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  • SNIEAB 19:19 on 25/06/2010 Permalink | Responder
    Tags: , , patrimônio, registro, seikokai   

    Templo Anglicano em Registro é declarado Patrimônio Histórico Nacional 

    O conselho do IPHAN-Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em sua sede na cidade do Rio de Janeiro aprovou no dia 24/06 por unanimidade o tombamento da Igreja de Todos os Santos em Manga Larga, Registro-SP.. A Igreja de Todos os Santos foi o primeiro templo religioso construído no Brasil por imigrantes japoneses, inaugurado em 1929, e fica na Paróquia Cristo Rei em Registro.

    Juntamente com o templo, foram tombadas outras 14 construções históricas da imigração japonesa no Vale do Ribeira.

    Esta igreja foi construída em estruturas independentes de madeiras encaixadas (dispensando o uso de pregos e parafusos), e as paredes são de taipa de mão (barro) e pilares de tijolos maciços. Este templo é um raro exemplar de imóveis da colônia japonesa que sobreviveu ao tempo.

    O processo de tombamento junto ao IPHAN foi iniciado pela comunidade nipônica registrense através de sua associação local, isso representou um interesse muito grande de pessoas de outras religiões em preservar este belo templo Anglicano. (por Rev. Mário Ribas)

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 23:07 on 16/06/2010 Permalink | Responder
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    CIN-UJAB no XXXI Sínodo Geral da IEAB 

    Entre os dias 3 e 6 de junho de 2010, aconteceu, em Embu Guaçu – São Paulo, o XXXI Sínodo Geral da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, sob o tema “Acolher e Servir”. Paralelamente, ocorreu a reunião de articulação da CIN-UJAB (Comissão de Integração Nacional da Juventude Anglicana do Brasil) com um representante de cada diocese e distrito, além das duas assessoras, Revda. Tatiana Ribeiro e Sem. Tatiane Vidal.


    Os jovens reunidos relembraram o histórico da CIN-UJAB, discutiram sobre os problemas que foram enfrentados e os que ainda hoje são desafiantes. Juntos, pensaram qual desejam que seja o objetivo para uma Juventude Anglicana e se comprometeram com diversas ações para alcançar as metas delimitadas.
    Foi decidida pela alteração na estrutura da CIN-UJAB: cada Área Provincial indicou um representante para formar a coordenação, além das duas assessoras. Foi também decidido que todo 4º Domingo de cada mês será o Domingo da Juventude, em que os jovens fazem parte da liturgia e são lembrados nas orações de todos.

    Contamos com o apoio de toda a Igreja  para que a  Juventude Anglicana se fortaleça cada vez mais, principalmente neste momento de rearticulação nacional. Após o Sínodo e Confelider, os representantes se articularam e já criaram o cartaz que servirá para o mês de Junho, pondo em curso a dedicação do quarto domingo do mês ao tema da Juventude.

    O cartaz pode ser visto em: http://ujab.ieab.org.br/

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 15:03 on 13/06/2010 Permalink | Responder
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    Primaz da IEAB: por uma Igreja mais profética 

    Após a sua recondução ao primado da IEAB, mediante aclamação do plenário do XXXI Sínodo, D. Mauricio Andrade concedeu entrevista ao jornalista Dermi Azevedo que compôs o grupo de comunicação da Confelider e do Sínodo. Abaixo, a reprodução da entrevista:
    DA – Como analisa sua eleição?

    DM – Como um reconhecimento público da igreja renovando sua confiança e me desafiando novamente para assumir a tarefa de ser o seu pastor no próximo triênio.

    DA – Quais as bases da ação missionária da IEAB?

    DM – Em primeiro lugar, a compreensão cada vez maior, em favor de uma igreja inclusiva, porque o coração de Deus não tem fronteiras. A igreja precisa ser cada vez mais profética, em favor da transformação das estruturas injustas da sociedade.

    DA – Quais são as principais injustiças sociais do pais?

    DM – Uma das principais referem-se a injusta distribuição de rendas e ao monopólios da propriedade. Isto reforça a violência no campo e aumenta o numero de pessoas marginalizadas nas grandes cidades

    DA – Qual é a principal contribuição da IEAB nesse contexto?

    DM – Assumir um papel ético de denúncia, sendo solidária com as pessoas necessitadas.

    DA – Como vê o agravamento da violência ?

    DM – A violência é galopante. Os agentes do estado contribuem para acirrar a violência e  alguns integram e são coniventes até mesmo com grupos de extermínio. Nesse contexto, a igreja deve reafirmar os direitos que sustentam a pessoa humana.

    DA – E as ONGs, o que deve fazer ?

    DM – Colaborar coma s igrejas para que exerça sua função profética e se empenhe para que se descubra a verdade sobre todos os fatos da nossa historia

    Dom Mauricio é carioca da Tijuca nascido em 1692, cresceu em Recife e seu primeiro trabalho como clérigo ocorreu em Belém, durante seis anos, tendo participado da Fundação da Universidade Popular. Foi Secretario Geral da IEAB durante 10 anos. Participou de vários Fóruns Sociais Mundiais. Integra a Junta Diretiva do Conselho Latino-Americano de Igrejas – CLAI; É bispo da Diocese Anglicana de Brasília desde 2003. É casado com Sandra e pai de Lucas Thiago e Pedro.

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 19:22 on 11/06/2010 Permalink | Responder
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    Confelider e Sínodo foram lugares de afirmação das Mulheres 

    Não podia ser diferente. Ao celebrar os 25 anos de ordenação feminina na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB, as mulheres foram sem dúvida o destaque tanto na Confelíder como no Sínodo. A metodologia da Conferência de Lideranças, após oito anos da última Confelíder, foi dirigida como muita maestria pela coordenação do Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento. Revda Magda Guedes coordenou o evento com o apoio da Sra. Sandra Andrade e da Sra. Mara Luz. A Sra. Carmem Regina Gomes, por razões particulares não pode comparecer mas participou das etapas de preparação da mesma. O apoio operacional de Marc Storms completou um trabalho muito bem organizado e que motivou uma profunda reflexão entre os participantes. A liturgia, dirigida pelo Revdo Arthur Cavalcanti concluiu um circulo metodológico impecável. As conclusões e encaminhamentos apresentados pela Revda Magda Guedes na última sessão do Sínodo afirmaram a necessidade de a Igreja assumir com mais determinação a eficácia a sua missão no serviço.


    Outra área onde ficou visível a presença feminina foi na articulação da UJAB – União da Juventude Anglicana do Brasil,  que tem duas lideranças femininas incansáveis: A Revda. Tatiana Ribeiro e a Postulante Tatiane Vidal. Além do mais, ficou visível a lideranças das jovens mulheres no tocante às representações diocesanas: dos dez representantes presentes, cinco eram mulheres. Uma demonstração de que nas instâncias da juventude as mulheres estão cada vez mais comprometidas.


    Quando se passa em revista a delegação dos contatos diocesanos do Serviço Anglicano de Diaconia vê-se igualmente a presença feminina forte e em igualdade numérica em relação às dioceses e o distrito missionário. Mais uma prova do protagonismo feminino na missão e no serviço.
    A eleição de uma mulher leiga para a Presidência da Câmara de Clérigos e Leigos foi a consequência natural de um sentimento de que a Igreja deve reconhecer o papel e a contribuição das mulheres no processo histórico da IEAB. Conforme já noticiado no SNIEAB, Selma Rosa, da diocese Anglicana de Curitiba,  foi eleita como a primeira Presidente da Câmara de Clérigos e Leigos do Sínodo da IEAB.
    A UMEAB – União das Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil também realizou mudanças na escolha de sua nova diretoria. Ao invés de eleger uma diretoria nacional composta pelas lideranças de uma única diocese, decidiram compor uma diretoria por região. Assim, a região II tem a tarefa de liderar a UMEAB naconal até o próximo Sínodo, tendo como Presidente Christina Takatsu, da diocese Anglicana de São Paulo.
    Com certeza, essa Confelíder e XXXI Sínodo serão lembrados pelo protagonismo feminino e a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil está assim tornando concreto o seu jeito de ser inclusivo. Para além dos discursos, temos a certeza de que vivemos a prática da inclusão das mulheres em todos os níveis da Igreja.

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 15:54 on 10/06/2010 Permalink | Responder
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    Primaz D. Mauricio é reconduzido à Primazia por aclamação 

    Numa histórica decisão – pela segunda vez na história da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – o plenário do Sínodo, composto por bispos, clérigos e clérigas, leigos e leigas, reconduziu por aclamação o Revmo D. Maurício Andrade para um novo mandato como Primaz.


    No sábado à tarde do dia 05 de junho, no plenário destinado a eleições para os cargos e comissões provinciais, os delegados sinodais elegeram os membros do Conselho Executivo para o próximo triênio e também o Bispo Primaz da Igreja. O processo foi tranqüilo e quase todas as indicações da Comissão responsável por oferecer nomes para as distintas funções provinciais foram aceitas. No momento da indicação para a função de Bispo Primaz, o nome de D. Maurício foi o único a ser indicado e foi secundado por vários sinodais. Não havendo outra candidatura, o Presidente da sessão de eleições, D. Jubal Pereira Neves indagou o plenário sobre a possibilidade de eleição por aclamação, no que foi atentido plenamente. Toda a delegação sinodal foi efusiva na manifestação de que D. Maurício fosse reconduzido a mais um mandato, como permite os Cânones da Igreja. Tal foi o clima de concórdia que com muita emoção se cantou o Gloria in Excelsis.
    Ao usar da palavra após a eleição, D. Mauricio agradeceu a confiança da Igreja e chamou os delegados e representantes da diocese Anglicana de Brasilia e ficarem ao lado dele para destacar que sua Primazia é exercida com o assentimento e contribuição efetiva da sua diocese. Conforme os Cânones da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil estabelecem que só pode ser Bispo Primaz quem seja bispo diocesano.
    Ato contínuo, o plenário elegeu as demais comissões e cargos provinciais, incluindo entre eles a homologação do nome do Secretário Geral. Indicado pelo Primaz e referendado pelo plenário, o Revdo Cônego Francisco de Assis foi reconduzido para mais um mandato.
    Em entrevista ao jornalista Dermi Azevedo, quando perguntado como se sentia após a indicação, o bispo Primaz D. Mauricio respondeu: “desejo construir uma igreja cada vez mais inclusiva porque no coração
    de Deus não há lugar para fronteiras. Ela precisa ser cada vez mais profética, com vistas às transformação das estruturas injustas da sociedade”.

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    Rev Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 12:07 on 07/06/2010 Permalink | Responder
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    Carta Pastoral à XXXI Reunião do Sínodo Geral da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil 

    Os bispos da IEAB emitiram carta pastoral aos delegados do Sínodo da Igreja reunida em Embu Guaçu- São Paulo/SP – 03 de junho de 2010. O texto na íntegra segue abaixo:

    “Não vos conformeis com as estruturas do sistema deste mundo, mas transformai-vos pela renovação profunda dos vossos sentimentos e pensamentos, a fim de discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que é agradável a Ele, o que é perfeito.” Romanos 12,2

    Ao Clero e a todo Povo da Igreja.

    Saudações.

    1. Nestes dias estamos vivenciando de modo muito particular o quanto é importante a experiência da história. É intensamente simbólico que a realização da Confelíder e do Sínodo se dê justamente na semana em que celebramos a vida das pessoas, pioneiras na missão da Igreja em nosso país há 120 anos atrás. Neste momento, estamos a celebrar a abertura do XXXI Assembléia Sinodal, e “Sínodo” quer dizer “caminhar em conjunto”, convergir na caminhada.

    2. Enquanto pastores da Igreja rogamos a Deus que nos mantenha nesse caminhar em conjunto como Igreja que celebra 200 anos da chegada das Capelanias Britânicas, 120 anos da presença de uma Igreja em missão junto ao povo brasileiro, e 25 anos da ordenação feminina.

    3. O Sínodo inicia no contexto da semana da Santíssima Trindade. A Trindade é o núcleo central do mistério cristão. Para nós não importa simplesmente que seja UM Deus. Importa, sobretudo confessar que o princípio último de todos as coisas não é solidão, mas COMUNHÃO. Na ponta extrema do Ser deparamo-nos com a relação entre diferenças eternas, irredutíveis que, no entanto, se harmonizam em plena unidade. Para nós, as relações são o dinamismo fundante da realidade.

    4. O Deus Trindade é o princípio e o modelo de toda a realidade. É por isso que somos pessoas, seres cujo nome e identidade se forma a partir e mediante relações. É por isso que se tem de renovar em nós a consciência e a responsabilidade da comunhão – pensemos na Igreja como Corpo do Filho, e de solidariedade – pensemos na compaixão por todos os seres do universo. A festa da Trindade é o mistério que dá inefável profundidade a nossa festa da família e da comunhão eclesial que deve transbordar em solidariedade universal.

    5. A dinâmica da vida é comunhão, individualismo, separação, é pecado e morte. O Sínodo é para avivar em nós, experimentar esse sentimento. A Confelíder nos convida a viver a Mística da Missão, nos chama a acostumar-nos com esse Deus para, assim, atuar em seu nome.

    6. Neste momento histórico da festa da Igreja, recordamos hoje em grata memória, o testemunho, a vida e a paixào missionária de Lucien Lee Kinsolving, que junto com James Watson Morris veio para o Brasil, e somos gratos a Deus pela vocação missionária do Seminário de Virginia. Recordamos a presença e serviço da diaconisa Marie Packard. Nesta semana damos graças a Deus por quem abriu os caminhos da missão na Igreja do Brasil. Por essas pessoas tivemos a geração em Cristo, como diria o Apóstolo.

    7. A Confelíder nos tem apontado rumos. Sentimos que Deus nos pede renovar a fidelidade as nossas raízes: reavivar o fervor missionário. TODO O POVO da Igreja deve ser chamado ao serviço de Deus, na variedade de dons e ministérios. Para isso, é preciso aprofundar sempre mais a espiritualidade, a mística da missão como participação na missão de Deus mesmo: voltar à Bíblia em nosso contexto de vida para assimilar sempre mãos, os critérios do Evangelho ate chegar “a carregar em nosso corpo as marcas de Jesus”(Gl 6,17).

    8.Temos de ser sempre mais um povo preparado para participar e fortalecer a vida comunitária e responder, em nome de Cristo, aos desafios da sociedade pela diaconia sociopolítica. Do mundo, da criação e da história, nos vem a interpelação no que “o Espírito diz à Igreja”.

    9. O texto de Romanos 12,2 deve ser nossa guia: “Não vos conformeis com as estruturas do sistema deste mundo, mas transformai-vos pela renovação profunda de vossos sentimentos e pensamentos, a fim de discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que é agradável a Ele o que é perfeito”.

    11. Quando nos lemos os escritos de São Paulo, muitas vezes podemos enumerar muitas controvérsias que tanto na Igreja como fora dela foram suscitadas em torno de sua figura. Porém, podemos reafirmar as palavras de Oscar Cullmann que o assinalou como o profeta dos últimos tempos. E sua vida ficou absorvida no compromisso da fé.

    12. Ao considerar o conjunto da vida do Apóstolo e suas cartas, parece-nos que sua experiência está vinculada à vivência determinante de assumir a fé como compromisso total, como projeção global da vida na qual se empenha até o último esforço. Ele organiza seu mundo a partir de um amor abarcador: que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

    13. O grande Apóstolo, modelo de missionário, se manifesta em suas cartas como um homem apaixonado pelo que faz, que está entregue a sua missão, cujo alcance inclui a conversão de pessoas, passando pela edificação de comunidades até atingir a transformação de sociedade. É que para ele o limite é o mesmo da obra de Deus, a criação inteira, como vemos em Romanos 8, onde a obra da Salvação é a própria consumação do universo, e se revela em sua própria estratégia missionária. É um convicto do compromisso da fé, que o arrasta com força e determinação. De outro lado, é um homem consciente de seu mundo, dos problemas das pessoas, sensível às dificuldades que surgem da vivência da fé no meio de uma cultura idólatra, estranha, imperial, absorvente.

    14. É essa qualidade de compromisso da fé que nos é oferecida como chave interpretativa. E como tal precisa ser assumida como ponto de partida de nossa própria experiência de “transformação” e não de “conformação”.

    15. Se temos o encargo de anunciar e praticar na terra os valores do Reino dos Céus – dignidade, solidariedade, justiça e paz , o mundo a nosso redor nos desafia como provocação radical. Os mais recentes indicadores a respeito da evolução da pobreza global revelam uma crescente desconexão entre o que o mundo poderia ser e o que realmente é. Em grande medida, a maior fragilidade da governança global conduzida pelas nações ricas , durante as duas últimas décadas, tem apontado para maior polarização social entre riqueza e pobreza.

    16. Nunca dantes, desde 1929, uma crise financeira havia causado tantos danos à economia real, às pessoas trabalhadoras, às famílias e à sociedade em geral. A crise de 2008, que custou trilhões de dólares, tem deixado mais de 50 milhões de pessoas desempregadas ao redor do mundo.

    17. Aqui na cidade de São Paulo, onde agora mesmo se dá nossa reunião, pesquisas indicam que nos últimos 10 anos o número de pessoas morando nas ruas aumentou em 57%, esse número hoje representa mais de 13 mil pessoas morando nas ruas.

    18. Essa profunda e prolongada crise mundial do capitalismo, combinada com o retorno do ciclo conjuntural recessivo (desemprego, renúncia a impostos para estimular a produção…), aqui aberto desde setembro de 2008, conforma, em última instância, o pano de fundo da situação política nacional e a movimentação das classes sociais e dos partidos, definindo o rumo das eleições de 2010.

    19. Não podemos esquecer que já não nos é permitido falar de justiça social sem voltar a atenção para a gravidade da problemática que atinge o meio ambiente. O corpo das pessoas está gravemente ferido ( violência e degradação) também porque o “corpo”da Mãe Terra está à beira de entrar em agonia. Já não só a Igreja Cristã, mas a ciência nos chama à conversão: ou mudamos de atitude e de modo de vida, ou perecemos com a vida do planeta.

    20. A reação do povo indígena Kayapo à autoritária decisão de construir a Hidroelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, não deve ser para nós exemplo inspirador de crescente compromisso com a defesa do meio ambiente, defesa do equilíbrio vital da criação divina?

    21. A Missão é criadora, reconciliadora e transformadora , pois é ação de Deus, que flui da comunidade de amor, fundada na Trindade, revelada a toda a humanidade na pessoa de Jesus e confiada ao contínuo e fiel testemunho do povo de Deus pelo poder do Espírito Santo. (João 20,21-23)

    22. É urgente abrirmos nossa visão para o horizonte da missão transformadora e cantar um cântico novo, nossa vida inteira em adoração, nosso “corpo como sacrifício vivo” (Rm 12,1-2)
    Cantai ao Senhor um cântico novo;
    Cantai ao Senhor toda a terra;
    Cantai ao Senhor, louvai o seu nome;
    Falem da sua salvação dia a dia (Salmo 96,1-2)

    23. Acolher e Servir em amor é o horizonte em direção ao qual devemos caminhar, na peregrinação ao Monte do Senhor. Não são, porém, idéias que nos movem a agir, por mais lúcidas e belas que sejam. É por paixão que nos movemos: “O zelo pela tua casa me consome como fogo”, dizia Jesus (Jo 2,17)

    24. A Missão é escuta de uma voz que nos envia em Seu Nome (cf. Ex 3,7-10; Is 6,8). A tarefa é Evangelizar, mediante gestos e palavras, anunciar o julgamento de Deus sobre nós e esta sociedade de opressão, e proclamar a Boa Nova de que outro mundo é possível. O caminho, o método, é o Serviço (Diaconia), mediante o qual se revela e se exerce o explosivo poder da Cruz (cf. I Co 1,17-25). “O amor de Cristo nos arrasta com urgência”( II Co 5:14)

    25. O marco de direção está claro a nossa frente: Inclusividade, porque o coração de Deus não tem fronteiras; visão profética, porque Deus enxerga sempre para além do que já esta determinado; transformação, porque a Palavra de Deus é eficaz, plena de vida (Jo 1,1-5), por isso redentora e recriadora.

    22. Em meio às incertezas do presente século, temos na fé todas as razões de nossa esperança ( cf. I Pedro 3,15)

    Que Amor de Deus nos UNA;
    Que a Alegria de nos INSPIRE;
    Que a Paz de Deus nos ENVOLVA;
    Que a Coragem de Deus nos SUSTENTE.
    E que para isso desça sobre nós
    Bênção de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo, hoje e para sempre ““.

    ++ Mauricio, Primaz, Brasília
    + Jubal, Santa Maria
    + Orlando, Porto Alegre
    + Naudal, Curitiba
    + Sebastião, Recife
    + Filadelfo, Rio de Janeiro
    + Saulo, Belém
    +Renato, Pelotas
    + Roger, São Paulo

    + Clovis, Emérito

    + Almir. Emérito

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    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 12:22 on 05/06/2010 Permalink | Responder
    Tags: ,   

    Liderança Leiga para a CCL 

    Hoje, iniciou a primeira sessão do XXXI Sínodo da IEAB. Após atos protocolares de praxe da assembléia, foram divididas as câmaras de Bispos e Clérigos e Leigos. Foram salientadas a necessidade do maior protagonismo na liderança da IEAB por leigos. Também destacaram-se entre os delegados, o anseio por uma futura divisão tricameral do Sínodo. Foi eleita nesta manhã, a sra. Selma Rosa, da Diocese Anglicana de Curitiba, postulante e professora, para a presidência da Câmara dos Clérigos e Leigos, sucedendo o sr. Presidente Revdo. Luiz Alberto da Diocese Anglicana de Brasília. Foi aprovada a criação de uma comissão para assessorar a presidência desta casa, composta por um clérigo ou leigo de cada diocese, para serem contatos permanentes. A sra. Presidente Selma, terá além da função de representação, a função de coordenação dos interesses desta casa. A Câmara dos bispos encaminhou à recondução da função de Custódio do Livro de Oração Comum o nome do Revdo. Dessórdi Peres Leite, da Diocese Meridional, em doutorado nos EUA. A Câmara de Clérigos e Leigos homologou o encaminhamento da Câmara dos Bispos, sendo reconduzido à função o Revdo. Dessórdi.
    -
    Josué Flores
    Membro do Grupo de Comunicação

     
  • SNIEAB 20:27 on 03/06/2010 Permalink | Responder
    Tags: ,   

    Desafios do ecumenismo e IEAB 

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    Rev. Josué Flores

    Membro do GT-Comunicação da IEAB

     
  • SNIEAB 19:55 on 03/06/2010 Permalink | Responder
    Tags: acolher, , , mistica   

    Confelíder 2010 

    No dia de Corpus Christi, a Confelíder 2010 continuou suas atividades com uma procissão, a Procissão das Beatitudes, em direção à Gruta do Cristo, no Recanto Betânia/SP. Durante a procissão, foram feitas as estações das Bem-Aventuranças. Na concentração diante da Cruz, cada um refletiu acerca de qual bem-aventurança mais tocou e desafiou sua vida, e confidenciou aos presbíteros que ao ouvir, devolviam a décima bem-aventurança. A procissão encerrou-se no local de origem, com relatos dos desafios, resgates e sonhos para a IEAB, refletidos por grupos no dia de ontem.

    Ainda pela manhã, houve três painéis apresentados respectivamente por D. Jubal, sobre o tema As marcas da Missão, pela Revda. Lucia Dal Pont Sírtoli, sobre o tema Bíblia e Missão, e pela Ass. Social Maristela Letzow Silva, sobre o tema Experiência leiga na Missão. Recordamos e reafirmamos a importância das marcas da missão para a vida da Igreja em todos os seus níveis. Também fomos impactados pelo testemunho missionário na área da diaconia, realizados pela Diocese Anglicana de Pelotas, por meio do Projeto Ciranda.

    Durante a tarde, a Confelíder se reuniu em grupos divididos por Áreas Provinciais. A partilha de experiências, dificuldades, desafios, sonhos e projetos foram abordados por todos os participantes, leigos e clérigos, a partir de nossas experiências culturais, sociais e eclesiais de cada região geográfica de nosso país. Foram apresentadas recomendações e comprometimentos dos participantes à plenária com a mediação do Bispo Primaz D. Maurício Andrade, que “costurou” todos os relatos, dentro do “espírito” do encontro, que nos desafia a uma igreja acolhedora e servidora de todas as gentes.

    Destacamos a presença de nossos visitantes Edison Costa, secretário executivo do CEBI/RS e de Karla Ávila, assistente para a América Latina e Caribe do ERD (Episcopal Relief and Development) que transmitiram seus sentimentos e reações aos temas propostos pelo aprofundamento e reflexão, retificando o desejo de fortalecimento das parcerias na missão de Deus para a IEAB, ambos fazendo uma avaliação muito positiva da Confelíder 2010.

    -

    Rev. Josué Flores

    Membro do GT-Comunicação da IEAB

     
  • SNIEAB 21:25 on 02/06/2010 Permalink | Responder
    Tags: ,   

    Anglicanos assumem compromisso com transformação social 

    A reafirmação dos valores do profetismo, do compromisso social e da corresponsabilidade dos cristãos diante da realidade sócio-político-econômica,foi o tema central da sessão de abertura do XXXI Sínodo Geral da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) e da Confelíder (Conferência de Lideranças), realizada hoje às 15h, no Recanto Bethania, uma casa de retiros no município de Embu-Guaçu, na região sul paulistana. Participam dessas assembléias – Sínodo e Conferência – onze bispos, presbíteros e teólogos da IEAB, integrantes do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) e do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI) e do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), com sede em Genebra. Estão também participando desses eventos, delegados de todas as Dioceses do País.

    Um aspecto destacado nas reuniões em Embu-Guaçu é a igualdade de participação entre homens e mulheres. Nesse ano, a Igreja comemora o vigésimo quinto aniversário da ordenação de mulheres, uma mudança que provocou muita polêmica e que vem se impondo com o tempo.


    Missão

    O mapeamento da atual conjuntura brasileira, também foi debatido, com a participação do sociólogo Anivaldo Padilha, da cientista social Mara Luz e do Bispo Primaz da IEAB e Bispo de Brasília, d. Maurício Andrade. Nos debates, após esse painel, foram analisados, como desafios à Igreja, os problemas da violência urbana, do desencanto da juventude e dos efeitos de políticas econômicas excludentes, além do avanço do individualismo e do consumismo.

    Em sua participação no debate, o Bispo Primaz reafirmou o compromisso da IEAB com a transformação da sociedade, numa dimensão chamada, em termos religiosos, de profetismo; com a renovação das atividades missionárias da Igreja, numa perspectiva de não-proselitismo.

    À noite, os participantes debateram, em grupos, duas questões: quais os aspectos a terem prioridade na atual fase da vida da Igreja e se a IEAB já realizou integralmente a sua missão. Um dos grupos, por exemplo, propôs à IEAB que volte a priorizar a teologia do laicato. Nesse sentido, foi relembrado um dos pontos da carta de Lutero, que consagra a doutrina do sacerdócio universal de todos os crentes. Os grupos destacaram também a importância da mística e a valorização do trabalho dos primeiros missionários no Brasil. Com o tempo – disseram – como acontece com todas as instituições – a Igreja passou a viver um processo de burocratização de seu carisma. E essa mudança reforçou a estrutura vertical eclesiástica, um dos pontos centrais criticados pela Reforma Luterana. No Cristianismo, a IEAB é uma das denominações que mais avançaram no processo interno de democratização.

    Como destacou, hoje, d. Maurício, a principal característica pastoral da IEAB é o seu esforço para promover a inclusividade, termo da teologia anglicana que é sinônimo, na linguagem laica, da inclusão social, econômica, política e cultural.

    Desafios

    Amanhã, os participantes da Confelíder debaterão vários aspectos da conjuntura pós-moderna que afetam a atividade missionária da Igreja. Esse é o caso do individualismo exacerbado, do consumismo sem limites, da transformação da mulher em objeto de consumo, na violência crescente, na erotização precoce e na continuidade da exclusão social. Amanhã à noite será iniciado o XXXI Sínodo da IEAB com caráter deliberativo.

    -

    Rev. Josué Flores

    Membro do GT-Comunicação da IEAB

     
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