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  • SNIEAB 16:09 on 27/09/2011 Permalink | Responder
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    A Igreja Anglicana e a Dedicação às Causas Indígenas no Brasil 

     

    Artigo publicado no Episcopal News Service, por Lynette Wilson*

     

    Pedro Alves, um cacique Guarani, vive com o seu povo em Tekoa Vy’a Renda Poty, uma pequena tribo pertencente à cidade de Santa Helena no Estado do Paraná, e a cidade lhes auxilia com as necessidades básicas.

    Aproximadamente nos últimos 35 anos, o Guarani, uma vez um povo nômade auto-sustentável vivendo no que então eram suas terras aborígenes densamente arborizadas, sub-tropiciais e abundantes em biodiversidade, foram submetidos à dependência com o crescimento da agricultura industrial no Brasil, concomitantemente à construção de Itaipu, a maior hidrelétrica do mundo.

    “Na época em que a barragem foi construída, nossas matas, nossas terras, tudo foi destruído, e então nós ficamos sem nada”, comenta Pedro, o cacique, por meio de um intérprete. Antes da construção da barragem, o povo Guarani vivia numa área de proteção que fica próxima ao que hoje é o rio. “A Itaipu expulsou a gente de lá e nos deu uma área de 231 hectares. Naquele tempo, havia apenas 19 famílias. Então, mais famílias vieram se juntar e não sobrou espaço para cultivar alimentos”.

    Para quem já ocupou mais de 200 hectares, hoje a tribo – que tem 25 famílias, totalizando 85 pessoas – vive num espaço de menos de 5 hectares, a 120 km de Itaipu. Moram em casebres feitos com paus avulsos, os telhados reforçados com materiais de plástico vindos do lixo. Escorre água de uma bica comunitária.

    Iniciando na década de 1970, os índios Guarani que viviam próximos da área de construção da hidrelétrica foram forçados a mudar suas reservas de lugar, provocando problemas desde que isso começou a ser estudado e documentado por acadêmicos: aumento de população, conflitos concernentes às divisas de reservas, conflitos religiosos e a rejeição de outros povos indígenas que, em anos anteriores, já haviam ocupado as reservas escolhidas.

    O reverendo Luiz Carlos Gabas, pastor Anglicano da Diocese de Curitiba, visitou a tribo de Pedro há três anos. Depois disso, com o auxílio do bispo diocesano Naudal Gomes, surgiu a Pastoral Anglicana da Terra como um artifício para que indivíduos, paróquias e a diocese se dedicassem a assuntos da justiça climática e aos direitos dos povos indígenas, de camponeses e dos sem-terra.

    A Pastoral Anglicana da Terra é também apoiada por uma relação cordial entre a Diocese de Curitiba e a Diocese Episcopal da Califórnia, relação essa facilitada por Michael Tedrick, um missionário da Diocese da Califórnia apontado pela Igreja Episcopal.

    “Nós enxergamos a relação entre a luta deles e a luta dos indígenas na América do Norte, a luta dos pequenos agricultores e suas famílias e a luta dos imigrantes declarados e não-declarados nos Estados Unidos”, contou Michael Tedrick. “É nas nossas lutas que ganhamos um entendimento mais profundo das nossas similitudes”.

    Como nos contou o reverendo Gabas, por meio de um intérprete, não é proposta da Pastoral Anglicana da Terra evangelizar, mas compreender as vicissitudes dos povos indígenas e defender seus direitos. Os povos indígenas, e em especial o Guarani, possuem uma rica vida espiritual e crenças que serviram de inspiração a muitas pessoas, incluindo a líderes do movimento da Teologia da Libertação.

    “O povo Guarani possui um sonho utópico, que é caminhar em direção ao leste em busca da ‘terra prometida’”, explica Naudal. “Os índios mesmos a chamam de ‘terra sem males’”.

    Gabas aprofunda-se nas explicações:

    “Quando chegaram os portugueses e os espanhóis, os índios começaram a perder seus territórios. Antes da ocupação estrangeira e da violência, eles visualizavam uma terra sem males onde nenhum mal poderia existir.

    De fato, a visão utópica de uma “terra prometida” inspirou a Teologia da Libertação, e o teólogo da libertação Pedro Casaldaliga, que trabalhou com povos indígenas, criou a Missa da Terra Sem Males com base nesse sonho, como esclareceu ele.

    Em geral entendida como um construto da Igreja Católica Romana na América Latina, a teologia da libertação tem sido largamente usada como base para a mudança social por grupos religiosos no mundo inteiro. A ascensão de uma liderança conservadora na Igreja Católica Romana fez com que a igreja se distanciasse da teologia da libertação.

    “O que eu aprendi com essas pessoas seculares que trabalham tanto com o movimento sem-terra quanto com o povo guarani é que, ao passo que há grande gratidão para com a solidariedade que a Igreja Católica [Romana] mostrou para ambos esses grupos, e para os pobres no passado, os novos advogados que se levantam com coragem junto aos sem-terra e ao povo guarani são a Igreja Episcopal e outros parceiros,” disse o Bispo da Diocese da Califórnia, Marc Andrus, que visitou as aldeias guarani em abril de 2011.

    Ele continua: “Consegui ver isso com muita, muita concretude em Cascavel, onde a paróquia local liderada pelo Gabas trabalha de maneira paralela com ambos os grupos e, com força fenomenal, une os dois grupos destituídos de força, o Guarani e os sem-terra, para que comecem a fazer causa comum juntos… Isso é uma coisa nova que realmente está recebendo a mediação da paróquia local em Cascavel, e isso é incrivelmente fantástico”.

     

    A Vida Espiritual

    Na aldeia de Pedro, como em grande parte das tribos guarani, a casa de orações está no centro da vida da aldeia.

    “Eles são um povo muito espiritual”, comenta Paulo Humberto Borges, professor na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, comunicando-se através de um intérprete. “Eles são vistos como um dos povos mais espirituais das Américas. E a resistência cultural do Guarani também se deve a sua espiritualidade”.

    Paulo Borges, que apresentou Batas ao povo Guarani, deu início ao seu trabalho com os povos indígenas em 1990 em conjunto com missionários jesuítas. Voltou-se para a resolução de questões de divisão de terras com Índios na Amazônia, e faz 11 anos que tem se dedicado aos indígenas Guarani.

    Com uma população superior a 200 milhões de habitantes, o Brasil é a 10ª maior economia do mundo, embora mais que 26% da população viva na pobreza – muitos em extrema pobreza. Uma pequena quantidade de abastadas multinacionais é proprietária da maior parte da terra, o que ocasionou conflitos de posse, violência e morte.

    Tanto os sem-terra quanto os indígenas brasileiros lutam por território e envolvem-se com as práticas da agricultura nacional, e os sem-terra treinam líderes para a vida política. Gabas também se volta ao trabalho com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, um grande movimento social organizado por trabalhadores rurais que lutam pela terra e pela reforma agrária no Brasil.

    “O povo Guarani intenta reaver os territórios tradicionais de seus ancentrais, e seu foco principal é manter vivas sua cultura, sua língua e sua religião”, diz Gabas. “Eles também se preocupam com agrotóxicos e pesticidas. E desejam poder fornecer alimento o suficiente para si próprios sem a ajuda do governo. Os sem-terra, por outro lado, envolvem-se em política e com o governo.

    “Os indígenas nunca receberam a posse da terra pelo fato mesmo de serem indígenas”.

    A terra onde hoje se assenta Tekoa Vy’a Renda Poty já pertenceu aos seus ancestrais, conforme citou Pedro Alves, o cacique.

    A Barragem

    Quando Itaipu foi construída, inundou-se 80.000 hectares de terras indígenas, e a hidrelétrica apenas compensou essa perda depois de muita pressão. No fim das contas, eles receberam, pelo que perderam, 6.000 hectares espalhados em três áreas, como contou Paulo Borges.

    “A Itaipu só podia ter sido erigida durante uma ditadura”, diz ele.

    Guiados principalmente por alta demanda de energia no Brasil, o governo deste país e do Paraguai, o país vizinho, começaram a negociar a construção da barragem hidrelétrica na década de 1960, assinando o Tratado de Itaipu, um acordo necessário para arrear a potência do Rio Paraná, em Abril de 1973. Já em Maio de 1974, foi criada a Itaipu Binacional para construir, e depois administrar, aquela que é a maior usina hidrelétrica do mundo em termos de produção de energia, suprindo 20% da demanda energética do Brasil e 90% do Paraguai.

    A primeira fase da construção da barragem começou em 1975 com a escavação do canal do Rio Paraná, havendo um eventual desvio do curso natural do rio, sob o governo de Ernesto Beckmann Geisel, um presidente apontado pelo exército.

    Cotejada com as Cataratas do Iguaçu, um patrimônio da humanidade que atinge 80 metros de altura, a usina hidrelétrica de Itaipu, que foi planejada com inspiração nas cataratas, poderia ser descrita como uma maravilha da engenharia igualmente gigante, com uma altura de 196 metros.

    Em 2003, a Itaipu Binacional mudou sua missão institucional para incorporar a responsabilidade ambiental e o desenvolvimento sustentável aos objetivos corporativos estratégicos da empresa, como mencionado no livreto “Cultivando Água Boa”. A mudança exigiu que a Itaipu Binacional abrisse diálogo e formasse parcerias com os “inúmeros atores envolvidos”, incluindo o povo guarani, nas 29 cidades incluídas na bacia do Paraná – conjunto de canais ligados aos 175 km da bacia hidrográfica da usina.

    A Tríplice Fronteira, em meio a qual se localiza a Usina de Itaipu, possui uma história inseparável da presença indígena, especialmente do povo Guarani, que exerceram enorme influência cultural na região, narra o livreto. Hoje em dia, essas comunidades são populações em risco social e, por conta disso, a Itaipu Binacional está tentando desenvolver ações que lhes permitirão possuir melhores condições de vida, com novas oportunidades de geração de renda, assistência técnica e produção de alimentos para consumo próprio, resgatando sua cultura e auto-estima, e o estímulo de artesanatos, entre outros.

    A Itaipu Binacional reconhece que relações historicamente desiguais subordinaram os Índios aos brancos, uma relação impulsionada pela troca de pequenas exigências em curto prazo. Uma nova abordagem exige que se estabeleça um processo de tomada de decisão com a participação dos indígenas, em que eles sejam, na prática, os atores principais, o que vai requisitar paciência, conta o livreto.

    Os Povos Indígenas

    A população indígena brasileira é de meio milhão de pessoas, divididas em 400 tribos e falando 170 línguas diferentes, conta Paulo Borges. “São todos muito distintos”, acrescentando que só no Paraná há três tribos diferentes.

    O Guarani caçava e praticava a agricultura, mas pouquíssima terra lhe restou no Paraná após a construção da barragem e do crescimento do agronegócio, que incentivou a demanda e a competição por terras.

    “Antigamente, eles possuíam extensões de terra bastante, bastante extensas, porém agora eles precisam se adaptar a territórios pequenos”, Paulo Borges disse. “Seus líderes espirituais dizem que o mundo perdeu o equilíbrio e que o homem branco comete grandioso pecado quando afirma que a terra tem dono. Ora, o único dono da terra é Deus, chamam Deus de nhanderu, que quer dizer “pai de todos”. E a Jesus Cristo, nandeJara, que quer dizer “nosso dono”. Há uma grande diferença entre Deus e Jesus Cristo”.

    Um dos grandes desafios para os povos indígenas é a auto-suficiência. Estão cientes de que depender do governo para o suprimento de suas necessidades básicas acaba por prejudicar sua luta política.

    “Existem algumas comunidades indígenas – como na Amazônia, por exemplo – onde se pode encontrar reservas que são terrenos largos e extensos onde eles ainda possuem autonomia”, conta Borges. “Contudo, no resto do Brasil, ao sul, ao sudeste, ao nordeste, essas áreas são muito pequenas para as necessidades do guarani ou outros indígenas. Apenas na Amazônia alguns deles possuem terra o suficiente para existir. Na nossa região, por exemplo, os povos indígenas precisam se adaptar a outra lógica de vida – que envolvem a economia e outras formas de organização – e esse é o seu grande desafio, prosseguiu Paulo Borges”.

    Sem terras o suficiente, os povos indígenas acabam dependendo do auxílio de terceiros. Além disso, a liderança indígena está começando a entender que a continuação de sua existência nativa depende de projetos políticos estatais.

    “Projetos brasileiros que prezem e concedam vantagens ao agronegócio sempre serão prejudiciais aos nativos”, comenta Paulo Borges. “Projetos brasileiros que concedam vantagens a famílias brasileiras e a pequenos agricultores provavelmente serão mais favoráveis aos povos indígenas, e é essa a razão pela qual hoje em dia os indígenas do Paraná estão se unindo ao movimento sem-terra e à Via Campesina.”

    Todavia, acrescentou o professor, o envolvimento de cooperativas indígenas na política nacional é maior em outros países Sul Americanos, como no Peru e na Bolívia, onde o povo elegeu um presidente índio, Evo Morales.

    “Há, no Brasil, conflitos entre os índios. Alguns são a favor, outros são contra o movimento”, Borges comentou. “Aqui no Brasil há índios que não tem contato algum com a civilização como a entendemos, e outros que estão em contato direto com a civilização. Há aqueles que têm muita terra, e outros que não possuem terra alguma, ou apenas um pedacinho de terra. Por isso, surgiram conflitos de interesse. O próprio governo brasileiro tem comprado e corrompido a sociedade indígena”.

    O governo não possui políticas que mostrem predileção por uma ou outra tribo, mas existem casos em que ele se adiantou para atender às necessidades de algumas, e não de outras. No Paraná, por exemplo, os Kaingang receberam mais atenção, explicou Borges. “Os índios guarani possuem menos políticas, e os Kaingang se uniram com a FUNAI, mas os índios guarani não, e têm menos força. Então, dependendo da estratégia de luta, os resultados são diferentes”, diz Borges.

    A Fundação Nacional do Índio, FUNAI, é uma organização governamental que estabelece e realiza políticas relacionadas aos povos indígenas.

    Existe um grande debate nacional concernente aos assuntos indígenas, e a moderna constituição progressiva do Brasil defende os direitos dos povos indígenas, conta Paulo Borges. A mineração, por exemplo, é proibida em terras pertencentes aos povos indígenas, mas Paulo acrescenta que interesses financeiros também exercem grandioso poder na modificação das leis.

    “Onze por cento dos territórios nacionais pertencem aos indígenas, mas na constituição a ‘união’ só pode explorar esses territórios se os Índios derem permissão, diz ele. No governo, leis têm sido projetadas para que os indígenas, a mineração e as monoculturas possam coexistir, favorecendo os indígenas. 

    No início de Setembro, os índios guarani exigiram que a Shell, companhia de óleo global, parasse de usar a terra de seus ancestrais para a produção de etanol.

    Como notou Paulo Borges, os índios terem entendido que possuem interesses comuns e o aumento na união entre eles, que se deu pelo conhecimento das necessidades de todos, é um fenômeno recente. “Através da história, e até há uns cem anos, quase todos os indígenas eram inimigos. Os kaingang entraram em contato com a civilização na década de 1930, mas os guarani já o fizeram há 500 anos. De acordo com a FUNAI, aproximadamente 67 tribos no Brasil não possuem contato periódico com pessoas fora de suas tribos. Em Janeiro de 2011, ela liberou fotos de uma tribo totalmente isolada próxima da fronteira com o Peru. 

    Apesar das diferenças de língua, cultura e religião, Paulo Borges comentou, a maior parte das tribos indígenas viveram ou vivem numa forma de comunismo primitivo, compartilhando abrigo, alimento e trabalho.

    “Por exemplo: o guarani possui uma palavra para descrever sua economia, Jopoi. Quer dizer ‘mão aberta’. Isso descreve sua economia. São generosos… Por não ser um povo que acumula, eles não fecham as mãos”.

    O povo guarani vê pessoas de descendência européia tanto na América Latina quanto na América do Norte como de mãos fechadas, conta Andrus, explicando seu encontro com a sociedade de “mão aberta” do Guarani.

    “Quando eles recebem algo, eles já se perguntam como é que vou passar isso em frente, para que não necessariamente o passem em frente sem mudanças, mas como passá-lo em frente, melhorado, para a pessoa certa que está certa em recebê-lo”, diz ele. “É uma dinâmica que está aberta, para que, se eles receberem dinheiro, ou sabedoria, ou entendimento emocional, ou posses de quaisquer tipos, eles estejam se perguntando como aquilo poderia passar da mão que o recebe agora para a mão que o passa adiante”.

    Aplicar uma “mão aberta” a uma economia – observando como melhorar e passar adiante o que se recebe – poderia ser transformador numa economia, acrescentou ele.

    “Pra mim, há outros jeitos de vida e de organização que não o capitalismo. Há outras manifestações de cultura, fora a cultura cristã ocidental branca. E existem culturas que têm respostas ricas à realidade… e essas culturas compõem a humanidade, fazem parte dela”.

    Em Setembro de 2007, A Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, que contém 46 artigos cujo objetivo é proteger os direitos dos índios e, portanto, a sua existência.

    “Quando qualquer cultura humana desaparece, a humanidade se torna mais frágil, mais pobre. E os índios nos mostram que é possível resistir e manter sua integridade mesmo quando estão lutando contra uma cultura globalizada como a nossa”.

    “E, além disso,” ele acrescenta, “temos uma dívida histórica para com esses indivíduos. O que chamamos de descoberta da América foi, na verdade, um real holocausto para eles”

    Para mais informações acerca da Pastoral Anglicana da Terra, escreva para o Reverendo Luiz Carlos Gabas, cujo endereço eletrônico é luicargabas@yahoo.com.br 

    * Lynette Wilson é editora/repórter para a Episcopal News Service. Viajou em Maio ao Brasil para relatar os problemas enfrentados pelos povos indígenas. Tradução ao português por Guilherme Levinski.

     
  • SNIEAB 9:48 on 23/09/2011 Permalink | Responder
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    Visita do Secretário Geral a Catedral Anglicana de São Paulo 

     
  • SNIEAB 16:12 on 22/09/2011 Permalink | Responder  

    Conferência dos Secretários Provinciais na Cidade do México 

    Impressões sobre a 7ª Conferência de Secretários (as) Provinciais da Comunhão Anglicana

    Entre os dias 25 de agosto a 1º setembro, ocorreu na Cidade do México, a 7ª Conferência de Secretários (as) Provinciais da Comunhão Anglicana. O convite e a direção principal dos trabalhos ficaram a cargo dos Secretários da The Church in Wales e da The Anglican Church of Canada, a saber, Sr. John Shirley e do Venerável Arcediago Dr. Michael Pollesel. Foi perfeita a acolhida da La Iglesia Anglicana de Mexico, principalmente pela liderança do seu Secretário Geral, Reverendo Cônego Habacuc Ramos-Huerta.  

    Esse encontro possibilitou um espaço para o compartilhamento das experiências dos Secretários no aspecto administrativo das suas respectivas Províncias. Cada um teve a oportunidade de falar sobre a conjuntura atual de suas Igrejas.

    O Escritório da Comunhão Anglicana esteve presente com sua equipe, liderada pelo Reverendo Cônego Kenneth Kearon (Secretário Geral da Comunhão Anglicana): Sr. Andrew Franklin (Diretor de Finanças), do jovem Sr. Jan Butter (Diretor de Comunicação), da Reverenda Terrie Robinson (Networks e do escritório de mulheres) e Sra. Sally Keeble (Diretora da Aliança Anglicana).

    Todas as reuniões de trabalho foram iniciadas com Ritos Eucarísticos dirigidos pelos próprios representantes provinciais. Na partilha do Pão e do Vinho, ficaram unidas todas as províncias anglicanas dos cinco continentes.

    Destaco e compartilho os principais pontos da agenda dos Secretários Gerais:

    - O Secretário da The Church in the Province of West Africa, Reverendo Cônego Anthony Eiwuley e o Dr. Gregory Straub (The Episcopal Church) conduziram uma sessão com trocas das experiências provinciais sobre o que significa ser um secretário geral/provincial.

    -A palestra sobre os desafios financeiros enfrentados pelas Províncias, principalmente a partir da crise de 2009. Foi um momento dirigido pelas igrejas do Canadá e do Brasil.

    -O pronunciamento do Reverendo Cônego Bruce Woodcock (The Episcopal Church) sobre o Church Pension Fund

    -Os comentários sobre Missão, dirigida pelo Secretário da The Church of England, Sr. William Fittall.

    A equipe do Escritório da Comunhão Anglicana apresentou as seguintes palestras: sobre a comunicação (papel e importância), os networks, violência de gênero, ações de desenvolvimento (papel da Aliança Anglicana) e um relatório sobre finanças. O Cônego Keathon, na segunda parte de sua apresentação, palestrou sobre a importância das províncias em dar prosseguimento com os grupos de Indaba, iniciado pela última Conferência de Lambeth (2008). Igualmente solicitou às províncias que enviassem em 2012, seus relatórios para Londres sobre a avaliação ou como andam as discussões ao The Convenant Process.

    No domingo (28.08) todos os representantes foram convidados para visitarem as paróquias locais. A IEAB com The Anglican Church in Aotearoa, New Zealand & Polynesia, The Church of the Province of the Indian Ocean, e Mr. Andrew Franklin (Escritório da Comunhão Anglicana) visitaram a Catedral Anglicana do México. Logo após o serviço religioso participamos de um almoço oferecido pela comunidade local. Tivemos a chance de conhecer o centro histórico da Cidade do México e ter um contato com a riquíssima cultura do país.

    Na manhã do dia 29.08 tivemos uma apresentação do Bispo Primaz Carlos Touche-Porter sobre a La Iglesia Anglicana de Mexico, na qual abordou a história e as particularidades culturais, pastorais e teológicos. À tarde, o grupo de secretários visitou o Centro Diocesano para conhecer as instalações físicas, a equipe de trabalho e os bispos das dioceses mexicanas.

    O Encontro dos Secretários Gerais foi um momento muito importante para aprofundar o meu conhecimento sobre as estruturas da Comunhão Anglicana e ao mesmo tempo, tomar ciência da relação das Províncias com a nossa IEAB. Foi um espaço para reforçar os laços de comunhão histórica com The Episcopal Church (Estados Unidos) e com The Anglican Church of Canada e ampliar contatos com outras províncias. Pude compreender um pouco mais sobre a cultura, o anglicanismo e a diversidade nas províncias africanas. Foi uma oportunidade para estabelecer contato com o novo Secretário Geral da Iglesia Anglicana del Cono Sur de America, Reverendo Daniel Genovesi e partilhar com ele o desejo da IEAB em estreitar o diálogo com nossos irmãos da Província do Cone Sul.

    Finalmente destaco a reunião, no dia 31.08, dos Secretários das Igrejas do Canadá, dos Estados Unidos, do México, das Índias Ocidentais, do Cone Sul, e do Brasil, para discutir qual das províncias iria sediar o 2º Encontro dos Anglicanos das Américas. A IEAB teve a honra de ser indicada para ser a próxima anfitriã em 2013.

    Mais notícias acessar:  ACNS 

    Reverendo Arthur Cavalcante +

    Secretário Geral IEAB

     
  • SNIEAB 20:23 on 20/09/2011 Permalink | Responder
    Tags: ACEN, Criação de Deus, ,   

    Crise e Compromisso 

    A criação está em crise. Esta é a conclusão da reunião da Rede Ambiental da Comunhão Anglicana – ACEN, realizada em Lima, Peru, em agosto de 2011. Cada participante dos vários lugares da Comunhão relatou os efeitos em suas regiões da mudança climática acelerada e da degradação ambiental induzida pelo ser humano. Descobrimos também que há uma grande ignorância e, em alguns casos, falta de vontade de agir.

    Veja na íntegra os documentos elaborados a partir da Declaração de Lima e o Relatório Final da IEAB

    Relatório do Brasil sobre a Conferência de Lima

    Crise e Compromisso – Declaração de Lima

    O moderador da Rede Anglicana de Meio Ambiente, Bispo George Browning (Austrália),  em carta dirigida ao Secretário Geral da IEAB, Reverendo Arthur Cavalcante, incentivou a província brasileira implementar três ações consideradas importantes em favor da Justiça Ambiental:

    1 – que, sempre que possível, os custos destinados para as questões  ambientais tenham o mesmo peso em relação aos outros ítens do orçamento financeiro pronvincial; 

    2 – que na consideração do orçamento destinado ao meio ambiente, também estejam incluídas auditorias ecológicas, a saber: “ecologização”  dos prédios da Igreja (templos, escritórios e outros), manutenção de jardins, fazendas, e cuidado de árvores  como também a proteção da bio-diversidade  no âmbito onde se encontra a Igreja. Igualmente verificar a qualidade dos materiais e objetos utilizados pelas paróquais na realização dos cultos, em atividades de  educação e de estudo.

    3 - a Rede encoraja a IEAB a contratar um profissional para organizar e planejar estrategicamente ações  de justiça ambiental na província. Igualmente terá o papel de intermediar em nome da Igreja, várias atividades sociais procurando animar os fiéis a se envolverem com as questões ambientais.

    -

    Rev. Arthur Cavalcante

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 1:43 on 01/09/2011 Permalink | Responder
    Tags: ,   

    Encontro do SADD no Distrito Missionário Anglicano 

    Durante os dias 26 a 28 de agosto foi realizado, curso Capacitação SADD (Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento), demostrando a ferramenta Moodle e BigBueButton, ministrado por Revd. Robert Adan e iniciando o Curso de “Gestão de Projetos Sociais”, ministrado por Robison Luz (representante do SADD no Distrito) com vista à consulta nacional de saúde e direitos humanos.

    O curso continua via Web através da metodologia do EAD. Participaram representantes de Campo Grande (M.L. Cristiane Maciel), Ariquemes (M.L. Elineide, Rev. Hugo Sanches, Lúcia Sanches), Campo Verde (Sachiko Tamaki) e Porto Velho (Rev. Robert Adan, Robison Luz, M.L. Elani Silva, David André, Érica da Silva, Berenice Luz, Marcus Loureiro, Rubency Luz, Luís Carlos). Para instalação da ferramenta Moodle tivemos o apoio técnico de Giovane Silva da Universidade Federal de Rondônia. Essas ferramentas são parte de um laboratório de comunicação com uso de mídias digitais do Distrito que podem beneficiar a comunidade deste e toda a Província.


    No domingo dia 28, iniciou-se pela manhã reunião para partilha de experiência em trabalhos sociais e encerrando com a comunhão eucarística à noite.

    -

    Reverendo Robert Adan

    Distrito Missionário Anglicano

     
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