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  • SNIEAB 10:53 on 29/09/2010 Permalink | Responder
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    Partilha Ministerial reúne Bispos e Clérigos da Área Provincial III 

    Bispos e Clérigos da Área Provincial III da IEAB participaram, nos dias 24 a 26 de outubro, na Casa de Retiros do Regional Norte 2 da CNBB, em Belém do Pará, da Partilha Ministerial coordenada pelo CEA – Centro de Estudos Anglicanos. Vinte Presbíteros e Diáconos das Dioceses de Brasília, Recife, Amazonas e do Distrito Missionário debateram, durante três dias, sobre os problemas no ministério ordenado na Igreja, principalmente os relacionados com a saúde emocional.

    Coordenado pelo reverendo Carlos Eduardo Calvani, a partilha ministerial abordou o tema “Vocação,espiritualidade, e saúde emocional – lidando com o stress no ministério ordenado”, tendo como assessores Dom Celso Franco, psicanalista e bispo emérito da Diocese do Rio de Janeiro, e os psicólogos Mário Balduíno de Oliveira Júnior e Keila Mattioli. Paralelamente ao encontro dos clérigos e bispos, ocorreu também no mesmo local, uma Oficina sobre elaboração de Projetos, organizada pelo SADD(Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento),com participantes das Dioceses da Área III da Igreja do Brasil.

    A Partilha Ministerial Ministerial começou na sexta, dia 24, logo após ao almoço, com a Celebração da Eucaristia, presidida pelo presidente da Junet, Dom Sebastião Armando, bispo da Diocese do Recife. Após a apresentação dos participantes e assessores, o grupo teve a oportunidade de compartilhar, em pequenos grupos, sobre as causas do estresse e sobre os problemas emocionais que podem afetar o ministério ordenado. Em continuidade a psicóloga Keila Mattioli apresentou um trabalho sobre “O Complexo de Atlas e a psicogênese do estresse”, seguindo-se um debate entre os participantes.

    No sábado, dia 25, após a Oração da Manhã, foi a vez do assessor Mário Balduíno falar sobre a “Síndrome de Bournaut” ou síndrome do esgotamento profissional, que afeta principalmente profissionais que cuidam de pessoas, como pastores, psicólogos, médicos, babás etc. A síndrome se caracteriza pela exaustão emocional e baixa realização pessoal no trabalho, levando a fadiga e ao estresse. À tarde, Dom Celso Franco falou sobre a vocação e o “falso self”. Os participantes tiveram, ainda, um tempo livre para encontro pessoal com ao psicólogos assessores do encontro.

    A Partilha Ministerial serviu, basicamente, para despertar no clero da IEAB a importância de prestar atenção aos sintomas do estresse, aprendendo a cuidar da sua saúde emocional, para melhor servir ao povo da Igreja e à sua vocação ao ministério ordenado. Também marcou um momento significativo na consolidação da Área Provincial III da IEAB – formada pelas dioceses de Brasília, Recife, Amazonas e Distrito Missionário Anglicano – na busca de uma caminhada comum como Igreja a serviço da construção do Reino de Deus.

    Celebração de Encerramento – No domingo, 26 de outubro, o grupo participante da oficina de projetos do SADD se reuniu aos clérigos e bispos para a Celebração da Eucarístia, realizada na Catedral de Santa Maria da Diocese Anglicana da Amzônia. A Celebração Eucarística marcou também as comemorações dos 22 anos de ordenação presbiteral do nosso Bispo Primaz, Dom Maurício Andrade, da Diocese de Brasília. Coincidentemente, Dom Maurício foi ordenado na então Paróquia de Santa Maria, em Belém do Pará, recebendo significativas homenagens dos seus antigos paroquianos.

    A homilia foi proferida pelo bispo da Diocese Anglicana do Recife, Dom Sebastião Armando. Durante a celebração, os bispos Dom Maurício Andrade, Dom Saulo Barros, Dom Sebastião Armando, Dom Almir dos Santos e Dom Celso Franco, junto com os vinte diáconos e presbíteros presentes à Partilha Ministerial, renovaram seus votos de ordenação. O encontro foi encerrado com um festivo almoço nas dependências da Diocese Anglicana da Amazônia, que acolheu a todos com fraterna hospitalidade. Um álbum de fotos do evento pode ser acessado no link a seguir: http://picasaweb.google.com.br/112242100176425700418/CelebracaoEucaristica#.

    -
    Revdo. Félix Batista Filho

    Diocese Anglicana do Recife

     
  • SNIEAB 16:05 on 17/09/2010 Permalink | Responder
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    Carta Pastoral dos Bispos sobre Eleições 2010 

    “Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos,
    Diz o Senhor, e os que contam,
    e com as suas mentiras e leviandades fazem errar o povo.”
    Jeremias 23,32

    Vivemos mais um período eleitoral em nosso país. Há mais de duas décadas o povo brasileiro tem tido a possibilidade de eleger seus representantes. Com avanços consagrados na Constituição de 1988 e ao longo dos anos desde então, outras formas de participação popular se desenvolveram no monitoramento da atuação dos representantes e governantes, na decisão direta sobre temas polêmicos (através de plebiscitos ou referendos), e na concepção e implementação de políticas públicas (através de várias formas de consulta, fóruns e conselhos).

    As igrejas cristãs brasileiras tiveram uma contribuição importante neste processo, mesmo quando tal contribuição não se estendeu à maioria de seus membros. Através de seus meios institucionais de expressão da voz da igreja, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil tem sido parte integrante destas iniciativas, permanentemente. Somos uma Igreja presente e atuante, que apesar de ser uma pequena parcela do Corpo de Cristo em nosso país, tem tido o privilégio de contar com irmãos e irmãs, bispos, clérigos e leigos, comprometidos, conscientes e atuantes na busca da justiça, da paz e do amor que encarnam os principais valores do Reino de Deus.

    Este ano, elegeremos pessoas nos níveis federal e estadual, tanto na esfera executiva como legislativa. É hora de fazermos um balanço da atuação e das realizações dos que foram eleitos no último pleito. É hora de projetarmos nossas aspirações para o presente e o futuro e identificarmos responsavelmente aquelas forças políticas e pessoas que têm a credibilidade, a capacidade e o compromisso para viabilizar essas aspirações. O aperfeiçoamento democrático para o qual a Igreja tanto tem contribuído acaba de consagrar o instituto da idoneidade para os candidatos, através da chamada Ficha Limpa. Apesar de todas as conquistas das últimas décadas de vigência democrática, ainda há muito o que fazer para aproximar o que o país pode oferecer ao conjunto de seus cidadãos e cidadãs e o que de fato está a seu alcance, em termos de direitos, reconhecimento, bens e serviços. Não há democracia sólida sem justiça e liberdade para todos. Não há liberdade política autêntica sem palpáveis mudanças que permitam vida digna para todos. As eleições, sabidamente, não proporcionam respostas imediatas para essas questões, mas permitem duas coisas muito importantes: o debate público de temas, problemas e interesses que expresse a pluralidade de posições e mesmo os conflitos que marcam toda sociedade humana; e a escolha de projetos e pessoas cujas propostas e perfil se ajustem às aspirações da maioria.

    Ainda é muito forte em nosso país uma atitude que privilegia o debate e as escolhas ligadas ao poder executivo. As candidaturas presidenciais e para os governos estaduais tomam quase todo o tempo de discussão, e as legislativas são apresentadas mais em função do apoio dado aos candidatos ao executivo do que em termos das plataformas de atuação dos representantes no legislativo. Nossa Igreja gostaria de insistir com seus membros, neste pleito, que dêem a devida atenção aos dois processos: nossas escolhas para o executivo darão a direção geral que queremos para nosso país e nossos estados, mas são as escolhas para o legislativo que darão conteúdo e meios de viabilização dos projetos apresentados pelos candidatos à Presidência e ao Governo dos Estados. Lembremos que o poder legislativo é a instância originária das leis que devem ser cumpridas pelos agentes públicos. É preciso que usemos de sabedoria, responsabilidade e agudo senso de justiça e verdade para não perdermos a oportunidade de elegermos representantes que estejam à altura de nossos valores e desejos. Que recusemos as vantagens fáceis, os presentes, os apertos de mão sorridentes de pessoas que após eleitas já demonstraram que não cumprem seus compromissos. Apliquemos em nossas escolhas o critério da Ficha Limpa e evitemos reconduzir políticos que não foram sérios na gestão da coisa pública. Que saibamos discernir entre os novos candidatos e candidatas, aquelas pessoas que de fato possuem experiências de serviço à população, especialmente aos muitos pobres, marginalizados e vítimas de preconceito e discriminação.

    As eleições de 2010 são muito importantes como avaliação de um governo que serviu dois mandatos, no nível federal, dos governos estaduais que ora se encerram, mas também para avaliar a performance de nossos legisladores e legisladoras. Não percamos essa oportunidade que nossa matriz republicana nos oferece de selarmos nossa liberdade política com escolhas sérias e bem informadas. Leiamos, acompanhemos os debates, discutamos em nossas paróquias e missões, convidemos candidatos para debater conosco, de diferentes partidos e posições, sem pre-concepções. E decidamos de forma livre e responsável: o destino de milhões está ali, na ponta dos nossos dedos, na urna eletrônica. O voto é o único instrumento inalienável que temos para construir uma sociedade política madura e voltada para o bem comum.

    Brasília, 16 de Setembro de 2010.

    Dom Mauricio José Araujo de Andrade, Primaz, Brasília, DF
    Dom Jubal Pereira Neves, Santa Maria, RS
    Dom Orlando Santos de Oliveira, Porto Alegre, RS
    Dom Naudal Alves Gomes, Curitiba, PR
    Dom Sebastião Armando Gameleira Soares, Recife, PE
    Dom Filadelfo Oliveira Neto, Rio de Janeiro, RJ
    Dom Saulo Mauricio de Barros, Belém, PA
    Dom Renato da Cruz Raatz, Pelotas, RS
    Dom Roger Douglas Bird, São Paulo, SP
    Dom Clóvis Erly Rodrigues, Emérito
    Dom Almir dos Santos, Emérito
    Dom Glauco Soares de Lima, Emérito
    Dom Celso Franco de Oliveira, Emérito

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 11:50 on 15/09/2010 Permalink | Responder
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    Conselho Executivo se reúne em Porto Alegre 

    O novo Conselho Executivo do Sínodo da IEAB – CEXEC, se reuniu nos dias 10 e 11 na cidade de Porto Alegre em sua primeira reunião plena. Como órgão máximo administrativo da Igreja no interregno dos Sínodos, o CEXEC estabeleceu as diretrizes para o próximo triênio da Província.

    Com uma nova composição desde o Sínodo de junho, o CEXEC tomou conhecimento das atribuições canônicas, constitucionais e regimentais apresentadas pelo Primaz, D. Maurício Andrade, e pelo Secretário Geral, Revdo. Cônego Francisco de Assis. A extensa pauta da reunião incluiu aprovação das atas do último Sínodo e acolhimento das recomendações da Conferência de Lideranças, realizada imediatamente antes do XXXI Sínodo, em Embu Guaçu, São Paulo.

    Composto por três representantes bispos, três clérigo(a)s e três leigo(a)s, o grupo tem ainda além do Secretário Geral, a presença ex oficio da Presidente da Câmara de Clérigos e Leigos, Sra. Selma Rosa. O Presidente do CEXEC é o bispo Primaz da Igreja.

    Nas questões de fundo administrativo, o CEXEC aprovou proposta orçamentária para o ano de 2011 e ouviu relatórios diversos das distintas instâncias da IEAB. O intenso trabalho de dois dias resultou na criação de sub-comissões que vão trabalhar planejamento, companheirismo  e reestruturação provincial. Certamente muitos desafios serão enfrentados por este novo Conselho no caminho de tornar a IEAB eficiente no seu jeito de fazer Missão.

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
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