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  • SNIEAB 11:50 on 25/07/2012 Permalink | Responder
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    É Possível Construir a Paz? 


    O encontro “Jovens Construtores da Paz” aconteceu na primeira semana de Julho no Reino Unido. Oferecido pela Aliança Anglicana, nove jovens anglicanos de diferentes países se reuniram para conversar sobre paz e reconciliação.

    Durante quase dez dias de atividades a agenda dos jovens esteve lotada. Desde bate-papo com o Arcebispo de Cantuária Rowan Williams, reunião no Parlamento, visita a dioceses e até mesmo conhecer pessoas de outros países do mundo em um evento paralelo com a Comunidade Cruz de Pregos (Community Cross of Nails).

    No encontro os participantes puderam se conhecer e criar laços de amizade entre si. Vindos do Brasil, Zimbábue, Republica Dominicana, do Congo, Sri Lanka, Paquistão e Filipinas, um fato interessante foi  perceber que muitas vezes, o problema enfrentado na nossa comunidade é semelhante ao que ocorre em outro país. Com isso, a possibilidade de ajudarmos uns aos outros é ainda maior.

    Muitas vezes é fácil falar sobre “como fazer a paz” e, depois dessa experiência, eu pude perceber que também é fácil realmente termos ações que ajudem a construir a paz! Atividades como ouvir o outro, estudar o conflito atrelado ao desenvolvimento, violência urbana, dentre outros, foram temas abordados durante o encontro e que em algum momento cada pessoa se identificou e percebeu como ajudar.

    Uma mensagem do Arcebispo de Cantuária que me marcou foi quando ele disse que muitos problemas que nós vemos a cada dia não precisam ser daquele jeito. Na ocasião ele estava se referindo às favelas, mas podemos pensar nos nossos problemas como um todo ou nas dificuldades que a igreja e jovens encontram diariamente. Eles não precisam ser como são; sempre há uma outra forma!

    No final do programa tivemos de nos comprometer em dar continuidade no que foi aprendido e devemos fazer isso nos prazos de um, seis e 12 meses. Essa é uma missão difícil e é  necessário a ajuda de toda a Igreja Anglicana para que os planos possam se concretizar. Vamos continuar na luta então, como jovens, como cristãos, como anglicanos, lembrando sempre que há um outro modo de enxergar as desavenças que enfrentamos a cada dia.

    Yvi Leíse Rosa Calvani

    Diocese Anglicana de Curitiba

    Um Depoimento da Paróquia Cristo Rei na Cidade de Deus

    O encontro foi surpreendente, fantástico e inesquecível.
    O programa foi intenso e bem dinâmico, ao longo do tempo em que estávamos inseridos nas atividades, conhecemos pessoas e lugares diferentes – um diferencial do programa, e certamente, os turistas não conheceriam. Cada um contando sua experiência e tentando nos ensinar de alguma forma o que poderíamos por em prática ao chegarmos nas nossas casas.

    Conhecemos instituições engajadas na construção da paz e que buscam reconciliação.O que me deixou aliviada de certa forma, é saber que não estou sozinha. Que existem jovens comprometidos, que trabalham para alguma mudança, mesmo que esta seja pequena e que vivenciam conflitos em suas áreas. Ainda que por razões diferentes de violência, a essência é a mesma e geralmente suas consequências também.Outro ponto foi a consideração dos nossos depoimentos e a importância de ouvir o próximo.

    Dar a oportunidade do outro se expressar e descrever sua situação. Um exemplo, foi o encontro com os dois parlamentares: Iran Lewis e Douglas Alexander. Uma diferença da realidade brasileira, em que os políticos não estão sempre disponíveis e comprometidos (não são todos, é claro).

    E por fim, uma lição que poderei tirar deste encontro foi o perdão. Porque, visitamos uma igreja (the Community Cross of Nails em Coventry), que foi bombardeada pelos alemães na Segunda Guerra Mundial. E mesmo com essa situação, os ingleses locais não desistiram, e contruiram uma nova igreja ao lado da antiga. Trazendo uma mensagem de perdão: Deus perdoe os inimigos, afinal somos todos pecadores. Isso me marcou.Em Belfast, conhecemos dois paramilitares: um do lado católico e outro protestante. O homem do lado protestante é envolvido com atividades que tentam combater a violência, que afasta jovens das drogas, atividades como painting, esportes, etc. E mesmo este tendo matado muitas pessoas, atualmente ele atua evitando de alguma forma a violência na comunidade dele. Mostrando o seu arrependimento e tentando consertar o seu erro.

    Esses fatos me marcaram muito, principalmente para nós repensarmos nossos valores.

    Ana Carolina

    Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

     
  • SNIEAB 21:37 on 19/07/2012 Permalink | Responder
    Tags: , Sacerdócio Feminino   

    Primeira Bispa da Igreja Anglicana Eleita na África 

    Ontem a Igreja Anglicana das Províncias do Sul do Continente Africano marcaram um momento histórico ao nomear a primeira Bispa Anglicana para este Continente. A Reverenda Ellinah Ntombi Wamukoya, de 61 anos, tornou-se Bispa eleita de Swazilandia, a primeira mulher  das 12 Províncias Anglicanas da África. Neste ato, ela é a segunda mulher eleita por uma igreja tradicional para o continente africano.

    Sua eleição acontece justamente na comemoração dos 20 anos da aprovação pela Igreja Anglicana das Províncias do Sul do Continente Africano para a ordenação sacerdotal de mulheres, como presbíteras e bispas. As Províncias também incluem entre seus membros: Angola, Namibia, África do Sul, e Lesotho. Coincidentemente a reunião do Sínodo foi em Swazilandia em 1992.

    De início, a Reverenda Wamukoya não foi uma das candidatas, mas depois que sete rodadas de eleições sem resultados, a Assembléia Eleitoral convocou novos candidatos para participarem. Subsequentemente, ela recebeu a maioria de 2/3 de votos necessários em ambas das Câmaras, a do Clero, e a dos Leigos.

    Um observador descreveu à Assembléia como um “ambiente particularmente cheio do Espírito” e também foi comentado que sua eleição trouxe muita emoção na Diocese. A Diocese de Swazilandia foi fundada em 1968, e abrange três arquidioceses: a Swazilandia do Leste, a Swazilandia do Sul, e a Swazilandia do Oeste. Seu predecessor foi o Reverendo Meshack Mabuza nomeado bispo da Swazilandia em 2002.

    Atualmente a Reverenda Wamukoya é Capelã na Universidade de Swazilandia, e também na escola de segundo grau Saint Michael’s na cidade de Manzini. Ela também tem o cargo de diretora-presidente no Conselho Municipal de Manzini. Sua eleição deverá ainda ser confirmada pelos integrantes do Sínodo dos Bispos. Quando isto acontecer, a Reverenda Wamukova vai ser a 24a. Bispa não-aposentada da Comunhão Anglicana. Até o dia de hoje, as Igrejas Membros que nomearam e escolheram mulheres para o episcopado foram: Aotearoa, Nova Zelândia, a Polinésia, Austrália, e o Canadá; e na Igreja Episcopal de Cuba, e os países das Províncias do Sul do Continente Africano.

    Sendo que neste momento várias outras dioceses da ACSA vão escolher bispos/as antes do fim do ano e é bem provável que haja um serviço de Consagração para todos eles no início do ano.

    Em setembro de 2012 será celebrado o 20º aniversário da ordenação de mulheres para o sacerdócio nas Províncias dos Países do Sul do Continente Africano, paralelamente ao Encontro do Comitê Permanente das Províncias que terá como convidada especial a Bispa Barbara Harris da Igreja Episcopal (The Episcopal Church/EUA).

    Tradução para o português da ACNS http://www.anglicancommunion.org/acns/news.cfm/2012/7/19/ACNS5153

     
  • SNIEAB 11:20 on 18/07/2012 Permalink | Responder
    Tags: Diocese Anglicana Amazônia,   

    Diocese Anglicana da Amazônia: Uma Igreja em Missão 

     
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