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  • SNIEAB 16:31 on 22/04/2014 Permalink | Responder  

    Primeiro Encontro dos Haitianos de Cascavel 

    A Unioeste, o mandato do Vereador Paulo Porto (PCdoB) e a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (Pastoral Anglicana da Terra/Comissão de Direitos Humanos da Diocese Anglicana do Paraná) patrocinaram o Primeiro Encontro de Haitianos residentes na cidade de Cascavel. Cento e vinte haitianos estiveram presentes ao evento que aconteceu no espaço da Paróquia da Ascensão durante todo o dia de domingo, 13 de Abril. Almoçaram, conversaram, compartilharam músicas haitianas e discutiram a possibilidade de se organizarem em associação, pois a dispersão, a dificuldade com a língua portuguesa e outros obstáculos os tornam muito vulneráveis…
    A Unioeste, o mandato do Vereador Paulo Porto e a Igreja Anglicana em conjunto com outras organizações se propuseram a ajudá-los a constituírem a associação. Possibilitarão ainda meios para que aprendam a língua portuguesa, leis e direitos trabalhistas (há exploração desses nossos irmãos e irmãs, principalmente na construção civil, nos frigoríficos e nas confecções).
    Houve uma ampla cobertura dos meios de comunicação de Cascavel, o que no nosso entender foi muito positiva, já que poderá ajudar a sanar desconfianças e preconceitos de que são vítimas esses nossos irmãos e irmãs haitianos.

    INFORME DA SECRETARIA DA DIOCESE ANGLICANA DE CURITIBA

     
  • SNIEAB 11:04 on 21/04/2014 Permalink | Responder
    Tags: DIVERSIDADE SEXUAL IGREJA ANGLICANA   

    INDABAS SOBRE DIVERSIDADE SEXUAL E FAMÍLIAS NA IEAB 

    Proposta do Centro de Estudos Anglicanos da Junta Nacional de Educação Teológica da IEAB para a realização em 2014 de diálogos (indabas) sobre famílias e diversidade sexual

    Justificativa/antecedentes

    Desde Lambeth-1888, com o início das discussões sobre a poligamia, a sexualidade humana tem sido um ponto de debate nas Conferências de Lambeth. Na resolução de Lambeth-1998[1] sobre a homossexualidade, refere-se a esta orientação sexual como “incompatível com as Escrituras”. Nunca antes a Comunhão Anglicana havia estado envolvida num debate tão acalorado e acirrado.

    Em resposta a esse debate, a I Carta Pastoral dos bispos da IEAB 1997 afirmou: “… a sexualidade é um dom de Deus e que as relações sexuais, exercidas no contexto do amor e do respeito mútuo, não só devem ser aceitas, mas também consideradas como as coisas boas que Deus criou”.

    Também que “a Igreja deve receber com amor pessoas de qualquer raça, cultura, classe social ou orientação sexual”. E, finalmente, que “é necessário que a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil inclua em seus programas educacionais estudos e orientações sobre a sexualidade humana, levando em conta o ensino das Escrituras, o conhecimento das ciências humanas, a experiência da tradição anglicana e uma compreensão contextualizada da controvertida questão, para os seus eclesianos, livres de idéias pré-concebidas e na visão de uma sexualidade cristã sadia, possam assumir o dom da sexualidade no contexto da comunidade da fé e respeitar os outros”.

    Posteriormente, exatamente 10 anos depois dessa primeira carta, a II Carta Pastoral dos Bispos da IEAB 2007, expressou: “Reafirmamos que cremos na inclusão. O estabelecimento de fronteiras ou divisões entre as pessoas, os grupos e os povos é fruto da exclusão que nos cega dentro de nossos limites e do dogmatismo fanático e inibidor da liberdade humana. Sob o amor ilimitado de Deus devemos construir os alicerces para a concretização de nossos sonhos. O Espírito Santo age por meio deles na construção de uma nova humanidade. Essa nova humanidade se realiza na aspiração de Nosso Senhor Jesus Cristo de que “todos sejam um”. Finalmente, “Nas linhas de nossa I Carta Pastoral foram expressas as conclusões da I e II Consultas sobre Sexualidade Humana (2001/2004). Reconhecemos que há ainda entre nosso povo muitas dúvidas sobre questões de sexualidade humana. Por isso, recomendamos ao clero que aprofunde em seu conhecimento sobre o assunto para que tenha instrumentos pastorais adequados no atendimento de suas congregações”.

    Em 05 de maio de 2011 o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a validade da união civil entre pessoas de mesmo sexo. Os ministros concordaram de forma unânime em equiparar as relações homoafetivas às uniões estáveis. Em seguida, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estabelece a Resolução n. 175, de 14 de maio de 2013, que dispõe sobre a habilitação, celebração de casamento civil, ou de conversão de união estável em casamento, entre pessoas de mesmo sexo. Com isso todos os cartórios do Brasil deverão celebrar essas uniões.

    A partir dessas decisões, o regime jurídico de união estável previsto no artigo 1.723 do Código Civil como união entre homem e mulher passa a valer também para as uniões entre pessoas do mesmo sexo, assegurando dessa forma os mesmos direitos e deveres para todos. Foi ainda reconhecido que o não reconhecimento da união homoafetiva contraria preceitos fundamentais como igualdade, liberdade e o princípio da dignidade da pessoa humana, todos previstos no artigo 30, inciso IV da Constituição Federal, que veda qualquer discriminação em virtude de sexo, raça, cor e que nesse sentido ninguém pode ser diminuído ou discriminado em função de sua orientação sexual.

    Em uma mensagem de resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 11 de maio de 2011, o então Primaz da IEAB, Dom Maurício José Araújo de Andrade expressou: “Recebemos com serenidade a recente decisão unânime do STF sobre o reconhecimento jurídico das uniões estáveis de pessoas homoafetivas. Tal aprovação representa um importante avanço em nossa sociedade na busca pela superação de todas as formas de preconceito e um aperfeiçoamento no conceito de igualdade e cidadania numa sociedade marcada pela pluralidade, mas também por profundas desigualdades e discriminações”. Acrescentou ainda Dom Maurício: “A decisão do STF levanta sérios desafios a todos os cristãos de todas as igrejas, pois requer abertura para reconhecer que as relações homoafetivas são parte do jeito de ser da sociedade e do próprio ser humano. A partir de agora, os direitos desse grupo tornaram-se iguais aos de todas as outras pessoas. Reconhecemos que há ainda muito que fazer nesse campo, pastoral e socialmente, para afirmar a dignidade da pessoa humana e seus direitos. Sabemos que um profundo e longo debate deve acontecer na sociedade brasileira a este respeito, e a IEAB não está isenta de nele participar, com profunda seriedade e compromisso de entender as implicações do evangelho de Jesus Cristo em nosso tempo e lugar”.

    Além de todos esses antecedentes, a Carta Pastoral dos Bispos ao XXXII Sínodo Geral da IEAB realizado na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 14-17 de novembro de 2013, destacou os desafios teológicos, pastorais, canônicos e organizacionais referentes à questão da união de pessoas do mesmo sexo, manifestando que ao longo dos últimos anos, diversos materiais foram produzidos e que em duas vezes, por meio de cartas pastorais, se afirmou a legitimidade, seriedade e relevância pastoral do tema.

    É oportuno registrar, ainda, que a IEAB tem mantido uma prática não discriminatória em relação à relação entre pessoas do mesmo sexo, permitindo-lhes pleno acesso às atividades eclesiais e eclesiásticas inclusive às sagradas ordens. Neste aspecto a nossa prática encontra-se mais avançada do que o nosso consenso teológico-doutrinário. Vale sublinhar que, no plano prático, a diversidade se nos afigura como um valor, que deve urgentemente ser incorporado ao nosso ideário e ao nosso discurso teológico-pastoral.

    Proposta: Realizar em todos os Polos/Áreas da IEAB diálogos Indabas sobre a temática de famílias e sexualidades humanas.

    Total de participantes: 10 participantes por dioceses (incluindo o bispo diocesano) x Polo/Área. Todas as dioceses de cada Polo/Área devem estar representadas. Outros participantes (Assessores) determinados pela Equipe CEA, até um total, no máximo, de 35 participantes.

    Tempo: Começar sexta feira tarde ou noite e terminar domingo de manhã. Isto poderia mudar e ter flexibilidade em dependência das características de casa Polo/Área.

    Participantes: Os participantes, escolhidos pelas dioceses (10 por dioceses), devem incluir os bispos diocesanos, os delegados/das sinodais, e pessoas designadas pelos bispos diocesanos até um total de 10 participantes por diocese, tentando manter um balance entre clérigos/clérigas, lideranças leigas, jovens, mulheres, e pessoal da pastoral da diversidade sexual. (Assim decidido pelo CEXEC da IEAB/Brasília, 28-30 de março de 2014)

    Lugares e datas:

    Área I – Porto Alegre, 21-23 de novembro de 2014

    Área II – Curitiba, 26-28 de setembro de 2014

    Área III – Brasília 10-12 de outubro de 2014

    Assessores: Equipe CEA, e outros assessores, a critério da Equipe, em coordenação com o Primaz, CCL, a Comissão Nacional de Diaconia, as comunidades envolvidas na pastoral da diversidade sexual e a Secretaria Geral da IEAB.

    Temáticas que poderiam considerar-se e discutir-se:

    • Nossa realidade e vivência litúrgica, social e eclesial.
    • Como é a inclusão de LGBTs em nossa igrejas?
    • Conflitos e obstáculos que enfrentam, tanto na sociedade como na igreja, a temática da sexualidade
    • humana e as relações entre as pessoas do mesmo sexo.
    • Como tem mudado o conceito atual de “família”?
    • Aprendendo do caminho transitado por outras igrejas da Comunhão Anglicana (TEC/Canadá/Inglaterra).
    • As diferentes sexualidades que conformam o jeito atual da sociedade e do próprio ser humano.
    • Todos somos parte da família de Deus: união de pessoas LGBTs.
    • Discutir a questão da homofobia, a violência e a discriminação contra pessoas LGBTs.

    Metodologia:

    • Desta vez os indabas começariam com um painel de três pessoas especialistas e/ou conhecedores da temática que possam apresentar as diversidades de opinião sobre a temática. Uma pessoa apresentaria os argumentos em favor da inclusão sem restrições de todas as pessoas na vida da igreja, inclusive em todos os sacramentos; outra apresentaria o “contraditório” (isto é, questionamentos e dúvidas que surgem a partir da proposta inclusiva); uma terceira (mulher) apresentaria uma visão de gênero a partir das colocações das duas primeiras pessoas.
    • A metodologia INDABA seria aplicada em TRÊS RODADAS: PROPOSTAS INCLUSIVAS, QUESTIONAMENTOS E CAMINHOS COMUNS OU ENCONTROS.
    • Publicação de um livreto/subsídio para ser entregue às dioceses com antecedência para que os participantes possam se preparar.
    • Os relatórios elaborados em CADA INDABA serão remetidos à Coordenação de Formação Permanente do CEA que, por sua vez, NO FINAL DOS TRÊS INDABAS remeterá de volta às dioceses uma síntese final dos três Indabas.
    • A partir do resultado dos INDABAS será elaborada e publicada uma cartilha sobre FAMÍLIAS E SEXUALIDADES HUMANAS. Esta CARTILHA terá por objetivo ampliar o diálogo sobre as propostas inclusivas, questionamentos e observações a partir da realidade de cada diocese e cada comunidade.

    Cronograma:

    • Realizar os encontros entre setembro-dezembro de 2014.
    • Os relatórios elaborados em CADA INDABA serão remetidos à Coordenação do CEA para Formação Permanente até o 31 de dezembro de 2014.
    • Reunião presencial da Equipe CEA para a Sínteses/Relatório Final (Porto Alegre – fevereiro ou março de 2015/data a determinar).
    • Envio da Síntese Final ao Primaz, aos Bispos Diocesanos, Secretario Geral, Presidente da CCL, membros da JUNET, Comissão Nacional de Diaconia, Pastorais da Diversidade Sexual e publicação no Site do CEA a partir de abril de 2015.
    • Preparar uma CARTILHA sobre FAMÍLIAS E SEXUALIDADES HUMANAS que resuma os Indabas até Maio de 2015. A cartilha poderia conter as apresentações do painel introdutório dos Indabas e outros materiais a definir na reunião da Equipe CEA em Porto Alegre (fevereiro ou março de 2015). Fazer encontros por Áreas para estudar internamente a cartilha. (2/3 representantes de cada dioceses). Finalmente publicar a cartilha para fim de 2015.

    Observações:

    O CEA, assumindo a política de viagens aprovada pelo CEXEC/Sec. Geral da IEAB, pagaria as passagens aéreas ida e volta ao lugar do Indaba, passagem de ônibus de ida e volta quando o aeroporto não for na cidade de residência, hospedagem e alimentação durante o Indaba. Porém, não assumiria taxi/ônibus de ida e volta para o aeroporto, alimentação em trânsito etc. dos participantes, gastos que deverão ser assumidos pelos participantes ou pelas dioceses (VER POLÍTICA DE VIAGEM CEXEC/SEC. GERAL DA IEAB). Outras pessoas poderiam ser convidadas a participar dos Indabas, porém os gastos seriam assumidos pelas próprias pessoas ou pelas dioceses.

    ______________________________________

    [1] Lambeth Conference 1998, Resolution I.10, Human sexuality,

    ______________________________________

    (Elaborado pela equipe do CEA e redigido pelo Coordenador de Formação Permanente Revdo. Dr. Pedro Julio Triana Fernández a partir da reunião da coordenação realizada em Porto Alegre, nos dias 24-26 de março de 2014, em consulta com a JUNET, Bispo Primaz, CEXEC, Secretario Geral e Presidente da Câmara de Clérigos e Leigos)

    NOTÍCIA ACESSADA DO SITE DO CENTRO ESTUDOS ANGLICANOS

     
  • SNIEAB 10:26 on 21/04/2014 Permalink | Responder
    Tags:   

    Lançamento Nacional da Cartilha “Prevenção e Enfrentamento à Violência de Gênero Contra as Mulheres” 

    “Essa nova Cartilha tem algo muito de especial ao tratar a temática da violência contra mulher, especificamente no âmbito de nossas Igrejas, entre nossos fiéis. Para pastoras (es), reverendos (as), padres e lideranças religiosas, é um instrumento de pastoral importantíssimo a ser utilizado em suas comunidades pois utiliza a própria Bíblia como recurso libertador e transformador para homens e mulheres”.
    Reverendo Arthur Cavalcante, Secretário Geral da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

    Lançamento Nacional da Cartilha PREVENÇÃO E ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DE GÊNERO CONTRA AS MULHERES: Livraria Martins Fontes da Av. Paulista. Contaremos com a presença do Bispo Primaz Dom Francisco de Assis, das autoras da Cartilha e também do Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD). Participe e Divulgue!

     
  • SNIEAB 14:55 on 17/04/2014 Permalink | Responder
    Tags: PÁSCOA ANGLICANOS   

    MENSAGEM DE PÁSCOA DA IEAB 

    Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia. Mateus 28:6

    A Igreja cristã está mais uma vez desafiada a viver nesta Semana Santa a passagem da angústia para a alegria, da morte para a vida, da derrota para a vitória! Este é o tempo que vivemos e nos identificamos com o caminho de Jesus, em seu embate contra um sistema opressor política e religiosamente, gerador de imensuráveis dores e divisões.

    Dois mil anos depois, mudaram os personagens da história, mudou a tecnologia, o conhecimento científico, a cultura, mas a lógica continua a mesma. Uma lógica de morte. As cenas que vivi recentemente em minha viagem a Rondônia ainda estão vivas na minha memória. Eu vi seres humanos abandonados à própria sorte, lutando em condições desiguais para sobreviver e afirmar sua dignidade. Eu vi vítimas de violência de gênero (na visita à Casa Noeli Santos) que parecem implorar a cada minuto por sua dignidade e seu direitos no meio de uma sociedade indiferente ao seus mais legítimos desejos.Em cada olhar e cada gesto daqueles irmãos e irmãs pessoas eu pude imaginar o quanto Jesus sofreu as nossas dores. Não falo somente as físicas, mas igualmente as emocionais e espirituais. E reforcei ainda mais a minha convicção de que só podemos continuar a nossa caminhada por fé e confiança na providencia divina.

    Nossa sociedade está profundamente doente e segue insensível às barbáries que acontecem no nosso cotidiano Somente a fé nos sustenta através da experiência da Ressurreição. Através da Ressurreição de Cristo temos certeza de que a lógica da morte e do “presente século” está vencida definitivamente. O túmulo está vazio e a morte envergonhada. É essa fé que nos move na direção do outro(a) e do mundo. É essa fé que nos move a enfrentar pela palavra e pela ação as potestades deste século. Poderes sentados em seus confortos de uma engrenagem que só lhes beneficiam, mas que envergonham os céus. Mas estes poderes nada podem contra Aquele que ressurgiu dos mortos e “não está mais aqui”!

    Que nossa IEAB experimente profundamente a força do evento pascal. Para além da forma e beleza litúrgicas devemos viver a Páscoa em nossos corações, capacitando-nos sempre a teimar, a anunciar e a transformar nossa sociedade. A dor, o sofrimento e o choro dos excluídos, fracos e pobres serão convertidos em alegria eterna e nós, como seguidores de Cristo, somos chamados a manter a fé e a esperança em solidariedade com nossos irmãos e irmãs mais fracos. Que a força do Cristo Ressurreto seja a razão do nosso ministério e que não nos acomodemos, mas tenhamos coragem de anunciar que a injustiça não prevalecerá!
    Uma abençoada Páscoa do Senhor!

    ++ FRANCISCO

    Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

     
  • SNIEAB 10:39 on 14/04/2014 Permalink | Responder
    Tags: , , Missão Monte Moriá   

    Visita Pastoral do Primaz a Rondônia 

    Santa Maria, 14 de abril de 2014

    Palavra do Primaz sobre a visita a Porto Velho e Ariquemes

    Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia (Mt 5,7)

    Irmãos e Irmãs

    Entre os dias 07 e 11 deste mês estive visitando o Distrito Missionário Anglicano para levar ajuda humanitária às vítimas das enchentes do Rio Madeira que afetaram Porto Velho. O quadro que encontrei naquela cidade é desolador. São cerca de 20 mil desabrigados. Bairros alagados, casas debaixo da água, perdas materiais incalculáveis e um sentimento de impotência por parte das autoridades.

    As regiões ribeirinhas foram as mais atingidas, onde o povo perdeu tudo que tinha, sem tempo de resgatar seus bens pela velocidade com que a água subiu. Encontrei famílias acampadas no meio da mata, vivendo em condições deploráveis, obrigadas a viver em barracas improvisadas de lonas e sem condições sanitárias dignas, muitas delas só com a roupa do corpo.

    O atendimento da Defesa Civil não atende as condições mínimas a ponto de receber a cada 15 dias água potável que só dá para duas pessoas em um dia.

    Parte dos desabrigados está espalhadas em 37 escolas públicas, sem perspectivas de retorno ainda por muitos dias. Estes desabrigados que estão nas escolas e em um acampamento fornecido pela Defesa Civil são, na maioria, moradores dos bairros da capital de Rondônia. Os ribeirinhos em sua maioria estão em picadas abertas na mata por eles mesmos e nas péssimas condições mencionadas acima.

    A situação agora se apresenta com a expectativa do recuo das águas. E isto é preocupante também porque as águas estão contaminadas e o risco de epidemia de leptospirose e outras doenças aumenta. Pude sentir um mal cheiro intenso nas áreas onde as águas estão represadas, pois o refluxo não consegue ser total.

    Em minha visita fui acompanhado pelos irmãos e irmãs da Paróquia Phileon e tivemos o apoio dos irmãos e irmãs da Missão Moriá. Entregamos cestas básicas a cerca de 30 famílias e outras foram entregues nos acampamentos neste sábado pelos irmãos das comunidades nossas. Não pude visitar todas as comunidades porque tivemos fortes chuvas na quarta-feira e o acesso ficou impossível.

    Reunimo-nos com o prefeito da cidade de Porto Velho e procuramos saber das medidas de emergência adotadas em conjunto com a Defesa Civil e com o apoio das autoridades do Estado e do Governo Federal. Percebi que o processo de enfrentamento da calamidade caminha com muitas deficiências e lentidão.

    Aproveitando a viagem, estendi minha visita à Ariquemes onde visitamos a Casa Noeli Santos e a Paróquia da SS Trindade. Foram oportunidades de contato com as reverendas Elineide e Maytee, bem como com as lideranças da comunidade. Na visita à Casa Noeli Santos pude ver o esforço da Reverenda Elineide e da Psicóloga Lucimere em organizar a casa e as limitações materiais da casa. Sinais positivos se abrem agora com a assinatura de convênio com a Prefeitura, assinado na quarta-feira passada.

    Diante do quadro que encontrei, das enormes necessidades dos desabrigados, reafirmo meu apelo à IEAB que continuem em oração pelo povo de Rondônia e conclamo nossos parceiros internacionais a atender nosso apelo por apoio concreto no enfrentamento dessa situação. Apelo a todas as comunidades da Igreja que queiram ajudar a enviarem suas contribuições para atender as necessidades mais básicas de tantas famílias  que perderam tudo e estão sobrevivendo unicamente através da solidariedade das pessoas.

    Em meio a tudo isso, o meu coração está apertado e nossa Igreja é desafiada a assumir, nesta semana santa as dores de nossos irmão e irmãs, que a exemplo de Jesus, sofrem as conseqüências de um sistema injusto, insensível e excludente.

    Meus sinceros agradecimentos ao povo de Porto Velho, ao Reverendo Robert, aos ministros leigos e ao povo das comunidades Phileon e Moriá pela coragem de enfrentar o desafio de levar carinho, solidariedade e apoio concreto aos desabrigados.

    Solicito aos bispos, clero e povo da IEAB que se mobilizem para atender esta emergência. Qualquer ajuda é bem vinda. Se qualquer irmão ou irmã quer ajudar concretamente, peço a gentileza de contactar a Secretaria Geral da IEAB ou o Primaz, para que encaminhemos as orientações para o envio da ajuda.

    Que o amor de Deus nos motive a demonstrar nossa solidariedade com os que sofrem!

    Que o amor de Deus seja derramado em nossos corações para servimos a Ele na vida dos necessitados!

    Vosso irmão e Primaz,

    ++Francisco

     
  • SNIEAB 17:23 on 01/04/2014 Permalink | Responder
    Tags: , Conselho Executivo do Sínodo da IEAB   

    Reunião do Conselho Executivo do Sínodo 

    O Conselho Executivo do Sínodo (CEXEC), esteve reunido em Brasília, entre os dias 28-30 março, na Casa de Retiro do Instituto São Boaventura, para planejar e deliberar durante o atual interregno sinodal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (2013-2017). Além das reuniões, destacamos primeiramente os devocionais ocorridos na Capela e os momentos de confraternização oferecidos pela Diocese de Anglicana de Brasília (DAB).

    O CEXEC está sob a Presidência de Dom Francisco de Assis, sendo composto por integrantes (Bispos, Clérigos e Leigos) de 09 dioceses da IEAB,  contando ainda com 03 suplentes e 02 membros ex-oficio,  a saber:

    Dom Francisco de Assis Primaz fassis@ieab.org.br
    Dom Maurício Andrade DAB mandrade@ieab.org.br
    Dom Flavio Irala DASP flavioirala@ieab.org.br
    Dom Renato Raatz DAP renatoraatz@bol.com.br
    Revdo. Paulo Duarte DM rev.pauloduarte@yahoo.com.br
    Revda. Ana Maria DSO anaesvael@yahoo.com.br
    Revdo. Marcos Barros DAA revmarcos@oi.com.br
    Daniele Alzeman DARJ danielle.alzeman@gmail.com
    Cláudio Martins de Sousa DAR bestprice_@hotmail.com
    Wesley Vergara DAC wmvergara@hotmail.com
    Revdo. João Peixoto (Supl.) DAR joao.peixoto01@uol.com.br
    Revdo. Hugo Sanches (Supl.) DMA hugoieab@hotmail.com
    Sra. Ingrit Paiva (Supl.) DMA ingrit_design@hotmail.com
    Sr. Fernando Luiz (Ex-Oficio) Presidente Câmara de Clérigos e Leigos fluiz@via-rs.net
    Revdo. Arthur Cavalcante (Ex-Oficio) Secretário Geral acavalcante@ieab.org.br

    Esteve presente uma Equipe de Apoio e Assessoria da Secretaria Geral: Sra. Silvia Fernandes (Gerência Financeira IEAB- Diocese Anglicana de São Paulo), Dra. Darlan Primo (Secretaria de Atas e Jurídico- Diocese Anglicana de Brasília) e Reverendo Denilson Olivato (Membro do GT Finanças da IEAB). O Secretário Geral Reverendo Arthur Cavalcante destacou o importantíssimo apoio articulado pela DAB, envolvendo leigos e clérigos diocesanos, para receber confortavelmente os membros do CEXEC.

    Os trabalhos seguiram rigidamente uma rotina de horários para fazer cumprir satisfatoriamente a Agenda de Negócios nesse que foi o primeiro encontro dos membros do CEXEC:

    Horários Quinta-Feira

    (27)

    Sexta-Feira

    (28)

    Sábado

    (29)

    Domingo

    (30)

    08h Café da Manhã Café da Manhã Café da Manhã
    08h30 Devocional Devocional Saída Catedral
    09h 1a. Sessão 5a. Sessão
    10h Lanche Lanche Celebração
    10h15 2a. Sessão 6a. Sessão
    12h Intervalo Intervalo
    12h30 Almoço Almoço Almoço
    14h Chegadas 3a. Sessão 7a. Sessão Saídas
    16h Chegadas Lanche Lanche Saídas
    16h15 Chegadas 4a. Sessão 8a. Sessão Saídas
    18h Chegadas Intervalo Intervalo Saídas
    19h Chegadas Jantar Jantar Saídas
    20h Jantar (20h30) Confraternização 9a. Sessão Saídas
    21h30 Confraternização Encerramento

    Alguns itens da pauta que estiveram presentes na Reunião: Aprovação da Ata da Última Sessão do 32º Sínodo, Sistematização das Recomendações das Delegações Sinodais para os Cargos, Comissões e Grupos de Trabalho da IEAB, JUNET/CEA/INDABAS, FAPIEB, SADD, GT Juventude, Sustentabilidade Provincial, Livro de Oração Comum, Distrito Missionário Anglicano, Visita do Arcebispo de Cantuária (04-05 de setembro em São Paulo), Comissão Bilateral de Companheirismo IEAB & TEC, Comissão de Constituição e Cânones (Sínodo Constituinte 2015) e UMEAB. A Secretaria informa que as Atas das Reuniões do CEXEC com suas principais recomendações serão enviadas para os respectivos Conselhos Diocesanos.

    Grande parte da Reunião foi destinada ao 32º Sínodo da IEAB. Divididos em 3 grupos, os conselheiros (as) puderam cuidadosamente  sistematizar as recomendações das delegações sinodais. Os grupos trabalharam 29 relatórios, organizaram e resumiram todos os pareceres.  Estes serão enviados para as Dioceses/Distritos (Conselhos Diocesanos) afim de elencarem as principias recomendações sinodais para a IEAB. O CEXEC exercerá o papel de acompanhar, monitorar e orientar a Secretaria Geral na condução dos trabalhos dos Cargos/Comissões/GT’s.

    A Catedral Anglicana de Brasília acolheu a celebração de encerramento do Conselho Executivo, na qual possibilitou um contato dos membros com a comunidade local. Logo após foi oferecido um saboroso churrasco no Salão Paroquial.  Durante esse ano, o Conselho continuará suas reuniões através de conferências via skype, a cada 3 meses. A próxima reunião presencial do CEXEC  está prevista para meados de março de 2015, na cidade de Pelotas.

     
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