amor lança fora todo o medo” (1João 4:18).
    • Somos uma igreja PROFÉTICA: em nome de Jesus proclamamos os valores do Reino e os requerimentos para que ele seja revelado, pois ele já está no meio de nós (cf Marcos 1:15). Somos convidadas/os à ousadia e à coragem de avançar e continuar nosso ministério interno e externo no espírito da transformação e da sustentabilidade. Nossa liturgia, teologias, ministérios são alimentados pelo desejo de justiça, dignidade e segurança de todas as pessoas e do planeta. Continuamos trabalhando para uma igreja que seja lugar seguro para todas as pessoas, uma igreja que seja o lugar de aprender que a justiça e o direito são o coração do ministério de Jesus, é a religião que Deus gosta, bem como a oração e o encontro íntimo com Deus são necessidades de todo crente para alimentar uma mente e um coração abertos ao novo e ao Espírito Santo, fogo ardente e vento impetuoso, que desinstala nos tirando de nosso lugar confortável. Somos PROFECIA, uma palavra de Deus que proclama de Deus é o Deus do Êxodo, da libertação, da alegria e da igualdade. É sempre bom lembrar o conteúdo da profecia para alinhar nossas comunidades com ela. Desafio constante em nosso dia-a-dia.

    Como não pode ser diferente e porque “a festa sempre continua” (moto do nosso Bispo) terminamos nosso concílio com uma grande refeição comunitária. Comer juntas/os é uma das partes mais fundamentais de nossa tradição cristã, o ágape, para nos lembrar do quanto devemos partilhar e o quanto isso é importante na proclamação do Reino. Agradecidas/os à todas as pessoas que estiveram ministrando na cozinha para que nossas refeições estivessem prontas e bem servidas, bem como a todas/os participantes do Concílio encerramos com a certeza de termos cumprido nossa tarefa de nos escutar mutuamente, orar como igreja diversa mas unida e estar abertas/os ao Senhor que nos envia ao mundo pois a necessidade é grande e a messe ainda pequena.

    A bênção do Deus de Sara, Abraão e Agar,
    a bênção do Filho, nascido de Maria,
    a bênção do Santo Espírito de amor,
    que cuida com carinho, qual mãe cuida da gente,
    esteja sobre todas nós. Amém!

    Texto: Diocese Anglicana de Brasília – DAB

     
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