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  • SNIEAB 16:14 on 26/04/2018 Permalink | Responder
    Tags: , , , Primeira bispa da América do Sul, Revdo. Luiz Coelho, Sagração Episcopal   

    Um novo amanhecer para a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, ao celebrar sua primeira bispa 

    No último sábado, 21 de abril de 2018, muitos brasileiros e brasileiras celebraram a vida de Tiradentes, um dos mártires da Inconfidência Mineira. Para os anglicanos e anglicanas da Amazônia, entretanto, o dia foi muito mais simbólico, pois significava um novo começo para a maior diocese brasileira em área territorial.

    A quadra poliesportiva da Catedral de Santa Maria estava lotada com pessoas de toda a diocese, visitantes de outras partes do país e também do mundo, de modo a dar testemunho da sagração da Revma. Bispa Marinez Bassotto, a primeira bispa anglicana da América do Sul, chamada a liderar essa diocese pelos anos vindouros. Havia tantas pessoas que a Catedral não tinha como acomodá-las no santuário. A cerimônia teve de ocorrer na quadra.


    A liturgia foi preenchida com costumes locais, incluindo danças caboclas na apresentação do Evangelho, oferendas de frutas e vegetais locais e um conjunto de galhetas, cálices e patenas em cerâmica marajoara. A chuva – tão comum na Amazônia – também se fez presente, com diversas rajadas acontecendo durante o ofício. Felizmente, a quadra era coberta, então ninguém se molhou!

    Presidiu a cerimônia o Revmo. Bispo Francisco de Assis da Silva, Diocesano de Santa Maria (Sul-Ocidental) e Primaz da IEAB. A Revma. Bispa Linda Nicholls , Diocesana de Huron (Igreja Anglicana do Canadá) foi a pregadora. As dioceses da Amazônia e Huron têm um processo de companheirismo longo e duradouro. Também estava lá a Revma. Bispa Griselda Delgado del Carpio, diocesana de Cuba (Igreja Episcopal). As bispas Marinez e Griselda são duas de três bispas latino-americanas na tradição anglicana. A primeira, Revma. Nerva Cot Aguilera, serviu como sufragânea de Cuba e foi chamada à eternidade em 2010. Diversos outros clérigos e clérigas das três ordens, bem como leigos e leigas, serviram em uma diversidade de papéis litúrgicos.

    Marinez é casada com Paulo e tem duas filhas: Luísa e Laura. Antes de haver sido eleita bispa, serviu paróquias na grande Porto Alegre, incluindo aí sua longa experiência como Deã da Catedral da Santíssima Trindade. Também participou de diversas comissões nacionais, como a Comissão Nacional de Liturgia e a Comissão Nacional de Diaconia. Também tem servido como Custódia do Livro de Oração Comum. Agora, ela é chamada a ser pastora e mãe em Deus de uma diocese no outro lado do país. É uma grande mudança para ela e sua família. Todas as orações são bem vindas.

    “Um telhado de vidro de 33 anos foi esfacelado”, mencionou a Revda. Carmen Etel Alves Gomes, primeira mulher ordenada no Brasil, em 1985. Em 1984, a IEAB havia realizado mudanças canônicas permitindo a ordenação de mulheres às três ordens desde então. Entretanto, apesar de haverem sido ordenadas tantas mulheres ao diaconato e presbiterado (sacerdócio), nenhuma ainda havia sido eleita e sagrada bispa. A sagração da bispa Marinez demonstra que, também para a IEAB, de fato “não há homem ou mulher, pois somos um em Cristo Jesus”.

    Rev. Luiz Coelho

     
  • SNIEAB 12:18 on 17/04/2018 Permalink | Responder
    Tags: , , LGBT   

    ENCONTRO NACIONAL LGBT da IEAB 

    Uma oportunidade de partilha pastoral, cuidado mútuo, estudo bíblico, oração e teologia libertadora!

    25 a 27 de Maio de 2018 em Brasília/DF

    Hospedagem e alimentação gratuitas!

    Informações sobre o evento em: enlgbtieab@gmail.com

     
  • SNIEAB 12:17 on 13/04/2018 Permalink | Responder
    Tags: Cartaz, Confelider 2018, , Sínodo 2018   

    CARTAZ DA CONFELIDER E SÍNODO GERAL 2018 

    O Conselho Executivo do Sínodo acolheu a proposta de cartaz para a divulgação da Confelider e Sínodo Geral 2018. A proposta de cartaz foi elaborada e encaminhada pelo Grupo Executivo da Confelider Nacional para ser usada por toda a IEAB.

    Saiba mais sobre a CONFELIDER e sobre o SÍNODO GERAL 2018 no site oficial da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil: http://ieab.org.br/   Veja como procurar:


     
  • SNIEAB 9:26 on 10/04/2018 Permalink | Responder  

    Mensagem Pastoral da Câmara Episcopal da IEAB: Uma palavra a respeito dos recentes desafios da vida nacional

    Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade” (Mt 23:27-28)

    A Câmara Episcopal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil-IEAB, seguindo o discernimento sobre a conjuntura política brasileira já publicamente expresso em seus posicionamentos desde 2016, isoladamente ou em conjunto com outras Igrejas, vem mais uma vez repelir e denunciar agravamento das tensões e o ataque ao Estado Democrático de Direito no Brasil, em especial por ocasião dos últimos acontecimentos com a prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Pois “A minha boca falará sem cessar da tua justiça e dos teus incontáveis atos de salvação. Falarei dos teus feitos poderosos, ó Soberano Senhor; proclamarei a tua justiça, unicamente a tua justiça. Desde a minha juventude, ó Deus, tens me ensinado, e até hoje eu anuncio as tuas maravilhas”.  Salmos 71:15-17

    A convergência de diversos fatores como o mau funcionamento das instituições responsáveis pela sustentação da democracia, a falta de autoridade e de legitimidade dos Poderes da República e os interesses de poderosos setores da mídia tradicional e da sociedade civil (notadamente, associações patronais e de proprietários de terras e movimentos politicamente de direita), tem produzido um gravíssimo desmonte das conquistas democráticas das últimas três décadas, inclusive muitas consagradas na Constituição de 1988.

    O ritmo do Golpe de 2016 tem expresso uma ânsia por aprofundar ao máximo e no menor espaço de tempo possível a reversão de direitos sociais e trabalhistas, a privatização de serviços públicos e riquezas naturais e mecanismos legais e de política pública para o enfrentamento da pobreza e de promoção da igualdade social, étnico-racial e de gênero.

    A Comunhão Anglicana no mundo, em três de suas cinco marcas da missão, compromete-se a: (a) responder às necessidades humanas com amor; (b) procurar a transformação das estruturas injustas da sociedade, desafiar toda espécie de violência, e buscar a paz e a reconciliação; e (c) lutar para salvaguardar a integridade da Criação, sustentar e renovar a vida da terra. Frente a estes princípios de fé, entendemos que a atual situação  brasileira atenta gravemente contra esses compromissos e desafia a missão cristã no país ao chamado da fidelidade ao Evangelho da Justiça, do Cuidado, do Amor e do Diálogo respeitoso e constante.

    Em particular, denunciamos  interpretações que reforcem o ódio, o malquerer, a injustiça e o uso/abuso do poder para aprofundar desigualdades, manter privilégios de qualquer grupo e agredir a natureza porque se chocam com nosso entendimento da fé cristã.

    Por isso, conclamamos as pessoas comprometidas com a democracia e o Estado de Direito, de qualquer fé ou sem nenhuma, dentro e fora das instituições de governo, a elevarem as suas vozes corajosamente, mobilizarem-se coletivamente e denunciarem insistentemente, aqui e ao mundo, as violações de direitos que se praticam hoje no Brasil.

    Como pessoas cristãs, advertimos para a dimensão confessional e de testemunho que a situação atual exigi das pessoas em termos de obediência e ação.

    Orar sem cessar e trabalhar intensamente para que a verdade prevaleça e a justiça seja feita; o amor seja o pão nosso de cada dia. E que as pessoas que são perseguidas por causa do seu compromisso com a justiça, contra a fome e a desigualdade, se sintam amparadas por essa comunidade global que as apoiam, sustenta e se conecta a elas em oração.“Buscai a justiça e tudo o mais vos será acrescentado”. Por isso, irmãs e irmãos “orem sem cessar” e profetizem nas ruas que só a “verdade vos libertará”.

    “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa”. (Mateus 5:10-11)

    Pela democracia, pela justiça, pelo testemunho evangélico!

    Santa Maria, 10 de abril de 2018

    Dom Francisco de Assis da Silva, Primaz e diocesano em Santa Maria

    Dom Naudal Alves Gomes, Diocese Anglicana de Curitiba

    Dom Maurício Andrade, Diocese Anglicana de Brasilia

    Dom Renato Raatz, Diocese Anglicana de Pelotas

    Dom Humberto Maiztegui, Diocese Meridional

    Dom João Peixoto, Diocese Anglicana do Recife

    Dom Eduardo Grillo, Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

    Dom Clovis Erly Rodrigues, emérito

    Dom Almir dos Santos, emérito

    Dom Celso Franco, emérito

    Dom Jubal Pereira Neves, emérito

    Dom Filadelfo Oliveira, emérito

    Dom Saulo Mauricio de Barros, emérito

    Revda Cônega Marinez Bassotto, bispa eleita

     
  • SNIEAB 21:19 on 08/04/2018 Permalink | Responder  

    MULHERES ORDENADAS REPUDIAM A GRAVE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA CONTRA LULA 

    MULHERES ORDENADAS DA IEAB – IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL REPUDIAM A GRAVE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA CONTRA LULA

    “Na verdade, um fruto de justiça é semeado na paz para quem trabalha pela paz.” Tiago 3,18

    Nós, Mulheres Ordenadas (Diáconas, Presbíteras e Bispa Eleita), da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, registramos nossa INDIGNAÇÃO e nosso REPÚDIO, À GRAVE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA CONTRA o ex-presidente Luis Inácio LULA da Silva.

    Consideramos honrosa e democrática a trajetória deste trabalhador brasileiro até chegar à Presidência da República. Ao assumir a direção do país tirou 40 milhões de brasileiros e brasileiras da linha da pobreza, implementando programas sociais, empoderando as mulheres com a criação da Secretária Especial de Políticas para Mulheres. LULA pagou o FMI, combateu o desemprego, manteve as leis trabalhistas, e ainda elevou o Brasil à sexta economia mundial. Empregou os recursos do país na melhoria da condição de vida para todos.

    Constatamos que LULA sempre respeitou a justiça brasileira em todos os trâmites do processo que sofreu, em meio à pressa assustadora dos envolvidos em julgá-lo e condená-lo por corrupção. O poder judiciário brasileiro, no entanto, não respeitou o direito de contraditório e ampla defesa reiteradas vezes, condenando-o sem a imparcialidade necessária, culminando com uma apressada sentença de prisão, qualificando GRAVE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA.

    Somos mulheres indignadas por vermos o ex-presidente LULA ser condenado por crimes que seus julgadores e julgadoras jamais conseguiram provar, sem direito de recorrer às últimas instâncias em liberdade, culminando com sentença de prisão, na mesma época em que sua liderança política é reconhecida internacionalmente, tendo sido indicado oficialmente para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz, pelo combate à fome no Brasil.

    Somos mulheres inspiradas pela Ruah Divina e imitadoras do Cristo da fé, o qual fez história por assumir o compromisso com a dignidade humana, a justiça e a paz. Nós não vamos perder a esperança.

    Somos mulheres que unimos nossas vozes na luta por um país democrático e no respeito à dignidade humana.

    Somos ministras fiéis à nossa aliança batismal, conforme o nosso Livro de Oração Comum, na pág. 555, onde prometemos procurar transformar as estruturas injustas da sociedade, desafiando toda a sorte de violência, respeitando a dignidade de toda pessoa humana e buscando a paz e a reconciliação.

    Assim faremos com a ajuda de Deus.

    Subscrevemos,

    1. Marinez Rosa dos Santos Bassotto, Bispa Eleita, Belém, PA.

    2. Lilian Conceição da Silva, Presbítera, Recife, PE.

    3. Inamar Corrêa de Souza, Presbítera, Rio de Janeiro, RJ.

    4. Carmem Etel, Presbítera, Porto Alegre, RS.

    5. Lilian Pereira da Costa Linhares, Presbítera, Caruaru, PE.

    6. Lucia Dal Pont, Presbítera, Londrina, PR.

    7. Jocinéia Saldanha Perpétuo, Presbítera, Rio de Janeiro, RJ.

    8. Rosemary Ferreira da Cunha, Presbítera, Olinda, PE.

    9. Maria das Graças Bernardino, Diácona, Cascavel, PR.

    10. Bianca Daébs Seixas Almeida, Diácona, Salvador, BA.

    11. Noilves Rosa da Silva, Presbítera, Concórdia, SC.

    12. Volnice Maria de Almeida, Postulante, Londrina, PR.

    13. Keila Bichet, Presbítera, Tubarão, SC

    14. Lúcia Borges, Presbítera, Aliança, TO.

    15. Leane Rachel Kurtz de Almeida, Presbítera, Canoas, RS.

    16. Meriglei B. S. Simim, Presbítera, Nova Lima, MG.

    17. Selma A. Rosa, Diácona, Londrina, RS.

    18. Carmem Akemi Kawano, Presbítera, São Paulo, SP.

    19. Maria Isabel R. Lima, Diácona, Canguçu, RS.

    20. Neusa Mara Pereira Valério, Pelotas, RS.

    21. Arlinda Pereira, Presbítera, Rio de Janeiro, RJ.

    22. Maytee de La Torre Diaz, Diácona, Ariquemes, RO

    23. Elaine M. Escaravajal Nascimento, Presbítera, Santo Antônio da Patrulha, RS.

    24. Lidia Kistemacher, Presbítera, Florianópolis, SC.

    25. Cláudia Regina Prates Batista, Presbítera, Porto Alegre, RS.

    26. Taís Soares Feldens, Presbítera, Porto Alegre, RS.

    27. Elineide Ferreira Oliveira, Diácona, Ariquemes, RO.

    28. Tatiana Ribeiro, Presbítera, Brasília, DF.

    29. Eliane Cristina Vieira, Presbítera, Caaporã, PB.

    30. Tatiane Vidal dos Reis, Diácona, Novo Hamburgo, RS.

     
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