Mensagem da Câmara Episcopal aos Fiéis e ao Clero da IEAB

CARTA DA CÂMARA EPISCOPAL SOBRE ATITUDES CISMÁTICAS NA IEAB

“Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz”.

Carta aos Efésios 4.3

A Câmara Episcopal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) durante esta semana tem sido solicitada a expressar sua palavra pastoral sobre uma Petição Pública que tem sido veiculada pelas redes sociais convidando a adesão a uma Aliança de Comunidades Anglicanas na IEAB.  Certamente este tipo de composição está fora da forma de ser dos Anglicanos, visto que na eclesiologia Anglicana uma aliança de comunidades é representada pela Diocese.

A Câmara Episcopal como pessoas escolhidas pela Graça de Deus e vontade do povo reafirma que todos os bispos, sejam eles diocesanos ou eméritos, prometeram “preservar a fé, a unidade e a disciplina” na Igreja, e que os bispos da IEAB estão unidos para cumprir sua tarefa de unidade na Igreja.

A Câmara Episcopal, reafirma o ordenamento canônico aprovado no último Sínodo, o qual expressa:

a. Qualquer movimento interno da IEAB, organizado deliberadamente sem o consentimento episcopal, constitui uma desobediência ao voto de ordenação, de seguir a orientação pastoral do bispo (a), conforme o Exame Canônico dos respectivos ritos de ordenação.

b. Que a manifestação de ameaças de cisma relativas a qualquer decisão tomada ou em discussão dentro da IEAB, constitui uma atitude explicitamente mencionada nos novos cânones e passível de medidas disciplinares.

Na nossa história recente, a IEAB tem sofrido diversas ações que atentam contra o ethos, ou a forma de ser que esta Província Brasileira tem escolhido como contribuição para a Comunhão Anglicana e para toda a Igreja Católica de Cristo, a saber os oito princípios presentes na Constituição da IEAB:

I. Unidade de todas pessoas cristãs;

II. Solidariedade;

III. Dignidade de toda pessoa humana;

IV. Fraternidade;

V. A Integridade da Criação Divina;

VI. Respeito à pluralidade religiosa;

VII. Inclusividade;

VIII. Promoção e garantia dos Direitos Humanos.

Sendo assim, como episcopado desta igreja, nos sentimos no dever ético e pastoral de zelar por estes princípios, sem pretender impedir o direito à livre expressão de opiniões, enquanto elas sejam no sentido de respeitar a doutrina, a disciplina e o culto desta igreja na qual livremente juramos fidelidade.

Finalmente, conclamamos a todas as pessoas que tem expressado ou apoiado atitudes cismáticas a mudarem de atitude e buscar se expressar e agir na salvaguarda da unidade da igreja, seu ethos, seus ordenamentos canônicos e suas autoridades, de forma a qualificar esta parte da Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica como instrumento adequado para a Missão de Deus no mundo.

Santa Maria, 02 de dezembro de 2016

++Dom Francisco de Assis da Silva, Bispo Primaz,

Diocesano da Sul Ocidental (DSO) e do Distrito Missionário Anglicano (DMA)

+Dom Naudal Gomes, Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba (DAC)

+Dom Filadelfo Oliveira, Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro (DARJ)

+Dom Mauricio Andrade, Bispo da Diocese Anglicana de Brasilia (DAB)

+Dom Saulo Barros, Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia (DAA)

+Dom Renato Raatz, Bispo da Diocese Anglicana de Pelotas (DAP)

+Dom Flavio Irala, Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo (DASP)

+Dom Humberto Maiztegui, Bispo da Diocese Meridional (DM)

+Dom João Peixoto, Bispo da Diocese Anglicana do Recife (DAR)