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  • SNIEAB 10:46 on 31/12/2013 Permalink | Responder
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    Partilha da Mensagem de Fim de Ano: Bispo Francisco de Assis 

    Levantemo-nos, e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem. (Neemias 2:18)

    * Mensagem extraída do Blog “Reflexões de um bispo pensador”- Bispo Primaz Dom Francisco de Assis da Silva
    Que dizer de 2013? Certamente esta resposta depende do ângulo que olhemos um ano intenso de desafios para o Brasil. Não foi diferente no Mundo. Resolvi fazer uma modesta leitura que dirijo aos meus irmãos e irmãs anglicanos e aos meus amigos e amigas das organizações ecumênicas e de serviço nas quais me sinto incluído.
    Neste ano, o mundo assistiu a continuidade de conflitos indesejáveis em várias regiões. Levantes, protestos violentos e até uma guerra química encheram as manchetes. Economicamente foi um ano de esforços para salvar a crise financeira da Europa e Estados Unidos, bem como por aqui também. Esta salvação, no entanto foi uma subida no cavalo pelo lado errado. Priorizou-se a macro-economia e se descuidou das soluções micro, ou seja, aquelas que dizem respeito à vida das pessoas em suas necessidades básicas. Parece que a lógica do sistema está apenas preocupada com o edifício, sem se preocupar com seus moradores.
    Em nosso país, vimos uma onda de protestos reivindicatórios que poucos resultados alcançou. Um Congresso manietado por seus próprios interesses corporativos, salvo algumas exceções, não ouviu com sinceridade as vozes da rua. Mesmo mantendo políticas sociais, o governo não avançou na política de desconcentração fundiária, mantendo a permanente tensão no campo e ficou indeciso entre a pressão política do agronegócio e dos setores que defendem a sustentabilidade do meio ambiente. Adiamentos para o futuro foram visíveis e o futuro imediato é o eleitoral, onde desfilarão mais uma vez as promessas e propostas dignas do país de Alice.
    Ouviremos ainda por muito tempo o lamento das vítimas do descaso, dos que esperam com suas dores o atendimento mínimo de seus direitos fundamentais.

    Lamentos dos que estão na fila do INSS ou dos hospitais. Lamento dos indígenas que veem sua terra violada por interesses escusos de minorias e por projetos faraônicos lesivos ao meio ambiente. O lamento das periferias, cada vez mais empurradas para longe, expulsas de suas ocupações de tantos anos, para dar lugar a projetos imobiliários que não se destinam a elas. O lamento das famílias que tiveram seus filhos sacrificados no altar do consumismo da diversão sob os olhos complacentes com o não cumprimento de regras de segurança pública. Enfim, não tenho aqui a pretensão de listar todas as mazelas que sofremos como cidadãos do mundo, mas servem estes exemplos apenas como demonstração de que muito temos que fazer até que a sociedade imponha a sua agenda àqueles que tem a obrigação de respeitá-la! Tanto aqui como alhures!
    Mas, como homem de fé, visualizo sinais de esperança para o ano que está às portas. E esses sinais vem da Igreja. Isso mesmo, da Igreja, que queira ou não, ainda tem um profundo papel pedagógico na consciência das pessoas. Temos um novo Papa que traz ventos novos e que traz de volta para a agenda da Igreja Católica o tema do serviço aos menos favorecidos do mundo. Temos um novo Arcebispo de Cantuária que traz para a agenda da Igreja Anglicana o tema da Justiça e da Ética para uma sociedade que só se preocupa com o lucro. Tivemos uma Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas que afirmou o compromisso com a Justiça e a Paz, retomando uma agenda se aproxima mais autenticamente do Evangelho.
    A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil experimentou uma radical mudança no método de abordagem de suas prioridades, iniciando um profundo processo de escuta das bases através da metodologia do Indaba, culminando num Sínodo que traduziu um desejo de renovar o compromisso com a Missão.
    Por tudo isso, dou graças a Deus, sabendo que temos um ano novo no qual só depende de nós realizar o que Deus espera que façamos. Normalmente, desejamos que o Ano Novo nos traga conquistas. Talvez caiba aqui dizer o inverso: Desejo aos irmãos e irmãs que conquistemos 2014. Que possamos potencializar o tempo e os dons que Deus continua nos dando e usufruir todo o banco de horas, dias e meses que temos pela frente para transformar os reinos deste mundo no Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo!

    ++Francisco

     
  • SNIEAB 12:06 on 30/12/2013 Permalink | Responder
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    Mensagem do Bispo Primaz Solidariedade com as vítimas das enchentes em MG e ES 

    Santa Maria, 30 de Dezembro, 2013

    “… a Ti dirijo minha prece! No tempo favorável responde-me por teu grande amor, pela verdade da tua salvação!” (Sl. 69:14)

    A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) expressa sua solidariedade, carinho e compromisso com as vítimas das enchentes, especialmente nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais. Que o “Espírito do Senhor seja contigo” é nosso desejo e oração. É dever humano estar em solidariedade mas é exigência ética e espiritual para quem se declara cristão colocar-se em ação para ajudar as pessoas atingidas por essa catástrofe. “Tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Era forasteiro e me recolhestes. Estive nu e me vestistes, doente e me visitastes, preso e vieste ver-me… cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25:35-36.40). A Igreja é chamada a sempre ser um “edifício espiritual”, espaço de cuidado e hospitalidade, especialmente para os que não tem lugar neste momento (cf. 1Pd). Deve-se ir ao encontro das vítimas, abaixar-se, tocar, acolher, recolher e levar para um lugar seguro e oferecer recursos financeiros para que a vida se restabeleça (Lc 10: 29-37).

    A IEAB, o mesmo tempo, demonstra preocupação com essa situação que se tornou corriqueira no Brasil. As enchentes e os resultados das mesmas não são simplesmente fenômenos naturais que atingem a população e o território aleatoriamente. Sabe-se que a intervenção humana, ou mais precisamente a falta da mesma em termos de prevenção e de políticas públicas ambientais e de habitação, além da corrupção na qual vivemos, é um elemento importante a considerar na ocorrência de enchentes nas cidades, provocando doenças, mobilidade forçada e fatalidades.

    Levantamos nossa voz para pedir urgência no atendimento as vítimas e transparência na administração dos recursos, provindos da solidariedade humano mas também dos cofres públicos. E continuaremos em observação ativa para que situações como essas possam acontecer cada vez com menos frequência até que não aconteça jamais. Seguimos lutando e nos juntamos as vozes de anjos e santos (movimentos sociais, igrejas, pessoas de fé, governos e pessoas de boa vontade) que se fazem presentes e atuantes no cuidado e na insistência ativa para que justiça seja feita e a vida continue sempre (cf. Lc 18:1-8).

    São Bento recorda no prólogo de sua Regra que “se desejamos a paz, vamos buscá-la”, ou seja, movimentar-se e sair ao encontro. Que Deus da vida e Ternura seja sempre com todos e acenda em nossas vidas o desejo insaciável de encontra-lo, especialmente nas vítimas desta tragédia que clamam por comida, água, moradia, justiça, cuidado e políticas que sejam permanentes.

    ++ Francisco de Assis da Silva

    Primaz do Brasil e Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 13:26 on 20/12/2013 Permalink | Responder
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    Mensagem de Natal do Bispo Primaz 

    Santa Maria, 20 de dezembro de 2013

    “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus” Sl 46,10

    Irmãos e Irmãs!

    Um dos personagens mais incríveis da História do povo de Deus é José, o pai terreno do bebê que mudou a história e esposo da mais corajosa das mulheres. No Evangelho do quarto domingo de Advento é revelado um traço extraordinário do caráter deste homem a quem não se atribui nenhuma fala nos relatos dos Evangelhos.

    O silêncio e a profundidade da obediência aos propósitos divinos se constituem em marcas essenciais de sua vida.

    Vivemos numa sociedade de muitas falas, de muitas falácias, de muitos discursos e nem sempre esta abundancia verbal representa obediência a Deus.

    O Natal nos exige calar, silenciar e entender o grande evento divino de um Deus cuja fala é o gesto concreto de humildade. Um Deus que assume ser gente como a gente.

    Que nossa atitude neste Natal seja aquela de José: um silêncio de obediência e compreensão da vontade divina para nossas vidas. Que nossas falas – em existindo – sejam a de um louvor que pulula em nosso coração e que se manifeste através de gestos concretos de amor ao mundo. Que sejamos cuidadores amorosos das dores e sofrimentos de nossos irmãos e irmãs em tantas partes do mundo que se atropela em suas próprias vazias palavras!

    Feliz Natal e um Novo Ano cheios de aprendizado e obediência à vontade de Deus.

    ++ Francisco de Assis da Silva

    Primaz do Brasil e Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 13:42 on 19/12/2013 Permalink | Responder
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    Mensagem Natalina da Câmara de Clérigos e Leigos da IEAB 

    Queridas irmãs e queridos irmãos,
    Que nesta época de expectativas pela vinda de Cristo no meio de nós, feito carne, e de final de ano, seja época de renovar os sonhos, tentar novamente e recomeçar.
    Mais que nunca, o que parece ser o fim é, na verdade, o início de novas lutas, conquistas e vitórias.
    Desejo a todos e todas que, nessa transição entre o fim e o começo, renovem suas esperanças, o gosto pela vida em comunhão com Cristo e com nossa Igreja, suas opções pela paz, seus amores pelo próximo, os comprometimentos com o todo…
    E sintam, mais do que nunca, a grande felicidade de sermos quem somos!
    Na paz de Cristo, desejo a todos e todas um Feliz Natal e um abençoado 2014!!!

    Sr. Fernando Luiz
    Presidente da Câmara de Clérigos (as) e Leigos (as)

     
  • SNIEAB 15:43 on 18/12/2013 Permalink | Responder
    Tags: , Pastoral Anglicana da Terra   

    Pastoral Anglicana da Terra e a Luta dos Guaranis por demarcações 

    No dia 13 de dezembro, o Vereador Paulo Porto e o Ven. Arc. Luis Gabas deslocaram-se para a cidade de Guaíra/PR. Lá encontraram-se com um casal que ali reside e trabalha. Ambos são devotados à causa indígena, apesar das pressões, perseguições e ameaças que sofrem do agronegócio, da mídia, dos políticos e das associações classistas locais. Há uma guerra declarada contra o Povo Guarani. Até um padre deu determinações de que os indígenas não tivessem acesso à água de uma determinada capela, porque não queria correr o risco de perder o “abençoado” dinheiro dos grandes. O Revdo. Gabas salienta que lhe veio à mente o modelo de Jesus Cristo e suas opções em favor do Reino.

    O sr. Lauro juntou-se ao Revdo. Gabas e ao Ver. Paulo, e foram para o município de Terra Roxa/PR, até as barrancas do Rio Paraná. Dali puderam vislumbrar a imponente Ilha Grande, aparentemente ainda bem preservada.

    Estavam sobre um sítio arqueológico que remonta ao século XVI, prova contundente de que se trata de um antigo território Guarani. Cacos de cerâmicas estão por todos os lados… Profanadores deste local sagrado instaram sobre ele uma mineradora que explora o leito do Rio Paraná, uma associação de pescadores e até um CTG (Centro de Tradições Gauchas).

    Não faz muito, e com todo o direito do mundo, famílias Guarani reocuparam à área. Não são muitos, mas querem permanecer num território que por herança e direito lhes pertence desde muitos séculos. A preservação da sua identidade cultural, da língua, dos costumes e da religiosidade dependem em muito de territórios tradicionais como este.

    O pior de tudo é que os Guaranis, milenares senhores destas terras do oeste do Paraná, estão sem nenhuma proteção do Estado e entregues à ganância avassaladora do agronegócio. A mídia, políticos influentes e organizações classistas plantam informações fantasiosas e mentirosas sobre os indígenas, gerando medo, rancor e ódio na população.

    Mas a utopia Guarani da “Terra sem Males” continua viva e consistente. Nhanderú (Deus) está com o Povo Guarani e sua luta por Tekorá (terra, onde preservar a cultura, a língua, os costumes e a religiosidade).

    Em nome das Dioceses Anglicana da Califórnia (EUA) e de Curitiba e da Associação Beneficente ‘Solidariedade e Paz’ da Paróquia da Ascensão em Cascavel/PR entregamos um barco aos indígenas da Aldeia ‘Araguadu’, tendo em vista a segurança alimentar dos seus moradores.

    Por Ven. Arc. Luis Carlos Gabas

    Diocese Anglicana de Curitiba

     
  • SNIEAB 15:30 on 18/12/2013 Permalink | Responder
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    Orações a Deus pelo povo do Sudão do Sul 

    Santa Maria, 18 de dezembro de 2013

    “Bem aventurados são os que choram, porque serão consolados” Mt 5,4

    Irmãos e Irmãs,

    Nesta época em que nos aproximamos da celebração do Príncipe da Paz, ficamos entristecidos com as noticias que ouvimos do Sudão do Sul. O processo de paz naquele país sofre com os constantes e violentos conflitos que já mataram recentemente mais de 500 pessoas, quase mil feridos e que já contam com mais de 15 mil pessoas desalojadas.

    Elevamos nossas orações a Deus pelo povo do Sudão do Sul e por suas lideranças para que tratem as diferenças políticas de forma pacífica e em constante diálogo. Oramos pelos nossos irmãos anglicanos para que suas vidas permaneçam em segurança e que por seu testemunho, contribuam para que as partes em conflito abandonem a violência e busquem soluções de paz.

    Que o nosso Deus conforte as famílias que vivem o luto, fortaleça os feridos e que o povo do Sudão do Sul construa sua nação de acordo com o seu lema: em Justiça, igualdade e Liberdade!

    Nossas orações, em especial, para o bispo Ruben Akurdid, da diocese de Bor, companheira da diocese Anglicana de Brasília.

    Conclamo nossa Província a orar pelo povo do Sudão do Sul em suas celebrações eucarísticas neste domingo 22 de dezembro, demonstrando assim que somos o corpo de Cristo, desejosos de que a Paz e a Justiça se tornem realidade naquele país irmão.

    Com meus votos de um abençoado Natal,

    ++ Francisco de Assis da Silva

    Primaz do Brasil e Diocesano em Santa Maria

     
  • SNIEAB 10:48 on 13/12/2013 Permalink | Responder
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    Declaração da Comissão Incidência Pública da IEAB sobre Prêmio de Direitos Humanos CONIC 

    Curitiba, 13 de dezembro de 2013

    Estimada Pastora Romi Márcia Bencke e demais irmãos/as e Igrejas membros do CONIC

    Paz e Bem!

    Desejamos expressar nossa grande alegria e júbilo pelo recebimento de tão importante comenda com referência aos Direitos Humanos. Como Igreja co-irmã e co-fundadora do CONIC nos sentimos honrados por esse ato que representa toda responsabilidade que nossa instituição tem tido no cuidado com o direito, a justiça e a dignidade humana.

    Graças a Deus que seu divino Espírito tem nos guiado no caminho do discipulado consciente e responsável, levando-nos a viver uma religião que procura encarnar o próprio Cristo na experiência de vida expressando-se no testemunho profético – de anúncio e denúncia -, na defesa dos pequeninos, na defesa da criação e de todas as suas criaturas sem exceção, sem exclusão.

    Nos sentimos honrados e felizes porque neste ano tão especial de atuação da Comissão da Verdade, com intenso envolvimento do CONIC e outros organismos ecumênicos e inter-religiosos, no contexto do Fórum Mundial dos Direitos Humanos, e celebrações de mais um aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com os quais estamos comprometidos como Igrejas Cristãs, nosso CONIC se destaca por sua atuação.

    Esse reconhecimento público aumenta nossa responsabilidade como cidadãos/ãs e como cristãos. Responsabilidade de continuarmos atentos a realidade deste mundo “amado por Deus”, responsabilidade de, “a tempo e fora de tempo”, anunciarmos nosso compromisso com a paz e com a justiça para todas as pessoas.

    Que a atuação do CONIC, através de sua Secretaria Executiva, da sua Diretoria, das Igrejas membros, que respaldam  suas ações, continue de forma determinada e perseverante na busca da utopia e sonho de Deus para toda a humanidade, “onde já não haverá mais guerra, as nações viverão em paz. Das suas espadas fabricarão enxadas e de suas lanças fabricarão foices…”(Is. 2) “Pois Deus vai criar um novo céu e uma nova terra…” (Is. 65.17) Até que “os reinos deste mundo se transformem no reino de nosso Senhor Jesus Cristo”.

    Com nosso abraço fraternal em Jesus Cristo nosso Salvador e Libertador.

    +Naudal Alves Gomes

    Presidente da Comissão de Incidência Pública da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil/IEAB

    (Direitos Humanos & Combate ao Racismo e Todas as Formas de Discriminações)

     
  • SNIEAB 16:36 on 09/12/2013 Permalink | Responder
    Tags: , Dom Naudal Gomes   

    Diocese Anglicana de Curitiba Comemora os 50 Anos da Paróquia da Ascensão 

    A Paróquia da Ascensão iniciou a semana comemorativa dos cinquenta anos de presença da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil na cidade de Cascavel com uma celebração litúrgica no dia 23 de novembro pp.. Focada na importância da comunidade cristã como espaço onde as pessoas se nutrem da Palavra e da Eucaristia, convivem entre si e são enviadas em missão, a celebração teve por objetivo comprometer ainda mais os(as) episcopais anglicanos(as) da Paróquia da Ascensão com a construção do Reino de Deus.

    Nos dias 25 e 28 pp., em conjunto com outras organizações e movimentos sociais, a Paróquia da Ascensão abriu suas portas para dois eventos significativos: “Diálogo inter-religioso, ecumenismo, espiritualidade e justiça social” e “Políticas afirmativas em defesa da mulher”. Ambos os eventos estavam inseridos dentro da programação dos ‘16 Dias de Ativismo de Gênero’ que pela primeira vez acontece em Cascavel.

    Representantes de religiões de matrizes Afro (Cadomblé, Umbanda e Ifá), espíritas (Kardecistas), católicos romanos (Pastoral do Menor) e anglicanos, estabeleceram uma roda de conversa em busca de proximidade, conhecimento mútuo, respeito às diferenças e acolhida fraternal. Terminamos o encontro com um caloroso e significativo abraço, porém, motivados para um segundo encontro que aconteceu no dia 04 de dezembro pp. no terreiro de Umbanda da Mãe Elaine. Concretamente ficaram definidas algumas ações que darão visibilidade a essa proximidade inter-religiosa: No dia 21 de dezembro pv. uma caminhada noturna pelo calçadão da cidade, com ênfase na religiosidade Afro (instrumentos, músicas, vestes, etc.); integração dos terreiros ao trabalho de enfrentamento à violência juvenil e um grande seminário sobre cultura, religiosidade, gênero, etc. que deve acontecer em 2014 numa parceria com a Unioeste e diferentes organizações.

    Mulheres da APP Sindicato e da Marcha Mundial fizeram uma exposição de como as mulheres estão se organizando a nível mundial, no Brasil e aqui em Cascavel para a garantia de seus direitos e o enfrentamento da violência. Nos dias 07-08 de março pp., mulheres anglicanas (Paróquia da Ascensão e da Capela Jesus Cristo Libertador do MLST), já haviam participado do encontro de formação acontecido na APP Cascavel, e, agora, devem fazer parte de forma mais consistente da Marcha Mundial.

    Embora não fizesse parte da programação comemorativa dos cinquenta anos, aconteceu na Câmara Municipal de Cascavel, na noite do dia 26 de novembro pp., o Ato em memória de Marçal Tupã Y, liderança Guarani do Mato Grosso do Sul, morto ha trinta anos atrás. Sua voz profética em defesa da cultura, da religiosidade e dos territórios indígenas foi calada tempos depois de ter pedido ao Papa João Paulo II que a Igreja se colocasse ao lado dos pobres e indefesos. O Ato foi chamado pelo Vereador do PCdoB Paulo Porto, professor da Unioeste e indigenista e contou com a presença de dezesseis organizações e movimentos, entre elas a Pastoral Anglicana da Terra. No final, todas as organizações e movimentos assinaram um documento denunciando a situação de violência a que estão submetidos os indígenas Guarani do Oeste do Paraná e do estado do Mato Grosso do Sul, e exigindo a imediata demarcação de seus tradicionais territórios. O documento foi entregue em mãos à Ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann que esteve recentemente em visita à cidade de Marechal Cândido Rondon, e também encaminhado à Funai.

    No sábado, dia trinta de novembro, tivemos a grande celebração dos cinquenta anos com a presença de D. Naudal Alves Gomes, da Rveda. Lúcia Sirtoli de Londrina, do Pe. Martinho, jesuíta da Paróquia Sto. Inácio e do Pr. Rui que é Luterano. Paroquianos, anglicanos(as) de outras comunidades, amigos e amigas ocuparam todos os espaços do templo. Muitas pessoas tiveram que permanecer do lado de fora.

    Tendo a primeira vela da Coroa do Advento à frente e o tradicional hino do Advento “O esperado” sendo cantado, entraram os celebrantes e foi então iniciada a grande celebração. Em seguida, um breve relato sobre a história da Igreja Anglicana no mundo, no Brasil e no Paraná. Destaque foi dado à presença Episcopal Anglicana no Oeste do Paraná, e em especial na cidade de Cascavel.

    A Bíblia foi então entronizada com uma música do compositor Zé Vicente interpretada por uma jovem da Pastoral da Juventude da Igreja Católica Romana. Na sequência uma série de pequenas leituras que proclamavam a verdadeira religiosidade e o papel da comunidade na construção de um mundo melhor (Mq. 6,6-8; At. 2,42-45; Rm. 12,5-8; Lc. 8,16-18). Foram ainda lembradas as “Cinco Marcas da Missão da Comunhão Anglicana”, e consequentemente foram feitos os pedidos de perdão em vista das limitações e fraquezas da comunidade quanto à Evangelização, Proclamação e Testemunho.

    D. Naudal em sua homilia falou do jeito de ser da Igreja e sua missão, e particularmente sobre a presença Episcopal Anglicana no Paraná, no Oeste e em Cascavel.

    Duas crianças receberam o Batismo (Kauê e Diego) e dois adolescentes (Gabriel e Gabriela) foram Confirmados. A água do Batismo foi levada ao altar por crianças da comunidade ao som de uma música que dizia da importância da água e o cuidado que devemos ter para com esse dom de Deus, tendo em vista da preservação da vida e do planeta.

    Durante o ofertório, jovens e adultos da Capela Jesus Cristo Libertador, do Pto. Missionário do Jardim Colméia, do Pto. Missionário do Assentamento Olga Benário de Sta. Teresa do Oeste e da comunidade de Foz do Iguaçu apresentaram uma mística que expressava o comprometimento da Igreja com a construção de um mundo mais justo e fraterno.

    Após a Comunhão foram lembradas e homenageadas pessoas que contribuíram para que a Igreja Episcopal Anglicana se estabelecesse na cidade de Cascavel, também outras pessoas e organizações que hoje dela fazem parte ou com ela congregam em ações transformadoras. O Rev. Phillip Getchell, missionário americano que veio morar em Toledo no ano de 1961, que atualmente reside na Califórnia; o leigo Daniel Bernardes da Silva, já falecido; a família Blanck, em cuja casa foi celebrado o primeiro culto em 27 de dezembro de 1963; o Rev. Fritz Schornack, também já falecido; Dna. Selma Bernardes da Silva, paroquiana mais antiga; o casal Gilmar e Olívia do Pto. Missionário Sta. Maria Madalena do Jardim Colméia; a Capela Jesus Cristo Libertador do MLST; o Pto. Missionário do Assentamento Olga Benário de Sta. Teresa do Oeste; o Movimento “Caminhada pela Vida” de enfrentamento à Violência contra os jovens da região norte de Cascavel e o Bispo diocesano, D. Naudal Alves Gomes.

    Descerraram a placa comemorativa representando diferentes momentos da vida da comunidade a senhora Selma (mais antiga), o senhor Lauro (que veio para a Igreja em 1998) e a Sirlei (recebida em 2013).

    Dada à benção, e cantando “Vai ser tão bonita”, de Zé Vicente, continuamos nossa celebração no salão paroquial com um coquetel de salgados, refrigerante e bolo.

    Completando os dias de comemoração, no dia 02 de dezembro p.p., a Igreja e a Paróquia foram homenageadas na Câmara Municipal de Cascavel pelos vereadores presentes à sessão. O ver. Paulo Porto enalteceu a presença e a ação da Igreja na região, e em especial na cidade de Cascavel. D. Naudal, rebeu em nome da Igreja um certificado e pode falar aos presentes sobre o jeito de ser da Igreja e sua missão nos dias de hoje.

     
  • SNIEAB 8:03 on 06/12/2013 Permalink | Responder
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    Nelson Mandela: Nota de Solidariedade do Primaz do Brasil 

    Santa Maria, 06 de dezembro de 2013

    “Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus” . Mateus 5.9

    Aos nossos irmãos e irmãs sul-africanos estendo meus sentimentos pelo passamento de um grande líder. Nelson Mandela foi capaz de reunir duas características raramente conciliáveis: a coragem e a ternura.

    Sua trajetória foi capaz de suportar a repressão de um injusto regime e transitar de forma íntegra da prisão à liberdade e vencer pelo exemplo. Quando a vitória o levou a dirigir o seu povo nunca usou o poder para vingar-se dos seus opressores. O processo de ampla reconciliação nacional revelou a sua profunda leitura espiritual da vida.

    Que seu exemplo sirva para os líderes de nosso mundo. Aos anglicanos da África e ao povo estendo as minhas orações para que o consolo de Deus seja com todos. Descanse em paz Mandiba! Que seu exemplo nos inspire!

    ++ Bispo Francisco de Assis da Silva

    Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

     
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