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  • SNIEAB 17:12 on 23/09/2016 Permalink | Responder  

    CONVITE 

     
  • SNIEAB 9:55 on 19/09/2016 Permalink | Responder  

    Arcebispo de Gales declara base bíblica para casamento de pessoas do mesmo sexo 


    Palavra do Presidente, o Arcebispo de Gales, o Reverendíssimo Barry Morgan ao encontro do órgão dirigente na Universidade de Trinity Saint David, Lampeter, em 14 de setembro de 2016

    Tenho de confessar que nos últimos 13 anos nunca reli uma palavra presidencial que dei ao órgão dirigente. Fiz bem – alguns de vocês podem estar pensando – uma vez é mais que suficiente para alguém! Antes de escrever esta, no entanto, decidi reler a primeira que escrevi como novo arcebispo e fiquei impressionado ao descobrir que havia falado sobre a autoridade e a interpretação da Escritura, a natureza do anglicanismo, a tomada de decisões na Comunhão Anglicana e o lugar das Resoluções de Lambeth, tudo em uma única mensagem. Ela se assemelhou um pouco ao primeiro sermão de alguém recém-ordenado, no qual a pessoa inclui todas as percepções teológicas que possui.

    A razão pela qual eu a reli foi porque quis constatar se havia falado sobre o discernimento da vontade de Deus por intermédio da leitura da Sagrada Escritura, particularmente em relação à sexualidade humana. A discussão que tivemos naquele encontro do Órgão Dirigente foi uma das discussões mais pacíficas, construtivas, equilibradas e regadas a oração que tivemos nele. Não houve nenhum consenso sobre como deveríamos lidar com relacionamentos e casamento de pessoas do mesmo sexo, mas houve uma escuta respeitosa ao que cada pessoa tinha a dizer.

    Desde aquele debate, os bispos, como vocês sabem, têm apresentado orações que podem ser feitas com os que têm relações homossexuais e, como seria de se esperar, têm havido críticas por parte daqueles que dizem que excedemos nossa autoridade e ignoramos ordens bíblicas e dos que dizem que ainda não fomos longe o bastante no exercício dessa autoridade. Seja como for, a questão essencial sobre a qual quero tratar nesta tarde é a do lugar da Escritura no discernimento da vontade de Deus. E tentarei não repetir nada do que disse em 2003.

    Uma carta resume a visão sustentada por algumas pessoas. Ela começou com um “meu senhor arcebispo”. Você sabe que terá problemas quando cartas começam assim. E continuou, dizendo, “escrevi para expressar minha mais profunda decepção e desilusão com a integridade moral de seu mandato, no que tange à questão dos relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo. A igreja precisa ser conduzida sobre este assunto pela voz fidedigna da Escritura.”

    Essa declaração sugeriu que os bispos haviam ignorado a Bíblia e se deixado influenciar pela cultura liberal de nosso tempo e, portanto, não estavam levando as Sagradas Escrituras a sério. Quero responder que, longe de ignorar a Sagrada Escritura, os bispos deram o passo que deram porque levaram muito a sério o que a Bíblia tem a dizer sobre o discernimento da vontade de Deus.

    Não quero limitar o que tenho a dizer sobre o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Há uma questão muito mais abrangente sobre como alguém discerne a vontade de Deus conforme revelada pela Sagrada Escritura de maneira mais abrangente. Primeiro, deixe-me declarar o óbvio. A Bíblia não é um livro e sim uma série de livros e, dentro desses livros, escritos por uma variedade de autores, há muitas perspectivas diferentes, mas também mudanças na perspectiva acerca de tópicos particulares. Os textos bíblicos não são palavras de Deus, ditadas por ele a autores humanos e sim a resposta inspirada à revelação. Tratam-se, no entanto, de uma resposta humana e não podem ser consideradas como idênticas a essa revelação, especialmente considerando-se que algumas partes da Bíblia são incompatíveis com outras.

    Deixe-me dar alguns exemplos.

    O Segundo Livro de Reis registra o massacre, sob o comando de Jeú, da Casa Real de Acabe, em Jezreel. A matança de toda a família do rei Acabe e da rainha Jezebel e de todos a eles associados é descrita como tendo sido feita por Jeú, a pedido do profeta Eliseu que, por sua vez, é descrito como tendo sido ungido por Deus para realizar esse ato. Em outras palavras, Eliseu e Deus são vistos como apoiadores de uma política de assassinato em massa. Reconheço, é claro, que essa não é a primeira história de assassinato e de massacre no Antigo Testamento, mas escrevendo bem mais tarde sobre esse incidente, o profeta Oseias (cap. 1:4) diz que Jeú se comportou de maneira cruel e deveria ser punido pelo que fez.

    Em outras palavras, houve uma mudança na perspectiva, dentro da própria Escritura, sobre o mesmo incidente. +Rowan, escrevendo sobre esse incidente diz, “Oseias teria dito “tenho certeza que meu predecessor profético Eliseu estava certo de estar fazendo a vontade de Deus e que  a tirania e a idolatria da Casa real de Acabe era um escândalo que precisava ser suprimido. Mas foi correto Jeú assassiná-los daquela maneira?” E +Rowan continua, dizendo que a observação de Oseias foi um momento marcante na redação do Antigo Testamento – um reconhecimento de que era possível crescer no entendimento da vontade de Deus e repensar o passado.

    Algo no mundo de Oseias, um profeta que escreve de modo tão comovente sobre o amor irresistível de Deus pelo Seu povo, havia aberto o seu coração para um novo entendimento de Deus como um ser que não aprovaria um assassinato em massa. Jesus leva o assunto mais adiante quando diz, “vocês ouviram o que foi dito, olho por olho, dente por dente. Mas eu lhes digo, não resistam ao malfeitor. Se alguém lhes atingir numa face, ofereçam a outra. Perdoem seus inimigos. Façam o bem aos que lhes odeiam.”

    Oseias  e Jesus, portanto, falam sobre Deus e o veem de uma maneira totalmente diferente da de outros livros no Antigo Testamento, demonstrando que o endosso de Eliseu ao massacre perpetrado por Jeú não deveria ser a última palavra sobre esse assunto. Assim, se nos perguntassem que ponto de vista achamos que refletem a vontade de Deus, o que responderíamos?

    Vamos observar outro exemplo, desta vez no livro de Deuteronômio. Em Deuteronômio 23, 2-3 nós lemos: “Quem nasceu de união ilícita não poderá entrar na assembleia do Senhor, como também os seus descendentes, até a décima geração. Nenhum amonita ou moabita ou qualquer dos seus descendentes, até a décima geração, poderá entrar na assembleia do Senhor.”

    O que Deuteronômio está dizendo é que todos os que foram  nascidos de uniões ilícitas ou incestuosas ou que foram descendentes dos moabitas ou dos amonitas deveriam ser perpetuamente banidos da adoração, uma vez que não eram considerados como aceitáveis para Deus.

    Mas há ao menos duas histórias de incesto no Antigo Testamento que ignoram essas proibições. A primeira, de Ló com suas filhas, uniões que geraram os amonitas e moabitas, e o incesto de Judá com sua nora, Tamar. As filhas de Ló e Tamar dão à luz filhos que formam parte da árvore genealógica de Davi e de Jesus. Rute, a moabita, é uma ancestral de Davi. Se ela e seus descendentes, os filhos das filhas de Ló e o filho de Tamar estão banidos da comunidade adoradora, como explicar o rei Davi?

    Deuteronômio então passa uma sentença de exclusão perpétua de moabitas e dos nascidos de incesto da comunidade adoradora, mas essas pessoas são ancestrais de Davi e de Jesus. A lei em Deuteronômio nos diz, mas as histórias do Antigo Testamento nos dizem algo completamente diferente.

    Davi é descendente de dois incestos, tem sangue moabita em suas veias e, no entanto, é o rei de Israel e a voz da oração de Israel a Deus. No Evangelho de Mateus, Tamar e Rute são mencionadas na linhagem do Messias, sem nenhuma alusão a que o incesto e o sangue moabita devessem excluir Jesus de participar da comunidade adoradora, muito menos de ser o Messias. Em outras palavras, a própria Escritura apoia a inclusão radical daqueles que outros textos bíblicos identificaram como sendo uma abominação.

    Quando no livro de Atos Pedro começa a se associar com os gentios e os batiza, está desobedecendo diretamente a uma proibição bíblica em Levítico de ter qualquer contato com pessoas de outras raças porque elas são impuras. O Código de Santidade de Levítico é posto de lado em favor da crença em um Deus que aceita pessoas impuras.

    Deixe-me dar outro exemplo que mencionei antes. Deuteronômio 23, 2-3 diz: “Qualquer que tenha os testículos esmagados ou tenha amputado o membro viril, não poderá entrar na assembleia do Senhor”.

    Mas em Isaías 56, 4-5 o profeta diz: “Aos eunucos que guardarem os meus sábados, que escolherem o que me agrada e se apegarem à minha aliança, a eles darei, dentro de meu templo e dos seus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas, um nome eterno, que não será eliminado”.

    Finalmente, no livro de Atos 8, 38, há a história do apóstolo Filipe, que batiza um eunuco etíope.

    Deuteronômio diz que eunucos são uma abominação para Deus e não são bem-vindos à comunidade adoradora por causa de sua ambivalência sexual e de sua reputação de terem sexo passivo com outros homens. O profeta Isaías discorda e diz que eles serão ainda mais aceitos e abençoados por Deus que os judeus, o povo escolhido de Deus. E tudo isso se cumpre no livro de Atos, quando Filipe batiza um eunuco etíope que havia estado em Jerusalém, no Monte Sião, para adorar. O eunuco, uma figura a ser expulsa conforme Deuteronômio, agora se torna aceitável, tanto para o judaísmo quanto para a igreja cristã emergente.

    Estrangeiros eram odiados pelos judeus e os sexualmente fora dos padrões ainda mais, porque não geravam filhos. No entanto, um eunuco etíope é aceito por Filipe e valorizado como ser humano com plenos direitos, sem que sua raça ou sexualidade deponham contra ele. Isaías coloca de lado as proibições de Deuteronômio com suas leis de pureza e de santidade e o Novo Testamento dá um passo adiante e está disposto, na pessoa de Filipe, a oferecer batismo a um eunuco.

    O que tudo isso demonstra é que dentro das Escrituras há mudanças radicais de entendimento sobre o que significa discernir a vontade de Deus. Não vai funcionar citar textos de partes da Bíblia de maneira simplista sem referência a seus contextos. A Bíblia deve ser tratada como um todo e discernida, frequentemente através de histórias, quanto à direção que está tomando. Em outras palavras, a Sagrada Escritura contém não apenas ordens éticas mas histórias e histórias comunicam verdade sobre o entendimento das pessoas acerca de Deus. Afinal, Jesus passou boa parte de sua vida contando histórias para fazer as pessoas entenderem a natureza e o caráter de Deus.

    George Herbert, escrevendo sobre as Escrituras em um de seus poemas, diz:

    Ah, que eu pudesse saber como combinam todas as tuas luzes,

    E todas as configurações da glória delas!

    Ver não apenas como cada verso brilha,

    Mas todas as constelações da história.”

    Todas as constelações da história têm de ser levadas em consideração. Todos os exemplos que dei demonstram que não há nenhum entendimento consolidado sobre o que a Bíblia diz em relação a vários assuntos e que lê-la como um todo pode alterar a perspectiva total do leitor.

    Deixe-me dar outro exemplo que é ainda mais surpreendente. A Bíblia tem muito a dizer sobre escravidão. Abraão teve escravos e, de acordo com Gênesis 24, 35, Deus o abençoou dando-lhe escravos e escravas. Josué, Davi e Salomão tornaram prisioneiros de guerra em escravos sob ordem divina. O Decálogo acha natural que pessoas tenham escravos e os profetas falam sobre a necessidade de que sejam tratados com justiça. Não há nada no Antigo Testamento que indique que a escravidão fosse de algum modo imoral, ou devesse ser abolida. Nem Jesus condena a escravidão e fala sobre escravos em suas parábolas como se fossem um fenômeno totalmente natural. Paulo recomenda que os escravos obedeçam a seus senhores.

    Há, portanto, uma base bíblica avassaladora para a escravidão. Sim, senhores são exortados a tratá-los com justiça, mas enquanto instituição, ela é considerada algo bom. Aliás, durante a Guerra Civil Americana, alguns cristãos expuseram argumentos baseados em textos bíblicos para terem escravos.

    Por que então a escravidão foi abolida tendo base bíblica tão avassaladora? Por que? Porque se você ler as Escrituras em sua totalidade, ela se opõe à opressão, à dominação e ao abuso. “Eu vim”, diz o Jesus do evangelho de Lucas “para proclamar liberdade aos presos, e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos”.

    Assim, a despeito de todas as passagens em favor da escravidão, quando você examina as Escrituras como um todo e o ministério de Jesus em particular, percebe que eles dizem respeito à liberdade de tudo que diminui e desumaniza as pessoas. Nenhum cristão hoje, espero, argumentaria que a escravidão é boa, mas por dezenove séculos a igreja a aceitou e a defendeu. Deus, através de seu Santo Espírito, nos tem guiado à verdade hoje para vermos as coisas de um modo totalmente diferente e ficamos, com justiça, horrorizados quando lemos de pessoas que foram mantidas cativas por outras.

    Tudo isso para dizer que ninguém pode argumentar que haja um modo tradicionalmente aceito de interpretar a Escritura que seja verdadeiro e ortodoxo e tudo o mais seja revisionismo moderno, culturalmente condicionado. A própria Escritura é diversa e visões teológicas de alguns livros bíblicos são reformuladas por outros autores à luz da experiência.

    Como o Jesus do evangelho de João diz, “Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora. Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir”. João 16, 12-13

    Ou, para citar o Papa Francisco no Sínodo dos Bispos no ano passado: “a tentação é à inflexibilidade hostil, de se fechar dentro da palavra escrita (a carta) e não se permitir ser surpreendido por Deus, o Deus das surpresas, o Espírito”.

    Assim, considerar a Bíblia como um todo e levar o que ela diz muito a sério pode nos conduzir a uma visão diferente dos relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo que aquela sustentada pela igreja. Não quero aqui me deter em detalhe a textos que pretensamente lidam com este tópico – de todo modo, não há muitos deles. Tudo o que eu diria é que à medida que você os examina, eles não dizem respeito a relacionamentos monogâmicos compromissados, amorosos e estáveis com pessoas do mesmo sexo, mas a algo totalmente diferente.

    As histórias de Sodoma e Gomorra, por exemplo, associadas a homossexualidade e que deram origem à palavra pejorativa “sodomita” dizem, na verdade, respeito a um abuso de hospitalidade e àquilo que o autor chama de “uma tentativa de estrupo coletivo feita por uma turba contra dois forasteiros que são hóspedes de Ló”. De fato, Ezequiel diz que os parentes de Ló foram punidos primariamente porque recusaram-se a ajudar aos pobres e necessitados.

    Também no Novo Testamento, algumas das passagens frequentemente citadas não estão relacionadas a relacionamentos compromissados e estáveis entre pessoas do mesmo sexo, mas a pederastia e a prostituição masculina. Mas tudo isso à parte e uma vez que cada uma das passagens pretensamente sobre homossexualidade pode ser interpretada de mais de uma maneira, chegamos à questão fundamental quanto a se, tomando-se a Bíblia como um todo, poderemos chegar às mesmas conclusões sobre relacionamentos compromissados, estáveis e amorosos entre pessoas do mesmo sexo como às que chegamos acerca da escravidão.

    Portanto, não estamos abandonando a Bíblia, mas tentando interpretá-la de um modo que seja consistente com o ímpeto principal do ministério de Jesus, que saía do seu caminho para ministrar aos que eram excluídos, marginalizados e abandonados por sua sociedade porque eram considerados impuros e profanos pelos líderes religiosos de seu tempo, seja por causa de seu gênero, sua idade, moralidade ou sexualidade. Levar a Sagrada Escritura a sério significa prestar atenção ao ministério inclusivo de Jesus.

    E tudo isso sem considerarmos o que agora sabemos sobre atração por pessoas do mesmo sexo em termos psicológicos e biológicos. E certamente, se Deus é o criador, ele se revela a nós através de novos conhecimentos e percepções para que, por exemplo, não mais acreditemos que o mundo foi criado em seis dias. Como tentei demonstrar, na Bíblia há muitas perspectivas totalmente diferentes sobre o mesmo assunto. A responsável por essa mudança foi  uma expansão do entendimento sobre o assunto em questão.

    Assim, para gerações passadas, a prática homossexual era vista como uma falha moral porque as pessoas não tinham nenhum entendimento sobre sexualidade humana e sobre como os seres humanos são formados biológica, psicológica e socialmente. Para elas, tratava-se de um transtorno. Nós agora sabemos que a orientação sexual não é uma questão de escolha pessoal, mas de como as pessoas são e isso deveria fazer uma enorme diferença no modo como vemos as coisas.

    Andrew Davison, que editou o maravilhoso livro intitulado “Amazing Love (Maravilhoso Amor)” tem esta passagem nele:

    Somos mais verdadeiros quando vivemos para os outros e ganhamos vida não nos agarrando a ela, mas entregando-a. Viver para os outros salienta o mais verdadeiro sentido de sexualidade. Os cristãos têm descoberto que a maioria das pessoas floresce melhor quando esse viver para os outros encontra seu foco em um compromisso com uma outra pessoa: quando um casal faz um compromisso para toda a vida, dentro do qual o sexo faz parte, de modo apropriado”.

    Aqueles dentre nós que foram ou são casados têm constatado que esse é o caso. Por que queremos negar essa possibilidade para os que sentem atração por alguém do seu próprio gênero?

    Texto Original em inglês: http://www.anglican.ink/article/archbishop-wales-declares-scriptural-support-same-sex-marriage

    Serviço de Tradução para o português: Jorge Camargo

     
    • Lula Ramires 10:45 on 24/09/2016 Permalink | Responder

      Estou absolutamente maravilhado com esse discurso. A Igreja Anglicana sempre na vanguarda em atualizar a mensagem de Jesus ao nosso conturbado mundo contemporâneo. Obrigado por divulgarem e traduzirem. Tem que ser lido pelo maior número possível de pessoas! Um afetuoso e fraterno abraço,
      Lula Ramires
      Grupo de Ação Pastoral da Diversidade (leigos católicos LGBT)

    • David de Oliveira 16:04 on 25/09/2016 Permalink | Responder

      Senhores,
      “Somos mais verdadeiros quando vivemos juntos com os outros, nas ruas e na vida. É exatamente nesses lugares que demonstramos espontaneamente naquilo que realmente somos, sem nos preocuparmos em ser o que querem que sejamos”.
      A bíblia, como um todo é como um grande supermercado de conveniências. O que é conveniência? É aquilo que nos convém; aquilo que nos interessa; aquilo que escolhemos para satisfazer os nossos interesses ou os interesses da maioria. A bíblia é cheia de variedades de interpretações, por isso é que dela surgiram várias matizes teológicas ou denominações. O que é que queremos ser? O que é certo e o que é errado? Seja lá o que for encontraremos amparos para atenuar o peso de consciência, mas mesmo essas contemplações de interesses não vão aliviar o peso do comportamento espúrio que escolhemos e que nos convém para levar vantagens.
      A verdade bíblica não é encontrada em seus pedaços fatiados, mas no conjunto da obra. O seu entendimento ou moral é feito pelos seus acertos e falhas e isso deverá ser feito levando em consideração a historicidade, cultura e costumes, não esquecendo que, confiar nos acontecimentos descritos é confiar na perspectiva de quem os escreveu e para confiar que “tudo está certo” tem-se que confiar em dogmas e doutrinas fora da bíblia. Mesmo com aqueles recursos escritos temos capacidade para entender e perceber o que realmente somos e o que nos norteia para a Verdade Absoluta é a nossa consciência, fruto do relacionamento/comunicação do Espírito, aquele que realmente nos convence.
      Dito isso, o que responde pelo título de Arcebispo me deixou aquela desconfiança de que ele mesmo escolheu uma das “mercadorias/conveniências/bíblicas” para se massagear e talvez a outros.
      “Posso fazer, pensar, projetar, escutar, envolver-me em todas as coisas, mas também posso ter a capacidade de escolher o que melhor me convém por mim mesmo”.

      David

  • SNIEAB 17:10 on 14/09/2016 Permalink | Responder  

    Mensagem da Câmara Episcopal da IEAB sobre as Eleições Municipais 


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    Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o injusto domina, o povo geme.

    Provérbios 29:2

    Após a conclusão de um processo de impedimento de fraca consistência contra a Presidenta da República, o país vive um tenso momento de confronto politico entre forças opostas que buscam retomar, por um lado, um caminho de um Estado voltado para o povo e, por outro, um Estado que amplia certamente privilégios para os mais favorecidos.

    Neste contexto conturbado nos encontramos às portas das eleições municipais. Lembremos que a esfera municipal se torna o espaço de disputa para garantir base política mais forte que sustente, seja de um lado, ou de outro, o projeto político para o país que daqui a dois anos será submetido à prova de novo, com as eleições para governos estadual e federal.

    Todos nós sabemos que as disputas municipais pouco têm a ver com programas realmente municipais. Em síntese, a disputa municipal reproduz os interesses e projetos construídos na esfera federal. A fragilidade econômica dos municípios é fato incontestável. Não há sustentabilidade fiscal suficiente para a maioria dos municípios gerirem seus programas e cumprirem com suas responsabilidades.

    Recomendamos alguns parâmetros para a escolha de pessoas como vereadores(as) e prefeitos(as) a ser considerados pelo povo episcopal anglicano e por todas as pessoas de boa vontade:

    •           Valorizar seu voto e entender que ele é instrumento legítimo de construir uma sociedade mais justa e solidária. Além do que é um instrumento valioso do testemunho de nossa fé.

    •           Filtrar com sabedoria a relação entre propaganda política e perfil de candidaturas baseado na coerência de vida e de ações dos candidatos na sua relação com o interesse das pessoas mais pobres. À exemplo de Jesus, nosso voto nunca não deve dado a candidaturas que promovam a exclusão das pessoas mais pobres ou de propostas que acabem com políticas de inclusão social.

    •           Avaliar se os candidatos apresentam propostas que realmente apontem para um projeto de gestão municipal diretamente ligada ao cotidiano de nossas cidades, com especial atenção aos serviços públicos de saúde, educação, transporte público e todos os que garantam a qualidade de vida à população..

    •           Pesquisar o perfil das candidaturas e identificar se têm antecedentes de envolvimento com práticas de corrupção ou má gestão dos recursos públicos, ou se tem assumido posturas discriminatórias nos campos de gênero, raça e inclusão social.

    Assim poderemos fazer escolhas mais condizentes para as Câmaras Municipais e para as Prefeituras. Devemos lembrar que as candidaturas devem também ser avaliadas pelos partidos políticos que sustentam e pelas políticas que promovem em nível municipal, estadual e nacional. Certamente não encontraremos candidatos e candidatas perfeitas, mas pessoas de boa vontade, conscientes da natureza e finalidade do serviço público. Precisamos dar atenção a candidatos e candidatas que constroem sua campanha sobre promessas generalizadas e não acompanhadas de fundamentos realistas, que não incluem nas suas propostas a participação popular através dos conselhos municipais, nem formas de orçamento participativo, ou portais de transparência e outros meios de fiscalização, controle e de exercício permanente da cidadania.

    É preciso entender que estaremos numa esquina estratégica da vida política nacional. A base política para as eleições de 2018 começa nesta eleição municipal. Quanto mais popular e proativa ela for mais possibilidade de avanço se terá. Do contrario, o desmonte do Estado será irreversível.

    As regras dessa eleição possuem um diferencial: o financiamento empresarial de campanhas está proibido e, com isso, teremos uma maior igualdade entre os candidatos e candidatas. Mas de forma alguma isto deve nos levar a baixar a guarda com relação a possibilidade de meios fraudulentos porque ela pode ser sutilmente contornada pelas doações individuais dos mais ricos e até mesmo (como já comprovado) de CPF de pessoas que já morreram.

    Finalmente, apelamos para o exercício da cidadania plena como seguidores do movimento de Jesus, discernindo os valores do Reino de Deus, atentos a um projeto que afirme a dignidade humana, a justiça e a Paz para o nosso país.

    Revmo. Francisco de Assis da Silva – Bispo Primaz e Bispo da Diocese Sul Ocidental

    Revmo. Naudal Alves Gomes – Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba

    Revmo. Filadelfo Oliveira Neto – Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

    Revmo. Maurício José Araújo de Andrade – Bispo da Diocese Anglicana de Brasília

    Revmo. Renato da Cruz Raatz – Bispo da Diocese Anglicana de Pelotas

    Revmo. Saulo Maurício de Barros – Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia

    Revmo. Humberto Maiztegui Gonçalves – Bispo da Diocese Meridional

    Revmo. Flavio Augusto Borges Irala – Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo

    Revmo. João Câncio Peixoto Filho – Bispo da Diocese Anglicana do Recife

    Revmo. Clóvis Erly Rodrigues – Emérito

    Revmo. Almir dos Santos– Emérito

    Revmo. Jubal Pereira Neves– Emérito

    Revmo. Orlando Santos de Oliveira – Emérito

    Revmo. Sebastião Armando Gameleira Soares – Emérito

    Revmo. Celso Franco de Oliveira – Emérito

     
  • SNIEAB 16:08 on 05/09/2016 Permalink | Responder
    Tags: , , , Primavera   

    Campanha Primavera para a Vida 2016 

    Quando entrar setembro

    E a boa nova andar nos campos….

    Amigas e amigos da CESE!

    É com muita alegria que fazemos contato para apresentar a Campanha Primavera para a Vida 2016.

    Desde o ano 2000 realizamos esta Campanha que já se tornou uma tradição. Durante todos esses anos, os temas abordados expressaram o nosso compromisso de estimular e contribuir com as igrejas em suas reflexões e posicionamentos em favor da afirmação e defesa da Justiça, Paz e Integridade da Criação. Lá se vão 16 anos! E para refrescar a memória, apresentamos os temas já trabalhados:

    ·       2000 Vamos Juntos Semear Justiça

    ·       2001 Semear Solidariedade e Paz

    ·       2002 Pão e Paz

    ·       2003 Juventude e Paz

    ·       2004 Cidade de Paz

    ·      2005  Mulheres e homens construindo cidades de paz

    ·      2006 Direitos e Justiça para a Paz

    ·       2007 Direitos e Justiça: uma Ação para Crianças.

    ·       2008 Direitos e Justiça

    ·       2009 Cuidar da nossa Casa Comum a Terra

    ·       2010 Justiça ambiental

    ·       2011 Justiça ambiental na perspectiva de direitos

    ·       2012 Direitos humanos, desenvolvimento e Justiça

    ·       2013 Direitos humanos, desenvolvimento e Justiça

    ·       2014 O bem que você faz muita gente compartilha

    ·       2015 Eu respeito a diversidade religiosa. E você?

    No lançamento da Campanha do ano passado, realizamos uma Roda de Conversa sobre o tema na própria CESE. Em conjunto com o CEBI lançamos uma publicação abordando a temática. De lá para cá o tema perpassou o Programa de Pequenos Projetos e foram apoiados 14 projetos com esta temática.. E o nosso compromisso com o tema continua, pois as intolerâncias persistem.

    Para este ano, o tema escolhido é: Direito à vida da juventude. Por que decidimos trabalhar com este tema? Porque, apesar do Brasil possuir uma lei que reconhece a juventude como protagonista de direitos, o Estatuto da Juventude, a existência dessa legislação não assegurou políticas públicas que contribuíssem para uma transformação significativa da situação vivida pela juventude brasileira, sobretudo, no que diz respeito ao acesso à educação de qualidade, à segurança, ao trabalho, ao lazer e à participação nos processos sociais e políticos. O dado mais gritante e desafiador para toda a sociedade é o elevado índice de violência contra jovens negros, vítimas de extermínio nas periferias urbanas.

    Neste momento de tantas dúvidas e questionamentos, uma certeza nos acompanha: é impossível construir um projeto de nação sem o protagonismo das juventudes! Com este compromisso em mente, convidamos a REJU – Rede Ecumênica da Juventude para participar desta Campanha trazendo a reflexão, a voz, as lutas, os enfrentamentos, os sonhos e conquistas das juventudes. Já temos, agora, um rico material que está disponível para a reflexão das igrejas.

    Vocês estão recebendo, junto com esta carta, o material com as reflexões feitas pela juventude de diversas matrizes religiosas e também de diversos lugares do país. Informamos que o CEBI- Centro de Estudos Bíblicos, parceiro nesta Campanha, tem este material à venda em forma de livro (no valor de R$ 12,70). É um material excelente para grupos de jovens que pode ser solicitado através da página do CEBI (http://www.cebi.org.br). O material também tem um modelo de liturgia que pode ser usada na sua igreja ou no seu grupo, além de depoimentos escritos e gravados com jovens que tiveram projetos apoiados pela CESE, que podem ser usados como subsídios para a discussão do tema.

    Além de pautar um tema, a Campanha da Primavera também tem por objetivo mobilizar recursos para o Fundo de Pequenos Projetos da CESE. Toda a arrecadação  deste ano destina-se a apoiar projetos com a juventude. Somente teremos êxito se tivermos o apoio firme e decidido das Igrejas-membros e dos grupos apoiados pelos projetos. Contamos com você para que inclua a Campanha na programação de sua igreja ou grupo local durante o período da primavera, de 21 de setembro até dezembro.

    Além de discutir o tema, faça também uma ação em prol de um projeto: realize uma celebração e envie a coleta para a CESE. Contamos com o seu apoio! Também nos colocamos à disposição para dialogar, compartilhar experiências e esclarecer dúvidas. Nosso endereço para contato é cesecomunica@cese.org.br

    Sejamos semeadores e semeadoras de sementes de justiça, paz e solidariedade, a fim de que possamos colher uma sociedade mais justa e fraterna, onde todos e todas tenham acesso aos seus direitos fundamentais. Vamos acolher em nossos corações e compartilhar em nossos espaços de celebração essa Campanha da CESE, e façamos eco a todas as pessoas que já abraçaram a Primavera para a Vida.

    A todas as pessoas que contribuíram para a elaboração deste material a nossa gratidão e carinho.

    Durante seus 43 anos de existência, a CESE, inspirada no Evangelho de Jesus Cristo, tem apoiado projetos para a defesa de direitos em todo o Brasil. Já são mais de 11 mil projetos apoiados.  Somos gratos/as a Deus pelas muitas bênçãos e alegrias que Ele nos tem proporcionado, permitindo que, graças às muitas parcerias que temos, continuemos apoiando projetos que transformam vidas e que estão comprometidos com a defesa de direitos.

    Na certeza de que podemos contar com seu importante apoio e solidariedade, despedimo-nos desejando muitas alegrias e bênçãos –  e uma bela primavera!


    Pe. Marcus Barbosa - Presidente/ Sônia Gomes Mota – Diretora Executiva

    O QUECampanha Primavera para a Vida, promovida pela CESE

    QUANDO: Durante toda a primavera

    VALOR: Qualquer valor é bem-vindo

    DEPOSITE: Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CNPJ: 13.589.270/0001-21

    Banco do Brasil
    Agência: 3459-2
    Conta: 19.756-4

    Bradesco
    Agência: 0592-4
    Conta: 42.144-8

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    Subsídios para a reflexão -Direito à Vida da Juventude

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