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  • SNIEAB 8:31 on 21/10/2015 Permalink | Responder  

    Parcerias pela afirmação de direitos 

    “…Quem vai evitar que os ventos batam portas mal fechadas revirem terras mal socadas e espalhem nossos lamentos…”

    Pablo Milanés e Chico Buarque.

    O curso sobre Sujeitos, Territórios de Paz com Justiça Socio-ambiental que aconteceu em Bogotá, Colômbia, nos dias 04 a 10 de outubro, foi fruto de uma parceria entre Christian Aid e a Comissão Intereclesial de Justiça e Paz, contou com a presença do SADD e da organização haitiana MISSEH e teve por intuito fomentar o diálogo entre as instâncias envolvidas em torno do enfrentamento a violência de gênero.

    As atividades de formação tiveram como temas principais, territorialidade, meio ambiente, gênero e identidades, participação e afirmação de direitos. Entre os dias 7 e 8 foram abordados os impactos sócio-políticos da exploração de recursos naturais nas 38 comunidades que compõem a COMPAZ, rede alternativa de fortalecimento das lideranças comunitárias no processo de reparação em meio as negociações de paz. Foram abordadas estratégias de participação política e defesa dos direitos humanos, visando fortalecer esses líderes, homens e mulheres, enquanto sujeitos políticos de promoção de uma cultura de paz.

    A temática de gênero e identidades foi retomada nos dias 9 e 10, tendo como foco mulheres, território e organizações comunitárias. As mulheres nos diversos territórios colombianos têm assumido papeis centrais nas organizações comunitárias, pois além de estarem envolvidas em atividades produtivas, são protagonistas nas lutas por garantia de direitos. Nesse sentido, a discussão do papel das mulheres em uma perspectiva de gênero foi feita a partir do fortalecimento delas enquanto líderes comunitárias e geradoras de renda em um modelo de economia solidária. Discutiu-se ainda identidades de gênero em uma perspectiva, na qual a representação de homens e mulheres está associada à sua relação com o território.

    No período de formação, as atividades diárias foram iniciadas por um modelo de mística que nos remete às práticas, valores e símbolos desenvolvidos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no Brasil. A cada manhã, os grupos envolvidos (indígenas, afrodescendentes, liga camponesa, movimentos urbanos e rurais) apresentavam uma mística que nos remetia a suas práticas culturais e de fé, para isso, foram utilizados elementos e signos de suas matrizes religiosas, sociais e políticas.

    O encerramento se deu no sábado, dia 10, com a apresentação do professor Stephen Haymes. Em sua proposta, o professor centrou-se na descolonização de nossas formas de saberes e práticas culturais como forma de desconstrução das desigualdades de gênero, sociais e do racismo. A ideia foi questionar o modelo dominante, e construir um conjunto renovado de relações entre homens e mulheres, com o meio ambiente, território e estruturas de poder.

    Para concluir, visitamos uma área de preservação ameaçada em Bogotá. O “Humedal de la Conejera” é uma importante reserva de água para os rios da região, além de ser um ponto de migração de aves, que está ameaçada pela expansão imobiliária no local. A visita foi realizada a convite da ativista Ângela Sofia que além de dar visibilidade as causas ambientais em espaço urbano, reforça o papel das mulheres enquanto lideranças comunitárias urbanas e rurais.


    [1]- Ilcélia Soares, Bárbara Virgenes, Elineide Oliveira

     
  • SNIEAB 9:55 on 20/10/2015 Permalink | Responder
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    Bispo Primaz às mulheres: “São vocês que fazem a Igreja!”. 

    Foto de Vera Machado



    Dos dias 09 a 12 deste mês, foi realizado no Centro de Formação Sagrada Família em São Paulo, o encontro de nível nacional da União de Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil (UMEAB). Na celebração eucarística de encerramento do evento, estiveram presentes Dom Flávio Irala, Bispo Diocesano de São Paulo, Dom Filadelfo de Oliveira, Bispo Diocesano do Rio de Janeiro, Rev. Arthur Cavalcante, Secretário Geral da IEAB com a  presidência de Dom Francisco de Assis da Silva, Bispo Primaz da IEAB.

    Bênção de envio missionário

    Também estiveram presentes clérigas do país todo além das visitantes de Portugal, Angola, e Moçambique juntamente do clero local. Na homilia feita pelo Primaz, um momento de reflexão e ação de graças por todo o trabalho do engajamento das mulheres na ação evangelizadora da igreja, pelo serviço prestado às comunidades episcopais anglicanas espalhadas pelo Brasil, e pelo dom do sacerdócio feminino na IEAB que completou em 2015, 30 anos.

    Em tom de agradecimento disse: “São vocês que fazem a Igreja, são vocês que trabalham (…) fazem o trabalho que muitas vezes ninguém quer fazer!”. Mencionou também a necessidade do testemunho cristão na sociedade para com os menos favorecidos e que a intenção do encontro é fazer com que retornassem para casa na intenção de ampliar cada vez mais a acolhida fraterna para todos e todas.

    Logo após a celebração, houve uma confraternização entre os presentes para troca de experiências e despedidas do evento, mas sempre na certeza de que a caminhada das mulheres na IEAB sempre se perpetuará.

    Saiba mais aqui e aqui.

    Veja a homilia do Bispo Primaz na íntegra aqui.



     
  • SNIEAB 17:46 on 15/10/2015 Permalink | Responder  

    ENCONTRO NACIONAL DA UMEAB 

    DECLARAÇÃO

    Nós da União das Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil, juntamente com as mulheres representantes do Uruguai, Moçambique, Angola e Portugal, reunidas nos dias 9 a 12 de outubro de 2015, no Encontro Nacional da UMEAB, no Centro de Formação Sagrada Família, São Paulo, SP, animadas pela temática “Vem soltar sua voz” e inspiradas por reflexões sobre o contexto social, político, cultural, econômico e religioso das mulheres no Brasil, das questões de gênero, sexismo e violências contra as mulheres, motivadas pelos dados coletados a partir das fichas de inscrição e desafiadas pelas rodas de conversa e partilhas de experiências e testemunhos das próprias mulheres pontamos as seguintes temáticas como fundamentais para a construção de uma igreja de fato inclusiva e que contemple maiores avanços nas questões de igualdade gênero:

    1. Uma maior conscientização das mulheres a respeito do seu protagonismo em espaços decisórios na estrutura da Igreja de forma que seja cumprida a meta proposta pelo Conselho Consultivo Anglicano de junho de 2005, que recomenda a participação feminina de 50% em todos os níveis decisórios (cargos e comissões paroquiais, diocesanos e provinciais);
    2. Envolvimento das mulheres como agente de transformação da sociedade atuando junto a instituições e projetos que buscam garantia de direitos e políticas públicas para pessoas em situação de vulnerabilidades, priorizando as historicamente excluídas;
    3. Desconstrução da visão a respeito dos papéis social e culturalmente atribuídos a homens e mulheres, especialmente em nossas comunidades locais.

    Desse modo, a fim de que tais questões sejam aprofundadas e colaborem para a construção da igreja que sonhamos, propomos as seguintes ações:

    • Que haja mobilização, em todas as instâncias, no sentido de informar e conscientizar as pessoas acerca do direito e capacidade das mulheres à eleição em todos os níveis decisórios: cargos e comissões paroquiais, diocesanos e provinciais;
    • Que a Diretoria Nacional da UMEAB motive as Diretorias Diocesanas a trabalhar em conjunto com o SADD a temática, gênero, sexualidades e direitos e que os espaços físicos de nossas comunidades sejam disponibilizados à serviço de grupos sociais e/ou ecumênicos que buscam a garantia de direitos as pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade;
    • Que seja realizado em conjunto com CEA um programa de estudos bíblicos e oficinas que resgatem os papéis e liderança das mulheres nas comunidades locais tendo como base as reflexões da Teologia Feminista.

    Reafirmamos nossos compromissos com os ideais do Reino de justiça e paz, com todos os movimentos que buscam a construção de uma vida digna para todas as pessoas e nosso amor e dedicação a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

    São Paulo, 12 de outubro de 2015.

    Mulheres participantes do encontro.

     
  • SNIEAB 15:39 on 15/10/2015 Permalink | Responder  

    CARTA ABERTA EM DEFESA DOS POVOS INDÍGENAS 

    “A morte pela terra, é a morte pela vida” (Damiana, liderança do Tekoha Apika´i).

    Nós, mulheres reunidas no Encontro Nacional da União de Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil/UMEAB, de 9 a 12 de outubro de 2015, no bairro do Ipiranga em São Paulo, iluminadas pela profecia de Isaías “Não haverá mais crianças que vivam poucos dias nem pessoas idosas que não alcancem muitos anos” (65.20) e pelo desejo de Deus de vida plena e abundante para todas as criaturas e sua criação, juntamos nossas vozes e forças, sentimos, nos preocupamos e nos indignamos profeticamente com os povos indígenas, em especial com os guarani kaiowá da região do Mato Grosso do Sul.

    Denunciamos porque, segundo dados do Conselho Indigenista Missionário/CIMI, nos últimos 12 anos, ao menos 585 indígenas cometeram suicídio e 390 foram assassinados, a violência instalada e sustentada pelo agronegócio de norte ao sul do país, em especial no Mato Grosso do Sul, demonstra que se trata de uma política de genocídio regada pelo sangue indígena.

    Alertamos e nos indignamos com a falta de ação do poder público em todos os âmbitos (municipal, estadual e federal) em coibir a ganância desses grupos poderosos que violam os direitos dos povos tradicionais atacando de forma violenta a cultura dos indígenas, suas terras, sua dignidade e suas vidas.

    Nós mulheres “queremos ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Amós 5.24), por isso, reafirmamos nosso apoio à campanha lançada pela Missão ecumênica por ocasião do ato realizado na Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso do Sul sob o slogan: “a carne e a soja do MS tem sangue de crianças indígenas”! E recomendamos que sejam implementadas urgentemente:

    • a CPI do Genocídio;
    • a demarcação das terras indígenas;
    • a garantia de direitos: terra, território, identidade, cultura e língua;

    Acreditamos ser inaceitável a omissão da igreja diante dessa situação, e proclamamos profeticamente em defesa da Vida, da Justiça, da Paz e da Integridade da criação.

    São Paulo, 12 de outubro de 2015.

    Participantes do Encontro Nacional da

    União de Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil

     
  • SNIEAB 9:41 on 09/10/2015 Permalink | Responder  

    Diálogos de reparações: construção coletiva 

    “Nossas vidas começam a morrer no dia em que calamos coisas que são verdadeiramente importantes.”

    Martin Luther King Jr.

    A Comissão de Justiça e Paz, organização colombiana que atua desde 1990 na formação em direitos humanos de lideranças comunitárias de territórios urbanos e rurais, em parceria com a Christian Aid, Mundubat e a Cooperação Basca, desenvolve o curso de formação “Sujeitos Territoriais de Paz com Justiça Socio-ambiental”. O projeto será realizado em três etapas, entre os anos de 2015 e 2016. A primeira fase está em curso na cidade de Bogotá (4 a 10 de outubro), e reúne 80 estudantes indígenas, afrodescendentes e populações oriundas de áreas de vulnerabilidade urbanas e rurais. As demais etapas serão desenvolvidas no período indicado anteriormente.

    A Christian Aid possibilita o diálogo com seus parceiros da América e Latina e Caribe numa perspectiva de gênero e identidades. Com este intuito, a IEAB foi convidada através do seu Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD), juntamente com a organização MISSEH do Haiti a participar do curso promovido pela Comissão de Justiça e Paz da Colômbia. Duas representantes brasileiras foram convidadas, a saber: a psicóloga Prof. Ilcelia Soares (Membro da Comissão Nacional de Diaconia/CND) e a Reverenda Elineide Ferreira (Coordenadora da Casa Noeli dos Santos/Ariquimes/RO). O propósito deste diálogo é promover ações afirmativas por uma cultura de paz baseada na formação em direitos humanos.

    Nos dias 4 e 5 foram realizadas atividades de acolhida e formação política e teórica no campo de território e ambiente. A aula inaugural contou com a presença de acadêmicos da área, embaixadas, e sociedade civil organizada. Os palestrantes – Yohana López, Oscar Guardiola e Steeven Haymes – abordaram a construção de paz e mediação de conflitos a partir de três perspectivas sócio-teóricas complementares: comunidades solidárias, justiça transicional de reparação, e educação como ferramenta de direitos, justiça e paz.

    No terceiro dia, a temática principal do curso foi gênero e identidades. Pela manhã, Maria Tila Uribe, senhora de 85 anos, demostrou em sua fala o papel de luta social e resistência das mulheres na construção sócio-política colombiana. Ela enfatiza que em vários momentos históricos a presença das mulheres foi omitida, como por exemplo nos movimentos operários   em que as trabalhadoras e ativistas foram tratadas como invisíveis, negando sua participação nestes processos.

    A participação do SADD se deu na parte da tarde, quando suas representantes apresentaram os trabalhos sobre gênero, violências e identidades, desenvolvidos em parceria com a Christian Aid. Inicialmente, foi apresentado a estrutura operacional e objetivos do SADD em seu diálogo com as comunidades de fé e sociedade civil, a serviço da diaconia social da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. A Cartilha de Prevenção e Enfrentamento à Violência de Gênero foi socializada com os participantes do curso de formação, como referência metodológica e um instrumento de trabalho na prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.

    Em seguida, a palestra da Professora Ilcelia Soares abordou o tema “Gênero e Violências: diálogos por Direitos e Justiça”, como uma reflexão sobre a diversidade que compreende a discussão de gênero, a partir da desconstrução de papéis sociais de homens e mulheres, repensando também a masculinidade. Nesse sentido, foram apresentados dados estatísticos que ainda apontam homens como autores de violência, em uma relação de abuso de poder frente às mulheres. Enfatizando que as diferentes modalidades de violência que as mulheres vivenciam são problemas de saúde, políticas públicas e violação de direitos humanos.

    Em um outro momento, Reverenda Elineide Oliveira apresentou o trabalho realizado pela Casa Noeli do Santos. Além da estrutura de acolhimento às mulheres, destacou-se o impacto social que a casa imprime na vida das mulheres e dos seus filhos e filhas, por sua atuação na prevenção, enfrentamento e atendimento daquelas que vivem em situação de violência doméstica e de gênero na cidade de Ariquemes. A única Casa de acolhimento a compor a rede de enfrentamento a violências é vinculada a Igreja, e é apoiada pelo SADD em parceria com a Christian Aid. Por seu protagonismo na articulação desta Rede, ela assegura a aplicação das políticas públicas de proteção, como cumprimento das determinações trazidas pela Lei Maria da Penha.

    Os representantes Christian Aid Haiti e seu parceiro MISSEH enriqueceram o evento apresentando o trabalho que vêm desenvolvendo no país em defesa aos direitos humanos e no enfrentamento a violência contra as mulheres. Ambos fazem um trabalho amplo que visa superar os problemas sociais, agravados pela crise humanitária causada pela instabilidade política e dos desastres naturais que atingiram o país na última década. Além dos trabalhos de sensibilização sobre questões de gênero desenvolvidos junto às matrizes religiosas, a MISSEH desenvolve ações de geração de renda para promover a autonomia das mulheres como mecanismo de enfrentamento a violência de gênero.

    Este curso tem sido uma grande experiência tanto pelo intercâmbio com todos os parceiros que viabilizaram essa cátedra, quanto por dialogarmos com jovens ( meninos e meninas) , mulheres e homens  vindos de diferentes áreas de Colômbia afetadas por diversas formas de  violências.  A presença de organismos religiosos, é também a constatação de que é possível estabelecer relações dialógicas.


    Matéria Enviada:  Ilcélia Soares, Bárbara Virgenes, Elineide Oliveira

     
  • SNIEAB 12:28 on 02/10/2015 Permalink | Responder
    Tags: Edmund Knox Sherrill   

    Adeus Dom Edmund Sherrill 

    NOTA DE FALECIMENTO

    Dom Edmund Knox Sherrill

    “Deixa a glória de Deus brilhar… Foi lá no Monte Sinai, que nosso Deus com Moisés falava quando Ele desceu do Monte. Não sabia que seu rosto brilhava. Brilhava, brilhava, o seu rosto brilhava. Foi lá no Monte Sinai que o nosso Deus com Moisés falava.”

    Dom Edmund Knox Sherrill ao centro: Homenagem do Sínodo Geral novembro de 2013

    Nesta manhã do dia 02 de outubro de 2015, faleceu aos 90 anos de idade, na cidade do Rio de Janeiro, o Bispo Dom Edmund Knox Sherrill, Bispo Emérito da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) durante os anos de 1959-1985. Ele deixou sua esposa Dona Elizabeth, seus filhos Elizabeth, Florence e Henry e netos e netas. Dom Edmund Sherrill foi o último dos bispos americanos que trabalhou como missionário na Igreja do Brasil. Igualmente foi filho de Henry Knox Sherrill, ex Bispo Presidente da The Episcopal Church, entre os anos de 1947 a 1958.

    Nosso Bispo Primaz Dom Francisco de Assis da Silva, em nome da IEAB, expressou gratidão pela vida de Dom Sherrill nos serviços prestados como pastor na missão na Igreja do Brasil. Igualmente convocou toda a Igreja para orar por sua vida e também por toda a família enlutada.

    Assim que possível, a Secretária Geral informará sobre o local e horário sobre o serviço religioso e também do sepultamento do Bispo Sherrill. Qualquer mensagem poderá ser enviada diretamente para o endereço eletrônico do Secretário Geral: acavalcante@ieab.org.br  .

     
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