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  • SNIEAB 0:14 on 26/12/2009 Permalink | Responder
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    Mensagem de Natal e Ano Novo do Bispo Primaz da IEAB 

    Experimentando a Fé, Coragem e a Alegria

    E aprendi que se depende sempre
    De tanta, muita, diferente gente
    Toda pessoa sempre é as marcas
    Das lições diárias de outras tantas pessoas
    Gonzaguinha.

    Cantai ao SENHOR um cântico novo
    Cantai ao SENHOR toda a terra.
    Salmo 96,1

    É Tempo de Natal, é tempo de celebrar, é tempo de recordar, é tempo de experimentar a fé, a coragem e a alegria de Maria, que vem para nós como Bem Aventurada, trazendo o mistério de Deus para nossa vida.
    É tempo de ouvir a voz do próprio Jesus que anuncia que o Espírito de Deus o confirma no anúncio da proximidade do Reino de Deus e da necessidade de construir as condições para que o Reino aconteça.

    Em meio ao cenário internacional e acompanhando o desfecho da Conferencia Climática de Copenhague, as novidades ficam por conta de coisas velhas. Aproxima-se um novo ano eleitoral. Apesar de tantas incoerências e surrealismo de nossos governantes, busquemos nos renovar na esperança do novo que nasce no Jesus Menino e nos envolve na coragem do Cristo libertador.

    É tempo de cantar o novo cântico, é tempo de viver a expressão do amor, é tempo de buscar paz para sorrir, é tempo de sentir a chuva que faz florir de novo nossas vidas.

    Neste Natal, no caminho de juntos continuarmos este cântico novo que Cristo tem colocado em nossa vida, convido a que possamos:

    Renovar a nossa esperança;
    Contemplar o belo, pois a beleza é a imagem visível de Deus;
    Endurecer “sem nunca perder a ternura”
    Experimentar a comunhão com Deus;
    Esperar o milagre da vida que se renova;
    Ouvir o som da flauta e dançar;
    Manter os sonhos;
    Experimentar o tempo de desfrutar da vida;
    Amar, apesar de nós mesmos;
    Cumprir a missão até o fim.

    Deus, que é para nós como Pai e Mãe, por sua misericórdia nos faça membros do seu Reino; Filho, vindo a nós em poder, revele entre nós a promessa de sua glória; Deus o Espírito, faça-nos firmes na fé, alegres na esperança e constantes no amor.

    Todas as bênçãos para vocês e suas famílias nesse Tempo que é de Luz. Um abençoado Natal.

    Brasília, 23 de dezembro de 2009 .

    Do Vosso Primaz,

    ++Maurício Andrade.

    -

    Revmo. Dom Maurício Andrade

    Bispo Primaz da IEAB

     
  • SNIEAB 14:14 on 16/12/2009 Permalink | Responder
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    IEAB emite documento contra homofobia em Uganda 

    “Clareza de mente significa igualmente clareza de paixão. Por causa disso uma grande e clara mente ama ardentemente distinguindo claramente aquilo que ama” (Blaise Pascal)

    A sociedade internacional tem ao longo de sua história conquistado novos estágios de consciência e liberdade e superado gradativamente diversas formas de exclusão de seres humanos por razões de raça, situação econômica, cultura, crença e sexualidade. Entendemos esse processo como decorrente do amor de Deus por toda a humanidade. A Igreja, como parte desse processo, tem a responsabilidade de defender corajosamente o avanço do respeito a todas as pessoas, baseado na lei do amor.
    Ela mesma no passado foi conivente com formas de discriminação e em muitos casos promoveu a exclusão de pessoas, revelando sua incapacidade de responder às demandas de seu tempo. O Espírito de Deus, no entanto, tem desafiado a Igreja a compreender que a ninguém é dado o direito de agir, ou consentir que se aja, em desfavor de qualquer pessoa. Nesse processo de gradativa iluminação espiritual, a Igreja tem conseguido integrar aqueles e aquelas que até em passado recente eram discriminados por sua cor, opinião, gênero e sexualidade.

    Expressamos, à luz do Evangelho , nosso profundo desacordo com as medidas legais que estão sendo estudadas em Uganda para oficializar uma inaceitável perseguição às pessoas homossexuais. Primeiramente, pelo fato de que essas medidas representam o retorno a uma época de barbárie e ignorância. É um recuo gravíssimo no campo dos direitos humanos, inaceitável em nosso tempo. E, em segundo lugar, porque a nenhum cristão é permitido perseguir ou mesmo ameaçar seus semelhantes por razões de divergência quanto à vivência de sua sexualidade. Divergir, é legítimo, perseguir, é abominável.

    A possível aprovação dessas medidas exige um claro e eloqüente testemunho contra a imposição de um estado policial e na defesa de que cada pessoa seja livre para viver plenamente sua condição pessoal, incluindo a sexualidade, dentro dos critérios do amor, do respeito mútuo e do compromisso com a vida. Em um mundo onde a pobreza e a fome matam mais que as guerras, a preocupação dos governos deve voltar-se para fomentar uma sociedade onde não haja pessoas excluídas por quaisquer razões. Leis que venham a promover discriminação e exclusão, inclusive por condição sexual, além de serem abomináveis por contrárias aos direitos humanos, só mascaram e não resolvem nem de longe os reais problemas que a sociedade ugandense necessita enfrentar.

    Concluímos este documento lembrando que o maior desejo de Deus é que vivamos em amor. Nossa fé nos diz que “não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher, pois todos sois um só em Jesus Cristo” (Gl 3, 28). A Lei já foi cumprida por Jesus e agora resta-nos manifestar a graça divina presente no mundo através de um amor ardente e compassivo por todos os seres humanos.

    “O Senhor ama o direito e a justiça. A Terra está cheia do seu infalível amor” (Salmo 33:5)

    -

    Revmo. Dom Maurício Andrade

    Bispo Primaz da IEAB

     
  • SNIEAB 20:42 on 11/12/2009 Permalink | Responder
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    ACT e entidades ecumênicas lançam documento sobre Clima 

    O mundo inteiro está com os olhos postos na Conferência das Nações Unidas sobre o Clima. O evento acontece em Copenhagen e representa uma ocasião singular para que governos definam novos critérios de manejo ambiental, especialmente voltados para garantir que o aquecimento global venha ameaçar a vida e a convivência sustentável no Planeta. O documento, subscrito por Igrejas, movimentos sociais e organizações não-governamentais é um apelo para que todos os agentes públicos se comprometam com metas plausiveis para garantir a sustentabilidade da vida no mundo. O Fórum Ecumênico Brasil, do qual a IEAB é membro, é um dos subscritores da declaração.

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    “As vozes dos afetados e afetadas… exigimos Justiça Climática”

    Nossas organizações sociais, ambientais e defensoras de direitos humanos, reuniram-se na cidade de Cochabamba, nos dias 12 a 16 de outubro de 2009, como acompanhantes dos diferentes setores sociais e populares (Povos Indígenas, Afro-descendentes, Campesin@s, trabalhador@s, estudantes e jovens). Trabalhamos com comunidades de 10 países da América Latina e do Caribe. Essas comunidades são, em geral, historicamente empobrecidas, excluídas pelo modelo econômico e político dominante do sistema capitalista, afetadas pelas mudanças climáticas e pela degradação sistemática da Mãe Terra.

    Consideramos que a crise ambiental global, se origina no atual modelo econômico e socio-político, promovido e mantido pelos países industrializados, pelas elites econômicas globais e nacionais, pelas multinacionais, pelas instituições e entidades financeiras internacionais, pela maior parte dos meios de comunicação de massa e pela militarização, cujo fim essencial é a acumulação da riqueza a qualquer custo. A produção e o consumo em grande escala tem provocado a degradação dos ecosistemas, a destruição da biodiversidade, o esgotamento dos recursos naturais, a crise da disponibilidade hídrica e o envenenamento da atmosfera. Essa última, tem ameaçado a sobrevivência da humanidade e da vida como um todo, afetando de maneira particular a vida dos Povos Indígenas, das comunidades Afrodescendentes, dos camponeses e das comunidades pobres, excluídas e em condições de alta vulnerabilidade nas zonas urbanas e rurais. Estas situações vão, inevitavelmente, acrescentar-se aos conflitos já existentes, à desigualdade e à injustiça social. Por essas razões este é um modelo insustentável.

    Rechaçamos as atuais e falsas soluções promovidas a partir dos países industrializados, como o comércio de emissões de CO2, os bônus de carbono, a produção de agro-combustíveis, a energia nuclear, as mega hidroelétricas, a transferência de emissões do norte para o sul, os transgênicos e os mecanismos de desenvolvimento limpo MDL. Estas falsas soluções estão destinadas a satisfazer o mercado internacional e a cultura de consumo individualista e não às necessidades, aspirações e demandas do povo, já que para sua produção deixaram os rastros do despojo dos territórios e do deslocamento forçado das comunidades. Também puseram em grave risco a segurança e a soberania alimentar dos povos, mantendo a lógica de produção neoliberal.

    Frente a este modelo e suas nefastas consequências, nossas organizações que trabalham com as comunidades afetadas pelas mudanças climáticas na América Latina e no Caribe, promovem modelos alternativos que estão em construção, baseados na transformação social, política e em direção às economias solidárias, alternativas e populares conm base em princípios e valores de: sustentabilidade, equilíbrio e harmonia com a natureza, justiça, humanidade, igualdade e equidade de gênero, participação de todos os setores e controle social, reconhecimento dos direitos da Mãe Terra, do viver e conviver bem com a integração dos saberes ancestrais e tradicionais dos Povos Indígenas (organização, manejo sustentável das fontes de vida, recursos naturais e biodiversidade). Estes princípios e valores marcan um claro rechaço à concentração da riqueza e à exploração irracional, produção e consumismo ilimitado e degradante de mercadorias e serviços. Desta maneira vamos à raiz do problema.

    Frente à Crise Ambiental Global, exigimos dos responsáveis:

    - Mudança no modelo econômico e de desenvolvimento, nas suas formas de exploração, produção e consumo, através da aplicação de políticas e programas participativos e sustentáveis em toda as áreas da economia.

    - Reconhecimento da dívida ecológica dos países do Norte, e dos responsáveis pelos danos ambientais, sociais, culturais e econômicos, assim como a mudança climática, causada pelos danos ocasionados aos Povos do Sul.

    - Pagamento e financiamento do endividamento para mitigação e adaptação frente às mudanças climáticas, respeitando a soberania nacional, a gestão compartilhada local e a livre autodeterminação dos Povos.

    - Cooperação no desenvolvimento tecnológico e na transferência tecnológica, para superar a dependência e a imposição de seus modelos de desenvolvimento, crescimento e conhecimento.

    - Redução das emissões de gases do efeito estufa por parte dos países industrializados, para assegurar que a temperatura média global do planeta não siga subindo e que o aumento se mantenha abaixo dos 2ºC, baseados nas responsabilidades comuns, mas diferenciadas e tendo em conta as emissões históricas e atuais.

    - Estabeleçam mecanismos de fiscalização, controle e sanção dos estados, empresas, corporações, multinacionais e trasnacionais que operam no Sul, responsáveis pelos impactos ambientais, sociais e culturais.

    - Participação dos povos, especialmente indígenas, camponeses, trabalhadores, pobres e marginalizados na consulta e nas decisões.

    - O cumprimento das leis ambientais existentes, criação de novas leis que respeitem o meio ambiente, os interesses dos pobres e dos povos historicamente marginalizados e abolir as leis que não respeitem o meio ambiente.

    - Que se reconheçam os danos atuais que ocorrem no Sul e que se incorporem medidas de adaptação das políticas públicas, locais, nacionais e regionais.

    - O reconhecimento do Tribunal Internacional de Justiça Climática, como um espaço político, ético, moral, legal e legítimo aonde se apresentem e se investiguem os casos e que as suas decisões possam chegar a à sanção dos responsáveis.

    Chamamos a todos os setores sociais, organizações ambientalistas e de direitos humanos, a que nos juntemos para construir uma força política que lute pela Justiça Climática, vinculando-nos às ações de mobilização antes, durante e depois da Conferência das Partes N.15 a realizar-se em Copenhague, e que trabalhemos na difusão e sensibilização pela defesa da Mãe Terra, e das ações de incidência sobre os governos, para que suas políticas sejam marcadas pelos princípios de Justiça Climática e apóiem e fortaleçam países e governos progressistas do Sul para que assumam a liderança política que o Norte não quer assumir, através de ações concretas e de reapresentar um modelo de desenvolvimento regional, em coerência com as demandas do Sul.

    Cochabamba, Bolivia, outubro de 2009

    (fonte: Koinonia)

    -

    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
  • SNIEAB 23:19 on 04/12/2009 Permalink | Responder
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    DIACONIA realiza Assembléia eletiva 

    Com a presença de delegados das onze Igrejas fundadoras da entidade, encerrou-se nesta sexta-feira a Assembléia eletiva de DIACONIA. A hospitalidade nordestina se fez sentir em todos os momentos, com uma logística impecável.

    Fundada em 1967, a entidade tem atuação marcante na região Nordeste, especialmente nos estados de Pernambuco – onde fica a sua sede – Ceará e Rio Grande do Norte. A IEAB é sócia fundadora da entidade e se fez representar nesta Assembléia por dois delegados: A Revda. Magda Guedes e o Sr. Carlos José Machado. O Secretário Geral, Rev. Cônego Francisco Silva esteve presente na qualidade de convidado.

    diaconia dezembro 2009

    Reunidos em um aprazível Hotel Fazenda, no município de Camarajibe, os delegados e delegadas à Assembléia (foto)  aprovaram o Relatório Trienal do Conselho Diretor e referendaram o Plano Estratégico para o próximo Triênio. No espaço concedido aos convidados CESE, CLAI, Koinonia e a IEAB, reafirmaram seu compromisso de apoiar DIACONIA e reconheceram o importante papel que ela desempenha na região. Com 42 anos de existência, a entidade é hoje um dos maiores parceiros de empreendimentos na área do Semi-Árido nordestino e das conurbações das capitais e centros urbanos dos estados onde atua.

    O processo eleitoral do novo Conselho Diretor foi concluido na tarde desta sexta-feira. Os delegados enviados pela IEAB foram eleitos para o Conselho Diretor ( Revda. Magda Pereira) e Conselho Fiscal (Carlos José Machado). O novo Presidente da entidade é o Bispo Emérito Paulo Ayres de Mattos, da Igreja Metodista. A Assembléia foi encerrada com a cerimônia de posse dos novos Conselheiros. Em sua locução como Presidente empossado, o Bispo Paulo Ayres agradeceu aos Conselheiros que encerraram seus mandatos e reafirmou o compromisso de continuar o testemunho deles na gestão da entidade e no fortalecimento do papel de DIACONIA na região.

    -

    Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

    Secretário Geral da IEAB

     
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