Sobre a Comissão por uma Igreja Segura da Comunhão Anglicana 

PARA FAZER O DOWNLOAD DA CARTA >>>>  Carta pela Segurança do Povo nas Igrejas da Comunhão Anglicana

Em resposta a abusos cometidos contra crianças e pessoas vulneráveis no contexto das igrejas da Comunhão Anglicana surgiram diversas iniciativas locais com o objetivo de acolher sobreviventes e prevenir que novos abusos ocorressem. A partir de 2005 estas iniciativas locais começaram a se organizar como rede até serem reconhecidas em 2012 pelo Conselho Consultivo Anglicano formando o que hoje é conhecido como a Rede por uma Igreja Segura e, naquele mesmo ano, foi aprovada a Carta pela Segurança do Povo nas Igrejas da Comunhão Anglicana. Com o objetivo consolidar e expressar os compromissos que a igreja vinha assumindo, em alinhamento com sua missão, ao longo das últimas décadas, a carta estabelece princípios a serem observados e defendidos por todas igrejas anglicanas.

Em 2016 o Conselho Consultivo decidiu estabelecer uma comissão com os objetivos de identificar políticas e procedimentos adotados nas províncias da Comunhão Anglicana; desenvolver orientações para fortalecer a segurança de todas as pessoas, especialmente crianças, jovens e adultos vulneráveis nas igrejas da para ser apreciado e pelo Conselho Consultivo; e desenvolver recursos para a implementação efetiva dessas orientações.

A Comissão por uma Igreja Segura foi estabelecida em 2017 e desde então já se reuniu presencialmente duas vezes e tem se reunido on-line periodicamente para rever diretrizes, teologia e liturgia para promover uma igreja segura. Em seu primeiro encontro em Londres, em outubro de 2017, a Comissão encontrou com vítimas de abuso e com uma representante da Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores da Igreja Católica Romana, a baronesa Sheila Hollins, que além de ser uma das idealizadoras dessa comissão, é uma ativista reconhecida pela defesa de crianças e pessoas vulneráveis.

No encontro seguinte, na África do Sul, a Comissão reviu as diretrizes e recursos teológicos a luz do depoimento de mulheres que foram vítimas de tráfico humano e ativistas. A Comissão se reunirá novamente em Kuala Lumpur, na Malásia, em novembro de 2018 para finalizar a proposta que apresentará ao Conselho Consultivo em 2019.

A Comissão conta com membros de Fiji, Brasil, Zimbábue, Ruanda, África do Sul, Gana, Canada, Inglaterra, Estados Unidos, Gales, Coréia e Malásia. Além de participar da Comissão, como única representante da América Latina, a Província do Brasil tem a sua frente a missão de consolidar as práticas e valores que tem adotado na forma de políticas e procedimentos, bem como fortalecer a educação teológica e pastoral de seu clero e leigos para que de fato possamos ter uma igreja livre de abusos e de fato segura.

VEJA O VÍDEO NO YOUTUBE (em inglês, com legendas em português) SOBRE O TRABALHO DA COMISSÃO >>>> https://www.youtube.com/watch?v=o3XaJi5KzY8

Texto: Marcel Cesar, membro da Diocese Anglicana do Paraná – DAPAR

e da Comissão por uma Igreja Segura da Comunhão Anglicana