08 Março: Dia Internacional da Mulher

Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.
Lucas 8:48

Neste Dia Internacional da Mulher, gostaria de chamar a atenção para a grande mobilização que está programada para acontecer em todo o país. Trata-se de uma marcha contra o desmonte do Estado Social, com consequências imediatas sobre a vida, o trabalho e o futuro das famílias brasileiras.

O país inteiro assiste ao espetáculo de redução de políticas sociais, do crescimento do desemprego, das propostas de alteração das regras de aposentadoria, aumentando ainda mais a desigualdade social e expondo ainda mais a vulnerabilidade das mulheres no contexto econômico social do país.

A Conferencia das Nações Unidas sobre o status da Mulher,  que se inicia nestes dias, tratará como tema o empoderamento econômico das mulheres.Em sua maioria, elas, no mundo,  dedicam-se a atividades econômicas na informalidade. Nesta condição, estão fora de qualquer plano de benefícios e direitos, constituindo uma massa trabalhadora barata, explorada e sem nenhum direito. Esta é mais uma violência cometida contra as mulheres. A nossa Provincia se fará representar nesta Conferencia ao lado de muitas anglicanas do mundo inteiro.

Por esta razão, a minha palavra hoje é na direção de que as mulheres brasileiras sejam encorajadas  mais e mais a assumir papel de protagonismo na luta por direitos. O exemplo das mulheres que ocuparam as ruas contra o Governo Trump, levando milhões de pessoas a protestarem contra políticas de exclusão e xenofobia, não deve ser esquecido. Foi um testemunho muito bonito da cidadania com rosto feminino.

As mulheres da IEAB precisam também demonstrar a sua força! Elas vivem o mesmo desafio de suas irmãs: afirmar-se como cidadãs plenas contra o machismo e contra a violência. E aos homens da IEAB eu recomendo que apoiem suas mulheres e sigam com elas aonde for necessário erguer a voz e as bandeiras da justiça e da igualdade! Seja isso na Igreja ou mesmo na rua! Isto porque os direitos das mulheres são direitos humanos!

As lutas das mulheres é a luta da Igreja. Não fazer nada é assumir lado; é colocar a lâmpada debaixo da cama, que não ilumina nada.

Convido as mulheres de nossa Igreja a se articular com os movimentos que estão sendo organizados em todo o país amanhã. Manifestações estão programadas praticamente em todos os estados. Façam a sua parte e transformem a vida da sociedade. Lembrem-se da mulher que teve a coragem de tocar o manto do Senhor. E Ele em resposta a essa coragem lhe disse: tem bom animo, filha, a tua fé te salvou!

Do vosso Primaz,

Francisco de Assis da Silva

Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Diocesano em Santa Maria