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  • SNIEAB 15:26 on 22/10/2013 Permalink | Responder
    Tags: , International Anglican Women’s Network   

    57a. Reunião da Comissão das Nações Unidas Sobre o Status da Mulher 

    Comunidades de Fé nas Nações Unidas: ativismo contra a violência de gênero?

    A violência contra as mulheres e as meninas sempre esteve presente na sociedade brasileira. Contudo a discussão sobre a temática ganha sentido nos anos 80, com atuação das Organizações Não Governamentais – ONGs, dos Movimentos Sociais de direitos humanos e Feministas, que contribuíram para tirar da invisibilidade as mulheres e meninas que viviam em situação de violência, trazendo para as rodas de diálogo toda forma de violência de gênero vivida por elas: seja a violência física, psicológica, sexual, religiosa, patrimonial, moral, econômica e/ou cultural.

    No Brasil esses movimentos foram de fundamental importância como ferramenta de pressão, de controle social e fomento de políticas públicas, bem como, para o resgate dos direitos e da dignidade dessas mulheres e meninas. A prevenção, o enfrentamento e a erradicação da violência de gênero são lutas constantes também para as ONGs e representantes de diversos Movimentos Sociais que estiveram presentes na quinquagésima sétima Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher (CSW 57), realizada em Nova Iorque, durante o período oficial de 04 a 15 de março de 2013.

    A Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher (CSW ONU) é uma organização independente que estabelece ligação com a ONU, em nome de ONGs, durante a preparação e operação da reunião anual. As Organizações Não Governamentais da CSW operam paralelamente e em parceria com o programa oficial da ONU.

    No dia 03 de março, o Armenian Convention Center sediou o Fórum de Organizações Não Governamentais (ONGs) da Comissão sobre o Status da Mulher (CSW) de 2013, evento que contou com a participação de representantes de diversos países, entre esses, mulheres e meninas de todas as idades. O protagonismo das meninas durante suas falas, performance teatral e as experiências partilhadas sobre o ativismo, demarcou a relevância da prevenção e criou esperança para que novas gerações possam viver em uma cultura de não violência.

    A primeira mensagem do dia foi proferida pela, na época, Diretora Executiva da ONU Mulheres, senhora Michelle Bachelet. Em seguida vários painéis foram apresentados por ativistas, acadêmicos, religiosos, embaixadores e representantes não governamentais. Tod@s expuseram seus trabalhos, questionaram e discutiram a temática, afirmando que a responsabilidade é de todos/as, e criticaram a falta de vontade política dos/as governantes no combate ao tráfico humano e à violência doméstica.

    O painel sobre o papel dos homens diante das violências contra as mulheres e meninas assinalou o quanto é imprescindível punir os autores de violência e a necessidade de se preocupar também com eles. Essa violência é “contra toda a sociedade [...] e atinge a todas e todos”. E mais uma vez as vozes ecoaram afirmando que a “violência é responsabilidade de todos”.

    Diante dessa compreensão, as Comunidades de Fé afirmaram, durante o encontro, que não podem mais compactuar com o silêncio, reconheceram que em todos os lugares ocorrem manifestações de violências em suas múltiplas formas contra as mulheres e as meninas no espaço público e no privado: nas casas, nas escolas, nas igrejas e nas ruas, e se comprometeram com a prevenção e com o enfretamento da violência de gênero.

    Durante a quinquagésima sétima Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher (CSW 57), as Comunidades de Fé, representadas por suas respectivas Organizações Não Governamentais, apresentaram ideias, interesses e propósitos diversos. Ressaltamos aquelas que reconhecem o Estado Laico, são ecumênicas, inclusivas, e respeitam as diversidades; como exemplo, destacamos  a International Anglican Women’s Network (IAWN) e a Restored – Ending Violence Against Women.

    International Anglican Women’s Network (IAWN)[1]


    A primeira a ser destacada é a Rede Internacional de Mulheres Anglicanas – International Anglican Women’s Network (IAWN), formada, em novembro de 1996, para garantir que as mulheres sejam ouvidas nos conselhos da Igreja, em particular no Conselho Consultivo Anglicano (ACC) e na Comissão Conjunta Permanente dos Primazes (CCP).

    A IAWN tem como Missão habilitar e capacitar todas as mulheres da Comunhão Anglicana para trabalhar cooperativamente em nível nacional, provincial/internacional, a fim de fortalecer os ministérios de mulheres no mundo de Deus e para garantir a equidade de gênero: que as mulheres sejam participantes e influentes em toda a Comunhão Anglicana.

    Em 2005, foi aprovada a Resolução 13-31 do Conselho Consultivo Anglicano (ACC), que incluiu o reconhecimento à igualdade de representação das mulheres na tomada de decisões em todos os níveis. A partir de então, foi reivindicado às Províncias que, em todas as reuniões e decisões, as mulheres estivessem presentes com voz e voto. Foi proposta, ainda, a recomendação de uma Comissão Permanente para realizar um estudo sobre o lugar e o papel das mulheres nas estruturas da Comunhão Anglicana.

    Em 2006, a rede foi reestruturada para elevar uma voz profética em toda a Comunhão Anglicana e por todas as comunidades em que vivemos, com o propósito de aumentar e viabilizar a comunicação: todas as mulheres da Comunhão Anglicana são convidadas a ter voz, expressar e compartilhar suas preocupações e conquistas.

    Em 2009, o Conselho Consultivo Anglicano (ACC) endossou os elementos da resolução 13-31 e, também, acenou com o seu apoio para a eliminação de todas as formas de violência contra as mulheres e meninas, a promoção dos direitos e do bem-estar das mulheres, e recomendou a implementação dos princípios sobre orientação de gênero (Resolução 14-33).

    A Rede Internacional de Mulheres Anglicanas (IAWN) continua a trabalhar para a participação plena e igualitária das mulheres em todas as comunidades da Comunhão Anglicana e, também, para apoiar a Plataforma de Ação das Nações Unidas, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – Metas do Milênio, e outras iniciativas das Nações Unidas e suas agências especializadas para a equidade de gênero.

    Restored – Ending Violence Against Women.[2]

    É uma aliança internacional cristã que trabalha com a temática da violência contra as mulheres e do HIV/AIDS. O foco específico da Our specific focus is on the prevention of domestic violence and sexual violence against women and girls.Restored, enquanto Organização Não Governamental – ONG, é a prevenção da violência doméstica e da violência sexual contra as mulheres e as meninas. Ela tem desenvolvido trabalhos na África, incluindo a Libéria, República Democrática do Congo e Etiópia, assim como na Ásia Central, Rússia e Reino Unido.  A Restored acredita que We believe that Christian churches have huge potential to help prevent violence, but also need to change their own attitudes and practice.as igrejas cristãs têm potencial para prevenir e combater a violência de gênero, mas também, elas precisam mudar suas atitudes e práticas.

    A Restored – Ending Violence Against Women acredita e anuncia que:

    • In 2011 Mandy won the Deloitte ‘Women Who Rock’ award for her work on gender equality and ending gender based violence.Mandy is passionate about seeing the church rise up to take action on ending violence against women and being a positive example to the world on healthy relationships.We believe that men and women are equal in the sight of God. Homens e Mulheres são iguais aos olhos de Deus. We believe that Violence Against Women (VAW) in all its forms is unacceptable, inexcusable and intolerable.
    • A Violência Contra a Mulher (VCM), em todas as suas formas, é inaceitável, indesculpável e intolerável. We believe that the safety of women and children is paramount and that any interventions to address VAW must reflect this.
    • We believe that relationships can be restored and that people can be transformed through the powe We believe that men and women should work together to transform relationships and end VAW. Homens e mulheres devem trabalhar juntos para transformar as relações e romper com as violências contra as mulheres e as meninas. We believe that the church has a vital role in transforming relationships and ending VAW both amongst Christians and in the community.
    • As relações podem ser restauradas; a verdadeira transformação das pessoas deve preceder a possível restauração das relações.
    • A igreja tem um papel vital na transformação das relações e na erradicação das violências contra as mulheres e meninas, tanto entre cristãos quanto na sociedade. As members of Restored, we commit ourselves to prayer and action to transform relationships and to prevent and end VAW.

    Ao término da quinquagésima sétima Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher (CSW 57), as ONGs e Comunidades de Fé retornaram aos seus respectivos países, assumindo o compromisso de dar continuidade ao diálogo, compartilhar o que foi discutido nas Nações Unidas, e construir ações de prevenção e enfrentamento da violência contra as mulheres e as meninas.

    Nosso compromisso, enquanto brasileiras e representantes anglicanas, pretende estar em consonância com o pensamento de Paulo Freire, quando afirma: “Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”. Percebo, assim, que o Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento – SADD, através das suas ações, projetos, investimento nos Contatos Diocesanos, diálogos com temas como HIV/AIDS, Violência Doméstica e Direitos Humanos, tem convidado todas as pessoas da IEAB a romper com o silêncio e se engajar ao serviço de diaconia social e política nas comunidades de fé.

    por Ilcélia Alves Soares


    [1]Rede Internacional de Mulheres Anglicanas (IAWN) http://iawn.anglicancommunion.org

    [2] Restored- Ending Violence Against Women http://www.restoredrelationships.org/

     
  • SNIEAB 15:17 on 22/10/2013 Permalink | Responder
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    IEAB Participa de Audiência Pública no Senado 

    Aconteceu no Senado, dia 17 de outubro pela manhã, a Audiência Pública sobre a implementação da Convenção 169, sobre os Direitos Fundamentais dos Povos Indígenas e populações tribais, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. Essa audiência foi um pedido do FEACT Brasil (Fórum Ecumênico ACT Brasil), do qual o CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs) é referencia neste período.

    Convenção 169 da OIT, da qual o Brasil é signatário, prevê em seu artigo 6º a consulta livre, prévia e informada dos povos interessados, “através de suas instituições representativas, cada vez que sejam previstas medidas legislativas ou administrativas suscetíveis de afetá-los diretamente”. Determina ainda que as consultas deverão ser “efetuadas com boa fé e de maneira apropriada às circunstâncias, com o objetivo de se chegar a um acordo e conseguir o consentimento acerca das medidas propostas.”

    Apesar do Brasil ser signatário dessa convenção, que é vinculante, ou seja, tem força de lei, os exemplos de desrespeito e declarado descumprimento da mesma se acumulam em nosso país. Por isso a insistência e os protestos dos povos indígenas, comunidades tradicionais e quilombolas, igrejas, organizações ecumênicas e organizações não governamentais de lutas por direitos tem se fortalecido nos últimos tempos.

    O Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) D. Maurício Andrade foi representar o Fórum Ecumênico ACT nesta audiência. D. Mauricio, juntamente com outras lideranças indígenas e dos movimentos sociais, cobrou a implementação dos termos dessa convenção e falou da importância de igrejas e do movimento ecumênico estarem alinhados e comprometidos com a luta pelos direitos humanos e do planeta.

    A luta dos povos indígenas e comunidades tradicionais é a luta de todos os cidadãos para um Brasil melhor e mais justo. É papel das igrejas e do movimento ecumênico continuarem sendo sinais de solidariedade e de compromisso com a justiça. Por isso D. Mauricio insiste na priorização de ações que visem garantir os direitos das populações desrespeitadas. As consultas previstas na convenção não podem ser simplesmente instrumentos formais. Urge ser espaços de exercício de escuta e verdadeira democracia para que as populações afetadas diretamente, e por consequência todo o Brasil, sejam escutadas e sua palavra respeitada e provoque incidência na elaboração das políticas publicas e na tomada de decisões dos poderes executivo, legislativo e judiciário neste país.

    O FEACT reafirma seu compromisso em continuar acompanhando esse processo e fazer eco das resoluções e permanecer em sua vocação profética de estar junto dos povos indígenas e populações tradicionais bem como continuar denunciando o desrespeito a essa resolução, cobrando do governo maior transparência nas consultas.

    D. Maurício ainda reafirma o compromisso de FEACT de permanecer junto, parceiro neste caminho, lembrando um antigo ditado: se queres viajar rápido vá sozinho, se queres viajar longe vá acompanhado.

     
  • SNIEAB 18:34 on 16/10/2013 Permalink | Responder
    Tags: , Primaz IEAB   

    Homenagens ao 6º Bispo Primaz 

    No dia 15 de outubro foi inaugurado na Galeria dos Primazes da IEAB,  o quadro de honra do Bispo Dom Maurício Andrade. A cerimônia ocorreu no escritório da Secretaria Geral da IEAB em São Paulo e contou com a presença do Bispo Flávio Irala (Diocese Anglicana de São Paulo), Reverendo Pedro Triana (Centro de Estudos Teológicos/CEA), Sra. Mara Luz (Christian Aid/Brasil), Sr. Marco Chamadoira (2º Guardião da Paróquia da Santíssima Trindade), Reverenda Carmen Kawano (Secretária Diocesana) entre outros convidados.

    A Galeria é formada por todos os Primazes que foram eleitos a partir de 1965. Dom Maurício passa para a história como o 6º Primaz da IEAB . A cerimônia foi conduzida pelo Secretário Geral, Reverendo Arthur Cavalcante, juntamente com toda sua equipe.  O Secretário destacou a importância de se marcar formalmente esse rito de passagem dentro da estrutura provincial e agradeceu pela oportunidade de poder servir com Dom Maurício nos dois últimos anos na IEAB.

    Outro momento marcante foi a homenagem prestada pela Junta Paroquial da Paróquia da Santíssima Trindade ao dedicar o espaço ” Pátio do Primaz Dom Maurício Andrade” . Dom Maurício ficou surpreso pela homenagem  e citou emocionado as palavras do Evangelho de Jesus Cristo sobre o Servo Inúltil (Lucas 17, versículo 10).  O bispo Dom Flávio afirmou que se sentia honrado em continuar acolhendo a sede provincial nas dependências de uma de suas paróquias e destacou que a Trindade segue com a vocação de homenagear em vida  homens e mulheres que servem a nossa Igreja.

    Também foram inaugurados dois novos escritórios  e um espaço multiuso para receber pequenas reuniões provinciais e paroquiais. O Reverendo Arthur agradeceu ao apoio e presença da Junta Nacional de Educação Teológica/JUNET na pessoa do Reverendo Pedro Triana. Logo após foi oferecido um pequeno coquetel aos convidados.

    Dom Maurício Andrade, 51 anos, serviu como Bispo Primaz durante 07 anos (2006-2013), e continuará seu episcopado à  frente da Diocese Anglicana de Brasília. Durante seu mandato acumulou a função tripla de ser diocesano, primaz e bispo responsável pelo Distrito Missionário Anglicano.

    O último ato do Primaz Dom Maurício Andrade será o de presidir o XXXII Sínodo Geral. O próximo Primaz da IEAB será eleito no dia 16 de novembro e instalado no dia seguinte, no Culto de Encerramento do Sínodo, na Catedral Anglicana do Redentor (bairro da Tijuca/RJ).

     
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