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  • SNIEAB 10:14 on 28/11/2016 Permalink | Responder
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    Encontro Ecumênico de Mulheres do CONIC (São Paulo, Novembro de 2016) 

    Muitas vezes durante o Encontro Ecumênico de Mulheres, me emocionei, com as histórias de vida e luta de muitas mulheres, de diversas comunidades; uma cigana que disse simplesmente: “Meu lar é o céu”. As mulheres camponesas, especialmente uma senhora que aos seus 62 anos concluiu o curso de pedagogia, e compartilhou: “Consegui fazer graças um plano do Governo”, vi mulheres dos Movimentos de Trabalhadores Sem Terra, do Movimento de Mulheres Refugiadas, cada história ia misturando-se com a minha.


    Quando voltei pra casa e quis postar as fotos que são uma reflexão de momentos, sentimentos, e vivências inesquecíveis, pensei  num cântico:  “Iguais, tenho irmãos, tenho irmãs aos milhões, em outras religiões. Pensamos diferente, louvamos diferente, oramos diferente, mas numa coisa nós somos iguais: buscamos o mesmo Deus, amamos o mesmo Pai, queremos o mesmo céu, choramos os mesmos ais”, pensei num texto bíblico do Salmo 173: 1 “Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos lembrando-nos de Sião”

    Os testemunhos de mulheres refugiadas, o desprendimento de tudo o que deixaram para trás, tentando viver entre esses mundos, que pela minha experiência, é viver no Brasil, país que tem me acolhido como Pátria amada, e sigo sentindo saudades da minha amada terra.

    Tudo isto me leva como clériga do Distrito Missionário, como mulher estrangeira assumir, ainda mais, meu compromisso de lutar pelos direitos das pessoas que sofrem não somente da violência doméstica, as muitas famílias que hoje mesmo sofrem fome, são estigmatizadas por serem pobres, negras, indígenas e muitos dos casos de jovens que consomem substâncias entorpecentes. Pensei muito no caminho de volta, nas famílias que entram a cada instante nas fronteiras de Roraima, fugindo da situação econômica da Venezuela, sem mencionar todos os refugiados que entram no Brasil.

    Muito grata à Província Anglicana no Brasil (IEAB), pela oportunidade que tem me oferecido de participar deste evento, e saber que nem tudo está perdido, que as mulheres continuam a lutar já que “um mundo melhor é possível”. Não podemos esquecer as muitas mulheres que antes de nós trilharam este caminho, por isso estamos aqui hoje. Muito orgulhosa de ver os nomes de mulheres líderes, com as quais, algumas delas conviveram, me disponho a continuar a escrever esta história de mulheres e homens que buscam o bem, a dignidade a paz de todas e todos.

    Revda. Maytée de la torre Díaz.

     
  • SNIEAB 16:17 on 26/11/2016 Permalink | Responder  

    Uma Mensagem para Advento 

    Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo. Romanos 15:13

    Há exatamente um ano atrás, na minha mensagem de Advento, eu citava que vivíamos uma conjuntura caótica. Um ano depois nos deparamos com uma situação ainda mais difícil. A sociedade brasileira avança cada vez mais no caminho da divisão política e no desmonte dos direitos dos trabalhadores, aposentados, mulheres, educação, sem falar na falta de perspectiva com relação ao futuro que só aponta dores para os mais pobres.

    Parece até que Deus nos abandonou à própria sorte nestes caminhos tenebrosos. Vivemos como nos dias do Egito onde o povo de Israel clamavam do fundo do seu coração por justiça (Ex 2:23-25).

    Mas Deus nunca fecha os ouvidos para o clamor do seu povo. Cansado de tanta injustiça, chama Moisés e lhe confere a missão de liderar o movimento de libertação (Ex 3:9-10).

    O que sabemos depois de tudo isso é que, mesmo contra toda a conjuntura adversa, o povo saiu do Egito sob a mão poderosa de Deus para “a terra que mana leite e mel”.

    Advento significa este tempo de espera da libertação. É um tempo de renovar a nossa confiança e escutar os anjos do Senhor que enviam seus sinais de esperança.

    O Menino Deus é o sinal de que as coisas podem ser feitas novas sempre que permanecemos confiantes na promessa de um novo tempo. Tempo não necessariamente cronológico, mas que é tempo de Deus. Cabe à Igreja manter-se fiel ao seu propósito: denunciar as injustiças e proclamar as boas novas de libertação. Mais que nunca, devemos cantar as maravilhas de Deus que escuta os pobres e depõe os poderosos de seus tronos (Lc 2:51,52).

    Desejo neste Advento que nossos irmãos e irmãs permaneçam firmes na paciência, esperança e coragem de semear as sementes do Reinado de Deus em nosso país. Que jamais se deixem levar pelo perigoso caminho da acomodação, ignorando valores aos quais estamos vinculados pela fé no nosso batismo. Mesmo em meio a tantos desafios para a missão, somos chamados a insistir, assim como Deus tem insistido conosco desde os primórdios tempos. Vigiar e orar é a regra áurea para que sintamos que a nossa luta não é em vão.

    Que a espera do Menino Deus se converta em uma esperança como a dos profetas que antecipam com olhos da fé a realização plena do Reinado de Deus no meio do povo!

    Abençoado Advento para todos e todas!

    Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 9:22 on 25/11/2016 Permalink | Responder
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    16 Dias de Ativismo (25/11 a 10/12) pelo Fim da Violência contra as Mulheres 

    25 de novembro de 2016

    Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres

    “Nós percebemos a importância da nossa voz quando somos silenciado(a)s”

    Malala Yousafzai

    E Jesus afirmou-lhe: “Minha filha, a tua fé te salvou! Vai-te em paz e estejas liberta do teu sofrimento”.

    Evangelho de Marcos 5, 34

    Vivemos dias difíceis no Brasil, com o recrudescimento de uma onda de conservadorismo político, religioso e social, no qual as conquistas da sociedade desde a democratização no final dos anos 80 estão sendo revertidas de forma rápida e autoritária.

    Dentro desse espectro, temos uma séria reversão de valores, tais como a equidade de gênero e a banalização da violência contra as mulheres. As mulheres brasileiras têm construído a duras penas seu processo de empoderamento para enfrentar uma cultura que lhes atribui papéis de subserviência na família, no trabalho, nas igrejas e na sociedade. Avanços foram conseguidos com muita luta a partir dos diversos movimentos de mobilização que elas têm organizado. Políticas públicas muito recentemente no Brasil foram construídas mesmo com a resistência de uma elite machista, preconceituosa e preocupada apenas com seus interesses.

    A deposição da primeira mulher Presidenta da história do Brasil foi realizada por um conluio branco-rico-machista que alimenta hoje um governo ilegítimo que muito rapidamente está destruindo direitos, dignidade e a igualdade de gênero. A questão da dignidade da mulher e de seus direitos plenos a uma cidadania realmente paritária com os homens está sob constante risco e, mais impressionante ainda, com o estímulo de políticos de índole machista, racista e xenófobo.

    Mais do que nunca, a palavra chave é resistir e inovar. Somente se poderá evitar a destruição de direitos adquiridos se nos juntarmos em torno de uma plataforma comum e resistir por todos os meios qualquer tentativa de passos na direção de um passado que oprime as pessoas pobres, as indígenas, as negras e, claro, as mulheres. São elas que pagam o preço da discriminação e da desigualdade. Não somente tem seus corpos apropriados pela cultura do estupro, mas também suas almas pela repressão ideológica da religiões fundamentalistas.

    Ao lado das mulheres, segmentos como as pessoas LGBTI, tem sido vitimas constantes da homofobia, que lhes retira direitos e as expõem ao risco da violência física injustificada e perigosamente desconsiderada pela sociedade. Neste sentido, nossa Igreja está somando esforços aos grupos organizados defesa de direitos, como a ABRAFH – Associação Brasileira de Famílias Homo afetivas, para fazermos eventos ecumênicos em diversas capitais, inclusive alguns deles acolhidos em paróquias anglicanas no dia 10 de dezembro.

    No contexto apresentado, desafio a todas as pessoas fiéis, lideranças e comunidades para a construção de uma pastoral da “Igreja Segura”, uma proposta nascida da 15ª Reunião do Conselho Consultivo Anglicano (AAC Resolução 16.25, ano 2012): “As Igrejas só serão santuários, se conscientemente tornarem-se lugares confiáveis e de segurança para cada pessoa que atravessa seus limites, especialmente os membros das comunidades mais vulneráveis”.

    Homens e mulheres são chamados a construir um novo paradigma de sociedade. Um paradigma de respeito, gentileza, cumplicidade. Conclamo nossas  comunidades de fé se juntarem em oração e ação contra todo tipo de violência, sendo um chamado de Deus e missão da igreja para dignificar a vida humana e construir uma cultura de paz e equidade.

    Contra a cultura do estupro!
    Contra o machismo institucional!
    Contra a opressão dirigida às pessoas pobres!
    Por uma sociedade justa e solidária!

    Do vosso Primaz

    Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 14:35 on 22/11/2016 Permalink | Responder
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    Mensagem do Bispo Primaz pelo Dia de Ação de Graças 

    “Vamos à presença dele com ações de graças;
    vamos aclamá-lo com cânticos de louvor.
    Pois o Senhor é o grande Deus,
    o grande Rei acima de todos os deuses”.
    Salmos 95:2-3

    Irmãos e Irmãs,
    Comemoramos na próxima quinta-feira o Dia Nacional de Ação de Graças e conclamo a todo o povo da IEAB a reservarem este dia para celebrar com alegria este momento. A festa se reveste de significado especial porque nos chama ao agradecimento pela vida, pela justiça e pela dignidade de todas as pessoas. A festa é também ocasião de agradecimento a Deus por tudo aquilo que temos recebido de sua maravilhosa compaixão. Ao mesmo tempo que agradecemos, pedimos a Deus que continue a cuidar com carinho e prover as necessidades de toda a Criação e a inspirar cada um de nós a ampliar a nossa consciência de cuidado entre nós mesmos e para com o mundo.
    Num mundo com tantas diferenças e tantos conflitos de diversos matizes, o sentimento de gratidão a Deus nos desloca adequadamente da autossuficiência, tão alimentado hoje pela cultura que nos cerca, para o reconhecimento de que somos totalmente dependentes do amor divino. Nos faz recuperar o sentimento de interdependência em relação ao nosso semelhante e em relação meio ambiente, tornando-nos mais humildes, sensíveis e dispostos a desenvolver nossa alteridade. Podemos despertar também uma leitura diferente das relações de poder, desde o novel micro até ao novel macro, porque entendemos melhor o significado da presença de Deus em nossas vidas.
    Um coração agradecido nos afasta de um vida de fé que só se preocupa consigo mesmo, fazendo de Deus quase que um servo de nossos próprios desejos e intenções. Nossa Comissão Nacional de Liturgia, ciente da importância do Dia de Ação de graças, elaborou um rico subsídio para ser usado pelas comunidades de nossa IEAB e também adequada para a oração individual e também em famílias. Uma oportunidade impar para se passar este dia em espirito de oração e celebração de nossa gratidão a Deus por todos os benefícios que nos tem dado com amor.
    Recomendo que seja usado pelos irmãos e irmãs e que acrescentem em suas orações o desejo de uma Igreja que seja testemunha corajosa do amor de nosso Deus materno para a sociedade brasileira. Vivemos tempos difíceis mas a oração sincera por tempos de justiça e dignidade para o povo brasileiro certamente encontrará guarida no coração amoroso de Deus. Celebremos com alegria as bençãos recebidas da mão generosa de Deus e nos tornemos generosos como Ele todos os dias de nossa vida.

    ++ Francisco
    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
     
  • SNIEAB 10:57 on 11/11/2016 Permalink | Responder
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    Carta da UJAB contra a PEC 55 

    “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento,

    para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”

    (Romanos 12:2)

    Como cristãos e cristãs, aprendemos desde os nossos primeiros estudos bíblicos que Cristo foi o maior humanista que existiu em toda a história, e pelas Escrituras confirmamos isso através dos relatos a respeito de todas as suas falas e atos sobre amor ao próximo e cuidado com os oprimidos em prol a justiça e honestidade. Entretanto, uma grande dificuldade enfrentada desde a época de Jesus, se encontram indivíduos que buscam o bem individual ao invés do bem comum, gerando um interesse movido a ganância e egoísmo em conveniência própria. Podemos até mesmo encontrar exemplos no cenário brasileiro atual como a PEC 55 e as ocupações estudantis.

    Com base neste tema, podemos comparar, por exemplo, a atual situação do nosso país com a passagem de Isaías 3: 13-15, onde o Senhor se coloca no papel de juiz, contra as autoridades que roubam dos mais necessitados. Para alguns, relacionar esses dois contextos pode parecer um exagero, mas se pararmos para analisar, o intuito da PEC 55, inclusive juridicamente, percebemos que esta vai contra os direitos sociais citados na Carta Magna (exemplo no art. 3º, inciso 3), considerados como fundamentais e universais. Esta PEC não passa somente por cima da lei, a mesma atinge a todos nós, e principalmente os pobres; estes que já se encontram numa realidade precária, agora possuem o temor de um futuro sem perspectiva, sem acesso a saúde, educação, segurança, entre outros direitos que deveriam ser garantidos pelo Estado.

    Nós, a Juventude da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil nos posicionamos contra a aprovação da PEC 55 e em favor das manifestações dos estudantes secundaristas e universitários por todo o Brasil, que ocupam as escolas e universidades na defesa de uma educação de qualidade e acessível para todos, não apenas para a elite, associando o ato político com as ações de Cristo, que visam buscar não só o direito próprio, mas sim o direito comum. Da mesma maneira, repudiamos as formas violentas como alguns grupos tentam realizar a desocupação dessas escolas, bem como a ação truculenta da polícia contra estes estudantes. Nossa posicionamento em relação a PEC 55 e as ocupações não é nada a mais, nada a menos do que uma aplicação dos ensinamentos de Cristo sobre amor ao próximo e senso de irmandade, onde estamos protegendo o direitos dos nossos irmãos ao livre arbítrio (as ocupações) e estudo, em meio a avareza e interesses próprios daqueles que escolheram a riqueza material e a soberba como seu deus.

    UJAB – União da Juventude Anglicana do Brasil

     
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