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  • SNIEAB 9:39 on 03/12/2018 Permalink | Responder
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    Confira mais um relato dos 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres 

    Nestes 16 dias de ativismo reafirmamos nossa luta ao combate a violência contra mulheres e meninas. Iniciando no dia 25 de novembro e finalizando dia 10 de dezembro, Dia Internacional de Direitos Humanos, período este que temos ainda mais o dever de nos reafirmarmos como feministas e sempre relembrar o significado desta palavra que define o que é, pra quem é e por que, é tão importante para garantirmos nossos direitos adquiridos que nos mantem no foco para conquista de mais direitos. Estamos em um momento crítico onde estão deturpando ainda mais o significado dos movimentos feministas e o que é ainda mais preocupante a desqualificação dos direitos humanos onde se ouve muitas frases que dão a entender que DIREITOS HUMANOS é garantia de direitos para públicos específicos e não para todo ser humano, e que as pessoas estão se deixando levar por falsas informações, sem averiguar a veracidade das mesmas, se enchem de “razão e  direito” de julgar o outro.

    Que possamos sempre meditar e fazer as pessoas refletirem da passagem da Parábola “Eu estava com fome, e me deste de comer; eu estava com sede, e me destes de beber; eu era forasteiro e me recebeste em casa; estava nu, e me vestistes; doente e cuidastes de mim; na prisão e fostes visitar-me” (Mateus25, 35- 36).

    E neste tempo de advento procurar observar os ensinamento de Jesus, que nos diz que todas as pessoas tem direito a dignidade humana e que ele não faz distinção de ninguém, e continuemos a manter viva a memória e luta de cada pessoa que lutou para termos  muitos direitos conquistados, o principal deles Jesus. Que cada mulher/menina tenha seus direitos garantidos em tempos que a dor do outro é classificado como “mi mi mi”.

    Que Jesus nos Inspire, fortaleça, nos guie e nos dê sabedoria para fazermos nossa parte como semeadores do verdadeiro evangelho que acolhe, cuida e não exclui ninguém por nenhum motivo. Que possamos ver no rosto do nosso próximo que clama justiça e dignidade o rosto de Jesus, e que o evangelho possa ser levado para fora dos templos, e saíamos da nossa zona de conforto e ir servir a quem tem fome de justiça.

    Texto: Revda. Elineide Ferreira Oliveira – Distrito Missionário Anglicano (Ariquemes/RO)

     
  • SNIEAB 10:33 on 01/12/2018 Permalink | Responder
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    Feminino, sexo frágil? 

    Há uma ideia disseminada no imaginário popular de que “as mulheres são o sexo frágil”. Isso seria um contraponto à afirmação de que os homens são o sexo forte. Hoje em dia é um pouco complicado afirmar seja uma coisa, seja outra, porque não há mais apenas esta divisão binária das sexualidades. Além disso, todos sabemos que no Brasil a maior parte das famílias é chefiada pelas mulheres, e muitas vezes as mulheres são as únicas adultas integrantes das famílias; porque os homens, aqueles fortes do imaginário popular, abortaram seus filhos. Sim, abortaram, porque o aborto masculino não é crime! Não é sequer condenado socialmente! Assim, mulheres que engravidam de crianças com alguma deficiência, ou em momento não planejado (pelos homens) se veem abandonadas à própria sorte, e tendo que lidar com todas as consequências e dificuldades de criarem sozinhas seus rebentos.

    Neste sentido, é difícil continuar afirmando que as mulheres são o sexo frágil! Longe disso! Mas são sim, muito mais vulneráveis do que os homens. Isto porque se denunciam abortos masculinos (praticados por seus companheiros, namorados ou maridos), ninguém as ouve, e ainda as culpam. Se denunciam violência, doméstica ou na rua, igualmente não são ouvidas e ainda são igualmente responsabilizadas, seja pela roupa que estavam vestindo, pelo horário e/ou local que estavam frequentando, seja pela “conduta provocativa”. Se reivindicam iguais direitos, de empregabilidade ou de salários, novamente não são ouvidas, porque afinal de contas certamente não terão a mesma produtividade masculina, já que engravidam ou assumem responsabilidade sobre outras pessoas – crianças sob seus cuidados ou pessoas idosas – e com maior frequência certamente deixarão a desejar no resultado do seu trabalho.

    Lutar contra todas essas injustiças, perseguições e formas de violência é a rotina das mulheres. Por isso, de frágil nós não temos nada! Mas continuamos cada vez mais vulneráveis! Perpetuar esta vulnerabilidade é mais uma violência contra as mulheres. Apoiar quem violenta as mulheres, seja por sua visão de mundo, seja por atos concretos de violência, é também agir violentamente contra as mulheres. E a violência contra qualquer ser humano é atitude não cristã! Não há como sustentar ao mesmo tempo afirmar ser seguidor de Jesus Cristo e ser violento contra as mulheres. São posturas antagônicas e incompatíveis. Apoiar quem desqualifica as mulheres é, da mesma forma, incompatível com o cristianismo.

    Que estes dias de ativismo em defesa das mulheres, e denúncia das violências contra elas seja uma oportunidade para meditarmos em nossas escolhas pessoais, se estamos também nós agindo com violência contra as mulheres (qualquer que seja o nosso gênero) e/ou apoiando aqueles que assim agem. Vejamos ainda quais oportunidades temos de ampliar as possibilidades de ação e decisão femininas, pois apenas quando houver alguma equivalência entre estas possibilidades é que poderemos vislumbrar o fim da vulnerabilidade das mulheres. Que Deus nos dê fé, coragem e força para a luta!

    Texto: Eneá de Stutz e Almeida – Diocese Anglicana de Brasília

     
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