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  • SNIEAB 10:52 on 26/11/2014 Permalink | Responder
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    Mensagem de Advento 2014 do Bispo Primaz 

    Irmãos e Irmãs,

    “Digo isto porque sabemos tempo que já é hora de vos despertardes do sono; porque agora está mais perto de nós a salvação, do que quando recebemos a fé” Rom 13:11

    O Advento é tempo de preparação. A Igreja celebra cada ano esta quadra que deve significar para nós um momento de mergulho para dentro de nós mesmos e percebermos até onde estamos preparados para receber o “Bendito que vem em nome do Senhor”! A coleta do Primeiro Domingo do Advento nos exige rejeitar as obras das trevas e vestirmos das armas da luz o que parece ser uma linguagem militar, de confronto claro, onde não é possível se ficar neutro. Para alguns isso pode parecer uma linguagem exagerada! Mas, dispensando o imaginário de uma batalha literalmente renhida, o Advento é tempo de deixarmos claro que projeto de vida e de sociedade o Principe da Paz deseja para a humanidade.

    Nossa sociedade está estruturada sobre uma ideologia do consumo e da coisificação de tudo. Estamos assistindo uma excêntrica exploração da festa do Natal pelos poderosos deste mundo. Vivemos um espécie de síndrome de Herodes. Explico: o interesse de Herodes de ver o Menino não era para adora-lo, como disse aos Magos. Assim também o mercado não quer saber de Jesus. Quer saber de lucro, de consumo. O que menos importa é o Menino. Aliás, muitos meninos e meninas, como Jesus, estão jogados à própria sorte em nossa sociedade. Meninos e meninas não interessam, a menos que sejam consumidores!

    Humildade, diz o mercado, é coisa para quem não tem ambição. Mas se esquecem que o Menino Deus se humilhou, se desconstruiu a si mesmo como Deus supremo para assumir a nossa natureza. A Igreja, neste tempo, é chamada a assumir também a humildade de Jesus e acolhe-lo como uma criança, frágil, sem teto e num universo de incertezas.

    Onde estaremos nós durante este tempo de Advento? Estaremos orando e nos preparando para cantar o Gloria in Excelsis Deo, quando chegar a noite do Natal? Estaremos esvaziados de nossas preocupações consumistas no frenesi das lojas, dos shoppings, das festas (algumas delas de pura aparência), ou daquilo que o mercado configura indevidamente como espírito de Natal? Estaremos redescobrindo a solidariedade? Estaremos pedindo a Deus que nos afaste das obras de injustiça? Se estamos neste caminho, dou graças a Deus!

    O encontro com o Menino Deus é experiência transformadora. Mas para isso precisamos nos preparar com disciplina para que em nós se manifeste a graça divina, a sabedoria para distinguir entre as obras das trevas e as obras da luz. As primeiras escravizam nossos espíritos. As segundas nos fazem sentir livres, disponíveis para Deus! Que caminho queremos seguir?

    As obras das trevas são multiplicadoras de exclusões, de violência contra os mais fracos, de vaidades que não preenchem a real necessidade das pessoas humanas. As obras da luz geram respeito, justiça, libertação! Sigamos as obras da luz e assim estaremos livres para acolher o Menino Deus!

    Um abençoado tempo de Advento para tod@s nós!

    ++Francisco

    BISPO PRIMAZ DA IEAB

     
  • SNIEAB 11:02 on 24/11/2014 Permalink | Responder  

    CAMPANHA DOS 16 DIAS DE ATIVISMO PELA SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES 

    MENSAGEM DO BISPO PRIMAZ E DA COMISSÃO DE INCIDÊNCIA PÚBLICA

    CAMPANHA DOS 16 DIAS DE ATIVISMO PELA SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

    Estamos vivendo mais uma Campanha que tem tido alcance mundial. Trata-se da Campanha de ativismo contra a violência de Gênero que tem mobilizado Igrejas – nossa Igreja Anglicana tem assumido esta Campanha – ONGs, Movimentos Sociais e Organismos Ecumênicos.

    Precisamos continuar erguendo nossas vozes contra a violência institucionalizada contra as mulheres no mundo inteiro. Aqui no Brasil, mesmo com avanços nas políticas afirmativas, ainda somos um país que ocupa vergonhoso posto de país onde a violência contra as mulheres alcança níveis insuportáveis.

    Dia a dia, em nossa sociedade construída sobre padrões de comportamento machista, vemos a continuidade do feminicídio, da exclusão das mulheres ao acesso ao mercado de trabalho, da desigualdade salarial, da exclusão de políticas públicas de saúde, entre tantos outros desafios que parecem crescer a uma velocidade exponencial e cujas soluções e enfrentamento se dão ainda de forma lenta e com raríssimos sucessos.

    A IEAB tem afirmado seu compromisso claro de enfrentar o problema da violência contra as mulheres. O SADD tem sido um uma importante âncora no processo de conscientização e educação da Igreja sobre este tema.  No entanto, reconhecemos que sozinho(a)s não temos logrado os avanços concretos que desejamos.  É necessário juntar forças com a sociedade civil e com outros atores políticos e sociais para que esta mancha que envergonha nossa sociedade possa ser eliminada.

    É oportuno que em nossas comunidades se realize rodas de conversa sobre o problema da violência de gênero. É importante que nossas lideranças clericais e leigas se levantem para refletir sobre as violências que tem sido cometida contra nossas irmãs, muitas vezes bem próximas de nós e inclusive dentro de nossas comunidades eclesiais. Precisamos assumir o projeto de Jesus que nos deixou exemplos de acolhimento, respeito, escuta e afirmação da dignidade humana. E neste contexto, as mulheres receberam dele uma atenção muito especial. Diante de Jesus, as mulheres tiveram sua fala respeitada, seus direitos reconhecidos, sua dignidade assegurada.

    Mesmo distante historicamente de nossos tempos, percebemos que as categorias opressoras da mulher – conforme se vê nos relatos do ministério de Jesus – apenas mudaram de aparência, mas na essência continuam as mesmas. Vergonha, dor, desesperança, silêncio continuam povoando a alma de muitas de nossas irmãs contemporâneas. Não importa a classe social nem o nível cultural e econômico das vítimas de violência física e emocional em nossos dias. A violência institucionalizada continua vitimando muitos milhões de mulheres no mundo. Este não é um problema para ser ignorado. Precisa ser enfrentado com coragem!

    Que nestes dias de ativismo e não apenas neles, possamos assumir dentro e fora da Igreja o compromisso com a superação da violência contra as mulheres.

    Santa Maria, 24 de novembro de 2014

    ++ Francisco

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

     
  • SNIEAB 22:01 on 22/11/2014 Permalink | Responder
    Tags: bíblia, escrituras, lcr, lecionário, leituras, ,   

    Um novo lecionário para o povo da IEAB 

    Irmãos e Irmãs

    “E mais, que o povo (ouvindo as Escrituras Sagradas lidas na Igreja) pudesse aprofundar-se cada vez mais no conhecimento de Deus, e ser contagiado pelo amor da sua verdadeira religião”.
    Prefácio do LOC de 1549

    Tenho a imensa satisfação de anunciar que neste tempo de começo litúrgico de um novo ano, a IEAB passa a usar o Lecionário Comum Revisado. A Comissão Provincial de Liturgia (*) está ultimando as revisões dos ofícios que estarão contidos no novo LOC brasileiro, programado para ser lançado no mês de Junho de 2015. Quero parabenizar todos os membros dedicados desta Comissão que não tem medido esforços para atender a demanda de toda a Igreja que é ter em suas mãos um novo LOC, revisado, ampliado, e atualizado teológica e culturalmente à realidade brasileira. Todo este processo tem recebido o aval da Câmara dos Bispos, do Conselho Executivo e do próprio Sínodo de nossa IEAB.

    Neste processo rico de aprendizado e de produção de uma liturgia bem brasileira, a Igreja tem experimentado, nas dioceses e nos eventos provinciais, as liturgias eucarísticas com linguagem apropriada, inclusiva e mais próxima possível do jeito brasileiro de celebrar a nossa fé anglicana.

    Ao lado dos Ofícios em suas múltiplas relações com a vida comunitária e individual e do Saltério, com sua poesia litúrgica dos Salmos da Bíblia, temos uma importante ferramenta que educa a Igreja em seu dia a dia: o Lecionário. Nele encontramos as leituras apropriadas para os ofícios eucarísticos, dominicais e também para as devoções diárias. Por isso, e também abraçando a riqueza ecumênica, a IEAB, com expressa autorização da Câmara dos Bispos, adota com alegria o Lecionário Comum Revisado.

    Construído ecumenicamente durante um longo processo, O Lecionário Comum Revisado hoje é adotado pela grande maioria das Igrejas Cristãs que estão em diálogo umas com as outras para permitir que assim todos possamos celebrar da forma mais sinérgica possível a liturgia da Palavra e os temas chaves do Ano Cristão.

    O novo Lecionário Comum Revisado tem algumas mudanças importantes. Nem sempre haverá um salmo interlecional nas leituras dominicais e de dias santos. Em alguns casos, será um cântico das Escrituras. Esse cântico ou salmo interlecional é também chamado de gradual. Também será possível observar que aumentou a oferta de comemorações litúrgicas no nosso calendário, em concordância com a prática de algumas de nossas comunidades e de nossas províncias irmãs da Comunhão Anglicana. Sendo assim, foram introduzidos próprios para a celebração da solenidade do Sacramento do Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo (Corpus Christi), do Memorial de todos os Fiéis (Finados), entre outras. O LCR, em conjunto com o calendário litúrgico do novo LOC, permite uma maior versatilidade na adoção e celebração de festas e comemorações.

    Durante o Tempo Comum, haverá duas opções de leituras do Antigo Testamento. Uma delas é mais relacionada à temática do Evangelho. A outra, chamada semicontínua, permite a leitura corrida de textos do Antigo Testamento, ao longo de diversos domingos. O LCR busca reforçar as possibilidades de leitura do Antigo Testamento – ponto fraco do lecionário anterior.

    Mas a mudança mais importante e radical é a adoção de um Lecionário de Ofícios Diários em 3 anos, correndo paralelamente ao Lecionário de Domingos e Dias Santos. Desse modo, ambos trabalham juntos, para fins distintos. O Lecionário de Domingos e Dias Santos está voltado à adoração comunitária na Santa Eucaristia. O Lecionário de Ofícios Diários busca avivar a oração comum nos lares e nas igrejas, sob a forma dos ofícios diários (sobretudo a oração matutina e a oração vespertina. O princípio das leituras diárias é seu relacionamento com as leituras eucarísticas dos domingos e dos festivais. As leituras dos ofícios diários foram escolhidas de modo a permitir que os dias que se aproximam do domingo (quinta-feira até sábado) sirvam de preparação às leituras dominicais. Os dias que seguem ao domingo (segunda-feira a quarta-feira) são reflexões das leituras de domingo.

    O Lecionário de Ofícios Diários deve ser usado apenas para ofícios de oração. Nos domingos e festas principais, caso se queira realizar um ofício de oração, usam-se as leituras do Lecionário de Domingos e Festas Principais. Para a Santa Eucaristia, devem ser utilizadas as leituras do Lecionário de Domingos e Festas Principais. No caso de Eucaristia em dia de semana, se não houver festa principal para aquele dia, usam-se as leituras do domingo anterior. Assim, seremos forçados a voltar ao hábito das liturgias diárias de oração, nos nossos lares e famílias. Existe um lecionário especialmente para isso. E o melhor: ele nos prepara para o ofício eucarístico comunitário.

    Que possamos vivenciar com alegria e espirito orante o novo lecionário. Ele está disponível nos links ao final desta matéria, e estará repleto de recursos adicionais no site http://liturgia.ieab.org.br, podendo ser baixado a partir da quarta-feira da semana que vem, para uso já a partir deste Primeiro Domingo do Advento!

    Que a meditação sobre a Palavra de Deus inspire e alimente a nossa fé tanto individual como comunitária!

    ++Francisco

    * Dom Mauricio Andrade (DAB, presidente), Revda Deã Marinez Bassotto (Custódia do LOC – ex officio), Revda Dilce de Paiva (DAP), Revda Rose Cunha (DAR), Rev. Luiz Coelho (DARJ) e Sra. Noemi Buyo (DM)

    BAIXE AQUI OS NOSSOS NOVOS LECIONÁRIOS, EFETIVAMENTE VÁLIDOS A PARTIR DA QUINTA-FEIRA ANTERIOR AO PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO EM 2014 (ANO B):

    Liturgias e documentos provisórios do próximo Livro de Oração Comum

     
    • Julio Simões 8:46 on 25/11/2014 Permalink | Responder

      Olá, povo lindo da IEAB!
      Tenho uma editora, e se quiserem posso imprimir para a Igreja, a preço de custo.
      No entanto, ressalto que há problemas de diagramação (está muito pouco clara) e ortografia no atual documento.
      Urge, na minha opinião de editor, melhorar o arquivo WORD, e trancá-lo em um PDF protegido contra gravação, A NÃO SER que esta seja uma versão experimental.
      No mais, tocante à liturgia (e sou mestre em liturgia pela PUC-SP), acredito que poderíamos adicionar uma breve introdução (manual) de utilização do Lecionário, seguindo o modelo que existe em algumas igrejas irmãs, para facilitar o uso do mesmo, e a compreensão.
      Me incomoda MUITO, por exemplo, o uso de “Sirácida” no lugar de “Eclesiástico”, que é a nomenclatura em 98,7% das Bíblias que contenham o cito livro.
      Portanto, ficam as observações acima, mas fechando, a seguinte:
      Ficou muito bem feito, de um ponto de vista teológico-ecumênico.
      Um abração
      Julio – Ponto Missionário de Juiz de Fora – DARJ

  • SNIEAB 16:15 on 18/11/2014 Permalink | Responder  

    Centro de Estudos Anglicanos (CEA) abre inscrições para Curso de Imersão 

     
  • SNIEAB 13:45 on 05/11/2014 Permalink | Responder  

    CONVOCATÓRIA AOS JOVENS EPISCOPAIS ANGLICANOS 2015 

     
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