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  • SNIEAB 17:59 on 22/07/2016 Permalink | Responder  

    “Não se esqueçam de nós”, índios Guarani-Kaiowá fazem apelo para a IEAB 

    Na última semana, membros da IEAB fizeram parte da Missão Ecumênica em favor dos direitos dos povos indígenas


    A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB, fez parte pelo segundo ano consecutivo da “Missão Ecumênica” em parceria com a CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço, CIMI – Conselho Indigenista Missionário, CEBI – Centro de Estudos Bíblicos e CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil. No ano passado, a exploração de terras de forma ilegal feita por madeireiros, latifundiários e grandes fazendeiros evidenciou a nível nacional um problema há muito tempo recorrente na região do Mato Grosso do Sul/MS sobretudo no assunto da demarcação das terras indígenas de diversas tribos, entre elas os Guarani-Kaiowá e os Terena, que mais foram afetados por uma forte onda de violência, desencadeando genocídio e a expulsão de centenas de pessoas das suas moradias.

    Antecedentes

    De acordo com informações do CIMI, nos últimos doze anos, mais de 500 índios cometeram suicídio e outros 390 foram assassinados de forma brutal nas investidas de retirar as famílias das áreas de interesse para o agronegócio, que inicialmente pertenceram aos indígenas. Os órgãos ecumênicos e apoiadores da causa dos Guarani-Kaiowá salientaram na primeira vez em que a missão se reuniu, o interesse por uma CPI do Genocídio na intenção da investigação concreta desses abusos.

    No dia 14 de junho, próximo da aldeia dos Guarani-Kaiowá no município de Caarapó, o agente de saúde indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, de vinte e três anos, foi morto a tiros, seis outros índios foram encaminhados com ferimentos graves também por armas de fogo para um hospital em Dourados/MS. Conforme comentado pelos moradores da área da fazenda Yvu, homens em caminhonetes, tratores e motos, estavam atirando para todos os lados.

    Muitos dos indígenas ficaram juntos, mas uma grande parte se dispersou pelas regiões próximas para se proteger, o que está gerando conflito com os proprietários de terras. Clodiodi foi enterrado no mesmo local e agora é um símbolo da luta pela retomada das terras.

    Dias 14 e 15 de Julho, retorno da missão: “N’handeru mandou dizer que vai ter resistência!”

    A IEAB compareceu num ato público em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso do Sul, juntamente com os órgãos ecumênicos, para expressar seu apoio com a causa indígena, pedir que não haja mais assassinatos e conflitos com o povo da retomada de terras, que a cultura e a crença deles não sejam alvos de ameaçadas pelo poderio do agronegócio. Estiveram presentes Dom Flávio Irala, Bispo Diocesano de São Paulo e Presidente do CONIC, Dom Naudal Alves Gomes, Bispo Diocesano de Curitiba e Presidente da Comissão Nacional de Incidência Pública da IEAB, as missionárias da TEC que fazem parte do GT de Missão da IEAB, Monica Vega e Heidi Schmidt,  Vagner Mendes, membro do staff da Secretaria Geral da IEAB, Rev. Hugo Sanchez, responsável pela Missão da Inclusão em Campo Grande/MS juntamente com os paroquianos Emanuel, Lúcia, Cleide e Maria Helena, houve um momento muito forte, onde as tribos se cumprimentaram e dançaram juntas, os líderes religiosos foram acolhidos e puderam manifestar palavras de apoio aos índios e repúdio aos últimos acontecimentos, dançaram em conjunto, puderam conceder a bênção de acordo com a sua fé e depois um sacerdote indígena também abençoou os líderes ecumênicos, conforme sua tradição – N’handeru carrega o arquétipo de Criador – assim como o Deus revelado que conhecemos no cristianismo, ficou claro que todos somos um.

    Encontro no Ministério Público Federal

    Depois do Ato Público em favor dos direitos dos povos indígenas, os membros da missão ecumênica compareceram no MPF de Mato Grosso do Sul, ainda no dia 14 para uma conversa com o Procurador Geral do Estado e ouvir as medidas efetivas que foram tomadas desde o último momento de conversa no ano anterior. Foi aberto um espaço para que as lideranças indígenas também fizessem colocações, infelizmente pouco foi conquistado para a melhoria da situação dos Guarani-Kaiowá, a demarcação das terras indígenas ainda é tratada com dificuldade.

    Os líderes das tribos agradeceram o auxílio prestado pelo Estado, mas que ainda não foi o suficiente para reaver as terras e ter a certeza de segurança ante os ataques de jagunços e fazendeiros. As igrejas e tradições religiosas afirmaram que vão continuar acompanhando o que estará sendo feito nos próximos meses até que os índios tenham alguma resposta em seu favor.

    Após o término da sessão, a caravana prosseguiu viagem para Dourados, onde houve já na parte da noite, um jantar cedido pela Paróquia Santo André da Igreja Católica, lá três índios guaranis pediram para as missionárias de nossa igreja: “Não se esqueçam de nós”.

    Visita a Caarapó

    Onde fica a fazenda Yvu, há mais de 270km de Campo Grande/MS e se encontra a aldeia dos Guarani-Kaiowá, a IEAB foi representada por nove membros, sendo dois bispos, um presbítero e os demais que são paroquianos da Missão da Inclusão, localizada na capital do Estado. Aconteceu um momento muito forte onde a tribo pode trocar experiências, pedir por auxílio e mostrar sua realidade para os visitantes.

    A cerimônia foi aberta pelo Cacique, com palavras de acolhimento afirmando seu agradecimento pela preocupação das igrejas e de todos os apoiadores da causa indígena, para que ajudem a acabar com o sofrimento de todos os que estão sendo afetados por causa do interesse dos poderosos. Com pausas para orações, colocações de lideranças da tribo e dos visitantes, o clima de gratidão e apoio deixou registrado que a luta dos indígenas é de todos nós, o momento terminou com um almoço comunitário e despedida no local aonde Clodiodi está sepultado, a caravana ecumênica fez preces juntas e os sacerdotes indígenas presidiram uma pequena cerimônia de memorial que comoveu todos os presentes.

    Visita ao Apka’i: o poder da ancestralidade

    A cacique Damiana continua sendo a líder de uma pequena comunidade às margens da rodovia, um trator havia passado por cima das casas e matou homens, mulheres e crianças. Inconformada ela mostrou por meio de suas feições faciais a dor de perder familiares e amigos e reclamou sobre não poder ter enterrado os corpos das vítimas.

    Como foram expulsos de onde estavam se alojaram entre o pouco que sobrou no acostamento da rodovia, entre Caarapó e Dourados. Num clima de solidariedade, as lideranças ouviram os apelos da representante daquela comunidade e fizeram um momento de partilha com abraços e receberam os cumprimentos dos demais moradores do pequeno agrupamento.

    A IEAB permanece na luta pelos Guaranis-Kaiowá

    A Igreja sabe que a luta não terminou, que muito sangue foi derramado e o povo indígena assolado pelo desejo de poderosos da região que querem lucrar com as terras, está destruindo centenas de pessoas todos os dias. Faz parte da pauta da IEAB divulgar esses acontecimentos no Brasil e fora dele, na intenção de evidenciar o sofrimento dessas pessoas que também são brasileiras e humanas e de lutar pelos devidos direitos que a eles estão sendo negados, certamente outros membros acompanharão no futuro as próximas missões, para que jamais essa luz se apague.

    Fotos: Heidi Schmidt

     
  • SNIEAB 12:04 on 14/07/2016 Permalink | Responder  

    Testemunho da IEAB sobre a Missão Ecumênica aos Povos Indígenas 

    Nossa Igreja esteve presente na primeira Missão Ecumênica junto aos povos indígenas no Mato Grosso do Sul. O Reverendo Luiz Gabas foi representando a Comissão Nacional de Incidência Pública e compartilha conosco sua experiência quando esteve lá em outubro de 2015.

    Missão Ecumênica em solidariedade ao Povo Guarani Kaiowá e ao CIMI

    Sob a coordenação do CONIC, CESE e CEBI, organizações ecumênicas e Igrejas se juntaram para a Missão Ecumênica em solidariedade ao Povo Guarani Kaiowá e ao Conselho Indigenista Missionário Brasileiro nas cidades de Campo Grande e Dourados, Mato Grosso do Sul, nos dias 7 e 8 de outubro de 2015. Éramos três os anglicanos presentes: o Bispo Flávio Borges Irala representando o CONIC Nacional, a Reverenda Magda Pereira o CLAI Brasil e eu, Luiz Carlos Gabas, a Igreja Episcopal  Anglicana do Brasil, por meio da Comissão de Incidência Pública. A violência contra os povos indígenas que habitam o Mato Grosso do Sul é secular. Tem se acentuado nos últimos tempos com o avanço do agronegócio que vê a terra como mercadoria, e não como mãe geradora de vida. Dentre esses povos indígenas, os mais sofridos são aqueles que habitam o chamado Cone Sul (municípios de Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Maria João, etc..).  Sofrem os Terenas, sofrem outros povos, mas muito mais o Povo Guarani Kaiowá. Sob pressão e constantes ameaças, tem de sobreviver em pequenos espaços territoriais. A densidade demográfica inviabiliza qualquer possibilidade de qualidade de vida e impossibilita a produção de alimentos suficiente para toda população. As áreas ocupadas já estão degradadas, e nelas não há espécies animais e vegetais que possam contribuir na suplementação alimentar. As fontes de água estão contaminadas pelos agrotóxicos do agronegócio e pelos dejetos das cidades.  Alem do mais, os fazendeiros bancam uma milícia armada que age impunemente nos municípios que compõem o Cone Sul. Homens fortemente armados vão às comunidades Guarani Kaiowá com a clara intenção de intimidação. Fazem disparos, agridem, humilham homens e mulheres…  O relato de duas mulheres na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul retratam essa triste e real situação de violência: “De noite, homens armados invadiram nossos barracos. Mataram meu irmão… Feriram o cacique… Me arrastaram para longe com uma arma apontada para a cabeça… Fizeram ameaças, e depois cortaram meu cabelo…”

    Campo Grande – 7 de outubro

    Na Procuradoria Federal ainda de manhã a Missão Ecumênica foi recebida em Audiência Pública na Procuradoria Federal do Estado do Mato Grosso do Sul. Um jovem e atuante Procurador Federal e defensor da causa indígena, Emerson Kalif foi quem nos recebeu. Costuma fazer visitas às comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul.  Conhece bem a realidade desses povos tão sofridos. Eu e os outros presentes, não imaginávamos ver alguém do meio jurídico ir às lágrimas ao falar do drama indígena. E nós vimos. Na Assembleia Legislativa Recentemente foi instalada na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul uma CPI contra a atuação profética do CIMI no Estado do Mato Grosso do Sul. A autora da CPI que contou com a adesão da bancada ruralista é a Deputada Mara Caseiro do PTdoB. Ocupar a Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso do Sul talvez tenha sido o evento mais significativo da Missão Ecumênica. É ali na Assembleia, e a partir dela, que são tomadas as decisões que incidem sobre a vida do povo sul matogrossense. Os indígenas Guarani Kaiowá representantes das diferentes Tekoras (território= terra= espaço vital de preservação da vida, da cultura, da língua e da religiosidade) que compõem o Cone Sul matogrossense, corajosamente puderam expressar sua dor, sua luta e sua esperança de dias melhores cantando, dançando e denunciando as atrocidades que são cometidas contra eles.  Respondendo aos que propuseram e assinaram a CPI do CIMI (Mara Caseiro do PTdoB, Zé Teixeira do DEM, Paulo Corrêa do PR, Lídio Lopes do PEN, Ângelo Guerreiro do PSDB, José Carlos Barbosinha do PSB, George Takimoto do PDT, Onevan de Matos do PSDB, Márcio Fernandes do PTdoB, Eduardo Rocha do PMDB, Maurício Picarelli do PMDB, Antonieta Amorim do PMDB e Beto Pereira do PDT), os quatro deputados do PT, liderados pelo Deputado Pedro Kem ,que compõem a oposição na Assembleia Legislativa propuseram a CPI do Genocídio Indígena.  Nos últimos doze anos foram assassinatos 390 indígenas, e 585 deles cometeram suicídio.A transmissão via internet do Ato Ecumênico na Assembleia Legislativa para diferentes países permitiu a proposição de um boicote ao comércio da carne, da soja e do milho que são produzidos no Mato Grosso do Sul. Há notícias de adesões tanto nos Estados Unidos da América como em países europeus. Ruralistas, políticos e empresários do estado estão preocupados com a possibilidade do boicote, e o que ele possa trazer de prejuízos aos cofres do estado.

    Dourados – 8 de outubro – Nossos olhos viram, nossos ouvidos ouviram…

    Antes de partimos em visitas às áreas ocupadas por comunidades Guarani Kaiowá no município de Dourados, um motivador momento de espiritualidade regado a orações, cânticos e danças Guarani Kaiowá.

    A primeira das comunidades a nos receber é liderada por uma velha senhora, Dona Damiana. Cerca de vinte pessoas vivem sob barracas de lona à margem de uma rodovia muito movimentada que liga Dourados a Ponta Porã. A precariedade dos barracos revela a precariedade da vida dessa gente que vive espremida numa pequena área tradicional, recentemente re-ocupada. Três cemitérios comportam os corpos de crianças, jovens e adultos vitimados por atropelamentos, muitos deles suspeitos. Acolher bem aos visitantes e partilhar a comida são dons sempre presentes nas comunidades Guarani Kaiowá, porém, Dona Damiana pediu desculpas por não poder oferecer nada aos visitantes. Estão passando fome, e os poucos pés de mandioca não seriam suficientes para alimentar a todos.  Ela e o filho foram contundentes nas palavras: “Daqui não sairemos. Essa terra é nossa. É dos nossos ancestrais… Que venham com uma retro-escavadeira, que abram um grande buraco, que nos matem a todos e que  nos enterrem …”

    A segunda comunidade visitada, bem maior, e com uma melhor estrutura foi a APYKAI. Na porteira fomos recebidos por um grupo que nos acolheu e conduziu à entrada da Casa de Reza. Conforme o costume Guarani Kaiowá diante da CHIRU, (lembrei-me da “Arca da Aliança” que ia sempre à frente do povo de Israel) foram então entoados cânticos e danças. Em seguida, adentramos todos à Casa de Reza e em seguida foi servido o almoço oferecido pela comunidade aos visitantes. Depois, de novo em torno da CHIRU,  sob a coordenação do jovem cacique Ezequiel  mais cânticos e danças…  Alternadamente, crianças, jovens e adultos fizeram falas contando a história do seu povo… Falaram também do que experimentam diariamente: exclusão, opressão, preconceito e perseguições… Recentemente a comunidade foi vitima de uma violenta ação de milicianos que fizeram uso de armas de diferentes calibres… Embora assustadas e com medo, as crianças e os jovens diziam ser necessário a continuidade da luta. Resistir, e morrer se preciso for, para manter a TEKORA e preservar os costumes, a língua e a religiosidade. A terceira e última estada foi na TEKORA GUYRA KAMBY’I.  Conforme o costume, fomos recebidos com muitos cânticos e danças. As famílias residem em casas que no passado estavam a serviço de uma missão evangélica alemã. O cacique Joel e outras lideranças fizeram narrativas da realidade que experimentam ao longo destes anos. Externaram o quanto está difícil ser indígena… As perseguições e violências que experimentam no dia-a-dia… As ameaças que são comuns… A resistência Guarani Kaiowá… Jovens e adultos disseram:  “Se for preciso a gente morre… É preferível morrer do que deixar essa terra que é nossa… Nossos pais, nossos avós, nossos bisavós, nossos antepassados viveram e morreram aqui…Aqui, queremos também ser enterrados… Continuar com nossas tradições…”

    “NHANDERÚ mandou dizer: a hora é essa.”

    Todos nós que tivemos a oportunidade de participar da Missão Ecumênica nos sentimos ainda mais comprometidos com a causa indígena.  Foi mais que providencial que ouvíssemos os relatos indígenas e víssemos a realidade dessa gente tão sofrida. Creio que como Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, profética na sua ação, seria interessante que assumíssemos algumas demandas:- Externar no Brasil e no exterior, através de uma carta denúncia, o que vem acontecendo com os povos indígenas, particularmente com o Povo Guarani no Oeste do Paraná e no Cone Sul Matogrossense (estamos presentes nestas duas regiões) ;- Solicitar às Igrejas da Comunhão Anglicana, particularmente aquelas que estão presentes em países que compram carne, soja e milho produzidos no Mato Grosso do Sul que trabalhem em prol do boicote;- Que buscássemos ajuda internacional no sentido de termos alguma pessoa liberada para atuar mais diretamente com a questão da terra (indígenas, sem terra, quilombolas e meio ambiente).

    Algumas explicações

    Nhanderú – Deus Pai, presente em tudo e em todos. É ele que determina a vida e a caminhada do Povo Guarani. Em cada Tekora há a Casa de Reza, onde os rezadores e a comunidade se reúnem para estabelecer comunicação com Nhanderú. É ele quem mantém preservadas a cultura, a língua, a religiosidade e as tradições do Povo Guarani.

    Tekora = terra = território. Espaço vital para a preservação da vida e da perpetuação da cultura, religiosidade, língua e tradições. “Sem Tekora não há vida”, dizem os Guarani.

    Chiru = é um símbolo religioso retangular que acompanha o Povo Guarani. É ele quem protege a Tekora contra ventos fortes, tempestades, entidades ruins e o mal. Protege a Casa de Reza. Fortalece o Povo na luta. Se um Chiru é destruído pelo inimigo, outro então é construído. E aí daquele que cometer tal sacrilégio. Me veio à lembrança a “Arca da Aliança” do Antigo Israel que ia sempre junto com o povo.

    Cascavel, outubro de 2015. Rev. Luiz Carlos Gabas

     
  • SNIEAB 14:48 on 13/07/2016 Permalink | Responder
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    IEAB enviará comitiva em solidariedade aos povos indígenas no Mato Grosso do Sul 

    Foto: CESE (2015)



    Uma das pautas da Igreja, sem dúvidas, é o apoio pelos direitos dos indígenas que num histórico de repercussão nacional, estão sendo suprimidos com as ações ilegais dos exploradores de terra, sobretudo na região próxima a Dourados/MS, que acabou se tornando símbolo da luta dos Guarani Kaiowá. Juntamente com lideranças ecumênicas, uma comissão a nível provincial, representará a IEAB em defesa dos membros da reserva Caarapó que já registrou inúmeros atentados para com os nativos.

    Em Campo Grande/MS, as atividades da IEAB se dão pela Paróquia da Inclusão, por meio do Rev. Hugo Sanchez juntamente com os paroquianos, que receberão os integrantes da comitiva:

    - Dom Naudal, Presidente da Comissão Nacional de Incidência Pública.

    - Dois membros do GT de Missão da IEAB.

    - Um integrante do staff da Secretaria Geral.

    Na programação está marcado um ato público com autoridades locais e lideranças indígenas no MPF, visita e auxílio na aldeia indígena de Caarapó e também um culto ecumênico com a participação das igrejas participantes da Missão Ecumênica. Este grupo que representará a IEAB se compromete com as causas da comunidade indígena, enviará informações e registros dos acontecimentos no decorrer da caravana e solicita que todas as comunidades de nossa Província brasileira rezem na intenção desse trabalho.

    Saiba mais sobre o que está acontecendo

     
  • SNIEAB 15:04 on 12/07/2016 Permalink | Responder  

    Passagem para Eternidade do Bispo Edmond Lee Browning 

    NOTA DA IGREJA BRASILEIRA A THE EPISCOPAL CHURCH (TEC)

    Passagem  para Eternidade do Bispo Edmond Lee Browning

    São Paulo, 12 de julho de 2016

    “O amor de Deus se estende a toda a criação. Cada vida, a começar das nossas, é preciosa para Deus. O povo cristão sempre acreditou que há esperança, tanto na vida quanto na morte, e que há vida nova em Cristo, mesmo após a morte física”. Livro de Oração Comum Brasil

    Nesta segunda-feira, 11 de julho de 2016, nós da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) recebemos com tristeza o passamento do Bispo Edmond Lee Browning. Nesse tempo de luto deixamos nosso carinho e solidariedade para com o Povo e Clero da The Episcopal Church.

    Bispo Browning deixou um precioso legado teológico-pastoral para a Comunhão Anglicana ao conduzir com segurança a Igreja para além das fronteiras de tantos temas tabus e desafiadores. Construiu de forma prática e generosa pontes com Igrejas Irmãs, num efetivo gesto daquilo que foi chamado de “Companheiros em Missão”. Sim, ele foi além das fronteiras físicas e do pensamento humano, ao encontro do outro de forma apaixonada, sem nenhum senão!

    Edmond Browning foi um grande amigo da Igreja Brasileira quando exercia o cargo de 24º Bispo Presidente da The Episcopal Church e deixou suas marcas espirituais quando esteve presente nas comemorações do Centenário da IEAB (1890-1990). Foi um tempo para nós brasileiros da “Igreja a Gente Vive”, lema que desafiava o Brasil para a abertura ao novo paradigma de Igreja como comunidade de fé onde o Cristo se Encarna. Bispo Browning e o então Primaz Dom Olavo Ventura Luiz iniciaram um novo momento nas relações entre nossas Igrejas que há algum tempo estavam adormecidas, Igreja Mãe e Filha reconstroem suas relações afetivas e históricas. Iniciaram ações para aproximar ainda mais as duas Províncias. Passamos a fazer parte de membresia da CETALC buscando aprofundar o “fazer teologia anglicana no contexto Latino Americano e Caribenho”.  Com a criação da Comissão Bilateral houve uma gradativa inserção das lideranças brasileiras nos eventos e programas da TEC buscando caminhos do fazer Missão.

    Queremos expressar nossa gratidão pela vida e ministério do Bispo Edmond Browning que foi de fato um “Pastor de Ovelhas”, encorajando e apoiando todas as pessoas batizadas nos seus ministérios e dons!

    Por fim, nos juntamos com todas as pessoas que viveram e conheceram o Bispo Browning, dizendo com corações ao alto: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor! ’ Mateus 25:23

    ++ Francisco de Assis da Silva

    Bispo Primaz da IEAB

     
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