Brasil despenca em ranking mundial de igualdade de gênero

Recente pesquisa publicada pelo Fórum Econômico Mundial aponta que o Brasil ocupa a  posição de número  82 num ranking de 136 países em termos de igualdade econômica de gênero.

Estes dados, comparados com anos recentes representa uma piora no quadro e apontam-se entre outras razões a queda da renda média entre os sexos, fruto talvez da crise econômica que se abateu sobre o mundo desde o terceiro trimestre de 2008.

A pesquisa envolveu levantamentos sobre participação no mercado de trabalho e renda anual de mulheres e homens bem como participação política e cargos de direção entre outros. No item participação de mulheres na força de trabalho, o Brasil sobe seis posições. No entanto, despenca 32 posições quando se trata da igualdade salarial para mesmas funções. Quando se trata de índice de desemprego, as mulheres apresentam maior taxa em relação aos homens: (11,66 contra 6,77). Curiosamente, o Brasil apresenta dados surpreendentes no que tange a, por exemplo, cargos de direção, onde sobe 49 posições. Em termos de participação e representação política, a mulher brasileira se situa em posições bem atrás de países do chamado terceiro mundo, com um baixo índice de representação no parlamento. Neste item o país se encontra na posição de número 109.

Quem desejar conhecer os dados da pesquisa, inclusive acessar os dados de todos os países pesquisados, clique neste link. Dos dados desta pesquisa com relação ao Brasil é possíve se inferir o quão desafiador se apresenta para os governos brasileiros adotar políticas públicas que reduzam essa diferença entre homens e mulheres. Para um país que está postulando uma posição mais destacada no cenário internacional, essas estatísticas não credenciam muito. A euforia de alguns com o fato de o Brasil ser considerado a partir de agora com uma potência emergente do planeta precisa enfrentar a situação da desigualdade de gênero. O mais intrigante na pesquisa é de que desde 2006, o país segue uma trajetória de queda no ranking mundial em relação à essa questão. Na direção oposta citamos países como a África do Sul (que subiu 16 posições entre 2008 e 2009) e Equador ( que subiu 12 posições no mesmo período).

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Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva

Secretário-Geral da IEAB