Esforços humanitários continuam na Região Serrana do Rio de Janeiro 

O número de mortos no Estado do Rio de Janeiro continua a subir, após severas tempestades que trouxeram efeitos devastadores à Região Serrana fluminense.

A área, que viveu ciclos de plantações, imigração suíça e alemã e produção de hortaliças para o Grande Rio é tida como um dos pontos turísticos principais do estado, onde pode-se gozar de clima ameno e paisagens encantadoras da Serra dos Órgãos. Consequentemente, atraiu migração tanto de pessoas interessadas em suas belezas naturais quanto em busca de emprego em diversos setores de expansão da economia local.

As chuvas que caíram sobre essa área são tidas pelo Instituto Ambiental do Rio de Janeiro como eventos raros, que ocorrem uma vez a cada 350 anos. Sua intensidade foi tamanha que transformou córregos em rios caudalosos, e causou tantos desabamentos que até mesmo a topografia da região sofreu alterações. Ricos e pobres foram afetados. Mansões e casas simples foram arrastadas pela força das águas e deslizamentos, que causaram a morte de mais de 700 pessoas e deixaram ao menos 13 mil desabrigadas. Vários municípios, como Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis and São José do Vale do Rio Preto foram afetados.

Com bloqueios nas estradas e comunicação precária, a tarefa de resgatar vítimas, enterrar os mortos e prover abrigo a todas as vítimas tem se tornado cada vez mais difícil. De acordo com o Rev. Ivaldo Correia, antigo ministro encaregado da Missão do Calvário em Nova Friburgo, e atualmente tesoureiro diocesano, paroquianos locais perderam suas casas e estão sendo abrigados pela igreja. Em Petrópolis, onde a IEAB está presente com uma escola e uma missão, chegaram relatos de que funcionários e parentes de frequentadores foram diretamente afetados pelas tempestades que devastaram a região do Vale do Cuiabá.

A IEAB e a Diocese Anglicana do Rio de Janeiro (DARJ) agradecem a todos que têm apoiado os esforços humanitários no Rio. Segundo o Bispo Filadelfo Oliveira, o Arcebispo de Cantuária, Revmo. Rowan Williams, entrou em contato no dia 16/01 para assegurar ao povo do Rio de suas orações e apoio. O Serviço de Notícias da Comunhão Anglicana também tem coberto as notícias enviadas pela IEAB, permitindo a nossos amigos ao redor do mundo encontrarem formas de ajudar a DARJ.

O Revmo. Neil Alexander, Bispo da Diocese Episcopal de Atlanta, com a qual a DARJ possui companheirismo, enviou um apelo a todos os seus paroquianos, e solicitando que doassem ofertas através de uma conta específica aberta para tal, a qual permite doações via cartão de crédito e pode ser acessada por aqui.

A conta para doações diretamente à DARJ é a seguinte:

Banco Bradesco
Agência 3176-3
Conta-corrente 433594-5

Os fundos transferidos com o intuito de apoio às vítimas serão inteiramente utilizados para essa tarefa. A IEAB tem trabalhado com organizações parceiras para garantir que doações serão transferidas para os necessitados. Muitos trabalhavam em atividades agrícolas, e perderam inclusive sua fonte de renda. Não é possível saber se poderão voltar às suas propriedades, anteriormente tidas como seguras. Todos necessitam de alimento, agasalhos e artigos de higiene. Tais objetos deverão ser concentrados e encaminhados ao Escritório Diocesano que fará a distribuição entre os grupos formados voluntariamente para tal.

Rua Fonseca Guimarães 12, Santa Teresa
Rio de Janeiro RJ 20240-260 Brasil
21 2220-2148

Animais órfãos e abandonados têm aumentado nas áreas de crise. A fim de prevenir um impacto ambiental negativo, prover a tais criaturas um novo lar, bem como evitar riscos de proliferação de doenças tanto entre eles quanto entre ser humanos, diversos abrigos têm se esforçado em direcioná-los a novos donos e famílias. A Rede Anglicana do Bem-Estar Animal, através da Revda. Josi Saldanha, também está trabalhando nesse sentido e aceita doações para tal.

O povo da DARJ pede a todos seus amigos em Cristo no Brasil e no exterior para que orem especialmente pelo repouso eterno das centenas de vítimas que perderam suas vidas nas últimas enchentes, por seus parentes em meio a tal calamidade, pela reconstrução das vidas das vítimas sobreviventes, pelos esforços humanitários das diversas agências, pelos governantes em seu discernimento de como coordenar medidas efetivas de reconstrução, e pelas comunidades da Igreja na área afetada, especialmente Calvário, São Miguel e Todos os Anjos e Escola Anglicana de Araras. A IEAB também oferece orações e suporte para as vítimas de catástrofes similares na Austrália, Sri Lanka e FIlipinas. Rezemos todos e ajamos para que a humanidade tenha sabedoria ao aprender como respeitar, cuidar e proteger este planeta, e que encontremos modos de prevenir perdas terríveis como a que vemos agora.

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Luiz Coelho

Membro do GT-Comunicação da IEAB