Encontro dos Primazes – Resumo 3

Dia 4

O dia começou com uma apresentação do trabalho da Comissão Interanglicana para Unidade, Fé e Ordem (CIAUFO). O coordenador da comissão, Arcebispo Bernard Ntahoturi, do Burundi, lembrou ao grupo que a CIAUFO é uma comissão criada após uma resolução do 14° Conselho Consultivo Anglicano e endossada pelo Encontro dos Primazes. Trata-se de uma combinação de duas comissões anteriores: o Comitê Interanglicano de Relações Ecumênicas (CIARE) e a Comissão Doutrinária e Teológica Interanglicana (CDTIA), além do trabalho do Grupo de Continuação Windsor.

Ele contou aos outros primazes que na reunião de dezembro da CIAUFO, na África do Sul, o trabalho dos membros foi dividido em quatro grupos. O primeiro pôs-se a estudar a definição de “igreja”: “a Comunhão Anglicana é uma Igreja ou uma comunhão de Igrejas?” O segundo grupo lidou com o Pacto Anglicano e recursos para seu estudo. O terceiro grupo estudou os instrumentos da Comunhão, seu significado teológico e como eles se relacionam. O último tentou compreender o tópico de “recepção”, ou seja: como o trabalho dos instrumentos e diálogos ecumênicos é transmitido e entendido em todos os níveis da Comunhão Anglicana.

O Arcebispo Bernard disse que, além dos instrumentos da Comunhão, há outros mecanismos informais que contribuem para o fortalecimento, avivamento e união da Comunhão Anglicana. Ele deu como exemplos as redes anglicanas internacionais, agências missionárias, princípios de direito canônico e as uniões de mulheres.

Posteriormente, os primazes prosseguiram na discussão do que criam ser os pontos fundamentais dos últimos dias. Alguns deles foram as expectativas para os encontros de primazes, o papel de um primaz, o lugar das igrejas unidas (como as que existem na Índia, Paquistão e Bangladesh) na Comunhão e a realidade da diversidade linguística da Comunhão. A pedido dos primazes, o grupo fez uma visita ao centro de Dublin, a caminho do jantar, para visitar o Trinity College e ver o Livro de Kells, um manuscrito celta dos Evangelhos, repleto de iluminuras e confeccionado no século IX.

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Equipe do Serviço de Notícias da Comunhão Anglicana