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  • SNIEAB 0:40 on 15/05/2019 Permalink | Responder  

    127º Concílio da Diocese Meridional – Maio de 2019 

    Foto: Abertura  do 127º Concílio da Diocese Meridional

    O 127º Concílio da Diocese Meridional aconteceu nos dias 3 a 5 de Maio de 2019 na Paróquia da Ressurreição em Porto Alegre. Sob o tema “Igreja: Vida e Compaixão” e o lema “Da-me de beber” (João 4.7b), celebrou os 70 anos da paróquia que o hospedou e os 34 anos da Ordenação Feminina na IEAB. Como tinha sido decidido previamente pela Comissão de Planejamento Pastoral e Missão – que organiza o Concílio – a candidata que resultasse eleita na Diocese Anglicana de Pelotas seria convidada como pregadora na celebração de encerramento, assim a Revda. Meriglei Borges Simin (Bispa Eleita) esteve presente durante toda a reunião conciliar e pregou no seu encerramento. Entre os temas tratados pelo Concílio deve se destacar a aprovaç ão do Plano Estratégico Diocesano do Triênio 2019 – 2021. Neste sentido destacamos a presença dos Sres. Domingos Armani e Luis Stephanou consultores para a elaboração do Plano Estratégico da IEAB. Foi aprovada uma nova versão dos Cânones Diocesanos já adaptados a nova Constituição e Cânones da IEAB. Houve apresentação de novos projetos pastorais, entre os quais se destacam o “Abraço Negro”  que se propõe abordar o Combate ao Racismo e o fortalecimento da luta do Povo Negro (que realizou uma pesquisa entre as delegações conciliares) e a Pastoral da Diversidade (Anglicanxs) que iniciou na Catedral Nacional da Santíssima Trindade e agora se propõe estender suas atividades a toda a diocese. A Carta Pastoral do Bispo Diocesano, Humberto Maiztegui Gonçalves, instou as comunidades a ser “a Igreja Samaritana” que é “uma Igreja libertada e liberadora, transformada e transformadora, comprometida e comprometedora, que se descobre em cada pessoa e que cada pessoa descobre sendo parte dela como instrumento divino”.

    +Humberto

     
  • SNIEAB 0:19 on 15/05/2019 Permalink | Responder  

    1º CONGRESSO IGREJAS E COMUNIDADE LGBTI+: “Diálogos Ecumênicos Para o Respeito à Diversidade” 


    SAIBA MAIS E FAÇA SUA INSCRIÇÃO EM: https://igrejasecomunidade.wixsite.com/igrejaselgbti?fbclid=IwAR1y4XOLDiybi38D_AVh8akq1MVrSJzmAD9eeghw3vZF5u9ll3mw7xmT-DE


    As comunidades baseadas na fé têm apresentado diferentes posições nas questões envolvendo suas espiritualidades e a diversidade sexual e de gênero. Ora apoiando e acolhendo, ora excluindo ou invisibilizando seus fiéis e suas lideranças, tornando, ou não, seus espaços religiosos seguros.

    Os desafios do acolhimento das pessoas da comunidade LGBTI+ geram diferentes respostas nas comunidades religiosas, tais como:

    ​a) o abandono integral de fiéis dos espaços religiosos para minimizar conflitos com suas lideranças e/ou irmãos da fé;

    b) a busca de outros espaços, cristãos ou não, para vivenciar/experienciar o culto, a fé e espiritualidade;

    c) o surgimento de posições de resistência nos seus espaços religiosos, visando torná-los acolhedores e seguros.

    ​Em contrapartida, para as Igrejas e Lideranças Religiosas, essas diferentes respostas por parte de seus fiéis e de suas estruturas implicam em uma série de desafios ainda pouco refletidos.

    ​Nos últimos 50 Anos, em âmbito internacional, sobretudo após a Revolta de Stonewall, se visibilizaram demandas e constituíram-se respostas institucionais e jurídicas às necessidades de LGBTI+. No Brasil, esse processo se inicia ainda nos anos 1970, mas ganha maior fôlego a partir da redemocratização em meados da década de 80 e toma maior intensidade nos anos 2000.

    ​A partir de então ocorreram muitos avanços, em especial no campo das políticas públicas, da ação do judiciário e de associações/conselhos científicos, destacando-se, em 2004, o Programa “Brasil Sem Homofobia” do Governo Federal e em 2008, a 1ª. Conferência Nacional LGBT.  Contudo, muitas lacunas surgiram, tais como programas governamentais sem dotação orçamentaria ou o cancelamento de projetos como o “Escola Sem Homofobia” – que havia sido construído com participação do movimento social organizado, universidades e Ministério da Educação – por pressões das alas conservadoras da sociedade. Todo esse caminhar se fez refletir nos diversos espaços religiosos, principalmente em espaços cristãos, gerando reações proativas para inclusão de pessoas fiéis LGBTI+ em algumas comunidades religiosas, com o surgimento das chamadas Igrejas Inclusivas e de movimentos inclusivos, aprovação de leis canônicas em Igrejas Tradicionais, ordenação de lideranças religiosas, extensão do matrimônio, e até mesmo questões envolvendo batismo e retificação de nome para pessoas trans.

    ​Nestas últimas décadas observamos a pluralização da presença da fé no espaço público e político no Brasil. Esse avanço tem trazido desafios na direção do respeito ao compromisso com o Estado Laico.  Tais desafios se intensificam a partir dos anos 2010 em âmbito internacional, com inflexões específicas na América Latina e Caribe, com o crescimento dos fundamentalismos e das intolerâncias, inclusive de base religiosa, e a ascensão de governos conservadores nos costumes e ultraliberais no âmbito da economia, aprofundando as desigualdes e vulnerabilidades.

    ​Diante do atual quadro, se faz necessário urgentemente:

    ​1) uma profunda análise de conjuntura,

    2) promoção de exemplos de ações inspiradoras no campo religioso e LGBTI+,

    3) a criação de redes de articulação de iniciativas existentes, e

    4) fortalecimento de atores para incidência pública na defesa dos direitos em um contexto de enfrentamentos e busca de proteção.

    ​Assim, optamos pela construção de um Congresso que utiliza a experiência do ecumenismo como chave de análise e construção de reflexões coletivas. A longa trajetória de encontros nos quais fiéis e pessoas clérigas de diversas denominações e tradições podem sentar-se ao redor da mesa para partilhar suas perspectivas e experiências se demonstrou uma importante ferramenta para o avanço do debate em pautas muitas vezes consideradas tabus no ambiente religioso. Além disso, uma perspectiva ampla de ecumenismo nos permite estender essa mesa para todas as pessoas de boa vontade, sejam elas de fé ou não, mas que compartilhem de um compromisso com a justiça e a inclusão de todas as pessoas.

    Objetivos do Congresso

    1. Dar visibilidade às experiências envolvendo a promoção do acolhimento pastoral e de espaços seguros no âmbito das Comunidades de Fé e especialmente Igrejas Cristãs;
    2. Promover a partilha de leituras dos textos sagrados e bíblicos que evidenciem a conciliação da fé e das vivências LGBTI+;
    3. Oferecer espaço de reflexão e troca em relação aos desafios para ao acolhimento de pessoas LGBTI+ e de suas famílias em contextos religiosos;
    4. Produzir um plano de ação conjunta das distintas Comunidades de Fé e Igrejas no contexto desafiador do crescimento dos fundamentalismos e da fragilização de direitos de LGBTI+;
    5. Oferecer espaço de reflexão sobre vivência da sexualidade e da espiritualidade;
    6. Estreitar os laços dos espaços religiosos com os movimentos sociais em questões comuns com a finalidade de cooperação, ampliando a compreensão de suas respectivas complexidades, subjetividades (espiritualidades) e ações na sociedade, buscando minimizar os preconceitos/falta de entendimento, através do conhecimento mútuo das linguagens, das ações e das formas de organização.

    Público Alvo

    • Lideranças Religiosas e Leigas
    • Pessoas interessadas na relação entre espiritualidade e questões LGBTI+, independente do pertencimento a Igrejas ou Comunidades de Fé.
    • Movimentos de Direitos Humanos
    • Movimentos Sociais
    • Espaços de Estudos das Teologias, das Ciências da Religião e Sociais/Humanas

    Texto e Imagens:

    Paróquia da Santíssima Trindade

    Koinonia Presença Ecumênica

     
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