DECLARAÇÃO DO II ENCONTRO DE IGREJAS LUSÓFONAS

DECLARAÇÃO DO II ENCONTRO DE IGREJAS LUSÓFONAS DA

COMUNHÃO ANGLICANA

Sonho que se sonha só é apenas um sonho.

Sonho que se sonha junto é o começo da realidade.

(Miguel de Cervantes)

O II Encontro de Igrejas Lusófonas da Comunhão Anglicana reunido sob a inspiração do Espírito Santo, na cidade do Recife, no Estado de Pernambuco, Brasil, de 26 a 28 de fevereiro de 2015, congregou 27 pessoas, entre delegadas e convidadas, incluindo bispos, clérigas, clérigos e pessoas leigas das Dioceses dos Libombos e Niassa (Moçambique) e de Angola da Igreja Anglicana da África Austral, da Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica (Portugal) e da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), sendo essa última a anfitriã do Evento, que decorreu com a parceria e o apoio da Anglican Aliance e The United Society (Us). Para além destas organizações, estiveram também presentes: o representante da IEAB no Conselho Consultivo Anglicano (CCA), a Comissão Nacional de Diaconia Social da IEAB; o Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD) da IEAB; o Centro de Estudos Anglicanos (CEA) da IEAB; o Grupo de Trabalho da Juventude da IEAB; a União das Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil (UMEAB); o Instituto Anglicano de Estudos Teológicos e o Departamento de Mulheres da Igreja Lusitana; a União das Mães, de Libombos, Moçambique.

O Encontro constituiu um importante espaço de celebração, partilha e reflexão, com momentos devocionais, sessões plenárias, partilha em grupos, estudo bíblico com o tema “quem é o/a meu/minha próximo/a”, a partir do texto de Lucas 10:25-37; e um WEBINAR transmitido on line. Na agenda de trabalho tiveram destaque os seguintes temas geradores: (a) o papel de jovens; (b) o papel das mulheres; (c) educação cristã e formação teológica; (d) diaconia e desenvolvimento social.

As delegações dessas Igrejas (8 bispos, 3 presbíteras, 6 presbíteros, 1 diácono, 6 leigas e 3 leigos), que em conjunto representam uma comunidade com cerca de 350.000 pessoas anglicanas, distribuídas por diferentes continentes e contextos socioculturais. O Encontro sublinhou o papel da língua portuguesa como elemento da unidade na diversidade, tanto para os países representados no Encontro, como também para restantes comunidades lusófonas espalhadas pelo mundo. As pessoas participantes entenderam emitir a presente Declaração, expressando as principais conclusões e compromissos de colaboração.

Assim, foi acordado o desenvolvimento de esforços efetivos de que saiam resultados concretos para:

a)    Promover em cada igreja a divulgação da ação das diferentes igrejas anglicanas de expressão lusófona;

b)    Estabelecer relações de companheirismo em missão entre diferentes dioceses anglicanas lusófonas e outras ações de relacionamento, troca de delegações e partilha de informações e recursos;

c)    Solicitar o apoio solidário de outras organizações do mundo anglicano para a realização dessas ações, e, em especial, para a convocação do seguinte encontro lusófono no prazo máximo de três anos;

d)    Criar, desde já, a partir de recursos próprios, o Grupo de Trabalho, constituído por uma pessoa representante de cada uma das igrejas ou dioceses:

Helen Van Koevering, presbítera, Niassa, Moçambique; Joana Chilengue, leiga, Libombos, Moçambique; Jorge Pina Cabral, bispo, Portugal; Kiaku Eduardo Avelino, presbítero, Angola; Paulo Ueti, teólogo leigo, Brasil.

Este Grupo de Trabalho será responsável pelo acompanhamento dessas ações; e por apresentar às entidades competentes a solicitação de criação da Rede Lusófona da Comunhão Anglicana, que inclua em sua agenda, dentre outros, os temas geradores refletidos no Encontro.

Cremos em Deus; cremos na força das pessoas pobres,

Na audácia das pessoas poetas, Na ousadia dos profetas, Na inspiração das artistas.

Cremos em Jesus, Cremos na humildade para servir;

Na coragem de transformar, na alegria de celebrar,

No respeito às diferenças, no pão para toda mesa, no conforto para toda tristeza.

Cremos no Espírito, cremos na esperança de recomeçar;

Na beleza do gesto solidário, na justiça para toda opressão, na compaixão diante da dor,

No amor, dádiva divino-humana. Amém.

Recife, 28 de fevereiro de 2015

André Soares, bispo diocesano, Angola;
António Manuel Silva, Instituto Anglicano de Estudos Teológicos, Portugal;
Arthur Cavalcante, presbítero, secretário geral, Brasil;
Brígida Arbiol Pereira, leiga, Departamento de Mulheres, Portugal;
Carlos Simão Matsinhe, bispo diocesano, Libombos, Moçambique;
Christina Manning, assessora de comunicação, Anglican Alliance;
Christina Takatsu Whinnischofer, leiga, União das Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil;
David Pessoa de Lira, diácono, Recife, Brasil;
Francisco Silva, bispo primaz, Brasil;
Helen Van Koevering, presbítera, Niassa, Moçambique;
Ilcélia Soares, leiga, Comissão Nacional de Diaconia, Brasil;
Joabe Cavalcanti, presbítero, Us, Inglaterra;
Joana Chilengue, leiga, União das Mães, Libombos, Moçambique;
Joanildo Burity, leigo, Conselho Consultivo Anglicano, Brasil;
João Câncio Peixoto, bispo diocesano, Recife, Brasil;
Jordan Santos, presbítero do Grupo de Trabalho da Juventude do  Brasil
José Jorge Pina Cabral, bispo diocesano, Portugal;
Jossias Solomone, presbítero, Libombos, Moçambique;
Kiaku Eduardo Avelino, presbítero deão, Angola;
Lilian Conceição da Silva Pessoa de Lira, presbítera, Recife, Brasil;
Manuel Ernesto, bispo sufragâneo, Niassa, Moçambique;
Marinez Rosa dos Santos Bassotto, presbítera, Comissão Nacional de Diaconia, Brasil;
Mark Van Koevering, bispo diocesano, Niassa, Moçambique;
Mauricio Andrade, bispo diocesano, Brasília, Brasil;
Paulo Ueti, teólogo leigo, Anglican Alliance, Brasil;
Pedro Triana, presbítero, Centro de Estudos Anglicanos, Brasil;
Sandra Andrade, leiga, Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento, Brasil; Comitê Coordenador da Anglican Alliance.