Impressões do ENUJAB 2015 – Parte III – Representante de Moçambique visita São Paulo 

Ontem, (11 de Setembro) o jovem representante da Igreja Anglicana de Moçambique, Tomas Bola (29 anos), esteve presente por todo o expediente no escritório da Secretaria Geral. Após café da manhã e acolhida pelos integrantes do staff, ele pode conhecer as instalações do local e um pouco da agenda de compromissos.

O Reverendo Arthur Cavalcante, Secretario Geral, não pode estar presente pelo motivo de representar a IEAB  numa série de eventos e conferências em Londres. Foi então transmitido seus cumprimentos pela Gerente de Finanças, Silvia Fernandes.

Equipe da Secretaria Geral recebe o representante de Moçambique no templo paroquial

No decorrer do dia, Tomas conheceu o escritório, as dependências da Livraria Anglicana e fez um momento de oração no templo da Paróquia da Santíssima Trindade. Houve tempo também, para visitar pontos turísticos de São Paulo, o Theatro São Pedro, próximo ao escritório e depois a Avenida Paulista, MASP e o Conjunto Nacional.

Na Avenida Paulista

Conferindo as exposições do MASP

Registrando a cidade

Após o almoço, o SNIEAB acompanhou Tomas até seu embarque com destino para Moçambique, no Aeroporto Internacional de Guarulhos e ele pode relatar suas impressões do ENUJAB 2015 e do Brasil:

SNIEAB: Tomas, é a sua primeira vez aqui no Brasil, pode nos falar sobre isso?

Tomas: Posso! É a primeira vez que chego ao Brasil, estava lá em Brasília, agora estou aqui em São Paulo, minha primeira vez pisando em São Paulo, mas sou do Moçambique!

SNIEAB: Como é a Igreja Anglicana no seu país?  Você conseguiu encontrar semelhanças com a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil?

Tomas: Eu acho que as Igrejas Anglicanas não são diferentes, a maneira de se vestir, de se fazer o culto são iguais. Os reverendos, é a mesma coisa. Todas as Igrejas Anglicanas têm a mesma característica. Ser anglicano não pode ser diferente. Eu notei que não há diferença, a não ser a questão do tempo que foram feitas e de como se desenvolvem em cada país. Percebi que aqui é muito, muito igual.

SNIEAB: Você viu num dos painéis do ENUJAB, que existem muitas desigualdades aqui no Brasil, e a IEAB possui vários projetos assistenciais e um Distrito Missionário, na sua opinião, o modo como assumimos esse tema, é o caminho para ajudar quem precisa?

Tomas: Eu acho que sim! Foi muito bem explicado, além do culto, é importante fazer um trabalho do lado de fora da igreja, que atenda todo mundo. Existem muitas pessoas carentes que precisam da nossa ajuda e vocês do Brasil fazem isso aos brasileiros. Ouvir a Palavra de Deus é fundamental, é essa a nossa missão. Isso nos dignifica como cristãos. Precisa de muito trabalho pra quem está fora da igreja, não só pra África, a América também precisa. Aqui também há muitas pessoas carentes. E de muita coisa, ninguém é especial por ajudar, é a nossa tarefa como cristãos, como anglicanos, ajudar todas as pessoas. Isso é sim uma boa iniciativa.

SNIEAB: O que você mais gostou do Brasil?

Tomas: Dizer o que eu gostei é difícil, a maneira como as pessoas brasileiras me acolheram foi maravilhosa, vocês acolheram quem não conhecem, estou aqui no Brasil, mas parece que estou na minha casa! Porque já consegui conversar com muitas pessoas, tenho muitos amigos, muita gente ficou próxima de mim, o Brasil é ótimo, pessoas acolhedoras, pessoas boas, também a beleza da própria Brasília, São Paulo que é muito grande e é belíssima, eu gostei muito. Os reverendos, são pessoas acolhedoras, eu participei de um culto em Brasília e as palavras do Bispo Francisco que estava à pregar, foram palavras ótimas, que transformaram a minha vida e pode transformar a vida dos moçambicanos.

SNIEAB: Qual é a mensagem que você pode enviar para os jovens moçambicanos após ter participado do ENUJAB? Vai ter uma impressão que faça convidá-los pra quem sabe, eles virem também nas próximas edições?

Tomas: Bom, olha, pra mim foi ótimo! (sorrindo).  A escolha não foi de alguém pra que eu estivesse aqui, não sou especial nem importante, foi uma escolha de Deus pra que eu visitasse o Brasil, foi um chamamento, então, segundo o que eu aprendi, eu acho que dá pra transformar a nossa juventude de Moçambique e é aquilo do que falei, não é só pra juventude estar na igreja e cantar no culto pensando que Deus terminou ali, temos muito o que fazer. Deus chama todos nós pra fazer muito trabalho. A juventude é a camada mais vulnerável, precisa de muita atenção, afinal das contas, o jovem, aflora a igreja, eu vou transformar a minha igreja, vou ensinar e apresentar com o que aprendi aqui, no ENUJAB e transformar a nossa vida social como jovens. Da próxima, vou pedir que não se esqueçam de Moçambique, dá pra termos muitas experiências, dá pra fazer na próxima em Moçambique, chamar os brasileiros pra lá!