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  • SNIEAB 9:31 on 30/12/2014 Permalink | Responder  

    IEAB 2015 

    Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Romanos 8:37

    Querid@s
    Vivemos um ano de 2014 com muitos desafios mas foi um ano de belos sinais de como nossa Igreja tem buscado cumprir a missão que nos cabe neste nosso país: continuamos a afirmar nosso caráter profético através do serviço, da adoração e da busca de respostas pastorais efetivas para dentro da Igreja e para a sociedade brasileira. Foi o ano da Copa do Mundo, das Eleições,  das investigações de escândalos, e de um grande debate político em torno de que modelo de Estado queremos. A tudo isso pudemos oferecer nossa palavra e nosso testemunho em torno dos valores que nos inspiram e nos movem a partir de nosso pacto batismal.Como comunidade de fé, vivenciamos o processo dos Indabas sobre Sexualidades e Famílias o que nos permitiu viver uma permanente assembleia em diálogo, ouvindo-nos mutuamente em clima de respeito à diversidade. Pudemos acompanhar o processo de construção do nosso novo LOC que será lançado daqui a seis meses. E, desde a Amazônia até o extremo sul do País, buscamos ser “sal e luz” em nossas comunidades locais e instancias diocesanas e provinciais. Pode ser que não alcançamos tudo que desejaríamos alcançar, mas até aqui o Senhor tem nos ajudado!
    O ano que se avizinha é um ano especial para nossa IEAB. Estaremos celebrando 125 anos de nossa fundação como Igreja brasileira. Dentro desta história celebraremos os 50 anos de nossa autonomia e 30 anos de ordenação feminina. Serão momentos especiais que nos dão a idéia de como nosso passado é um atestado da misericórdia divina, atuando através de nós e apesar de nós.
    A convite do Primaz teremos duas visitas de Primazes da Comunhão Anglicana, atestando assim o respeito e o carinho que a Comunhão tem por nossa Província. Teremos a alegria de receber em fevereiro, um novo Encontro de Igrejas Lusófonas de nossa Comunhão, para se construir novos caminhos de afirmação de nossas identidades e de partilha nos caminhos da Missão e do Serviço. Receberemos com alegria nossa pérola de espiritualidade litúrgica, com a publicação do novo LOC. Continuaremos no caminho do diálogo sobre sexualidades e famílias, bem como na reconfiguração de nossos Cânones e Constituição.

    Assim como o passado nos garante que Deus tem sido fiel para conosco, precisamos enxergar o futuro sem medo. Precisamos ser uma Igreja corajosa, que não pensa em si mesma. Precisamos de lideranças clericais e leigas que valorizem mais o senso de Província, que estejam mais unidas na construção de uma IEAB mais colegiada. Precisamos focar mais nas coisas que nos unem do que naquelas que nos põe em posições opostas. Precisamos deslocar nossa visão para o conjunto da floresta para além de focar apenas em nossa árvore particular. Precisamos apoiar e ouvir a voz e o jeito da nossa juventude que realizará seu encontro nacional, das mulheres que estarão em assembleia, reconhecendo que temos sido falhos em oferecer a eles e elas o protagonismo que precisam para tornar a nossa Igreja mais relevante no contexto da sociedade brasileira.
    Por fim, desejo compartilhar com tod@s o meu desejo como Primaz: que nos tornemos uma Igreja que viva mais para os outros que para si mesma. Uma Igreja serva, ouvinte, atenta, corajosa! Uma Igreja que se abra ao Espírito para ir aonde ele nos enviar. Um Feliz 2015 a tod@s!

    ++ Francisco

    Bispo Primaz da IEAB

     
  • SNIEAB 20:55 on 18/12/2014 Permalink | Responder  

    Cartão Natal Secretaria Geral 

     
  • SNIEAB 20:54 on 18/12/2014 Permalink | Responder  

    Cartão Natal Bispo Primaz 

     
  • SNIEAB 16:56 on 16/12/2014 Permalink | Responder  

    Mensagem de Natal do Bispo Primaz 

    Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Romanos 14:17

    Aos Bispos, ao Clero e ao Povo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil,

    Saudações em Jesus Cristo!

    A profecia do terceiro domingo de Advento nos apontou um modelo de sociedade no qual prevalece os valores da Justiça, da Paz e da Alegria. Nada mais contraditório do que lermos estas passagens e compararmos  com a sociedade que enxergamos ao nosso redor. Nossa sociedade está cada dia mais materialista, consumista, imediatista. Tudo se converte em coisa, mercadoria. A linguagem da generosidade e da solidariedade tem sido substituída pela linguagem da violência.  Parece criar a sensação de que não temos mais esperanças de vivenciar os valores da plena humanidade e da solidariedade entre povos, nações, religiões, gênero e classes sociais.Além disso, vivemos diariamente o drama de uma sociedade que se desumaniza a passos cada vez mais largos. Uma moderna Babel dividida entre os poderosos e os excluídos.

    A Igreja é chamada a viver com firmeza a contracultura que nos é proposta pelo Menino Deus. É ele que vem destronar os poderosos e aqueles que regulam o mundo à luz de suas próprias cobiças. É ele que vem afirmar que os oprimidos é que sentarão à mesa de Deus e vivenciar a beleza e a alegria das bem-aventuranças! O projeto de Deus é de que vivamos a vida plena, abundante. É um menino que nasce na periferia do mundo que vem assegurar que, apesar da aparente impunidade e autoconfiança do modelo que nos circunda, é possível proclamar que a Justiça e a Paz prevalecerão. Esta é a razão de ser da Igreja: anunciar que uma nova sociedade é possível!

    Assim como Ele próprio é sinal da generosidade de Deus para com o Mundo, devemos assumir com firmeza o sentimento de generosidade pelos nossos semelhantes. E generosidade (coisa que os poderosos deste mundo não entendem) não é comprar coisas. Generosidade é vivência de sentimentos singulares que não tem preço: é respeito à dignidade humana, é trabalhar por Justiça, Solidariedade e Paz. Por fim, possamos assumir com coragem e alegria o seguimento de Jesus.

    Que o milagre da nova vida, manifestada no Menino de Belém, anime a nossa Igreja a assumir com coragem o testemunho da cultura de Paz, Solidariedade e Justiça. Não podemos nos acomodar às tentações de uma ordem que nos faz objetos, que deseja que a abençoemos – pois é assim que ela entende ser a religião – mas devemos assumir o custo de proclamar que em Jesus se fazem novas todas as coisas, inclusive as relações sociais.

    Seja este Natal uma oportunidade para renovarmos nosso compromisso com a Paz, com a Solidariedade e com a Justiça!

    Um bom  e abençoado Natal a todos e todas! Com carinho e orações do vosso Primaz,

    ++Francisco

    BISPO PRIMAZ DA IEAB

     
  • SNIEAB 13:42 on 10/12/2014 Permalink | Responder
    Tags: Human Trafficking: a brief theological reflection   

    Tráfico de pessoas: uma breve reflexão teológica 

    A Comissão de Direitos Humanos da Diocese Anglicana da Amazônia resolveu apoiar a realização de um painel informativo sobre o tráfico de pessoas, na Catedral de Santa Maria, Belém – PA, manifestando assim seu completo repúdio a essa violência contra o ser humano. Uma atitude ousada por se tratar de um crime organizado com dimensões internacionais, um mercado que movimenta 35 bilhões por ano,  e sobre o qual a sociedade mantêm um “pacto silencioso de reprovação moral e aceitação prática”[1], especialmente na nossa região Amazônica. Todavia, a Comissão tomou está decisão acreditando que faz parte da vocação profética da Igreja denunciar todos os absurdos que se cometem contra a humanidade e a vida no planeta.

    No entanto, esse silêncio tem sido de alguma forma quebrado, desde o início deste século que o tráfico de pessoas vem cada vez mais chamando a atenção de autoridades nacionais e de organismos internacionais. Como resultado disso foi constituída uma Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) na Câmara Federal. A mesma coisa acontecendo na Assembleia Legislativa do Pará com o objetivo de “investigar o Tráfico de Seres Humanos no Estado do Pará para fins de exploração sexual, trabalho escravo, remoção e comércio de órgãos”[2]. O tema também ganhou mais visibilidade na sociedade ao ser abordado pela autora Glória Perez numa novela da Rede Globo de Televisão, Salve Jorge.

    O Estado brasileiro possui muitas deficiências para enfrentar esse problema devido a ausência de políticas públicas e de legislação específica. Até mesmo para definir esse crime ainda nos valemos de um documento das Nações Unidas, chamado Protocolo de Palermo, no qual o tráfico humano é definido como sendo “o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso de força ou a outras formas de coação, ao rapto, a fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou a entrega ou à aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre a outra para fins de exploração”[3].

    Fica claro, logo de início, que para enfrentá-lo de fato precisamos de ações conjuntas e bem articuladas, pois trata-se de uma questão complexa que fere a dignidade do ser humano e exigindo uma abordagem multidisciplinar. Consciente disso, neste texto não pretendo invadir a área de outros especialistas e nem apresentar os dados levantados pelas diversas comissões parlamentares que têm se debruçado sobre casos concretos, minha única pretensão aqui é contribuir com uma breve reflexão teológica que respalde a prática das pessoas de boa vontade que se unem contra as injustiças na construção de um mundo melhor.

    Primeiro de tudo, aprendemos na Bíblia que Deus toma partido. Não acreditamos num Deus neutro, em cima do muro, indiferente aos problemas humanos. Nosso Deus está sempre do lado dos pobres, dos oprimidos, dos marginalizados[4]. Um exemplo disso podemos encontrar no livro do Êxodo, quando Deus assume a luta pela libertação de um grupo de escravos no Egito. É bem conhecido da teologia latino-americana o texto bíblico: “ouvi o clamor do meu povo contra seus opressores… Por isso, desci para libertá-lo” (Êxodo 3:7-8). Assim também enxergamos o sacrifício de Jesus na cruz como expressão máxima de sua identificação com os destituídos de poder e os abandonados (Filipenses 2:7-8).

    É por essa razão que, nós cristãos, somos chamados para responder as necessidades humanas através do serviço de amor,  para transformar as estruturas injustas da sociedade e para preservar a integridade da criação, sustentando e renovando a vida na terra[5]. Um documento do Conselho Mundial de Igrejas nos lembra que “o lugar da Igreja é junto com os inocentes, os cordeiros sacrificiais, os perseguidos, os pobres, os fracos…vítimas, oferecendo-se a si mesma por eles, completando no seu corpo os sofrimentos de Cristo, para que o mundo possa ter vida”[6]. Não se trata de uma opção que podemos ou não fazer, um tipo de acessório, estamos falando da essência mesmo do evangelho de Jesus de Nazaré. A nossa espiritualidade nos leva inevitavelmente ao encontro do outro (1 João 4:20), ao acolhimentos dos excluídos e maltrapilhos.

    Somos obrigados também a reconhecer a dignidade de todas as pessoas, pois as nossas Escrituras Sagradas nos ensinam que fomos criados a “imagem e semelhança” da divindade (Gênesis 1:26). Por isso, também Jesus de Nazaré voltou seu ministério nesta direção, ressaltando sempre a dignidade de cada pessoa, chegando mesmo a citar o salmista que se refere a todos os seres humanos como “deuses e filhos do Altíssimo” (Salmo 82:6). A conhecida saudação indiana, namastê, simboliza muito bem essa compreensão. O gesto de curvar-se diante da outra pessoa carrega o significado de “o deus que está em mim saúda o deus que está em você”. Qualquer coisa que macule essa imagem divina que refletimos em nós deve ser denunciada e combatida.

    Sabemos que o tráfico subsidia principalmente a prostituição, o trabalho forçado e o mercado de órgãos (embora existam formas mais sutis). Em tudo isso, precisamos também tratar da questão do valor do corpo. Ainda hoje falar do corpo permanece como um tabu para muitos cristãos, uma contradição difícil de ser aceita numa religião que tem escrito no seu principal discurso doutrinário: “Creio na ressurreição do corpo”. Felizmente, nos últimos anos diversas correntes teológicas estão procurando corrigir esse desvio do passado e resgatando o valor do corpo no projeto de salvação. Como afirma muito bem Rubem Alves, deveríamos partir do princípio simples que “Deus nos fez corpo”[7]. É no corpo humano que reside e se manifesta aquilo que denominamos espírito.“A matéria do mundo faz parte de nossa própria pessoa e da pessoa de Jesus, o filho de Deus, imagem de Deus por excelência (cf. Fl 2, 5-11)”[8].

    Por isso, nas vítimas do tráfico humano vemos novamente o rosto de Cristo que teve seu corpo entrega a violência da tortura. Nos seus corpos as vítimas completam o sofrimento de Cristo (Colossense 1:24). O corpo se torna santuário de encontro divino. Pois diz o próprio Jesus que o critério de entrada no reino de Deus e de encontro com ele reside no gesto que fizermos em favor do corpo de outra pessoa: “tive fome, e me deste de comer; tive sede, e me deste de beber; era forasteiro e me acolheste; estava nu e me vestiste” (Mateus 25:35-36).

    O tráfico de pessoas tem crescido nos nossos dias, cooperando para sua expansão muitos elementos como a globalização, a pobreza, a ausência de oportunidades de trabalho, a discriminação de gênero, a violência doméstica, a instabilidade política, econômica em regiões de conflito, a emigração irregular, o turismo sexual, corrupção dos funcionários públicos e leis deficientes”[9]. Mas principalmente entendemos que o tráfico é resultada da ideologia dominante no mundo Ocidental que torna todas as coisas uma mercadoria e coisifica o ser humano. Essa é a lógica do império ao qual estamos submetidos, essa formatação de poderes na nova sociedade globalizada que cria um sistema de dominação e exploração. Para o império o corpo, o ser humano, é só mais uma mercadoria para ser vendida. E um comércio bem rentável, gerando maior lucro que o tráfico de drogas e de armas.

    Como nos dias que João escreveu o livro de Apocalipse, precisamos lutar contra a ideologia do império, mantermos a fidelidade ao projeto divino da construção do reino de Deus e resgatar a dignidade de todo ser humano. Lutar contra todas as formas de exploração e opressão deveria ser  dever de cada pessoa, mas principalmente daquelas que se intitulam de cristãs, pois recebemos o comissionamento de sermos sal e luz do mundo (Mateus 5:13-14).

    Pela sua complexidade, sabemos que o tráfico de pessoas nunca será barrado através de iniciativas locais, somente através de ações globais conseguiremos resultados. Como comunidades cristãs temos a possibilidade de criar redes de solidariedade ao redor do mundo inteiro, para combater esta e outras formas de desumanização. Infelizmente nossas divisões nos impedem de sermos mais eficientes naquilo que fazemos. Enquanto pessoas são escravizadas e prostituídas estamos discutindo quem pode e quem não pode participar da Eucaristia, enquanto crianças estão sendo violentadas e tendo seus órgãos extraídos, estamos escrevendo tratados teológicos sobre quais serão as almas que alcançarão o paraíso.

    Tomara que um dia possamos superar nossas mesquinhas diferenças e unir nossos esforços para construção de um novo mundo, a utopia do reino divino idealizada por Jesus de Nazaré, onde todos terão “vida em abundância” (João 10:10). Não podemos permanecer indiferentes diante dos graves problemas da humanidade. Diante da violência contra nossos irmãos e irmãs, a neutralidade é a opção a favor dos algozes.

    +Saulo Barros

    Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia

    * Texto produzido em Belém, 15 de dezembro de 2012


    [1] Marcel Hazeu <http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=18674&cod_canal=41>

    [2] Assembleia Legislativa do Estado do Pará. Comissão Parlamentar de Inquerito Sobre o Tráfico Humano no Estado do Pará. Relatório Final. Pg. 15.

    [3] Protocolo adicional à Convenção das Nações Unidas Transnacional de 2000. <http://www2.mre.gov.br/dai/m_5017_2004.htm>

    [4] Desmond Tutu faz uma reflexão idêntica no livro Deus não é cristãos e outras provocações. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2012. Pg. 82.

    [5] “Cinco Marcas da Missão” aprovadas pela Conferência de Lambeth de 1988.

    [6] POULTON, John. A Celebração da vida. Rio de Janeiro: CEDI, 1983. Pg. 65.

    [7] ALVES, Rubem. Creio na ressurreição do corpo: meditações. São Paulo; Edições Paulinas, 1984.

    [8] SOARES, Sebastião Armando Gameleira. Carta Pastoral: Advento de 2012.

    [9] BARBOSA, Cíntia Yara Silva. Significado e abrangência do “novo” crime de tráfico internacional de pessoas: perspectivado a partir das políticas públicas e da compreensão da doutrina e jurisprudencial.  Pág. 06. <http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/publicacoes/trafico-de-pessoas/significado-e-abrangencia-do-novo-crime-de-trafico-internacional-de-pessoas-perspectivado-a-partir-das-politicas-publicas-e-da-compreensao-doutrinaria-e-jurisprudencial-cintia-barbosa>

     
  • SNIEAB 10:59 on 01/12/2014 Permalink | Responder
    Tags: AIDS e Igreja Anglicana   

    DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS 

    Hoje se celebra o Dia Mundial de Luta contra a AIDS com a realização de campanhas no mundo inteiro para a conscientização das pessoas sobre esta grave epidemia que afeta milhões de pessoas em todos os continentes.
    No Brasil, a AIDS mata por ano cerca de 12 mil pessoas, constituindo-se num grave problema de saúde pública que tem apresentado infelizmente crescimento nos últimos anos, atingido patamares que precisam ser enfrentado com políticas de saúde mais efetivas.
    O desafio precisa ser enfrentado com mais audácia e com mais investimentos no setor público de saúde para atender as pessoas menos favorecidas economicamente e que dependem exclusivamente dele. Outro fator preocupante é uma certa banalização da questão igualmente dentro das Igrejas. Nos anos 80 e 90, o movimento ecumênico foi muito importante para ajudar na desestigmação das pessoas vivendo com AIDS e na aplicação de programas educativos e de prevenção.
    Os segmentos mais conservadores, na medida em que certas práticas preventivas eram anunciadas aplicadas pelos governos, passaram a boicotar as ações de prevenção. Esta prática causou um importante retrocesso, especialmente nas camadas menos informadas da população, fazendo com que os casos de contração da doença continuassem, inclusive, aumentando a incidência da epidemia em grupos considerados de baixo risco.
    Conclamamos as Igrejas a retomarem a preocupação com a educação dos fiéis acerca do tema. Conclamamos o governo a aumentar a qualidade do serviço público de saúde, garantindo assim que as pessoas possam ter prioridade e agilidade no atendimento, assim que for identificada a infecção.
    Não podemos deixar que o tema da prevenção e do tratamento caminhem para a banalização e a desconsideração da gravidade de sua incidência. Este é um tema de saúde pública e todos temos que cobrar a aplicação de um programa multidisciplinar eficaz para que se possa reduzir as vergonhosas estatísticas que temos hoje no Brasil.
    Governo e Sociedade, incluindo-se aí as Igrejas, precisam estar unidos para evitar que a invisibilização do problema cause ainda mais mortes por negligências e preconceitos.

    ++ Francisco

    Bispo Primaz da IEAB

     
  • SNIEAB 10:49 on 01/12/2014 Permalink | Responder
    Tags: Comissão Status da Mulher nas Nações Unidas   

    Jovem Clériga representará a IEAB na Conferência das Nações Unidas sobre o status da Mulher 


    A IEAB terá em 2015 uma representante na Conferência das Nações Unidas sobre o Status da Mulher. Seguindo o caminho de outras representações em anos anteriores, onde tivemos mulheres leigas e clérigas representando nossa Igreja (Christina Winnischofer, Ana Lucia Machado, Sandra Bueno, Revda Inamar Correa, Ilcélia Soares, Sandra Andrade), agora, atendendo solicitação do escritório da Comunhão Anglicana e da Rede Inter-Anglicana de Mulheres, estará representando nossa Província, a Revda Tatiana Ribeiro.

    Para esta Conferência, os Primazes da Comunhão Anglicana foram convidada a indicar mulheres jovens que estejam envolvidas com trabalhos de juventude e superação da discriminação de gênero. A ênfase da Conferência este ano será sobre o protagonismo das mulheres jovens que sofrem muita discriminação  no mundo inteiro, especialmente nos países onde até o acesso aos estudos e ao trabalho são ainda um grande desafio.

    A Conferencia ocorrerá em Nova York e se realizará no mês de março de 2015 e é organizada pela Comissão sobre o Status da Mulher.

    A Comissão sobre o Status da Mulher (“CSW”) é uma comissão funcional do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) . É o órgão de decisão política global de capital exclusivamente dedicada à igualdade de gênero e o avanço das mulheres. Todos os anos, os representantes dos Estados-membros se reúnem na sede das Nações Unidas, em Nova York, para avaliar os progressos em matéria de igualdade de género, identificar os desafios, definir padrões globais e formular políticas concretas para promover a igualdade de gênero e empoderamento das mulheres em todo o mundo.

    A Comissão foi criada pela resolução ECOSOC 11 (II) de 21 de junho de 1946 com o objetivo de preparar recomendações e relatórios ao Conselho sobre a promoção dos direitos das mulheres nos campos políticos, econômicos, civis, sociais e educacionais. A Comissão também faz recomendações ao Conselho sobre os problemas urgentes que requerem atenção imediata no campo dos direitos das mulheres.

    A Comissão se reúne anualmente por um período de 10 dias uteis.

    A Revda Tatiana Ribeiro é atualmente a coordenadora do GT Provincial de Juventude e está preparando, junto com os demais membros do GT, o ENUJAB 2015. Este será, depois de dez anos, um grande encontro nacional que tem por objetivo rearticular a juventude anglicana brasileira para o próximo quinquênio.

    Ela é clériga da Diocese Anglicana de Brasilia e Pároca na Paróquia São Felipe, em Goiânia. Natural de Erechim/RS, a Revda iniciou seus estudos e ministério no âmbito da Diocese Sul Ocidental, ao lado de uma geração de jovens clérigos de nossa Igreja formados pelo SETEK.Foi Conselheira do Conselho Nacional de Juventude – Secretaria Geral da Republica, 2010-2012, pela Rede Ecumênica da Juventude.

    Desejamos à Revda Tatiane uma presença proativa na Conferência e pedimos as orações de toda a Igreja para sua bem sucedida representação de nossa Província.


     
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