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  • SNIEAB 21:20 on 17/06/2016 Permalink | Responder  

    Aprovada a Nova Constituição da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil 

    Na tarde do dia 17 de junho, no Centro Mariápolis em Vargem Grande Paulista/SP, foi aprovada a nova Constituição da IEAB. Estiveram presentes de 49 delegados (as), dentre Bispos, Clérigos (as) e Leigos (as), das 9 Dioceses e Distrito Missionário de todo o país.

    Dentre os pontos aprovados esteve a adequação dos Estatutos da Igreja conforme o Código Civil vigente no país, igualmente  uma ampla reforma para atender aos novos desafios pastorais, missionários e administrativos.  A linguagem utilizada procurou contemplar questões de gênero.

    Alguns destaques da Reforma:

    - A sede e foro da IEAB passou formalmente para a cidade de São Paulo/SP;

    - A Catedral da Santíssima Trindade, na cidade de Porto Alegre, é a Catedral Nacional da IEAB;

    - Mudanças das chamadas “Dioceses Missionárias” para Dioceses.

     
  • SNIEAB 20:53 on 17/06/2016 Permalink | Responder  

    SÍNODO EXTRAORDINÁRIO: MENSAGEM DA CÂMARA DOS BISPOS DA IEAB 

    Ao Colendo Sínodo Extraordinário da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós, 1 Pedro 3:15

    Irmãos e Irmãs,

    Estamos vivenciando um particular momento de nossa história como Província. Desde o último Sínodo Ordinário, realizado em novembro de 2013, a IEAB tem construído caminhos de consolidação de sua postura teológica e pastoral. Vivenciamos as celebrações de 125 anos de nossa caminhada como parte da Comunhão Anglicana, celebrando também nossa cinquentenária emancipação e 30 anos de ordenação feminina. O árduo trabalho da Comissão de Liturgia, na esteira das comissões passadas, presenteou toda a Igreja com uma nova proposta de Liturgia que muito nos honra a celebrar a fé em linguagem, teologia e pastoral adequadas ao tempo e às necessidades de nossa Igreja.

    No campo teológico acumulamos alcances importantes na reflexão e incidência pública, através de nossas comissões de Diaconia, Incidência Pública e temos visto sinais novos de renovação da nossa Juventude. No processo de ampliar o nosso testemunho de se tornar uma Igreja acolhedora, temos construído uma reflexão sobre violência de gênero e inclusão de todas as pessoas, conforme mandato do Evangelho. A nossa voz como Igreja tem chamado a atenção da Comunhão Anglicana e nos tem transformado em uma comunidade que, mesmo pequena, fala com autoridade e recebe o respeito das instancias de nossa Comunhão.

    Desafia-nos, no entanto, nesse caminho, a difícil conjuntura política de nossa Nação. Nossa sociedade se sente atônita pelos sinais visíveis de grave deterioração da estabilidade democrática, com desdobramentos no campo dos direitos o que exige testemunho inarredável e firme e no qual continuamos a buscar construir uma sociedade justa, democrática e ambientalmente sustentável. Para isso, nos somamos aos segmentos sociais que clamam por reformas políticas e sociais que garantam um país para todas as pessoas.

    E aqui estamos reunidos para deliberar, com toda a maturidade possível, sobre nossa configuração constitucional e canônica, num processo que se estende por quase uma década. A Comissão Nacional de Cânones nos apresenta, após um árduo trabalho compartilhado com outras instâncias da Igreja, uma proposta que será escrutinada, discutida e aprovada, dando-nos assim maior capacidade de interagir com o contexto de transformação por que passa a sociedade brasileira.

    O projeto de nova Constituição e Cânones está nas mãos deste Sínodo para dar à Igreja, não apenas um novo arcabouço legal, mas principalmente a clareza e funcionalidade de nossas estruturas para o alcance de nosso maior objetivo que é: proclamar as boas novas do reino de Deus a todas as pessoas, independentemente de sua condição social, econômica, de gênero e raça. As mudanças propostas no projeto apenas revelam que estamos no caminho do movimento de Jesus.

    Para além da letra de regras legais, o que buscamos é dialogar com as exigências de nosso tempo e interagir com ele, tanto para fora como para dentro de nossas próprias instancias, desde as comunidades locais até o nível provincial.

    Este é o maior objetivo desta reunião sinodal: dotar a Igreja de instrumentos que potencializem a sua missão, sempre tendo em conta o bem comum. Sob a ótica das marcas da missão de nossa família confessional, buscaremos o consenso da Igreja a respeito do que pensa a respeito de si mesma e como esta Igreja pode cumprir a sua parte como espaço de respeito, acolhida, missão e incidência.

    Certamente somos uma Igreja diversa culturalmente, teologicamente, mas somos principalmente o povo de Deus escolhido para tornar visível o seu amor pelo mundo. E, como diz o apóstolo amado, precisamos cultivar entre nós o amor de Deus que só se torna concreto através do amor aos irmãos e irmãs. Nossas diferenças não podem ser razão para ameaçar a nossa Koinonia, nossa comunhão em torno da mesa eucarística. A ela são chamadas todas as pessoas e que as diferenças sejam acolhidas como riqueza e não como ameaça.

    Esperamos que neste Sínodo seja gerado não apenas um novo corpo de leis, mas principalmente uma Igreja unida e fortalecida para ser um sinal de comunhão – convivendo em meio à diversidade que é um dom entre nós – de serviço e de coragem profética.

    Em tempos de conflito politico, de tantas manifestações de injustiças contra os menos favorecidos de nossa sociedade, de tanto cinismo manifesto pelos poderosos, precisamos assumir como Igreja o custo de expor as contradições de nossa sociedade, afirmando o primado da Justiça que gera a Paz que Jesus nos promete.

    Que cada delegado e delegada assuma sua responsabilidade de discutir e decidir não segundo a sua visão meramente individual, mas que pense o todo da Igreja. Não podemos permitir que nossas visões particulares sobreponham a necessidade do todo. Que a paixão dos debates e dos posicionamentos não sobrepasse a voz de Deus ao nosso coração.

    Que nossa querida IEAB seja iluminada e fortalecida pelo Espírito Santo e que a nossa nova Constituição e novos Cânones sejam animadores de nossa vida, devoção e ação concreta em nosso País! Que estes instrumentos nos capacitem e nos preparem para apresentar a razão da nossa esperança.

    Deus nos ajude, agora e sempre!

    São Paulo, 16 de junho de 2016

    ++ Dom Francisco de Assis,

    Bispo Primaz e Diocesano da Sul Ocidental e Distrito Missionário Anglicano

    + Dom Naudal Gomes,

    Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba

    + Dom Filadelfo Oliveira,

    Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

    + Dom Mauricio Andrade,

    Bispo da Diocese Anglicana de Brasilia

    + Dom Saulo Barros,

    Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia

    + Dom Renato Raatz,

    Bispo da Diocese Anglicana de Pelotas

    + Dom Flavio Irala,

    Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo

    + Dom Humberto Maiztegui,

    Bispo da Diocese Meridional

    + Dom João Peixoto,

    Bispo da Diocese Anglicana do Recife

     
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