Posts Mentioning RSS Toggle Comment Threads | Atalhos de teclado

  • SNIEAB 14:48 on 17/11/2015 Permalink | Responder
    Tags:   

    Encontro de Fé e Território teve a presença da Aliança Anglicana 

    Comunidades locais da América Latina, que enfrentam grande ameaças para garantir suas terras comuns dos interesses de poderosas corporações  privadas, continuam fazendo teologia em defesa da sua luta e da sua vida. As lideranças religiosas querem ser “cumpridoras da Palavra, não somente ouvintes da mesma”.

    Essa foi uma das fortes mensagens enviadas do encontro de Fé e Território que aconteceu em São Paulo no final de setembro de 2015. Foi o quarto encontro dessa natureza: “Nós chamamos a atenção para a necessidade de  recuperar a teologia e espiritualidade vindas do Primeiro e Segundo Testamento judeu-cristão onde Deus está comprometido, por amor, com os mais vulnerareis pela justiça, onde a terra é considerada um dom, uma herança que não pode ser concentrada, destruída ou mercantilizada”, disseram as participantes na carta final. “A partir dessa profunda convicção, verdadeira teologia é baseada no amor e solidariedade com as pessoas e o planeta em situação de vulnerabilidade”, elas disseram.

    Sob o lema “A força da fé em movimento de defesa dos territórios”, as participantes exploraram a conexão entre prática religiosa e espiritualidade, e a importante preocupação em defender os territórios onde se vive – a oikoumene ou a casa comum. Particularmente, as participantes trabalharam como a fé é vivida onde o território é considerado um objeto para um tipo de desenvolvimento que está unicamente preocupado com lucro e privilegiar uma minoria, ao custo de degradar a humanidade e a natureza.

    O objetivo do encontro foi considerar outros paradigmas teológicos e práxicos para dar suporte ás lutas por sustentabilidade, resiliência e eco justiça. O facilitador regional para América Latina e Caribe da Aliança Anglicana, Paulo Ueti, foi um dos participantes do encontro. “Comunidades locais – sejam indígenas, afrodescendentes, quilombolas ou camponesas e urbanas – enfrentam o poder monstruoso dos megaprojetos, corporações transnacionais”, ele disse em resposta ao testemunho de representante de comunidades locais que compartilharam suas lutas para salvaguardar a integridade de nossa casa comum, enfrentando o poder das companhias de petróleo e mineração, monocultivo e militarização. “Práticas e crenças tradicionais tem sido perdidas, sufocadas, criminalizadas, as vezes intencionalmente descuidas através dos atos passados de conquista, colonização e genocídio físico e epistemológico”, ele disse. “Isto continua ainda hoje com a invasão das indústrias, onde o agronegócio, companhias mineradoras e projetos de mega infraestrutura afetam a natureza e as comunidades mais vulneráveis. Teólogas/os vindas/os da IEAB, da Rede Cristã Internacional Oscar Romero em Solidariedade com os Povos da América Latina (SICSAL), da Comissão Pastoral da Terra (ICAR), do CONIC-Conselho Nacional de Igrejas do Brasil, e da ONG Povo Índio do Equador foram convidadas/os para colaborar e levar adiante a reflexão sobre as conexões entre as lutas atuais pela eco justiça e as expressões passadas e presentes de fé e espiritualidades.“Nós acolhemos esse jeito de fazer teologia enraizado nos territórios e na vida cotidiana e incentivamos que isso aconteça em outras partes da Comunhão Anglicana”, disse Rev. Andy Bowerman, codiretor da Aliança Anglicana.

    “Nós estamos muito encorajados para ver os resultados desse encontro. Nós nos asseguraremos que esses esforços e vozes sejam ouvidas em toda a Comunhão neste tempo em que construímos um “momentum” e uma peregrinação em direção a COP21, Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em Paris em Dezembro desse ano”, acrescentou Rev. Bowerman.

    A Aliança Anglicana está comprometida não só de ser um canal para as vozes silenciadas historicamente, mas também para ecoar e aumentar o volume das vozes marginalizadas para que sejam ouvidas nos centros de poder e influência.

     
  • SNIEAB 9:45 on 17/11/2015 Permalink | Responder  

    Um Indesculpável Crime contra as Gerações Presentes e Futuras 

    O rompimento das Barragens do Fundão e Santarém, da mineradora Samarco, empresa  controlada pela Vale do Rio Doce e pela anglo-australiana BHP, aconteceu no dia 5 de novembro provocando uma avalanche de lama misturada com resíduos tóxicos causando 24 mortes, mais de 600 pessoas deslocadas e principalmente a destruição ambiental de toda a região da cidade de Mariana e de todo o distrito de Bento Rodrigues.  Os atingidos foram as comunidades ribeirinhas, camponesas, trabalhadores da mesma mineradora, famílias sem muito sustento. A tragédia adquiriu dimensões que vão além do estado de Minas Gerais, atingindo também diversas cidades do estado de Espirito Santo.

    A indústria da mineração, no geral, é uma das atividades humanas que mais afeta a vida na Terra pelos seus impactos destrutivos nos ecossistemas, e é de enorme contribuição para o aquecimento global através das emissões de gases efeito estufa, quando não contempla estratégias de redução de riscos e mecanismos de desenvolvimento sustentável.

    Igualmente, pelo seu enorme potencial de lucro e de dividendos, que somados à corrupção, é uma das atividades industriais que menos sofrem regulações de governos locais, regionais e federais os quais deveriam interferir  para controlar a excessiva exploração do solo e impedi-la diante evidencias de catástrofe iminente, sempre priorizando o direito de proteção humana e ambiental como também o direito das gerações futuras, uma vez que, os danos causados em Mariana e Bento Rodrigues perdurarão pelas próximas duas gerações.

    Uma tragédia como não se trata de um mero acidente, mas sim é resultado de uma sucessão de erros não contemplados com a devida relevância os quais levam ao desastre que dificilmente é causado somente por um fator. Esse conjunto de equívocos passa necessariamente pelo descaso no controle governamental, como também, pelo crime de priorizar o lucro em detrimento da segurança humana e ambiental.

    Entendemos que foi um crime o fato de não se tomar as devidas precauções como também em não planejar mecanismos emergenciais para prever o rompimento e, no caso extremo, de avisar à população com antecedência para minorar  os efeitos da avalanche de lama. Não basta somente com indenizar as famílias. É necessário descentralizar o poder das empresas nas decisões sobre os bens naturais, uma vez que eles não são infinitos e não são renováveis sem a devida sustentabilidade. No entanto, as proprietárias da mineradora Samarco não assumem as responsabilidades o que torna mais enfático o comportamento criminoso em não fornecer um mecanismo claro e efetivo na  reparação de danos pós evento.

    Tragédias como esta desperta sentimentos de compaixão e solidariedade mas também de indignação, impotência, raiva e dor. Qualquer um pode ser afetado no futuro.  Por isso é necessário denunciar esse modelo predatório amparado na economia de mercado que favorece os lucros em detrimento da vida!

    Assim, convoco a Igreja a ORAR:

    Ø  Para que sejam tomadas as devidas precauções e prontas ações tanto dos  governos quanto das mineradoras responsáveis a fim de evitar que a terceira barragem de Germano venha se romper e aumentar assim os danos às populações.

    Ø  Para que as pessoas afetadas sejam ressarcidas e que lhe sejam oferecidas moradia, trabalho e infraestrutura dignas para reconstruir seus projetos.

    Ø   Para que a ambição humana pelo enriquecimento cesse e não seja colocado o interesse pelo lucro acima da vida  e assim evitar outros desastres causados pelo descaso e corrupção.

    Ø  Para que as pessoas danificadas tenham direito a um atendimento humano e sejam supridas de alimentos, roupas e provisões básicas de qualidade.

    Ø  Para que o fornecimento de água seja garantido a todas populações nas cidades que têm sido afetadas pela avalanche de lama que está poluindo os rios e as nascentes .

    Ø Para que os governos implementem estratégias direcionadas a evitar doenças, epidemias e contaminação toxica derivada da avalanche de lama.

    Ø  Para que nos tornemos mais conscientes das necessidades do nosso próximo, que neste caso, são os nossos irmãos de Mariana e do Distrito de Bento Rodrigues em Minas Gerais, como também dos diversos povoados e cidades do Espirito Santo.

    Dom Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

     
  • SNIEAB 8:56 on 17/11/2015 Permalink | Responder
    Tags: Anglican Church of Canada, , ,   

    IEAB receberá o Primaz do Canadá em visita oficial 

    Nossa Província receberá uma visita muito especial nos próximos dias. Entre 20 e 27 de novembro estaremos recebendo a visita do Arcebispo da Igreja Anglicana do Canadá ++Fred Hiltz.

    A visita ocorrerá em duas dioceses de nossa Província: Amazônia e Brasília. Será a primeira visita do Primaz ++Fred ao Brasil. Ele virá acompanhado do seu Secretário, Revd. Paul Feheley.

    O objetivo da visita é fortalecer as relações sempre sólidas que tem existido entre a IEAB e a Igreja Anglicana do Canadá. Existem muitas semelhanças no jeito de fazer missão e no compromisso com a incidência pública e ação diaconal.

    Algumas dioceses canadenses mantiveram companheirismo formal com dioceses brasileiras e mais recentemente, a Diocese de Huron estabeleceu companheirismo com a Diocese da Amazônia.

    Dentro da Comunhão Anglicana, a Igreja Canadense tem um importante papel de liderança e em termos teológicos e litúrgicos, tem contribuído no âmbito da missão, do serviço e do ecumenismo.

    O Primaz ++Fred foi eleito em 2007, em Sínodo Provincial. Antes havia sido bispo sufragâneo e depois diocesano da diocese de Nova Scotia e Príncipe Eduardo entre 1995 e 2007. Formado em Biologia e com Mestrado em Divindade, pela Universidade Atlântica de Teologia.  É casado com Lynne Samways-Hiltz e o casal tem um filho, Nathan.

    No ano passado, nosso Primaz, em visita ao Canadá, convidou o Arcebispo Fred para visitar nossa Província como gesto de acolhimento e agradecimento pela generosa interação entre as duas Igrejas.


    O Canadá têm sido um dos países que, historicamente, tem um papel de acolhimento de estrangeiros e, igualmente, acolheu durante o período da ditadura muitos exilados e perseguidos políticos do Brasil e da América Latina.

    Sua agenda em Belém e em Brasília incluirá celebrações eucarísticas - inclusive no Dia de Ação de Graças em Brasília – reuniões com clero e lideranças das dioceses visitadas, encontros ecumênicos e, claro, um pouco de lazer para mergulhar na cultura e nas belezas do Brasil.

    Seja bem vindo Arcebispo Fred! A IEAB o acolhe com alegria!

    Dom Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

    Diocesano em Santa Maria

     
c
escrever um novo post
j
próximo post/próximo comentário
k
post anterior/comentário anterior
r
responder
e
editar
o
mostrar/esconder comentários
t
topo
l
go to login
h
show/hide help
esc
cancelar