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  • SNIEAB 22:22 on 14/08/2019 Permalink | Responder  

    Anglicanos e anglicanas participam da Marcha das Margaridas 

    foto: Divulgação / Bispo Maurício, Diocese Anglicana de Brasília participa da Marcha

    A Marcha das Margaridas caminha para sua 6ª. marcha, nesta quarta feira 14 de agosto, através de mais uma ação coletiva, da qual participaram mulheres, crianças e homens, que propõe a construção de um Brasil sem violências, e onde sejam respeitadas a democracia e a soberania popular. Membros e membras de nossa Igreja participaram da Marcha em Brasília este ano.

    Por meio de um processo colaborativo de construção nos âmbitos municipais, estaduais e nacional, a organização da Marcha das Margaridas 2019 envolveu a participação de trabalhadoras do campo, da floresta, das águas, e contou com o apoio de trabalhadoras urbanas, ativistas e lideranças de movimentos sociais.

    A Plataforma Política da 6ª. Marcha das Margaridas, organizadas em 10 eixos, trouxe reflexões importantes, imprescindíveis e urgentes de serem abordadas e enfrentadas. Questões que refletem a conjuntura e a estrutura dos problemas sociais, econômicos e políticos da nossa sociedade brasileira.

    A Marcha das Margaridas 2019 vem denunciar o aumento da violência a partir do aumento das desigualdades sociais que estamos vivenciando, pautadas nas relações de classe, gênero e raça, bem como o desmonte e as violações dos nossos direitos sociais, que viemos conquistando com muita luta e suor desde o final da década de 1980 e início de 1990, com a instituição do Estado Democrático de Direitos.

    A 6ª. Marcha das Margaridas denuncia ainda o corte no orçamento de incentivo à produção de alimentos, e de Políticas Públicas como as de Assistência Social, Saúde, Educação e Moradia.

    Texto partilhado por: Jacinta Chaves. Diocese Anglicana de Brasília

    Fotos: Divulgação/Redes sociais

     
  • SNIEAB 21:12 on 11/08/2019 Permalink | Responder  

    Dia Internacional dos Povos Indígenas 

    Dizer que “um dia” dedicado aos Povos Indígenas é uma forma de mitigar ou minimizar nossas consciências ocidentais europeias com respeito à dívida histórica e irreparável do sangue derramado desses povos é, no mínimo, uma brincadeira de mau gosto. Já não basta o fatídico “dia do índio”, no qual pintam a cara das crianças, põem penas em seus cabelos (compradas num mercado que explora animais) e desfilam como dentro de um espírito bizarro.  De brincadeiras assim, (ainda que inocentes) nossos irmãos donos da terra já estão cheios. Estão cheios de serem tratados como museus, lembranças do passado ou mesmo como fósseis de uma sociedade que deveria ser extinta.
    Dedicar um dia aos Povos Indígenas é atestar nosso fracasso com respeito ao que é mais sagrado: o respeito às nossas origens. Se até hoje o brasileiro tem dificuldades de se ver como brasileiro, é porque nossas origens são negadas, como se fôssemos filhos diletos da marinha europeia. Se é preciso lembrar, é porque sempre foi esquecido, nunca foi ninguém. Ser ninguém é a única coisa que nossos antepassados estão cheios.
    É preciso ir além disso. É preciso ir além de uma data vermelha no calendário. É preciso identificação com esses irmãos e irmãs que historicamente foram considerados peças de museu ou simplesmente folclore brasileiro. É preciso ter um sentimento de brasileiridade, mais do que idolatrar a bandeira nacional.  É preciso ser nacionalista, não ao “brasil trumpista”, mas ao Brasil-Brasil.
    É preciso saber reconhecer os verdadeiros latifundiários, ou seja, os verdadeiros donos dessas terras tupiniquins. Nos verdadeiros latifundiários, não existia fome, não existia falta de terra, nem sem terra. Na época em que Iñandejara governava os céus e a terra, não havia carestia, não havia miséria, não havia armas de fogo, não havia índios. Menos ainda, existia um “Deus acima de todos”, pois Iñandejara estava “junto” de todos. Haviam, de fato, brasileiros….
    Aproveito esse grito para solidarizar com os povos Kaiowá, Guarani, Kinikinau e Terenas, que são nações originais do Mato Grosso do Sul. Agradeço a eles por terem cuidado tão bem dessa terra que hoje, com tanta facilidade destruo dia pós dia. Agradeço por terem conservado as águas, as matas e os animais que são atropelados no Lago do Amor. Esses são meus avós, tataravós que, dia pós dia, estão sendo esquecidos pelo cano da bala, pela difamação, pela desapropriação egoísta, pelo crescimento da economia. Pois eles atrasam a economia do país, eles são culpados pela miséria dessa nação, são violentos, preguiçosos, e fazem arruaça.
    Nós, da Paróquia da Inclusão – IEAB, aproveitamos esse dia para dizer Não as barbaridades que esses povos tem sofrido em nosso Estado. É inaceitável o modo como os verdadeiros latifundiários desse país são tratados: a base de bíblia e de bala. Queremos conclamar as autoridades públicas que sejam mais firmes contra as violências praticadas a esses povos. E dizer que é uma vergonha ser cristão, se sob esse título não estiver uma profunda identificação com nossos avós, tios, tataravós, etc. Em tempos como os nossos, não precisamos de bíblias, precisamos que Iñanderu volte e reine novamente sobre a terra!

    Dizer que “um dia” dedicado aos Povos Indígenas é uma forma de mitigar ou minimizar nossas consciências ocidentais europeias com respeito à dívida histórica e irreparável do sangue derramado desses povos é, no mínimo, uma brincadeira de mau gosto. Já não basta o fatídico “dia do índio”, no qual pintam a cara das crianças, põem penas em seus cabelos (compradas num mercado que explora animais) e desfilam como dentro de um espírito bizarro.  De brincadeiras assim, (ainda que inocentes) nossos irmãos donos da terra já estão cheios. Estão cheios de serem tratados como museus, lembranças do passado ou mesmo como fósseis de uma sociedade que deveria ser extinta.Dedicar um dia aos Povos Indígenas é atestar nosso fracasso com respeito ao que é mais sagrado: o respeito às nossas origens. Se até hoje o brasileiro tem dificuldades de se ver como brasileiro, é porque nossas origens são negadas, como se fôssemos filhos diletos da marinha europeia. Se é preciso lembrar, é porque sempre foi esquecido, nunca foi ninguém. Ser ninguém é a única coisa que nossos antepassados estão cheios.É preciso ir além disso. É preciso ir além de uma data vermelha no calendário. É preciso identificação com esses irmãos e irmãs que historicamente foram considerados peças de museu ou simplesmente folclore brasileiro. É preciso ter um sentimento de brasileiridade, mais do que idolatrar a bandeira nacional.  É preciso ser nacionalista, não ao “brasil trumpista”, mas ao Brasil-Brasil.

    É preciso saber reconhecer os verdadeiros latifundiários, ou seja, os verdadeiros donos dessas terras tupiniquins. Nos verdadeiros latifundiários, não existia fome, não existia falta de terra, nem sem terra. Na época em que Iñandejara governava os céus e a terra, não havia carestia, não havia miséria, não havia armas de fogo, não havia índios. Menos ainda, existia um “Deus acima de todos”, pois Iñandejara estava “junto” de todos. Haviam, de fato, brasileiros….

    Aproveito esse grito para solidarizar com os povos Kaiowá, Guarani, Kinikinau e Terenas, que são nações originais do Mato Grosso do Sul. Agradeço a eles por terem cuidado tão bem dessa terra que hoje, com tanta facilidade destruo dia pós dia. Agradeço por terem conservado as águas, as matas e os animais que são atropelados no Lago do Amor. Esses são meus avós, tataravós que, dia pós dia, estão sendo esquecidos pelo cano da bala, pela difamação, pela desapropriação egoísta, pelo crescimento da economia. Pois eles atrasam a economia do país, eles são culpados pela miséria dessa nação, são violentos, preguiçosos, e fazem arruaça.

    Nós, da Paróquia da Inclusão – IEAB, aproveitamos esse dia para dizer Não as barbaridades que esses povos tem sofrido em nosso Estado. É inaceitável o modo como os verdadeiros latifundiários desse país são tratados: a base de bíblia e de bala. Queremos conclamar as autoridades públicas que sejam mais firmes contra as violências praticadas a esses povos. E dizer que é uma vergonha ser cristão, se sob esse título não estiver uma profunda identificação com nossos avós, tios, tataravós, etc. Em tempos como os nossos, não precisamos de bíblias, precisamos que Iñanderu volte e reine novamente sobre a terra!

    Via: Paróquia da Inclusão-IEAB

     
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